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Blog Memória Futebol


Copa 2014: com orçamento fantasma, despesas no DF vão crescendo…

Autor: Adriano Fernandes - 30/06/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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Em janeiro, o ex-gerente das obras para a Copa 2014 em Brasília, Cláudio Monteiro, anunciou que o contribuinte teria “uma surpresa agradável”: as cadeiras para o novo estádio Mané Garrincha viriam de uma parceria com uma “grande empresa”. Logo, sem custos para o Governo do Distrito Federal.

A negociação seria com a Coca Cola mas falhou. Agora, sai o edital de licitação para comprar 72 mil cadeiras. Custo dos assentos: R$ 12,4 milhões. A notícia, no UOL Esporte, está aqui.

E vem mais por aí…

Aos poucos, o improviso da Copa em Brasília faz os gastos subir. Não se conhece o orçamento geral da Copa,é documento fantasma.

Quando assumiu o governo, em janeiro do ano passado, Agnelo anunciou que reduziria a capacidade de 72 mil lugares do Mané Garrincha, diante da inexpressividade do futebol em Brasília. Refugou. O gigantesco estádio está quase pronto, mas não se sabe o que acontecerá com o espaço no pós-Copa.

Lembro que o jogo final do Campeonato Candango deste ano teve 902 persistentes torcedores…

Seguidamente, o governador diz que as obras não passarão de R$ 650 milhões. Estão em R$ 880 milhões, aí incluído o preço da cobertura do estádio.

Agora é a vez das cadeiras, que seriam doadas por “uma grande empresa”. Mas serão compradas, enquanto faltam leitos nas UTIs dos hospitais públicos.

A situação é gravíssima e até mortes já foram registradas pela falta de condições adequadas para os pacientes.

E para o Estádio Mané Garrincha ainda faltam iluminação, gramado, placar eletrônico, tecnologia de informação, ar condicionado, móveis para as salas e camarotes VIPs, urbanização da área externa, estacionamento …

Enquanto isso…

… Alexandre Fernandes Gonçalves, promotor da Defesa do Patrimônio Público do Distrito Federal, que deveria atuar rigorosamente contra esses abusos orçamentários e questionar a irresponsabilidade governamental, se omite, silencia.

E nem Cláudio Monteiro pode ser questionado, pois deixou a chefia do gabinete do governador do Distrito Federal para cuidar de sua defesa na CPI do Cachoeira.

Monteiro, íntimo de Agnelo, foi flagrado em conversas telefônicas nada recomendáveis para uma autoridade do governo.

Mas, de repente ele se sai bem na defesa. Em política tudo é possível, até Lula se ajoelhar diante de Maluf, Collor, Renan e outras distintas excelências parlamentares.

Por José Cruz 

Fonte da Imagem: FIFA.com

Fonte: Blog do José Cruz em 22/06/2012


 

 

Copa 2014: Agnelo veta nome de Garrincha ao novo estádio de Brasília

Autor: Adriano Fernandes - 28/06/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Estádio de Brasília (Fonte: Divulgação)

A Câmara Legislativa do Distrito Federal votará nesta terça-feira o veto do governador Agnelo Queiroz ao projeto de lei que dá ao Estádio Nacional de Brasília o nome de “Mané Garrincha”. O projeto, da deputada distrital Liliane Roriz (PSD), foi aprovado por unanimidade.

A necessidade de decretar nome oficial ao espaço, que servirá à Copa das Confederações e Copa do Mundo, é porque o antigo estádio foi totalmente demolido. Usando picaretas – porque a estrutura resistiu à implosão com dinamites – Agnelo colocou no chão o histórico estádio.

Com isso, o Instituto de Patrimônio Histórico Artístico e Nacional (Iphan) afirma que  a nova arena precisa ter novo nome oficializado. E foi isso que Liliane providenciou, com apoio, inclusive, dos deputados petistas e aliados ao governador.

Explicações

Na mensagem de veto, Agnelo disse que cabe à Terracap, proprietária da nova arena, dar o nome ao novo estádio.

Bobagem. Com essa medida antipática, Agnelo evitou sancionar um projeto de lei apresentado por deputada da oposição.

O governador ignorou a questão legal e de respeito histórico ao nome de um dos maiores craques do nosso futebol para se fixar em mesquinharia partidária.

Mesmo porque Agnelo sempre foi contra preservar o nome e “Mané Garrincha”. Alheio ao futebol, ele não sabe quem foi esse extraordinário jogador e ser humano.

Até na propaganda oficial Agnelo mandou eliminar “Mané”.

Por José Cruz em 24/06/2012

Crédito da Imagem: Divulgação

Fonte: Blog do José Cruz



 

 

Jogos de Verão da UNE: o desvio de verbas escancarado

Autor: Adriano Fernandes - 27/06/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Walter Guimarães, jornalista investigativo, avançou na pesquisa sobre os R$400 mil que a UNE recebeu de presente do Ministério do Esporte, via Universidade Federal do Rio de Janeiro. E teve sucesso na sua insistente busca.

Descobriu, inicialmente que o dinheiro era destinado a um evento de “alto rendimento”, o que não compete à União Nacional dos Estudantes. Mas a grana foi para a compra de “utensílios”que serviram sabe-se lá quem.

Enfim, volto a este assunto, agora com riqueza de detalhes, provando a forma desprezível como o dinheiro público é tratado. Isso é, também, uma forma de corrupção,  que oi ex-ministro Orlando Silva insiste pedir provas. Aí está.

A grana e a farra

Por Walter Guimarães

“Me  desculpem, mas eu ainda quero falar dos “Jogos de Verão” da UNE e dos R$ 400 mil que saíram dos cofres públicos para tal evento, pois o pedido foi para um tipo de despesa e a aplicação dos recursos destinou-se para outro lado.

Segundo a Portaria nº 8, de 5 de Janeiro de 2011, assinada por José Lincoln Daemon, subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração do Ministério do Esporte, o repasse financeiro para a Universaidade Federal do Rio de Janeiro saiu do programa “Brasil no Esporte de Alto Rendimento”, para a ação específica de “promoção de eventos esportivos nacionais de alto rendimento”.

 Distorção

Agora vem esta explicação do próprio Ministério que os “Jogos de Verão” faziam parte da 7ª Bienal de Arte e Cultura da UNE e do 13º Coneb, um fórum de debates da entidade estudantil.

Depois de assistir o vídeo produzido pela própria UNE e disponibilizado no perfil oficial da mesma em uma rede social ( http://www.youtube.com/watch?v=rZCXydmN2gI ), observa-se que a atividade esportiva não foi tão radical como o explicado pelo ministério. Abro aspas: “as atividades abarcavam campeonatos, oficinas e apresentação de performances de esportes radicais”.

Na verdade foi disputada a 1ª Copa da UNE de futebol de areia, com 10 equipes, de 10 estados.

Como cidadão, deveria imaginar que o recurso passado foi para este evento, mas não consigo acreditar que gastaram R$ 400 mil para um torneio de 10 equipes, em cinco dias.

Basta ver a nota de empenho do Ministério, de 8 de janeiro de 2011, para saber que os recursos foram destinados para outros fins:

PRODUTOVALOR R$

32 barracas plásticas    6.400,00

Filmagem do evento  7.800,00

30 monitores TV Plasma 50 pol11.400,00

30 fotocopiadoras13.500,00

Aluguel de computadores18.000,00

Webjornalista  4.900,00

Recepcionista  3.800,00

Digitador  1.200,00

Secretária executiva  9.480,00

Colordenador de logística     690,00

Edção de Filmagem25.500,00

2.000 sacolas29.000,00

500 camisetas  3.490,00

2.000 pastas23.960,00

Rede de dados externa  3.000,00

Provedor de internet   13.800,00

Pontos de internet  7.980,00

Aluguel de cadeiras  4.400,00

13 arranjos de flores  2.340,00

Aluguel de micro ônibus  7.000,00

950 garrafas de água  6.650,00

Coffee break93.600,00

Café simples68.400,00

Técnicos de equipamentos14.400,00

Serviços de apoio técnico  1.080,00

Eletricista  1.800,00

Gerência de informática  1.440,00

Webdesigner  4.900,00

T O T A L          399.910,00

Repito: este dinheiro foi apenas uma forma de um ministério, até então recheado de ex-presidentes da UNE, ajudar financeiramente o encontro da entidade. Não há nada voltado para o alto rendimento esportivo. Se isso não é proibido ético também não é…

Detalhe, até às 16h de ontem, dia 22 de junho, o vídeo de 11 minutos do evento foi exibido meras 320 vezes no perfil oficial da UNE no site Youtube. É um número pífio para um evento com público de 80 mil pessoas como anunciado.

Estranho:

R$ 9.800,00 para uma secretária executiva por cinco dias?

R$ 68.400,00 gastos em “café simples”?

E o ministério do Esporte acha tudo isso normal?”

Por José Cruz & Walter Guimarães em 23/06/2012

Fonte: Blog do José Cruz em 23/06/2012



 

 

Diretor de futebol do São Paulo vira alvo em crise, mas ganha defesa de Juvenal

Autor: Adriano Fernandes - 26/06/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

A crise instalada no São Paulo desde a eliminação na Copa do Brasil acertou em cheio o diretor de futebol Adalberto Baptista. Gente da própria diretoria ataca o dirigente.

Os críticos lembram que desde que ele assumiu o cargo no ano passado o São Paulo não conquistou títulos. Pelo contrário, acumulou eliminanções na Copa do Brasil, no Paulista e não conseguiu voltar à Libertadores.

Quem ataca Adalberto prefere não falar publicamente. Mas internamente, nos corredores do Morumbi, o fogo amigo é declarado. O diretor também é bombardeado por não saber se impor diante das vontades de Juvenal Juvêncio (verdade seja dita, ninguém da diretoria enfrenta o presidente).

Também virou vidraça por não ter experiência na direção do futebol e por supostamente administrar mal crises, como a provocada por seguidos cartões de Luís Fabiano. Adalberto e o vice de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, são criticados por não terem tirado na marra a braçadeira de capitão do atacante.

“Você pergunta sobre mim para os outros depois de uma derrota, só pode ouvir críticas”, disse Adalberto ao blog. “E quem critica já não é mais tão da situação assim”, emendou. “Não ganhamos títulos porque existem outros times qualificados também. Contratamos bem, trouxemos jogadores que todos os clubes queriam, como o Osvaldo. E o Cortez, quem não queria essa contratação? Tem o Cícero, o Rodholfo, o Denílson… Além disso, tenho uma relação de muito diálogo com o Juvenal”, defende-se o diretor de futebol.

E o presidente tricolor não coloca seu pupilo na frigideira. “Ele está apanhando? Talvez seja bom ele enfrentar isso como experiência. Mas acontece que o Adalberto é absurdamente competente. Ele não tinha ocupado cargo no futebol, foi lá e trouxe o Luis Fabiano, num grande trabalho. Gosto muito dele” afirmou Juvenal ao blog. Está dado o recado presidencial: nem vem que não tem, no diretor de futebol ninguém mexe.

Por Ricardo Perrone em 24/06/2012

Fonte: Blog do Perrone



 

 

Dois artilheiros tricolores, muitos gols e um personagem em comum

Autor: José Renato - 26/06/2012   Comentários Nenhum comentário

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Uma das equipes mais vitoriosas do futebol mundial, ao longo de sua história, costumeiramente o São Paulo e seus torcedores têm sido associados com a imagem do grã-fino, equilibrado, até mesmo com certa empáfia, que evita o tumulto e a discussão gratuita.

Certamente que muitos de seus jogadores combinaram perfeitamente com esta imagem, apenas para ilustrar alguns: Bellini, Mauro, Roberto Dias, Falcão, Leonardo, Kaká, Raí, Rogério Ceni e muitos outros.

Como toda regra, que para ser regra precisa ter uma exceção, a exceção neste caso coube justamente ao maior goleador tricolor de todos os tempos, Serginho Chulapa.

Foram 242 gols, ao longo de quase 10 anos de clube, período em que conquistou três títulos paulistas (1975, 1980 e 1981) e um brasileiro (1977).

Também coube a Serginho entrar na história do futebol brasileiro como um dos jogadores mais indisciplinados, com uma longa lista de expulsões e confusões.

Talvez a maior delas, aconteceu às vesperas das finais do campeonato brasileiro de 1977, quando em uma partida, em 12 de fevereiro de 1978, em Ribeirão Preto, contra o Botafogo, tão logo teve seu gol, de empate do São Paulo, anulado por indicação de impedimento, partiu para cima do bandeirinha e desfiu-lhe um pontapé.

Resultado, expulso, Serginho acabou desfalcando o São Paulo na final do campeonato brasileiro, foi suspenso por 14 meses, dos quais cumpriu 11, e foi afastado da Copa do Mundo de 1978, justamente em sua melhor fase. Com certeza a Seleção Brasileira sentiu sua falta também.

Quatro anos depois, durante a final do campeonato brasileiro de 1981, o goleiro gremista, Leão, passa o jogo inteiro tirando sarro do fato do atacante tricolor estar sofrendo de uma crise de hemorroidas.

Ao final da partida, sofrendo com a perda do título e sem paciência mais para aguentar as gozações de Leão, Serginho agride o goleiro gremista e novamente passa a ter a sua condição de artilheiro questionada, ainda mais para a próxima Copa do Mundo, a de 1982.

Desta vez, Serginho resolve se enquadrar, a se comportar, sob o risco de novamente perder a possibilidade de ser convocado. Após ganhar a posição frente ao favorito pela vaga, Careca, uma vez que quando foi cortado o atacante do Guarani era o reserva daquela fantástica equipe, Serginho realmente passou a se comportar em campo.

O que aconteceu?

Seu brilho apagou.

Ele não foi sequer uma sombra daquele atacante goleador do final da década de 1970.

30 anos depois, outro atacante tricolor, Luis Fabiano passa a ser efetivamente, e de forma devida, questionado por seus constantes atos de indisciplina.

Evidentemente que o atual atacante tricolor não possui, jogando pelo São Paulo, um currículo sequer próximo ao de Chulapa, mas certamente sua habilidade e faro de gol são inegáveis.

Também 30 anos depois, o jogador envolvido no lance que contribuiu com a decisão de Chulapa em se comportar, Leão, reforça o coro que o Fabuloso passe a ter mais controle e, se comporte.

Mesmo que por motivos distintos, e embora concorde que o atual atacante ainda deve para a torcida tricolor, me limito a fazer um singelo pedido:

- Cala a boca, Leão!!!

Fonte:  Blog do São Paulo em 20/06/2012



 

 

Conselheiro do Santos é suspeito de facilitar entrada de sinalizadores proibidos na Vila

Autor: Adriano Fernandes - 25/06/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Ministério Público e Polícia Civil apuram se o Santos facilitou a entrada na Vila Belmiro de sinalizadores vetados pela Polícia Militar no primeiro jogo das semifinais da Libertadores com o Corinthians. O blog apurou que um conselheiro ligado à situação é o principal suspeito.

Ele teria pedido autorização para entrar com caixas de apitos e bexigas para serem usados pelos torcedores. Porém, o material proibido estaria escondido na caixa, enganando um alto funcionário do clube que autorizou a entrada.

A PM encontrou caixas com sinalizadores numa sala da Vila Belmiro, local inacessível para os torcedores. Por isso, os policiais suspeitam que a responsabilidade é do clube. As salas foram vistoriadas depois de a PM perceber que muitos torcedores portavam sinalizadores. Por causa da tentativa da polícia de coibir o uso de sinalizadores teria começado a briga entre integrantes da Torcida Jovem e policiais militares, com um capacete arremessado no gramado.

A PM nega que tenha havido negligência na revista feita nos torcedores na entrada. E a diretoria santista sente-se traída por gente de seu próprio grupo, acusada de colaborar com as torcidas organizadas no episódio.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a direção do Santos diz que “o clube está colaborando com as investigações, pois também foi uma surpresa (desagradabilíssima, aliás) para nós. Assim que encerradas as investigações, faremos questão de tomar as medidas cabíveis”.

Por Ricardo Perrone

Fonte:  Blog do Perrone em 23/06/2012



 

 

Fusão das Séries “C” e “D”: Questão de Integração e Patriotismo

Autor: José Renato - 25/06/2012   Comentários Nenhum comentário

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Por mais que o tempo passe, o futebol brasileiro continua com pensamentos retrógrados, aprisionado ao autoritarismo obtuso e obsoleto.

Quando será que os senhores dirigentes irão se dar conta do tamanho do território nacional que antes de ser um país é um verdadeiro continente?

Desconhecem, eles, ou fingem ignorar a existência de dezenas e mais dezenas de clubes, com seus torcedores apaixonados e fiéis, que não estão nem aí para os grandes clubes por mais expressão que possuam, além do devido respeito.

Pois, enganam-se redondamente aqueles que acham que só os grandes merecem atenções e regalias. 

O futebol brasileiro é muito mais do que isso. Se assim não fosse, milhares de craques, ao longo dos anos, deixariam de serem revelados, uma vez que os interesses do futebol se restringissem, tão somente, aos centros mais importantes. E não é assim que funciona.

Falo sobre esses absurdos porque ninguém dá bola, literalmente, para as duas séries mais inferiores – a C e a D. 

Só as fazem acontecer e se realizar como um “presente dos deuses”, quando se tratam de meras esmolas. Merrecas e nada mais.

Em termos práticos e reais, não há a menor diferença entre as duas divisões. Ambas são um inferno. Claro, para muitos clubes, não vamos discutir ou entrar no mérito, como um castigo por seus próprios erros. E, também, ninguém vai querer “transferi-los” para as Séries A e B por simples canetaço. Não é por aí.

Mas, por que não unir as duas séries inferiores numa única e mais abrangente, aglutinando todo o país? Seria mais empolgante. E, sobretudo, mais digno e mais justo. Diria ainda e melhor: mais humano!

Repare-se que a Série D, com seus quarenta concorrentes, é dividida em oito chaves de cinco clubes. Como só passam os dois primeiros de cada uma delas, totalizando 16, nada menos do que 24 ficam descartadas pelo resto do ano. Já pararam para pensar o que significa isso?

Significa, senhores da CBF e Mídia em geral “só” o seguinte: 24 treinadores desempregados e no que concerne ao número de jogadores com perdas de salário, um núcleo de mais de quinhentos deles sem nada mais a receber.

Botemos aí, árbitros, massagistas, roupeiros, bilheteiros, pipoqueiros, etc. e mais etc., na multifacetada dimensão do comércio informal, além da hotelaria, restaurantes, empresas de transportes aéreo e rodoviário e chegaremos à fácil, porém triste conclusão, que a CBF está cometendo um crime de lesa-pátria, com evidentes e profundos prejuízos sócio-econômicos para milhares de trabalhadores da área do futebol.

É isso o que o futebol deseja? E a Presidente Dilma o que tem a dizer sobre esse descalabro? O Ministro Aldo Rabello está interessado nisso, está por dentro disso ou só pensa na Copa do Mundo, quando o problema crucial fere frontalmente nossos irmãos brasileiros?

Inadmissível esse comportamento da CBF que não consegue desatar o “imbróglio” provocado, na Justiça Comum, pelos clubes que postularam os seus direitos e se beneficiaram das decisões judiciais.

E é tudo muito elementar: basta criar a fusão das duas séries e pronto, habilmente e inteligentemente, tudo estaria resolvido.

Ademais, um carnê facílimo de ser construído: os sessenta clubes das séries C e D, serão distribuídos em seis chaves de dez. Jogam e turno e returno. Portanto, totalizam 18 partidas – um número razoável e que envolve cerca de quase quatro meses. Aí dá para investir, aumentar o orçamento e até pagar mais.

Os três primeiros de cada um dos seis grupos, num total de dezoito, irão formar seis triangulares. Com turno e returno. Mais quatro jogos para esses, chegando a vinte e duas apresentações.

Próximo e último passo: classificam-se os seis campeões de cada triangular para formarem dois triangulares. Turno e returno, obviamente. Mais quatro jogos. Esses seis clubes jogarão o máximo de 26 partidas. Sendo que os campeões e os vices de cada um dos dois triangulares, somando quatro clubes, serão os promovidos para a Série B do ano seguinte. 

Muito, mas muito mais emocionante e com amplitude nacional.

Apesar de eu já ter tentado vários contatos com a CBF fazendo tais sugestões e projetando propostas, não recebi a mínima consideração e a menor resposta. Talvez porque eu seja um peixe pequeno. Mas não burro. 

Por Francisco Michielin



 

 

Governo do RJ inclui gasto para construção de quatro cadeias em conta da Copa e Olimpíada

Autor: Adriano Fernandes - 24/06/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Sérgio Cabral

O governo do Rio de Janeiro conseguiu neste mês um empréstimo de R$ 3,6 bilhões do Banco do Brasil, o maior já concedido pelo banco a um estado brasileiro. Para obter todo esse dinheiro, usou como argumento a extensa lista de obras que o estado precisa concluir para poder sediar sem problemas a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

Uma lista tão comprida que inclui até gastos com a construção de cadeias. Isso mesmo. O governo do Rio de Janeiro incluiu na sua lista de preparativos para a Copa e Olimpíada a construção de quatro casas de custódia. Usará o empréstimo do BB para pagá-las.

As quatro casas de custódia serão erguidas nas regiões Centro-Sul, Serrana, da Costa Verde e Baixadas Litorâneas do estado. O valor de cada uma delas ainda não está definido, mas o governo já informou que pretende investir R$ 120 milhões nas quatro obras, além da construção da sede da Companhia de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar.

A Secretaria de Obras do Rio de Janeiro é a responsável pelas construções. De acordo com o órgão, as quatro novas casas de custódia terão vagas para 2 mil detentos e projeto arquitetônico moderno. “Estas unidades prisionais são construídas em concreto pré-moldado com adição de fibras de polietileno, resultando numa maior agilidade, precisão na construção e aumento nas condições de segurança”, afirmou a secretaria, em comunicado enviado ao UOL.

Ainda a segundo a secretaria, todas as casas de custódia terão celas destinadas às visitas íntimas de presos. Também serão adequadas para receber detentos com necessidades especiais.

Já sobre a relação das cadeias com os grandes eventos esportivos, o governo do Rio de Janeiro informou que as construções vão possibilitar que policiais civis que hoje cuidam de presos em delegacias saiam às ruas. “O policial poderá se dedicar 100% ao cidadão ao invés de cuidar de guarda, alimentação e transporte de presos”, informou.

O governo fluminense também argumentou que “uma cidade que vai receber uma Olimpíada ou grandes eventos deve se preparar para atender a população em todos os setores, como saúde, transportes, segurança e, inclusive, unidades prisionais”.

Já o Banco do Brasil, que emprestou o dinheiro para as cadeias, afirmou em resposta ao UOL que fiscaliza a aplicação dos recursos emprestados. Afirmou também que “os projetos financiados estão adequados ao escopo do Programa Pró-Cidades, que contempla melhorias da infraestrutura rodoviária e urbana e da mobilidade das cidades do Rio de Janeiro”.

O banco não explicou, porém, qual a relação existente entre a construção das quatros cadeias no Rio de Janeiro com a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

Por Vinicius Konchinski 

Crédito de Imagem: Divulgação/Governo do Rio de Janeiro

Fonte: UOL Esportes



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