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Blog Memória Futebol


O Chute de Jajá de Barra Mansa

Autor: Adriano Fernandes - 31/05/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Jair Rosa Pinto

Jair Rosa Pinto foi um verdadeiro fenômeno.

Só não foi mais cultuado porque formou na maravilhosa seleção brasileira que lamentavelmente perdeu a final da Copa de 50, para a do Uruguai.

Em 1938, com apenas 17 anos, Jair chegou ao Madureira com esse apelido porque nasceu em Quatis, em 1921, na época um distrito da cidade de Barra Mansa, no Estado do Rio.

No Madureira Jair formou um trio de ataque infernal ao lado de Lelé e Isaias. Os 3 se destacaram tanto que ganharam o apelido de “Os Três Patetas” e foram comprados de uma vez só, os três juntos, pelo Vasco da Gama, em 1943.

Jair jogava tanto que o apelido de Jajá foi se perdendo através dos anos e substituído com todo o respeito por Jair da Rosa Pinto. Levou mais alguns anos para que Jair convencesse as pessoas que o nome certo era “apenas” Jair Rosa Pinto.

O que impressionava mais ainda no futebol de Jair é que ele tinha umas canelas “fininhas” quase sem musculatura e um chute de uma força inacreditável.

Em 1949, depois do jogar dois anos pelo Flamengo, Jair Rosa Pinto se transferiu para o Palmeiras e em 1951 disputou a Copa Rio, conhecida na FIFA como Torneio Internacional dos Campeões.

A Copa Rio só foi criada pela então CBD (Confederação Brasileira de Desportos), hoje CBF, para tentar amenizar a dor dos brasileiros pela perda da Copa do Mundo de 1950 e reconquistar o público que tinha praticamente abandonado os estádios.

Ao Vasco, campeão carioca, e ao Palmeiras, campeão paulista, se juntaram a Juventus, da Itália, que herdou a vaga depois do Milan campeão italiano da temporada 50/51, recusar o convite e participar de outro torneio na Europa; o Áustria Viena, campeão austríaco; o Nacional, campeão uruguaio; o Nice, campeão francês; o Sporting, campeão português e o Estrela Vermelha, campeão da Iugoslávia.

Meu pai, o jornalista Albert Laurence, conhecido na Europa, ajudou a CBD nos convites aos clubes europeus.

Eu com 12 anos e meu irmão Philippe, com 9, acompanhávamos felizes o nosso pai nos jogos do Maracanã.

Foi assim que conheci Ieso Amalfi, um jogador brasileiro que defendia o Nice, e que deu a esse clube o único título de campeão da França de sua história, e onde é venerado até hoje. Ieso é dono de uma história quase inacreditável que já contei aqui nos Causos do Futebol.

E foi assim também que no vestiário da Juventus, que tinha como grande astro o atacante Boniperti, que anos mais tarde seria presidente do clube italiano, que ouvi o goleiro Viola falando com meu pai, contar a seguinte história (me desculpem mas achei que seria bom contar alguns detalhes dessa grande conquista do Palmeira).

- Bem que o senhor me avisou, mas eu não acreditei muito, porque achei a sua informação “mirabolante” demais – foi dizendo o goleiro da Juventus, depois da finalíssima contra o Palmeiras no Maracanã (a final entre os dois clubes foi jogada em duas partidas, uma no Pacaembu, 1 a 0 para Palmeiras e outra no Maracanã, que terminou com um empate, 2 a 2 e deu o título ao Palmeiras).

- Mas o chute desse Jair é inacreditável – continuou contando o goleiro. Ele bateu uma falta em São Paulo que só o senhor vendo. Era de longe, uns 5 ou 6 metros fora da área. Achei que não ia precisar de barreira. Ele tomou pouca distância e deu uma pancada na bola com uma força incrível. A bola veio em minha direção, espalmei as duas mãos para segurar. Não sei o que aconteceu! Só sei que quando ela chegou em cima de mim, desviou, raspou na minha mão esquerda e ia entrando quando o meu zagueiro Manenti, tirou de dentro do gol. Eu nunca vi nada igual, efeito como aquele, nunca vi, bem que o senhor me avisou – e o goleiro saiu de lado fazendo uma careta.

Meu pai sorriu, deu um tapinha no ombro do goleiro e comentou:

- Se tiver oportunidade, você ainda vai ver muitas outras coisas inacreditáveis.   

Por Michel Laurence em 15/5/2012

Fonte: Jogo Quase Perfeito


 

 

A importância de um simples gesto: Erguer a Taça

Autor: José Renato - 29/05/2013   Comentários Nenhum comentário

Bellini

O orgulho de cada um de nós torcedores ao longo de toda uma competição permeia sofrimentos, derrotas, alegrias, angustias, enfim um enorme arsenal de sentimentos dúbios que são deixados para um segundo plano, tão logo nossa equipe chega ao título.

O grande marco que define esta transposição do sonho pela conquista até a sua efetiva materialização acontece quando vemos um de nossos representantes, o capitão de nossa equipe erguer a sonhada taça.

Quando falamos das conquistas de nossa seleção nas Copas do Mundo, podemos não lembrar de muitas coisas, quem marcou determinado gol, quem defendeu aquele pênalti, mas difícil esquecer os nomes de nossos capitães campeões mundiais: Bellini, Mauro, Carlos Alberto, Dunga e Cafu.

Nascido na cidade paulista de Itapira, o primeiro deles, Bellini entrou na história não somente por ser um dos grandes jogadores brasileiros de sua época, e por ter sido o capitão daquela equipe que conquistou o título mundial em 1958, mas principalmente por um gesto.

Coube a ele, motivado por pedidos de fotógrafos que queriam fotografar a Taça Jules Rimet, erguer os braços em direção do céu e levantar aquele símbolo da conquista do mundo através de nosso futebol.

Bellini e seu gesto entraram para a história, e se a partir daquela Copa do Mundo, a camisa 10 passou a ser utilizada pelo melhor jogador do time, uma referência a Pelé, também a partir daquele instante, toda conquista de título, desde uma competição de bairro a Copa do Mundo, cabe ao capitão erguer a taça conquistada.

Já o nosso “Martha Rocha”, apelido de Mauro Ramos de Oliveira, que tinha justamente ” tomado” o lugar de Bellini em campo, não simplesmente homenageou o seu antecessor, mas principalmente vez com que aquele gesto, ainda tratado como exceção em 1958, passasse a se tornar uma regra: “Ao conquistar o título, ergue-se a taça”.

Quanto a Carlos Alberto Torres, o que dizer de um jogador que passou a ser chamado por todos de “Capita” tamanho a nobreza de seu gestão e eficiência em ter capitaneado, embora muito jovem, uma das maiores equipes de toda  a história do futebol mundial. O gesto de erguer a taça estava lá novamente e durante muitos anos foi a única imagem que consolou nós, brasileiros, que tivemos de amargar quase 30 anos sem uma nova conquista mundial.

Coube a Dunga em 1994 voltar a repetir o gesto de erguer a taça, no entanto, sem qualquer sentimento nobre como pano de fundo, sabido que somos que ao mesmo tempo que levantava a nossa taça, xingava muitos dos profissionais da imprensa que ali estavam. Saber perder é para poucos, saber ganhar é para menos ainda.

Por fim, chegamos a 2002, e Cafu, um conhecido discípulo do grande Mestre Telê Santana, repetiu o gesto com uma doce declaração de amor a sua esposa, Regina, que tomou a mesma importância do seu bairro de origem, Jardim Irene, escrito em sua camisa, personagens que estiveram com ele na dificuldade e, agora, naquele momento, no auge.

Cafu soube resgatar todo o simbolismo que estava atrás daquele gesto de Bellini, e que tinha sido devidamente valorizado por Mauro, Carlos Alberto e Dunga (?).

Não é por menos que o mês que se aproxima, junho, marca o aniversário destes dois capitães, Cafu e Bellini, que quis o destino, tivessem nascido no mesmo dia 7 de junho, com uma diferença de 40 anos, um em 1930 e outro em 1970.

Diante disso, será que é grande a responsabilidade de ser capitão de nossa seleção?



 

 

O Vasco x Corinthians da Rainha Elizabeth

28/05/2013 Categoria: Roberto Vieira   Comentários Nenhum comentário

O Vasco x Corinthians da Rainha Elizabeth

O Rei estava morto.

Viva a rainha.

Elizabeth II sobe ao trono inglês.

Elizabeth que seria a primeira rainha inglesa.

A botar os pés no Maracanã.

O que Elizabeth não sabia ainda – nem ninguém.

Nem o Linense que chegava a primeira divisão.

Maracanã lotado.

O poderoso Vasco pega o poderoso Corinthians.

Duas maiores equipes dos primeiros tempos do Maracanã.

Penúltima rodada do Rio-São Paulo.

Timão, líder. Vasco, na cola.

Timão de Cláudio, Baltasar, Carbone, Olavo, Idário e Belangero.

Vasco com o velho Augusto, capitão da seleção em 50.

Ao lado de Bellini, capitão e campeão de 58.

Uma vitória e o Corinthians seria campeão no maior do mundo.

Flávio Costa explode com o árbitro.

O árbitro João Etzel manda Flávio Costa lamber sabão.

Confusão generalizada.

Flávio Costa é retirado sob protesto.

O Corinthians vai na onda e Cabeção cochila.

Gol do Vasco.

Aos 44 minutos do segundo tempo.

Chico.

O Vasco botava as mãos na Taça.

O São Paulo?

Voltava a sonhar.

Quem foi campeão?

O Corinthians.

Com a ajuda do seu amigo Santos.

Santos que bateu o Vasco por 3x2 na última rodada.

Enquanto a Lusa traçava o São Paulo por 1x0.

Em Montevidéu, o English Team era derrotado pelos uruguaios: 2x1.

Uruguaios campeões do mundo.

Não satisfeitos, os súditos de Elizabeth convidaram os húngaros.

Para um joguinho em Wembley.

O resto é história...



 

 

Jovens católicos fundam o Esporte Clube São José

Autor: Adriano Fernandes - 24/05/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

EC São José

O mundo vivia a terrível expectativa da primeira guerra mundial, com a Europa em polvorosa, quando em Porto Alegre - RS, surgia o "Sport Club São José", fundado em 24 de maio de 1913, por ação de um grupo de alunos do Colégio São José - daí derivou o nome do clube - na rua São Raphael, atual Avenida Alberto Bins, no Estado do Rio Grande do Sul, cidade de Porto Alegre.

Irmão Constantino Emanuel, um ardoroso admirador do cálcio italiano foi o mentor intelectual e incentivou o grupo que jogava futebol no colégio a formar um clube de verdade.

O Irmão Ulrich, por sua vez, foi o primeiro chefe de torcida da nova instituição esportiva.

Entre os jovens fundadores estavam José Edgar Vielitz, Osvaldo Endler, Florêncio Wurding, Léo De La Rue, Antônio Pedro Netto (Netinho) e Arnaldo Peterlongo Ely.

Estes alunos faziam parte da Sociedade Juventude dos Moços Católicos, cuja sede era nos altos da ex-capela São José, localizada na rua São Raphael. A sociedade surgira para que os alunos pudessem praticar o futebol dentro das dependências do colégio. Embora a sociedade crescesse, o grupo não podia enfrentar equipes fortes e por isso surgiu a idéia de fundar um clube de futebol.

Após celebrar a fundação, o aluno Léo De La Rue foi escolhido para ser o primeiro Presidente do clube, ficando estabelecido que cada jogador compraria seu uniforme e contribuiria com 500 réis de cota mensal, pois a participação dos sócios ainda era reduzida.

Vale registrar que em 13 de abril de 1913, cerca de um mês antes da fundação do São José, morreu em Porto Alegre - RS, aos 44 anos, Francisco Antônio Caldas Junior, proprietário e fundador da Empresa Jornalística Caldas Junior.

Fonte da Imagem: EC São José

Fonte: EC São José



 

 

Dino Sani, a classe no meio-campo

Autor: Adriano Fernandes - 23/05/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Dino Sani

O meio-campista Dino Sani era um jogador inteligente, com capacidade organizar jogadas pelo meio de campo, além de fazer bons lançamentos para os pontas. Conhecido pelo sua qualidade e precisão no toque de bola, o jogador não só foi convocado para a seleção brasileira de futebol de 1958, como também recebeu um convite, recusado, para jogar a Copa de 1962 pela Itália.

Nascido a 23 de maio de 1932, o paulistano teve um começo tímido com a bola nos pés, debutando no Palmeiras, no ano de 1950, num time que tinha grandes estrelas da época, como Humberto Tozzi.

Sendo assim, aos 18 anos foi, por empréstimo, para o XV de Jaú, time no qual permaneceu por um ano, antes de voltar à capital, quando defendeu o Comercial. Foi nesta experiência que sua habilidade foi notada e seu futuro começou a mudar, com a contratação pelo São Paulo, já em 1954.

No tricolor, acabou recebendo a árdua missão de ficar no lugar de José Carlos Bauer. Sani começou jogando mais avançado, mas foi como volante que se estabeleceu na carreira, dando passes a outra estrela, Gino Orlando.

O primeiro título foi o Campeonato Paulista de 1957, já lhe rendendo a convocação para a Seleção que viajaria para a Copa do Mundo de 1958, na Suécia.

O reconhecimento era tanto que foi titular nas duas primeiras partidas, perdendo depois a posição para Zito, por uma lesão antes de enfrentarem a União Soviética. Ainda assim, estava garantido entre os 22 que ergueram a tão sonhada taça.

Voltando ao São Paulo, clube no qual totalizou 292 partidas e anotou 81 gols, muitos deles de falta, Dino passou a ter ofertas do exterior e foi para o Boca Juniors. Ele esteve ao lado dos compatriotas Orlando, Edson, Maurinho e Paulinho Valentim antes de partir para a Europa.

Contratado pelo Milan, venceu o Campeonato Italiano de 1962 e o Europeu de 1962/1963. Já encerrando a carreira de jogador, teve ainda uma passagem pelo Corinthians, que na ocasião estava em jejum de títulos.

A carreira de técnico começou em 1969, no mesmo Corinthians, e chegou a ser convidado para dirigir a seleção brasileira em 1970. Pelo Internacional, a partir de 1970, ganhou três Campeonatos Gaúchos. Depois, ainda comandou clubes como Goiás, Palmeiras, Boca Juniors, Peñarol, Humiuri, do Japão, e seleção do Catar.

Fonte da Imagem: SPFC

Fonte: UOL Esportes




 

 

George Best

Autor: Adriano Fernandes - 22/05/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

George Best Fonte(Fulham FC)

"Não sirvam bebida para esse homem"

George Best era um hábil ponta-direita, que partia para cima do lateral e, com dribles desconcertantes, deixava seu marcador sem ação. Com excelentes arrancadas, Best também era artilheiro: fez 180 gols em nove anos pelo Manchester United.

Nascido na Irlanda do Norte, é considerado por alguns, junto com Bobby Charlton, um dos melhores jogadores britânicos da história. Aos 17 anos já era titular do Manchester United e da seleção norte-irlandesa.

Em 1967, aos 21, levou o Manchester United ao último título inglês antes da "era Ferguson-Cantona" (em 1993). Em 1968, foi eleito o melhor jogador da Europa, quando comandou o Manchester ao título da Copa dos Campeões. Pela seleção norte-irlandesa, jogou 37 partidas e marcou nove gols.

Só que Best tinha outra faceta, que misturava perigosamente irresponsabilidade e loucura. Sempre rodeado de mulheres bonitas nas festas mais "badaladas" da Inglaterra, atrasava-se com freqüência para os treinos do Manchester. Na época, já começava a enfrentar problemas com a bebida.

Tratado como um verdadeiro "pop star", sofria assédio constante de fãs. Best também enfrentava problemas políticos. Por ser protestante, recebeu várias ameaças de morte por parte do IRA (Exército Republicano Irlandês, de orientação católica). Sua irmã chegou a levar um tiro na perna.

Nos negócios, Best teve uma agência de turismo e várias boates. Mas esses empreendimentos acabaram falindo. Aos 27 anos, cansado das confusões e realmente tendo problemas com o álcool, Best foi jogar em times pequenos. Mesmo depois de largar o futebol, Best continuou envolvido em escândalos que envolviam álcool, jogos de azar e mulheres.

Best ainda fez algumas palestras ou comentários para TV e rádio da Inglaterra. Em 2000, depois de ser internado com problemas relacionados ao consumo excessivo de álcool, seu médico fez um apelo público para que os bares não o servissem bebida, pois ele corria sério risco de vida. O tablóide inglês "The Sun" fez um pôster com sua fotografia com a seguinte frase: "Não sirvam bebida para este homem".

No dia 20 de Novembro de 2005, Best deixou-se fotografar pela imprensa, em um quarto de um hospital em Londres, com a mensagem: "Não morra como eu". Ele morreu cinco dias depois, com múltipla falência dos orgãos. Homenageado por torcedores, jogadores e políticos como grande estrela, foi enterrado com 59 anos ao lado da mãe em Belfast.

Fonte da Imagem: Fulham FC

Fonte: UOL Esportes




 

 

Copa do Mundo 2014 é a mais lucrativa da história

Autor: Adriano Fernandes - 21/05/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Maracanã (crédito: Revista Época/Tânia Rêgo/ABr)

A Copa do Mundo 2014 já é a edição mais lucrativa da história. A receita do Mundial brasileiro, de acordo com reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo", é 100% maior que a da Copa 2006, na Alemanha.

Até o momento, a 13 meses da abertura do Mundial 2014, os ganhos atingiram US$ 4,1 bilhões -- US$ 300 milhões a mais que a previsão inicial. O montante é US$ 800 milhões superior à do Mundial da África do Sul, em 2010.

Do total da receita da Copa 2014, 2,2 bilhões de dólares virão de receitas de direitos de transmissão. Contratos de publicidade são responsáveis pelo restante.

Ontem (16), a Fifa fechou o último acordo de patrocínio. A partir de agora, a Centauro, rede varejista de artigos esportivos, vinculará sua marca à Copa do Mundo, no sexto contrato da entidade com uma empresa brasileira.

Em contrapartida, a Fifa investirá mais na edição brasileira. O orçamento da entidade aponta gastos na ordem de US$ 1,38 bilhão, US$ 300 milhões a mais do que em 2010.

Os prêmios também serão mais elevados. No total, as 32 seleções receberão US$ 454 milhões. Na Alemanha, o montante era de US$ 261,4 milhões.

Fonte da Imagem: Revista Época/Tânia Rêgo/ABr

Fonte: Portal 2014 em 17/05/2013



 

 

A mãe e a bola

20/05/2013 Categoria: Roberto Vieira   Comentários Nenhum comentário

Mafalala.

Dona Elisa diz não.

O filho tem que estudar.

Bola nunca deu nada a ninguém.

Amsterdã.

Hendrik chora a morte do pai.

A mãe de Hendrik termina de lavar a roupa dos jogadores.

O menino pega o couro e sonha.

Dona Celeste recebe as moedas.

O pequeno engraxate beija a mãe.

Hoje não tem pão.

Ele nunca vai poder andar direito.

Aleijado.

‘Deixa brincando de passarinho’.

Antonie espera o marido ir pro trabalho.

Desengaveta o brinquedo de Franz.

E o pequeno vai sonhar nos escombros de Munique.

Dalma não conhece as mães da Praça de Maio.

Dalma conhece apenas a fome da Villa Fiorito.

Dieguito passa dias sem deixar cair a pelota no chão.

Malika beija a testa do filho.

Zizou acaba de perder a Copa do Mundo.

Malika pergunta quais as palavras do italiano.

“Fez bem, meu filho!”

Dona Eulália não pode deixar de sorrir.

O pequeno Alfredo acaba de derrubar o pai.

Com um daqueles chutes inesperados e precisos.

"Bola e mãe.

Mulher e Maria.

Donas da alma e do coração menino (a).

Universos agasalhados no peito.

Perseguidas na grama e no ar como lembrança.

Primeira paixão na infância.

Bola e mãe.

Amor visceral e eterno.

Reparem bem.

Toda criança foi bola no ventre materno..."



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