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Blog Memória Futebol


O Brasil é o País de que Esporte: Futebol ou Vôlei?

Autor: Rafael Porcari - 17/08/2012 Categoria: Rafael Porcari   Comentários Nenhum comentário

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Já cansamos de falar do fiasco do futebol masculino brasileiro nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Mas do futebol feminino, não podemos cobrar tanto, pois não há investimentos.

E o que dizer do vôlei?

O histórico olímpico e, principalmente, os resultados da atual Olimpíada, mostram quem o futebol perde de goleada em medalhas e elogios para o Voleibol!

Com equipes sazonais, sem serem ligadas aos clubes de futebol, com pouca grana e alguma torcida nos campeonatos locais, a Pátria está de Joelheiras!

Qual é o segredo? Garra + Disposição dos Atletas? Nível Técnico inferior dos Adversários (claro que não)? Organização dos dirigentes? Enfim… Por quê o Voleibol Brasileiro é sucesso absoluto nos torneios em que disputa?

(ops: me refiro fiasco ao futebol masculino pois, pelos adversários e pelos nomes que estavam lá, a obrigação era a de vencer- dos demais esportes, não dava para cobrar).

Fonte da Imagem: Blog do Professor Rafael Porcari 

Fonte: Blog do Professor Rafael Porcari 12/08/2012


 

 

A opinião de Billardo sobre Neymar era certeira ou não?

Autor: Rafael Porcari - 16/08/2012 Categoria: Rafael Porcari   Comentários Nenhum comentário

Neymar

Carlos Billardo, ex-técnico da Seleção Argentina, declarou em 13/06/2011, em meio a euforia brasileira sobre o jogador Neymar: “Neymar é uma invenção dos brasileiros, não dá para comparar com Messi“.

Na época, houve revolta de muitos, já que o santista era novidade e alguns já o colocavam como craque comparável ao argentino Messi.

Passado esse tempo, portanto, há 14 meses, diga: você concorda ou discorda dessa afirmação?

Fonte da Imagem: Revista Veja

Fonte: Blog do Professor Rafael Porcari 14/08/2012



 

 

As infraestruturas construídas para os Jogos olímpicos serão recicladas

16/08/2012 Categoria:   Comentários Nenhum comentário

North Greenwich Arena

Os organizadores queriam transformar os jogos de Londres em um modelo de “reciclagem” das infraestruturas construídas para o evento e evitar com isso os chamados elefantes brancos, ou seja, infraestruturas caras e inúteis depois do final da olimpíada. O Lodon Legacy Development Corporation, encarregado da reciclagem dos diferentes sites do parque olímpico, irá dar uma segunda vida a cada estrutura construída.

O centro aquático, que acolhia 17 500 pessoas durante os jogos, será em parte desmantelado para abrigar 3 500 pessoas. Concedido a empresa Greenwich Leisure Limited após os jogos, o centro aquático acolhera, em 2016, a Copa europeia de natação.

O ginásio de handball ou “Copper Box” será explorado também pela Greenwich Leisure Limited e construído para acolher os treinos e competições de esportes indoor. Uma parte deste complexo esportivo deverá ficar a disposição da coletividade local.

“Um dos maiores sites temporários jamais vistos”, segundo o Comitê Olímpico local. O ginásio de basquete será transferido e reutilizado para o jogos do Commonwealth em 2014, em Glasgow.

O futuro do estádio olímpico, o qual custou cerca de 600 milhões de euros, ainda é desconhecido. A London Legacy Development Corporation anunciou no mês de julho que quatro futuros proprietários estão na fila: Dois clubes de futebol (West Ham e Lleyton Orient), uma universidade especializada na formação de economistas de futebol e uma escuderia de Formula 1. A resposta virá no outono europeu de 2012.

O Velódromo será explorado pelo parque regional de Lee Valley.

A pista de BMX será desmontada e reconfigurada para receber ciclistas de todos os níveis. Ela também será parte integrante do VeloPark do parque regional de Lee Valey.

O Parque regional de Lee Valley também terá a concessão do Lee Valley White Water Center, que irá receber o campeonato mundial de slalom de caiaque em 2015.

O centro de imprensa será utilizado pelo ICity, o qual deverá transformar o complexo em escritórios, um centro de conferencia e estabelecimentos comerciais.

A Vila Olímpica será transformada em 2 818 novos apartamentos, com 1 379 apartamentos com preços populares. Este novo bairro residencial será batizado de East Village, segundo o Comitê olímpico.

A central elétrica criada para os jogos será utilizada para alimentar os novos edifícios do bairro ao lado.

Várias instalações temporárias serão desmontadas, como o ginásio de polo aquático.

A arena equestre de Greenwich Park também será desmontada.

O horse Guards Parade, lugar onde foram realizadas as competições de vôlei de praia, também será desmontado.

A escultura do artista inglês Anish Kapoor, instalada na frente do estádio olímpico, será explorado pelo Balfour Beatty Workplace. A London Legacy Development espera transformar o edifício em uma atração turística.

Fonte da Imagem: London 2012

Fonte: Le Monde / Blog do Xico Malta 14/08/2012



 

 

Perpetuidade x Continuidade?

Autor: José Renato - 16/08/2012   Comentários Nenhum comentário

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Qual o melhor momento para inovar?

Quando se perde a mudança tende a ser uma necessidade, talvez uma satisfação a ser dada.

Quando se vence, acredita-se que nem seja tão critico assim.

A verdade, no entanto, diz respeito as oportunidades profissionais que tendem a ser restringidas por conta, justamente, da falta de renovação.

Aí vem a diferença entre a continuidade e a perpetuidade.

Gostaria de falar sobre um dos esportes mais vitoriosos de todos os tempos no Brasil, o Vôlei.

Não há como negar a excelência dos trabalhos desenvolvidos.

Nossos jogadores são excepcionais.

Nossas comissões técnicas desenvolveram trabalhos fantásticos.

José Roberto e Bernardinho são únicos.

Profissionais corretos, vitoriosos e que realmente trazem resultados.

José Roberto foi técnico da seleção masculina entre 1992 e 1996.

Já na equipe feminina, está presente desde 2003.

Ao todo, são 14 anos como técnico das seleções nacionais de vôlei.

Já Bernardinho é técnico das seleções nacionais de vôlei desde 1994.

Até 2000 da equipe feminina e desde 2001 da equipe masculina.

São 18 anos ao todo.

Não há como negar que ambos fizeram por merecer todo este destaque, são vitoriosos.

Mas será que a permanência por tanto tempo dos mesmos técnicos nos selecionados nacionais é benéfica para a estrutura do esporte como um todo?

Será que alguns profissionais, tão competentes quanto os dois citados, deixaram de ter chance de demonstrar suas competências devido a este fato?

Será que ao longo de tantos anos, não teria sido cabível considerar a possibilidade de outros técnicos terem assumido os comandos dos selecionados nacionais?

Não seria menor desmerecimento para estes dois excepcionais profissionais, no entanto, a renovação não teria ajudado ainda mais para o crescimento do mercado do vôlei nacional, com o surgimento de uma quantidade ainda maior de técnicos de alto nível?

A concorrência não é algo salutar e necessário para o próprio crescimento de todos?

Enfim, o quanto o que está instituído em nosso vôlei não é a perpetuidade, em vez da continuidade?

Afinal, há diferença entre elas?

A continuidade está relacionada ao desenvolvimento de um projeto não necessariamente com os mesmos profissionais.

Algo mais abrangente.

Planejado.

Já a perpetuidade é fortalecida, primeiro pela continuidade das pessoas, posteriormente pelo projeto a ser desenvolvido.

Algo menos sistêmico.

Mais limitado.

Ainda bem que, ao que parece, digo isso, pois não os conheço, José Roberto e Bernardinho são, além de profissionais excepcionais, pessoas de bom caráter e corretas.

Mas isso não pode servir de justificativa.

As federações de um modo geral costumam pregar o conceito da perpetuidade ao justificar a permanência por longos períodos de seus dirigentes.

Apenas um ponto de vista, mas talvez o fato de serem profissionais tão sérios e vitoriosos, faça com que haja certa resistência, por parte de quem comanda o esporte, a inovar e isso, certamente, é um grande risco.

Creio que os próprios técnicos entenderiam isso, uma vez que eles costumam sabem da importância de renovar seus elencos, de forma a manter suas equipes no nível mais alto.

O custo da perpetuidade é alta e causa malefícios incomensuráveis, principalmente, a longo prazo.

A perpetuidade gera dependência.

Toda dependência é ruim (ok, pode ser que exista alguma que não seja).

Mesmo porque nossos atuais técnicos não são eternos.

Nem nós.



 

 

Caça aos vilões, se é que os há

Autor: José Renato - 15/08/2012   Comentários Nenhum comentário

Copa 2014

Mano deve continuar ou não? O lateral Rafael será convocado novamente? E o goleiro Gabriel? Quem pipocou e permitiu a reação russa que nos tirou o ouro no vôlei masculino?

São algumas das perguntas mais recorrentes neste fim de semana com o encerramento da Olimpíada de Londres.

É próprio, e não apenas do brasileiro mas do ser humano, essa busca por culpados, a sede de condenação, de vingança.

Uma coisa é certa: as duas medalhas de prata foram perdidas, enquanto a medalha de prata do boxe foi conquistada.

O destino, esse brincalhão, costuma ser cruel.

No caso do vôlei, o Brasil teve duas chances para fechar o jogo. E não conseguiu.

Se fechasse, essa geração estaria sendo incensada, assim como Bernardinho, e cantada em prosa e verso como imbatível.

No caso do futebol, mesmo com a seleção não mostrando, em nenhuma ocasião, um futebol de encher os olhos, o papo poderia ser outro se o Rafael não falhasse logo aos 20 segundos de jogo e se o Oscar não errasse aquela cabeçada nos segundos finais.

Se tivéssemos conquistado o inédito ouro, seríamos, todos, obrigados a engolir o Mano Menezes até à Copa de 2014.

Agora, esse risco é pequeno.

Então foi o Mano o culpado por não termos conquistado o ouro olímpico?

Não, não foi.

Mas ele é fraco.

Trata-se de uma ótima pessoa, bom caráter etc. etc., mas, como técnico, é apenas bonzinho. Até hoje não conseguiu formar um time que, pelo menos, vencesse. Não vou falar de jogar o fino do futebol, encher os olhos... nada disso – apenas atuações convincentes.

Agora, o problema é o seguinte: quem para o lugar de mano?

O burocrata Tite?

Se a seleção jogar como o Corinthians, pode até ser vitoriosa e trazer um título que será comemorado por aqueles que sobreviverem aos enfartes que acontecerão aos borbotões. Haja coração, como diria Galvão Bueno e haja lexotan, exclamo eu.

Felipão? Vamos e venhamos: depois da Copa do Mundo de 2002, o Felipão não ganhou nada. Nem um título expressivo. E o Palmeiras está essa draga no Brasileirão.

Ah!, mas ele não tem jogadores, exclamarão os defensores de Luiz Felipe Scolari. Mas será que nós temos jogadores para formar uma ótima seleção ou precisaremos contar com a competência do técnico?

Quem, então? Muricy?

Talvez, por eliminação, o competente e carrancudo Muricy Ramalho seja o nome.

Enfim, José Mara Marin, presidente da CBF, precisa se decidir imediatamente. Não temos muito mais tempo.

Por Mário Marinho

Fonte da Imagem: FIFA.com

Fonte: Blog do Mário Marinho em 13/08/2012



 

 

Quem tem mais Potencial Esportivo: Brasil ou Coréia do Norte?

Autor: Rafael Porcari - 14/08/2012 Categoria: Rafael Porcari   Comentários 1 comentários

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Distorções do Ranking de Medalhas do COI: O Brasil ficou na 22ª posição no quadro de medalhas, enquanto que a Coréia do Norte em 20º lugar.

Ok, o critério privilegia Medalhas de Ouro. Mas, no quadro geral de medalhas, o Brasil ganhou 17 contra 6 dos norte-coreanos.

Pyongyang é a Meca emergente do esporte? Não creio nisso… Sabidamente, os coreanos-do-norte vivem uma ditadura em que falta até comida.

Sou a favor de que a classificação final seja pelo número total de medalhas conquistadas. Ou, na pior das hipóteses, de pontos por medalhas (ou seja: Ouro com peso 3, Prata peso 2 e Bronze peso 1, por exemplo).

O Casaquistão, especialista em levantamento de peso, ficou na nossa frente, com menos medalhas, devido aos seus atletas especialistas na modalidade, que levaram quase todas as premiações desse esporte. Ora, multiesportivamente, o desempenho deles foi pífio.

Aliás, outra classificação polêmica: se compararmos o número de atletas enviados e percentualmente as medalhas conquistadas, estaríamos em 68º. lugar!

Em suma: apesar do recorde de medalhas conquistadas na história dos Jogos Olímpicos, ainda é muito pouco…

Fonte da Imagem: Inesc.org

Fonte: Blog do Professor Rafael Porcari em 13/08/2012



 

 

Copa não reduz a pobreza dos países por onde passa

Autor: Adriano Fernandes - 13/08/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

menino africano - Agência Brasil

Preocupado com o rumo que os preparativos para Copa do Mundo no Brasil em 2014 têm tomado o jornalista e documentarista Rudi Boon – autor do documentário “A FIFA manda” sobre a Copa de 2010 na África do Sul, que o Copa Pública mostrou aqui- nos mandou uma série de estudos e documentos sobre os impactos dos megaeventos nos países onde ocorreram. O primeiro, “Megaeventos como resposta para a Redução da Pobreza: A Copa de 2010 da FIFA e suas implicações no desenvolvimento da África do Sul” que apresentamos hoje, foi realizado por pesquisadores do instituto sul-africano Human Sciences Reserch (Conselho de Pesquisa em Ciências Humanas), na época em que o país se preparava para receber a Copa de 2010. Baseando-se na documentação de outros pesquisadores a respeito do legado da Copa em alguns países, o artigo defende que é praticamente impossível que a pobreza seja reduzida com a chegada de um grande evento e que os benefícios propagandeados pelos governos como projetos de mobilidade urbana e aumento do número de empregos são pouco funcionais, efêmeros e concentrados em pequenas áreas, e que muitas vezes acabam gerando crises e prejuízos ainda maiores para os países anfitriões. O exemplo mais chocante usado no texto, citando um estudo recente feito por Robert Baade & Victor Mathesondois, pesquisadores americanos, talvez seja o da copa de 1994 nos Estados Unidos, que teria gerado um prejuízo entre $5,5 e $ 9,3 bilhões de dólares para as cidades sede, ao invés do lucro estimado em 4 bilhões.

Expectativa

O texto começa explicando que o anúncio da Copa na África do Sul gerou muita expectativa, já que seria o primeiro grande evento em todo o continente. Na época, o presidente Thabo Mbeki, anunciou que aquele não seria apenas um evento sul-africano, mas de toda a África. Além disso, o país passava por um momento de reconstrução e a Copa seria o “empurrãozinho” que faltava para o investimento no crescimento das cidades. Já nesta introdução, os autores alertam que em muitos países que receberam o megaevento, o que se viu como consequências da passagem da FIFA foram graves crises para as economias nacionais, geradas pelo grande volume de investimentos estatais – exatamente como está sendo feito no Brasil, como o ministro do TCU admite nesta entrevista. A preocupação dos pesquisadores, no caso da África do Sul, era com um crescimento muito rápido, porém desordenado e desigual. Havia na época expectativa de crescimento de 65% em cinco anos, porém apenas nas cidades com maior concentração de PIB e ainda assim de forma dispare, com muitos investimentos em áreas nobres e poucos investimentos nas áreas pobres. Isto também já pode ser visto no Brasil, como mostram os dossiês “Megaeventos e violações de Direitos Humanos no Brasil” e “Megaeventos e violações dos direitos humanos no Rio de Janeiro”

Megaeventos são frequentemente usados como instrumentos do poder hegemônico  ou como demonstrações de ‘ufanismo’ urbano pelas elites econômicas, casados com uma visão tacanha do crescimento das cidade

Desta forma, afirmam os pesquisadores, este crescimento é colocado como um “desafio”, pouco importando se o país ou as cidades sede têm de fato a possibilidade de investir tanto em um megaevento.

As promessas feitas para a África do Sul também eram muito parecidas com as feitas por aqui, segundo o documento: “Em primeiro lugar, o megaevento é colocado como um catalisador para melhorar a condição de vida das pessoas historicamente desfavorecidas. Sugere um novo sistema de transporte público e uma agenda significativa de desenvolvimento, com promessas de geração de emprego”.

O que se viu, segundo esta entrevista com Eddie Cottle, autor do livro “Copa do Mundo da África do Sul: um legado para quem?” foi bem diferente disso: “O número de postos de trabalho foi estimado em 695.000 para os períodos pré e durante a Copa do Mundo. E o que aconteceu na realidade? No segundo trimestre de 2010, as taxas de empregabilidade diminuíram em 4,7%, ou seja, perdemos 627.000 postos de trabalho. No setor da construção civil, onde se tinha a sensação de que os ‘bons tempos’ seriam sentidos por todos, o emprego diminuiu 7,1% (ou 54.000 postos de trabalho) neste período. Na verdade, o ano de 2010 testemunhou com menos 111.000 postos de emprego na construção”

Outras Copas

O texto coloca que um dos pontos mais críticos em sediar um megaevento é a dívida que se cria ao deslocar recursos públicos que iriam para necessidades básicas das cidades – como saneamento, transporte público, educação, etc. – para estádios e obras específicas de mobilidade. Como exemplo, usa a Copa de 1994 nos Estados Unidos: “Estudos mostram que ao invés do lucro de 4 bilhões esperados com o megaevento, as cidades sofreram perdas que variaram entre $ 5,5 e $ 9,3 bilhões”. E continua: “Em Barcelona, o que se viu depois das Olimpíadas de 1992, foi um aumento significativo do custo de vida [de 20%, segundo pesquisa da Universidade Autônoma de Barcelona]. A cidade também sofreu com o desemprego, porque foram criados muitos postos temporários, com baixos salários. Com o fim do evento, havia uma massa de desempregados. Nas Olimpíadas de Montreal (1976) além do desemprego, a cidade sofreu com o corte de investimentos em áreas essenciais. Com isso sofrem os pobres, que são os que menos aproveitam os megaeventos”. Em Atlanta, após as Olimpíadas de 1996, o que ficou, segundo o artigo, foi um projeto de mobilidade urbana que não ajudou os cidadãos.

Fornecer festivais quando as pessoas precisam de pão é um uso duvidoso de recursos públicos

Despejos

“Estima-se que as Olimpíadas de 1988 em Seul resultou no despejo de 700.000 pessoas. Para os Jogos Olímpicos de Pequim, 300.000 foram expulsos de suas casas” diz o artigo. Em 2010, a ONU também fez um levantamento a respeito destes despejos, como a relatora especial da ONU para a moradia adequada, Raquel Rolnik, escreveu em seu blog em 2010: “Em Seul, em 1988, a Olimpíada afetou 15% da população, que teve de buscar novos locais para morar – 48 mil edifícios foram destruídos. Em Barcelona, em 1992, 200 famílias foram expulsas para a construção de novas estradas. Em Pequim, a ONU admite que 1,5 milhão de pessoas foram removidas de suas casas. A expulsão chegou a ocorrer em plena madrugada. Moradores que se opunham foram presos”.

Dinheiro público, beneficio privado

No Japão, estádios e espaços construídos com dinheiro público para a Copa do Mundo de 1992 foram parar nas mãos da indústria do entretenimento, que hoje os usa para espetáculos e jogos privados com ingressos caros, segundo o documento. Caso semelhante aconteceu no Rio de Janeiro: criada para sediar jogos do Pan-americano de 2007, a Arena Olímpica, que depois foi renomeada de HSBC Arena, hoje é administrado pelo HSBC e sedia eventos e espetáculos de empresas privadas.

Migração e desemprego

Para os pesquisadores, com pouco ou nenhum recurso sendo destinado às cidades que não sediarão os jogos, muitos migram destes lugares, atrás da oferta de empregos temporários gerados pelos megaeventos. Quando o trabalho temporário acaba, estas pessoas tendem a não voltar para suas cidades de origem, engrossando a massa de desempregados nas cidades. Este processo é agravado pelo aumento do custo de vida e pelos baixíssimos salários, que muitas vezes não permitem que estas pessoas voltem as cidades de origem.

 

Por Andrea Dip

Fonte da Imagem: Agência Brasil

Fonte: Apublica.org em 18.07.12



 

 

Cruzeiro fecha parceria e irá jogar no Mineirão nos próximos 25 anos

Autor: Adriano Fernandes - 13/08/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Maquete Mineirão (crédito Vicente Seda)

O Cruzeiro confirmou a parceria com o consórcio que irá gerir o Mineirão após a reforma do estádio para a Copa das Confederações e o Mundial. O clube mineiro, segundo o acordo, jogará no local pelos próximos 25 anos.

O consórcio Minas Arena Gestão de Instalações Esportivas S.A., formado pelas construtoras Construcap, Egesa e Hap, é o responsável pela reforma. Depois, as empresas irão administrar o estádio durante 27 anos.

De acordo com Marcone Barbosa, diretor de marketing do Cruzeiro, o contrato deve ser assinado na próxima semana. "Falta apenas a formatação jurídica", disse.

Barbosa também afirmou que todos os jogos da equipe cruzeirense em 2013 serão disputados no Mineirão. O time não atua no local desde junho de 2010. O prazo de conclusão das obras do estádio é 21 de dezembro de 2012. 

Até lá, o Cruzeiro seguirá atuando no estádio Independência, reinaugurado no final de abril após 23 meses em obras. Durante o período, os times de Belo Horizonte mandaram seus jogos do Campeonato Brasileiro em Uberlândia, Sete Lagoas e Ipatinga.

O Atlético-MG firmou, em fevereiro deste ano, uma parceria para explorar o estádio Independência até 2038. A BWA, empresa que organiza a venda de ingressos em eventos esportivos no Brasil, venceu a licitação para explorar comercialmente o local e optou por firmar uma parceria para dividir despesas e receitas com o clube.

Pelo acordo, a empresa repartirá com o clube 90% dos ganhos obtidos com a venda de ingresso das partidas. Enquanto isso, o América-MG, dono do estádio, e o governo de Minas, responsável pela reforma do local que é alternativa ao Mineirão, também em obras para a Copa, terão direito a apenas 5% cada.

por Redação Portal 2014

Fonte da Imagem: Vicente Seda

Fonte: Portal 2014 em 08/08/2012



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