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A tradição brasileira de clonar escudos

Autor: Adriano Fernandes - 31/08/2011 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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No futebol brasileiro nada se cria, tudo se copia. A frase de Chacrinha, adaptada ao esporte bretão, nunca foi tão verdadeira. Pelo menos quando o assunto é o nome e também os escudos dos clubes brasileiros.

O torcedor mais atento já se acostumou com nomes como Corinthians de Alagoas, Flamengo do Piauí ou Fluminense de Feira de Santana. Os clubes citados freqüentemente disputam a Copa do Brasil ou se dão bem em seus estaduais de origem e comprovam a tese de Chacrinha no futebol brasileiro.

“A maioria dos chamados clones do futebol brasileiro são do nordeste. A explicação geográfica para este fato está na criação dos clubes. Para alavancar a simpatia daqueles que torcem para o original eles criaram equipes com o mesmo nome”, explica o José Renato Santiago Jr., escritor com seis títulos já publicados sobre futebol, e autor do livro “Os distintivos de futebol mais curiosos do mundo”.

A lista dos copiados não para por aí. Botafogo da Paraíba, Inter de Santa Maria e o já “finado” Palmeiras do Nordeste engrossam a lista dos que tentaram seguir o sucesso do homônimo, mas ficaram em segundo plano.

A legião dos clones, no entanto, não fica restrita ao Brasil. No Peru existe um Atlético Minero, escrito assim mesmo, sem a lera “I”. Até mesmo o símbolo do time sul-americano é baseado no original Clube Atlético Mineiro, campeão brasileiro de 1971 e dono de uma das maiores torcidas do país.

“O time do Peru é de uma cidade com tradição mineradora. Por isso o símbolo tem uma espécie de mineiro desenhado”, explica José Renato sobre o modesto clube da região de Matucana e que possuí um modesto estádio para cinco mil pessoas.

Os clones se espalham pelos lugares mais inusitados do planeta. Do Japão vem o Grêmio genérico. O Kawasaki Frontale, criado em 1997, tem as cores do clube gaúcho até hoje e já usou distintivo quase idêntico ao tricolor do sul. Mais tarde, o escudo foi mudado, mas a influência permaneceu.

As cópias nos escudos e nos nomes fazem do Brasil um país menos criativo para muitos no planeta bola. O pior é saber que nossos “hermanos” argentinos são mais ricos neste quesito.

“Os argentinos tem nomes e escudos mais legais que o Brasil. Infelizmente isso é uma realidade”, finaliza José Renato, que destaca o símbolo do Huracán como o mais legal entre os distintivos argentinos.

Fonte: Portal Terra


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