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Blog Memória Futebol


Só o começo…

Autor: Adriano Fernandes - 29/02/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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Desde 2003, uma ação do Partido Progressista com o apoio de 20 clubes de futebol tentava provar que o Estatuto do Torcedor era inconstitucional. Para o bem do país, o STF não deu razão a eles.

O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou na última quinta-feira (23), por unanimidade, uma ação movida contra o Estatuto do Torcedor. O Partido Progressista (PP) articulou essa ação, que se opunha a diversos artigos da lei. Também participaram desse processo, jogando contra a lei federal, alguns dos principais clubes brasileiros e seus dirigentes arcaicos.

Que bom que para o STF, são direitos do torcedor brasileiro entre outras coisas,  a transparência na organização das competições esportivas, a  segurança nos locais onde são realizados os eventos esportivos antes, durante e após a realização das partidas,  a higiene e a qualidade das instalações físicas dos estádios e dos produtos alimentícios vendidos no local. Também é direito o acesso a um médico, dois enfermeiros-padrão  e uma ambulância para cada dez mil (!) torcedores presentes à partida.

Agradável saber que é constitucional uma lei que diz que a responsabilidade pela segurança do torcedor é das entidades detentoras (clubes de futebol e/ou federações – art. 3) do mando de jogo e seus dirigentes (art. 14). As mesmas entidades são obrigadas a  organizar o sistema de venda de ingressos com segurança contra falsificações, fraudes e outras práticas que contribuam para as evasões de receita (art.21). Também não é inconstitucional propor a prisão daqueles que possam alterar resultados de jogos ou campeonatos por má fé.

Segundo o ministro Cezar Peluzzo, o Estatuto visa construir “bases amplas e diretrizes gerais para a disciplina do desporto nacional” em relação à defesa do consumidor. Ou seja é um primeiro passo para que se estruture uma relação mais civilizada, transparente e organizada entre torcedor, clubes, federações, dirigentes e governos.

Assim como a outros ministros e a maioria da população brasileira, me agrada que isso tenha sido enfim, aprovado. Que ao menos o mínimo do direito do cidadão que vai ao estádio de futebol seja respeitado. Cabe a esse cidadão, ação, mobilização, denúncia e crítica, para que o Estatuto seja cumprido da melhor forma possível.

Vai chegar o dia em que torcedores não serão tratados mais como animais. Terão o direito de chegar ao estádio com segurança, ser tratado cordialmente na entrada, tomar sua cerveja, estourar seu rojão na arquibancada e xingar a mãe do juiz sem que, por conta disso, sofra dano algum à sua integridade física ou moral.

A decisão do STF foi só um começo.

Por Caio Calazans em 27/2/2012

Fonte: Caixa Preta FC


 

 

Time do Amazonas sonha com Petkovic para Copa do Brasil, mas sofre com preço

Autor: Adriano Fernandes - 29/02/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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Atual bicampeão do Campeonato Amazonense, o Penarol de Itacoatiara decidiu buscar um reforço experiente. Tão experiente que até já se aposentou. O alvo do clube é o sérvio Petkovic, que fez sucesso no futebol do Rio de Janeiro. As conversas já começaram, mas a diferença de valores ainda não deixa a diretoria do Penarol se empolgar.

“Conversamos com o empresário do Petkovic antes do carnaval para tentar contratá-lo já para a Copa do Brasil e ele ficou de dar uma resposta. Não consegui falar com ele ontem, mas aguardo uma resposta nesses dias, até porque dia 7 já estreamos”, disse Daniel Macedo, presidente do Penarol. “Depende muito do preço.”

A equipe estreia na próxima semana diante do Santa Cruz, de Recife. O primeiro jogo será em Manaus. Desde que não perca por diferença mínima de dois gols, o Peñarol força a partida de volta no Pernambuco.

Segundo Daniel Macedo, indústrias de Itacoatiara querem ajudar o clube na contratação, mas a dificuldade é grande. “A diferença do que podemos pagar para o que o jogador quer é muito grande. Estamos negociando um contrato por jogo. Se der certo, aí já poderíamos fechar também para a partida de volta e para a final do primeiro turno do Amazonense”, emendou o dirigente, projetando boas campanhas de seu time.

Petkovic não tem disputa uma temporada regularmente desde 2010. No ano passado, ele fez seu jogo de despedida pelo Flamengo, em duelo contra o Corinthians no Campeonato Brasileiro. Petkovic atualmente tem 39 anos.

Fonte: UOL Esportes em 27/2/2012



 

 

Palmeiras 3x3 São Paulo, 26/02/2012. Como foi a Arbitragem?

Autor: Rafael Porcari - 29/02/2012 Categoria: Rafael Porcari   Comentários Nenhum comentário

Palmeiras x São Paulo

Antes do Choque-Rei de hoje, muita coisa extra-campo: por exemplo, as reclamações do São Paulo de que a viagem de avião para Presidente Prudente houvera custado R$ 75.000,00, despesas de R$ 25.000,00 com hotel e outros custos que totalizaram R$ 120.000,00. O Palmeiras não teve esse custo, já que foi bancado pela Prefeitura Local. De fato, a questão de ‘venda de mando’ é complicada. O time da capital paulista mandar seu jogo a quase 600 km não está errado? Sua sede não é Prudente!

Imagine as dificuldades do árbitro Wilson Luís Seneme, que passou dias na Granja Comary realizando uma série de treinamentos da FIFA, e desgastado após tal encontro, ter que viajar de Teresópolis, na Serra Fluminense, para quase a divisa do estado de SP?

Sugestão: já que a Federação Paulista de Futebol permite tais situações, por que não otimizar a logística e promover um só voo, com as duas equipes, arbitragem e fiscais da Federação? Economia e inteligência para todos.

Outra questão: uma lista de “erros de arbitragem contra o Palmeiras” divulgada pela equipe alviverde, contendo pênaltis contra e a favor, foi divulgada na véspera. Irrelevante se considerarmos que foi feita pelos estudos de Luís Felipe Scolari, que, evidentemente, não falaria sobre números contra sua equipe. Além, claro, do fato do próprio Felipão colocar sua equipe no vestiário de visitante, mesmo estando na condição de mandante, nitidamente para efeito motivacional.

Vamos ao jogo dentro de campo:

- 4 minutos, falta que originou o gol do Palmeiras: Força desproporcional no tranco de Casemiro no João Vitor; aquilo é o tranco que não pode, pois, na regra, tranco tem que ser uma disputa de força leal. Se o atleta que tem a posse não poder disputá-la para a continuidade do domínio, vira infração.

- Lance aos 16m entre Willian José e Henrique dentro da área: não foi nada, jogador sãopaulino se desequilibra e cai.

- Aos 33minutos, um ato coletivo de desinteligência, que passou desapercebido por muitos. Seneme estava durante a partida sinalizando o local correto de todas as saídas de bola para a correta cobrança de lateral. O jogador palmeirense cobrou o arremesso lateral num local incorreto, antes do ponto que a bola saiu (mais na sua defesa). Não importa se ele cobra mais a frente ou mais atrás, o erro é cobrar no local errado. Seneme parou o jogo e deu reversão. Mas como jogador não conhece detalhes da regra, novamente o palmeirense pega a bola e aí cobra no local correto – o que está errado, pois a bola passa a ser do São Paulo. Na “re-cobrança”, Seneme novamente pára o jogo, dá uma bronca e manda o São Paulo cobrar a falta. E o lateral do São Paulo, sem entender direito, vai cobrar o lateral e fica vacilando. Não é que o adversário, vendo a bobeada, pega a bola das mãos dele e cobra o lance? Situação de várzea, que levou quase 1 minuto do jogo, e que Seneme, cansado da incompreensão dos atletas, relevou.

- Gol do São Paulo: Legal, embora um ou outro conteste a posição de Willian José na hora do cruzamento: ele está na linha da bola (esqueça linha de zagueiro ou qualquer outra bobagem), portanto, não está em posição de impedimento. E mesmo se estivesse, estaria como passivo, pois, afinal, seu companheiro Cícero veio de trás.

- No minuto 39, Daniel Carvalho se projeta tentando a área, e quando vai entrar, Piris tenta parar o adversário obstruindo-o. O jogador poderia manter o equilíbrio, mas visivelmente ele aproveita o contato e cai. É essa a chamada falta infantil do marcador. Quase não faz a falta; quase ela não tem força suficiente para derrubar; quase o adversário pode continuar a jogada. Mas com inteligência, o atacante prefere a queda ao sentir o toque do que continuar a jogada. Claro, sua equipe tem bons cobradores de falta.

- Segundo tempo: Infantilíssimo pênalti de Cicinho sobre Cortês. O atleta do São Paulo tenta driblar com um chapéu seu adversário, e por força da jogada, o sãopaulino esbarraria em Cicinho (afinal, não dá para um corpo transpor fisicamente outro). O lance seguiria normalmente, sem infração. Mas Cicinho não permite que Cortês avance, e barra o adversário com um empurrão no peito! E empurrar o adversário é infração; sendo na área, naquelas condições, pênalti sem aplicação de cartão. Acertou Seneme, e uma ressalva: o palmeirense Cicinho certamente, ao assistir o lance, se autointitulará: BURRRROOOO.

- 61m: Lucas avança para ao ataque, dribla dois e João Vitor vai com o corpo contra o sãopaulino. A falta poderia ser acompanhada de cartão amarelo, não pela violência da jogada, mas pela posição do lance, momento da partida e intenção do atleta. Como PODERIA não é DEVERIA, tudo bem, já que Seneme deve ter levado em conta o ambiente tranquilo do jogo até aquele momento.

- 66m: Marcos Assunção atinge Lucas, falta para Cartão Amarelo por ação temerária, bem aplicada pelo árbitro. A imagem de Lucas com a mão na perna, se lamentando de dor, é forte, mas o lance nem tanto.

- Falta de Rodrigo Caio em Barcos: bem marcada, atleta deixa a perna para que o adversário se atrapalhe. Sem contestação alguma.

- 71m: Cartão Amarelo ao Paulo Miranda por agarrar Barcos: bem aplicado, pelo agarrão e pela quantidade de faltas no argentino seguidamente realizadas (rodízio de faltas). Na sequência, o lance é cobrado e Barcos, sozinho na área, faz o gol. Leandro Amaro e Rodolpho se enrolam no lance, mas nenhuma infração.

- 77m: Leandro Amaro calça Fernandinho, que estava no ataque e após ter driblado dois adversários. Deveria ter recebido cartão amarelo. Errou o árbitro (Leandro Amaro acabara de fazer falta em Lucas poucos minutos antes).

- 79m: Falta pró-Palmeiras com mesma intensidade, e que Seneme usou o mesmo critério. Deveria também dar amarelo. Errou de novo.

- 81 m: Fernandinho tenta passar sobre Cicinho, que estabanado, não alcança a bola, nem o atleta. Mas Fernandinho não sofre falta e cai, por força da própria velocidade/disputa de bola. Seneme marca falta erroneamente. Três erros seguidos da arbitragem, não relevantes pelo que aconteceu na conclusão das jogadas.

- Aos 82m, Paulo Miranda faz falta em Henrique, acertou o árbitro.

- Henrique obstrui Fernandinho no ataque, que pela jogada em velocidade, merece amarelo, bem aplicado pelo árbitro, aos 85 minutos.

- 90 minutos: atacante palmeirense cai num bololô, e Rodrigo Caio leva um amarelo. Não foi nada, errou o árbitro, que deu a falta e ainda o cartão. Imaginem se Marcos Assunção marca, o que faríamos?

EM SUMA:

Primeiro tempo de calmaria para a arbitragem; segundo tempo mais movimentado, com Seneme se colocando muito bem em campo, mostrando autoridade e cometendo alguns poucos erros técnicos aceitáveis, com questionável distribuição de cartões no final da partida. Razoável arbitragem no contexto da partida (pela capacidade dele, poderia ter errado menos).

Detalhes negativos:

1) A REDE das metas não existe obrigatoriamente no futebol. Se o gol estiver sem redes, tem que fazer o jogo. Mas se elas existirem (como existem em 100% dos jogos profissionais), não podem ter publicidade ou qualquer outra coisa apoiada nelas (é por esse motivo que há insistência para que toalhas de goleiros não sejam penduradas nelas). Infelizmente, se faz vista grossa no Brasil a algumas situações, e muitas vezes a emissora que transmite o jogo tem a permissão de fixar microcâmeras nelas (mesmo sendo irregulares). Mas nesse domingo, a coisa foi absurda! Houve nítida propaganda nas redes, totalmente irregular.

2) Parada para hidratação é diferente de parada técnica. Os treinadores não podem passar instrução, nem os atletas saírem de campo. E foi uma bagunça, principalmente no primeiro tempo! Membros da comissão técnica do Palmeiras estavam dentro de campo, Leão e Felipão passaram orientação a vontade nesse momento, o que não é permitido.

A parada é para os atletas irem à beira do campo e se hidratarem, sem receber instrução ou qualquer outra intervenção.

Na prática, durante a partida, eles podem receber copos d’água durante o jogo, desde que se aproximem da lateral e os copos sejam colocados à margem externa da linha lateral. Assim, eles podem se hidratar normalmente, sem sair de campo. O problema é que o goleiro ou os atletas que jogam do outro lado do campo não conseguem ir à lateral dos seus bancos (embora os copos possam ser distribuídos perto das linhas lateral / meta que atuam).

Fonte: Blog do Professor Rafael Porcari em 26/2/2012



 

 

Zoff, 70

28/02/2012 Categoria: Roberto Vieira   Comentários Nenhum comentário

Dino Zoff

Oscar sobe e cabeceia no canto.

Gol do Brasil!

Guerra.

A Velha Bota.

As promessas do Duce.

Mario e Ana esqueceram por um momento da guerra.

Dino chegou naquela fria manhã de 28 fevereiro de 1942.

A pequena cidade de Mariano del Friulli faz festa.

Crianças em uma cidade com mil habitantes sempre são motivo de festa.

O velho goleiro calça as luvas.

Sócrates e Zico.

Falcão.

Guerra. 

A Velha Bota não acredita no velho goleiro.

Zoff está acabado.

O cinema e a primeira namorada.

De repente, o pesadelo.

Todos os gols da Fiorentina contra a Udinese.

A estréia de Zoff na Série A.

A namorada dá uma risada.

Zoff fecha a cara e afunda na cadeira.

Zico se livra da marcação.

O Doutor entra e finge cruzar.

O chute sai seco. No canto.

Gol do Brasil.

Albertosi era um galã de cinema.

A Copa de 70 foi o banco de reservas.

Mas Zoff era jovem.

E foi melhor não pegar Pelé e Carlos Alberto pela frente.

Depois de 70?

Zoff passou anos sem tomar um gol na Azzurra.

E foi tomar logo um gol do Haiti.

Zoff passou a acreditar em vudu.

Paolo Rossi marcara mais um gol.

Falcão domina a pelota.

Não deixa ele chutar.

O petardo de esquerda vai no canto.

Zoff vê o sonho escapando mais uma vez.

“Já não basta o Nelinho!”

Zoff enxerga os olhos de Ana.

A mãe diz adeus na noite da pequena cidade.

Não existe guerra.

Não existe mais a criança.

Mario já não há.

Resta apenas Dino e a despedida sem glória.

O chute de Nelinho na memória.

Oscar sobe e cabeceia no canto.

Gol do Brasil!

Mas esperem, tifosi!

A bola está sobre a linha nas mãos de Zoff.

O capitão italiano salva a seleção.

Rossi é o herói.

Zoff ergue a taça na Espanha. Cervantes.

Sem Rocinante.

Sem Dulcinéia.

Um velho senhor da guerra.

Aos 40 anos de idade.

Zoff é a criança de Mariano del Friulli.

Zoff chega ao pequeno cemitério:

Mandi, Mama, Papa!

E deixa um pequeno embrulho no túmulo dos pais.

Um par de velhas e surradas luvas.

Luvas que venceram uma guerra...



 

 

I SEMINÁRIO DE PLANEJAMENTO DA CIDADE DE FORTALEZA PARA A COPA DO MUNDO DA FIFA BRASIL 2014

Autor: Adriano Fernandes - 28/02/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

I SEMINÁRIO DE PLANEJAMENTO DA CIDADE DE FORTALEZA PARA A COPA DO MUNDO DA FIFA BRASIL 2014

Dias 29 de fevereiro, 1 a 2 de março de 2012

O megaevento Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014TM, da qual a cidade de Fortaleza será uma das sedes, configura-se como um momento único para aglutinarmos esforços de todos os segmentos da sociedade fortalezense para uma ação de planejamento visando definir ações, projetos, identificar oportunidades, conhecer nossas fragilidades e desenvolver estratégias para seu enfrentamento, tendo como base o desenvolvimento sustentável da cidade, o respeito ao meio ambiente, a inclusão social, a participação popular, o estímulo e apoio as nossas mais diversas manifestações culturais, o desenvolvimento do turismo, a transparência, a melhoria na educação, saúde, a geração de empregos, qualificação dos serviços ao público em geral e ao turista, em particular, entre outros.

Neste sentido, o I SEMINÁRIO DE PLANEJAMENTO DA CIDADE DE FORTALEZA PARA A COPA DO MUNDO DA FIFA BRASIL 2014 é uma oportunidade para construirmos uma agenda de compromissos e ações visando preparar a cidade desde já para aproveitarmos ao máximo as oportunidades que este megaevento irá proporcionar dentro da perspectiva do povo de Fortaleza, e não da FIFA e seus patrocinadores.

Sabemos que muito já vem sendo feito por parte dos governos federal, estadual e municipal, principalmente na área de infraestrutura e mobilidade urbana. Existem, contudo, projetos e ações que estão sendo desenvolvidas na cidade pelo Setor Turístico, Sistema S, Entidades Empresariais, Movimentos Sociais, Estabelecimentos Bancários Públicos com suas linhas de financiamento e muitas outras atividades que carecem de uma maior integração, de um mapeamento do que foi e está sendo realizado, de um banco de dados que identifique cada projeto, quantifique e mensure as atividades desenvolvidas e disponibilize à sociedade seus resultados.

Tal é a proposta deste I SEMINÁRIO DE PLANEJAMENTO DA CIDADE DE FORTALEZA PARA A COPA DO MUNDO DA FIFA BRASIL 2014TM que contará com a presença do Ministério do Esporte, Ministério da Cultura e Ministério do Turismo.

Nos dias 1 e 2 de março de 2012, os participantes terão a oportunidade de participar de 10 (dez) oficinas temáticas, espaços privilegiados para os debates de planejamento nas áreas de (1) turismo, (2) cultura, (3) esporte, (4) segurança, (5) transparência e comunicação, (6) saúde, (7) transporte urbano, infraestrutura, mobilidade urbana e acessibilidade, (8) educação e qualificação, (9) empreendedorismo, negócios, desenvolvimento sustentável e economia criativa e, por fim, (10) meio ambiente. Nestas oficinas pretende-se, com instrumentos adequados de gestão de planejamento, identificar as ações estratégicas da área em questão, ser um espaço de apresentação de projetos existentes e de novos a serem desenvolvidos, propor e programar atividades a serem executadas pela cidade até a Copa das Confederações da FIFATM e Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014TM dentro de uma visão cidadã, de participação e inclusão de todos os segmentos sócias da cidade, vivenciando, desde já, o clima que o Mundial proporciona. 

Fonte: Prefeitura Municipal de Fortaleza



 

 

Na volta da seleção as experiências não acabaram

27/02/2012 Categoria: Flávio Araújo   Comentários Nenhum comentário

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A seleção brasileira de futebol voltará a campo nesta terça-feira, 28 de fevereiro, iniciando suas atividades no ano de 2012.

O Escrete não joga desde o dia 14 de novembro do ano passado quando ganhou fácil do Egito, em Doha, no Qatar, por 2 a 0, gols de Jonas.

Sem se definir, até então, uma equipe verdadeiramente titular.

É só esperar e ver se Jonas, autor daqueles dois gols, começará como titular no jogo seguinte, o desta terça-feira.

Duvido, mas a dúvida é motivada pelo fato de que existem valores de maior qualidade entre os convocados.

O primeiro jogo deste ano será contra a Bósnia, Herzegovina ou Herzegóvina, cada dia vejo o nome desse país pronunciado de uma maneira.

Mesmo que nas línguas dos balcãs a acentuação como proparoxítona seja mais comum me decido pelo acento na penúltima silaba o que me parece, soa melhor aos nossos ouvidos.  .

Sabendo que esse é um tema por demais complexo tratando-se de quem se trata já que mesmo sendo muito antiga a Bósnia Herzegovina é reunião de um cadinho de raças e de idiomas.

Bastaria dizer que a língua oficial do país é o bósnio, o croata e o sérvio, além de alguns dialetos.

Mas, se é de futebol que se fala a pronúncia correta do nome do país não é o que mais importa.

Como região é antiga, mas o país é novo e se tornou outra vez independente depois das lutas separatistas e raciais na antiga República Iugoslava, da qual fez parte.

Por isso mesmo nada se falaria de uma Bósnia futebolística através dos tempos.

Entretanto, a região sempre foi fornecedora de bons valores à antiga seleção da Federação Iugoslava e como os demais países vizinhos sempre praticou bom futebol.

A Bósnia é a 19ª seleção do ranking FIFA atual e deu imenso trabalho para ser descartada por Portugal nas Eliminatórias da Eurocopa deste ano a ser realizado na Polônia e na Ucrânia.

Bastaria citarmos um jogador, Dzeko, companheiro de Grafite no Wolfsburg quando o brasileiro foi artilheiro do campeonato alemão e hoje no futebol inglês para sabermos que a Bósnia Herzegovina tem bons futebolistas.

Dzeko, ainda neste fim de semana fez gol pela sua equipe atual, o Manchester City.

É muito bom jogador.

O Brasil vai para a 21ª contenda com Mano Menezes em seu comando.

Como só realiza amistosos esparsos e pouco treino é natural que a seleção ainda não tenha se encontrado.

Se não se encontrou na Copa América...

Mas, tem bons elementos e entre aqueles que foram convocados é possível a formação de um bom time.

Desde que treine e se dedique.

Com os valores convocados para essa contenda que será disputada na Suiça é possível a escalação de um bom conjunto e vou declinar o meu, não aquele que Mano irá preferir e que ainda não anunciou.

Júlio Cesar; Daniel Silva, Dedé, Thiago Silva e Marcelo. Sandro, Hernanes e Ganso. Lucas, Leandro Damião e Neymar.

Parece a vocês um bom time?

Virá a ser se treinar, repito, mas haverá sempre desentrosamento entre jogadores que se reúnem nos aeroportos.

E cansados.

Lucas jogou pelo São Paulo ontem em Presidente Prudente, a 600 quilômetros de São Paulo e vai jogar amanhã na Suiça.

Pode?

Jogou bem sem ser excepcional e houve um momento em que deixou todo mundo preocupado por sair mancando depois de uma dividida.

Dedé jogou pelo Vasco na decisão da Taça Guanabara contra o Fluminense no Rio de Janeiro e amargou uma sonora derrota por 3 a 1 diante da equipe de Fred que levantou a Taça Guanabara depois de uma árdua disputa.

Com esse placar pode dar impressão que o jogo foi fácil, mas nada disso aconteceu já que o Vasco teve muitas chances desperdiçadas.

Dedé é uma das maiores revelações da atualidade do futebol brasileiro, mas é natural que também compareça cansado ao amistoso da seleção.

Haverá outros ainda com a língua de fora.

Até quando a juventude de Neymar e Ganso superarão acontecimentos como esse depois do show que produziram sábado no Paulistão?

Isso é desrespeito com uma seleção que eventualmente ocupa apenas o 7º lugar no ranking FIFA, mas possui valores e condições para estar no pódio da mesma.

Bastaria que treinasse.

Que houvesse algum respeito com algo de maior valor por parte da organização do futebol brasileiro.

Um exemplo?

O resguardo de atletas com a paralização dos campeonatos nas chamadas datas FIFA.

Muitos outros detalhes poderiam ser acrescentados.

Entre os convocados por Mano Menezes existem outros valores que estão merecendo oportunidade no time titular.

O goleiro Diego Alves, que joga no Valência é um deles.

Elias, revelação da Ponte Preta e que foi do Corinthians para o Atlético de Madrid sempre que entra no time dá nova força às arrancadas de meio de campo.

Mas, Sandro é melhor marcador e, além disso, tem idade olímpica e esse detalhe deverá também estar na mesa de resoluções da comissão técnica brasileira.

Com a qualidade dos laterais de que dispõe Mano Menezes poderia jogar com um volante de marcação próximo aos zagueiros e soltar seus alas.

Daniel Alves e Marcelo farão muito estrago em qualquer defesa adversária com suas arrancadas, mas precisam de cobertura . 

O compromisso mais importante do futebol do Brasil neste ano será nas Olimpíadas de Londres, embora a CBF pareça assim não enxergar.

Ou procura não dar na vista dentro daquela falsa desculpa: “as uvas estão verdes.”

Exatamente por considerar que as uvas já cairam de maduras e que o Brasil precisa fazer bom papel em Londres é que esse jogo diante da Bósnia cresce de interesse já que são muitos os brasileiros com idade olímpica que estarão na Suiça.

Fazer bom papel em Londres significa trazer a medalha de ouro.

Dissemos que esta será a 21ª partida da seleção sob o comando de Mano Menezes que soma nos 20 jogos anteriores 12 vitórias, 5 empates e 3 derrotas.

Pesou muito contra o seu trabalho que essas derrotas fossem exatamente contra Argentina, França e Alemanha.

Isso sem falar no rotundo fracasso que foi para o Brasil a Copa América.

O técnico tem anunciado que terminou a fase de experiências, mas fico com a certeza que a equipe que enfrentará a Bósnia Herzegovina não será a titular para a sequência do ano. 

Alguns valores testados anteriormente e que não foram chamados agora deverão ter lugar garantido nas próximas chamadas.

Ralf, por exemplo.

Gostaria ainda de ver Arouca marcando e saindo para o jogo.

De forma que haverá ainda muita água correndo em direção ao mar grandioso, tamanho ideal para uma seleção brasileira de verdade. 



 

 

Campeonato Paulista, como esta não pode ficar

27/02/2012 Categoria: Flávio Araújo   Comentários Nenhum comentário

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Não estou aderindo, ressalto e reafirmo.

Continuo sendo favorável a realização dos campeonatos regionais e do paulista em particular.

É preciso, no entanto que sejam feitas ressalvas e atualizações.

Ainda na coluna anterior comentei a fragilidade de Botafogo e Comercial no atual campeonato e tudo isso ainda sobrecarregado pelos seus gramados em muito mau estado.

Houve um tempo em que o interior não só sonhava em subir para a então Divisão Especial como revelava valores a mancheias.

Isso é passado morto e enterrado.

A maioria dos valores que se destacam nas equipes interioranas que ascendem a Série A dos dias atuais estão com prazo de validade vencido.

Geralmente aqueles que são repatriados já fizeram o pé de meia e se desgastaram também além do suportável.

Isso acontece, com as exceções de praxe, com jogadores repatriados por times de primeira grandeza no nosso futebol, Adriano, Luiz Fabiano, Valdívia, Deivid e tantos outros.

Os veteranos que retornam ao interior em geral querem apenas um plus na carreira que já não tem lugar nos grandes e são na verdade ex-jogadores ainda em atividade. 

Contrariam o próprio princípio que fez nascer a Lei do Acesso.

Esse tempo dadivoso e produtivo do futebol interiorano teve um nascer bastante valioso, mas não resistiu à modernidade do futebol elaborado em escolinhas ou em divisões de base.

No interior, não mais estádios, não melhores gramados, não mais revelações.

Alguns estádios tradicionais foram postos à venda para serem transformados em shoppings.

O público que comparece aos jogos do SP/12 e dos antecedentes não justifica o alarde que desse certame a FPF produz.

Encontrar uma fórmula de uma competição mais rápida, mais emocionante, mais atraente não é missão impossível.

Se o Rio de Janeiro encontrou é porque ela existe.

E também imitar o que dá certo em fórmula de campeonato não é nenhum crime ou pirataria chinesa.

O Rio viu seu primeiro turno, que é considerado como um campeonato a parte terminado rapidamente e está colocando em cena jogos de grande atração popular em sua primeira etapa decisiva.

Compreendo e sempre defendi que o certame paulista tem que ser diferente pela quantidade e população dos municípios do estado bandeirante.

Mas, tudo tem que ter limites.

Não se faz campeonato com o público irrisório que tem comparecido aos jogos e isso, evidente, motivado pela má qualidade de quase todas as equipes.

Criou-se no certame paulista uma verdade axiomática: ninguém sobe para disputar um campeonato visando o primeiro, ou os primeiros lugares e sim para evitar a queda já no primeiro ano.

Há clubes, inclusive, que não se importam em colocar seu elenco principal quando enfrentam um grande com mando deste.

Quando jogam em suas cidades dão o que tem de melhor visando uma arrecadação polpuda acima de pensar em vitória.

O por quê?

É que o adversário de quase todos eles e que pode ocasionar seu rebaixamento não é o grande e sim o outro pequeno que subiu em simultâneo e é concorrente à mesma vaga para não cair.

Se é necessário preservar o futebol nas cidades interioranas que apenas marcam presença na divisão de cima – é só olhar a classificação para identificá-los – que se crie para o mesmos certames paralelos em nível regional.

E que cada um trate de si da melhor maneira.

Caso não queira imitar a fórmula carioca uma medida paliativa seria a divisão dos clubes em diversos grupos com turno e returno.

Seria, porém, uma medida apenas paliativa.

A FPF está perdendo tempo precioso ao retardar a tomada de medidas que valorizem seu regional.

Como está é que não pode ficar.       



 

 

Confinamento é isso?

26/02/2012 Categoria: Flávio Araújo   Comentários Nenhum comentário

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O Brasil tem o maior rebando de gado de corte do mundo, mas certas ideias continuam sendo importadas.

A do confinamento é uma delas.

O gado fica num espaço reduzido onde vive para comer e engordar.

Mas, com gente é diferente.

O que mais a imprensa esportiva divulgou nos últimos dias foi o confinamento a que foi submetido o jogador Adriano.

O destronado imperador de Roma foi enquadrado nesse termo durante duas semanas.

Para emagrecer, porém.

Dizem que entre uma semana e outro deu uma escapada, que ninguém é de ferro.

Em seu retorno no sábado diante do São Caetano apresentava um perfil com menor índice de obesidade.

Futebol mesmo não há confinamento que resolva, seja americano ou brasileiro, seja para engordar ou emagrecer.

Adriano, como futebolista, já era.

Triste exemplo de um dos maiores centroavantes que o futebol brasileiro já produziu mesmo tendo somente na semana passada chegado aos 30 anos.

Minha saudosa mãe sempre dizia: quem não tem cabeça o corpo padece.



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