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Blog Memória Futebol


Aniversário do grande Ênio Andrade

Autor: José Renato - 31/01/2013   Comentários 1 comentários

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Em 31 de janeiro de 1926 na cidade de Porto Alegre nasceu um dos maiores esportista da história do futebol brasileiro, Ênio Andrade.

Inicialmente como zagueiro e posteriormente no meio campo, Ênio Andrade se destacou como jogador ao conquistar os títulos gaúchos de 1950 e 1951 pelo Internacional e o de 1954 pelo Renner. Posteriormente, jogando pelo Palmeiras venceu o Campeonato Paulista de 1959 e a Taça Brasil de 1960.

Como técnico de futebol també teve uma carreira muito vitoriosa com muitos títulos conquistados dentre os quais se destacam:

• O Campeonato Brasileiro de 1979 pelo Internacional, o único conquistado de forma invicta;

• O Brasileiro de 1981, o primeiro título nacional do Grêmio;

• Em 1985, de forma épica e surpreendente, o título nacional pelo Coritiba em pleno Maracanã.

Ênio Andadrade nos deixou cedo, aos 68 anos, em 1997.

Fonte: Rádio Midia Cast em 31 de janeiro de 2011


 

 

Castelão da ditadura

30/01/2013 Categoria: Roberto Vieira   Comentários Nenhum comentário

Castelão

Rodada dupla.

Inaugura-se o novo Castelão.

Símbolo dos novos tempos do Brasil varonil.

Novos?

Lá esteve a presidenta Dilma.

Não.

O Castelão não é homenagem ao ditador cearense Castelo Branco.

Castelo Branco que insistia em não ser ditador.

Castelo Branco que legou uma ditadura ao país.

O Castelão foi homenagem ao governador Plácido Castelo.

Que não era ditador mas foi governante da ditadura em seu estado.

Quando os cearenses decidiram construir um mega estádio.

Aproveitaram-se dos castelos políticos nos anos 70.

E batizaram Castelão.

Curiosidade local.

O outro grande estádio de Fortaleza se chama Presidente Vargas.

Vargas que navegou nas rédeas do Estado Novo.

Difícil entender.

Território libertário.

Liderança da luta contra a escravidão.

Belíssima pátria de Iracema e José de Alencar.

Por que será que o Ceará.

Batiza seus Coliseus com nomes inóspitos?

Não se sabe.

Mas lá se foi mais uma grande oportunidade.

De mudar a história nas velas do Mucuripe...



Fonte da Imagem:ESPN Brasil



 

 

Chicão: um exemplo de raça e dedicação

Autor: Adriano Fernandes - 30/01/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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Francisco Jesuino Avanzi, popularmente conhecido como Chicão. Jogador do São Paulo FC na década de 70 e símbolo de raça e dedicação do Tricolor, Chicão faleceu vítima de câncer aos 59 anos no dia 8 de outubro de 2008, numa quarta-feira.

Chicão atuou no São Paulo entre 1973 e 1979. No clube, conquistou o título do Campeonato Paulista de 1975 e foi um dos principais líderes da equipe na conquista do primeiro Campeonato Brasileiro do Tricolor, em 1977. Destemido marcador, ficou conhecido por sua dedicação e entrega dentro de campo, recebendo inclusive o apelido de Deus da Raça. No total, disputou 312 jogos no clube, vencendo 142, empatando 111 e perdendo 59. Marcou 19 vezes vestindo a camisa são-paulina. Chicão disputou a Copa do Mundo de 1978, realizada na Argentina. Chicão foi o destaque do jogo Brasil e Argentina realizado na cidade de Rosário e que terminou empatado em zero a zero.

Chicão foi reserva do Capitão Hidalgo no EC XV de Novembro de Piracicaba por volta de 1968. Garoto nascido na Vila Rezende da cidade de Piracicaba, Chicão surgiu nas divisões de base do Nhô Quim. No mesmo ano passou pelo União Agrícola Barbarense voltando ao XV em 69 e ficando até 1970. Jogou no São Bento de Sorocaba em 1971, na Ponte Preta de 7ª a 73 quando foi contratado pelo São Paulo FC onde permaneceu de 28 de Agosto de 1973 a 10 de Janeiro de 1980. De 80 a 81 atuou pelo CA Mineiro (62 jogos, 2 gols), ainda em 1983 no Santos FC, em 1984 no Botafogo de Ribeirão Preto, em 1984 no Corinthians de Presidente Prudente e de 1984 a 1986 encerrando a carreira no EC Mogi Mirim. Serviu a Seleção Brasilieira de 1976 a 1979 jogando 9 partidas. Francisco Jesuino Avanzi, Chicão, nasceu no dia 30 de Janeiro de 1949.

Por Henrique em 3/11/2011

Fonte: Blog do São Paulo FC



 

 

O dia em que o Santos

Autor: Adriano Fernandes - 29/01/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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Foi logo em um dos primeiros números da revista Placar.

Cheguei na redação de Placar ali no antigo prédio da Abril, na marginal do rio Tietê, e avisei:

- Tenho uma matéria legal sobre o Santos (não me lembro o que era)!

- Guarda para a semana que vem – respondeu o chefe da redação, Woyle Guimarães (um dos maiores com quem trabalhei).

Como “guarda para a semana que vem”? E se alguém publicar o mesmo assunto antes da gente?

- Por que? – me arrisquei em perguntar.

- Porque já temos uma matéria muito legal sobre o Santos para a revista desta semana! – respondeu o Woyle.

- De quem é? – perguntei novamente com cuidado.

- Não posso dizer, é segredo, só posso falar que é muito legal e vai fazer um barulho danado.

Fiquei entre angustiado e curioso. Angustiado porque, desde 1967 na Edição de Esportes de O Estado de São Paulo, estava acostumado a ser o autor das matérias quentes do Santos; curioso (e furioso) por uma matéria tão legal e importante ter passado por mim sem que ao menos suspeitasse do que era.

Tive que esperar até o domingo, quando a gente “fechava” a revista que ia às bancas na terça-feira, para que o segredo fosse revelado,

E lá estava na capa: “Nosso repórter comprou meio time do Santos!”.

O jornalista Georges Bourdokan

O autor dessa maravilhosa façanha foi o jornalista Georges Bourdokan.

Ele fala armênio e se fantasiou de sheik árabe para negociar com o vice-presidente do Santos na época, o aposentado do Exército general Osman.

Era tempo de dificuldade financeira no Santos, principalmente devido ao chamado “Elefante Branco”, que era o apelido do Parque Balneário comprado pelo clube, na esquina da avenida Ana Costa com a praia do Gonzaga (acho que é isso), que hoje abriga o hotel Sheraton (ou será que o hotel já não está mais lá?).

Era tempo também do início da fortuna dos países árabes com o petróleo que rareava no mundo e abundava no Oriente Médio.

O diálogo entre Bourdokan e o general Osman foi mais ou menos esse.

- Quanto o senhor quer pelo Carlos Alberto? (o Torres, capitão do Tri).

E o presidente do Santos estipulou um preço.

- E pelo Lima? ( o “Coringa” que jogava em todas).

- “Tanto”, respondeu o presidente.

E assim foi até chegar a Pelé.

- Não, esse não vendo – disse o general.

- Como assim, “não vende”? – reclamou Bourdokan.

- Esse não tem preço – afirmou o vice-presidente.

- Tá bom, ta bom, mas ainda vamos voltar a esse assunto. Agora, quanto o senhor quer por todo o time titular do Santos, menos o Pelé? – foi o cheque mate de Bourdokan.

O pobre do vice-presidente, que nem suspeitava da farsa, pensou, pensou e finalmente deu o preço. 600.000 dólares, um grande dinheiro na época.

Bourdokan se levantou e disse:

- Está bem, vou comunicar aos meus sócios que o senhor não vende o Pelé e que quer essa quantia pelos outros titulares! – cumprimentou o vice-presidente, que com seus assessores já alcançava a porta do gabinete quando ouviu a pergunta:

- E quando terei notícias suas novamente? – perguntava o general Osman!

Bourdokan vacilou um pouco, mas conseguiu responder contendo o riso:

- Terça-feira, presidente. Terça-feira!

O dia em que Placar estaria nas bancas.

Por Michel Laurence em 24/1/2012

Fonte: Jogo Quase Perfeito



 

 

Sergio Ramirez

Autor: Adriano Fernandes - 29/01/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Ramirez e Pelé, no dia do amistoso contra o Atlético Mineiro

O blog “Futebol de Ontem” criado por André Lacerda, assessor de comunicação de jogadores de futebol e autor de "A África em Copas do Mundo", 2007 para entrevistar ex-jogadores, está de volta e para esta volta foi convidade o ex-jogador da seleção uruguaia e Flamengo, Sergio Ramirez, com 60 anos concedeu a entrevista* que mostramos abaixo, confiram:

Futebol de Ontem - Você é uruguaio, mas jogou em vários clubes brasileiros e foi técnico de uma quantidade ainda maior. Por qual/quais deles você tem um carinho especial?

Ramirez - Bom, é claro que pelo Flamengo, que foi o clube que me trouxe ao Brasil em 1977. Joguei três anos: 77, 78 e 79. Foram 94 jogos pelo Mengão.

Futebol de Ontem  - Hoje em dia, você tem acompanhado os jogos do Flamengo?

Ramirez - Olha, na verdade, pouco. Ontem vi um pouco o jogo da Pré-Libertadores, mas não fico ligado como torcedor. O Vanderlei Luxemburgo jogou comigo e depois foi meu treinador no Campo Grande, do Rio de Janeiro.

Futebol de Ontem - Quais jogadores brasileiros você admirava na época em que veio para cá?

Ramirez - Jairzinho, Rivellino, Clodoaldo e, obviamente, o ‘rei’ Pelé.

Futebol de Ontem - Até hoje, você é lembrado por ter corrido atrás do Rivellino para agredí-lo, após um Brasil x Uruguai, disputado no Maracanã em 1976. Mas você já declarou que se arrepende daquilo. É chato para você tocar sempre nesse assunto?

Ramirez - Na verdade, é chato mesmo, porque já se passaram mais de 30 anos. Mas é lógico que tem tamanho destaque por se tratar de duas seleções tradicionais e que foram campeões do mundo. Mas tenho amizade com o Riva desde que cheguei em 1977.

Futebol de Ontem - Logo no ano seguinte, você veio morar no Brasil para defender o Flamengo. Como foi enfrentar o Rivellino no primeiro clássico diante do Fluminense?

Ramirez - Bom, a expectativa era enorme sobre esse jogo, o famoso Fla-Flu. Mas eu sempre encarei com muita tranquilidade. Teve uma cerimônia antes do jogo, com duas mulatas entrando em campo para dar um buquê de flores para o Riva e outro para mim. Foi muito engraçado.

Futebol de Ontem - Você foi campeão carioca uma vez em 1978 e duas em 1979 (Carioca e Carioca especial). Quais as lembranças mais marcantes que você tem dessas conquistas?

Ramirez - Olha, ser campeão no Flamengo é indescritível. É um mundo à parte. Aquela torcida é incomparável. Fomos campeões também na Europa, em um torneio em Palma de Mallorca, na Espanha.

Futebol de Ontem - Teve algum momento dessas conquistas que mais te marcou?

Ramirez - Como eu te falei, no Flamengo todos os momentos são marcantes. Mas lá fora, na Espanha, fomos campeões em cima do Real Madrid. O juiz estava nos roubando, e terminamos o jogo com sete jogadores e sem banco. O juiz expulsou o banco todo e quatro jogadores do campo. E ganhamos dos caras. Demos um baile no Real, com o Adílio e o Cláudio Adão prendendo a bola na frente. Foi muito bom. Demos a volta olímpica no samba. Eu toco violão, e o Júnior levou o pandeiro. Fomos buscar no vestiário e demos a volta olímpica no samba. O público foi à loucura.

Futebol de Ontem - Em 1979, o Pelé disputou um amistoso pelo Flamengo contra o Atlético Mineiro. Como foi aquele dia perto do ‘rei’?

Ramirez - Nossa, não foi só um dia. Foram dois. Ele se apresentou no dia anterior e treinou. Acho que o cara já tinha parado de jogar havia uns cinco anos. Meu Deus, parecia que ainda estava na ativa. Um cara fora de série, bacana, brincalhão. No treino, ele mostrou toda a sua qualidade nos treinos específicos de finalização. No dia do jogo, o Maracanã teve mais de 150 mil torcedores.

Futebol de Ontem - O início da sua trajetória na seleção uruguaia aconteceu em 1975, quando você defendia o Huracán Buceo. Pelo fato de ser um clube considerado pequeno, a convocação chegou a assustar?

Ramirez -  Era difícil chegar à seleção vindo de um time pequeno. Na verdade, foi a realização de um grande sonho. Veja que eu me profissionalizei em 1972 e três anos depois cheguei à seleção. Foi muito bom. Não digo que assustou. Na verdade, foi muita alegria.

Futebol de Ontem - Você parou de jogar em 1984, no Pinheiros(PR). No ano seguinte, também no Pinheiros, você já começou a trabalhar como técnico, na equipe de juniores do clube. Como foi essa transição? Você passou por alguma preparação?

Ramirez - Eu sempre tive liderança em campo. Fiquei de auxiliar do treinador principal e era treinador dos juniores do clube. Sempre mostrei interesse pela parte tática. Tive treinadores no Pinheiros que me mandavam dar a palestra antes do jogo. Fiz cursos em São Paulo junto com o Carlinhos Neves, hoje preparador físico da seleção brasileira do Mano. Carlinhos era meu preparador físico no Pinheiros, quando eu era atleta. Depois, anos passados, em 1991, foi meu preparador físico no Paraná Clube, quando eu era treinador.

Futebol de Ontem - No ano passado, você foi técnico do Ituano e do Brasil de Pelotas. Você está negociando com algum clube no momento?

Ramirez - Não. Só estou esperando no momento. É o único ano em que não inicio o ano trabalhando. Mas é assim mesmo. Daqui a pouco pinta algum clube.

Futebol de Ontem - A seleção uruguaia vem de um título na Copa América e um quarto lugar na Copa do Mundo. Você acha que haverá uma boa campanha na Olimpíada também?

Ramirez - Se seguir trabalhando dessa maneira, acredito que sim. Quem sabe damos mais um ‘Maracanazo’ de novo (risos).

Futebol de Ontem - Há muitos anos que você mora no Brasil. Passa pela sua cabeça a possibilidade de voltar ao Uruguai?

Ramirez -  Acho que só para ser sepultado lá (risos). E veja lá: nem sei (risos)! Estou totalmente enraizado aqui, mesmo tendo mãe, irmãos, tios, primos, enfim, toda a família lá no Uruguai. Tenho dois filhos brasileiros do meu primeiro casamento. Um trabalha comigo como preparador físico: Giovanni, de 26 anos. E o outro também é preparador físico, mora em Balneário Camboriú. Mas trabalha com aulas de luta muay thai e musculação: Lauro, de 31 anos.

Futebol de Ontem - Qual a sua relação atualmente com o Treinta y Tres, clube onde você começou a jogar como profissional?

Ramirez - Bom, sou torcedor e acompanho sempre o campeonato através de notícias e por contato com diretores. Minha irmã Estela é a secretária do clube. Neste ano que passou, perdemos o campeonato (da cidade de Treinta y Tres) para o San Lorenzo. Foi uma pena. É o time da cidade que tem um título inédito. Em 1971, fomos campeões em uma competição em que competiam outros times do interior do país. No ano passado, foram festejados os 40 anos. Participei pelo Skype da festa, e foi muito emocionante. Alguns companheiros já faleceram, infelizmente. Uns quatro ou cinco. Eu era o mais jovem do elenco.

Futebol de Ontem - Tirando a família, do que você mais sente saudade do Uruguai?

Ramirez - Ah, da comida (risos). Mesmo adaptado aqui. Gosto de uma feijoada e do barreado, comida típica do Paraná. Mas um puchero cozido, um assado com carne uruguaia, um bife à milanesa uruguaio, um carneiro uruguaio, doce de leite uruguaio. Disso eu sinto muita falta.

*Entrevista publicada por André Lacerda em 26/1/2012 no Blog Futebol de Ontem



 

 

Esporte Clube Primeiro Passo Vitória da Conquista

Autor: Adriano Fernandes - 21/01/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Esporte Clube Primeiro Passo Vitória da Conquista

O Esporte Clube Primeiro Passo Vitória da Conquista nasceu para a realização de um sonho do ex-atacante Ederlane. O projeto social cresceu e três anos depois o time já disputa o título de campeão baiano de 2008. Apesar de estar orgulhoso, Ederlane fala com os pés no chão e decidiu inclusive concentrar os jogadores desde ontem, mostrando que todos estão encarando com seriedade o quadrangular contra Bahia, Vitória e Itabuna.

Ederlane explicou que quando parou de jogar, depois de defender Vitória, Serrano, Taubaté, Rio Branco, Conquista e andar também pelo Peru, Equador, Chile e Alemanha, voltou à Bahia disposto a ser treinador. Chegou a dirigir o Serrano num torneio seletivo, além de ter feito um estágio no Vitória e no Cruzeiro. O objetivo era mesmo o de ser técnico.

Porém, a preocupação com o social mudou todos os seus planos. Ele conseguiu classificar o Serrano para disputar a primeira divisão, mas depois terminou não renovando contrato por falta de acordo salarial. “Deixei tudo e fui me dedicar ao projeto Primeiro Passo. O objetivo era oferecer uma opção de esportes para ensinar os garotos de Conquista a jogar futebol. Os que tinham potencial ficavam nas equipes de base e os demais treinavam como lazer. Não tinha peneira. Todos que chegavam tinham espaço e ainda recebiam uma ajuda de custo todo mês para o transporte”.

O sonho virou realidade quando Ederlane resolveu inscrever o time no campeonato de juniores, sagrando-se vice-campeão, perdendo o título para o Real Salvador. Em seguida, buscou alguns parceiros no comércio e decidiu disputar o campeonato de acesso. Foi campeão invicto. Em 2007, no primeiro ano na divisão principal do futebol baiano ficou em oitavo lugar e agora, em 2008, conseguiu ficar entre os quadro primeiros colocados que vão disputar o título. “Conquistamos a cidade, o estado e vamos brigar pelo troféu de campeão. Além disso, vamos disputar a Série C e conquistar o Brasil”, empolga-se Ederlane.

Pés no chão – O ex-atacante faz questão de destacar que a política de “pés no chão” não vai mudar. A folha salarial do clube é de apenas R$70 mil. Jogadores como Tatu, Rafael e Cleber são as principais revelações do time. Rafael tem contrato até 2010 e a multa rescisória é de R$2,5 milhões. Tatu e Cleber, que estão nos planos do Bahia, têm carteira assinada até o final do ano e a multa é de R$600 mil. “Ainda não fomos procurados por ninguém. Só tomamos conhecimento através da imprensa sobre o interesse nesses jogadores”, diz Ederlane.

O dirigente observa que a boa campanha do time no Campeonato Baiano é fruto de muito trabalho de união e principalmente da confiança de alguns parceiros que acreditaram no projeto deste o início. Ederlane não esquece o amigo Elias Borges, que foi seu treinador e assumiu o comando do time desde que ele decidiu inscrever o Vitória da Conquista na segunda divisão.

Por Antonio Luiz Diniz em 4/4/2008

Fonte: Futebol Bahiano



 

 

Copa do Mundo da Africa do Sul 2010

Autor: Adriano Fernandes - 21/01/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Espanha campeã da Copa do Mundo de 2010

A inesquecível vitória na final da Copa do Mundo da FIFA 2010 fez da Espanha o oitavo país a erguer o troféu máximo do futebol mundial. Além disso, colocou a Fúria no topo do Ranking da FIFA pela terceira vez em toda a história.

A seleção espanhola ocupou a liderança pela primeira vez em julho de 2008, após o título da Eurocopa daquele ano, realizada na Áustria e na Suíça. O reinado durou um ano e acabou quando o Brasil conquistou a Copa das Confederações da FIFA 2009, competição que a Espanha terminou em terceiro lugar após perder dos EUA nas semifinais. Aquela derrota contra os americanos pôs fim a uma série invicta de 35 jogos e impediu que o país ibérico se isolasse como a nação com a maior invencibilidade de todos os tempos, recorde que a Fúria agora divide com a seleção brasileira.

Apesar da frustração, os homens de Vicente del Bosque mantiveram a mesma filosofia de trabalho e, após fecharem as eliminatórias com dez vitórias em dez jogos, recuperaram a primeira posição em novembro de 2009. A seleção comandada por Dunga voltou a roubar a liderança em abril e maio deste ano, mas a excelente campanha espanhola na Copa do Mundo da FIFA 2010 (apesar da derrota na estreia) e a eliminação do Brasil nas quartas devolveram a ponta ao selecionado ibérico.

Uma nova era

A África do Sul 2010 colocou fim ao tabu que perseguia a Fúria, que sempre acabava decepcionando no Mundial apesar das grandes individualidades. Ficaram no passado fracassos como as eliminações nas quartas de final em 1994 e 2002 ou ainda na primeira fase em 1998, quando a Espanha não passou de um grupo com Nigéria, Paraguai e Bulgária e chegou à sua pior posição no ranking, o 25º lugar.

Com sacrifício, confiança e talento de sobra, a geração de ouro que já havia encerrado a seca de 44 anos sem títulos em 2008 alcançou o auge e espantou os fantasmas do passado em solo sul-africano. Depois de superar a histórica barreira das quartas, a equipe brilhou na semifinal contra a jovem seleção alemã e sofreu durante quase 120 minutos na decisão diante da Holanda até o gol de Andrés Iniesta.

"Se há algo de que devemos nos orgulhar é não termos mudado o nosso estilo de jogo. Foram as outras seleções que mudaram quando jogaram conosco. A Espanha foi sempre fiel. Mesmo quando as partidas ficaram complicadas, a Espanha sempre manteve a sua filosofia. Por isso e por outros motivos acho que merecemos o título." As palavras são de David Villa, grande destaque ofensivo espanhol com cinco dos oito gols do selecionado na Copa do Mundo da FIFA 2010.

Porém, além da fidelidade a um sistema bem definido, com toque de bola na meia-cancha e uma clara vocação ofensiva, os jogadores que nos últimos anos levaram a Espanha ao primeiro plano do futebol mundial destacam outro ingrediente crucial. "Todos lutamos no mesmo sentido, todos trabalhamos pelo bem da seleção e não cada um por si", afirma Villa. "Tenho orgulho de poder fazer parte desta geração de jogadores, mas especialmente de pessoas. Com eles é possível conseguir tudo." Com essa ideia e um plantel com média de idade de 26 anos e meio, o futuro é promissor.

Fonte: FIFA



 

 

Diego Martín Forlán Corazo

Autor: Adriano Fernandes - 21/01/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Diego Martín Forlán Corazo

Forlán é a grande referência do setor ofensivo uruguaio. Líder dentro de campo ao lado de Diego Lugano, o atacante do Atlético de Madri é presença inquestionável na seleção.

Na temporada 2008-2009, Forlán começou a construir o seu melhor momento pela equipe da capital espanhola, quando marcou 35 gols em 45 jogos e recebeu a Chuteira de Ouro por ter sido o maior goleador das ligas europeias – já havia recebido o prêmio na temporada 2004-2005, dividido com o francês Thierry Henry.

Já em 2010, foi o grande responsável pelo título do Atlético de Madri na Liga Europa, ao fazer o gol decisivo contra o Liverpool na semifinal e marcar os dois gols da vitória sobre o Fullham na final – um deles já na prorrogação.

Começou como profissional no Independiente da Argentina, onde suas boas atuações despertaram o interesse de Alex Ferguson, que pediu sua contratação no Manchester United.

Mas Forlán não conseguiu se firmar na equipe inglesa, e após ficar sem oportunidades em sua quarta temporada pelo clube, foi contratado pelo Villarreal da Espanha.

A partir de então, Forlán deixou de ser uma promessa e logo em sua primeira temporada pelo clube espanhol já se sagrou o maior artilheiro da Europa, o levando à terceira posição no Campeonato Espanhol e a classificação para a Liga dos Campeões da Europa.

No torneio continental, ajudou o Villarreal a chegar à semifinal, feito inédito até então para a equipe da pequena cidade homônima da região de Valencia.

As três boas temporadas pelo Villarreal fizeram com que o Atlético de Madri o contratasse para o lugar deixado por Fernando Torres, que acabava de assinar com o Liverpool. Substituiu Torres à altura e hoje é ídolo na capital.

Pela seleção, além de fazer parte da equipe que chegou em quarto lugar no Mundial sub-20 da Nigéria, em 1999, Forlán também jogou em uma Copa do Mundo e fez um gol na única partida que disputou no torneio, no empate por 3 a 3 com o Senegal em 2002.

Nas eliminatórias para a Copa da Alemanha, Forlán já era titular do ataque uruguaio, mas não conseguiu a classificação para o Mundial de 2006, o que não se repetiu no torneio classificatório para a edição seguinte, durante o qual jogou em 15 das 20 partidas disputadas e foi fundamental para carimbar a passagem para a África do Sul, marcando sete gols nas Eliminatórias.

E o Uruguai quase não contou com Forlán nos campos. Na adolescência, o atacante se preparava para ser jogador de tênis, esporte que até hoje pratica. Mas foi convencido por sua família a passar ao futebol. Afinal, seu pai, Pablo Forlán, jogou as Copas do Mundo de 1966 e 1974 (além de, entre 1970 e 1976, ter sido jogador do São Paulo, clube para o qual faz lobby para que seu filho se transfira um dia), enquanto seu avô materno, Juan Carlos Corazo, foi o técnico da Celeste no Mundial de 1962.

Em 2010, o jogador brilhou na histórica campanha do Uruguai na Copa do Mundo da África do Sul, que ficou com a quarta colocação, posição que a seleção não alcançava desde 1970. Na disputa do terceiro lugar, os uruguaios perderam para a Alemanha por 3 a 2. Forlán foi eleito o melhor atleta do Mundial em de quebra, foi o artilheiro ao lado de Villa, Müller e Sneijder.

Fonte: UOL Esportes



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