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Blog Memória Futebol


Rildo, uma estrela nada solitária

Autor: Adriano Fernandes - 22/01/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários 1 comentários

Rildo da Costa Menezes

Rildo iniciou a sua carreira no Íbis Sport Club e vestiu a 'Gloriosa' pelo equipe principal do Botafogo entre 1961 e 1966, regresando mais tarde, em 1972. Pela nossa equipe realizou 298 jogos e fez 3 gols. Rildo da Costa Menezes nasceu no Recife a 22 de Janeiro de 1942 e foi um dos maiores laterais esquerdos da história do Botafogo.

No Botafogo chegou no início dos anos 60, ficando inicialmente na reserva de Nílton Santos. Depois, porém, o Enciclopédia do Futebol foi jogar na quarta zaga, criando as condições para que Rildo se consagrasse no time da estrela solitária.

Rildo foi titular da Seleção Brasileira de João Saldanha nas Eliminatórias para a Copa de 70 e integrante da equipe canarinho no fiasco de 1966, na Inglaterra.

Após a saída do Botafogo, Rildo ingressou no Santos, no final da ‘era’ Pelé, e foi tricampeão paulista (1967-68-69), conquistou o Roberto Gomes Pedrosa (1968), a Recopa Sul-Americana (1968) e a Recopa Mundial (1968). Também jogou pelo CEUB de Brasília e pelo New York Cosmos onde atuou ao lado de Pelé, Beckembauer, Carlos Alberto Torres e outros craques.

Alguns jogos importantes pelo Botafogo:

BOTAFOGO 3x1 PALMEIRAS

» Gols: Quarentinha 40’’ e Amarildo 51’ e 63’ (Botafogo); Zequinha 3’ (Palmeiras)

» Competição: Torneio Rio – São Paulo

» Data: 17/03/1962

» Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro

» Árbitro: Romualdo Arppi Filho

» Público: 50.325 (46.368 pagantes)

» Renda: Cr$ 4.588.641,00

» Botafogo: Manga, Joel (Cacá), Zé Maria, Nílton Santos e Rildo; Ayrton e Didi; Garrincha, Quarentinha (China), Amarildo e Zagallo (Neyvaldo). Técnico: Marinho Rodrigues.

» Palmeiras: Valdir, Djalma Santos, Valdemar, Aldemar e Jorge; Zequinha e Chinesinho; Gildo (Zeola), Américo, Vavá e Geraldo José da Silva. Técnico: Maurício Cardoso.

Obs: Botafogo, campeão do Torneio Rio-São Paulo (1962).

BOTAFOGO 3x0 FLAMENGO

» Gols: Garrincha 10’ e 47’ e Vanderlei (contra) 35’

» Competição: Campeonato Carioca (decisão)

» Data: 15/12/1962

» Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro

» Árbitro: Armando Marques

» Expulsões: Paulistinha (Botafogo); Dida (Flamengo)

» Público: 158.994 (147.043 pagantes)

» Renda: Cr$ 22.093.570,00

» Botafogo: Manga, Paulistinha, Jadir, Nílton Santos e Rildo; Ayrton e Édison; Garrincha, Quarentinha, Amarildo e Zagallo. Técnico: Marinho Rodrigues.

» Flamengo: Fernando, Joubert, Vanderlei, Décio Crespo e Jordan; Carlinhos e Nelsinho; Espanhol, Henrique, Dida e Gérson. Técnico: Flávio Costa.

Obs: Botafogo, bicampeão carioca (1961-1962).

BOTAFOGO 2x1 BOCA JUNIORS (ARG)

» Gols: Gérson e Jairzinho (Botafogo); Sanfilippo (Boca Juniors)

» Competição: Torneio Jubileu de Ouro da Associação de Futebol de La Paz

» Data: 15/03/1964

» Local: Estádio Hernán Siles (La Paz)

» Árbitro: Arturo Ortube

» Expulsões: Silveira (Boca Juniors)

» Botafogo: Manga, Joel, Zé Carlos, Nílton Santos e Rildo; Élton e Gérson; Garrincha, Arlindo, Jairzinho (Amoroso) e Zagallo. Técnico: Zoulo Rabello.

» Boca Juniors: Roma, Simeone, Magdalena, Orlando e Marzoline; Rattin e Silveira; Rulli, Ferreyra (Perez), Sanfilippo e González. Técnico: Aristóbulo Deambrosi.

Obs: Botafogo, campeão do Torneio Jubileu de Ouro.

BOTAFOGO 3x2 SANTOS

» Gols: Jairzinho, 20’, Roberto (2), 40’ e 43’ (1° tempo); Coutinho (2), 4’ e 25’ (2° tempo)

» Competição: Torneio Rio-São Paulo (decisão)

» Data: 10/01/1965

» Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro

» Árbitro: Albino Zanferrari

» Expulsões: Paulistinha e Manga (Botafogo); Pelé (Santos)

» Público: 42.068

» Renda: Cr$ 26.069.400,00

» Botafogo: Manga, Mura, Zé Carlos, Paulistinha e Rildo; Élton e Gérson; Garrincha (Zagallo), Jairzinho (Adevaldo), Arlindo e Roberto (Hélio Dias). Técnico: Geninho.

» Santos: Gilmar, Ismael, Modesto, Haroldo (Lima) e Geraldino; Zito e Mengálvio; Peixinho (Toninho), Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.

Obs: O segundo jogo não se realizou por alegada falta de datas de ambos os clubes foram excursionar e declarados campeões; Botafogo, bicampeão do Torneio Rio-São Paulo (1962-1964).

BOTAFOGO 3x0 SANTOS (SP)

» Gols: Roberto e Bianchini (2).

» Competição: Taça Círculo de Periódicos Esportivos de Caracas

» Data: 22/01/1966

» Local: Estádio Universitário (Caracas)

» Árbitro: Rui Yañes (Venezuela)

» Botafogo: Manga, Joel, Adevaldo (Zé Carlos), Dimas e Rildo; Élton e Gérson; Jairzinho, Roberto, Bianchini (Parada) e Afonsinho. Técnico: Admildo Chirol.

» Santos: Cláudio (Gilmar), Carlos Alberto, Oberdan, Orlando e Geraldino; Zito e Lima; Dorval, Toninho, Pelé e Abel. Técnico: Lula.

Obs: Botafogo, campeão da Taça Círculo de Periódicos Esportivos de Caracas.

BOTAFOGO 3x0 VASCO

» Gols: Jairzinho 43’ e 57’ e Parada 62’

» Competição: Torneio Rio-São Paulo (decisão)

» Data: 27/03/1966

» Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro

» Árbitro: José Mário Vinhas

» Público: 69.960

» Renda: Cr$ 73.024.100,00

» Botafogo: Manga, Paulistinha, Zé Carlos, Dimas e Rildo; Élton e Gérson; Jairzinho, Bianchini (Zélio), Parada (Sicupira) e Roberto (Afonsinho).Técnico: Admildo Chirol.

» Vasco: Amaury, Joel, Brito, Ananias e Oldair; Maranhão e Danilo Menezes; Zezinho (Luisinho), Picolé (Lorico), Célio e Tião. Técnico: Zezé Moreira.

Obs: Botafogo, tricampeão do Torneio Rio-São Paulo (1962-1964-1966).

Fonte: Jogadores do Botafogo


 

 

Altair, o gigante franzino

Autor: Adriano Fernandes - 22/01/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Altair Gomes de Figueiredo

Altair Gomes de Figueiredo, natural de Niterói - Rio de Janeiro, nasceu em 21 de janeiro de 1938.

Franzino, o que lhe conferiu o apelido carinhoso de "magro", foi um dos melhores marcadores de Garrincha, tendo grandes atuações na lateral-esquerda tricolor.

Chegou às Laranjeiras para seus primeiros treinos aos 15 anos de idade em 1953, jogando como quarto-zagueiro, posição em que preferia atuar.

Apesar de muito franzino, o lateral-esquerdo e quarto-zagueiro Altair quase sempre levava vantagem sobre pontas e centroavantes nos 15 anos em que atuou profissionalmente pelo Fluminense. Marcador duro, dificilmente perdia uma dividida.

Era um jogador discreto, mas teve uma boa passagem pela Seleção Brasileira, estreando em 1959 na vitória do Brasil sobre o Chile por 1 x 0, pela Taça Bernardo O'Higgins. Foi campeão mundial em Santiago do Chile em 1962, na reserva de Nílton Santos, e também participou da Copa de 1966 na Inglaterra, onde foi titular da Seleção nas duas primeiras partidas, contra Bulgária e Hungria.

Devido a quantidade excessiva de zagueiros existentes na época, um deles Pinheiro, foi aconselhado a tentar a vaga no time principal atuando na lateral esquerda. A solução deu resultado, pois tornou-se um dos mais habilidosos laterais do futebol brasileiro, marcador duro e implacável, raramente perdia uma bola dividida. Identificado com o Fluminense, permaneceu no clube por 15 anos, tendo realizado 551 jogos e marcado 2 gols.

Ele chegou ao Fluminense em 1953, aos 15 anos, depois de ter jogado por equipes de várzea de Niterói. Em 1955, estreava no time principal. Com ele no time, o Fluminense foi campeão carioca em 1959, 1964 e 1969 e também do Torneio Rio-São Paulo, em 1957 e 1960. Altair se identificou com o tricolor carioca e nunca trocou de clube. Ele encerrou a carreira nas Laranjeiras em 1970, aos 32 anos. Ao todo, fez 561 jogos e dois gols pelo Fluminense.

Fonte: UOL Esportes

  FFC



 

 

Dia em Memória ao Futebol

Autor: José Renato - 18/01/2012   Comentários Nenhum comentário

Ainda era 2010, quando juntamente com John Mills, biógrafo de Charles Miller, e Marcelo Unti, meu parceiro de projetos esportivos, nos reunimos com alguns colegas para tentarmos viabilizar a adoção de um dia em homenagem a Memória do Futebol.

Surpreendentemente não recebemos o apoio de alguns deles, o que nos deixou meio isolados para alcançar este intento.

Pois bem, como nada acontece por acaso, tivemos a alegria de conhecer Sandro Kuschnir, que nos apoiou na busca de alternativas que pudessem nos auxiliar.

Conseguimos levar uma proposta em prol da Memória do Futebol ao vereador Floriano Pesaro, que investiu todos os seus esforços por esta causa.

Pois bem, acabamos de ser informados sobre a promulgação da LEI 15.522, que institui o Dia em Memória ao Futebol a ser comemorado no dia 24 de novembro (data de aniversário de Charles Miller)

A comemoração deste dia visa perpetuar os marcos históricos do futebol brasileiro: 

- Antiga Várzea do Carmo, área entre as ruas do Gasômetro e Santa Rosa, local do primeiro jogo sob regras;

- Rua Três Rios, área do Colégio Santa Inês, local do primeiro campo exclusivo para a prática do futebol;

- Rua Visconde de Ouro Preto, onde se localiza o Clube Atlético São Paulo - SPAC, o primeiro clube de São Paulo, cuja equipe foi a primeira campeã de uma competição oficial no Brasil;

- Área em torno da Praça Roosevelt, local do primeiro estádio de futebol, o antigo Velódromo, entre as ruas Nestor Pestana e Consolação;

- Museu do Futebol, localizado na Praça Charles Miller, que é o primeiro museu público exclusivo em prol da memória do futebol brasileiro

Segue abaixo o texto original

 "(PROJETO DE LEI Nº 474/11)

(VEREADOR FLORIANO PESARO - PSDB)

Altera a Lei nº 14.485, de 19 de julho de  2007, com a finalidade de incluir no Calendário Oficial de Eventos da Cidade de São Paulo o Dia em Memória ao Futebol

Brasileiro, a ser comemorado no dia 24 de novembro, e dá outras providências.

José Police Neto, Presidente da Câmara Municipal de São Paulo, faz saber que a Câmara Municipal de São Paulo, de acordo com o § 7º do artigo 42 da Lei Orgânica do Município de São  Paulo, promulga a seguinte lei:

Art. 1º Fica acrescido inciso ao art. 7º da Lei nº 14.485, de 19 de julho de 2007, com a seguinte redação:

“- 24 de novembro: o Dia em Memória ao Futebol Brasileiro, a ser comemorado no dia do nascimento de Charles Miller, que introduziu o esporte sob regras no Brasil, e cuja celebração visa perpetuar os marcos históricos do futebol brasileiro formados pela antiga Várzea do Carmo, área entre as ruas do Gasômetro e Santa Rosa, local do primeiro jogo sob regras, Rua Três Rios, área do Colégio Santa Inês, local do primeiro campo exclusivo para a prática do futebol, Rua Visconde de Ouro Preto, onde se localiza o Clube Atlético São Paulo - SPAC, o primeiro clube de São Paulo, cuja equipe foi a primeira campeã de uma competição oficial no Brasil, área em torno da Praça Roosevelt, local do primeiro estádio de futebol, o antigo Velódromo, entre as ruas Nestor Pestana e Consolação, e o Museu do Futebol, localizado na Praça Charles Miller, que é o primeiro museu público exclusivo em prol da memória do futebol brasileiro, mediante comunicação ao Poder Executivo, quando couber.”

Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Câmara Municipal de São Paulo, 12 de janeiro de 2012.

JOSÉ POLICE NETO, Presidente

Publicada na Secretaria Geral Parlamentar da Câmara Municipal de São Paulo, em 12 de janeiro de 2012"



 

 

Davor Suker

Autor: Adriano Fernandes - 18/01/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Davor Suker

Nascido em 01/01/1968, Suker começou no pequeno time de sua cidade natal, o Ojisek. Tinha 16 anos. Aos 19, ao lado do meia Boban e do atacante Boksic, fez parte do chamado "grupo do Chile", os jogadores croatas que, em 1987, venceram o Mundial Sub-21 pela Iugoslávia. Na época, a Croácia era território iugoslavo.

Suker é um jogador de área, ambidestro, com um chute potente e colocado que não dá chances aos goleiros. Prefere jogar como finalizador, mas tem habilidade para fazer assistências. Foi considerado o segundo melhor jogador europeu em 1998, perdendo apenas para o francês Zidane.

É sempre lembrado por um gol antológico na Eurocopa de 1996, quando encobriu o goleiro dinamarquês Schmeichel na vitória croata por 3 x 0, válida pela primeira etapa do torneio.Suker começou a despontar para a fama jogando pelo Sevilha, que foi o seu caminho para o Real Madrid e para a fama. No time madrilenho, ele fez uma dupla de ataque infernal com (veja que ironia) o iugoslavo Mijatovic, e conquistou um Campeonato Espanhol e uma Copa dos Campeões.

Na Copa de 98, novamente com Boban (mas agora vestindo a camisa da Croácia), Suker levou a Croácia a um surpreendente terceiro lugar, eliminando a poderosa Alemanha e perdendo apenas para a França campeã do mundo. O terceiro lugar inédito já estava de bom tamanho, mas Suker foi também o artilheiro da Copa, com seis gols.

Fonte: UOL Esportes



 

 

Copa do Mundo do México 1986

Autor: Adriano Fernandes - 15/01/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Argentina campeã da Copa do Mundo de 1986

O México foi o primeiro país a sediar pela segunda vez uma Copa do Mundo da FIFA. O país onde o Brasil triunfara em 1970 viu em 1986 a Argentina superar o calor e a altitude e conquistar o título graças à inspiração de Diego Maradona, que dominou a competição de uma forma que somente Pelé havia conseguido.

O camisa dez argentino marcou cinco gols e criou a jogada de outros cinco dos 14 convertidos pela sua seleção até a vitória por 3 a 2 na decisão diante da Alemanha Ocidental, vice-campeã pela segunda vez consecutiva. Mas os grandes momentos vieram antes da final. Com um gol fenomenal e outro não exatamente legítimo, Maradona ganhou do jornal francês L'Équipe a alcunha de "metade anjo, metade demônio".

Ambos foram marcados na vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra pelas quartas-de-final no Estádio Azteca. O primeiro, nas palavras de Maradona, veio com uma "mão de Deus". A mão na verdade era do próprio Diego, que pulou com o braço levantado e o usou para dar um toquinho na bola antes que o goleiro Peter Shilton pudesse afastá-la de soco. O segundo, três minutos depois, veio dos pés de um gênio. Após pegar a bola antes do meio do campo, Maradona saiu driblando e deixou cinco jogadores ingleses para trás, inclusive o próprio Shilton, antes de balançar a rede.

O México ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo da FIFA 1986 após a desistência da Colômbia por motivos financeiros. Um enorme terremoto em setembro de 1985 foi um trágico prelúdio para o evento, com cerca de 20 mil mortos, mas os estádios saíram intactos, e o país renasceu para realizar um torneio memorável.

Lineker é o artilheiro

Maradona foi o grande astro, mas quem ficou com a artilharia foi o atacante inglês Gary Lineker, com seis gols. Lineker fez três deles em uma partida decisiva na fase de grupos diante da Polônia, ajudando o seu país a se recuperar de um início ruim e da lesão do capitão Bryan Robson. A Inglaterra foi eliminada nas quartas-de-final ao perder para a Argentina por 2 a 1, mas Lineker fez o gol que reduziu a diferença no placar e quase empatou no final.

A Dinamarca, uma das três estreantes ao lado de Canadá e Iraque, iluminou a primeira fase com um futebol ofensivo que lhe rendeu três vitórias, uma delas sobre a Alemanha Ocidental, e o apelido de "Dinamáquina". Na linha de frente estavam Michael Laudrup e Preben Elkjaer, que marcou três gols na goleada histórica de 6 a 1 sobre o Uruguai.

A maior goleada da fase de grupos foi da União Soviética, que fez 6 a 0 na Hungria e impôs respeito com um plantel montado às pressas pelo técnico do Dínamo de Kiev, Valeriy Lobanovskyi. O clube era o campeão da antiga Recopa Europeia e formou a base da seleção, com destaque para o atacante Igor Belanov, que ao final do ano seria eleito o melhor jogador da Europa.

Como a Dinamarca, os soviéticos venceram o seu grupo, mas foram eliminados na segunda fase. Os três gols de Belanov em León não bastaram para impedir a derrota por 4 a 3 para a Bélgica. A eliminação dinamarquesa aconteceu de forma ainda mais contundente: derrota de 6 a 1 para a Espanha de Emilio Butragueño, que fez quatro gols.

Marrocos faz história

A Copa do Mundo da FIFA teve um novo formato, com o fim da segunda fase de grupos abrindo caminho para uma etapa de oitavas-de-final. Assim, os quatro melhores terceiros colocados de cada grupo também seguiram em frente. Mas o Marrocos não precisou da nova regra e foi o primeiro país africano a superar a primeira fase ao vencer o seu grupo graças a uma vitória de 3 a 1 sobre Portugal. Os marroquinos foram eliminados logo em seguida pela Alemanha Ocidental.

Os alemães depois precisaram da decisão por pênaltis para derrotarem o México, que havia marcado por intermédio de Manuel Negrete um dos gols mais bonitos da história, uma espetacular bicicleta contra a Bulgária. Três das quatro partidas das quartas-de-final foram decididas da marca penal. Enquanto a Bélgica do excêntrico arqueiro Jean-Marie Pfaff superou a Espanha, a França encerrou as esperanças brasileiras em um encontro que Pelé classificou de "histórico" pelo fim de uma geração.

Os franceses eram os detentores do título europeu e já tinham eliminado a campeã mundial Itália, mas viam no Brasil um rival ainda mais forte. Quando o jogo estava 1 a 1, o goleiro Bats salvou a França ao defender um pênalti batido por Zico. Após a prorrogação, Michel Platini também perdeu a sua cobrança, mas, devido aos erros de Sócrates e Júlio César, os Bleus asseguraram a classificação. Infelizmente para a França, o adversário na semifinal foi mais uma vez a Alemanha Ocidental. E, assim como em 1982, os franceses perderam e tiveram de se contentar com o terceiro lugar.

Maradona fez outro gol memorável na vitória da Argentina sobre a Bélgica nas semifinais, mas o capitão argentino encontrou mais dificuldades na decisão, marcado de perto por Lothar Matthäus. Quem abriu o marcador foi o zagueiro José Luis Brown, que jogou boa parte da partida com a mão machucada. Jorge Valdano duplicou a vantagem, mas os alemães mostraram a sua garra e empataram com gols de Karl-Heinz Rummenigge e Rudi Völler em um período de apenas seis minutos.

Porém, nem mesmo Matthäus podia dar conta de Maradona durante a partida inteira. Aos 38 minutos do segundo tempo, logo depois do gol de Völler, Diego lançou para Jorge Burruchaga, que fez o terceiro da Argentina e garantiu o bicampeonato mundial.

Fonte: FIFA



 

 

Associação Cultural Esporte Clube Baraúnas

Autor: Adriano Fernandes - 14/01/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

ACEC Baraúnas

Os primeiros habitantes do local, onde surgiu, posteriormente a cidade, à margem esquerda do Rio Apodi, que a corta, eram representados por indígenas da tribo MONXORÓS (que deu origem ao nome MOSSORÓ), cujo cacique recebia a denominação de “BARAÚNAS”. Por ocasião do início do ano de 1924, ao se aproximar o período dedicado ao carnaval, o Sr. Vicente Eufrásio, por demais identificado a este tipo de evento, residente no populoso bairro Doze Anos, fundou o bloco denominado de “BARAÚNAS”, em homenagem ao cacique que dirigia a tribo Monxorós, cujas cores eram; verde, vermelho e branco. O citado bloco carnavalesco, participou da folia momesca, deste período até a década de 1980, quando foi extinto o carnaval de rua em Mossoró.

A fundação

O Clube nasceu como um bloco carnavalesco em 1924, porém, a entidade cultural só passou a ter um time de futebol no inicio da década de 60. A ACEC Baraúnas foi fundado com o nome de Esporte Clube Baraúnas em 14 de janeiro de 1960, tendo como berço a sede do Centro dos Artistas - Doze Anos, local dos grandes bailes carnavalescos do tricolor, atual prédio onde acha-se instalado o Edifício Francisco Heronildes da Silva.

Por volta das 20:00 horas, lá estavam reunidos: Alberto Mendes de Freitas (Redator do Primeiro Estatuto do Clube), Expedito Mariano de Azevedo (Vereador Expedito Bolão), Jose Raimundo Nogueira (Zé Cabeça), Francisco Martins de Medeiros (Chico Geraldo), Francisco Noberto da Silva, Manoel Sebastião Fernandes Pedrosa, Manoel Marinho Guimarães, Raimundo Dantas (René) e Zoívo Barbosa de Menezes (Primeiro Treinador), que após definirem as metas iniciais, declararam fundada a mais nova agremiação esportista da terra de Santa Luzia.

Registre-se que, segundo o estatuto oficial do clube, a relação nominal da primeira diretoria, ficou assim delineada: Presidente - Francisco Martins de Medeiros; Vice-Presidente - Francisco Noberto da Silva; Tesoureiro - Manoel Sebastião Fernandes Pedrosa ; Secretário - Manoel Marinho Guimarães.

Desde os primórdios, o Tricolor mostrou a sua força e ganhou o primeiro campeonato que disputou: o Torneio Início do Campeonato Mossoroense. Nos três primeiros anos de vida, também se tornou tri-campeão mossoroense.

Nos anos seguintes, o clube ainda conquistou outros dois títulos do Campeonato Mossoroense e duas Taças Cidade de Mossoró.

Em 1966, modificou sua razão social, passando a se chamar Associação Cultural Esporte Clube Baraúnas, visando com isso o amparo legal e consequentemente a busca de dotação oriunda dos órgãos competentes, recebendo o título de utilidade pública pela Lei Estadual n° 4268/73 e pela Lei Municipal n° 60/63.

Clássico Poti-Ba

Tradicional  adversário do Potiguar, do fanático Genildo de Oliveira (comentarista esportivo), sempre levou e leva vantagem sobre seu adversário; os números não mentem:

1° - tem dois titulos do Torneio Inicio do estadual contra um do adversário;

2° - teve que decidir o Campeonato Estadual de 2006 por duas vezes contra o Potiguar, e é para seus torcedores motivo de dupla comemoração. O clube já era campeão estadual do ano de 2006, quando viu sua vitória ser revertida na Justiça Desportiva por um assunto que nem envolvia o clube. Uma disputa entre ABC e ASSU pela vaga nas semifinais do campeonato. No primeiro momento a vitória nos tribunais foi do ABC que disputou as semifinais e foi eliminado pelo Potiguar, que jogou a final contra o Baraúnas. Recorrendo ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva no Rio de Janeiro o ASSU conseguiu anular as partidas disputadas por ABC e Potiguar. As semifinais agora envolvendo ASSU e Potiguar foram novamente disputadas e mesmo ganhando nos tribunais o ASSU foi eliminado,agora dentro de campo. Repetiu-se a primeira final envolvendo os dois clubes da cidade de Mossoró e para não deixar nenhuma dúvida o Baraúnas foi campeão novamente.

Maior Campeão do Interior

O Baraúnas é o clube do interior do Rio Grande do Norte com o maior número de títulos que tem a chancela da Federação Norte-riograndense de Futebol, são oito ao total. O Tricolor conquistou dois títulos do Torneio Início, dois turnos do Campeonato Estadual, um Torneio Seletivo, duas Copas RN e ainda venceu o Campeonato Norte-riograndense duas vezes no ano de 2006.

O primeiro título oficial foi conquistado no ano de 1981, quando o Tricolor do Oeste ganhou o Torneio Início. No mesmo ano, o Esquadrão Tricolor ainda ganhou o III Turno do Campeonato Estadual.

O Leão continuou sua história de glórias nos anos seguintes e sagrou-se vice-campeão estadual no ano de 1987. O ano de 88 foi ainda mais importante para o Tricolor, que venceu o Torneio Início, se tornando o maior campeão do interior da competição até os dias atuais, e ainda foi campeão do II Turno do Campeonato Estadual.

As glórias do Baraúnas aumentaram desde que o presidente João Dehon da Rocha assumiu o cargo em 2004. No primeiro ano do seu mandato, o Tricolor conquistou o Torneio Seletivo para a Série C do Campeonato Brasileiro e foi também campeão da Copa RN de Futebol. 

Em 2006, a conquista foi ainda mais importante. O Baraúnas sagrou-se campeão estadual de futebol. Na ocasião, o Tricolor teve que disputar a decisão duas vezes, devido a um imbróglio judicial envolvendo ASSU e ABC. Nas duas oportunidades, o adversário do Barú foi o rival Potiguar, que perdeu as duas decisões.

Em 2007, o Tricolor conquistou novamente a Copa RN de Futebol, se tornando o maior campeão da competição, com duas taças. 

Rompendo Fronteiras

O Baraúnas é o clube do interior do Rio Grande do Norte com o maior número de participações em competições interestaduais. O time se manteve na divisão de acesso do Campeonato Brasileiro por três anos consecutivos, sendo o único clube do interior do RN a participar da Série B.

O clube participou de duas edições da Taça de Prata (81 e 82), que é equivalente a Série B atual e também disputou a primeira edição Série B do Campeonato Brasileiro em 1982.

O Barú também é o único do interior do RN a participar de uma edição do Campeonato do Nordeste. O clube disputou o evento em 1999, por ter sido o terceiro colocado no Campeonato Estadual de 1998.

Copa do Brasil

Em 2005 o Brasil passou a conhecer a força do time mossoroense, em que jornais do Rio de Janeiro e de São Paulo estamparam em suas capas a força do Baraúnas. Sites esportivos como o UOL fizeram chamada para a decepção vascaína da seguinte forma: "Baraunas humilha o Vasco da Gama", eis uma parte do trecho da reportagem:

"O Baraúnas protagonizou uma das maiores humilhações da história do Vasco em São Januário e está nas quartas-de-final da Copa do Brasil 2005. Na noite desta quarta-feira (20/04/2005), a equipe potiguar goleou os cariocas por 3 a 0, na casa do adversário, com direito a gol de Cícero Ramalho, de 40 anos (quando esperavam de Romário). Toni e Henrique completaram o placar. O resultado também derrubou o técnico Joel Santana..." Até esta partida o "Baru" já havia despachado América-MG e Vitória.

Os resultados na Copa do Brasil de 2005

Baraúnas 2x1 e 1x2 (4x2 pen.) América/MG; Baraúnas 1x0 e 2x1 Vitória/BA; Baraúnas 2x2 e 3x0 Vasco/RJ e Baraúnas 3x7 e 0x5 Cruzeiro/MG.

O Barú ainda mostrou as suas garras no ano de 2007, quando eliminou mais uma vez o Vitória, mas o Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Norte desclassificou o Tricolor de forma contestada, afirmando que o clube havia colocado o goleiro reserva Paulo Renato de forma irregular no banco de reservas.

Curiosidades

» A Associação Esporte Clube Baraúnas é conhecido pela sua torcida como "Leão do Oeste" ou mais simplesmente "Baru".

» Tem como protetora Santa Luzia, que é a padroeira dos Mossoroenses.

Fonte:  A.C.E.C. Baraúnas

           Campeões do Futebol



 

 

Copa do Mundo da Espanha 1982

Autor: Adriano Fernandes - 14/01/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Itália campeã da Copa do Mundo de 1982

Brasil brilha, mas Itália leva o caneco

A Itália conquistou em 1982 o tricampeonato mundial. O triunfo em terras espanholas ficou marcado pelas atuações e gols de Paolo Rossi e pela inesquecível comemoração de Marco Tardelli na decisão contra a Alemanha Ocidental. Os amantes do futebol-arte choraram as derrotas de Brasil e França, que perderam no detalhe dois dos jogos mais marcantes de toda a história da Copa do Mundo da FIFA. Mesmo assim, tiveram de reconhecer a superioridade dos italianos de Enzo Bearzot na vitória por 3 a 1 sobre os alemães. Com um gol na decisão, Paolo Rossi chegou a seis, garantiu a artilharia do torneio e concluiu uma trajetória de redenção que foi ainda mais dramática do que a própria recuperação da seleção italiana após um começo frustrante.

Quando a competição começou, Rossi mal havia voltado a jogar depois de uma suspensão por dois anos em função do seu envolvimento em um escândalo de manipulação de resultados. E o longo tempo fora dos gramados parecia ter acabado com o faro do artilheiro, que não fez nenhum gol nos três empates da Itália na primeira fase. Igualados em pontos e saldo de gols com a seleção de Camarões, os italianos só se classificaram à segunda fase no número de gols marcados. Porém, quando chegou a hora da verdade, a Azzurra eliminou o favorito Brasil graças a três gols de Rossi, que ainda fez mais dois na semifinal contra a Polônia. 

Entre os outros heróis do título estiveram o goleiro e capitão Dino Zoff, de 40 anos, e o lateral Giuseppe Bergomi, de apenas 18, o italiano mais jovem a participar de uma edição da Copa do Mundo da FIFA. Bergomi bateu o recorde justamente no ano em que o norte-irlandês Norman Whiteside ultrapassou Pelé como o jogador mais jovem da história do torneio, com 17 anos e 41 dias de idade. A Irlanda do Norte, aliás, foi uma das zebras da competição ao derrotar a Espanha por 1 a 0 e chegar à segunda fase.

A 12ª Copa do Mundo da FIFA foi a última a ter uma bola totalmente de couro e iniciou uma nova era ao contar com 24 seleções em vez de 16. Também teve um novo formato, com três fases distintas. Os dois primeiros de cada um dos seis grupos de quatro seleções da primeira fase se classificavam para a etapa seguinte, de onde passavam os campeões de quatro grupos de três países. Depois vinham a semifinal e a final. 

Argélia surpreende alemães

A Holanda, vice-campeã em 1974 e 1978, foi a seleção de maior prestígio a não ter superado as eliminatórias, que resultaram em seis países estreantes na Copa do Mundo da FIFA: Argélia, Camarões, El Salvador, Honduras, Kuwait e Nova Zelândia. Dois deles fizeram bonito na primeira fase, que começou com a surpreendente derrota da campeã Argentina para a Bélgica em Barcelona. 

A Argélia causou uma surpresa maior ainda ao derrotar na estreia por 2 a 1 a Alemanha Ocidental, detentora do título europeu. Os gols argelinos foram marcados por Rabah Madjer e Lakdar Belloumi, escolhido o melhor jogador africano daquele ano. Apesar de também derrotarem o Chile, os argelinos foram eliminados no saldo de gols ao verem no dia seguinte a Alemanha Ocidental fazer 1 a 0 na Áustria, resultado que classificou os dois países vizinhos. Uma consequência do polêmico resultado foi a decisão de que, nos torneios seguintes, os jogos do mesmo grupo na última rodada da primeira fase passariam a acontecer sempre no mesmo horário.

Também faltou sorte para a seleção de Camarões, que foi eliminada na primeira fase apesar de invicta em um grupo com Itália e Polônia, seleção esta que viria a ficar com a medalha de bronze. Honduras conseguiu empatar com a decepcionante anfitriã Espanha, mas a outra seleção centro-americana estreante deu vexame. El Salvador foi o primeiro país a tomar dez gols em uma partida da Copa do Mundo da FIFA ao perder por 10 a 1 para a Hungria. Naquele jogo, László Kiss saiu do banco para fazer três gols em tempo recorde entre os 24 e os 31 minutos do segundo tempo. 

Espetáculo brasileiro

A verdadeira sensação da primeira fase foi o escrete comandado por Telê Santana. Considerada a melhor seleção brasileira desde 1970, a equipe tinha como ponto forte uma talentosa meia-cancha com Zico, Falcão, Sócrates e o ponta Éder, atuando em função recuada. Os dois últimos marcaram um golaço cada um na vitória de virada por 2 a 1 na estreia diante da Rússia.

Na segunda fase, o Brasil logo de saída já pôs fim às pretensões da então campeã mundial Argentina com uma vitória por 3 a 1. Diego Maradona não escondeu a frustração no fim do jogo ao dar um pontapé em Batista e ser expulso. O selecionado brasileiro foi para a segunda partida precisando apenas de um empate contra a Itália para chegar à semifinal. Porém, apesar de gols de Sócrates e Falcão, Paolo Rossi escreveu a famosa "tragédia do Sarriá" e mandou a seleção canarinho para casa ao balançar a rede três vezes. Na semifinal, a Itália não encontrou resistência diante da Polônia, que estava sem o suspenso Zbigniew Boniek, mas uma história bem diferente foi a definição do outro finalista no confronto entre França e Alemanha. 

A partida em Sevilha entrou negativamente para a história pela agressão impune do goleiro Harald Schumacher contra o francês Patrick Battiston, que caiu inconsciente em campo. Também foi o primeiro confronto da história da Copa do Mundo da FIFA a ser decidido nos pênaltis depois de os alemães se recuperarem de uma desvantagem de 3 a 1 na prorrogação. Após cinco pênaltis para cada equipe, Schumacher defendeu a primeira cobrança alternada, feita pelo francês Maxime Bossis. Na sequência, Horst Hrubesch converteu para destruir os sonhos da seleção francesa, que, comandada pelos maestros Michel Platini, Jean Tigana e Alain Giresse, havia chegado à sua primeira semifinal desde 1958. Mal sabiam os franceses que sofreriam a mesma eliminação quatro anos depois.

Debilitado por aquela partida memorável, o selecionado de Jupp Derwall não foi páreo para a Itália na final no Santiago Bernabéu. Antonio Cabrini chegou a perder um pênalti no primeiro tempo, mas Paolo Rossi, Marco Tardelli e Alessandro Altobelli deixaram a Alemanha Ocidental em maus lençóis após o intervalo. Breitner ainda fez um gol de honra, mas naquele momento Tardelli já tinha deixado uma imagem impressa na memória de torcedores em todo o mundo, correndo em alta velocidade, braços abertos, gritando de alegria com o tricampeonato mundial.

Fonte: FIFA



 

 

Paolo Rossi "fiz o Brasil chorar"

Autor: Adriano Fernandes - 14/01/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Paolo Rossi

Paolo Rossi levou a torcida brasileira às lágrimas ao ser o responsável direto pela eliminação da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Foi ele quem marcou os três gols na vitória italiana por 3 a 2, tirando o Brasil do Mundial nas quartas-de-final. 

Mas por pouco Rossi não foi ao Mundial da Espanha. O atacante foi um dos envolvidos em um escândalo de manipulação de resultados para a loteria esportiva de seu país e passou dois anos suspenso. A sorte (ou azar, para os brasileiros) é que sua pena terminou um mês antes da Copa.

Paolo Rossi demorou para "estourar" no futebol. Revelado como mais um atacante na Juventus de Turim, só começou a se destacar no Vicenza, que disputava a segunda divisão. Foi aí que começou a despertar o espírito heróico do goleador. Na temporada 1976/1977, levou seu time ao título da segundona na Itália, quando marcou 21 gols.

Na temporada seguinte, foi artilheiro do Campeonato Italiano com 24 gols - o então pequeno Vicenza ficou com o vice-campeonato. O passaporte de Paolo Rossi para a Copa do Mundo da Argentina estava conquistado.

No total, Rossi disputou duas Copas do Mundo (1978, 1982 e 1986), mas foi no torneio da Espanha que se consagrou. A Itália foi campeã e ele, o artilheiro, com seis gols.

1980 foi suspenso por duas temporadas por ter participado de apostas clandestinas na loteria esportiva italiana. Em 1987, com problemas no joelho, abandonou o futebol, aos 31 anos, depois de defender somente clubes italianos na carreira, tais como o Vicenza, o Perugia, o Juventus, o Milan e o Chievo Verona. Em 2002, lançou uma autobiografia intitulada "Eu fiz o Brasil chorar", mostrando que Paolo Rossi sabe o peso de seus gols naquele jogo de 1982. Agora, trabalha como comentarista no canal Sky na Itália.

A grande inimiga de Paolo Rossi foi a seqüência de lesões nos joelhos que acabou com a sua carreira. Ele chegou a ir à Copa de 1986, mas nem entrou em campo. Aposentou-se um ano depois.

* Republicação do dia 23/09/2011



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