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Blog Memória Futebol


Olimpíadas ou Copa do Mundo?

31/01/2012 Categoria: Flávio Araújo   Comentários Nenhum comentário

A participação do futebol brasileiro em olimpíadas sempre teve um lado inexplicável e que não se coaduna com a grandiosidade de nossas diversas seleções no plano internacional.

Comento apenas sobre futebol masculino já que a participação das mulheres é algo bem mais recente e por isso não entra nessas considerações.

Qual a razão de jamais termos conquistado o ouro olímpico no futebol quando somamos tantos feitos em outras competições de nível global?

Se não foi por falta de capacidade ou desinteresse existem outros fatores que devem ser bem analisados.

O principal, creio, é que os craques nasciam aleatoriamente no futebol brasileiro e não havia no passado um trabalho devidamente organizado nas equipes e consequentemente nas seleções de base.

Olimpíadas, no futebol, eram disputadas somente por garotos e a explicação virá em seguida.

A então CBD sempre esteve afinada com as ideias da FIFA e para esta o futebol olímpico sempre foi algo a ser descartado.

A FIFA sempre julgou que essa competição prejudicaria seu produto mais rendoso e por isso mesmo foi deixando que o futebol nas Olimpíadas caminhasse sem oferecer ao mesmo nenhum processo de fortalecimento.

Ou melhor: conseguiu mantê-lo reduzido às divisões de base e o máximo que fez foi aceitar a colocação de 3 atletas com mais de 23 anos em cada seleção.

Assim manteve a mesma como uma espécie de aperitivo para seu principal evento, o mundial que o Brasil vai sediar em 2014 pela segunda vez.

É inimaginável que qualquer modalidade olímpica só possa ser praticada por atletas limitados a uma determinada idade.

O Comité Olímpico Internacional, nada obstante, se curva aos ditames da FIFA e só o futebol se insere nesse contexto, mesmo assim só o masculino.

Por outro lado jamais encaramos com a devida seriedade os valores das divisões de base e algo de errado existe também nesse quesito.

Ainda outro dia comentávamos a propósito da Copa São Paulo de Juniores onde são poucos os bons valores da mesma que atingirão um estágio elevado no profissionalismo adulto.

Tanto é verdade que os mesmos de sempre vivem sendo citados como revelações da Copinha quando são muitos os que se destacam na mesma.

O mesmo aconteceu com nossas seleções olímpicas do passado e o exemplo vem desde as olimpíadas de Helsinque, em 1952.

Naquela seleção somente 4 jogadores,3 deles com 18 anos e um com 20 vingaram para a seleção principal, assim mesmo em termos.

Vavá, o “peito de aço”, titular no comando de ataque nas Copas do Mundo de 1958 e 1962 foi o maior destaque entre os poucos que vingaram.

Zózimo, reserva em 1958 e titular em 1962 e Humberto, de vida efêmera na seleção e na Copa do Mundo de 1954 eram os que estavam na lira dos 18 anos.

E o quarto, de 20 anos, era Larry, bom centroavante, fluminense radicado no futebol gaúcho, mas limitado em seus feitos principais à seleção gaúcha pela qual foi campeão pan-americano em 1956 quando o futebol do Rio Grande do Sul representou todo o país.

Parece lógico que muitos valores que se destacaram na seleção principal em anos seguintes já estavam em ação naquela época, 1952, de que estamos falando.

Então, por que não estiveram nas Olimpíadas?

Simplesmente porque a visão da então CBD era a mesma da FIFA para quem a conquista olímpica no futebol não tinha um peso considerável.

Na contrapartida a Hungria, campeã olímpica naquele ano tinha os mesmos “amadores” que faziam furor com o Honved e com a seleção magiar.     

Nos velhos tempos mandávamos nossos garotos juvenis competirem com profissionais tarimbados e já realizados no profissionalismo marrom do Leste europeu.

Somente anos depois, quando as igualdades se estabeleceram andamos raspando a trave.

Assim mesmo muito pelo fato de alguns países considerados rivais terem conquistado a medalha olímpica que aparentemente antes não nos fazia falta.

Em 1984 em Los Angeles, em 1988 na Coréia do Sul e mesmo em 1996 nos Estados Unidos nossas seleções cumpriram boas campanhas e faltou apenas uma dose de boa fortuna para que voltassem com o já então esperado ouro.

Faltou pouco.

Houve ainda um outro fator para a melhora de nosso futebol olímpico: os atletas de qualidade passaram a se profissionalizar mais cedo e ficaram mais à vista de todo mundo.

Ano passado enviamos ao Peru uma seleção sub-20 que deu a nítida impressão que desabrocharia nas Olimpíadas de Londres.

Com Neymar, Lucas, Oscar e outros valores de escol compôs-se um grupo que muito prometia.

Alguns andaram na fila e outros já se perderam pelo meio do caminho.

Julguei que esses amistosos que abrirão a temporada em termos de seleção do Brasil neste ano de 2012 marcariam a formação da equipe que nos representará em Londres.

Nada disso.

O técnico já declarou curto e grosso que os jogos diante da Bósnia, da Dinamarca, dos Estados Unidos, do México e da Argentina serão da equipe principal visando a Copa de 2014.

O próprio Nei Franco, que teoricamente deveria ser responsável pela equipe olímpica recolhe-se e respeitando uma hierarquia feita por encomenda fica apenas na espreita.

Há ainda a informação que já terminou a fase de experiências.

Como explicar essa situação se com 20 jogos sob seu comando Mano Menezes ainda não nos mostrou uma seleção com perfil para ganhar um mundial e nem temos, por outro lado, uma equipe olímpica formada?

A esperança é que os esforços se unam e desses jogos saia finalmente a base para os dois eventos.

Porque rigorosamente não temos uma coisa nem outra.

Por Flávio Araújo


 

 

... E em uma Libertadores qualquer: O pior mês de todos os tempos do Arsenal de Sarandí

Autor: Adriano Fernandes - 31/01/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Aresenal

Se há algo que o Arsenal quer esquecer é o mês de Março de 2008.

No início do mês, o "Viaducto" foi ao Rio de Janeiro jogar contra o Fluminense com vistas a uma boa colocação no Grupo 8 da Taça Libertadores da América. De forma inexplicável, o time acabou perdendo por 6-0. Em relação ao time que conquistou a Sul-Americana, o time que tomou o vareio no Rio teve apenas 3 alterações: o lateral-direito Espínola no lugar de Gandolfi, o volante Carrera no lugar de Villar e o experiente Biagini no lugar de Gómez. Somente no último caso a alteração foi de ordem técnica. Ninguém na Argentina imaginou que o Arsenal pudesse perder por tantos gols. A última vez que um time argentino levou 6 gols numa Libertadores foi na célebre goleada do Palmeiras sobre o Boca Juniors por 6-1.

Logo após o vexame, o Arsenal tinha excelente oportunidade para se redimir da goleada jogando em casa contra o fraco Gimnasia de Jujuy. Com 1 minuto de jogo, Leguizamón abriu o placar. Ainda no primeiro tempo o Gimnasia virou para 2-1. Ao final da partida, um 3-3 arrancado no final do jogo com o Arsenal com 9 jogadores em campo.

Logo depois do sofrido empate, o "Arse" perdeu 5 jogos seguidos: 0-1 e 6-1 contra a LDU pela Libertadores; 1-4 contra o Newell´s, 0-1 contra o San Lorenzo e 0-1 contra o River pelo Clausura. Com a vitória do Fluminense sobre o Libertad na semana passada, o time não tem mais chances de passar à próxima fase da Libertadores.

Mesmo assim, Gustavo Alfaro continua firme no comando do time, apesar das inevitáveis críticas dos torcedores depois do 6-1 sofrido no Equador. Mesmo assim, grande parte da torcida do Arsenal mantém as esperanças no time e no treinador, que passou brilhantemente pelo Quilmes, classificando-o para a Copa Libertadores de 2005. Apesar das turbulências, acredita-se que Alfaro voltará a colocar o time nos eixos. Mostrando a união do grupo e solidariedade com Alfaro, os jogadores estão plenamente cientes dos fracassos recentes. Na semana passada, em entrevista ao jornal La Nación, o meia Andrizzi declarou: "Não há desculpas. Temos que esquecer isso o mais rápido possível. Se continuarmos juntos melhoraremos e seguiremos em frente".

No sábado passado, a história pode ter começado a mudar: o time empatou sem gols com o vice-líder Estudiantes jogando em casa. Já é alguma coisa, pelo menos depois de 5 derrotas seguidas.

Post Scriptum

- A vitória da LDU na Argentina foi a primeira de um time equatoriano em 37 anos.

- Foi a primeira vez que um time equatoriano fez 6 gols num argentino na história da Libertadores.

- O Arsenal sofreu 21 gols em Março, o que deu à sua defesa uma incômoda média de 3,5 gols sofridos por jogo.

Por Alexandre Anibal em 7/4/2008

Fonte: Doses de Futebol



 

 

2011 - Temporada de Aposentadorias - Parte II

Autor: Adriano Fernandes - 30/01/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Van der Sar

Scholes, Neville e Van der Sar: outros ídolos aposentados em 2011

Na publicação passada comentamos sobre algumas aposentadorias de ídolos do futebol na Oceania, África e Américas em 2011 (na Ásia nenhum jogador de renome abandonou os gramados). Agora será a vez dos agora ex-jogadores europeus. Obviamente centenas deles deram adeus às suas carreiras, mas o blog citará apenas aqueles que tiveram maior relevância em seus clubes e seleções.

EUROPA

Marek Jankulovski – Lateral-esquerdo/meia (República Tcheca): O polivalente jogador tcheco fez praticamente toda sua carreira no futebol italiano e era bastante apreciado pelos dirigentes e treinadores justamente pela versatilidade de seu futebol. Nascido em 09/05/1977 na cidade de Ostrava, na então Tchecoslováquia, Jankulovski começou sua carreira em sua cidade, no Baník, em 1994 como lateral-esquerdo. Como tinha bastante habilidade e possuía um exímio cruzamento começou a ser experimentado como praticamente um ponta-esquerda e da mesma forma se saiu bem. Saiu de Ostrava em 2000 para começar sua ótima trajetória no Calcio com o Napoli. Com suas boas exibições defendeu a Udinese até assinar com o Milan, onde viriam suas maiores glórias. Curiosamente até ser contratado pelo rubronegro de Milão não havia conquistado nenhum título oficial na carreira a despeito de seu bom futebol. Só que com os Rossoneri a história foi diferente: 4 títulos em 6 temporadas, entre eles a Liga dos Campeões da UEFA em 2006/07. O ano de 2007, aliás, foi de ouro para o atleta, pois conquistou vários títulos e ainda foi escolhido como o jogador tcheco da temporada. Após a conquista da Serie A 2010/11 anunciou sua aposentadoria. Já na seleção tcheca teve boa passagem, marcando 11 gols em 9 anos de convocações, além de participar das Eurocopas de 2000, 2004 e 2008 e da Copa do Mundo de 2006.

* Clubes (4): Baník Ostrava (1994 a 2000), Napoli/ITA (2000 a 2002), Udinese/ITA (2002 a 2005) e Milan/ITA (2005 a 2011)

* Títulos (4): Liga dos Campeões da UEFA (2006/07), Supercopa da UEFA (2007), Mundial de Clubes (2007) e Campeonato Italiano (2010/11)

* Seleção tcheca: 77 jogos e 11 gols entre 2000 e 2009

Jan Koller - atacante (República Tcheca): Um gigante do futebol mundial, literalmente. Com seus 2,02m de altura, Koller fez história ao se tornar o artilheiro máximo da seleção tcheca em todos os tempos com 55 gols. Mas engana-se que esse jogador, nascido em 30/03/1973 na cidade de Smetanova Lhota, foi mais um daqueles grandalhões desengonçados que ficavam esperando a bola chegar ao ataque. Lógico que no princípio ninguém acreditava que se tratava de um futuro grande artilheiro, tanto que sua primeira posição em campo foi como goleiro para sua estatura privilegiada ser bem aproveitada. Mas logo viu-se que Koller seria melhor aproveitado na frente. Mesmo com todo esse tamanho Jan Koller sempre demonstrou uma boa habilidade desde os tempos de juvenil do TJ Smetanova Lhota e do ZVVZ Milevsko entre o fim da década de 70 (ele iniciou nas escolinhas de futebol com apenas 5 anos de idade) até meados da década de 90. A união de sua força, técnica razoável e o obviamente fortíssimo jogo aéreo rendeu-lhe o primeiro contrato profissional no Sparta Praha, um dos mais tradicionais clubes de seu país, em 1994. No time da capital tcheca, entretanto, não mostrou o faro de gol esperado a despeito do título da Gambrinus liga logo na sua primeira temporada, mas os belgas do Lokeren viram no jovem gigante um grande potencial e o levaram em 1996. A partir daí explodiu de vez a fama de artilheiro de Jan Koller. Consagrado como goleador do Campeonato Belga na edição 1998/99 transferiu-se para o Anderlecht, onde também fez jus à contratação e marcou diversos gols. Porém, seu grande momento foi no alemão Borussia Dortmund, onde chegou em 2001. Além dos gols e do título nacional na temporada de estréia conseguiu a proeza de ser eleito o melhor goleiro da rodada na temporada 2002/03. Isso mesmo, após a expulsão do goleiro Jens Lehmann numa partida diante do Bayern de Munique pôs em prática as lições do início da carreira como arqueiro e se ofereceu para ir para a meta, visto que o treinador já tinha feito as três substituições, e não foi vazado. Após 5 anos em Dortmund foi para o Monaco da França e depois começou a percorrer equipes de menor expressão na Alemanha, na Rússia e de volta à França no Cannes, onde encerrou a carreira. Em 17 anos de carreira foram 7 títulos conquistados no total. Como já dito, pela seleção tcheca foram 55 gols em 91 jogos, que deixa Jan Koller como o maior goleador da equipe. Estreou em 1999 e até 2009 participou das Eurocopas de 2000, 2004 e 2008, além da Copa do Mundo de 2006. 

* Clubes (8): Sparta Praha (1994 a 1996), Lokeren/BEL (1996 a 1999), Anderlecht/BEL (1999 a 2001), Borussia Dortmund/ALE (2001 a 2006), Monaco/FRA (2006 a 2008), Nuremberg/ALE (2008), Krylia Sovetov/RUS (2008 a 2009) e Cannes/FRA (2010 a 2011)

* Títulos (7): Campeonato Tcheco (1994/95), Copa da República Tcheca (1996), Campeonato Belga (1999/2000 e 2000/01), Supercopa da Bélgica (2000 e 2001) e Campeonato Alemão (2001/02)

* Seleção tcheca: 91 jogos e 55 gols entre 1999 e 2009

Jon Dahl Tomasson – atacante (Dinamarca): Faro de gol e oportunismo, duas qualidades que o dinamarquês Tomasson tinha de sobra. Não à toa é o maior artilheiro da história da seleção de seu país e era a principal referência no ataque de vários clubes por onde passou. Nasceu em 29/08/1976 na capital Copenhague e iniciou sua trajetória dentro dos gramados nas categorias de base dos modestos Solrød BK e Køge, onde se profissionalizou em 1992. Já demonstrava desde novo seu poder de fogo e suas boas atuações resultaram em uma transferência para o Heerenveen da Holanda dois anos depois. Depois passou ainda pelo futebol inglês, espanhol, alemão, italiano até retornar à Holanda para encerrar a carreira em junho. Mas foi nestes três últimos que o atacante atingiu seu auge. Primeiro com o Feyenoord, onde ajudou a conquistar o título nacional, a Supercopa e uma Copa da UEFA (atual Liga Europa); depois com o Milan, faturando também a Liga Italiana, copas nacionais e a Liga dos Campeões da UEFA; e por fim no Stuttgart com o êxito na Bundesliga 2006/07. Como já citado, tornou-se o maior goleador da seleção dinamarquesa em 2010 durante a Copa do Mundo ao marcar pela 52ª vez, empatando com o ex-atacante Poul Nielsen. Estreou com os nórdicos em 1997 contra a Croácia e jogou as Eurocopas de 2000 e 2004 e os mundiais de 2002 e 2010, neste que após a eliminação de sua equipe do Mundial da África do Sul ainda na primeira fase anunciou sua retirada da equipe.

* Clubes (7): Køge (1992 a 1994), Heerenveen/HOL (1994 a 1997), Newcastle/ING (1997 a 1998), Feyenoord/HOL (1998 a 2002 e 2008 a 2011), Milan/ITA (2002 a 2005), Stuttgart/ALE (2005 a 2007) e Villarreal/ESP (2007 a 2008)

* Títulos (8): Campeonato Holandês (1998/99), Supecopa da Holanda (1998/99), Copa da UEFA (2001/02), Copa da Itália (2002/03), Liga dos Campeões da UEFA (2002/03), Campeonato Italiano (2003/04), Supercopa da Itália (2003/04) e Campeonato Alemão (2006/07)

* Seleção holandesa: 112 jogos e 52 gols entre 1997 e 2010

Sami Hyppiä – zagueiro (Finlândia): Considerado um dos maiores jogadores da história do futebol finlandês, ter Sami Hyppiä na defesa do time era certeza de segurança e liderança. A carreira do jogador, natural de Porvoo/FIN e nascido em 07/09/1973, começou no MyPa em 1992 após 11 anos nas categorias inferiores do Kumu. Logo demonstraria toda sua categoria e daria sustentação ao setor de defesa ao clube, ajudando-o a conquistar o título finlandês na mesma temporada ao lado de outro ícone do futebol local: o meia-atacante Jari Litmanen. Em 1995 passou por alguns testes no Newcastle da Inglaterra, que de certo modo lhe ajudaram a melhorar o nível de seu futebol. Porém, depois dos testes, seguiu para o Willem II da Holanda, por lá ficando até 1999 e sendo essencial no surpreendente vice-campeonato do time em seu último ano nos Tricolores. Entretanto o clube de Tilburg estava ficando pequeno para o talento do zagueiro finlandês. Foi aí que veio o gigante Liverpool para lhe abrir novamente as portas do futebol inglês e do sucesso tão merecido que o transformou em um dos ídolos históricos dos Reds. Em Anfield foram 10 anos de dedicação e 10 títulos no total – desde a FA Community Shield até a Liga dos Campeões da Europa, só faltando-lhe o título inglês. Sua postura de líder em campo lhe proporcionou em 200 ser designado um dos capitães do clube inglês ao lado de Jamie Redknapp e Robbie Fowler. Em 2009 transferiu-se para o alemão Bayer Leverkusen e novamente foi um dos destaques da equipe até pendurar as chuteiras na temporada passada. Tal liderança que exercia sobre os companheiros também foi bem utilizada durante sua passagem pela seleção finlandesa. Desde 2008 até sua aposentadoria internacional dividia a braçadeira de capitão do time com seu ex-colega de MyPa e igualmente consagrado Litmanen. Foram 18 anos pela equipe nacional e 105 partidas com 5 gols marcados.

* Clubes (4): MyPa (1992 a 1995), Willem II/HOL (1995 a 1999), Liverpool/ING (1999 a 2009) e Bayer Leverkusen (2009 a 2011)

* Títulos (15): Copa da Finlândia (1992 e 1995), Campeonato Finlandês (1993, 1994 e 1995), FA Cup (2000/01 e 2005/06), Copa da Liga Inglesa (2000/01 e 2002/03), FA Community Shield (2001 e 2006), Copa da UEFA (2000/01), Liga dos Campeões da UEFA (2004/05) e Supercopa da UEFA (2001 e 2005)

* Seleção finlandesa: 105 partidas e 5 gols marcados entre 1992 e 2010

Edwin van der Sar – goleiro (Holanda): Sem dúvida um dos maiores goleiros da história do futebol holandês e, por que não, um dos grandes da história. Sua longeva e vitoriosa carreira começou nas categorias inferiores do Foreholte e do VV Noordwijk até se profissionalizar no poderoso Ajax de Amsterdã em 1990 para dar início à sua trajetória de sucesso. Foram 9 anos do jogador, nascido na cidade de Voorhout em 29/10/1970, nos Godenzonen e vários títulos conquistados – entre campeonatos nacionais, europeus e mundiais. Formou em meados da década de 90 num time fantástico do Ajax, que chegou ao ápice vencendo a Liga dos Campeões da Europa e o Mundial Interclubes na temporada 1994/95, e que contava com jogadores excepcionais como Rijkaard, Blind, Davids, Cocu, Litmanen, Overmars, Seedorf, os irmão De Boer, entre outros. Em 1999, já considerado um dos melhores arqueiros do futebol europeu, foi especulado pelo Manchester United, mas seguiu para a Juventus de Turim, onde ficou longe de repetir o sucesso que teve em seu país natal. Com a Vecchia Signora venceu apenas a Copa Intertoto em 1999, e após a chegada de Buffon ao clube seu espaço foi bastante reduzido na equipe titular, o que o deixou bastante chateado e aceitasse uma proposta do mediano Fulham da Inglaterra em 2001. Recém promovido à Premier League, os Cottagers pouco tinham a oferecer a Van der Sar no que diz respeito a ambições, apesar de pertencer a um milionário empresário egípcio. Em Craven Cottage novamente uma escassez de conquistas e outra Intertoto foi o máximo que conseguiu. A despeito disso tudo suas ótimas atuações despertaram novamente o interesse do gigante Manchester United e dessa vez o holandês agarrou a oportunidade. Mesmo com quase 35 anos de idade a aposta de Sir Alex Ferguson não foi equivocada e o veterano goleiro iria ser peça fundamental nas próximas cinco temporadas. Nos Red Devils, Van der Sar reviveu seus tempos de Ajax e ajudou o clube a faturar mais outros troféus desde copas nacionais até o Mundial Interclubes. Esteve próximo de levantar seu terceiro título europeu na última temporada, mas sucumbiu com seu time diante do genial Barcelona de Messi na final da Liga dos Campeões, ocasião que também culminou com sua aposentadoria dos gramados aos 40 anos de idade com a espetacular marca de 26 conquistas no currículo. Pela seleção holandesa chegou a fazer parte da equipe que foi à Copa do Mundo de 1994 nos EUA como reserva e por isso não atuou, mas sua estréia efetiva só se deu no ano seguinte diante da Bielorrússia. Participou ainda das Eurocopas de 1996 a 2008 e das Copas de 1994, 1998 e 2006, totalizando 130 convocações no geral. E apesar de todo seu talento debaixo das traves, ao contrário de sua carreira nos clubes, não conseguiu ganhar nenhuma competição com a Laranja Mecânica nos 13 anos em que a serviu.

* Clubes (4): Ajax (1990 a 1999), Juventus/ITA (1999 a 2001), Fulham/ING (2001 a 2005) e Manchester United/ING (2005 a 2011)

* Títulos (26): Copa da UEFA (1991/92), KNVB Cup (1992/93, 1997/98 e 1998/99), Campeonato Holandês (1993/94, 1994/95, 1995/96 e 1997/98), Johan Cruijff Shield (1993, 1994 e 1995), Liga dos Campeões da Europa (1994/95 e 2007/08), Supercopa da UEFA (1995), Mundial de Clubes (1995 e 2008), Copa Intertoto (1999 e 2002), Copa da Liga Inglesa (2005/06), Campeonato Inglês (2006/07, 2007/08, 2008/09 e 2010/11) e FA Community Shield (2007, 2008 e 2010)

* Seleção holandesa: 130 jogos entre 1995 e 2008

Gary Neville – lateral direito (Inglaterra): Um dos raros exemplos de dedicação a um único clube em toda a carreira. Assim foi o lateral direito Gary Neville, nascido na cidade de Bury em 18/02/1975, que entre 1992 e 2011 vestiu única e exclusivamente a camisa do tradicional Manchester United. Em 1991 destacou-se nas categorias de base dos Red Devils com a conquista da FA Youth Cup, a FA Cup juvenil, capitaneando a equipe. Neville nunca se sobressaiu pela habilidade, mas pela luta, força de vontade, versatilidade, seriedade e liderança em campo. Fez parte da geração de ouro surgida na década de 90 com Beckham, Giggs, Butt e Scholes, e que praticamente ganhou tudo o que disputou. Levantou seu primeiro troféu como profissional na temporada 1995/96 com o título inglês. Foi o suficiente para ser chamado pela primeira vez para a seleção inglesa. A partir de então foi uma sucessão de êxitos, vencendo torneios nacionais e internacionais, até sua aposentadoria. Com a saída de Roy Keane do time em 2005 foi escolhido por Sir Alex Ferguson como capitão do time, braçadeira esta que manteve até o fim de sua passagem pelos gramados. A partir de 2007 sua carreira começou a declinar devido às sucessivas lesões. Sua última partida oficial foi em 01 de janeiro deste ano na vitória do United sobre o WBA pela Premier League. Após este jogo sucumbiu de vez às contusões e anunciou em fevereiro sua retirada dos gramados. Seu irmão mais novo Phil Neville, igualmente lateral direito de origem surgido das bases do Manchester United, hoje defende as cores do Everton como volante. Pela seleção da Inglaterra, Gary Neville é o lateral direito recordista em participações com 85 jogos. Esteve presente em três Eurocopas (1996, 2000 e 2004) e em três Copas do Mundo (1998, 2002 e 2006). Nos 12 anos como jogador do English Team não fez nenhum gol e também não ganhou nenhum título, a despeito de sua brilhante carreira clubística.

* Clube (1): Manchester United (1992 a 2011)

* Títulos (31): Campeonato Inglês (1992/93, 1993/94, 1995/96, 1996/97, 1998/99, 1999/2000, 2000/01, 2002/03, 2006/07, 2007/08, 2008/09 e 2010/11), FA Cup (1993/94, 1995/96, 1998/99 e 2003/04), FA Community Shield (1993, 1994, 1996, 1997, 2003, 2007, 2008 e 2010), Liga dos Campeões da Europa (1998/99 e 2007/08), Mundial de Clubes (1999 e 2008) e Copa da Liga Inglesa (2005/06, 2008/09 e 2009/10)

* Seleção inglesa: 85 jogos entre 1995 e 2007

Paul Scholes – meia (Inglaterra): Mais uma baixa no elenco do Manchester United nesta temporada devido à aposentadoria. Assim como o contemporâneo Gary Neville, Paul Scholes faz parte do rol de jogadores que só serviram um único clube durante a carreira. Aliás, Scholes, que é natural de Salford e nasceu em 16/11/1974, começou juntamente com ex-lateral nas categorias de base do Manchester United em 1991. Profissionalizou-se em 1994 e em Old Trafford permaneceu até esta última temporada quando decidiu se retirar dos gramados – curiosamente a mesma que o eterno companheiro Neville. O meia é considerado por muitos jogadores um dos melhores de sua posição da geração da década de 90. Com o time vermelho de Manchester foi vencedor em vários níveis: desde copas nacionais até mundiais de clubes, totalizando 26 troféus. É o quarto jogador que mais atuou com a camisa do clube na história, com 676 partidas em 17 anos. Paul Scholes era dotado de uma grande visão de jogo e de um potente chute com ambas as pernas. Polivalente, entretanto, o que ele esbanjava em talento para armar uma jogada, também desarmava o jogo adversário – muitas vezes de forma mais dura, o que lhe rendeu mais de uma centena de cartões amarelos e várias expulsões. Mas nada que tire seu mérito de grande jogador que foi, muito importante nas 26 vezes em que ajudou o seu time a vencer um torneio. Não à toa o francês Zinedine Zidane, um dos maiores nomes da história do futebol recente, revelou que Scholes foi o maior meiocampista de sua geração. Sua estréia na seleção inglesa aconteceu em 1997 e sua última convocação se deu em 2004. Neste período participou das Eurocopas de 2000 e 2004 e das Copas do Mundo de 1998 e 2002, totalizando 66 jogos e 14 gols marcardos.

* Clube (1): Manchester United (1994 a 2011)

* Títulos (26): FA Cup (1995/96, 1998/99 e 2003/04), Campeonato Inglês (1995/96, 1996/97, 1998/99, 1999/2000, 2000/01, 2002/03, 2006/07, 2007/08, 2008/09 e 2010/11), FA Community Shield (1996, 1997, 2003, 2007, 2008 e 2010), Liga dos Campeões da Europa (1998/99 e 2007/08), Mundial de Clubes (1999 e 2008) e Copa da Liga Inglesa (2005/06, 2008/09 e 2009/10)

* Seleção inglesa: 66 jogos e 14 gols entre 1997 e 2004

Por Carlos Henrique em 22/08/2011

Fonte: Futebol: uma história para contar



 

 

Os Árbitros Adicionais: Uma diferença observada entre o Paulistão e o Cariocão

Autor: Rafael Porcari - 30/01/2012 Categoria: Rafael Porcari   Comentários Nenhum comentário

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Nada de bairrismo, mas sim uma observação importante: o comportamento dos árbitros adicionais atrás da linha de meta no RJ e em SP.

Nesses jogos iniciais, percebi que no Campeonato Paulista os árbitros adicionais não estão gesticulando, mas conversando via rádio com os árbitros principais. Se há um pênalti duvidoso, primeiro ocorre a discreta conversa, para, logicamente, não atrapalhar a decisão final do árbitro. Ou seja: o adicional é um auxiliar, que informa com cuidado, mas não toma decisão.

Em alguns poucos jogos que vi do Campeonato Carioca, vejo o inverso: árbitros adicionais gesticulando bastante e até entrando em campo! Confesso que não sei se é uma orientação diferente da FERJ em relação a FPF, mas a curiosidade me atiçou. Tal comportamento seria por orientação das Comissões de Árbitros de cada estado? A CEAF-SP trabalha diferente da CEAF-RJ?

Insisto nesta questão pelo simples fato de que essas federações estão podendo utilizar tais árbitros de acordo com a permissão da FIFA, na chamada FASE 2 da experiência com adicionais. A FASE 1 tinha abandonado a tradicional diagonal do árbitro com árbitros adicionais à direita dos goleiros. Agora, estão à esquerda das metas, mais próximos dos árbitros assistentes.

E aí fica a dúvida: quem está trabalhando de acordo com o ideário da FIFA?

Outra questão: o que é melhor para os árbitros?

Penso que toda marcação do árbitro deve ser bem sinalizada para que os envolvidos no jogo entendam o que foi marcado (isso evita os “perigos de gols” tão nefastos no futebol). Entretanto, não gosto da idéia da sinalização explícita do árbitro adicional, justamente pelo fato de que se ele entender que ocorreu um pênalti, entrar em campo e sinalizar que é tiro penal, mas o árbitro entender que não foi, os jogadores irão reclamar muito, muito mesmo!

Aqui, fico com a discreta comunicação dos adicionais de São Paulo, que, respeitosamente, entendo ser muito mais adequada do que a extravagância de forçar uma sinalização inadequada.

Fonte: Blog do Professor Rafael Porcari em 27/1/2012



 

 

2011 - Temporada de Aposentadorias - Parte I

Autor: Adriano Fernandes - 29/01/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Ronaldo( Foto: Jornal A Folha de São Paulo)

Ronaldo, Petković e Aloisi: algumas das aposentadorias dos gramados em 2011

A temporada do futebol em alguns países já começou, como é o caso do Brasil, mas outros principais centros, como a Europa, estão iniciando suas disputas. Será a volta à atividade de alguns dos grandes astros do esporte no mundo, entretanto vários deles não mais pisarão nos gramados a partir deste mês. O ano de 2011 protagonizou várias despedidas de atleta renomados em todos os 5 continentes.

O Manchester United se viu sem 3 de seus maiores ídolos a partir desta temporada: Gary Neville, Edwin van der Sar e Paul Scholes. Já o Brasil perdeu um dos grandes atacantes de sua história: Ronaldo. E por que não considerar também uma baixa para o futebol brasileiro a aposentadoria do meia sérvio Dejan Petković, ex-Flamengo?

Por isso vamos citar algumas das principais aposentadorias que aconteceram no futebol na temporada 2010/11 em duas partes – a primeira com atletas de fora da Europa e a segunda, com os europeus. Com certeza cada um desses jogadores deixaram seus legados para as futuras gerações dentro das 4 linhas e uma história de dedicação e amor ao esporte. As torcidas espalhadas pelos quatro cantos agradecem por terem feito tantas emoções aflorarem enquanto atuavam, mas ficarão órfãs de mais ídolos que a bola proporcionou em ação.

A partir de agora uma lista algumas das principais “celebridades” do mundo do futebol em suas respectivas regiões com um breve histórico de suas carreiras, que a partir desta temporada não mais darão o ar de suas graças dentro das quatro linhas. Primeiro os não-europeus.

ÁFRICA

Hans Vonk – goleiro (África do Sul): Nascido na cidade de Alberton/AFS em 30/01/1970, Vonk marcou história no futebol africano por fazer parte da seleção sul-africana que foi à Copa do Mundo de 1998 após vários anos banida por conta do regime do Apartheid que assolou o país durante anos. De descendência holandesa, Vonk fez boa parte de sua carreira de goleiro na Holanda, tendo começado em 1988 no RKC Waalwijk naquele país. A maior parte de seus 23 anos como jogador profissional foi com a camisa do Heerenveen, onde atuou em mais de 250 partidas oficiais. Conquistou apenas um título em sua trajetória futebolística: a KNVB Cup (Copa da Holanda) de 2009. Pelos Bafana Bafana estreou em 1997 e fez 43 jogos até deixar a seleção em 2005, tendo participado das Copas de 1998 e 2002.

* Clubes (6): RKC Waalwijk/HOL (1988 a 1991 e 1993 a 1996), Wageningen/HOL (1991 a 1992), Den Bosch/HOL (1992 a 1993), Heerenveen/HOL (1996 a 2004 e 2009), Ajax/HOL (2004 a 2006 e 2008 a 2009) e Ajax Cape Town (2009 a 2011)

* Título (1): KNVB Cup (2009)

* Seleção Sul-africana: 43 jogos entre 1997 e 2005

OCEANIA

Josip Skoko – meia (Austrália): Natural de Mount Gambier/AUS, o meiocampista de descendência croata foi importante em várias conquistas de clubes pouco tradicionais no cenário futebolístico europeu. Skoko, nascido em 10/12/1975, começou sua carreira no North Geelong Warriors, clube australiano para atletas de origem croata como no caso do jogador, em 1994. Seus grandes momentos foram com o Genk/BEL, onde conquistou o título nacional na temporada 2001/02 como capitão, e com o turco Gençlerbirliği, quando na Copa da UEFA 2003/04 chegou à quarta fase do torneio sendo derrotado pelo então futuro campeão Valencia a duras penas no tempo extra da partida de volta. Meia habilidoso que atuava mais na faixa central do campo, Joey Skoko, como era conhecido, ainda teve passagens pelo futebol croata e inglês até retornar ao seu país natal para encerrar a carreira pelo Melbourne Heart. Na seleção australiana principal foram 9 gols em 51 jogos entre 1997 e 2007, tendo participado dos Jogos Olímpicos de Sidney em 2000 e do Mundial de 2006.

* Clubes (7): North Geelong Warriors (1994 a 1995), Hajduk Split/CRO (1995 a 1999 e 2008 a 2001), Genk/BEL (1999 a 2003), Gençlerbirliği/TUR (2003 a 2005), Wigan Athletic/ING (2005 a 2006 e 2007 a 2008), Stoke City/ING (2006) e Melbourne Heart (2010 a 2011)

* Títulos (2): Campeonato Belga (2001/02) e Copa da Croácia (2009/10)

* Seleção australiana: 51 jogos e 9 gols entre 1997 e 2007

John Aloisi – atacante (Austrália): Em 2005 a seleção australiana havia 31 anos que não disputava um Mundial. Mas em 16 de novembro de 2005 a espera terminaria após a disputa da repescagem contra o Uruguai, em Sidney, com a vitória de sua equipe nos pênaltis. E um dos heróis deste feito foi o atacante John Aloisi, que bateu a penalidade decisiva que classificou os Socceroos para a Copa do Mundo de 2006, que a partir de então fez do jogador um ídolo para a torcida. Aloisi nasceu em 05/02/1976 em Adelaide/AUS e começou sua carreira no clube da cidade, o Adelaide City, em 1991, onde logo foi campeão nacional no mesmo ano. Passou ainda pelas principais ligas européias como a da Bélgica, Itália, Inglaterra e Espanha. Neste último ajudou o Osasuna a chegar à final da Copa do Rei na temporada 2004/05, que acabou derrotado pelo Real Bétis. Em 2007 retornou ao seu país para jogar pelo Central Coast Mariners, depois pelo Sidney FC até pendurar as chuteiras no Melbourne Heart. Em 20 anos de carreira, Aloisi apenas conquistou título em nível de clubes na Austrália (3 no total), mas sentiu o gostinho de levantar um troféu com a seleção australiana em 2004 com o êxito na OFC Cup, a Copa das Nações da Oceania. Pelo selecionado nacional foram 27 gols em 55 partidas entre 1997 e 2008, tendo participado da Copa do Mundo de 2006.

* Clubes (11): Adelaide City (1991 a 1992), Standard Liège/BEL (1992 a 1993), Royal Antwerp/BEL (1993 a 1995), Cremonese/ITA (1995 a 1997), Portsmouth/ING (1997 a 1998), Coventry City/ING (1998 a 2001), Osasuna/ESP (2001 a 2005), Alavés/ESP (2005 a 2007), Central Coast Mariners (2007 a 2008), Sidney FC (2008 a 2010) e Melbourne Heart (2010 a 2011)

* Títulos (4): Campeonato australiano (1991/92, 2007/08 e 2009/10), Copa das Nações da Oceania (2004)

* Seleção australiana: 55 jogos e 27 gols entre 1997 e 2008

AMÉRICA DO SUL

Martín Palermo – atacante (Argentina): Pouca habilidade com a bola nos pés, mas um enorme faro de gol. Esta era a principal característica deste centroavante nato nascido em 07/11/1973 na cidade de La Plata/ARG. Passou por Estudiantes, onde começou a carreira em 1992, Villarreal/ESP, Bétis/ESP e Alavés/ESP, mas foi no lendário Boca Juniors que tornou-se um ídolo e entrou para a história. Desde o princípio demonstrava ser um atacante prolífico e justamente essa qualidade o fez transferir-se para o futebol europeu em 2001 para o Villarreal. A essa altura já era venerado pelos torcedores do Boca, ainda mais após a conquista do Mundial Interclubes de 2000 diante do poderoso Real Madrid, em que o time de La Bombonera venceu por 2 a 1 com dois gols de Palermo. Após três temporadas sem muito sucesso na Espanha, retornou em 2004 para seu ex-clube de La Boca para não sair mais. É o maior artilheiro da história do Boca Juniors com 236 gols em 404 jogos, ultrapassando figuras míticas como os ex-atacantes Roberto Cherro (221 gols) e Francisco Varallo (194 gols). Foram 14 títulos (13 com o Boca) entre Segunda Divisão argentina e Mundial Interclubes. Com a seleção da Argentina ficou marcado por desperdiçar três pênaltis numa mesma partida – contra a Colômbia na Copa América de 1999. Foi à Copa do Mundo de 2010 e tornou-se o mais velho jogador argentino a marcar um gol em mundiais (com 36 anos e 210 dias fez o segundo da vitória de 2 a 0 sobre a Grécia). No total em 15 partidas anotou 9 tentos entre 1999 e 2010.

* Clubes (5): Estudiantes (1992 a 1997), Boca Juniors (1997 a 2000 e 2004 a 2011), Villarreal/ESP (2001 a 2003), Real Bétis/ESP (2003 a 2004) e Alavés/ESP (2004)

* Títulos (14): Segunda Divisão argentina (1994/95), Campeonato Argentino – Apertura (1998, 2000, 2005 e 2008), Campeonato Argentino – Clausura (1999 e 2006), Taça Libertadores (2000 e 2007), Mundial Interclubes (2000), Copa Sul-americana (2004 e 2005) e Recopa Sul-americana (2006 e 2008)

* Seleção argentina: 15 jogos e 9 gols entre 1999 e 2010

Marcelo Gallardo – meia (Argentina): Um dos grandes ídolos da história recente do River Plate e Monaco/FRA, recém rebaixados em seus respectivos campeonatos, Gallardo foi um meiocampista muito habilidoso que surgiu nas bases dos Millonarios em 1992. Com sua técnica apurada logo foi comparado ao genial Diego Maradona. Foi com as camisas desses dois clubes que o meia nascido em 18/01/1976 na cidade de Merlo/ARG conseguiu seus maiores feitos, tais como Taça Libertadores, Liga Francesa, entre outros. Atuou também no Paris Saint-Germain/FRA e no futebol norte-americano e uruguaio, onde encerrou a carreira na temporada passada atuando pelo Nacional (sendo campeão nacional) e logo em seguida assumiu o posto de treinador da equipe. Tamanha a sua importância que por todos os clubes nos quais passou El Muñeco (O Boneco) levantou ao menos uma taça – foram 14 ao todo. Já com a seleção argentina principal foram 44 jogos e 13 gols entre 1994 e 2003, conquistando a medalha de de ouro no Pan-americano de 1995 e a de prata nos Jogos Olímpicos de 1996 em Atlanta, além de ter participado das Copas de 1998 e 2002.

* Clubes (5): River Plate (1992 a 1999, 2003 a 2006 e 2008 a 2010), Mônaco/FRA (1999 a 2003), Paris Saint-Germain/FRA (2007), DC United/EUA (2008) e Nacional/URU (2010 a 2011)

* Títulos (16): Campeonato Argentino – Apertura (1993. 1994, 1996 e 1997), Campeonato Argentino – Clausura (1997 e 2004), Jogos Pan-americanos (1995), Taça Libertadores (1996), Supercopa Sul-americana (1997), Campeonato Francês (1999/2000), Supercopa da França (2000), Copa da Liga Francesa (2003 e 2008), US Open Cup (2008) e Campeonato Uruguaio (2010/11)

* Seleção argentina: 44 jogos e 13 gols entre 1994 e 2003

Ronaldo – atacante (Brasil): O Fenômeno dispensa qualquer apresentação ou comentários. Foi sem dúvida um dos maiores atacantes da história do futebol mundial, vencedor em todos os sentidos – dentro e fora do campo. Dentro porque esse carioca de Bento Ribeiro, nascido em 22/09/1976, foi campeão e artilheiro de praticamente tudo o que disputou, e fora por ter dado a volta por cima após três seríssimas contusões nos joelhos. Começou nos juvenis do São Cristóvão/RJ e logo despontaria no Cruzeiro com a conquista da Copa do Brasil de 1993. Em 1994, com quase 18 anos, já era convocado para a Copa do Mundo e campeão do torneio (apesar de não ter entrado em campo). Dali então para brilhar nos gramados mundo a fora foi rápido: PSV Eindhoven/HOL, Barcelona/ESP, Internazionale/ITA, Real Madrid/ESP, Milan/ITA e Corinthians, tendo sempre conquistado algum título nesses clubes e sendo artilheiro em várias ocasiões. Em 2009 retornou para o Brasil lesionado e fora de forma, mas conseguiu ainda levantar dois troféus com o time paulista. Em 2011, sentindo as lesões e tendo perdido a batalha contra o peso anunciou sua aposentadoria. Com a Seleção Brasileira, viveu dias de glória e de inferno astral. Glória com os dois títulos mundiais e inferno por conta da conhecida convulsão que teve antes da final do Mundial de 1998 diante da França, que culminou com a derrota brasileira. Pela equipe Canarinho foram 98 jogos e 62 marcados entre 1994 e 2011 (neste ano fez sua despedida contra a Romênia, que conta como convocação para suas estatísticas apesar de se tratar de jogo amistoso). Em 2006 chegou ao seu 15º gol em Copas do Mundo, fato que lhe deu o recorde de gols no torneio em todos os tempos ultrapassando o ex-atacante alemão Gerd Müller. Mais detalhes sobre a brilhante carreira do jogador você pode conferir neste blog clicando aqui.

* Clubes (6): Cruzeiro (1993 a 1994), PSV Eindhoven/HOL (1994 a 1996), Barcelona/ESP (1996 a 1997), Internazionale/ITA (1997 a 2002), Real Madrid/ESP (2002 a 2007), Milan/ITA (2007 a 2008) e Corinthians (2009 a 2011) 

* Títulos (18): Copa do Brasil (1993 e 2009), Campeonato Mineiro (1994), Copa do Mundo (1994 e 2002), Copa da Holanda (1996), Supercopa da Espanha (1996 e 2003), Copa do Rei (1997), Recopa Européia (1997), Copa América (1997 e 1999), Copa das Confederações (1997), Copa da UEFA (1998), Mundial Interclubes (2002), Campeonato Espanhol (2002/03 e 2006/07) e Campeonato Paulista (2009)

* Seleção Brasileira: 98 jogos e 62 gols entre 1994 e 2011

Dejan Petković – meia (Sérvia): O meia foi incluído não por acaso entre os atletas sul-americanos que deixaram o futebol, apesar de ser europeu. O jogador é sérvio, nascido em Majdanpek/SER em 10/09/1972, mas com a habilidade de um bom brasileiro. Começou sua carreira no modesto Radnički Niš em 1988 e logo depois seguiu para o poderoso Estrela Vermelha de Belgrado, onde chegou sendo logo campeão mundial interclubes em 1991. Dada sua imensa técnica, principalmente na bola parada, e às boas atuações com o clube despertou a atenção do gigante Real Madrid, para onde seguiu em 1995. Entretanto na Espanha não obteve o mesmo sucesso do início da promissora carreira e lá ainda passou por Sevilla e Racing Santander por empréstimo, também sem muito êxito. Foi aí então que veio a reviravolta em sua trajetória nos gramados. Participando de um torneio amistoso na Espanha com o Real Madrid B, dirigentes do Vitória/BA, que também participava da competição, gostaram de seu futebol e lhe fizeram uma proposta. O Real prontamente aceitou empresta-lo e a partir desse momento Petković encontraria seu segundo lar, sua grande fase na carreira e a idolatria que sua classe tanto merecia. Chegou ao Brasil em 1997 e pouco tempo depois já caíra nas graças da torcida com seus passes precisos, seus escanteios sempre em direção ao gol e suas cobranças de faltas magistrais. Com suas excelentes participações no Estadual, Copa do Nordeste e Brasileirão foi transferido para o Venezia/ITA em 1999. Após outro fracasso na Europa retorna para o Brasil para defender outro rubro-negro, desta vez o Flamengo - e novamente não decepcionou.  Demorou um pouco para se adaptar ao clube, mas logo alçou o status de ídolo da maior torcida do Brasil com grandes partidas e gols antológicos. Um destes gols eo consagraria definitivamente não só dentro do time carioca, mas no futebol brasileiro. Em 2001, na decisão do Campeonato Carioca, Pet, como é também conhecido, marcou o gol do tricampeonato sobre o rival com uma cobrança de falta excepcional no ângulo do goleiro Hélton aos 43 minutos do segundo tempo, na decisão que ficou marcada para os registros históricos. Seguiu sendo importante para o Flamengo em outros torneios até 2002, quando trocou a Gávea por São Januário em uma transferência surpreendente. Com o Vasco da Gama também teve boas atuações até 2003, quando conseguiu o título da Taça Guanabara deste ano. Daí seguiu para o futebol chinês até retornar ao Vasco novamente e depois atuar no Oriente Médio. Petković ainda atuaria pelo Fluminense, Goiás, Santos, Atlético/MG até encerrar a carreira pelo Flamengo neste ano, após uma espécie de “canto do cisne” em 2009, com 37 anos, sendo imprescindível na conquista do sexto título brasileiro do rubro-negro e eleito o melhor jogador do torneio. Além disso é o maior artilheiro estrangeiro da história da competição. Pela seleção de seu país foram apenas 6 partidas quando ela ainda era a ex-Iugoslávia. Marcou um gol apenas.

* Clubes (15): Radnički Niš (1988 a 1991), Estrela Vermelha (1991 a 1995), Real Madrid/ESP (1995 a 1999), Sevilla/ESP (1996), Racing Santander/ESP (1996 a 1997), Vitória/BRA (1997 a 1999), Venezia/ITA (1999 a 2000), Flamengo/BRA (2000 a 2002 e 2009 a 2011), Vasco da Gama/BRA (2002 a 2003 e 2004), Shanghai Shenhua/CHN (2003 a 2004), Al-Ittihad/ASA (2004 a 2005), Fluminense/BRA (2005 a 2006), Goiás/BRA (2007), Santos/BRA (2007) e Atlético/MG (2007 a 2008)

* Títulos (17): Mundial Interclubes (1991), Campeonato Iugoslavo (1991/92 e 1994/95), Copa da Iugoslávia (1992/93 e 1994/95), Campeonato Espanhol (1996/97), Supercopa da Espanha (1997), Campeonato Baiano (1999), Copa do Nordeste (1999), Campeonato Carioca (2000, 2001 e 2003), Copa dos Campeões (2001), Campeonato Chinês (2003), Copa da Arábia Saudita (2005), Liga dos Campeões da Ásia (2005) e Campeonato Brasileiro (2009)

* Seleção iugoslava: 6 jogos e 1 gol entre 1995 e 1998

Por Carlos Henrique em 22/08/2011

Fonte: Futebol: uma história para contar



 

 

Clubes com mais Prêmios "France Football" e FIFA

28/01/2012   Comentários Nenhum comentário

O Prêmio mais antigo de Melhor Jogador do Mundo, curiosamente, não é nenhum dos dois relatados e sim o da Revista World Soccer que desde 1982, elege os melhores jogadores do Mundo. Porém, o primeiro prêmio criado para o futebol foi a Bola de Ouro da Revista Francesa France Football. Ocorre que a premiação só elegia os melhores entre os nascidos ou naturalizados europeus. Apenas em 1995, a revista passou a considerar jogadores de outras nações fora do continente, mas estes tinham que estar jogando na Europa para serem candidatos. Já a Fifa, criou seu prêmio em 1991, já permitindo todo e qualquer jogador de concorrer ao prêmio, algo mais justo e que deu crédito ao prêmio que já nasceu grande. Como o prêmio da Fifa passou a ganhar mais espaço, a revista francesa decidiu abranger todo o território mundial, a partir de 2007, mas já era tarde. Temendo que seu prêmio continuasse rotulado como apenas "europeu", a revista francesa entrou em acordo com a FIFA e passou a realizar a eleição em conjunto desde 2010.

Como já foi relatado, o prêmio mais antigo dentre estes que estamos abordando, somente passou a considerar jogadores sul-americanos a partir de 1995, assim, os clubes brasileiros acabaram tendo pouca participação ao longo da premiação. Além da discriminação histórica, que impediu que os jogadores concorressem, temos a valorização local e a grande mídia que envolve os campeonatos europeus ao redor do mundo.

Considerando estes fatores, vemos que temos poucos brasileiros que pontuaram ao longo dessas duas  décadas, isso falando de jogadores atuando na Europa, pois se pensarmos em jogadores atuando por aqui, podemos contar nos dedos.

O Líder é o Cruzeiro Esporte Clube, impulsionado pelos prêmios de Ronaldo "Fenômeno". Logo após o clube mineiro, vem o São Paulo de Kaká.

Clubes com mais pontos nos prêmios France Football e FIFA (1991-2011):

1 - CRUZEIRO ESPORTE CLUBE (MG) – 3.847,50 Pontos

Melhores Jogadores do Mundo pela France Football: 1.652,50 Pontos

Melhores Jogadores do Mundo pela FIFA: 2.195,00 Pontos

2 - SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE (SP) – 3.270,00 Pontos

Melhores Jogadores do Mundo pela France Football: 1.300,00 Pontos

Melhores Jogadores do Mundo pela FIFA: 1.970,00 Pontos

3 - SANTA CRUZ FUTEBOL CLUBE (PE) – 2.725,00 Pontos

Melhores Jogadores do Mundo pela France Football: 1.275,00 Pontos

Melhores Jogadores do Mundo pela FIFA: 1.450,00 Pontos

4 - GRÊMIO FOOT-BALL PORTO ALEGRENSE (RS) – 2.680,00 Pontos

Melhores Jogadores do Mundo pela France Football: 1.330,00 Pontos

Melhores Jogadores do Mundo pela FIFA: 1.350,00 Pontos

5 - UNIÃO SÃO JOÃO ESPORTE CLUBE (SP) – 2.245,00 Pontos

Melhores Jogadores do Mundo pela France Football: 1.072,50 Pontos

Melhores Jogadores do Mundo pela FIFA: 1.172,50 Pontos

6 - CLUBE DE REGATAS DO FLAMENGO (RJ) – 1.710,00 Pontos

Melhores Jogadores do Mundo pela France Football: 515,00 Pontos

Melhores Jogadores do Mundo pela FIFA: 1.195,00 Pontos

7 - CLUB DE REGATAS VASCO DA GAMA (RJ) – 1.150,00  Pontos

Melhores Jogadores do Mundo pela France Football: 000,00 Pontos

Melhores Jogadores do Mundo pela FIFA: 1.150,00 Pontos

8 - SANTOS FUTEBOL CLUBE (SP) – 930,00 Pontos

Melhores Jogadores do Mundo pela France Football: 205,00 Pontos

Melhores Jogadores do Mundo pela FIFA: 725,00 Pontos

9 - ESPORTE CLUBE VITÓRIA (BA) – 580,00 Pontos

Melhores Jogadores do Mundo pela France Football: 105,00 Pontos

Melhores Jogadores do Mundo pela FIFA: 475,00Pontos

10 - SPORT CLUB INTERNACIONAL (RS) – 260,00 Pontos

Melhores Jogadores do Mundo pela France Football: 60,00 Pontos

Melhores Jogadores do Mundo pela FIFA: 200,00 Pontos

11 - Sport-PE - 235 Pontos

12 - Ituano-SP - 230 Pontos

13 - Bahia-BA - 192,50 Pontos

14 - Guarani-SP - 175,00 Pontos

15 - Botafogo-SP - 155,00 Pontos

16 - Ferroviário-CE - 130,00 Pontos

17 - Ponte Preta-SP - 115,00 Pontos

18 - Londrina-PR - 85,00 Pontos

19 - Tuna Luso-PA - 75,00 Pontos

20 - Sinop-MT - 15,00 Pontos

OBS.: Os pontos dos resultados de 2010 e 2011, constam no resultado da FIFA.

Por Leonardo Devezas em 22/1/2012

Fonte: Blog do Leo Devezas



 

 

Diferença Técnica dos Clubes nos Regionais

Autor: Rafael Porcari - 28/01/2012 Categoria: Rafael Porcari   Comentários Nenhum comentário

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Os Principais campeonatos estaduais de futebol começaram ontem. E sem dúvida não há como não abordar:

- A diferença técnica entre as equipes. No RJ, os times-reservas de Fla e Flu ganharam dos seus adversários. Aqui em SP, o Santos empatou em Piracicaba e o Coringão ganhou no Pacaembu.  Nenhuma surpresa. Há quem diga que a vitória do Paulista de Jundiaí sobre a Portuguesa tenha sido surpreendente, pela fase “Barcelusa”. Esses, certamente ignoraram a árdua rotina de treinos do Galo.

- A questão de cotas aos grandes: as cotas ao quarteto de times grandes são altas, e lhes permite colocar time reserva?

- No interior do estado, praticamente o jogo da vida dos times pequenos é a visita dos grandes. E como fica quando estes vão com o “segundinho” / time misto?

- Não é muito termos 20 clubes no Paulistão?

Sinceramente, sou defensor dos regionais, desde que bem melhor elaborados. O que não pode é durarem 3 meses e os times pequenos deixarem de existir. Algo deve ser mudado, a fim de ajudar esses clubes tradicionais do interior e não prejudicar os grandes, que dividem seu tempo com Copa do Brasil e Libertadores, sem contar com a Pré-temporada adequada e necessária.

- entrosamento dos árbitros adicionais: na partida entre XV de Piracicaba X Santos, pra mim, ficou nítido que o adicional atrás do gol (nome a disponibilizar aqui) ajudou o árbitro Thiago Duarte Peixoto, na marcação do pênalti a favor do XV. Foram bem!

Blog do Professor Rafael Porcari em 22/1/2012



 

 

A Copa 2014 será realizada! Já o legado...

Autor: Adriano Fernandes - 28/01/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Copa 2014

As obras necessárias à realização da Copa 2014 seguem, em etapas distintas. As obras dos estádios caminham relativamente bem, em maior ou menor grau. Certamente, o Brasil terá 12 estádios prontos para a Copa da Fifa (alguns, provavelmente na véspera da abertura do campeonato mundial de futebol). 

Mas as demais obras de infraestrutura, que do ponto de vista da população são as mais importantes, já que constituem o legado de longo prazo ao país, ainda patinam em sua maior parte. Isto mais de quatro anos após a confirmação do Brasil como sede da Copa 2014, em outubro de 2007. O nome do problema é falta de planejamento, para o qual houve tempo mais do que suficiente para ser feito, e bem desenvolvido. 

O setor mais ilustrativo dessa falta de planejamento reside nos aeroportos. Em segundo lugar, as obras de mobilidade urbana. Não por acaso, esses são dois pontos fundamentais para a percepção que os mais de 600 mil turistas estrangeiros terão sobre o Brasil em 2014. No caso dos aeroportos, a atual situação beira o colapso, pois a maioria dos terminais aeroportuários brasileiros opera bem acima da sua capacidade, e é algo que poderia ter sido evitado se a Infraero tivesse conseguido desenvolver um planejamento rigoroso e contratado projetos de qualidade no prazo adequado. 

Isto poderia ter propiciado o desenvolvimento de projetos executivos detalhados, com o necessário atendimento aos requisitos ambientais e a aprovação pelos órgãos responsáveis por essa área e a execução de obras há cerca de sete anos – prazo em que a Infraero desenvolveu um planejamento para os anos posteriores. Como o planejado não foi cumprido, chegou-se à atual situação, muito problemática. Sem isso, a alternativa da estatal responsável pelos aeroportos brasileiros foi recorrer aos Módulos Operacionais Provisórios (MOP), um paliativo para a ausência de um programa permanente de expansão da capacidade aeroportuária.

O recente desabamento parcial da cobertura da obra do Terminal Remoto em Cumbica, que atrasará em pelo menos dois meses a entrega desse importante reforço para o desembaraço mais rápido de passageiros e bagagens no aeroporto mais congestionado do país, tem valor simbólico e pedagógico. Explicita a necessidade de projetos bem feitos, cuja execução deve ser acompanhada por gerenciamento e fiscalização independente e de qualidade, a fim de evitar problemas derivados de má execução. Mesmo para fazer um “puxadinho” é preciso respeitar as boas práticas da Engenharia!

Em relação às obras de mobilidade urbana, há situações diferenciadas em cada capital sede de chave da Copa 2014. Das 49 obras previstas pelo governo na nova matriz de responsabilidades, apenas dez estão em andamento. As intervenções ocorrem em apenas cinco cidades-sede: Belo Horizonte (cinco obras), Cuiabá (uma), Porto Alegre (duas), Recife (uma) e Rio de Janeiro (uma). Brasília, Fortaleza, Manaus, Recife e São Paulo têm obras atrasadas. No total, são 13 intervenções. Mais 24 obras serão iniciadas nos primeiros meses de 2012. Em Fortaleza e Curitiba, a previsão é que duas adequações comecem ainda neste mês de dezembro.

Mesmo assim, uma das capitais mais bem situadas nessa área, em relação à Copa, é São Paulo, fruto dos investimentos em transportes públicos de massa feitos pelo governo estadual na última década e que permite o transporte hoje de até 100 mil pessoas/hora por sentido até a futura arena corintiana. Isto porque a região de Itaquera, ao lado do estádio, já possui uma linha do metrô e outra de trens urbanos, da CPTM. Esses fatores que permitem o transporte de massa fazem enorme diferença, comparados aos pouco expressivos investimentos em mobilidade urbana de outras capitais.

Na região Sul, Porto Alegre e Curitiba, esta por já possuir sistema de transporte de boa qualidade e com capacidade expressiva, também não deverão ter maiores problemas relacionados ao deslocamento de pessoas na Copa. Em escalão intermediário, situa-se o Rio de Janeiro, que desenvolve obras de BRTs em três troncos interligando suas principais regiões. Em São Paulo, há ainda diversos outros projetos e ações públicas, estaduais e municipais, nas áreas de gestão de eventos, promoção e serviço ao turista, segurança, acessibilidade, saúde e entretenimento que deverão ser colocados em prática a partir de 2012 pelo governo do Estado/prefeitura paulistana.

Esses fatores pesaram inevitavelmente na balança e certamente influenciaram a decisão da Fifa de escalar para São Paulo o jogo de abertura, Congresso e Seminário de Árbitros da entidade. Além desses diferenciais, há algumas evidências de que a capital paulista enfim começa a desenvolver o planejamento de longo prazo, para um horizonte de três décadas adiante, com o projeto batizado de SP2040, Visão e Plano de Longo Prazo para a Cidade de São Paulo. Desenvolvido pela prefeitura paulistana, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, a meta desse projeto é traçar hoje os rumos da cidade com base em cinco eixos fundamentais: promoção do equilíbrio social, desenvolvimento urbano e sustentável, mobilidade e acessibilidade, melhoria ambiental e oportunidade de negócios.

A meta é certamente louvável; resta saber se esse planejamento terá continuidade nas futuras administrações, com as adaptações certamente inevitáveis e necessárias com o passar do tempo, rompendo com outro flagelo brasileiro: a descontinuidade de projetos de governo, quase sempre tomados como projetos de uma administração e abandonados pelo novo governante. A constituição, pela prefeitura de São Paulo, de um Conselho Consultivo, recém instalado, composto por representantes da sociedade civil paulistana, pretende ser um instrumento útil, visando a garantir a sua eficácia, promover as correções de rota necessárias e a sua continuidade pelo prazo proposto.

Assim como São Paulo conquistou a credibilidade da Fifa com um trabalho paciente e persistente, as futuras administrações precisarão privilegiar o planejamento e a continuidade de projetos de estado, não de partidos. Esse é um exemplo que deveria ser seguido pelos administradores públicos, de todas as esferas de governo. Afinal, o futuro virá inexoravelmente, e ele será tanto mais próximo do que idealizamos, e tanto mais distante do que NÃO queremos, quanto melhor o definirmos hoje, através de planos e projetos, seguidos de ações coerentes e continuadas.

Por:  José Roberto Bernasconi, Presidente do Sinaenco/SP, em 12/1/2012

Fonte: Sinaenco - Sindicato da Arquitetura e da Engenharia



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