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Blog Memória Futebol


Coritiba Campeão Brasileiro de 1985

Autor: Adriano Fernandes - 31/07/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Coritiba

Para chegar ao titulo de campeão brasileiro em 1.985 o Coritiba durante a campanha alcançou resultados inesperados, impressionantes mesmo. Uma das vitórias marcantes foi a conseguida no Rio de Janeiro frente ao então poderoso Flamengo por um a zero. Outra vitória sensacional foi a conseguida no Mineirão, em Belo Horizonte frente ao Cruzeiro por três a dois. Ainda foram  o alvi verde ganhou do São Paulo, no Morumbi por um a zero. Com as vitórias surgindo o time foi ganhando confiança, ganhando personalidade e confiança. De jogo em jogo o Coritiba foi abrindo caminho para chegar àquela partida que como dizem os boleiros “este é o jogo da vida”. Foi o encontro frente ao Atlético Mineiro em Curitiba, na semifinal.

O Coritiba jogando sob o comando do experiente técnico Enio Andrade, o Coritiba partiu para cima no sentido de resolver logo a parada. Os ataques se repetiram Duran te todo o primeiro tempo e nada de sair o gol. A partida passou assumir ares dramáticos e os torcedores com os nervos a flor da pele. Emoção sobre emoção. O Coxa carecia vencer, pois o segundo jogo seria na casa do adversário.

O Coritiba insistia e nada do gol e eis que quando o jogo chegava aos minutos finais o zagueiro Heraldo aproveitou um escanteio vindo da esquerda e acertou uma cabeça que jogou a bola na rede. Explosão total e gritaria do Alto da Glória ecoou por toda a cidade. Minutos depois a torcida deixava o estádio feliz, alegre e confiante de que estava aberto o caminho para a conquista do tão esperado titulo brasileiro. Agora era se preparar para o desafio em Belo Horizonte.

A segunda partida foi escalada para o dia 27 de julho no famoso Estádio Magalhães Pinto, o Mineirão, em Belo Horizonte. Por lá só se falava em vitória do “ Galo” então com  uma poderosa equipe. As pressões para cima do Coritiba, totais, mas do lado coxa a experiência e “matreirice” de um gaucho que entendia muito de futebol e sabia lidar com  seus jogadores – Enio Andrade.

O desafio era grande, pois uma simples vitória do Atlético Mineiro lhe dava a classificação. A vibrante torcida do “Galo” foi logo tomando as dependências do Mineirão e horas antes do inicio do jogo o estádio estava lotado. Dentro de seus conhecimentos e certo de que o Atlético viria para cima com toda força, Enio Andrade montou um ferrolho para não dar chances maiores ao adversário, Estava difícil de passar e quando isto acontecia surgia uma nova barreira Rafael. O goleiro inspiradíssimo fazia defesas sensacionais. O primeiro tempo terminou em zero a zero. Veio o tempo complementar e a pressão do time da casa ainda maior e o Coritiba defendendo-se cada vez melhor. Um jogo dramático. O tempo foi passando e os mineiros perdendo as esperanças e os coxas as ganhando, inclusive criando situações em bons contra ataques. Mas, ficou mesmo no zero a zero e o Coritiba classificado para decidir o titulo contra o Bangu. O Coritiba estava classificado para decidir o titulo e para a Taça Libertadores da América.

Com o Coritiba classificado foi iniciado o trabalho de preparação para a decisão no Rio de Janeiro em parida única diante acordo fechado pelos clubes. A idéia era viajar para o Rio de Janeiro para ficar no clima da decisão e eis que o técnico Enio Andrade chamou os dirigentes e disse que seria bom ficar em Belo Horizonte, pois queria conversar muito com seus jogadores. Enio disse ao diretor Estevan Damiani que só queria viajar para o Rio de Janeiro no dia do jogo. Pedido do técnico atendido.

O fato é que o treinador queria preparar os jogadores para todas as alternativas da decisão,. Até mesmo as penalidades máximas. Segunda e terça feiras de muitas e exaustivas cobranças de pênaltis. Na quarta-feira o time para o Rio de Janeiro e encontrou a cidade unida em torno do sempre simpático Bangu, o segundo time de muitos cariocas. O time do Bangu era bom e tinha como técnico o ex zagueiro Moisés.

Se o Rio de Janeiro estava unido em torno do Bangu, em Curitiba, os coxas estavam mobilizados. Rádios e televisores ligados, bares lotados, todo um clima em torno da decisão. Muitos coritibanos em ônibus, aviões fretados, automóveis foram para o Rio de Janeiro para incentivar a equipe na grande decisão. A noite de 30 de julho de 1.985 estava na história do futebol paranaense. O Maracanã em festa com 96 mil pagantes para um público total de 108 espectadores.

No primeiro lance do jogo Rafael mostrou que estava pronto para conseguir o titulo. Um lançamento para a a área encontrou o excelente ponteiro Marinho em boas condições e este como um raio saiu na frente de Rafael que saiu da meta e fez uma defesa sensacional. Estava dado o cartão de visita do goleirão e a confiança necessária ao time. As emoções de repetiam a todo o momento. Um jogo para “nervos de ferro” nem de aço.

Ainda no primeiro tempo o Coritiba sacudiu a torcida com um golaço do centro Índio cobrando com perfeição uma falta. Foi uma pancada que foi parar direto no fundo da rede. Festa coxa. Mas o Bangu não se entregou e foi em busca do empate e o conseguiu ainda no primeiro tempo. Veio o segundo tempo e a expectativa dos cariocas de o Bangu liquidar o jogo logo, mas, o Coritiba defendia-se heroicamente e contra atacava com perigo. Houve lances agudos e que mexeram com os ânimos dos torcedores. O tempo foi passando e o jogo terminou em um a um. Veio a prorrogação e esta terminou em zero. Daí a decisão em pênaltis e os cobradores foram precisos na primeira série cinco a cinco. Veio a série alternada e a primeira cobrança foi do zagueiro que bateu firme, forte, alto e marcou. Ado o ponteiro esquerdo do Bangu visivelmente nervoso chutou para fora e o Coritiba era o campeão, campeão brasileiro. Na primeira série marcaram gols nos pênaltis pelo Coritiba, Índio, Lela, Vavá, Heraldo e Edson.

Os torcedores que estavam no Rio de Janeiro faziam festa em pleno Maracanã e em Curitiba os bares lotadores durante o tempo do jogo ficaram ainda mais tomados, os carros vieram para as ruas, buzinaço, fogos, muitos fogos, uma festa indescritível para comemorar o titulo. Eram campeões brasileiros os goleiros Rafael e Jairo, André, Gomes, Vavá, Heraldo, Dia, Almir, Marco Aurélio, Marildo, Toby, Paulinho, Lela, Índio e Edson. Um time de craques, de jogadores disciplinados e raçudos, daí a grande conquista. Destaque especial para o comando de Enio Andrade, de Estevan Damiani e do presidente Evangelino Costa Neves.

Por José Domingos Borges Teixeira (Zé Domingos)

Fonte da Imagem: Globo.com

Fonte: José Domingos.com.br em 16/7/2012


 

 

Esporte Clube Taveirópolis

Autor: Adriano Fernandes - 30/07/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários 1 comentários

Taveirópolis

A faixa de terra que abrange hoje os quartéis da Base Aérea de Campo Grande, inclusive o Aeroporto Internacional, pertencia, na década de 30, ao fazendeiro Sebastião Taveira. Tendo a propriedade indenizada, o fazendeiro loteou o resto de suas terras, surgindo daí um lindo bairro que, numa justa homenagem à família Taveira, foi batizado com o nome de Taveirópolis.Em 1938, os rapazes do bairro, em busca de lazer, limparam um terreno baldio, utilizando machado, foice e enxada, em frente onde hoje é o Estádio Elias Gadia e o transformou no primeiro campo de futebol do lugar.

Foi assim que surgiu o Esporte Clube Taveirópolis, em 30 de julho de 1938. Os fundadores do clube foram Osmundo de Arruda (funcionário da EGL, órgão militar que fornecia gêneros alimentícios para a 9ª Região Militar), Tácito Garcia (taifeiro da Base Aérea), Israel Pinto da Silva (tenente do exército), Rubens Amarante (motorista da Base Aérea) e José Domingues, o Domingão, também taifeiro da Base Aérea. Todos jogavam no primeiro time formado.A primeira partida do Taveirópolis ocorreu em 1939, contra o Bandeirantes F.C., time de rapazes que moravam na Avenida Bandeirantes, onde hoje é a habitada Vila Jacy. Quem ganhasse a peleja levaria um enorme cacho de bananas (o troféu do jogo). No final, o placar apontou a vitória da equipe taveirense. Os ganhadores desfilaram com o famoso “troféu”, com os aplausos dos torcedores do bairro.

Da fundação até o ano de 1942, o time não tinha cores definidas. Com a chegada do militar Expedito Luciano da Silva, também jogador, o clube tomou novo impulso, passou a ter uma diretoria e logo se organizou para disputar e ser, anos depois, o melhor e mais popular quadro do campeonato de várzea de Campo Grande. Como a maioria dos jogadores era militar e advinda do interior paulista, mais precisamente de Piracicaba (SP), foram adotadas as cores do XV de Novembro daquela cidade, isto é, preto e branco, em listas largas verticais horizontais, calção e meios brancos.Expedito passou a ser a alma do time, como diretor, jogador, treinador e até roupeiro nas horas vagas. O futebol varzeano deve muito a esse pernambucano que chegou em Campo Grande em 1942.

Em 1944 seguiu como expedicionário para a Itália, quando os pracinhas campograndenses engrossaram as fileiras dos bravos soldados brasileiros que lutaram na Segunda Guerra Mundial. Terminada a guerra retornou para Campo Grande, jogando pelo Taveirópolis até o ano de 1956. Depois passou a ser técnico do clube da Vila Formosa, como era chamado o campinho do bairro Taveirópolis.A primeira diretoria oficial do Taveirópolis só foi organizada e eleita em 1956, com os seguintes membros: Sebastião Ribeiro de Oliveira (Presidente), Expedito Luciano da Silva (Tesoureiro), Antônio Paulo de Andrade (Secretário)e Mário Monteiro (Diretor de Esportes).O bairro inteiro torcia pelo time. A vitória era comemorada na Casa Taveirópolis, mercearia de propriedade do Sr. Inácio Taveira.

O E. C. Taveirópolis, desde a sua fundação até a chegada do profissionalismo, em 1972, no sul de Mato Grosso, nunca quis participar dos campeonatos organizados pela LEMC (Liga Esportiva Municipal de Campo Grande).Inúmeros títulos de campeão varzeano, troféus e medalhas foram acumulados através dos anos até a profissionalização da equipe, em 1979. A melhor campanha no Campeonato Estadual de Profissionais de Mato Grosso do Sul foi obtida no ano de 2003, quando ficou em terceiro lugar num certame para 14 clubes. Foram 12 jogos, 6 vitórias, 2 empates e 4 derrotas; 21 gols a favor e 14 contra.Ainda disputou o campeonato de 2004, quando chegou na quarta colocação. Em sua última participação na primeira divisão do campeonato matogrossense, no dia 3 de julho de 2004, empatou com o Operário, de Campo Grande, em 2 x 2.Logo depois, o clube licenciou-se, por falta de apoio e patrocínio.Voltou a disputar uma competição em 2006, quando foi terceiro colocado no campeonato da Segunda Divisão. Seu último jogo aconteceu em 18 de junho de 2006, com vitória de 4 x 2 sobre a Pontaporanense.Deste ano, até hoje, não mais participou de nenhuma competição oficial, encerrando suas atividades por tempo indeterminado. As únicas atividades que ocorrem no momento são Escolinhas de Futebol para crianças e adolescentes.

Fontre da Imagem: 1 Time Por Dia 

Fonte: 1 Time Por Dia em 27/9/2009



 

 

Jürgen Klinsmann

Autor: Adriano Fernandes - 30/07/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários 1 comentários

Jürgen Klinsmann (Fonte: Soccer Lens)

Jürgen Klinsmann contrariou o que sempre se falou dos centroavantes alemães. Apesar de grandalhão, jamais se limitou a ficar parado dentro da área, à espera de um cruzamento para fuzilar o goleiro com uma cabeçada.

Seu gol contra os Estados Unidos na Copa de 1998, com direito a matada no peito e voleio, foi uma prova disso. Uma obra de arte. E olha que ele já tinha 33 anos.

Rápido, refinado e forte, Klinsmann foi um dos maiores artilheiros alemães. Essa característica se revelou quando ele tinha apenas oito anos. Num campeonato infantil disputado na pequena cidade onde seu pai tinha uma padaria, o garoto atingiu a impressionante marca de 106 gols.

Em 1984, aos 20 anos, Klinsmann foi contratado pelo Sttutgart. Três anos depois, estreou na seleção alemã, num empate de 1 a 1 contra o Brasil. Em 1989, na Inter de Milão, da Itália, viu sua carreira decolar de vez, jogando ao lado dos conterrâneos Matthäus e Brehme.

O atacante disputou três Copas do Mundo como jogador. Foi campeão mundial em 1990, na Itália. Em 1994, nos Estados Unidos, não repetiu o título, mas fez o seu trabalho: marcou cinco gols em cinco jogos e foi vice-artilheiro da competição. Em 1998, na França, mais uma vez teve atuação destacada, apesar da eliminação da Alemanha nas quartas-de-final. Pouco depois do Mundial, Klinsmann se aposentou, aos 34 anos.

Na Copa de 2006, na Alemanha, foi o técnico dos anfitriões do Mundial, conduzindo os donos da casa ao terceiro lugar na competição com uma equipe renovada.

Fontre da Imagem: Soccer Lens

Fonte: UOL Esportes



 

 

Vila Nova Futebol Clube

Autor: Adriano Fernandes - 29/07/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Vila Nova Futebol Clube

Vila Nova Futebol Clube 

Um clube vitorioso com o Vila Nova Futebol Clube só poderia ter uma história rica e fascinante. Portanto, temos o prazer de contar um pouco mais da nossa trajetória de lutas e, principalmente, de conquistas. Tudo começou quando, em 1938, quando o padre José Balestiere fundou a Associação Mariana, um clube amador com o objetivo de incentivar o congraçamento das comunidades católicas e propiciar entretenimento à população.

Entusiastas do então clube amador Associação Mariana aceitaram o desafio de fundar um time para representar o bairro conhecido como a vila mais famosa, a Vila Nova, entre eles os pioneiros Francisco Ferraz de Lima, Boaventura Moreira de Andrade, Luiz Rasmussen, Pedro Cavalvante, Garibalde Teixeira, José Balduino, além do próprio Pe. José Balestiere e muitos outros.

A fundação oficial do clube veio no ano de 1943, quando pelas mãos do coronel Francisco Ferraz Lima, com a água benta do Pe. Giuseppe Balestiere e a benção de Gercina Borges, mulher de Pedro Ludovico Teixeira, conhecida como a "mãe dos pobres", nasce o clube que, em breve, seria o mais popular do Centro-Oeste. Nesse mesmo ano, o Vila Nova foi inscrito na Federação Goiana de Desporto (FGD), inclusive participando de competições no mês de Julho.

Entre 1950 e 1955, o clube disputou torneios de várzea e, em 1958, sob o comando de Onésio Brasileiro Alvarenga e Teodorico José da Silva, alcançou a terceira colocação no Campeonato Estadual, resultado dos investimentos no departamento de futebol.

O primeiro título veio no ano de 1961 e, daí em diante, o tigrão não parou mais. No dia 13 de Março, o Vila Nova sagrou-se campeão do octogonal Goiânia/Anápolis. Já no dia 21 de Maio, conquistou a Taça Cidade Goiânia e comemorou o título de campeão goiano no dia 17 de Dezembro.

Durante mais de 60 anos de história, foram conquistados mais de 140 troféus de campeão, 58 taças de vice, além de 10 terceiros lugares em competições regionais, estaduais e nacionais. Uma história gloriosa, uma torcida apaixonada e um futuro vitorioso são marcas do Vila Nova Futebol Clube.

Fonte da Imagem: Vila Nova FC

Fonte: Vila Nova FC



 

 

Julinho Botelho

Autor: Adriano Fernandes - 29/07/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Júlio Botelho - Julinho (Fonte: Palestrinos/Manchete Esportiva)

Mais de 100 mil pessoas se ergueram para vaiá-lo no Maracanã naquele 13 de maio de 1959, dia em que o técnico Vicente Feola, da seleção brasileira, ousou escalá-lo no lugar de Mané Garrincha. Então, em vez de se abater, o ponta-direita Julinho Botelho (1929-2003) encheu-se de brios, marcou um dos gols da vitória por 2 a 0 e transformou as vaias em aplausos.

Na época, Julinho já defendia o Palmeiras, clube em que também encerraria a carreira. Mas a sua história havia começado bem antes, no modesto Juventus de São Paulo, em 1950. Ficou apenas sete meses, até assinar contrato com a Portuguesa, em fevereiro de 1951.

Na Lusa, jogando ao lado de Djalma Santos, Brandãozinho e Pinga, Julinho formou uma das equipes mais poderosas da história do clube, campeã dos Torneios Rio-São Paulo de 1952 e 1955. Em 191 jogos pela Portuguesa, Julinho marcou dez gols.

Em 1955, Julinho foi vendido para a Fiorentina, da Itália, por 5.500 dólares. Em Firenze, o "signore" Botelho torna-se o principal jogador do primeiro título nacional da história do clube, conquistado em 1956. Em três temporadas, marcou 22 gols.

Julinho foi titular do Brasil no Mundial da Suíça, em 1954. Mas às vésperas da Copa do Mundo de 1958, na Suécia, dispensou a convocação, por não considerar justo ocupar o lugar de um atleta que atuava no Brasil. Em seu lugar, seguiram Garrincha, do Botafogo, e Joel, do Flamengo.

A saudade apertou, e Julinho voltou ao Brasil já em 1959, a tempo de ser supercampeão paulista daquele ano pelo Palmeiras, batendo o Santos de Pelé em uma melhor-de-três eletrizante.

Pelo Palmeiras, jogaria 266 vezes, marcaria 77 gols e repetiria a dose de conquistas estaduais em 1963 e 1966, ano em que encerrou a carreira no intervalo de uma partida contra o Náutico. Em seu lugar, entrou o peruano Gallardo. Na primeira bola que ele errou, todo o estádio gritava: "Volta, Julinho!"

Julinho Botelho faleceu aos 73 anos de idade no dia 11 de janeiro de 2003, vítima de problemas cardíacos.

Fonte da Imagem: Palestrinos/Manchete Esportiva

Fonte: UOL Esportes



 

 

Cincunegui: A Raça Uruguaia

Autor: Adriano Fernandes - 28/07/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários 2 comentários

Hector Carlos Cincunegui de Los Santos

Natural de Montevidéu, onde nasceu no dia 28 de julho de 1940, Hector Carlos Cincunegui de Los Santos, mais conhecido como Cincunegui,  iniciou a carreira no Danúbio (URU). Depois de uma ótima passagem pelo Nacional (URU), pelo qual conquistou o Mundial Interclubes, o atleta se transferiu, em 1968, para o Atlético-MG, onde jogou até 1973, atuando em 194 partidas com a camisa número quatro do Atlético e marcou 1 gol. 

Inicialmente, Cincunegui jogava na lateral direita. Porém, numa partida entre Nacional x Cruzeiro, foi improvisado na lateral esquerda, tendo um ótimo desempenho. Os dirigentes atleticanos adoraram e decidiram contratá-lo. Continuou atuando no Galo pelo lado esquerdo e se identificou desde o início com a torcida.

Logo na primeira partida contra o Cruzeiro, anulou o ponta Natal, que costumava se dar bem contra o Atlético.Foi campeão mineiro em 1970 e do Brasileiro, em 1971. Cincunegui ainda jogou a Copa do Mundo da Inglaterra pela Seleção do Uruguai.

Seu passe para o alvinegro custou 40 mil dólares, aproximadamente Cr$ 160 mil. Com frases de efeito, como "minha hincha (torcida) querida", depois, "minha massa querida", e, principalmente, com seu bom futebol e uma garra que poucos jogadores do Atlético souberam exibir, Cincunegui conquistou um espaço que o transformou num personagem quase lendário. 

Carismático, foi chamados pelos colegas de 'gringo' e disse em uma de suas muitas entrevistas, de não ter feito um inimigo em Belo Horizonte. Chegou a ter vários conflitos com o treinador Yustrich. Disputou a Copa do Mundo pela Seleção Uruguaia, na Inglaterra, em 1966. Campeão Sul-Americano pelo Uruguai em 1964, campeão mineiro de 1970 e campeão brasileiro de 1971. 

Fonte da Imagem: 100 anos Galo

Fonte: UOL Esportes / Galo Ddigital



 

 

Juan Alberto Schiaffino: Deus para uns, vilão para outros

Autor: Adriano Fernandes - 28/07/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Juan Alberto Schiaffino - IFFHS

No Uruguai, onde o futebol ressurgiu com a força de um gigante, o nome de Juan Schiaffino é sagrado. Não há esquina ou bar da nação charrua em que "Pepe" não seja reverenciado pelos torcedores. Basta atravessar a fronteira norte do país, porém, para que a simples referência ao talentoso jogador da década de 1950 desperte calafrios em todo e qualquer interlocutor. No Brasil, aquele que ganhou dos italianos o apelido de "Deus do Futebol" ainda hoje é lembrado como um dos fantasmas do eterno e inesquecível Maracanazo.

Filho de pai italiano e mãe paraguaia, Juan Alberto Schiaffino Villano virou vilão em terras tupiniquins ao marcar um dos gols mais dolorosos da história do futebol brasileiro, o primeiro da virada uruguaia sobre a seleção anfitriã na final da Copa do Mundo da FIFA 1950 diante de cerca de 200 mil pessoas no Maracanã.

"O estádio ficou em completo silêncio", recordou certa vez o goleiro da Celeste, Roque Máspoli. "Tenho certeza de que, naquele momento, todos os brasileiros sentiram medo de perder." A premonição seria confirmada minutos depois: após o gol de Pepe, Alcides Ghiggia fez 2 a 1, dando início à comemoração do inesperado título do Uruguai diante de uma multidão incrédula, cuja única reação foi secar as lágrimas dos olhos.

"Deus não quis que o Brasil nos derrotasse", disse Schiaffino ao recordar a partida. "Nos amistosos, a seleção deles marcava três ou quatro gols na nossa." A final acabaria entrando para a história como uma grande injustiça. O mito da garra charrua, encarnada por Obdulio Varela, havia ofuscado a indiscutível qualidade técnica daquela Celeste liderada pelo talentoso Pepe, eleito o melhor jogador da competição. "Eu corro, mas desde que você coloque a bola no meu pé como eu a coloco no seu", respondeu o artilheiro ao capitão, após este se queixar de uma suposta falta de comprometimento do companheiro.

Em nove jogos disputados ao longo de duas edições da Copa do Mundo da FIFA, 1950 e 1954, Pepe marcou cinco gols, mas nenhum deles teve tanta repercussão quanto aquele anotado contra Barbosa na capital carioca. Anos depois, o atacante ainda vestiu a camisa da seleção italiana, com a qual participou de duas partidas válidas pelas eliminatórias para a Suécia 1958.

Guiado pelo destino

Nascido em 28 de julho de 1925, Schiaffino chegou a trabalhar em uma padaria e em uma fábrica de alumínio antes de ganhar uma chance no Peñarol. "Eu não tinha profissão, trabalhava aqui e ali", explicava Pepe nas entrevistas. "Mas não deu certo, o destino era esse mesmo." O destino o transformou em ídolo no Peñarol, antes de levá-lo para o Milan em uma transferência recorde para a época.

Os gols e passes milimétricos que o consagraram em campo eram tão excepcionais quanto a sua humildade fora dele. "Tive a sorte de jogar em clubes grandes, onde as coisas são mais fáceis. Na minha época, o jogo era mais lento, não havia muita marcação. Hoje há tanta luta e preparação física que não se consegue desenvolver o futebol que as pessoas querem ver."

Cesare Maldini, companheiro no Milan, foi um pouco mais audacioso ao defini-lo como um jogador que "tinha um radar no lugar do cérebro". Talvez isso explique por que o clube rossonero conquistou o Campeonato Italiano três vezes com Pepe no time. Transformado em uma verdadeira lenda na Itália, o atacante ainda defendeu a Roma antes de pendurar as chuteiras e retornar ao Uruguai pelo resto da vida.

Na Europa, Schiaffino deixou o apelido de Deus e a polêmica sobre quem seria o melhor jogador do planeta: ele ou Alfredo Di Stéfano. Independentemente de comparações tão subjetivas, o gol marcado contra o Brasil no Maracanã e a certeza de muitos que o incluem entre os dez melhores da história são a prova de que Pepe deixou a sua marca no futebol mundial.

Fonte da Imagem: IFFHS

Fonte: FIFA.com



 

 

Silvio Pirilo Cesarino

Autor: Adriano Fernandes - 26/07/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Silvio

Pirilo chegou ao Fla com uma grande responsabilidade: substituir o grande Leônidas da Silva. E o fez com louvor. Com a incrível média de 201 gols por 228 jogos, o maior artilheiro do Campeonato Carioca, e quinto maior da história do Flamengo, ganhou o carinho da torcida rubro-negra aos poucos, a cada vitória. Só foi ultrapassado em número de gols por Dida, Zico e Romário.

O atacante é também o recordista de gols em uma mesma edição do Estadual de Futebol do Rio de Janeiro: foram 39 tentos no Campeonato de 1941. Pirilo ficou marcado também por ser o primeiro técnico a convocar para a seleção brasileira o jovem Édson Arantes do Nascimento, o Pelé.

O jogador ficou no Flamengo até 1947. Em 1948, foi para o Botafogo e lá, também teve que fazer a torcida esquecer de um grande ídolo: Heleno de Freitas. Mais uma vez, conseguiu, provando seu valor para a história do futebol nacional.

Silvio Pirillo foi técnico do Corinthians no final da década de 1950 e durante a década de 1970. Pegou o clube no pior período de sua história, durante o jejum de grandes títulos, e ficou marcado pelo vice-campeonato paulista em 1974, quando o Alvinegro perdeu a final para o Palmeiras. Título apenas o da inexpressiva Copa São Paulo-1975, torneio disputado por São Paulo, San Lorenzo (ARG) e Peñarol (URU).

Quando foi contratado pelo presidente Vicente Matheus, em 1959, Pirillo já contava com passagens por Botafogo, Fluminense e Internacional, além de uma temporada sob o comando da seleção brasileira (foi o primeiro a convocar Pelé). Carregava a fama de durão e contava com o respeito conquistado como jogador, especialmente como atacante do Flamengo, onde foi campeão estadual em 1942, 1943 e 1944.

Pirillo conduziu o Alvinegro no Paulista-1959, mas o time fez uma campanha irregular e terminou o estadual na quinta colocação - a pior obtida durante os anos 1950. Para piorar, o técnico foi responsável pela saída dos ídolos Idário, para o Nacional-SP, e Luizinho, para o Juventus. Com isso perdeu o apoio da torcida. Em 1960, ainda comandou o time em seis amistosos e depois foi substituído por Alfredo Ramos.

Em 1974, Pirillo retornou ao clube e para o Paulistão. A equipe liderou o primeiro turno de forma brilhante, com oito vitórias, três empates e duas derrotas, mas tirou o pé no returno e perdeu a chance de conquistar o estadual antecipadamente (ficou na sétima colocação). Como campeão do primeiro turno, o time tinha vaga garantida na decisão contra o Palmeiras, vencedor do segundo turno.

Essa foi a primeira final de Campeonato Paulista disputada pelo clube em 17 anos, o que não acontecia desde 1957. A expectativa da torcida era grande, mas o Corinthians empatou o primeiro jogo e foi derrotado pelo rival na segunda partida decisiva. A perda do título gerou uma nova crise no clube. Roberto Rivellino acabou levando a culpa e foi negociado por Matheus com o Fluminense.

Em 1975, o time fez boa campanha no primeiro turno do Paulistão, mas deixou escapar o título para o São Paulo nas últimas rodadas. A pressão piorou e Pirillo foi mandado embora no início do segundo turno. No total, o treinador dirigiu o Corinthians em 124 partidas, com saldo de 67 vitórias, 26 empates e 31 derrotas, além de 158 gols marcados e 209 sofridos. Aproveitamento de 65% dos pontos disputados.

Fonte da Imagem: CR Flamengo

Fonte: CR Flamengo/Acervo SCCP



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