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Blog Memória Futebol


Frank Rijkaard, a calma e o furacão

Autor: Adriano Fernandes - 30/09/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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Numa analogia com o mundo da música, poderíamos dizer que no futebol existem dois tipos de jogadores: os chamados "carregadores de piano", incansáveis no trabalho de marcação e recuperação da bola, e os "maestros" que ditam o ritmo dos seus times e garantem o espetáculo para o torcedor. Franklin Edmundo Rijkaard, porém, demonstrou durante toda a sua exemplar carreira nos gramados que um futebolista pode ser igualmente eficaz nas duas funções.

Defensor implacável e autor de muitos gols como meia de ligação, o jogador revelado pelo Ajax se tornou a grande referência do Milan de Arrigo Sacchi e da seleção holandesa que voltou à Copa do Mundo da FIFA nas edições de 1990 e 1994. Trabalhando agora como técnico, Rijkaard conserva a esperança inconfessa de retornar à festa máxima do futebol mundial, que não lhe sorriu em duas participações como atleta.  

Das ruas para o Ajax

Rijkaard nasceu no dia 30 de setembro de 1962 em Amsterdã, menos de um mês depois que um certo Ruud Gullit veio ao mundo no mesmo bairro de Jordan. Coincidência ou não, ambos viriam a alcançar muitas glórias jogando lado a lado com a camisa de clubes e da Laranja Mecânica. Outro ponto em comum é que os pais dos dois jogadores são originários do Suriname. O de Rijkaard chegou à Holanda na década de 1950. 

Os dois garotos se conheceram por acaso jogando bola nas ruas da capital e chegaram a atuar juntos no modesto DWS, time do bairro. Impondo respeito no setor defensivo pelo porte físico avantajado e pelo talento nas divididas, Rijkaard acabou chamando a atenção do então técnico do Ajax, Leo Beenhakker, que o levou para o clube. Ele estreou na equipe principal aos 17 anos em 1980, na vitória contra o Go Ahead Eagles por 4 a 2, partida em que marcou o seu primeiro gol no Campeonato Holandês.

Instalado no miolo de zaga por Beenhakker, Rijkaard conservou a posição sob o comando de Kurt Linder, Aad de Mos e na primeira temporada de Johan Cruyff à frente do time. Verdadeiro xerife da defesa, ele teve um papel preponderante na conquista de sete títulos entre 1980 e 1987, sagrando-se campeão nacional em três oportunidades e vencendo uma Recopa Europeia.

Trio mágico

No entanto, a chegada de Cruyff ao banco do Ajax acabaria provocando desavenças entre os dois ídolos de personalidade igualmente forte. Decidido a deixar o clube, Rijkaard se transferiu para o Sporting português e foi emprestado ao Zaragoza antes de ser contratado pelo Milan, onde reencontrou o amigo Gullit e o também holandês Marco van Basten. Sob a batuta de Sacchi, passou a jogar no meio-campo ao lado de Gullit, Carlo Ancelotti e Demetrio Albertini.

Para executar o projeto, porém, o técnico precisou batalhar firme com a diretoria a fim de impor a escolha de Rijkaard como terceiro atleta estrangeiro do clube. À época, o presidente Silvio Berlusconi estava mais interessado no argentino Claudio Borghi.

Mas o dirigente não se arrependeria por dar ouvidos ao treinador. A bagagem técnica, a inteligência tática, a força física e, principalmente, a surpreendente elegância de Rijkaard para um jogador de 1,90 m de altura logo sacudiram o Estádio San Siro, em cujos bastidores recebeu o apelido de "furacão". Ao futebol ofensivo e vistoso da escola holandesa, Rijkaard acrescentava o rigor defensivo e a objetividade italiana.

Além disso, ele costumava subir para apoiar o ataque — e não somente nas cobranças de falta, com as quais causava sérios problemas às defesas adversárias. Foi numa dessas subidas que ele marcou o gol do título milanista na Copa dos Campeões da Europa de 1990, contra o Benfica. E enquanto os Rossoneri à holandesa dominavam o Velho Continente, o trio batavo monopolizou a votação da Bola de Ouro em 1988 e quase repetiu o desempenho no ano seguinte, com o capitão Franco Baresi interpondo-se entre Van Basten e Rijkaard.

Um final feliz

Mas a decisão continental de 1993, perdida diante do Olympique de Marselha pelo placar mínimo, selaria o término daquela era gloriosa. Gullit deixou o Milan, Van Basten foi obrigado a pendurar as chuteiras em função de repetidas lesões e Rijkaard voltou ao Ajax como zagueiro, desta vez a serviço do técnico Louis van Gaal. Em 1995, para coroar a carreira, foi campeão europeu pela terceira vez dando o passe para o gol de Patrick Kluivert na final contra o Milan — difícil imaginar um final mais feliz para a sua carreira dentro das quatro linhas.

Com a seleção da Holanda, porém, apesar do grande elenco, Rijkaard faturou menos troféus. Ainda assim, foi titular da esquadra laranja na campanha do título europeu de 1988 — o único triunfo internacional da história do país, conquistado diante da União Soviética. À época, Rijkaard formava a dupla de zaga ao lado de Ronald Koeman. Por ironia do destino, a estreia dele com o uniforme holandês havia acontecido no dia 1º de setembro de 1981, entrando no lugar de Gullit no segundo tempo contra a Suíça em Roterdã.

Em 73 partidas pelo país entre 1981 e 1994, ele marcou dez gols, disputou a Copa do Mundo da FIFA duas vezes e uma segunda Eurocopa em 1992. Nas três ocasiões, a Holanda acabou sendo eliminada pelo futuro campeão do torneio. Rijkaard se despediu do selecionado após a derrota por 3 a 2 para o Brasil nas quartas de final dos EUA 1994.

A carreira como treinador só veio confirmar aquilo que Rijkaard foi dentro de campo: uma bem-sucedida mistura entre objetividade e elegância. "O Frank encontrou o equilíbrio entre a plasticidade e a eficiência", afirmou Cruyff, que lhe abriu as portas do Barcelona. "Assim como eu, ele sabe que a soma de talentos individuais não serve para nada se os jogadores alinhados em campo não pensam no coletivo. É um homem por quem tenho enorme estima." Depois de se sagrar bicampeão espanhol e de vencer a Liga dos Campeões, Rijkaard deixou o clube catalão ao final da temporada 2007/08 para dar lugar a Pep Guardiola — outro especialista em carregar piano e jogar por música.

Fonte da Imagem:

Fonte: FIFA.com


 

 

Bill Shankly*, o ídolo imortal

Autor: Adriano Fernandes - 29/09/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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Desde meados da década de 50, cada vez mais treinadores de futebol de outros países aparecem para o mundo, treinando os clubes da Inglaterra. Nomes como Alex Ferguson, David Moyes e Kenny Dalglish. , por algum motivo sempre se destacam, ganhando títulos e dando-se como heróis pelas torcidas dos clubes. No Liverpool, o maior treinador na história, e talvez, o maior técnico estrangeiro do campeonato inglês, é escocês. William Shankly é, sem dúvida, um ícone maior na história do clube. Memoriais, homenagens são constantes no estádio do Liverpool. Bill tirou o time da segunda divisão e o levou ao título da copa dos campeões.

Nasceu em Glenbuck, na escócia em 2 de setembro de 1913, e faleceu em 29 de setembro, em Liverpool, com 63 anos. Shankly é sempre lembrado pelos fãs por sua passagem vitoriosa no Liverpool, que durou 15 anos, de glória. E também, por suas frases únicas, sempre visando o lado bom de algo ruim. Alguns consideram Shankly um sábio no futebol por seus pensamentos e versos. Com o passar do tempo, foi amando cada vez mais a equipe vermelha e disse que tinha o desejo de morrer aos redores de Anfield Road, e, foi assim que aconteceu. Faleceu devido um ataque cardíaco, na noite após sua morte, o Liverpool derrotou o Oulun Palloseura por 7 a 0, ao fim da partida, uma bandeira foi estendida com os dizeres "shankly lives forever".

O mais interessante das declarações de Shankly é a temática: quase sempre tentando encontrar um ponto de vista positivo no que ocorria. A atitude permanecia intacta mesmo após derrotas contundentes, o que alimentava a aura folclórica em torno do técnico. Essa mentalidade o ajudou a se aproximar dos torcedores, que o consideram o maior treinador da história dos reds.

Como comandante Shankly valorizava a motivação do grupo e a construção de um ambiente de trabalho coeso. Com bom olho para identificar jogadores de talento, ele conseguiu tirar o Liverpool da segunda divisão para fazer do time um dos maiores e mais vitoriosos do mundo.

Veja algumas frases do treinador lendário.

“Algumas pessoas acreditam que futebol é questão de vida ou morte. Fico muito decepcionado com essa atitude. Eu posso assegurar que futebol é muito, muito mais importante.”

“Quando eu estava em Anfield, sempre dizíamos que tínhamos os dois melhores times de Merseyside: o Liverpool e os reservas do Liverpool.”

“Brian Clough é pior que a chuva de Manchester. A chuva, pelo menos, Deus pára ocasionalmente.”

“O problema com os árbitros é que eles conhecem as regras, mas não o jogo em si.”

“Se um jogador não está interferindo na jogada ou tentando ganhar alguma vantagem, ele deveria.”

“Eu sei que é uma ocasião triste, mas acho que Dixie ficaria feliz em saber que mesmo morto ele conseguiu trazer mais gente para o Goodison Park que o Everton em um sábado à tarde.” (no funeral de Dixie Dean, ex-jogador do rival Everton)

“Se você não sabe o que fazer com a bola, mande-a para as redes e depois conversamos sobre suas opções.” (ao atacante Ian Saint John)

“O melhor time empatou.” (depois de um empate em 1 x 1)

“Eu só queria ele para o time reserva, mesmo.” (depois de não conseguir contratar um jogador)

“Claro que eu não levei minha mulher para ver o Rochdale no nosso aniversário de casamento. Era o aniversário dela. Você acha que eu casaria durante a temporada? A propósito, era o Rochdale reserva.”

“Eu disse ao jogador: ‘você não quebrou a sua perna. Está tudo em sua mente’.”

* Bill Shankly faleceu neste dia no ano de 1981

Postado por Liverpool Best Fans no site Futemoney em 21/6/2010

Fonte da Imagem: guardian.co.uk



 

 

Silvio Piola um autêntico goleador

Autor: Adriano Fernandes - 29/09/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Silvio Piola

Por Pedro Spiacci 

Silvio Piola era um autêntico goleador. Em toda a sua carreira, marcou 274 gols em 537 partidas pela Serie A e, até hoje, é o maior artilheiro da principal competição italiana. Durante os 25 anos de carreira, Piola foi ídolo na Lazio, na Juventus e no Novara, porém seus gols não o levaram a comemorar títulos nacionais. A Copa do Mundo de 1938, bicampeonato da seleção italiana, foi o único título que conquistou.

A trajetória do artilheiro começou cedo pelo Pro Vercelli, situado próximo à Robbio, onde nasceu. Nos leoni, à época clube de Serie A, Piola estreou em 1930 e na temporada seguinte, com apenas 17 anos, o atacante foi destaque ao marcar 13 gols, sendo o artilheiro da sua equipe no campeonato. Na temporada 1933-34, outros 15 tentos ajudaram o Pro Vercelli a alcançar o sétimo posto na Serie A. Na partida contra a Fiorentina, em outubro, os piemonteses venceram por 7 a 2, com seis gols de Piola, que estabeleceu o recorde de número máximo de gols de um jogador em apenas um jogo - depois igualado por Omar Sivori, da Juventus.

Ao final da temporada, a Lazio contratou o bomber, mas a transferência foi recheada de polêmica. Pois o partido fascista, que à época dominva o país e tinha ligação com os aquilotti, recebeu acusasões  de ter influenciado essa mudança. O atacante ignorou tudo isso e logo apresentou seu cartão de visitas: marcou 21 gols no primeiro campeonato italiano vestindo biancoceleste e foi o vice-artilheiro da competição. 

No ano seguinte, Silvio Piola novamente apareceu entre o líderes da artilharia ao marcar 20 vezes. Os gols que apareciam em grande escala e fizeram com que ele fosse convocado para a Squadra Azzurra. Na estreia pela Nazionale, contra a Áustria, foi chamado às pressas para substituir o bolonhês Angelo Schiavio e marcou uma doppietta na vitória por 2 a 0. Depois, só deixou a seleção em 1952.

Na temporada 1936-37, marcou 21 gols e, pela primeira vez, foi artilheiro da Serie A. Com seus gols, a Lazio alcançou o vice-campeonato, que lhe garantiu a participação na Copa Mitropa, extinto torneio continental. Os biancocelesti foram bem na competição e acabaram no segundo lugar, perdendo para o Ferencváros, da Hungria. Na Serie A, a campanha não foi boa, mas Piola novamente mostrou sua força e marcou 15 vezes.

Os bons desempenhos lhe garantiram vaga na seleção italiana que foi à Copa da França de 1938, como dententora do título. Na equipe que tinha Giuseppe Meazza como protagonista, Piola fez o seu papel e marcou cinco vezes. Foi fundamental nas oitavas, contra a Noruega, quando marcou o gol decisivil na prorrogação, e nas quartas, quando fez dois para eliminar a anfitriã. Na final, contra a Hungria, os azzurri venceram por 4 a 2 e conquistaram o bicampeonato com dois gols seus. Piola concluiu o Mundial como artilheiro da Nazionale, ficando atrás apenas do brasileiro Leônidas na classificação geral.

O agora campeão mundial voltou para a Lazio, onde seguia sendo a principal esperança e, de certo modo, fazia a equipe dependente de si: quando ele marcava mais gols, a equipe ficava mais à frente na tabela, porém se o mesmo não acontecia, os laziali sofriam. Na sua última temporada na capital italiana, em 1942-43, Piola foi novamente o artilheiro da Serie A, com 21 gols, concluindo sua passagem pelos aquilotti com 143 gols marcados.

Com o avanço da guerra, o futebol praticamente parou e Piola se transferiu para Torino, onde jogou apenas o campeonato de guerra do norte italiano, antes de se juntar à Juventus. Após a saída da Lazio, as convocações para a Nazionale deixaram de ser rotina para o atacante, mas enquant jogava pela equipe bianconera, ele ainda fez mais duas partidas em azzurro e marcou em ambas. Até hoje, Piola tem a maior média de gols pela seleção: marcou 30 em 34 partidas disputadas, alcançando a média de 0,88 gols por partida, à frente de Luigi Riva (0,83) e Giuseppe Meazza (0,62).

Piola jogou duas temporadas pela Velha Senhora e chegou perto de conquistar a Serie A em 1945-46, quando a Juve estava à frente do Grande Torino até a última rodada, quando um empate contra o Napoli fez os rivais comemorarem o título mais suado daquele período. Já visando encerrar a carreira, o artilheiro voltou para a região em que nasceu e foi ajudar o Novara a retornar à Serie A, na única temporada em que não jogou na elite do futebol italiano.

Logo depois de ser protagonista no retorno dos azzurri para a primeira divisão, Piola contribuiu com 15 gols e foi fundamental para manutenção da equipe na divisão de elite do futebol nacional. No ano seguinte, os piemonteses brigaram novamente contra o rebaixamento e escaparam. A temporada 1950-51 viu um grande desempenho de Piola, que marcou 19 vezes e, dessa forma, uma possível volta à Serie B passou longe.

Na disputa de 1951-52, novamente o Novara apareceu bem e ficou na metade de cima da tabela, pois seu artilheiro teve outro ótimo desempenho, marcando 18 gols. Após mais dois anos vestindo a camisa do Novara, em que jogou e marcou menos, Piola optou por pendurar as chuteiras. O clube sentiu a sua ausência e, duas temporadas depois, acabou rebaixado para a Serie B e nunca mais retornou à elite.

O histórico artilheiro chegou a dirigir a seleção italiana logo depois de pendurar as chuteiras, na Copa de 1954, em um sistema de tríplice comando, em parceria com o ex-artilheiro Schiavio e com o húngaro Lájos Czeizler. Treinou também o Cagliari em duas oportunidades, mas não teve sucesso na empreitada como técnico.

Silvio Piola morreu em 1996 e, no ano seguinte, em 23 e outubro de 1997, o estádio Viale Kennedy, de Novara, recebeu o nome do ex-artilheiro. A nomeação teve presença de boa parte da família do campeão do mundo. Por sua grande estreia no Pro Vercelli, desde 2002, Silvio Piola dá nome ao prêmio para o melhor atacante sub-21 das séries A e B. Homenagens à altura do grande atacante que foi.

Silvio Piola

Nascimento: 29 de setembro de 1913, em Robbio, Itália

Falecimento: 4 de outubro de 1996, em Gattinara, Itália

Posição: Atacante

Clubes como jogador: Pro Vercelli (1929-34), Lazio (1934-43), Torino (1944), Juventus (1945-47) e Novara (1947-54)

Carreira como treinador: Seleção italiana (1953-54) e Cagliari (1954-56 e 1957)

Títulos: Copa do Mundo (1938)

Seleção italiana: 34 partidas e 30 gols

Fonte da Imagem: Quattro Tratti /ForzanovaraIT

Fonte: Quattro Tratti em 1/5/2011



 

 

O Boy da Mooca Edu Marangon

Autor: Adriano Fernandes - 28/09/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Edu Marangon (Fonte: Almeida Rocha/Folha Imagem)

Por José Ricardo Leite 

Após mais de dez anos de atuação como treinador entre times profissionais e categorias de base, o ex-jogador Edu Marangon, 50 anos, decidiu dar um tempo na profissão para uma reflexão de se vale a pena continuar.

O ex-meia de Palmeiras, Santos, Portuguesa e Flamengo, entre outros, conhecido como “Boy da Mooca" nos tempos de atleta, se disse decepcionado com algumas situações do futebol e agora se dedica a um negócio particular: conduzir uma empresa de marketing esportivo que tem em parceria com sua esposa.

“Eu já tinha a ideia de formar uma empresa. Minha mulher é formada em marketing e já trabalhava no meio. Há um bom tempo pensávamos e decidimos entrar nesse ramo. Como ela já era do ramo, ficou mais fácil. Eu tinha experiência na parte esportiva. Resolvemos dar uma alavancada nesse negócio e partir pra cima. E paralelo a isso, esse negócio de treinador me deixou meio decepcionado com algumas coisas que aconteciam e que estavam se sucedendo”, falou Marangon ao UOL Esporte.

Edu conta que entre os principais problemas estão a pressão por resultados, falta de boas condições para trabalhar e até mesmo o fato de não receber salários em alguns clubes. “Consegui dois títulos, da A-2 com Juventus e Taça São Paulo com Portuguesa. Mas mesmo assim, enfrentamos situação de baita dificuldade pra receber. Tem clubes que me devem bastante dinheiro. Não vou reaver mais. E esse negócio de colocar na Justiça é complicado, aí dificulta pra trabalhar em outro lugar”, falou.

“AÍ você vai batendo cabeça e coloca em xeque o que fez pelo futebol .Aí falei ´quer saber: vou dar um tempo´. Tinha dado um prazo até o final desse ano para a carreira de treinador. Ainda não estou com certeza de voltar a treinador. Posso voltar a fazer parte em outra função. Estou preparado para fazer outras coisas também, como ser gerente, por exemplo”, continuou.

Edu ainda usou uma frase forte para definir a função de treinador ao destacar os xingamentos que ouve a pressão que tem. “Você tem que ganhar na quarta e no domingo, e se não vira burro. A situação é assim: minha mãe é p... e eu sou burro e não recebo.”

Boy da Mooca

Edu foi conhecido nos tempos de atleta como Boy da Mooca em apelido dado pelo ex-radialista Osmar Santos depois que o jogador apareceu para uma entrevista com carro moderno, óculos escuro e camisa aberta, estilo que era parecido com um personagem de uma música da banda Joelho de Porco.

“Eu fui para um programa dele e cheguei de carrão, camisa aberta, óculos e ouvindo rock. Quando o Osmar me viu, ele falou :´só falta você ser da Mooca´. E quando eu falei que era, ele disse ´então você é o Boy da Mooca´. Falou no rádio e o apelido pegou”, contou.

“Muita gente me conhece como Boy da Mooca. Se fosse hoje, eu patentearia a marca. Mas antes não existia esse marketing todo. Se fosse hoje, com marqueting, eu ia patentear ganharia dinheiro pra caramba. Tudo que o Osmar falava virava onda”, contou.

Surra de vassoura do pai

Apesar de ter o apelido de “Boy”, Edu disse que nunca foi de balada e extravagâncias. Sempre foi um cara muito família. Lembra que só foi sair para um baile, pela primeira vez, aos 19 anos, quando ainda era um jogador júnior.

Pediu para o pai deixá-lo ir em um baile no Juventus, e, surpreendentemente, houve a liberação. Mas desde que chegasse meia noite. Mas ele chegou aproximadamente 3h da manhã. O que rendeu uma surra de vassoura do pai.

“Quando eu vi que estava atrasado, saí correndo do baile pra casa tão rápido que nem o Usain Bolt me pegava. Mas não adiantou. Quando cheguei lá, meu pai estava com uma vassoura para me bater. Ele me dava vassourada e procurava bater na minha perna esquerda [a sua boa]. Ele gritava ´é assim que você quer ser um jogador profissional´?”, falou.

“Foi a melhor surra que eu já levei. Depois me senti muito bem e dei razão a ele. Eu queria ser um jogador profissional e tinha que agir como tal. Aquilo me ajudou muito. Nunca fui de balada, nada. Depois daquilo, nunca mais”, continuou.

Edu, mesmo quando ainda jogava profissionalmente, conseguiu se formar em economia. Tudo pela exigência da família. “Foi meio nas coxas, né? Jogando como profissional e estudando. Mas era uma exigência dos meus pais de que eu tinha que jogar e estudar também.”

Fonte da Imagem: UOL/Almeida Rocha/Folha Imagem

Fonte: UOL Esportes em 27/9/2012



 

 

Botafogo Futebol Clube

Autor: Adriano Fernandes - 28/09/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Botafogo FC

Também conhecido como '''Belo''', apelido dado por sua torcida, o Botafogo é o maior vencedor de campeonatos estaduais, com 25 títulos, ao todo. Atualmente, disputa Primeira Divisão do Campeonato Paraibano de Futebol.

Beraldo de Oliveira, Manoel Feitosa, Livonete Pessoa, José de Melo, Edson de Moura Machado e Enock, foram os fundadores do '''Botafogo Futebol Clube'''. Depois de uma Assembleia de muitos palpites, a 28 de setembro de 1931, eles se decidiram por este nome e fizeram então, a primeira diretoria do clube.

A primeira diretoria do Botafogo ficou assim estabelecida: 

- Presidente: Olavo Rodrigues

- Vice-presidente: Manoel Feitosa

- Primeiro secretário: Livonete Pessoa

- Segundo secretário: José de Melo 

- Tesoureiro: Edson de Moura Machado

- Orador: Enock Lins

O local do acontecimento foi uma modesta casa, a de nº 45, da rua Borges da Fonseca, no bairro do Róger em João Pessoa. A senhora Sebastiana de Oliveira, mãe do então fundador e primeiro presidente do clube, Beraldo de Oliveira, teve grande importância na história do Botafogo. Ela chegou a utilizar suas poucas economias para ajudar os meninos na compra de material esportivo e com outras despesas.

Primeiro Título: Botafogo, campeão Liga Suburbana de 1932.

A caminhada do Botafogo começou no ano seguinte à fundação, em 1932, quando o clube ingressava na extinta Liga Suburbana. Seu primeiro jogo foi contra o São Bento, de Bayeux, que tornara-se o seu mais terrível adversário. O jogo entre ambos acabou registrando um empate em 2 x 2, na decisão do Campeonato Suburbano. Este resultado deu o primeiro título ao Botafogo. 

Primeiro Título Estadual

O Botafogo conquistou o seu primeiro título estadual em 1936, decidindo com o Sol Levante, num jogo disputado, no dia 13 de dezembro daquele ano. Vitória botafoguense por 3x2, resultado que lhe valeu a conquista do seu primeiro campeonato estadual. Lucas (2) e Pilota marcaram para o alvinegro. O campeão utilizou os seguintes atletas: Pagé, Euclides, Márcio Teixeira, Pedro Macaco e Lemos; Américo Filho, Tonico, Ronal, Hélio e Evan Holmes.

Crescimento do Clube

O título deu mais ânimo ao clube e meses depois dava entrada de um ofício pedindo filiação à extinta Liga Desportiva Paraibana. Depois da filiação, o Botafogo passou a pensar na formação de uma boa equipe e como primeiro reforço contratou o goleiro Pagé, que tornou-se uma lenda do futebol paraibano. 

Além de Pagé, o Botafogo trouxe, do Palmeiras Sport Club, Miguel, Nilo, Euclides, Juarez e Humberto Sorrentino. Também chegava para o Botafogo, Tonico - Antônio de Abreu e Lima, que mais tarde seria presidente do clube. Além de Tonico, o Botafogo trouxe, do Club de Regatas Vasco da Gama, os atletas Hélio Falcão, Ireno Abreu de Figueiredo e José Laurentino. Mesmo com o time já formado, com a contratação de jogadores do Palmeiras e Vasco da Gama, o Botafogo queria muito mais e conseguiu dois jogadores da região - Júlio Milanez e Misael Barbosa, do Vencedor, um dos rivais do clube botafoguense na época. Com este elenco, o Botafogo tornou-se uma agremiação respeitada,principalmente porque seus torcedores passaram a cobrar vitórias, isso em razão da qualidade de cada jogador. 

Cores

Nos anos 70, o industrial de São Paulo, José Flávio Pinheiro Lima mudou-se para João Pessoa e em pouco tempo assumiu a presidência do Botafogo. Após uma campanha da imprensa para que se mudasse as cores do clube, visando a uma diferenciação com o clube carioca, foi acrescentado o vermelho no escudo em homenagem às cores da bandeira da Paraíba.

Recorde de Público

No ano de 1998, o Botafogo realizou uma de suas melhores campanhas no futebol estadual de todos os tempos. Campeão do 1º, 2º e 3º turno, levando um público de '''44.268''' pessoas para assistirem a  partida decisiva do campeonato, entre Botafogo vs Campinense. Na ocasião, o Botafogo venceu os rubro-negros de Campina Grande por 2x0.

Rivalidade

Uma das maiores rivalidades do nordeste, quando o assunto é futebol, sem dúvidas é entre Botafoguenses e Trezeanos. Tanto o Botafogo quanto o Treze Futebol Clube são equipes com grande número de torcedores, e representam bem o nome do estado em competições nacionais. Existem muitas histórias sobre o "Clássico Tradição", que passou a ser disputado no início da década de 1940.

Futebol Feminino

Em 2009, o Botafogo inaugurou o departamento de futebol feminino. Participou da Copa do Brasil de Futebol Feminino de 2009, sem êxito, devido a precariedade da preparação, mas investiu no trabalho de 1 ano para a disputa do campeonato do ano seguinte. E foi em 2010 que o clube conseguiu projeção nacional ao disputar e vencer os três primeiros jogos, um deles contra o todo poderoso São Francisco Esporte Clube da Bahia, que por pouco não leva uma goleada das meninas do ''Belo''. No jogo de volta foi derrotado pelo mesmo São Francisco, fora de casa, mas saiu da competição chamando a atenção pelo volume de jogo e pela qualidade técnica apresentada. Hoje é considerada uma força no futebol feminino do Brasil, pois segundo o próprio treinador rival, o ''Belo'' tinha condições de ir bem mais longe, e o jogo das oitavas-de-final foi um encontro de favoritos ao título, onde só um pôde seguir.

Time base: Élida; Fafá, Rincon, Vivi e Jamayra;Janaína, Ronaldinha, Jaciara e Ledjane; Kelly e Joana.

Fonte da Imagem: Adriano Fernandes

Fonte: Federação Paraibana de Futebol em 27/9/2012



 

 

Raul Plasmann e a predestinada camisa amarela

Autor: Adriano Fernandes - 27/09/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Raul Plasmann

O goleiro Raul mostrava uma personalidade calma, embora o destino o colocasse sempre lá em cima. O início da carreira foi apagado, até que o Cruzeiro apareceu em sua vida. O presidente Felício Brand solicitou do colega Vicente Feola, pelo telefone, um goleiro para a reserva da equipe. "Pois não", disse o sãopaulino. "Tenho um garoto aqui, ele poderá seguir para aí amanhã mesmo".

E foi assim que Raul chegaria ao Barro Preto, como um mero desconhecido. Reserva de Tonho, sua primeira oportunidade não chegou por acaso. Afinal, o destino sempre se mostra quando deseja. E foi justamente contra o Atlético, em pleno Mineirão, que Raul ganharia de vez a fama.

No início da partida, o árbitro cismou que a cor de sua camisa poderia ser confundida com a do Galo e pediu para trocá-la. Sem uniforme substituto, Raul improvisou com um blusão amarelo emprestado do lateral Neco. Ao retornar a campo, a surpresa foi geral, já que os goleiros da época só atuavam com camisas de cor preta.

O desconhecido reserva virou atração, vaiado pelos atleticanos e aplaudido pelos cruzeirenses e fechou o gol naquela partida. Daí para a frente, o goleiro manteve-se como sempre foi: calmo, fazendo defesas importantes, mas sem aparecer tanto.

Raul conquistou nove títulos mineiros em treze anos que ficou no Cruzeiro. Ao sair do clube, levando ainda um título da Libertadores, o goleiro foi cair de novo no lugar certo: no Flamengo, de Zico e cia, onde continuaria sua série de conquistas. O time da Gávea estava na melhor fase de sua história, e Raul foi novamente campeão da Libertadores.

O goleiro voaria então mais alto. Naquele que foi um dos maiores times que o Rio de Janeiro e o Brasil já viram, Raul foi campeão mundial interclubes pelo rubro-negro, na vitória sobre o Liverpool, da Inglaterra.

Ao deixar os gramados, transformou-se em empresário bem-sucedido na área de turismo. Mas foi na TV que voltaria a emprestar sua boa visão aos jogos de futebol, ainda que uma vez tenha dito que na verdade não entendia muito do assunto.

Fonte da Imagem: Terceiro Tempo

Fonte: UOL Esportes



 

 

Futebol Amazonense: Bola pra frente, Marialvo

Autor: Adriano Fernandes - 26/09/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Marialvo (Fonte: Baú Velho/Carlos Zamith)

No campinho da praça D.Pedro II, nas proximidades do antigo prédio da Prefeitura Municipal, ele começou a chutar e a defender a bola, normalmente a partir das 17 horas de quase todos os dias.

Em 1962 o América disputava o campeonato da Chave B, mas em 1963, voltava à primeira divisão No primeiro jogo do campeonato, um goleiro de boa classe, muito jovem ainda, foi apresentado ao torcedor:

Ele era Marialvo, a grande figura de seu time contra o Nacional. O América venceu por 2×1, no campo do Parque, no dia 24 de março. Os gols do América foram de Gesnê e Rui no segundo tempo, mas o Nacional marcou na primeira fase, através de Lacinha.

Nesse dia, o jovem goleiro agarrou bolas incríveis, principalmente de lances em que participaram Português, Lacinha e o ponteiro Cabral. E foi a partir desse jogo que seu nome começou a aparecer nas manchetes.

O América venceu com Marialvo, Borges e Jaime Costa; Pará, Bigode (João Tavares) e Cão; China, Rui, Gesnê, Borel e Walter, sob o comando de Amadeu Teixeira.

MARIALVO Duarte Hayden, nasceu em Manaus em abril de 1943. Seu primeiro clube foi mesmo o América, dos irmãos Teixeira. Defendeu-o durante oito anos, de 1958 a 1966, começando nas categorias de base tendo sido bicampeão (1958-1959). Em 1967, foi para o Rio de Janeiro tentar um lugar ao sol no futebol carioca. Andou fazendo alguns treinos no América, quando ainda era dono do estádio de Campos Sales, mas logo retornou a Manaus. Assediado por dirigentes do Nacional não teve outra opção, afinal estava no time mais popular de Manaus, o alvo de qualquer jogador de futebol local.

No novo clube, como titular absoluto e desfrutando de grande cartaz junto à torcida foi bicampeão em 1968-1969 e mais adiante campeão pelo Fast em 1971 e da Taça Amazonas de 1972. Marialvo fez parte do grupo de grandes goleiros do Amazonas, a partir dos primeiros anos de fundação da FAF. No seu tempo de América, no início da década de 60, era comum escutar dos torcedores presentes ao Parque nos jogos do América, esta frase: "eu só vim a este jogo para ver o Marialvo e o João Tavares". Eram as duas maiores expressões do time e ambos com uma carreira brilhante no futebol. Marialvo no gol do Naça ou do Fast, e João Tavares depois esbanjando categoria no Payssandu, de Belém, durante muitos anos.

Em agosto de 1972, tão logo terminou a Taça Amazonas, o Fast contratou o carioca Borrachinha e Marialvo tratou de arquivar as chuteiras. Tão logo deixou o futebol, passou a residir em Fortaleza com a família. Voltou a Manaus e foi contratado pelo Nacional, em 1996, como treinador de goleiros e parou Um nome que pode figurar como um dos maiores, na posição nas décadas de 60 e 70.

Giselle Bulbol, filha de Marialvo, diz que seu pai pai sofreu um AVC no dia 3 de setembro último, mas recupera-se muito bem.

Vai em frente Marialvo, segura com firmeza mais essa ingrata jogada

Por Carlos Zamith

Fonte da Imagem: Baú Velho / Carlos Zamith

Fonte: Baú Velho em 18/9/2012



 

 

A goleada de Nilo e Filó

25/09/2013 Categoria: Roberto Vieira   Comentários Nenhum comentário

Corinthians x Botafogo 1931 - Roberto Vieira & Folha da Manhã 01

Claro.

Teve um Quadrangular mequetrefe* em Belo Horizonte.

Mas decisão mesmo nesses quase cem jogos?

Apenas no dia 6 de maio de 1931.

Diante do General Severiano lotado.

Apinhado de botafoguenses e alguns torcedores do Corinthians.

Mas nada que lembrasse a invasão de 76.

Os gloriosos alvinegros disputavam a Taça Rio-São Paulo.

Efêmero mas importante torneio entre os campeões estaduais.

O Corinthians com a mão na taça.

Metera 2x0 dias antes na Paulicéia.

Corinthians de Filó, Rato, Del Debbio e De Maria.

Filó que seria o primeiro brasileiro campeão mundial de futebol.

Cracaço.

Mas a prudência mandava ingerir altas doses de caldo de galinha.

Pois no Botafogo jogavam Nilo e Dr. Carvalho Leite.

Artilharia da pesada para o arco de Colombo.

Prudências à parte, tudo começou muito bem naquela noite carioca.

Filó cobrou escanteio na cabeça de Napole.

Timão 1x0.

Festa italiana mosqueteira.

Pois é.

E foi só.

Nilo empata o jogo antes do intervalo.

O Botafogo sai furibundo.

Pra voltar na segunda fase impiedoso.

Nilo desempata.

O árbitro paulista Silvestre Teixeira deixa de marcar pênalti de Grané.

A torcida vaia o árbitro paulista.

O Corinthians não sabe se defende a vantagem na melhor de três.

Carvalho mete o terceiro.

Paulinho pra Ariza pra Nilo: 4x1.

Paulinho assinala o quinto.

Colombo é sacado pra entrada de Tuffy.

Tuffy nem respira e toma o sexto em rush de Nilo.

Carvalho dá uma finta de corpo em Grané e tome sete!

Filó diz que vai embora pra Itália.

O Botafogo toca a bola enfim satisfeito e leva a taça.

Lá se vão 81 anos.

81 anos da maior goleada do Botafogo sobre o Corinthians.

* mequetrefe meio que virou palavra da moda...

Fonte da Imagem: Roberto Vieira



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