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Blog Memória Futebol


O Conselho da Europa solicitou uma investigação sobre as denúncias de corrupção na FIFA

Autor: Adriano Fernandes - 30/04/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Joseph Blatter

Os parlamentares do Conselho da Europa solicitaram nesta quarta-feira à Federação Internacional de Futebol (FIFA) que abra um inquérito interno com o objetivo de apurar os diversos escândalos que surgiram nestes últimos anos, incluindo a reeleição de Joseph Blatter e o caso ISL.

“Houve vários desfalques, um certo número de fatos inadmissíveis por parte da FIFA”, sublinhou o parlamentar francês François Rochebloine, relator do texto apoiado por quase toda a unanimidade da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, sediada em Strasbourg. Os deputados também salientaram o caso ISL, nome da famosa empresa de marketing a qual obteve exclusividade dos direitos televisivos durante várias Copas do Mundo, antes de sua falência em 2001.

Segundo uma reportagem investigativa do canal britânico BBC veiculado em 2010 (vídeo abaixo), a ISL teria subornado alguns membros da FIFA. Rochebloine, que toma como base os números fornecidos pela justiça suíça, evoca subornos de102 milhões de euros pagos entre 1989 e 1998 e 31,1 milhões de euros de junho 1999 até janeiro 2001.

“Neste caso ISL, a FIFA está no banco dos réus mas também foi vítima, pois o dinheiro da própria entidade foi desviado”, explica Rochebloine. “Já que a FIFA tomou conhecimento de somas consideráveis pagas a alguns de seus membros, não dá para crer que Blatter possa ignorar tal fato”, continuo o francês no seu relatório.

Blatter, que dirige a FIFA desde 1998, é dirigente da entidade desde 1975.

Em outubro do ano passado, Blatter disse que estava pronto para entregar o dossiê ISL a uma auditoria externa com o objetivo de elucidar todos os problemas. Quinta-feira, os parlamentares europeus solicitaram à FIFA a publicação integral dos documentos judiciários ou outros que estão em poder da instituição máxima do futebol mundial.

Interrogada pela AFP nesta quarta-feira, a FIFA afirmou estar favorável a abertura dos dossiês, lembrando que o caso teve início depois da queixa da FIFA contra os responsáveis da ISL em 2001.

Os deputados oriundos dos 47 Estados membros da organização europeia solicitaram a abertura de uma investigação interna para determinar se Blatter e seu opositor Mohamed Bin Hammam, o qual se retirou da corrida presidencial antes da eleição, aproveitaram de suas posições para obter vantagens ou conceder vantagens aos potenciais eleitores no momento da campanha presidencial.

Em junho 2010, Blatter foi reeleito presidente da FIFA depois de uma campanha deletéria: Ele foi acusado de ter praticado uma fraude eleitoral que depois foi acaçapada pelo Comitê de Ética da FIFA. Em relação ao seu Bin Hamman, ele se retirou da corrida presidencial antes de ter sido expulso definitivamente do mundo do futebol por compra de votos.

Por Xico Malta

Fonte: Blog do Xico Malta em 25/4/2012


 

 

O pênalti de Neném

30/04/2012 Categoria: Roberto Vieira   Comentários Nenhum comentário

Neném Prancha

Neném Prancha foi um sábio grego.

Desconhecido pelas novas gerações.

Como Platão e Sócrates.

Fazer o que?

Neném proferiu diversas frases antológicas.

Mas uma delas ganhou a eternidade:

‘Pênalti é tão importante que devia ser cobrado pelo presidente do clube!’

Pois é.

Craque sabe fazer gol, meter uns dribles e cabecear.

Pênalti é jogada diferente.

Não tem nada a ver com futebol.

Puskas perdeu o seu nas Olimpíadas de 52.

Beara defendeu com uma mão só o chute do Major.

Cruyjff nem queria saber da missão.

Deixava pra Neeskens – que metia uma bolacha no meio do gol.

Waldemar de Brito morreu no olhar de Zamora.

Zico também.

Rivelino deixou de bater quando viu que era furada.

Tostão quase botou tudo a perder em 1966.

Maradona só tinha intimidade com outras penalidades.

Sócrates batia bem... até a Marselhesa.

Até Pelé - celebrizado pelo milésimo gol.

- perdia mais que fazia,

com paradinha e tudo.

Então, meus amigos.

Era óbvio que Messi, Kaká e Cristiano Ronaldo iam perder seus pênaltis.

Na hora H.

Porque craque sabe fazer gol, meter uns dribles e cabecear.

Pênalti é jogada diferente.

Não tem nada a ver com futebol.

Pênalti?

É coisa de Neném...



 

 

Um busto para Juvenal

Autor: Adriano Fernandes - 29/04/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Juvenal Juvêncio

Juvenal Juvêncio será homenageado pelo São Paulo FC com um busto.

Ele merece.

Pelo que fez de bom ao clube, e foi muito.

Mas não pela teimosia recente.

Que o levou a votar em Ricardo Teixeira certo de que isso valeria ver o Morumbi na Copa do Mundo, com os resultados conhecidos, por mais que fosse alertado.

Tentou ser esperto onde deveria ter sido realista.

Não merece o busto, também, por ter causado a  cisão no Clube dos 13 ao tomar para o São Paulo o que era do Flamengo, a famigerada Taça das Bolinhas.

Que o Sport não reconheça o Flamengo como campeão brasileiro de 1987 é mais que compreensivel: é obrigatório.

Mas, o São Paulo, não!

Tinha a obrigação ética de entregar a taça na Gávea, porque antes de ser legal, era justo.

Deu no que deu.

O Flamengo rompeu uma velha aliança e a Justiça agora quer  a taça com os rubro-negros.

Neste caso,  JJ tentou ser esperto onde deveria ter sido exemplar.

Finalmente, o caso Oscar.

Desconhecer que casos desse tipo acabam com a vitória do empregado em  nossa Justiça do Trabalho é dar murro em ponta de faca, é se desgastar e até correr o risco de receber uma multa, decidida judicialmente, menor do que o outro lado queira pagar.

Aqui,  Juvenal Juvêncio tentou ser exemplar quando deveria ter sido esperto.

Enfim, ganhou um busto no centro de formação de atletas em Cotia.

Está de parabéns!

Por Juca Kfouri em 27/4/2012

Fonte: Blog do Juca Kfouri



 

 

Fifa ajudou a encerrar processo de suborno contra Havelange e Teixeira, diz promotor

Autor: Adriano Fernandes - 29/04/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Teixeira & Havelange

Por que João Havelange e Ricardo Teixeira se livraram das acusações criminais na Justiça Suíça, após terem recebido US$ 15,6 milhões em propinas (apenas) entre agosto de 1992 e maio de 2000? Essa foi a grande dúvida dos membros do Comitê Europeu para Esportes e Ciência, durante a investigação da corrupção na Fifa, feita ao promotor suíço, Thomas Hildbrand, que denunciou os brasileiros.

A resposta do promotor está no relatório parcial divulgado pelos parlamentares europeus, esta semana.

A decisão do encerramento do caso contra os brasileiros se baseia no artigo 53 do Código Criminal da Suíça, “que trata de acordos feitos para reparação de danos”.

Por trás do livramento dos brasileiros acusados, há um acordo desenhado pela Fifa, no valor de R$ 6,2 milhões (R$ 5,1 milhões pagos por Teixeira e R$ 1,1 milhão pago por Havelange).

O promotor explicou: “Se o acusado (Havelange/Teixeira) reparou a perda, prejuízo ou ferimento causado (s) ou demonstrou esforço razoável para consertar o erro, a promotoria deve encerrar a ação criminal ou evitar levá-los a julgamento”.

Prevendo a dificuldade de compreensão por parte dos parlamentares europeus, Hildbrand avançou no código penal e citou o artigo 42, que também regula o chamado interesse público na condenação de um criminoso: “No caso de a pessoa ofendida se sentir reparada pelo acusado, o promotor público deverá encerrar o caso, por falta de necessidade de restauração de direito ferido”.

Há vários pontos de interesse na abordagem do promotor, começando pelo fato de os advogados que defenderam Ricardo Teixeira serem os mesmos que trabalham para a Fifa e Joseph Blatter, em Zurique.

O promotor estranhou e suspeitou dessa “proximidade de advogados” , mas seguiu com o acordo.

Em resposta aos parlamentares europeus, o promotor dividiu o argumento doutrinário em 32 parágrafos.

Por coincidência, 32 foi também o número de depósitos feitos nas contas das empresas Sanud, Garantie JH e Renford Investments Ltd usadas por Teixeira e Havelange somente em oito anos, para coletar cerca de R$ 27 milhões.

No total, estima-se que cerca de R$ 70 milhões em comissões teriam sido depositados em contas de outras empresas de fachada usadas no esquema.

O maior projeto de corrupção da história do futebol movimentou o equivalente a R$ 254 milhões entre 1989 e 1998, ano da saída de Havelange da presidência da Fifa.

Por Roberto Pereira de Souza 26/4/2012

Fonte: UOL Esportes



 

 

Em Fortaleza, obras do estádio avançam; as do saneamento emPACam

Autor: Adriano Fernandes - 28/04/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

saneamento-em-fortaleza-01.jpg

A cidade de Fortaleza, uma das sedes da Copa de 2014, recebe por ano cerca de 220 mil turistas, sendo que quase metade são estrangeiros. O bairro Castelão, que deverá ser beneficiado com obras de saneamento básico feitas com recursos do PAC, é o que está recebendo as obras do estádio, entre outros projetos para a Copa. Fica, no entanto, sempre a dúvida: será que pelo menos com os esforços da cidade para a Copa, mesmo a população dessa região conseguirá mesmo garantir seu acesso aos serviços de saneamento básico? Ou será que a coleta e tratamento dos esgotos continuarão sendo um sonho distante, como já está acontecendo com outras comunidades de Fortaleza, que ainda aguardam o fim das obras de esgoto com recursos da primeira fase do PAC?

Segundo relatório divulgado recentemente pelo Instituto Trata Brasil e que foi feito com base em um monitoramento de 114 obras de esgoto do PAC em cidades acima de 500 mil habitantes, as obras de Fortaleza estão patinando. Das 9 obras de coleta e tratamento de esgoto monitoradas pelo Trata Brasil na cidade, até final de 2011 a situação era dramática: três estavam Atrasadas, cinco Paralisadas e apenas uma em estágio Normal. Vale lembrar que essas obras deveriam ter sido concluídas até dezembro de 2010.

Segundo depoimento do presidente da associação de moradores do bairro Castelão, Alberto Barros, ao jornal O Povo, algumas obras do PAC se iniciaram em 2011 e foram interrompidas três meses depois. Isso quer dizer que cinco anos depois do anúncio do investimento, não houve mudança. “Se tivessem feito ao menos os buracos… mas só marcaram o asfalto. O pior é que a água suja escorre para dentro do Rio Cocó, que corta vários bairros. Até tive esperança de que fosse feito em 2011. Mas estou vendo que vou morrer e não vai ficar pronto, estou a mais de 50 anos afundando o pé na lama.”, conta Barros.

As obras do estádio Castelão estão quase prontas, mas, pelo que vemos, as obras voltadas ao saneamento básico, que garantiam saúde e qualidade de vida a população, empacaram.

Por Édison Carlos em 25/4/2012

Fonte da Imagem: O Globo / Jarbas Oliveira

Fonte: Portal 2014



 

 

Novos documentos comprovam que Havelange e Teixeira receberam suborno na Fifa

Autor: Adriano Fernandes - 28/04/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Teixeira & Havelange

Agora está confirmado: Ricardo Teixeira usou a empresa Sanud junto com João Havelange para receber comissões em nome da Fifa e não repassou os valores aos cofres da entidade. Os valores finais ainda não foram fechados pela Justiça da Suíça, mas os subornos podem ter passado de US$ 40 milhões, entre 1978 e 2000. O escândalo está sendo investigado pelo Parlamento Europeu, que divulgou um relatório parcial esta semana.

Parte dessas comissões milionárias foram recebidas pelos brasileiros entre 1989 e 1998, ano em que Havelange se afastou da presidência da Federação, depois de cumprir mandatos seguidos desde 1974.

Além da Sanud, empresa investigada na CPI do Futebol em 2001 (e que tem o irmão de Teixeira, Guilherme, como procurador, no Brasil) os dois brasileiros usaram também o fundo  Renford Investiments, e a empresa Garantie JH para coletar propinas na venda de direitos de transmissão dos jogos das Copas do Mundo, “para um país da América do Sul”.

As informações foram amplamente investigadas pelo promotor suíço Thomas Hildebrand que abriu ação criminal contra os dois brasileiros, mantendo seus nomes  sob sigilo judicial.

Mas alguns documentos exclusivos obtidos por UOL Esporte,  no ano passado, permitem cruzar as datas dos depósitos efetuados em várias contas de empresas de fachada, usadas no maior escândalo de corrupção esportiva, que chega a 122,6 milhões de francos suíços ou cerca de US$ 160 milhões no total.

Parte desse dinheiro (mais de US$ 40 milhões) ficou nas contas dos dois brasileiros que estavam por trás de um grupo de empresas listadas pela promotoria suíça.

Mesmo mantendo o sigilo judicial imposto ao processo criminal que ainda tramita na Suíça, o promotor Hildbrand deu detalhes sobre as operações das duas pessoas denunciadas no recebimento de propina. Essas pessoas foram codificadas pelas letras H (Teixeira) e E (Havelange).

Na Suíça, corrupção privada só é enquadrada em crime quando envolve suborno em contratos comerciais. “Por isso as pessoas H e E foram incriminadas”, explicou o promotor usando as duas letras para proteger a identidade dos brasileiros.

Segundo Hildbrand, “os dois, E e H, tinham participação financeira na companhia G (Sanud). Detalhes das operações individuais podem ser conhecidos no quadro abaixo”.

Por esse quadro divulgado pelo Comitê Europeu de Cultura, Ciência, Educação e Mídia, que também investiga o maior escândalo do futebol mundial, 32 depósitos foram feitos entre 10 de agosto de 1992 até 4 de maio de 2000, na conta da Sanud (empresa G).

O Parlamento Europeu divulgou nesta semana parte do conteúdo do processo que investiga o escândalo. Para preservar o sigilo judicial, o promotor apenas listou os depósitos feitos e a Comissão Europeia excluiu os nomes das empresas denunciadas.

Porém, cruzando as informações divulgadas esta semana pelo Parlamento Europeu com um dossiê de lista de empresas beneficiadas a que o UOL Esporte teve acesso, ano passado, foi possível checar cada depósito realizado com os nomes das empresas beneficiadas: A Sanud  e a Garantie JH receberam entre 1992 e 1997, 22 repasses financeiros, totalizando US$ 10 milhões. A Garantie JH recebeu em um único depósito de 3 de março de 1997,  US$ 1 milhão. Os outros dez repasses foram feitos para a conta da Renford Investiments Ltd.

Apesar da coincidência das letras JH, até o relatório divulgado pelo Parlamento Europeu não se poderia afirmar que a Garantie era operada por João Havelange. A confirmação foi possível porque dados sigilosos do processo obtidos pelo UOL Esporte trazem a lista dos depósitos associada aos nomes das empresas beneficiárias. O roteiro de datas e valores divulgados pelos comissários europeus foi decisivo para o cruzamento dos nomes das empresas.

A dinheirama manipulada pela Fifa passava antes pelos cofres da International Sports Leisure (ISL), empresa de marketing esportivo montada por Havelange em associação com Adidas e a japonesa Dentsu, nos anos 80. A ISL tinha 50% de capital japonês e acabou quebrando em 2001.

A falência da ISL chamou a atenção do Ministério Público e uma investigação criminal foi aberta na Suíça para apurar os motivos da falta de caixa. Um dos executivos da empresa, Jean Marie Weber, abriu o jogo e contou como o esquema funcionava.

Há ainda outro detalhe importante revelado pelo promotor Hildbrand e que ajudou a confirmar os nomes dos brasileiros: “alguns depósitos foram feitos em contas dos filhos do suspeito H (Teixeira) e um dos contratos assinados pela Fifa leva a assinatura do suspeito E, em 97 e 98”.

Está claro também de onde os dois recebiam comissão pela venda exclusiva dos direitos de transmissão do jogos: “O pagamento foi feito pela ISL e uma de suas subsidiárias a ISMM Investiments, que recontratava empresas para vender direitos de televisão e rádio a um país da América do Sul”. Os dois únicos interessados em direitos de televisão na América do Sul e que eram oficiais da Fifa, e que operavam a Sanud e a Garantie JH, são Ricardo Teixeira e João Havelange.

“Os pagamentos foram feitos direta ou indiretamente aos dois (H e E); ambos eram executivos da Fifa e um deles ainda é”, revelou o promotor aos parlamentares europeus em depoimento dado em  março de 2012.

Saem Sanud, Garantie JH e entra a Renford  

O último depósito feito na conta da Sanud (que, no Brasil era operada pelo irmão de Ricardo Teixeira, Guilherme) foi feito no dia 30 de março de 1997. A partir de março de 1998 entra em cena a Renford Investiments para receber em um único depósito a soma de US$ 2 milhões.

“Os pagamentos foram feitos como venda de influência pessoal na negociação dos direitos exclusivos de transmissão dos jogos da Copa do Mundo. Esses pagamentos se referem a contratos assinados em 12 de dezembro de 1997 e maio de 1998 pelo acusado E”, revela o promotor.

Esses contratos negociavam a transmissão da Copa de 2002 (no Japão e Coreia). Era o último ano de Havelange à frente da Fifa e ele assinou os contratos de venda de direitos como presidente da entidade.

 “O acusado E ficou rico com as comissões recebidas e não cumpriu seu dever de repassar esses valores aos cofres da Fifa, que acusou prejuízo de igual valor", denuncia.

A mesma acusação se refere ao acusado H (Teixeira) como um dos beneficiários  da empresa Sanud.

“As somas recebidas foram levadas em dinheiro por um cidadão de Andorra e depositadas em três contas dos filhos de H”, revela o promotor. “Parte do dinheiro saiu também do Bank of America, nos Estados Unidos”.

Entre 10 de agosto de 1992 e 4 de maio de 2000 as empresas operadas por Havelange e Teixeira receberam US$ 15,6 milhões. Mas outra montanha de dólares passou por outras empresas antes desse período. Estima-se que empresas como Wando, Ovada, Beleza e Sicuretta também receberam cerca de US$ 60 milhões:

“Esse interesse por promoção esportiva começou na Fifa nos anos 1970”, revelou um ex-gerente da ISL ao promotor Hildbrand. “A ISL perseguiu esses objetivos desde sua fundação. As atividades continuaram,  mas agora há uma espécie de fundação que opera com fundo de investimento único”.

Teixeira e Havelange escapam da condenação

Embora o caso chame a atenção do investigadores europeus, o fato é que o promotor Hildbrand não vê caminhos claros para abrir novo processo criminal contra os acusados H e E. “Houve um acordo judicial e parte do dinheiro foi depositado na conta da falida ISL”, explicou o promotor em seu depoimento.

“A Fifa foi a principal interessada no acerto. Seus advogados na Suíça lutaram muito para esse acordo e não existe mais queixa de prejuízo causado aos cofres da entidade. O interesse da Fifa sugere que a entidade sabia de tudo o que ocorria e suspeitamos que a entidade tenha feito pagamento por terceiros ”, disse o promotor. “ O pagamento do acusado H (Teixeira) foi feito pelo mesmo escritório de advocacia que trabalha para a Fifa”, concluiu Hildbrand.

Para encerrar o processo na justiça suíça, Havelange acertou com a Fifa a devolução  de cerca de US$ 400 mil dólares:

“A idade avançada do acusado e a consequente redução de sua capacidade de ganho e de aposentadoria  fizeram com que a promotoria aceitasse o pagamento de 500 mil francos suíços”.

Um depósito de US$ 1 milhão foi feito na conta da Garantie JH e foi confirmado pelo promotor Hildbrand “como sendo na conta do acusado E, que é idoso e está aposentado”.

O suspeito H (Teixeira) encerrou o caso com a devolução de cerca de US$ 2,6 milhões. O dinheiro foi depositado na conta de massa falida da ISL, que ainda precisa pagar seus credores.

Na opinião do promotor Thomas Hildbrand, a Fifa sempre soube do escândalo, porque Joseph Blatter está na entidade desde 1974 e sempre ocupou cargo de gerência executiva e secretaria geral, até ser eleito presidente em 1998, substituindo João Havelange.

Ricardo Teixeira renunciou a seu cargo executivo na Fifa, em março de 2012. João Havelange renunciou a cargo vitalício no Comité Olímpico Internacional, em meio a investigação por corrupção. Havelange está internado no hospital Samaritano no Rio de Janero, desde 18 de março, vítima de infecção no tornozelo direito.

Por Roberto Pereira de Souza

Fonte Imagem: Ana Carolina Fernandes/ Folhapress

Fonte: UOL Esportes em 25/4/2012



 

 

Uma vaga para dois

Autor: Adriano Fernandes - 28/04/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Zé Carlos

Zé Carlos começou no Sport, de Juiz de Fora, onde jogou por dois anos, até se transferir para o Cruzeiro, em 1965. O clube já contava com Wilson Piazza para a posição de cabeça-de-área, mas o recém-chegado Zé Carlos estava causando "problemas" para o treinador Aírton Moreira.

Ele simplesmente "acabava" com o treino, parando o ataque titular. A solução foi encontrar um novo esquema para a equipe, com dois meias de marcação. A nova formação ajudou a Raposa a faturar a Taça Brasil e nada menos que dez estaduais.

Zé Carlos era o verdadeiro "pé de boi", "carregador de piano", com a diferença que o seu futebol era técnico e de muita classe. Com isso, conquistou, além de um lugar entre os titulares, a confiança e a admiração da torcida cruzeirense.

Acabou se tornando o jogador que mais vestiu a camisa estrelada, com 628 partidas. Depois de deixar o clube, foi ainda campeão brasileiro pelo Guarani, numa fantástica equipe que tinha Zenon, Careca e Renato, entre outros craques.

Depois peregrinou por equipes de menor expressão até deixar de vez o seu nome na história do futebol, quando encerrou a carreira no Villa Nova, de Nova Lima, em 1983.

Fonte: UOL Esportes



 

 

Oscar, o menino criado pela Avó

Autor: José Renato - 25/04/2012   Comentários Nenhum comentário

Oscar ( Fonte: Jornal Zero Hora)

O mundo do futebol possui uma série de situações e comportamentos similares aqueles encontrados no mundo corporativo.

Uma delas diz respeito a existência de um manual tácito de boas práticas comportamentais...mas o que seria isso?

São atitudes e ações tomadas pelos profissionais que são analisadas diariamente pelas organizações e formam um certo modelo de conduta que deve ser respeitado em toda empresa.

Alguns podem chamar isso de “certo”corporativismo,  no entanto a realidade é que sempre que uma pessoa está em processo de contratação, é natural que se consulte referências comportamentais em empregos anteriores.

Sim, por mais que o profissional tenha que mostrar evidências de bons resultados proporcionados, há algo mais que é decisivo para sua contratação.

Uma das linhas de pesquisa que adotei em minha tese de doutorado defendida na Universidade de São Paulo no ano de 2007 (www.jrsantiago.com.br), me permitiu levantar um dado importante: Mais de 70% das demissões de profissionais não ocorre por falta de competência em desenvolver suas atividades. O aspecto mais relevante considerado é comportamental.

E no futebol?

Tirando, alguns poucos, grandes craques renomados, com claras evidências de excelência de performance e de resultados conquistados, toda e qualquer contratação considera os aspectos comportamentais do jogador.

Não apenas, a forma como eles agem em sua vida pessoal, mas também a abordagem que costumam adotar junto aos seus colegas, sua socialização no ambiente de trabalho e, atém mesmo seu comportamento durante as negociações de contrato.

Os clubes se conversam, as diretorias mudam, e os clubes continuam se conversando.

E ai....

As ações tomadas pelo jogador Oscar, envolvido nesta polêmica situação que também envolve o São Paulo e Internacional, muito possivelmente passarão a ser referências como o maior caso de "Auto Sabotagem Profissional".

O grande e maior prejudicado, a curto, médio e longo prazo é ele próprio.

Lamentável que não tenha surgido ninguém que goste efetivamente deste rapaz e que tome a frente nesta situação.

Por mais que entenda que o São Paulo tenha sido o maior culpado neste processo, não o único, a cada nova ação tomada pelo jogador e sua assessoria, sua situação piora cada vez mais.

Ou alguém duvida que isso não será considerado em negociações futuras?

Os clubes, mesmo não envolvidos, não lembrarão disso?

Se é justo ou não, eu não discuto...

Mas a verdade é que Oscar está parecendo aquele menino criado pela avó, e por tal motivo, com cuidado extremado. 

Talvez jamais tenha tomado um banho de chuva inesperado, tão pouco apertado a campainha alheia e se escondido.

Que sabe ainda acredita que possa terceirizar toda e qualquer decisão que toma.

Uma pena!!!

(Ainda acho que ele não voltará ao São Paulo que não receberá o valor que deseja)

Fonte da Imagem: Jornal Zero Hora



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