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Blog Memória Futebol


Palmeiras investiga nova suspeita de sumiço de dinheiro

Autor: Adriano Fernandes - 29/08/2011 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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fonte: Blog do Perrone em 29/08/2011

Em meio à comemoração pela vitória sobre o Corinthians, a diretoria do Palmeiras investiga outro caso de dinheiro que deveria ter entrado na conta do clube, mas não aparece registrado na contabilidade. São R$ 5.515,30 que se somam aos R$ 290,5 mil procurados por meio de auditoria.

No dia 29 de outubro de 2009, o então conselheiro e advogado Pedro Jorge Renzo de Carvalho, que atua no departamento jurídico, sacou os cerca de R$ 5,5 mil na Caixa Econômica Federal. A quantia tinha sido depositada para  pagamento referente a um recurso movido pelo Palmeiras em ação trabalhista envolvendo o ex-jogador Galeano.

Como houve acordo com o ex-volante, hoje coordenador de futebol alviverde, o clube tinha o direito de resgatar o valor. Renzo fez o saque, mas a diretoria palmeirense afirma não ter registros da entrada do dinheiro no clube. O caso é semelhante ao dos 290,5 mil também resgatados por Renzo em 2010, com autorização do Palmeiras, e que eram referentes ao pagamento de tributos contestados com sucesso na Justiça.

O blog telefonou para Renzo, mas ele não respondeu ao recado deixado na caixa postal de seu celular. No episódio dos R$ 290 mil, o advogado afirmou que entregou o dinheiro ao Palmeiras e que não tinha culpa se a contabilidade não fizera o registro. Em sindicância interna, ele entregou um relatório reafirmando que o repasse foi feito. O caso segue sendo investigado.

O COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) do Palmeiras planeja marcar uma reunião extraordinária para discutir o novo caso. Como escrevi ao revelar a investigação sobre os R$ 290,5 mil, em junho, Renzo é conselheiro antigo e nunca deu motivos para o clube desconfiar de suas atitudes. Cabe ao departamento contábil palmeirense procurar o dinheiro.


 

 

Aos torcedores de Santa Catarina

Autor: Adriano Fernandes - 29/08/2011 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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Fonte: Xico Malta

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

PROCURADORIA DA REPÚBLICA NO MUNICÍPIO DE JOINVILLE/SC

RECOMENDAÇÃO

O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pelo Procurador daRepública infrafirmado, no exercício de suas atribuições constitucionais e legais,respaldado, em especial, no art. 6º, inciso XX, da Lei Complementar nº 75/93, e CONSIDERANDO

1. competir ao MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados na Carta Magna, promovendo as medidas necessárias à sua garantia, conforme prescrito pelo art. 129, II, da Constituição Federal, e arts. 5º, I, “h” e art. 6º, V, c/c art. 7º, da Lei Complementar nº 75/93;

2. que a Federação Catarinense de Futebol (FCF) lançou em seu endereço eletrônico uma Nota Oficial, na qual veta (censura prévia) qualquer manifestação nos estádios catarinenses contra a Confederação Brasileira de Futebol –CBF – ou seu Presidente, Ricardo Teixeira.

3. que a FCF ameaça impedir a entrada ou retirar dos estádios catarinense torcedores que manifestem contra a CBF ou seu Presidente.

4. que tal Nota fere de morte o direito de livre expressão de pensamento e manifestação, garantido em diversos Tratados e Convenções internacionais das quais o Brasil é signatário, além da Constituição Federal.

5. que incumbe ao MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL promover as medidas necessárias para a proteção do interesse público, sendo os principais instrumentos de atuação a expedição de RECOMENDAÇÕES, a instauração de INQUÉRITOS CIVIS e o ajuizamento de AÇÕES CIVIS PÚBLICAS;

Dessa forma, O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL RESOLVE:

RECOMENDAR,

à Federação Catarinense de Futebol e ao Estado de Santa Catarina, representado pelo Sr. Sadi Lima, que

a) revogue a determinação de inviabilizar o exercício do direito a crítica e manifestação de pensamento.

b) afaste a determinação de impedir a entrada nos Estádios, ou retirar dos Estádios, torcedores que estejam exercendo seu direito a crítica e manifestação de pensamento.

Ao Estado de Santa Catarina que não impeça a entrada, ou retire dos estádios, torcedores que estejam exercendo seu direito constitucional de crítica e manifestação de pensamento.

Por derradeiro, ADVERTE que o não atendimento da presente RECOMENDAÇÃO ensejará a adoção das medidas legais cabíveis.

Salienta ainda que as providências adotadas em virtude desta recomendação deverão ser imediatamente informadas a esta Procuradoria da República, ou, no máximo, em 48 horas.

Joinville/SC, 26 de agosto de 2011.

Mário Sérgio Ghannagé Barbosa

Procurador da República



 

 

Ex-lateral Vitor recorda briga com Tonhão e diz ter ido ao Real Madrid em fase errada

Autor: Adriano Fernandes - 29/08/2011 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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Vitor pode bater no peito e dizer: “eu sou o cara”. Seus feitos no futebol são de dar inveja a vários craques, mesmo não tendo sido um. O ex-lateral teve passagem pelo Real Madrid e por vários clubes grandes nacionais, é o brasileiro com mais títulos de Libertadores (tetracampeão) e deixou o então badalado Cafu no banco de reservas, no São Paulo.

Momento de Vitor no futebol:

Com Marcelinho Vitor foi Campeão estadual de 1995 e da Copa do Brasil pelo Corinthians. Vice do Mundial de Clubes pelo Cruzeiro ao ser derrotado Borussia no Mundial Interclubes de 1997 e quatro títulos de Libertadores (Cruzeiro, Vasco e duas com o SP). Vitor atuou no Juventus no fim de carreira, em 2005.

No currículo também consta um embate com o zagueiro “peso pesado” Tonhão, no dia em que Vitor tentou pegar Edmundo na porrada. O episódio ocorreu no clássico São Paulo x Palmeiras, 30 de outubro de 1994, 2 a 2, no Morumbi. Edmundo deu um soco em André Luís, desencadeando uma pancadaria na lateral. Revoltado, Vitor saiu em direção do Animal, mas foi contido por Tonhão, que revidou o soco com um chute.

Dezessete anos depois, Vitor conta que a história da briga acaba em risadas quando encontra Edmundo e Tonhão, companheiros de showbol.

“Eu ia pegar o Edmundo para dar uma voadora. O Tonhão apareceu. Foi uma grande confusão. Graças a Deus não foi nada de mais. Tenho grande amizade pelo Edmundo e Tonhão. Aquilo foi coisa de momento”, diz Vitor.

Em contato com o UOL Esporte, Vitor mantém o discurso sereno dos tempos de jogador. Ele relembra a frustrada passagem pelo Real Madrid, comenta a fama de “papa títulos” e exalta o técnico Telê Santana, com quem trabalhou no São Paulo.

Vitor atualmente dá aulas de futebol para crianças e adolescentes em sua chácara em Mogi Guaçu, promovendo intercâmbios com garotos de times japoneses.

Esquecido no Real. Contratado como “plano B” do clube espanhol (que tinha como intenção acertar com Cafu, em 1993), Vitor reconhece que sua passagem pelo Santiago Bernabéu foi fraca.

O Real queria Cafu, mas não conseguiu. Para não ficar sem lateral-direito, o time de Madri trouxe Vitor. O ex-jogador acredita que chegou ao clube espanhol no momento errado.

“Eu estava muito bem no São Paulo e fui para o Real por volta de junho de 1993. Cheguei lá no início da temporada deles. Me colocaram para fazer só treino físico. Mas eu já estava voando. Me prejudicou. Eu entendo que foi o momento errado de ir para o Real. O Cerezo tinha até me aconselhado: ‘Fica até o fim do ano no São Paulo e vai para o Real só depois’. Mas não me arrependo. Foi muito positivo para mim”, comentou.

O periódico AS fez uma eleição das 10 piores contratações do Real da história. Vitor ficou em quinto. O lateral frances Faubert, que passou pelo Real em 2009, foi o escolhido o pior do clube de todos os tempos.

Tratamento físico no Real foi péssimo, diz Vitor. Periódico As elegeu lateral entre os piores da história

“Fiz poucos jogos, sofri lesão e praticamente não teve ninguém para me tratar. Me recordo de fazer sozinho exercício de recuperação na academia sem nenhum médico do clube por perto”, complementou.

"Papa-Libertadores". De volta ao país após rápido período na Espanha, Vitor retomou a fama de “pé-quente”. Foi campeão paulista e da Copa do Brasil com o Corinthians, ganhando títulos da Libertadores com o Cruzeiro e Vasco, entre outras conquistas.

“Não tem um segredo para ganhar tantos títulos. Eu trabalhei muito, nunca deixei de treinar e sempre acreditei em mim. Fui premiado por tudo que fiz”.

Vitor trata Telê como um pai. “Eu me recordo quando o Telê deixou o Cafu no banco e me deixou no time titular. A torcida me pressionando, e o Telê não me tirou. Eu estava num grande momento no São Paulo. E eu não estava de titular à toa. Era o Telê quem era o técnico”.

fonte: UOL Esportes em 22/08/2011



 

 

O discurso de Romário sobre as desapropriações para a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Brasil

Autor: José Renato - 28/08/2011   Comentários Nenhum comentário

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O deputado Romário (PSB-RJ) acaba de fazer o seguinte discurso na Câmara, em Brasilia:

Senhor Presidente,

Nobres colegas,

Quem me conhece, quem acompanha minha atuação como parlamentar, sabe que eu, como milhões de brasileiros, estou na torcida para que o país realize da melhor maneira possível a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

É por isso, inclusive, que tenho demonstrado preocupação e cobrado publicamente explicações das autoridades para os atrasos nos preparativos para esses eventos.

Por outro lado, assim como vários colegas da Comissão de Turismo e Desporto, tenho procurado chamar a atenção para a necessidade de que esse processo seja conduzido com absoluta transparência, com espírito cívico, e também para que não deixemos em momento algum de ter em mente o legado desses eventos esportivos, isto é, o que vai ficar para a nossa população depois que o circo for embora.

Por isso, Senhor Presidente, é que venho acompanhando com apreensão as notícias sobre o modo como têm sido realizadas, em alguns casos, as desapropriações para a realização das obras. Há denúncias e queixas sobre falta de transparência, falta de diálogo e de negociação com as comunidades afetadas, no Rio de Janeiro e em diversas capitais.

Há denúncias também de truculência por parte dos agentes públicos.

Isso é inadmissível, Senhor Presidente, e penso que esta Casa precisa apurar essas informações, debater esse tema.

Não podemos nos omitir.

Diante desse quadro, nosso país foi objeto de um estudo das Nações Unidas, e a relatora especial daquela Organização chegou a sugerir que as desapropriações sejam interrompidas até que as autoridades garantam a devida transparência dessas negociações e ações de despejo.

Um dos problemas apontados se refere ao baixo valor das indenizações.

Ora, nós sabemos que o mercado imobiliário está aquecido em todo o Brasil, em especial nas áreas que sediarão essas competições.

Assim, o pagamento de indenizações insuficientes pode resultar em pessoas desabrigadas ou na formação de novas favelas.

Com certeza, não é esse o legado que queremos.

Não queremos que esses eventos signifiquem precarização das condições de vida da nossa população, mas sim o contrário!

Também não podemos admitir, sob qualquer pretexto, que nossos cidadãos sejam surpreendidos por retro-escavadeiras que aparecem de repente para desalojá-los, destruir suas casas, como acontece na Palestina ocupada.

E, como frisou a senhora Raquel Rolnik, relatora da ONU, “Remoções têm que ser chave a chave”. Ou seja, morador só sai quando receber a chave da casa nova.

É assim que tem que ser.

Tenho confiança de que a presidente Dilma deseja que os prazos dos preparativos para a Copa e as Olimpíadas sejam cumpridos, mas não permitirá que isso seja feito atropelando a Lei e os direitos das pessoas, comprometendo o futuro das nossas cidades. Espero que ela cuide desse tema com carinho.

É hora, Senhor Presidente, nobres colegas, de mostrarmos ao mundo que o Brasil realiza eventos extraordinários, sem faltar ao respeito com a sua população.

Era o que tinha a dizer. Muito obrigado.

por Juca Kfouri em 22/08/2011



 

 

Ídolo em década derrotada do Inter, Fabiano brinca com apelido de "Cachaça"

Autor: Adriano Fernandes - 28/08/2011 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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Enquanto o Grêmio conquistava Libertadores, Brasileirão e duas Copas do Brasil, o Inter se contentava com o Gauchão, a Copa do Brasil de 92, e a tentativa de reestruturação do clube. Assim foi a década de 90 no Rio Grande do Sul. O time vermelho viria, posteriormente, a ter suas maiores conquistas, mas amargou tempos difíceis anteriormente. Neste contexto sem resultados, surgiu um folclórico atacante que se tornou ídolo pela irreverência, habilidade e, principalmente, pelos gols no rival.

Fabiano Souza perdeu sobrenome e ganhou apelidos diferentes vindos de colorados e gremistas. Os vermelhos o chamavam de "Uh Fabiano", grito vindo das arquibancadas quando ele aparecia no campo, já para os azuis era "Fabiano Cachaça", pela presença constante em noitadas.

A reportagem do UOL Esporte encontrou o ex-jogador, que inicia carreira como auxiliar técnico no São José-RS, e em um bate-papo bem-humorado o ex-camisa 7 distribuiu sorriso.  Fabiano não se importa, e chega a brincar com o apelido recebido dos rivais. "Quem não é não se importa", disse.

O semblante, realmente, não aponta a suposta vida desregrada. Aos 36 anos, a aparência de Fabiano remete a quem ainda poderia estar atuando. "Queriam que eu tivesse como? Velho, careca, barrigudo, largado, sem dente, sujo? Não, na vida tem que se cuidar. E eu me cuidei", disse.

UOL: Como foi o seu início de carreira?

Fabiano: Eu trabalhava em uma fábrica de rações no interior de São Paulo. Como comecei a trabalhar cedo, só jogava aos sábados e domingos. Eram os dias que eu podia. Brincava no amador e acabei chamando a atenção de alguns amigos. Um senhor, que era aposentado da política, o Moura que começou a acompanhar os amadores. Logo em seguida, ele me fez uma proposta para atuar no Sertãozinho. No começo não dava, pois tinha que largar o trabalho e as coisas no futebol, naquela época, eram muito difíceis. Fiquei desempregado [risos], ele fez a proposta e eu aceitei. Pedi algumas coisas básicas. Um lugar para dormir, alimentação, uma ajuda de custo e eles aceitaram. Logo em seguida comecei a treinar com o profissional e as coisas deram certo.

UOL: Como o Inter te encontrou no interior de São Paulo?

Fabiano: Do Sertãozinho, atuei no XV de Jaú, depois fui para o Juventus, de São Paulo. Fiz dois campeonatos bons, chamei a atenção do Internacional e eles foram me buscar. Foi estranho, pois tinha uma visão do interior. Trabalhava ali, não sabia o que ia acontecer da minha vida e daqui um pouco fui para o Rio Grande do Sul. Só ouvia falar de frio, frio, frio. Cheguei a Porto Alegre e o time estava precisando ganhar e buscar títulos. O momento do clube era ruim, mas para mim foi bom, pois saí de um time do interior de São Paulo e fui para o Internacional, que é um grande clube do Brasil. Então, pra mim, foi muito bom.Só precisava mostrar o meu futebol e convencer o treinador e a diretoria que eu tinha qualidade. As coisas aconteceram naturalmente. Aos poucos fui treinando, tendo bom desempenho até que chegou o meu momento e eu aproveitei.

UOL: Você passou pelo São Paulo, foi campeão brasileiro pelo Santos, mas o Internacional foi o clube mais importante da tua carreira?

Fabiano: Foi porque eu cheguei em 1996 até me desvincular totalmente do Inter em 2003. Foram uns anos que consegui aproveitar bem. Ganhei muitas coisas no Inter. Respeito, títulos, que para mim foram importantes, não tive nenhum Brasileiro, mas todos foram importantes. Além dos Gre-Nais, onde deixei a minha marca, e também, com certeza, no lado financeiro, pois consegui ajudar a minha família e me ajudou muito também.

UOL: Como foi a passagem pelo São Paulo?

Fabiano: Eu tive uma passagem pelo São Paulo em 2001 e fui campeão do torneio Rio-São Paulo. Eu fui pouco aproveitado, pois tinham jogadores como o Kaká, França e o Luis Fabiano surgindo. Tinham muitos jogadores jovens que estavam subindo da base. Foi difícil, mas joguei algumas partidas, fui bem, mas na minha cabeça sabia que seria difícil, pois esses jogadores estavam numa fase maravilhosa. Então, sabia que a minha passagem seria curta. Teria que disputar com quatro jogadores. Foi bom, aprendi muito. Até hoje agradeço a experiência que adquirir no clube. Voltei para o Internacional mais forte, mais vivo, mais convicto do que eu queria. Quando o Inter fez a proposta, voltei na hora. Foi bom porque vi que em outros clubes também havia a dificuldade de jogar, entrar e se adaptar.

UOL: Foi campeão brasileiro com o Santos, também teve dificuldades?

Fabiano: A passagem pelo Santos foi boa. Tinha trabalhado com o Leão no Inter e ele me conhecia. Tinha uma referência e ele também tinha. Fui titular no começo. O time estava bem entrosado. A equipe mesclava jogadores experientes e jovens. Mas logo em seguida surgiu o Robinho. Sempre falo, ele estava bem. Era o momento dele, com certeza, e eu não estava rendendo mais aquilo que fez o clube me contratar. Naturalmente, o Robinho assumiu a vaga. Graças a Deus, ele surgiu naquele momento e fomos campeões. Só tenho que agradecer o Robinho pelo título [risos].

UOL: Você ficou muito marcado pela vida extracampo?

Fabiano: Não muito porque hoje tem muitas pessoas que falam para mim: perto de você, hoje, tem uns piores. Não vou dar nomes, mas saem nas ruas, se envolvem em confusões, eu nunca fiz isso. A única coisa que aconteceu comigo foi um acidente de carro. Isso é normal, acontece com todo mundo. Nunca fui de brigar, de quebrar boates, ofender ou batendo em mulheres. Eu não acho que fiquei marcado. Na época tinha um lado explosivo e tudo que a imprensa fala, eu rebatia. Então, as coisas que eu falava, machucava algumas as pessoas. E essas pessoas tinham esse poder que é a mídia. Eu também tinha que aguentar. Hoje, com 36 anos, as pessoas falam para mim: poxa, você é um cara normal. A gente achava que você era fora do normal. Hoje tem jogador que quer brigar conosco, quer brigar na boate. Então, eu sinceramente nunca me achei um cara polêmico. Lógico, que eu saia. Gostava de curtir a minha noite. A minha bebidinha. Paquerar as mulheres, mas eu chegava e treinava. Nunca ninguém falou que eu chegava caindo e não treinei. Tanto que eu trabalhei com vários treinadores que hoje são meus amigos. Falam bem de mim, me cumprimentam e isso que é importante.

UOL: A personalidade forte pode ter te atrapalhado fora de campo?

Fabiano: Muitas vezes bati de frente com algumas pessoas. Na época, muitas vezes fui solidário com outros jogadores. Porque passei um pouco de dificuldades. Quando tinham problemas com outros jogadores, eu defendia, mesmo não sendo minha função. Eu achava que aquilo não podia acontecer. Por exemplo, atrasava o salário e a gente cobrava. Poxa, o cara precisava. Nestes momentos batia em algumas coisas, não por mal, mas acabei atingindo pessoas que não eram para ser atingidos. Muitos falavam que eu era rebelde, não era. Eu falava coisas que hoje estão acontecendo normalmente. Tem que pagar em dia. Tem que ser um clube legal para ter o retorno. Então, às vezes, a gente comete uns pequenos erros.

UOL: O apelido Fabiano "Cachaça" te incomodava?

Fabiano: Não! Não me incomodava. Quando você não é, não incomoda. [risos] Muitas pessoas me perguntam se eu não ficava chateado. Se eu não sou porque vou brigar. Se outra pessoa fica feliz de me chamar de Fabiano Cachaça, quem sou eu para atrapalhar a felicidade dos outros. Então, isso não me incomoda. Sei quem eu sou, meus amigos sabem e acho que ficou esse negócio de Fabiano Cachaça... Porque ia sempre ao mesmo lugar. Todo mundo sabia onde eu ia. Nunca escondi que saia. Ia ao Dado Bier, que era um lugar onde todo mundo ia. Era um ambiente maravilhoso, pessoas legais, não tinha como não ir. Vinte um anos, garotão, sangue a mil no corpo, então, ficou aquela coisa de eu ser boêmio. Mas esse apelido surgiu do lado dos gremistas. O colorado mesmo me trata de 'Uh Fabiano' [maneira como ele era saudado pelos torcedores do Inter nos estádios], isso eu tenho certeza porque escuto isso sempre nas ruas. Agora, tem uns que vem já com um tom meio... Não dou muita bola e eles ficam surpresos e tranquilos. Acabamos fazendo a amizade e tudo fica bem [risos].

UOL: Então você acha que esse apelido foi gerado por um folclore dos torcedores?

Fabiano: Eu acho, com certeza. As pessoas me olham na rua e falam para mim que eu ainda estou jovem. Queriam que eu tivesse como? Velho, careca, barrigudo, largado, sem dente, sujo? Não, na vida tem que se cuidar. E eu me cuide. Só parei de jogar por um problema de cartilagem. Com o tempo, ela detona. Não tem como continuar. Parei com 36 anos devido ao problema na cartilagem. Senão, eu ia continuar até os 38 anos, com certeza. Hoje vejo outros colegas que atuavam comigo na mesma época que estão acabados. Cada tem a sua vida e faz o que quer. Eu sei o que eu sou. Tenho o meu jeito e estou vivendo muito bem. Graças a Deus.

UOL: O Gre-Nal dos 5 a 2 em 1997 foi a partida que mais te marcou?

Fabiano: Até hoje eu sou reconhecido por aquele jogo. A gente vivia um momento difícil [o último título de expressão do clube foi uma Copa do Brasil de 1992 depois de 13 anos da conquista do Brasileiro invicto de 1979. No mesmo período, o Grêmio foi campeão duas vezes da Libertadores, uma vez do Mundial - Copa Intercontinental, duas vezes do Brasileiro e três vezes da Copa do Brasil] e o torcedor não acreditava que nós conseguiríamos um resultado daqueles dentro do estádio Olímpico. Ainda mais em um campeonato tão difícil como o Brasileiro. Nós estávamos várias partidas sem perder. Aquele jogo abriu muitas portas para mim no Rio Grande do Sul e em outros Estados. Até hoje as crianças brincam comigo: 'Uh Fabiano! Uh Fabiano! Cinco a dois! Cinco a dois! Então, às vezes eu paro e penso que agora no dia 24 vai fazer 14 anos. É muito tempo, é uma vida, e ainda as pessoas lembram daquele jogo. Muitos chagam para mim e me dizem que ainda sou ídolo deles. Isso é muito gostoso ouvir isso depois de um longo tempo... E ainda ninguém quebrou essa marca [risos]. Daqui a 80 anos, muitas pessoas ainda vão lembrar. É muito bom. Até hoje em qualquer lugar que eu vou, as pessoas me agradecem. Não tem preço isso.

UOL: Como foram as tuas experiências no exterior?

Fabiano: A minha primeira experiência foi na Arábia Saudita. Nunca tinha saído do Brasil. Foi incrível. Cheguei lá, outra língua, outra comida, outro jeito de vida, que jamais imaginei. Logo na chegada, no aeroporto, já cometi mil erros [risos]. Foi a maior comédia. Cheguei lá, fui passar no detector de metais e o aparelho começou a tocar. Me mandaram tirar a roupa e eu não queria tirar a roupa, mas tirei relógio e o cinto. Não uso brinco, anéis e piercing. Foi a maior confusão. Não sabia falar inglês. Tentava falar umas palavras apontando para o joelho [onde tem um pino, colocado depois de uma lesão] e dizia 'doctor'. Depois de um tempo, comecei a falar 'pino', 'pino' e nada. [risos]. Chamaram o diretor do clube, mostrei as cicatrizes e eles conseguiram me liberar. Logo de cara pensei, isso ai já me matou. Fiz os exames no clube e o médico disse que eu estava cheio de doenças, mas deu tudo certo. Acabei ficando um ano e meio lá.

UOL: Teve uma história do "banho de mar de sunga"?

Fabiano: Um dia estava em casa, maior calor, desci de bermuda e camisa cavada. O que já estava errado, pois lá não pode usar esse tipo de roupa. Eu não sabia. Fui bem feliz caminhando até a praia, pelo meio dos coqueiros, quando escutei um barulho da polícia chegando. Olho e vejo os policiais falando aquela língua diferente e eu não entendendo nada. Eu de sunga, branca e amarela, chamando a maior atenção. Peguei o passaporte mostrei para eles e pedi para chamar o diretor do clube novamente. Acabei indo para o clube mostrar os documentos, sem entender o que estava acontecendo. Eu não sabia, queria apenas tomar um banho de mar. No Brasil, a gente faz isso [risos]. Vi uma placa com um desenho e nem dei bola. Vi um mar maravilhoso e quis entrar [risos]. Me levaram, me deram um corretivo, mas foi muito legal. Depois disso, é só risada"

UOL: Como foi a decisão de parar de jogar [último clube foi o União Frederiquense, que disputou a segunda divisão do estadual em 2011]?

Fabiano: Foi difícil. Eu jogava 30 minutos porque é uma correria a segunda divisão. [risos]. Como tenho esse problema de cartilagem, sentia muitas dores. Daí o treinador físico e o técnico me pediram para parar de uma vez, mas eu propus classificar a equipe para a próxima fase [a terceira fase da segunda divisão estadual]. Queria sair por cima. Acabamos nos classificando, com um passe meu. Encerrei e todo mundo veio me perguntar por que eu tinha tomado essa decisão. Tinha muitas dores. Não foi uma despedida do futebol triste. Para mim, não foi. Quando deixa de fazer alguma coisa que você gosta, independente de onde for, é uma alegria. Agradeço muito a comunidade de Frederico Westphalen [cidade do interior]. Quando cheguei na cidade para jogar, as pessoas se emocionavam. Me abraçavam e quase choravam. Foi um momento bom. Sempre vou ter lembranças boas daquele momento.

UOL: Como está sendo a experiência de ser auxiliar técnico?

Fabiano: Eu ainda tenho que parar um pouco de brincar. Eu entro no vestiário e fico brincando, mas depois tento me corrigir. Tenho que ter uma postura mais firme com eles, mas estou me equilibrando. Ao mesmo tempo que brinco, chamo a atenção quando é necessário. O [Rodrigo] Bandeira, que é o técnico do São José-RS, me dá essa liberdade. Eu não fico dando lição de moral toda hora, senão os jogadores ficam pensando: 'lá vem ele de novo'. Vou falando numa boa, mas na hora que tem que puxar, eu puxo. Fora de campo, você tem que ter uma visão totalmente diferente. Estou aprendendo. Vou ser bem sincero. Estou aprendendo com o Bandeira, como aprendi com outros treinadores. Não é só porque eu joguei que tenho que saber. Pretendo fazer estágio aqui e em outros lugares também. Esta sendo maravilhoso.

fonte UOL  em 21/08/2011



 

 

Aniversariantes do dia 28 de agosto

28/08/2011 Categoria:   Comentários Nenhum comentário

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Velo Clube - Junto com seu maior rival, o Rio Claro FC, forma um dos clássicos mais antigos do país. Fundado no mesmo ano que o Corinthians, o Velo Clube nasceu como um clube para ciclista, apenas em 1920, com  a reestruturação, foi introduzido a prática do futebol. Seu maior momento foi no final da década de 70, quando após ficar com o vice campeonato da série A2 do paulista ascendeu a elite do futebol estadual.

Oratório São Luis de Araras -  O futebol amador ararense é um grande celeiro de craques, de lá sairam jogadores como Roberto Carlos, hoje no futebol russo. O Esporte Clube Oratório foi fundado em 1978 e apesar de não ter disputado nenhum campeonato de nível profissional conquistou vários títulos amadores na região. Suas cores são azul, amarelo e branco.

Montes Claros FC - Ver um clube mineiro se inspirar num paulista ou carioca, não é difícil, incomum mesmo é quando a inspiração vem do sul do país. Fundado em 1990, o Montes Claros FC foi um time de futebol profissional da cidade homonima que surgiu inspirado no Grêmio-RS e suas cores e escudo são semelhantes aos do clube gaúcho.

Santo André de Curitiba - A quem pense que o Santo André existe só na grande São Paulo. Criado a pouco mais de 8 anos, o Santo André atua apenas no futebol amador e suas cores são azul e branco.

Esportivo de Bento Gonçalves - Está comemorando 91 anos de existência. Tradicional no interior gaúcho, o clube da cidade homonima revelou diversos jogadores ao futebol nacional, entre eles Renato Gaúcho e Gasperin. 



 

 

Adidas lança terceira camisa do Palmeiras, que remete aos anos 90

Autor: Adriano Fernandes - 28/08/2011 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários 3 comentários

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Adidas lança terceira camisa do Palmeiras, que remete aos anos 90

Homenageando uma das épocas de maiores conquistas do clube, a adidas apresentou oficialmente na última segunda-feira (22) a terceira camisa do Palmeiras, que apresenta um tom mais claro do verde tradicional e as famosas listras brancas que eternizaram os anos 90 – foram 11 títulos no período, entre conquistas nacionais e internacionais. 

A estreia do novo uniforme ocorreu na quinta-feira (25) em jogo contra o Vasco da Gama, vencido pelo Palmeiras pelo placar de 3x1, partida válida pela 2ª fase da Copa Sul-Americana. 

“A adidas está muito orgulhosa em homenagear uma época de tantas glórias e conquistas. É realmente uma honra fazer parte desta história”, destaca Rodrigo Messias, diretor de marketing da adidas do Brasil. 

"Essa camisa nos traz boas lembranças e, com certeza, vai ser um sucesso entre os torcedores. Ela nos lembra de uma fase em que o Palmeiras foi soberano e conquistou o bicampeonato Paulista e Brasileiro (93-94)", ressalta Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras. 

fonte: Agência Palmeiras



 

 

Enquanto isso na Copa do Brasil de Futebol Feminino

Autor: José Renato - 27/08/2011   Comentários Nenhum comentário

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No meio da próxima semana, os campeões amazonenses e paraenses de futebol feminino se enfrentarão em Iranduba pela Copa do Brasil de 2011. Na foto vemos a equipe do Iranduba, escalado com, em : Aldenir (Diretor de Futebol), Olavo Dantas (Treinador), Said (Preparador Físico), Elma, Fran, Regis, Paulistinha, Elen, Rosa, Samanta, Angleane, Vilce, Emerson (Vice Presidente), Manga (Preparador de goleiras). Agachadas: Erica, Deise, Charlene, Arnubia, Michele, Vanda, Craque, Greice, Simone (Fisioterapeuta).



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