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Blog Memória Futebol


Álbuns de Figurinhas através dos tempos (Parte II)

Autor: Adriano Fernandes - 24/09/2011 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Álbum das Balas Futebol - Copa 1950

Dando continuidade a história das figurinhas de futebol iremos ver como foi a partir de 1938.

As figurinhas das Balas Futebol teve seu período de comercialização a partir de 1938 e encerrou-se em 1958. Foram 20 anos que marcaram para sempre duas gerações. Cada bala vinha com uma figurinha e em meados de 1954, passou a vir com duas figurinhas. Já no ano de 1958, último ano das Balas Futebol, A Americana começou também a vender as figurinhas em pacotinhos como nos dias de hoje (bancas, bares, etc.), e lançaria nos dois anos seguintes seus dois últimos álbuns de balas e também em pacotinhos: os álbuns Campeonato de 1959 e 1960.

Começa mais uma nova fase da Americana, desta vez a fase final; a partir de 1961 sai a Fábrica de Balas e entra a Editora Americana que lançaria alguns álbuns de futebol que distribuíam prêmios.

Até o final dos anos de 1960 e início dos anos 70, já com o sistema de figurinhas em pacotinhos que conhecemos até os dias de hoje, em todos os álbuns de futebol da Editora Americana era necessário achar a figurinha chave para ganhar determinado prêmio e o curioso é que também neste período aparece a Editora Astúrias com o mesmo endereço e os mesmos formatos de álbuns de futebol.

Já no inicio dos anos 70, a coisa ficou mais confusa ainda, outras editoras como a Dicorel por exemplo também surgiu com o mesmo endereço da Editora Americana e os mesmos formatos de álbuns de futebol.

A partir daí não se sabe o que realmente aconteceu com a Editora Americana. Uma coisa é certa tanto a Fábrica como a Editora Americana deixaram para sempre a saudade destes maravilhosos álbuns, marcando definitivamente na memória de muitos colecionadores que são apaixonados por Futebol.

Na época, foi lançada o álbum “Balas Futebol – Craques do Campeonato Mundial de Futebol 1950″. As figurinhas vinham embrulhadas nas embalagens das balas da indústria Americana, aumentando significativamente as vendas da fábrica. Apesar de ter sido publicado depois da Copa, a frustração pela perda do título no Maracanã não impediu que muitos o colecionassem. A página do Brasil era a primeira do álbum, seguida pela do Uruguai. Infelizmente, em posições invertidas em relação à colocação no campeonato. Além de imagens dos jogadores das 13 seleções participantes, apresentava também cenas de partidas. Os chamados “instantâneos”.

Não há registro de álbum de figurinhas editado no Brasil sobre a Copa de 54. Mas na Alemanha, o surpreendente título conquistado diante da favoritíssima Hungria não passou em branco. A campanha que terminou com o “Milagre de Berna” foi registrado em um livro ilustrado editado por uma fábrica de cigarros de Bremen. As figurinhas vinham nos maços e completavam uma obra que contava toda a história do Mundial disputado na Suíça.

É possível imaginar hoje figurinhas em embalagens de cigarros? Algo impensável no século XXI.

 

Por: Gilberto Maluf para o História do Futebol em 7/5/2010


 

 

Conheça o nome das posições de antigamente

Autor: Adriano Fernandes - 24/09/2011 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários 3 comentários

Leiam a legenda e descubra as posições

Clique na imagem e vejam na legenda as posições de antigamente e ponha antigamente nisso.

Essa foto é da seleção brasileira da Copa de 1938, na França, quando o Brasil com um time fantástico foi terceiro lugar e Leônidas da Silva, o Diamante Negro, foi artilheiro com 8 gols.

A primeira parte da legenda se refere aos fiascos da seleção nas duas copas anteriores, em 1930, no Uruguai, quando o Brasil foi eliminado de cara no primeiro jogo, pela Iugoslávia, por 2 a 0; e a de 1934, na Itália, quando o Brasil foi eliminado pela Itália.

O interessante, além da louvação do jornalista aos heróis da vitória sobre a Polônia, por 6 a 5, é que os nomes dos jogadores vem acompanhados das denominações das posições que ocupavam no time. Essas denominações das posições são todas em inglês e algumas são repetidas até hoje.

Por Michel Laurence no Blog Jogo Quase Perfeiro em 13/9/2011



 

 

Números e dados após a 25ª rodada

23/09/2011 Categoria:   Comentários Nenhum comentário

brasileirao-serie-a-4e7d38ed3e14a.jpg

(*) Falta uma partida do 1º turno - Grêmio x Santos-jogo da 11 º rodada, previsto para 5/10

(**)Falta uma partida do 2º turno - SantosxBotafogo-jogo da 21º rodada, previsto para 19/10

1) Após a 25ª rodada , o Campeonato Brasileiro acumula 248 partidas, totalizando 664 gols, logo uma média de 2,67 gols por partida. Se o campeonato mativer essa média de gols a competição terminará com aproximadamente 1014 gols.

2) Na 25ª rodada , foram marcados 19 gols, ou seja, em 10 jogos média de 1,92 gols por partida, nestes 10 jogos, quatro teminou empatado e nos seis  jogos que tiveram vencedores apenas o Santos e o Botafogo venceram fora de casa. 

3)  Nas últimas dez rodadas o time do Flamengo não venceu, o último triufo do Rubro Negro carioca ocorreu no dia 6 de Agosto, quando a equipe venceu o Coritiba por 1 a 0, nestas últimas dez partidas o time perdeu cinco e empatou cinco, ou seja, em 30 pontos disputados a equipe fez 5 ou ainda um aproveitamento de 16,6%.  

4) Coritiba é a equipe que mais marcadam gols no Brasileirão até agora, foram 42 gols em 25 partidas, ou seja, 1,68 gols por partida.

5) Dos 34 gols marcados pelo Santos até aqui na competição 18 foram de Borges, ou seja 52,9 % dos gols santista.

6) O lider do campeonato é o Vasco, o time tem um aproveitamento de 61,3% dos pontos, isso dá uma projeção de 70 pontos para se tornar campeão. 

7) O ex-lider do Campeonato Corinthians tem dois momentos distintos neste campeonato: Do começo do campeonato até o dia 20 de Julho foram 10 jogos, 9 vitórias e um empate, aproveitamento de 93,3% e do dia 24 de Julho até 18 de Setembro foram 15 jogos, 4 vitórias, 4 empates e 7 derrotas, logo o aproveitamento foi de 35,5%.

8) O Avaí o atual 19º colocado é a equipe que mais sofreu gols até aqui no Campeonato Brasileiro, foram 52 em 25 jogos, média de 2,08 por partida. 

9) Das 248 partidas do campeonato até aqui 179 terminaram com vencedor e 69 foram os empates, ou seja, 72,18% de jogos com 

vencedores e 27,82% de empates.  

10) Destes 69 empates - 15 foram 0 a 0, 38 foram 1 a 1, 15 foram 2 a 2 e tivemos dois 3 a 3. 

11) Destas 179 vitórias 

Diferença de golsFreqüência   

1gol94   

2 gols49   

3 gols22   

4 gols10   

5 gols 4   

Total179 

12) Das 179 partidas que terminaram com vencedores até aqui na competição, 117 foram dos donos da casa (65,36%)e 62 dos visitantes (34,64%).

13) Se o Campeonato terminasse hoje os 4 rebaixados seriam Avaí, Altético MG, América MG e Atlético PR. Se for mantido o rendimento desses 4 times com 39 pontos é possível escapar da Série B em 2012.

14)  Consideramos que cada partida tenha 90 minutos mais 5 de acréscimo, logo 95 minutos por partida, assim sendo, foram 23560 minutos de jogo, o Campeonato que tem 664 gols até aqui, logo temos um gol a cada 35 minutos e 28 segundos.



 

 

Álbuns de Figurinhas através dos tempos (Parte I)

Autor: Adriano Fernandes - 23/09/2011 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

balas-sportman1927-01.jpg


A História das Figurinhas de Balas aqui no Brasil, muito provavelmente teve inicio nos anos 10 ou 20 do século passado (XX), com a Fábrica de Balas Grechi Comp. e outras fábricas de balas que eram suas concorrentes na época.

Não se têm noticias comprovadas de quantas coleções estas fábricas lançaram até o ano de 1920.

A Fábrica de Balas Grechi. Comp. por exemplo encerrou suas atividades no ano de 1920, sendo sucedida pela – Indústria de Balas e Chocolates A Americana no ano de 1921.Balas Sportman

A Americana lançaria sua primeira coleção de figurinhas de Futebol – As Balas SportMan (figurinhas avulsas, não tinha álbum), já no inicio do ano de 1921.

Esta coleção, muito provavelmente com 121 figurinhas, se tornaria praticamente o número de figurinhas padrão para as coleções posteriores das Balas SportMan, algumas coleções eram de 132 figurinhas.

Existe uma grande lacuna com relação a estas coleções das Balas SportMan; não se tem comprovação se todos os anos (1921 a 1935) foram lançadas estas figurinhas.

O que se sabe comprovadamente são as coleções do ano de 1921, 1927, 1929 e 1930.

Em 1921, uma revista da época – São Paulo Illustrado – já fazia a propaganda das Figurinhas Balas SportMan, e os demais anos (1927/1929 e 1930), já vi com colecionadores, como estas figurinhas são muito antigas e difícil de aparecer, quero crer que realmente foram lançadas para os anos que não mencionei.

Já no ao de 1936/37 ou antes (não temos como comprovar) foi lançado a coleção de figurinhas das Balas Futebol sem o álbum ,coleção esta muito provavelmente com 121 ou 132 figurinhas.

Balas Futebol a partir de 1938 começa uma nova fase de coleções na Fábrica de Balas A Americana, foi o lançamento das figurinhas das Balas Futebol com o álbum.

A novidade para a época era o álbum para colar as figurinhas dos jogadores, e também os prêmios (álbuns completos trocados por brindes e os sorteios – cupons), até então as coleções (Balas SportMan e Balas Futebol) eram avulsas e não se sabe se davam prêmios. Fico imaginado a molecada da época, feliz da vida colando as figurinhas e sabendo que não mais corriam o risco de perder uma figurinha da coleção.

 

Por: Gilberto Maluf para o História do Futebol em 7/5/2010



 

 

Garrincha foi Gualicho

Autor: Adriano Fernandes - 23/09/2011 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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1967, Mané Garrincha já não era o mesmo.

Sem clube, sem oportunidade, desacreditado.

Mas, um pedido comovente dos jogadores vascaínos, liderados por Brito, nosso capitão, convenceu os dirigentes e o técnico do clube, a dar uma nova oportunidade ao genial ponta direita.

Terça-feira.

Mané chegou com seu andar torto.

Trajando camisa aberta no peito, bermuda e chinelo de dedo.

Nos vestiários, vestiu seu agasalho de plástico escuro.

A chuva lá fora nos tirou o gramado, e o treino foi transferido para o ginásio.

O espaço menor aproximou o grupo.

As ordens de Gentil Cardoso eram passadas ao pé do ouvido.

O cone com o desenho da cruz e malta não teve o costumeiro uso.

O megafone ficou, largado, oscilando junto ao corpo do técnico.

Lado a lado corríamos.

Manquitolando, Mané Garrincha faz par com Brito.

As bochechas enormes, as pálpebras caídas, os ombros pesados, denunciavam o seu pesadelo.

O plástico de seu esquente, derretia o excesso da noite mal dormida, na sua rotina noturna - madrugada de doses de traçado, ao som da voz rouca de sua amada Elza, nas boates de Copacabana.

O inicio dos trabalhos no clube eram cegos para a necessidade de descanso do craque.

Muito cedo, para fazê-lo entrar em forma.

E naquela manhã não seria diferente. O espaço menor não diminuía o tempo de esforço.

Mais voltas para compensar os limites do ginásio, e quebrar o pouco da resistência que sobrava ao Anjo Torto.

Naquela manhã, corríamos em silêncio.

Um pouco pelo tempo fechado e escuro, que nos manteve contidos.

As brincadeiras sem graça foram substituídas pelo sopro de cada um para o atleta cansado.

Sopro de respeito, de reconhecimento e de vida, injetado com vigor, para reerguer o mito Gualicho*.

Após as insuportáveis e intermináveis voltas, a ordem de parar, nos jogou ao chão.

Em circulo.

Para a seção de ginástica, e suas longas sequências de exercícios localizados.

Mané puxou com dificuldade uma perna para abraça-la. Depois a outra.

Estava ao lado do pássaro ferido, e não pude disfarçar a lágrima que desceu pela minha face.

Mané já não esperava a volta do adversário para dribla-lo de novo.

A vida já o driblara.

Só que ele ainda não sabia.

*Gualicho- Apelido do Garrincha antes da fama. Gualicho, cavalo argentino ganhador de Grandes Prêmios no Brasil, nos anos 50.

Por Valdir Appel no Blog do Roberto em 21/9/2011 



 

 

O Hóquei Sobre Patins e Sua Evolução Através dos Tempos

Autor: Adriano Fernandes - 22/09/2011 Categoria: , Roberto Vieira   Comentários 3 comentários

Brasil - Bronze no Mundial de Hóquei in Line  em 2009

O Hóquei no Brasil teve seu início em 1950, com o Hóquei tradicional, sendo jogado com patins de rodas paralelas, bastão (stick) e bola com tamanho similar a uma bola de tênis (composta à base de resina, alcatrão e borracha, pesando cerca de 90g). O auge da modalidade foi durante a década de 80, quando obteve maior difusão, principalmente na cidade de Sertãozinho, interior de São Paulo. Em nível internacional, o Hóquei brasileiro chegou a estar entre os cinco maiores do mundo. 

Na primeira metade dos anos 90, o Hóquei tradicional foi perdendo sua força, principalmente na cidade de São Paulo, devido a chegada dos patins in line ao Brasil. Em pouco tempo, a nova modalidade ganhou muitos adeptos entre as crianças, jovens e adultos. Era muito comum ver parques e pistas de patinação lotadas, virando uma febre nacional que se expandiu pelo País. 

Assim, surgiu o Hockey in line (Hóquei em linha) que, como o patins in line, era praticado em países de clima frio durante o verão, já que o gelo se derretia nos grandes lagos e pistas a céu aberto. O uso do patins in line foi difundido nos anos 80 na Europa, atingindo logo em seguida os EUA e Canadá.

Já o Hóquei no Gelo – Ice Hockey é muito difundido nos países da América do Norte, Leste e Norte Europeu, com grande destaque para a Nacional Hockey League – NHL e para os Jogos Olímpicos de Inverno.

Não deixem de conferir nesta sexta, 23/09, a Palestra "O Hóquei Sobre Patins e Sua Evolução Através dos Tempos" com o  - Prof. Esp. Marcelo Unti, das 16h às 17h. Para assistir acesse www.phortetv.com.br 




 

 

Os recordistas do Futebol Amazonense

Autor: Adriano Fernandes - 22/09/2011 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Quinha, maior artilheiro do futebol amazonense

O maior artilheiro do futebol amazonense, recorde mantido há mais de cinco décadas, continua sendo Quinha (Manoel Freire de Almeida), nascido em 24-09-1936, criado no bairro de Aparecida, e que jogou no Sul América, Independência e Olímpico.

E foi defendendo a camisa do Olímpico, o chamado “clube dos cinco aros”, num jogo na tarde de um sábado, no Parque Amazonense, dia 28 de dezembro de 1957, contra um de seu ex-clube, o Independência, que ele marcou nada menos que 9 gols na vitória de 14 x 1.

Antes desse feito, no dia 07 de setembro de 1957, Quinha havia marcado cinco gols na vitória de 7x 2 do Olímpico sobre o Educandos, que disputava a primeira divisão. Em todo o campeonato de 1957, ele marcou 38 gols.

O RECORDISTA DELMO

O atacante DELMO Arcângelo Coelho Monteiro, nascido em Parintins (28-03-1973), é o maior artilheiro de jogos de profissionais,

Marcou 24 gols no campeonato de 2004, superando a marca que vinha sendo mantida pelo mineiro Lívio que atuava pelo Rio Negro que marcou 22 gols no campeonato de 1976, cujo título coube ao Nacional.

GOL MAIS RÁPIDO

No futebol de Manaus, após a implantação do profissionalismo (1964), o gol mais rápido foi marcado no jogo do returno do campeonato oficial, do dia 22 de junho de 1989, entre Rio

Negro, 2 x 2 São Raimundo.

O jogador CARLOS ALBERTO SILVA, contratado nessa temporada pelo time do Rio Negro ao futebol do interior paulista, marcou aos 10 SEGUNDOS de jogo, no Vivaldo Lima, chutando de fora da área.

Dada a saída, a bola foi atrasada a CARLOS ALBERTO SILVA que arremessou para a meta contrária, pegando desprevenido o arqueiro Paulo Sérgio. Ele era o capitão do time e depois da escolha de campo estava no meio do caminho em direção a sua posição quando foi surpreendido. O autor do gol fazia sua estréia no time rionegrino nesse dia.

O JOGO OFICIAL DE MAIOR PÚBLICO

O jogo foi à noite.no Estádio Vivaldo Lima O tempo normal terminou 0×0. Na prorrogação, o técnico do Nacional, Laerte Doria, tirou o amazonense Careca, filho do saudoso radialista Jaime Rebelo e colocou o gaúcho Raul que marcou aos 10 minutos do 1º. Tempo da prorrogação.

26-09-1979 – Nacional 1 x 0 Rio Negro (na prorrogação, Valeu o tetra-campeonato do Nacional. Árbitro:José Assis Aragão (SP).

Pagantes: 40,193. Renda Cr. 1.866,770,00.

Nacional – Beto (irmão do autor do gol nacionalino), Soló, Paulo Galvão, Ely e Carlinhos; Armando, Corrêa e Dão; Bendelak, Careca (Raul) e Nilson.

Rio Negro – Ricardo, Garrido, Ranzi, Paulo Roberto e Jorge Silva; Val, Artur (Piau) e Almeida (Zezinho Macapá); Orlando, Tuíca e Souza.

DETALHES

O Nacional jogava a prorrogação pelo empate. Acumulava maior número de vitórias que o adversário em todo o campeonato.

Com a vitória conquistou o tetra-campeonato.

Zezinho Macapá (RN) e Raul (Naça.), o autor do gol, foi expulso no 2º. tempo da prorrogação.

Por Carlos Zamith para o Site Baú Velho em 16/9/2011



 

 

O Fenômeno - Ronaldo

Autor: Adriano Fernandes - 22/09/2011 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

ronaldo-luiz-nazario-de-lima-04.jpg

O recorde de gols da história das Copas. Atingir esse feito foi um grande prêmio de consolação para Ronaldo numa Copa em que começou muito gordo e vaiado, acordou e fez três gols para superar a marca do alemão Gerd Müller (o brasileiro chegou a 15 gols, contra 14 do recordista anterior), mas novamente fracassou com a seleção numa partida diante da França de seu amigo Zidane. Se, em 1998, foi vice-campeão, desta vez Ronaldo e a seleção caíram nas quartas-de-final.

Dois fatos amenizaram as críticas a Ronaldo no Mundial da Alemanha: os dois gols marcados contra o Japão – estava um pouco mais magro que no início da preparação, mas ainda acima do peso – e o tento que deu a ele o recorde de gols em Copas anotado diante de Gana, pelas oitavas de final.

Para deixar no passado a fraca campanha de 2006, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, trocou o comando da seleção ao colocar Dunga na vaga de Carlos Alberto Parreira. E com o capitão do tetra como treinador, Ronaldo deixou de ser chamado à seleção – um veto do mandatário da CBF ao atacante foi cogitado pelo próprio atacante, embora o dirigente tenha negado. Polêmicas à parte, o Fenômeno ainda é defendido por muitos para ir à Copa da África do Sul, uma vez que já possui dois títulos mundiais (EUA-1994 e Coreia do Sul/Japão-2002).

O retrospecto de Ronaldo no futebol se confunde com a história recente das Copas. Em 1994, o menino Bento Ribeiro, então com 17 anos, foi levado por Parreira ao torneio nos Estados Unidos. Não teve chances de jogar, mas já estava se habituando ao ambiente de seleção.

Quatro anos mais tarde, Ronaldo chegou à Copa da França como principal estrela do futebol mundial, vindo de dois títulos consecutivos de melhor do mundo da Fifa. Todos os olhos estavam voltados para o então jogador da Inter de Milão.

A estrela do time de Zagallo fez um bom Mundial, mas o desfecho foi quase trágico. Horas antes da final contra os franceses, Ronaldo sofreu uma convulsão na concentração, em circunstâncias misteriosas até hoje. O atacante acabou não relacionado para a partida, mas chegou ao estádio em cima da hora e forçou sua escalação na vaga que era para ser de Edmundo. Na derrota para os donos da casa, Ronaldo não jogou bem. O sonho de brilhar em um Mundial, desta forma, ficava adiado para a Copa de 2002, na Coreia do Sul e Japão.

Mas nesse meio tempo, Ronaldo enfrentou o problema mais delicado de sua carreira, talvez de sua vida. O atacante sofreu duas lesões gravíssimas no joelho direito, ficando ausente dos gramados por praticamente dois anos. Porém, numa reviravolta quase cinematográfica, Ronaldo conseguiu se recuperar para jogar a Copa de 2002, conseguindo o melhor desempenho de sua carreira. Marcou oito gols, dois deles na decisão contra a Alemanha, e ajudou o Brasil a conquistar o pentacampeonato.

O sucesso de Ronaldo no futebol foi precoce. Depois de ver as portas se fecharem no São Paulo e no Botafogo-RJ, que não aceitaram pagar R$ 25 mil por 50% de seu passe, pertencente a Alexandre Martins e Reinaldo Pitta, em 1993, o franzino Ronaldo desembarcou no Cruzeiro. O responsável por sua chegada foi Jairzinho, o ‘Furacão’ da Copa de 70, que conseguiu convencer os dirigentes da equipe mineira a pagar US$ 25 mil pelo garoto.

O indiscutível talento precoce logo chamou a atenção do treinador Carlos Alberto Silva, que o colocou entre os reservas da equipe. Em uma excursão do Cruzeiro à Europa, o treinador decidiu colocar Ronaldo, então com 16 anos, em algumas partidas. De volta ao Brasil, foi escalado aos poucos até conquistar definitivamente uma posição no ataque. Em 1993, ao disputar a Supercopa dos Campeões, o atacante foi o artilheiro com oito gols.

Ronaldo conquistou então uma merecida vaga na seleção que disputaria a Copa dos Estados Unidos. Por causa da presença do zagueiro Ronaldão, o atacante passou a ser conhecido no Brasil como Ronaldinho. O Cruzeiro acabou decidindo vendê-lo ao PSV Eindhoven por US$ 6 milhões. Na Europa, o goleador foi submetido a um tratamento físico para ganhar massa muscular.

Em 71 partidas, marcou 66 gols, ajudando o time a conquistar a Copa da Holanda, em 1996, e tornando-se o ídolo maior da equipe. Em março do mesmo ano, operou o joelho direito para retirar fragmentos de cartilagem que haviam aderido ao tendão da patela.

Na Olimpíada de Atlanta, em 1996, foi destaque da seleção, com cinco gols. Mas, como o restante da equipe, ficou marcado pela perda da medalha de ouro após queda diante da Nigéria nas semifinais.

O seu talento, no entanto, ganhava admiradores por todo o mundo, e, ainda em 1996, Ronaldo foi vendido ao Barcelona, da Espanha, por US$ 20 milhões. Na equipe catalã, o artilheiro ganhou a idolatria dos torcedores, exibindo uma velocidade cada vez maior e impressionando as platéias com seus dribles e gols fantásticos.

A Fifa acabou elegendo Ronaldo o melhor jogador do mundo em 1996. No ano seguinte, o atacante deixou-se levar por uma oferta milionária da Inter de Milão. O negócio de US$ 32 milhões foi realizado, e o atacante, chamado então pela imprensa italiana de "Fenômeno", não demorou a quebrar recordes. Marcou 25 gols, tornando-se o estrangeiro com a melhor artilharia em uma primeira temporada na Itália.

Depois dos anos se recuperando das cirurgias no joelho e da conquista da Copa do Mundo, Ronaldo alegou falta de compatibilidade com o então técnico Héctor Cúper para deixar a Inter. Numa das mais polêmicas transferências da história moderna do futebol, o brasileiro foi parar no Real Madrid.

De volta ao futebol espanhol, Ronaldo manteve a média goleadora de toda sua carreira. Mas os títulos secaram. Depois de vencer o Mundial Interclubes e a Liga da Espanha nos seus primeiros meses no Santiago Bernabéu, o brasileiro não ganhou mais nada com o Real. No clube, frequentemente enfrentou cobranças, que variam sobre sua forma técnica ou seu estado físico.

A desconfiança dos torcedores e da imprensa do país acumulou, até que o técnico Fabio Capello resolveu afastá-lo do time após um início de trabalho irregular. Como não tinha mais clima para seguir no time espanhol, acertou a sua transferência para o Milan por US$ 9,7 milhões e assinou contrato de um ano e meio.

Porém, no Milan, Ronaldo teve poucas chances devido às constantes lesões que atrapalham a sua carreira. Em fevereiro de 2008, o atacante sofreu mais uma grave contusão, agora no joelho esquerdo, semelhante à que havia sofrido no direito.

Submetido a nova cirurgia, Ronaldo ficou afastado dos gramados durante todo o restante do ano, até reiniciar sua preparação física no Flamengo. Longe de sua melhor forma, o atacante repetiu inúmeras vezes que seu objetivo era atuar pelo clube carioca, mas, em dezembro de 2008, acertou com o Corinthians. Logo na primeira temporada, conquistou os títulos do Paulista e da Copa do Brasil.

Na sequência, o atacante não conseguiu manter o mesmo rendimento dentro de campo e voltou a sofrer com lesões mais leves. Em 2011, Ronaldo voltou do período de férias e não conseguiu pegar ritmo de jogo. Atuou apenas em quatro partidas até fevereiro, sendo a última delas a mais dolorosa - a derrota para o Deportes Tolima por 2 a 0 e a eliminação da Libertadores.

O fim do maior sonho corintiano gerou muitos protestos da torcida, em momentos até violentos, e Ronaldo virou um dos principais alvos da fúria da torcida, que contestava a sua forma física. O grande amigo Roberto Carlos deixou o clube alegando que estava sendo perseguido por torcedores e poucos dias depois foi a vez do Fenômeno anunciar a sua saída. No entanto, Ronaldo não deixou apenas o time alvinegro, anunciou o fim da sua vitoriosa carreira.

Durante o anúncio, o agora ex-jogador revelou que sofre de hipotireoidismo e culpou as constantes dores no corpo para antecipar o adeus, que deveria acontecer apenas no final do ano.

Fonte: UOL Esportes



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