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Blog Memória Futebol


O Corinthians pode perder os pontos

Autor: José Renato - 28/02/2013   Comentários Nenhum comentário

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Foram três pontos conquistados com a vitória, 2 a 0, sobre o colombiano Milionários num Pacaembu quase vazio.

O placar eletrônico anunciou:

“Público pagante: 4 – Renda Bruta: R$ 870,00”.

Ou seja: o Pacaembu não estava vazio de torcedores como mandava a punição baixada pelo Tribunal da Confederação Sul-Americana de Futebol.

Quatro “corintianos” conseguiram liminar que garantiu o acesso ao estádio. Na verdade, foram seis, mas dois acabaram convencidos por dirigentes corintianos a não entrarem.

Na saída, um dos quatro mosqueteiros alegou que estava exercendo seu direito.

À luz fria da lei, ele tem razão: comprou ingresso, o jogo vai se realizar e ele quer assistir.

Mas havia uma punição que precisava ser cumprida. Todos conhecem a história: o garoto boliviano que foi morto por um sinalizador lançado por um torcedor corintiano no primeiro jogo, na cidade de Oruro.

Punição foi feita para ser cumprida.

Mas os quatro, mais esperto que os outros, resolveram entrar com ação na Justiça e ganharam liminar que lhes deu o direito de ir ao estádio.

Sendo assim, com presença de torcedores (não importa quantos) a punição não foi cumprida.

Em resumo, é isso que se diz em Assunção, sede da Conmebol.

Hoje pela manhã conversei longamente com um jornalista esportivo paraguaio que me garantiu que a confederação Sul-Americana estará sob forte pressão assim que começar o seu expediente, às 11 horas da manhã desta quinta-feira.

Isso porque o histórico da Confederação Sul-Americana de Futebol, a Conmebol, é de não punição, de permitir todas as cenas bárbaras que acompanham os jogos da Libertadores: invasão de campo, agressão a torcedores, objetos lançados no gramado, violência em campo e, agora, morte.

O Corinthians, certamente, alegará que fez o possível para que os torcedores não entrassem. O que é verdade.

Isso livra o Corinthians de uma punição maior, já que a Fifa não permite a intromissão da Justiça Comum nas lei do esporte. Isso serve para qualquer país.

Daí, fica descartada qualquer punição da Fifa, já que não partiu do Corinthians nenhuma ação em direção à Justiça Comum.

O que pode acontecer?

1 – O Corinthians ser eliminado desta Taça Libertadores.

2 – Perder o mando dos jogos que ainda tem pela frente e ser obrigado a jogar fora do País, longe de sua torcida.

Se uma delas for aplicada, será um duro castigo ao Corinthians.

Mas ficará como exemplo.

Por Mário Marinho

Fonte da Imagem: Futerock.com

Fonte: Blog do Mario Marinho em 28/02/2013


 

 

Sepp Maier, a muralha do século

Autor: Adriano Fernandes - 28/02/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários 1 comentários

Sepp Maier

A dúvida sobre quem foi o melhor goleiro alemão de todos os tempos sempre gera muita polêmica entre dois nomes: Sepp Maier e Oliver Kahn. Enquanto o último se aposentou em 2008, a era do outro célebre goleiro do Bayern de Munique remonta a um passado bem mais distante.

Josef Dieter Maier, mais conhecido como Sepp Maier, conquistou fama mundial na década de 1970, jogando pelo Bayern e pela seleção, mas teve um início de carreira inusitado. Aos oito anos, quando começou a dar os primeiros chutes no TSV Haar, ele queria ser atacante. No entanto, os companheiros e o treinador tinham outra forma de ver as coisas, e ele precisou ir para o gol. Para a alegria de todos, o garoto tomou gosto pela nova posição. Graças ao enorme talento, ele foi chamado para atuar nas categorias de base do Bayern de Munique em 1959, aos 15 anos.

Títulos e recordes

"Quando criança, eu não dormia com um ursinho de pelúcia, e sim com uma bola", declarou Maier, relembrando a sua juventude. "Tínhamos uma belíssima relação. Ela era o meu amor. Ainda me recordo bem. Ganhei-a de Natal quando tinha sete anos. Você era um rei se tivesse uma bola de futebol. O dono da bola mandava na equipe, era o técnico."

A transferência para o Bayern de Munique foi o início de uma carreira espetacular. Três anos depois de chegar à capital da Baviera, Maier assinou o seu primeiro contrato profissional, se firmou como titular e foi fundamental para o sucesso da equipe no período que se seguiu. Juntamente com Franz Beckenbauer, melhor jogador alemão de todos os tempos, e Gerd Müller, maior artilheiro da história do país, Maier formou a base de uma equipe que conquistou inúmeros títulos.

Maier conquistou quatro vezes o Campeonato Alemão e quatro vezes a Copa da Alemanha pelo seu clube. Além disso, levantou cinco troféus internacionais, com destaque para o tricampeonato europeu de clubes em 1974, 1975 e 1976 e para a Copa Intercontinental em 1976 contra o Cruzeiro.

Goleiro do século

Sepp Maier não teve sucesso apenas com a camisa do gigante de Munique. O goleiro, hoje com 67 anos, também brilhou muito pela seleção nacional, sagrando-se campeão mundial em 1974 e europeu em 1972, além de ter ficado com o segundo lugar na Copa do Mundo da FIFA 1966 e na Euro 1976 e com a terceira colocação na Copa do Mundo da FIFA 1970. "Sem o Sepp não teríamos sido campeões mundiais", comentou Beckenbauer, capitão da seleção vencedora de 1974, ressaltando a enorme importância do arqueiro.

Com 95 partidas disputadas, Maier é até hoje o goleiro que mais atuou com a camisa da Alemanha. Nos seus seis últimos jogos, nos anos de 1978 e 1979, ele foi também o capitão da equipe.

Também não é de espantar que Maier tenha acumulado várias glórias pessoais. Entre outras, ele foi eleito por três anos o melhor jogador alemão e recebeu o prêmio de "Goleiro do Século da Alemanha". Na eleição dos melhores goleiros de todos os tempos, ele ficou na quarta colocação, atrás apenas de Lev Yashin (Rússia), Gordon Banks (Inglaterra) e Dino Zoff (Itália).

Entre Yashin e Valentin

É estranho pensar que mesmo um ícone do futebol como Sepp Maier, que serviu de exemplo para várias gerações, também tenha tido os seus próprios ídolos. Mas isso mostra um dos traços da sua personalidade. Embora seja um pouco óbvio que Maier fosse fã do russo Lev Yashin, o seu outro ídolo era um pouco mais incomum. Trata-se do comediante alemão Karl Valentin.

Sepp Maier era um fenômeno debaixo das traves, assim como Yashin, e fora de campo também era muito brincalhão, como Valentin. "Um goleiro precisa irradiar calma, mas é preciso tomar cuidado para não dormir", comentou ele certa vez, dando uma piscadela.

Uma cena inesquecível e que comprova esse seu outro lado aconteceu em uma partida da Bundesliga entre Bayern e Bochum. Um pato entrou em campo, e o goleiro resolveu testar as suas habilidades com a ave, atirando-se em uma tentativa de agarrá-la. O episódio mostrou que a calma de Maier não ficava apenas no discurso, já que a partida estava em um momento tenso e o seu clube estava prestes a cobrar um pênalti.

Final de carreira súbito

Em julho de 1979, a carreira do "Gato de Anzing", como ele era conhecido, em uma referência ao seu local de nascimento e à sua semelhança com os felinos, chegou a um fim repentinamente. Em um grave acidente de carro, Maier sofreu uma fissura no diafragma, teve uma comoção cerebral, quebrou um braço e fraturou as costelas. "Antes daquilo, eu havia dito que jogaria por tanto tempo que o Franz Beckenbauer e o Gerd Müller precisariam me empurrar na cadeira de rodas para dentro do campo", comentou Maier sobre o acidente. No entanto, a fatalidade acabou com os seus "planos".

Mas o humorista do futebol não se deixou desanimar e, depois da sua recuperação, abriu um centro para a prática de tênis. Mais tarde, passou a trabalhar como preparador de goleiros da seleção alemã (1987 a 2004) e do Bayern de Munique (1994 a 2008).

No seu retorno ao gigante da Baviera, ele recebeu a missão de transformar um jovem recentemente contratado junto ao Karlsruher em um goleiro de primeira classe. O seu aprendiz era ninguém menos do que Oliver Kahn, que se tornou o legítimo sucessor de Maier pelos 14 anos seguintes.

Golfe e tênis

Mesmo depois da carreira, Maier não perdeu a veia cômica. Em um programa de televisão, o ex-goleiro da Nationalelf formou um dueto com a cantora norueguesa Wencke Myhre e cantou tradicionais canções futebolísticas, como Er steht im Tor e Fussball ist unser Leben. Além disso, "Sepp Copperfield" protagonizou um número de mágica no qual fez desaparecer um pato.

Maier também experimentou ser escritor, lançando os livros "Artista da nação" (1978), "Estou no gol, mas não sou um tolo" (1980), "Supertreino para goleiros" (1990), "Diversão e sucesso. Treino para goleiros" (2000) e "Quem dança com a bola" (2000).

Por outro lado, o ex-goleiro se afastou completamente dos gramados. "Essa fase já passou, e agora pratico apenas um pouco de golfe e tênis", afirmou, acrescentando que continua assistindo a todos os jogos do Bayern de Munique.

Fonte da Image: Planet World Cup

Fonte: FIFA



 

 

Dino Zoff - O guardião da rede italiana

Autor: Adriano Fernandes - 28/02/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Dino Zoff

Uma proteção, um "workaholic", um perfeccionista: Dino Zoff é um dos maiores goleiros que o mundo já conheceu. Os fatos falam por si mesmos: ele participou da Copa do Mundo FIFA™ três vezes, vencendo em 1982, recebeu 112 convocações e possui o recorde de 1.142 minutos sem levar um gol.

Palavras, no entanto não eram o denominador comum desse ex-goleiro internacional italiano e primeiro ministro em tempo de guerra da Grã-Bretanha. Os dois eram líderes de homens. Na verdade, o melhor momento de Zoff foi quando liderou seu país para a vitória na Copa do Mundo™ da FIFA na Espanha em 1982. Ao contrário dos heróis atuais, ele era uma lenda exatamente por causa de suas realizações como jogador: incluindo 112 partidas da Itália em três Copas do Mundo e um recorde do futebol internacional de 1.142 minutos sem tomar um gol.

Mesmo assim, esse filho da região agrária de Friuli não teria conseguido isso de outra maneira. "Tudo o que tenho, consegui com trabalho duro", disse ele uma vez. O futebol levou o garoto do campo do nordeste agrícola da Itália, mas o país, orgulhoso e pragmático, nunca realmente deixou Zoff.

O começo humilde

Crescer nesse canto, que outrora foi parte do império austríaco-húngaro, teve suas vantagens, principalmente a dieta. Quando foi rejeitado pelo Inter Milan e pelo Juventus aos 14 anos de idade, com a desculpa de que ele era muito pequeno, a avó de Zoff resolveu o problema: alimentá-lo à base de ovos. Cinco anos mais tarde, Zoff joga para o time de sua vila, o Marianese, onde deu aos escoteiros da vizinha Udinese motivos para pensar. Ele tinha crescido 33 centímetros, indo para 1,82 metros, uma altura que lhe deu uma vantagem de fé por parte do clube da Série A. Logo Zoff estava deixando seu trabalho como mecânico de automóveis para assinar contratos profissionais. No entanto, o começo não foi fácil e ele tomou cinco gols contra o Fiorentina em sua estréia, em 24 de setembro de 1961. O rebaixamento foi inevitável para o jogador e para o clube.

Zoff tinha jogado apenas quatro partidas para o clube Friuli quando Mantova o reabilitou para o nível mais alto na temporada seguinte. Aqui sua carreira realmente decolou. Em 1966 ele estava sendo considerado para a equipe da Copa do Mundo da FIFA na Itália juntamente com Albertosi, Anzolin e Pizzaballa. Na realidade, o treinador dos Azzurri, Edmondo Fabbri, selecionou o trio, porque, como Zoff explicou, "ele não queria ser acusado de favoritismo por ele ser um dos comandados de Mantova". A consolação veio através da gravidez de sua esposa Anna-Maria. O nascimento subseqüente do filho Marco indicou que haveria duas novas chegadas na vida de Zoff em 1967. Foi o ano em que o Napoli lhe deu as boas-vindas no sul da Itália, em troca de 130 milhões de liras e do goleiro Bandoni. O clube Napoli teve sucesso, enquanto o AC Milan, eternamente relutante em atingir o preço do Mantova, fracassou. "Tenho boas recordações de minha temporada lá", disse Zoff. "É uma cidade tão cheia de vida."

Realizações memoráveis

Uma cidade memorável também, isso transpirava. Zoff fez sua estréia internacional ali, na vitória de 2 a 0 contra a Bulgária em abril de 1968. Eram as quartas-de-final do campeonato e ele continuou no time enquanto a Itália chegava à final, onde venceram a Iugoslávia em uma repetição do jogo anterior. Um ótimo início para uma carreira internacional que seria ultrapassada apenas pelo grande Paolo Maldini três décadas depois (Zoff jogou 112 vezes por seu país). Todavia, nem mesmo o fotogênico Maldini foi capa da revista Newsweek. Essa honra específica foi de Zoff em 1982, quando ele se retirou do futebol internacional da mesma maneira como tinha entrado: com uma medalha de campeão.

Que isso tivesse acontecido aos 40 anos de idade na Copa do Mundo da FIFA foi uma recompensa adequada por todos os anos de dedicação. As temporadas foram marcadas mais por triunfos do que por fracassos. As pequenas derrotas, de perder seu lugar para Albertosi na Copa do Mundo no México, de não estar "na minha melhor forma" na Argentina oito anos mais tarde, não foram nada em comparação com a vitória de seis campeonatos italianos com o Juventus. Foi há meia vida que Zoff trocou Turim por Nápoles. Foi um desafio novo para um jogador que sempre parecia tão interessado em marcar gols quanto em defendê-los. Talvez esse tenho sido o segredo de sua longevidade.

No caso de Zoff, o passado realmente era história. E o fato de que ele sempre foi tão bom como em seu último jogo permitiu que ele mantivesse o entusiasmo em 570 partidas da Série A, 330 feitas em uma seqüência ininterrupta enquanto estava na Juventus. Aquelas onze temporadas no Estádio Comunale com certeza foram tempos tranqüilos. Certamente, o o contrato de 330 milhões de liras valeu a pena para o Bianconeri. Em troca, assim como os seis Scudettos, Zoff conquistou a Copa da UEFA e duas Copas da Itália. A exceção foi a Copa Européia, onde ele fracassou duas vezes: contra o Ajax em 1973 e o Hamburg em 1983.

Líder desde o banco

A última final foi a despedida de Zoff aos velhos tempos. Ele se aposentou para se tornar um treinador de goleiros na Juventus. Mas isso não era o bastante. "No meu entender aquele era um trabalho sem futuro", ele disse. Portanto ele assumiu a posição de treinador da equipe olímpica da Itália à frente dos Jogos de Seul e impressionou suficientemente para ser aceito como técnico na Juventus em 1988. As vitórias nas Copas da Itália e da UEFA, mais um terceiro lugar na liga, garantiram que o clube não se arrependesse de sua escolha, embora o contrato tenha durado apenas um ano.

A próxima parada foi a Lazio. Em Roma, depois de quatro campanhas como treinador, Zoff assumiu a função de presidente. Ele supervisionou a transição dos Águias de relações inadequadas na Cidade Eterna para plc... e até passou uma breve temporada como técnico em 1997.

A nomeação seguinte foi indiscutivelmente a melhor de sua carreira: a substituição de Cesare Maldini como treinador da Itália após a fracassada apresentação da Azzurra na França em 1998. E, não fosse pelo gol de ouro de David Trezeguet na final da Eurocopa 2000, ele também teria sido o responsável pelo primeiro sucesso internacional do país desde a Espanha de 1982. Ainda assim, de acordo com a imprensa italiana, o segundo lugar é para os fracassados. Magoado com a crítica, Zoff se aposentou e retornou ao Lazio, novamente como treinador. Ele os levou para a terceira posição e para a Liga dos Campeões, mais ainda não conseguiu satisfazer os fãs que tinham festejado uma liga e duas copas um ano antes. Assim, quando a temporada de 2001/02 começou com derrotas embaraçosas em casa e na Europa, o caminhão de mudança de Zoff estava em movimento novamente... sem dúvidas carregado de troféus de uma maravilhosa carreira no futebol.

Fonte da Imagem: Blog Gol de Placa 

Fonte: FIFA



 

 

Djalma Santos, do Canindé para o Mundo!

Autor: Adriano Fernandes - 27/02/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Djalma Santos

Revelado pela Portuguesa e personagem marcante nas glórias da história rubro-verde, Djalma Santos foi sem dúvida nenhuma um dos maiores jogadores da nossa Lusa. Conhecido por ser um dos mais regulares atletas do futebol brasileiro. Disputou três mundiais e ganhou dois. Foi chamado pela FIFA para fazer parte do seu selecionado em 1963 no jogo contra a Inglaterra. Disputou quatro campeonatos sul-americanos, participou de vários outros torneios continentais e fez parte da seleção brasileira que levantou o seu primeiro título no exterior, o campeonato pan-americano de 1952 realizado no Chile.

Djalma Santos nasceu em São Paulo, no dia 27 de fevereiro de 1929. Fez sua estréia na nossa Portuguesa em 9 de agosto de 1948, numa partida de aspirantes, contra o Corinthians. A estréia na equipe profissional foi em 16 de agosto de 1948, na derrota de 3 a 2 para o Santos, com os gols da Lusa marcados por Pinga e Simão.

Curiosidade

Quando Brandãozinho foi contratado da Portuguesa Santista, em 1949, e o lateral-direito Luizinho contundiu-se, Djalma Santos, que até então jogava como centromédio, passou a jogar na lateral, posição que o consagraria mundialmente.

Seu primeiro jogo pela Seleção aconteceu no dia 10 de abril de 1952, em Santiago do Chile, contra o Peru pelo campeonato pan-americano de futebol. Por causa do resultado de 0×0, o técnico Zézé Moreira foi alvo de muitas críticas. Como era Semana Santa, em tudo que era cidade brasileira, Zézé foi malhado como Judas. O Brasil, com Djalma e Zézé, dali em diante, venceu todas, trazendo para o Brasil o primeiro campeonato ganho lá fora.

Djalma Santos jogou na Lusa Veneno de 1948 a 1959. No Palmeiras de 1959 a 1968. No Atlético Paranaense de 1969 a 1970. Foi campeão mundial nos anos de 1958 e 1962.

No período quem que atuou como jogador da nossa Lusa, fez 53 partidas pela seleção brasileira, vencendo o I Campeonato Pan-americano em 1952, no Chile, e a Copa do Mundo de 58. Realizou 453 partidas pela nossa Portuguesa. Conquistando o bicampeonato do Rio-São Paulo em 1952 e 1955 e a Fita Azul em 1951 e 1953. A sua despedida ocorreu na vitória de 6 a 3 sobre o Palmeiras, em 29 de abril de 1959 pelo Rio-São Paulo.

Por Luiz Filho em 27/2/2009

Fonte da Imagem: Blog Paradoxo da Bola

Fontes: Site da Lusa e Revista Placar



 

 

Caso do menor dos Gaviões: o “oficial” e o verdadeiro

Autor: Adriano Fernandes - 26/02/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Corinthians presos - Daniel Rodrigo, Folha de São Paulo & Reuters

Ontem (24), numa entrevista à Rede Globo, indigna de ser tratada como jornalística, apresentou-se um menor de idade que diz ser o atirador do sinalizador que matou um garoto de 14 anos, durante a partida entre San Jose e Corinthians, na Bolívia.

A história contada, nada verossímil, não foi em nenhum momento questionada pelo repórter Valmir Salaro, visivelmente constrangido com sua atuação.

O suposto autor do disparo diz ter 17 anos, pai de uma criança de dois anos, e ser o terceiro de uma prole de seis filhos, todos criados com dificuldades pela mãe.

Até pela idade, hábitos e “cultura” demonstrados durante o depoimento à Globo, é difícil supor que, em sendo verdade a versão de que possui emprego, e ainda estude à noite, o garoto receba um bom salário.

Ainda mais faltando durante uma semana no suposto “serviço” para acompanhar o Corinthians na Bolívia, ou noutros lugares que o clube viajou, já que, em depoimento de alguns torcedores, não seria a primeira viagem do garoto com a “organizada”.

Portanto, no curto espaço de sete dias, o menor dos Gaviões teria gasto aproximadamente R$ 600 em compra de sinalizadores, tendo ainda sobrado quantia suficiente em seu bolso para custeio de passagens, estadia, alimentação e ingressos.

Vale lembrar que, “oficialmente”, a diretoria do Corinthians diz não ter ajudado os “organizados” na viagem.

Chega também a ser risível a versão de que comprou o tal sinalizador de um camelô na Rua 25 de março.

Não há possibilidade de o produto ter sido vendido em lojas no local, quanto mais num camelô, segundo gente conhecida deste jornalista, consumidor habitual de sinalizadores para serem utilizados em suas embarcações.

Embora a polícia tenha ótimos meios de constatar a presença do menor no local, levando-se em consideração que toda a rua é coberta por câmeras que gravam 24 horas de sua movimentação, algumas, inclusive, disponíveis pela internet.

Difícil também será explicar o motivo da sequencia numérica do sinalizador apreendido pelos bolivianos com torcedores do Corinthians ser a mesma do objeto que atingiu e matou o garoto Kevin.

Outra coisa a ser questionada é que, pela legislação brasileira, para um garoto de 17 anos viajar para fora do país, com pessoas que não sejam parentes, é necessária não apenas a autorização do responsável, mas também um alvará judicial.

Onde estaria esse documento ?

Se viajou de maneira irregular, sob custódia dos Gaviões, como declarado pelo próprio, cometeu ainda o crime do qual é réu confesso – se é que realmente cometeu -  e agora tem advogado pago pela organização criminosa organizada, não seria a “torcida” passível de enquadramento no crime de corrupção de menores ?

Certo é que, se o garoto realmente foi plantado pela “organizada”, e tudo indica que foi, para proteger segredos da relação entre Corinthians, Gaviões e um dos presos na Bolívia, diretor financeiro dos “torcedores”, a ação lembra em muito hábitos conhecidos do mundo da criminalidade.

Nada que ocasione surpresa no Parque São Jorge, em que a gestão, há anos, é dividida entre dirigentes, membros das torcidas e integrantes de facções criminosas, um deles, por sinal, assassinado recentemente em acerto de contas da bandidagem.

Fonte da Imagem:  Daniel Rodrigo / Folha de São Paulo / Reuters

Fonte: Blog do Paulinho em 25/02/2013



 

 

Dorval, O Ponta Direita

Autor: Adriano Fernandes - 26/02/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Dorval

Para os mais velhos, o melhor camisa “sete” do Santos FC de todos os tempos. Um dos integrantes do ataque mais poético do futebol brasileiro de todos os tempos: “Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe”, inspiração para milhões de torcedores que passaram a admirar o Santos FC.

Ataque que virou tema de música (“Linhas do Prazer” – Carlinhos Vergueiro) e sinônimo de futebol bem jogado.

Dorval era um ponteiro rápido, driblador e atacante fazedor de gols. Muitas vezes substituiu Pelé no comando de ataque, e não fazia feio não... deixava sua marca nas redes adversárias.

Teve um grande “azar” em sua carreira... foi contemporâneo de Garrincha, e não teve muitas oportunidades na Seleção Brasileira.

Vindo do Rio Grande do Sul, iniciou sua carreira no já extinto, GR Força e Luz (Porto Alegre). Em 1956 (aos 21 anos) aportou no Santos FC e realizou sua primeira partida com a camisa branca em 20 de maio, na vitória sobre o América (São José do Rio Preto), no interior paulista. O primeiro gol, foi na partida seguinte, outro amistoso, desta feita , contra o Comercial FC (Araras).

Participa de um jogo muito especial, em 1956, contra o Corinthians de Santo André. Especial, pois foi a primeira partida de Pelé... e o jovem Dorval estava em campo, participando do início do reinado. 

Entre o fim de 56 e início de 57 (três meses), foi emprestado ao CA Juventus. No retorno ao Peixe, assume a titularidade na equipe e ficou por muito tempo. Mostrando sua versatilidade, Dorval chega a atuar no gol santista, numa partida contra o EC Noroeste, na Vila Belmiro. Naqueles tempos, não eram permitidas substituições durante os jogos e o goleiro Manga sofreu uma contusão, ficando impossibilitado de continuar em campo... e lá foi Dorval fechar o gol santista, garantindo a vitória por 1x0.

O primeiro título oficial foi em 1958, na conquista do Paulista daquele ano, sendo o primeiro de uma série invejável de conquistas.

Neste ano de 58, Dorval marca 4 gols numa só partida, contra o tradicional Jabaquara AC, o Leão do Macuco:

16/07/1958 - Santos FC 7x3 Jabaquara AC (Santos)

Local: Vila Belmiro – Santos (SP)

Competição: Campeonato Paulista

Renda: Cr$ 311.890,00

Árbitro: Telêmaco Pompeu

Gols: Dorval 40', 50', 62' e 75', Pelé 36' e 85' e Ramiro 74' – Daltro (p) 53', Bugre 79' e Valdir 90'

SFC: Manga; Getúlio e Dalmo; Fioti, Ramiro e Zito; Dorval, Álvaro, Pagão, Pelé e Pepe.

Técnico: Lula

JAC: Barbosinha; Paquetá e Sarno; Alamir, Daltro e Miguel; Carlinhos, Valdir, Agnaldo, Fábio e Bugre.

Chega à Seleção Brasileira em 1959. É convocado para participar do Sul-Americano, em Lima (Peru). Usa pela primeira vez a camisa canarinho no empate em 2 a 2 contra o Peru (10/03/1959). Em maio é campeão do Rio-São Paulo, e, em seguida, parte para a célebre excursão à Europa, onde irá despertar admiração e surpresa junto aos europeus (que conheciam apenas Garrincha). 

Em 1962, a grande consagração com os títulos de Campeão Paulista, Brasileiro, Sul-Americano e Mundial. Na partida decisiva do Campeonato Paulista, marca dois gols na goleada sobre os tricolores, exibindo sua categoria driblando, armando e cruzando.

05/12/1962 Santos FC 5x2 São Paulo FC

Local: Pacaembu - São Paulo (SP)

Competição: Campeonato Paulista

Renda: Cr$ 6.931.500,00

Árbitro: Anacleto Pietrobom

Gols: Coutinho 30', Dorval 43' e 46', Pepe 60' e Pelé 88' – Dias 14' e Benê 15'

SFC: Laércio; Dalmo, Mauro e Zé Carlos; Calvet e Zito; Dorval, Lima, Coutinho, Pelé e Pepe

Técnico: Lula

SPFC: Poy; De Sordi, Beline e Sabino; Cido e Dias; Faustino, Benê, Prado, Jair e Agenor.

Técnico: Osvaldo Brandão

Uma outra prova da versatilidade de Dorval ocorreu em 1963, por ocasião da final da Taça Brasil (Campeonato Brasileiro), contra o Botafogo. Depois de vencer por 4 a 3 e perder por 3 a 1, a decisão ficou marcada para o Maracanã. Jogando mais recuado, auxiliando Lima, realizou uma partida impecável, anulando qualquer tipo de jogada pelo setor direito da defesa santista.

Mas não ficou só nisso, Dorval ainda foi ao ataque e deixou um gol nas redes do Botafogo. Novamente a imprensa louvava sua atuação, acrescentando que nesta partida teria sido uma das melhores de sua carreira.

02/04/1963 Santos FC 5x0 Botafogo FR (Rio de Janeiro)

Local: Maracanã - Rio de Janeiro (GB)

Competição: Taça Brasil de 62

Renda: Cr$ 26.931.732,00

Público: 70.324

Árbitro: Eunápio de Queiroz

Gols: Dorval 24',Pepe 39', Coutinho 54' e Pelé 75' e 80'

SFC: Gilmar; Lima, Mauro e Dalmo; Calvet e Zito (Tite);Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe

Técnico: Lula

BFR: Manga; Rildo (Joel), Zé Maria e Ivan (Jadir); Nilton Santos e Ayrton; Garrincha, Edson, Quarentinha, Amarildo e Zagallo (Jair Bala).

Técnico: Marinho Rodrigues

Ainda em 1963, Dorval retorna à Seleção Brasileira. Com oito santistas em campo, na prática era o time do Santos FC reforçado por craques. Veja a ficha técnica abaixo para confirmar: 

05/05/1963 Brasil 2x1 Alemanha Ocidental

Local: Volksparkstadium – Hamburgo (Alemanha)

Árbitro: Gottfried Dienst (SUI)

Gols: Coutinho e Pelé -  Werner

BRA: Gilmar; Lima, Eduardo, Roberto Dias e Rildo*; Zito e Mengálvio; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe.

Técnico: Aymoré Moreira

ALE: Fahrian; Novak, Schnelinger e Wildenx; Schulz e Werner; Heiss, Schuetz, Seeler, Konietzka (Strehl), Doerfeu.

Técnico: Josef "Sepp" Herberger

Obs.: Rildo faria parte do elenco do alvinegro apenas em 1967.

Dorval ainda seria bicampeão da Libertadores e do Mundial Interclubes em 1963.

Em 64, é transferido para o Racing (Argentina), mas antes ajuda o Santos FC a vencer a Taça Brasil de 63 e o Rio-São Paulo de 1964.

Retorna ao Alvinegro em janeiro de 1965 e sagra-se campeão do Hexagonal do Chile. Na Libertadores daquele ano, uma excepcional exibição no Pacaembu: 5 a 4 no Peñarol (Uruguai). Uma partida espetacular do Santos FC no primeiro tempo, quando Dorval cansou de entortar seu marcador (Caetano).

25/03/1965 Santos FC 5x4 CA Peñarol (URU)

Local: Pacaembu - São Paulo (SP)

Competição: Taça Libertadores de América

Renda: Cr$ 36.598.500,00

Público: 30.518

Árbitro: Luis Ventre (ARG)

Gols: Pelé 2’, Pepe 5’ (falta), Dorval 7’, 22’ e Coutinho 38’ – Pedro Rocha 19’, Hector Silva 24’, Sacia 74’ e H. Silva 80’

SFC: Gilmar, Olavo e Geraldino; Ismael, Joel e Zito; Dorval, Mengálvio, Coutinho (Toninho), Pelé e Pepe

Técnico: Lula

CAP: Maidana; Forlan, Mariel (Perez), Varela e Caetano; Gonçalves e Pedro Rocha; Ledesma, Hector Silva, Sacia e Joya.

Técnico: Máspoli

No final do ano, outra bela exibição na final da Taça Brasil: 5 a 1 no Vasco da Gama (Rio de Janeiro), marcando dois gols e arrebentando a retranca Cruzmaltina.

01/12/1965 Santos FC 5x1 CR Vasco da Gama (Rio de Janeiro)

Local: Pacaembu – São Paulo (SP)

Competição: Taça Brasil

Renda: Cr$ 27.462.000,00

Público: 16.764

Árbitro: Romualdo Arpi Filho

Gols: Dorval 63' e 65', Toninho 71' e 87' e Coutinho 7' – Célio (p) 83'

SFC: Gilmar; Carlos Alberto Torres, Mauro Ramos de Oliveira e Geraldino; Lima e Orlando Peçanha; Dorval, Mengálvio, Coutinho (Toninho Guerreiro), Pelé e Pepe.

Técnico: Lula

CRVG: Gainete; Ari, Caxias, Ananias e Oldair; Maranhão e Lorico (Luizinho); Zezinho, Saul, Célio e Danilo Menezes

Técnico: Zezé Moreira

Aos 32 anos (1967), deixa o clube de Vila Belmiro e vai para a SE Palmeiras (onde fará parte do elenco Campeão da Taça Brasil de 1967).

Em 1968, segue para o Clube Atlético Paranaense (Campeão Paranaense de 1970), jogando até 1971. Seguiu para o Valência (Venezuela) e encerrou sua carreira no Saad EC (São Caetano do Sul), em 1973, jogando junto de Coutinho e Joel Camargo.

Fonte da Imagem: Rio Total.com.br

Fonte: Santos Futebol Clube



 

 

Frevo Central

25/02/2013 Categoria: Roberto Vieira   Comentários Nenhum comentário

campeonato-pernambucano-de-1986-01.jpg

O jogo?!

Valia não cair fora da luta pelo tricampeonto 1986.

O jogo!? 

Acabou a carreira de Manguinha.

Goleiro e filho do veterano Manga.

Que estreou e ficou marcado pelo circo.

Carlinhos perdeu um pênalti.

Sendo defendido pelo técnico Edinho:

"Até Zico perde pênaltis!"

Edinho que era preparado físico.

Mas assumiu como técnico nesta partida.

Baiano?

Cavou suspensão no jogo anterior.

Roberval?

Fez gol contra.

E esse frevo todo?

Deu em nada.

Ficou frevo com gosto de marmelada...

Fonte: Blog do Roberto em 20/2/2012



 

 

Wilson Piazza, classe na zaga e no meio-campo

Autor: Adriano Fernandes - 25/02/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Piazza

Wilson Piazza, que está para o Cruzeiro assim como Nílton Santos está para o Botafogo. Assim como a "Enciclopédia", Piazza só vestiu duas camisas em sua carreira: a do seu clube e a Canarinho.

Wilson da Silva Piazza nasceu Ribeirão das Neves, em 25 de fevereiro de 1943, e foi buscado ainda muito jovem pelo Cruzeiro junto ao Renascença em 1964, uma vez que Hílton Chaves estava contundido.

Piazza se destacou jogando como volante e não saiu mais do time, esteve presente no melhor time da história do Cruzeiro, o que goleou o até então Maior Time de Todos os Tempos, o Santos Futebol Clube, com 6x2 em Belo Horizonte, e 3x2 após estar perdendo por 2x0 no Pacaembu, tendo Piazza sido incumbido de erguer a Taça

Piazza era o capitão do Cruzeiro e foi um marcador incansável de Pelé, e diferentemente dos outros, não jogava batendo no Rei, mas com categoria, tomava a bola com elegância e lealdade, e já passava rapidamente a redonda para Tostão ou Dirceu Lopes, companheiros que o ajudaram a formar a maior trinca que o Cruzeiro já teve.

Uma das maiores partidas de Piazza com a camisa Azul, se não a maior, foi o jogo contra o Santos em 1966. O time Celeste formado por garotos enfrentava o poderoso Santos de Pelé & Cia., quando o Cruzeiro já vencia por 1x0, um lance mágico na partida: Pelé recuou até o meio-campo pedindo a bola, recebeu e ao sentir o marcador se aproximar, girou o corpo em um drible que o marcou na carreira, por geralmente deixar seus marcadores humilhados, todavia, Pelé mal conseguiu ver o eterno capitão Azul que passou sem praticamente tocá-lo, levando consigo a bola e puxando o contra-ataque. O maior jogador de Todos os Tempos ficou parado, observando Piazza se distanciar, sem ao menos esboçar alguma reação, tal era a surpresa de encontrar um marcador limpo, que jogava com categoria, com eficiência e que desarmava magnificamente. Piazza avançou com a redonda e saiu jogando ao entregar a pelota para Dirceu Lopes que comandou junto com Tostão o show do Cruzeiro.

Nas poucas oportunidades em que os Santistas chegaram, Piazza estava lá para frear o maior ataque do mundo.

Na etapa complementar, o Cruzeiro voltou para o jogo vencendo por 5x0 e logo nos primeiros minutos, Pelé pediu a bola e rapidamente apareceu Piazza para o desarmar, com incrível precisão.

Exausto devido ao fato de não conseguir fugir da marcação de Piazza que o desarmava de forma limpa, Pelé cometeu um erro execrável. Agiu de forma suja e desleal ao acertar Piazza, que ficou no gramado se contorcendo em dores. O Maior jogador que o Mundo já teve é que agrediu o seu marcador, só mesmo Piazza para conseguir tal façanha. Ao perceber o ocorrido, o grande zagueiro Procópio Cardoso Neto -um dos melhores, senão o melhor zagueiro que o Cruzeiro teve- foi até o meio-de-campo e acertou uma peitada no Rei, para proteger o companheiro. A partir daí mais um lance histórico: Procópio provou que, se o Santos não podia nos vencer em campo, com certeza não iriam ganhar no grito, afinal como se comprovou em 76, ninguém ganharia do Cruzeiro no grito.

A partida foi encerrada em 6x2 para a Raposa, que mais tarde conquistaria a Taça Brasil ao vencer novamente, desta feita no Pacaembu, por 3x2.

Após as finais contra o Santos, o Cruzeiro ficou mundialmente respeitado pela goleada que aplicou, e no Brasil foi se firmando entre os clubes mais populares, sendo reconhecido por seu toque de bola genial.

Junto com Natal, Tostão, Dirceu Lopes, Raul & cia fez parte do imbatível time do Cruzeiro, pentacampeão Mineiro entre 1965-1969.

Piazza jogou ainda a Copa do Mundo de 1970, para que todos os melhores jogadores pudessem entrar no time, Piazza foi improvisado ao lado de Brito como 4ºzagueiro, para que Clodoaldo fizesse parte do Escrete Canarinho. Deu certo, a Seleção fez bonito e ganhou a Copa ao golear a Itália por 4x1 na finalíssima. Participou e comandou ainda o esquadrão tetra-campeão Mineiro entre 1972-1975.

Em 1974 foi capitão da Seleção Basileira que foi derrotada pela Holanda na Copa da Alemanha.

No ano de 1974, o Cruzeiro sofreu um dos maiores desfalques da história do futebol Brasileiro ao perder o Brasileirão para o Vasco, mas isto é história para o outro dia. O que importa agora é como chegamos à final contra os cruz-maltinos.

O Cruzeiro enfrentou o Santos pela última rodada do quadrangular-final, que definiria o campeão ou os possíveis finalistas em caso de empate entre as equipes do quadrangular.

Mais uma vez em São Paulo, desta vez no Morumbi lotado, o Santos sucumbiu frente à equipe Celeste, e mais uma vez Pelé esteve presente em um baile do Cruzeiro sobre os Paulistas.

O Santos precisava tanto da vitória quanto o Cruzeiro para tentar chegar ao título e Pelé já cogitava a aposentadoria, e nada melhor do que encerrar a carreira como campeão.

O Cruzeiro foi com tudo pra cima do Santos, e marcou 2 gols depois dos 30 do primeiro tempo, e a Esquadra Azzurra queria mais. Aos 37 minutos, Piazza cobrou uma falta lançando Zé Carlos, o "Mestre Zelão" tocara de primeira para Dirceu Lopes que, com explêndida categoria, limpou o lance e marcou o terceiro gol Celeste. O Cruzeiro dava mais um show sobre o Santos, marcando 3 gols em 7 minutos. Era mais uma derrota do Santos frente ao Cruzeiro, seu maior carrasco.

Em 1975, mais uma demonstração do amor de Piazza pelo Cruzeiro: a equipe Azul poderia até perder por 2 gols de diferença para o Independiente, que mesmo assim estaria na final da Copa Libertadores. No entanto, o time argentino venceu por 3x0.

Piazza foi um dos que ficou mais abatido do time, estava envergonhado pela derrota do Cruzeiro por um placar desta elasticidade. Ao chegar ao hotel, sequer havia tirado as chuteiras, e muito menos jantou. Não compreendia e não aceitava a derrota do time Azul, por mais que ele tenha lutado.

A redenção veio na campanha da Libertadores de 1976, já experiente e liderando o meio de campo, juntamente com o eterno companheiro Zé Carlos, Piazza foi também capitão do time que ganhou a Copa Libertadores da América. Na finalíssima Piazza jogou com a categoria e a raça de sempre, e no 2º tempo daquela partida novamente contra argentinos (desta vez contra o River Plate), jogou sob o efeito de infiltração, pedida ao Dr. Ronaldo Nazaré, para amenizar uma dor no púbis.

Piazza afirmou que não sairia e que queria ser campeão da América com o Cruzeiro, e assim o fez, após o lance notável de Joãozinho ao fazer o gol da vitória nos últimos minutos do 2ºtempo contra o River Plate.

Piazza se aposentou no futebol em 1977, e hoje é líder da Federação das Associações dos Atletas Profissionais (Faap), que coordena as atividades de cada Associação de Garantia ao Atleta Profissional (Agaps). Essa entidade se faz presente nove estados do Brasil mais o Distrito Federal, tem como principal objetivo auxiliar ao jogador de futebol após sua aposentadoria, visando à educação do mesmo, para que prossiga em sua carreira.

Foi capitão do Cruzeiro, entre 66 e 76 e ficou marcado pela bela história que escreveu no clube de Belo Horizonte. Toda vez que se citam os melhores jogadores que passaram pelo Cruzeiro, Piazza é sempre um dos primeiros nomes a aparecer, e não poderia ser diferente.

O grande Piazza deu um exemplo de raça, de gana, de categoria, de lealdade, de simplicidade, enquanto jogou com a camisa do Cruzeiro.

Piazza é uma forma de mostrar que futebol não deveria ser só dinheiro, como é hoje, mas é garra, a luta, é jogar com o coração.

Este gigante do Cruzeiro soube honrar esta camisa 5 Estrelas como poucos, eternamente na história do Cruzeiro, eternamente na história do futebol, eternamente Capitão.

Nome: Wilson da Silva Piazza

Títulos: Copa Libertadores da América 1976;

Taça Brasil 1966;

Campeonato Mineiro: 1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1977.

Campeão Mudial em 1970 pela Seleção Brasileira.

3º Jogador que mais vestiu a camisa do Cruzeiro com 566 jogos, entre 1964 e 1977, tendo assinalado 39 gols.

Por Arthur Ferreira em 10/10/2009

Fonte da Imagem: Blog Terceiro Tempo

Fonte: Tão Combatido Jamais Vencido



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