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Blog Memória Futebol


Reis sem Copa: Conheça 5 craques que não disputaram um Mundial

Autor: Adriano Fernandes - 28/11/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Eric Cantona, Di Stéfano, George Weah, George Best & Ryan Giggs (Fonte: Discovery Esportes)

Por Thiago Brizola

Grandes ídolos do futebol fazem sucesso em diversos times pelo mundo afora, mas “apagam” quando jogam pela seleção de seu país. Conheça aqui alguns casos emblemáticos do futebol mundial.

Eric Cantona

Participou das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994, quando a França não se classificou. Em 1995, foi excluído do esporte por uma liminar da Fifa. A exclusão foi causada por uma agressão de Cantona a um torcedor.

A pena terminou antes da Copa de 1998, mas Cantona não tinha condições de ser convocado – apesar de alegar prática e preparo físico paralelo. Decepcionado, um dos grandes nomes do futebol francês abandonou o futebol.

Di Stéfano

Este argentino conseguiu um feito inédito no futebol. Defendeu seleções de 3 países diferentes e nunca jogou uma Copa do Mundo. Pela Argentina, jogou poucos jogos, esteve prestes a ser convocado, mas uma disputa interna com o treinador da época o tirou do páreo.

Di Stéfano, então, disputou alguns amistosos pela Colômbia. Porém, em 1958, quando era considerado o melhor jogador do mundo, sua chance parecia haver chegado. Quem conhece a história sabe que a Espanha não se classificou para o mundial de 1958, e em 1962, uma lesão o impediu de jogar pela mesma seleção no Mundial do Chile e encerrou seu sonho da conquista mundial.

George Weah

Único africano, até 1995, a levar o título de melhor do mundo, Weah sofreu por não ter uma seleção competitiva. Em 1996, pagou as despesas para que a seleção da Libéria disputasse a Copa Africana de Nações. A apresentação da equipe foi um fracasso. Nas eliminatórias de 2002, virou técnico e financiador do time. Mais uma vez, a seleção fracassou e levou junto com ela a chance de Weah ser campeão mundial.

George Best

O irlandês ganhou fama pelos gols e pelas polêmicas que aprontava. Considerado o “quinto Beatle”, apelido que ganhou graças ao estilo de vida que levava fora dos gramados, disputou 4 eliminatórias e não se classificou para nenhum Copa. Aposentou-se em 1977, após ficar fora do Mundial da Argentina. Ironicamente, na Eliminatória seguinte, o time conquistou uma vaga para a Copa de 82.

Ryan Giggs

Nunca conseguiu repetir o sucesso do Manchester United por sua seleção. A república de Gales não disputa uma Copa do Mundo desde 1958. Na Eurocopa, o desempenho é pior: nunca o país conseguiu disputar as finais da competição. Em 2007, Giggs vestiu pela última vez a camisa da seleção de seu país e aposentou o sonho do Mundial.

Fonte da Imagem: Discovery Esportes

Fonte: Discovery Esportes em 13/11/2012


 

 

Ex-jogadores descobrem que o futebol deixou hepatite C como herança

Autor: Adriano Fernandes - 27/11/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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Por Thiago Brizola

O ex-atacante Larry Pinto de Faria até hoje é ídolo da torcida do Internacional. Entre outras façanhas, marcou quatro gols no Grenal de inauguração do estádio Olímpico, em 1954, quando comandou a goleada por 6 x 2 em cima do time rival.

Aos 80 anos, ele diz que não fuma, não bebe e faz dois check-ups por ano. Há mais de uma década, entretanto, Larry convive com a hepatite C, diagnosticada em um desses exames de rotina. E soube que a contaminação se deu, muito provavelmente, em seu antigo trabalho.

Foi isso que concluiu uma pesquisa do Hospital das Clínicas de Porto Alegre.

O estudo demonstra que a hepatite C, doença que causa a inflamação do fígado, atinge, proporcionalmente, mais ex-jogadores de futebol do que a população em geral.

O trabalho descobriu que vários atletas que atuaram entre as décadas de 50 e 80 contraíram o vírus nos clubes em que atuaram – o índice de infectados chega a 10%, número bem superior à média da população daquele estado, que é de 2%.

O motivo seria o uso compartilhado de agulhas. Era prática comum dos clubes aplicar injeções com vitaminas em todo o elenco após os treinamentos. O problema é que, numa época anterior à Aids, não havia diretrizes médicas para utilização de seringas descartáveis, e a esterilização não era feita de forma adequada.

Larry, que começou a tratar a doença em 2003, conta ter tomando injeções no Fluminense e Internacional. Como ele, grande quantidade de profissionais da bola foi contaminada. E muitos ficaram anos sem saber, já que a doença não tem sintomas e pode demorar séculos para se manifestar. O problema é que, quando se descobre o mal, o paciente já pode ter desenvolvido uma cirrose ou até mesmo um câncer hepático – aí, a única saída é um transplante de fígado.

Fonte da Imagem: Discovery Esportes/ThinkStock

Fonte: Discovery Esportes em 27/11/2012



 

 

Castilho, santo milagreiro

Autor: Adriano Fernandes - 27/11/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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O carioca Carlos José Castilho foi o que podemos chamar de primeiro santo debaixo das traves do futebol brasileiro. Devido a suas defesas elásticas, era chamado de São Castilho pela torcida do Fluminense, clube que defendeu entre os anos de 1947 e 1964 sendo o jogador que mais vezes vestiu a camisa do tricolor carioca, com 702 jogos, tendo sofrido 808 gols. Ele ainda ostenta a incrível marca de não ver sua meta vazada em 255 oportunidades. Chegou ao tricolor após se destacar no Olaria, onde jogara inclusive como ponta esquerda.

Pela Seleção Brasileira, foi titular da Copa de 54 na Suíça quando em três jogos sofreu cinco gols e viu o Brasil ser eliminado pela Hungria no que ficou conhecido como a Batalha de Berna, após a briga generalizada entre os jogadores.

Esteve ainda como reserva nas Copas de 50, 58 e 62. Estreou na Seleção Brasileira no dia 7 de maio de 1950, com 23 anos e não tomou gol na vitória por 2 a 0 sobre o Paraguai. Curiosamente, encerrou a sua carreira na Seleção diante do mesmo adversário, no dia 20 de abril de 1962 na goleada por 4 a 0.

Nestes 12 anos defendendo a seleção do país, tem uma média de um pouco mais de um gol sofrido por partidas (1,12), numa época em que os placares eram muito mais dilatados.

Se notabilizou ainda por sua raça e vontade debaixo das traves, pois embora seu médico tenha recomendado que ficasse dois meses afastado das atividades nas Laranjeiras por causa da quinta fratura no dedo mínimo da mão esquerda, Castilho preferiu que lhe amputasse uma parte do dedo para que seu retorno fosse abreviado para duas semanas.

Embora tudo levasse a crer que fosse muito competente, Castilho preferia ser considerado com um grande sortudo, o que lhe rendeu ainda o apelido de “leiteria”, muito comum na época.

Tornou-se técnico de futebol e entre outros times que dirigiu, se destacou no Santos, Campeão Paulista de 1984.

Três anos após seu maior triunfo como treinador, em fevereiro de 1987, Castilho se atira da janela de seu apartamento no Rio de Janeiro, intrigando a todos, uma vez que vivia um bom momento pessoal e profissional, dirigindo a Seleção da Arábia Saudita. Na época cogitaram a hipótese de uma desilusão amorosa ter sido o fator responsável pelo ato.

Fonte da Imagem: Sportv

Fonte: UOL Esporte



 

 

Brasileiros são estrelas em Vanuatu

25/11/2012 Categoria: Rafael Luis Azevedo   Comentários Nenhum comentário

Vanuatu

Vanuatu paraíso turístico da Oceania. Morar num lugar desses é um privilégio para poucos. Pois dois deles são brasileiros: os jogadores Ezequiel Paulo da Cruz, de 22 anos, e Jefferson Moura, de 20, estrelas do futebol local.

Os atletas estão há três semanas no país. Primeiros sul-americanos na história do futebol vanuatuano, o volante e o meia-atacante foram as grandes contratações do Amicale para a liga nacional. “É emocionante termos dois brasileiros em Vanuatu”, vibra o presidente da federação, Lambert Maltock.

A apresentação da dupla, apelidada de Samba Stars, foi apoteótica. Cerca de 4 mil torcedores se aglomeraram no estádio da capital Port Vila. E os jogadores se impressionaram com a simpatia geral. “Todo mundo aperta nossa mão, é muito legal”, conta Ezequiel.

O Amicale, atual campeão nacional, disputa a primeira das duas divisões do país. Segundo os brasileiros, o estilo de jogo se parece com o do futebol africano. “Eles têm força e batem muito, mas muito mesmo”, compara Ezequiel, ex-Bela Vista-RJ e São Bernardo-SP.

Jefferson já jogou duas vezes, mas não balançou a rede. Na primeira, Ezequiel não foi escalado, fora de forma. Na última, ficou no banco. A presença da dupla eleva o nível do futebol local, 174º do mundo e 7º da Oceania.

A comunicação ainda tem sido um obstáculo. Em Vanuatu se fala inglês, francês e bislama, idioma local. “Estamos nos adaptando. Tem um tradutor para nos ajudar”, relata Ezequiel.

O jovem prefere não falar sobre como chegou ao país. A explicação também não foi dada pelo presidente do clube, Andrew Leong. Já Jefferson nunca respondeu aos e-mails enviados pelo Verminosos por Futebol. Mas financeiramente está valendo a pena, garante Ezequiel. “A despesa aqui é por conta da diretoria”, aponta o volante, que deixou a esposa no Rio de Janeiro.

Se ela já viu fotos de Vanuatu, certamente deve estar com vontade de acompanhar o marido. O país é um arquipélago com 83 ilhas banhadas pelo Oceano Pacífico, com área de apenas 12 mil km² (a metade do estado de Sergipe) e população de 200 mil habitantes. Gente tranquila que desfruta de praias paradisíacas. “Aqui é lindo”, derrete-se Ezequiel. Pela foto do início do texto, chamar de lindo é pouco.

Fonte da Imagem: Verminosos Por Futebol 

Fonte: Verminosos Por Futebol em 08/11/2012



 

 

Inglaterra 3X6 Hungria

25/11/2012 Categoria: Roberto Vieira   Comentários Nenhum comentário

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Até o dia de hoje.

Hungria e Inglaterra se enfrentaram 22 vezes no futebol.

São 15 vitórias inglesas.

Contra apenas 5 triunfos magiares.

A primeira vez ocorreu em 1908.

Sonora goleada dos britânicos: 7x0.

E assim foi sendo até maio de 1934.

Budapeste.

Os húngaros de Sarosi meteram 2x1 nos inventores do futebol.

Menos mal.

Convidados para revanche em 1936 na velha Albion.

Os húngaros deram vexame.

Levaram uma sapecada de 6x2.

Guerra.

Puskas.

Sir Stanley Rous lança o desafio.

Um amistoso em Londres.

1953.

A capital de Kocsis em lágrimas.

A capital da Rainha em pânico.

Imortal.

Faz parte da história.

Pra quem nunca viu?

O jogo completo.

Obra-prima de todos os tempos...

Dicas: 1. 4-2-4 húngaro  2. Rapidez do jogo - pra quem imagina que o passado só tinha lesma  3. Kocsis não jogou tudo que sabia, senão era de 10 4. O jogo húngaro em triangulações - Oto Glória virou fã de caderninho 5. O roubo do juiz, anulando absurdamente o segundo gol de Hideghuti por impedimento 6. O fair play das duas equipes.

Fonte da Imagem: Zero Zero.pt



 

 

Designer já fez 681 bonecos de jogadores

24/11/2012 Categoria: Rafael Luis Azevedo   Comentários Nenhum comentário

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A casa de Christian Gama é morada dos maiores craques da história do futebol. Feitos de papel, eles são guardados em embalagens de plástico, expostos em móveis. Designer nas horas vagas, esse carioca tem uma mania peculiar: produz Cubee Craft de jogadores. Ao todo, já são 681 bonecos.

A coleção começou em fevereiro de 2011. Em média, ele leva 40 minutos para produzir cada boneco, desde o desenho no computador, impressão, corte, dobradura e colagem. “Quando fico sem tempo durante a semana devido ao trabalho, pego um domingo e faço sete, oito”, conta o supervisor de vendas de 40 anos, morador de Belford Roxo (RJ).

Bonecos são feitos com folha A4

Os bonecos preferidos de Christian são os da Copa do Mundo de 1982, época em que começou a acompanhar futebol. “Gosto de todos da seleção brasileira e do Dasaev, da União Soviética”, indica o torcedor do Vasco.

Para divulgar seu trabalho, Christian lançou um blog em maio de 2011, o Futebolartpaper. Ele chegou a comercializar a produção, mas desistiu por não conseguir atender aos pedidos de novos bonecos. “Já recebi contato de cerca de 100 pessoas só no Brasil. Acho que no exterior é até mais do que isso”, estima.

Já recebi contato de cerca de 100 pessoas só no Brasil. Acho que no exterior é até mais do que isso”. Christian Gama, autor do Futebolartpaper, que produz Cubee Craft de jogadores.

A família de Christian abraçou a paixão. Tanto a mulher Ana Paula quanto as filhas Larissa, Daniele e Dayane. “Elas me ajudam na criação gráfica do site, escolha dos jogadores e divulgação”.

Cada boneco leva 40min de produção

Por isso, toda a família vibrou quando o Futebolartpaper conquistou o terceiro lugar em torneio de Cubee Craft da Baixada Fluminense – acredite, já existe campeonato até disso! “Foi um ótimo resultado para o primeiro ano de existência”, comemora Christian.

Se você é bom de cálculo, deve ter reparado que os 681 bonecos foram produzidos em cerca de 650 dias. Ritmo alucinante, de mais de um por dia! Tá verminoso, heim, Christian?

Visite o site Futebolartpaper:

www.futebolartpaper.com.br

Fonte da Imagem: Futebol Art Paper

Fonte: Verminosos Por Futebol em 16/11/2012



 

 

Dr Rúbis

Autor: Adriano Fernandes - 24/11/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Rubens da Costa

Rubens Josué da Costa, nascido em Barra Funda (SP), atuou no Mengão entre os anos de 1951-1957, e vestindo a camisa número 8 do Flamengo marcou 84 gols em 173 partidas. Talentoso meia-direita, Rubens recebeu o apelido de Doutor Rúbis devido ao seu estilo no meio-de-campo, sempre distribuindo bem as jogadas e comandando a equipe com seu talento.

Rubens era um atleta que possuía uma incrível facilidade para dominar e controlar a bola. Tais atributos despertaram a atenção do jornalista e escritor Mário Filho que chegou a dizer que "havia um elástico virtual, invisível, ligando a bola à chuteira de Rubens". 

Dono de um drible curto, tinha extrema facilidade de se infiltrar pela defesa adversária. Para completar sua lista de atributos, some a precisão nos seus passes e lançamentos, e um chute forte e colocado, o que lhe tornava um grande batedor de faltas. Esse era o Doutor Rúbis...

Com tantas qualidades assim, Rubens deve ter sido uma contratação muito comemorada pela Nação na época, certo? Errado! O jogador começou sua carreira no Ypiranga (SP), e após se destacar foi vendido à Portuguesa de Desportos, mas sua passagem pelo clube durou apenas uma excursão pela Europa. De lá foi direto pra Gávea, que estava em crise, pois o clube acabara de vender o craque Zizinho pro Bangu. Zizinho era um dos grandes ídolos da época e a torcida estava muito revoltada, o que criou um clima de incerteza e dúvidas sobre a contratação e a eficiência de Rubens.

Como acabar com a desconfiança da torcida, de forma rápida e eficiente? Se você pensou em uma vitória sobre os Vices, acertou em cheio! Sua estreia em jogos oficiais pelo clube foi justamente contra o Vasco, clube que na época o Mengão não vencia fazia sete anos. Em 16 de Setembro de 1951, diante de um Maracanã lotado, Rubens foi um dos grandes responsáveis pela vitória de virada por 2 x 1, sendo seus passes decisivos para os gols do time.

Viveu sua melhor fase pelo clube em 1953, onde em 48 jogos marcou 31 gols. Tal desempenho lhe rendeu uma vaga na Seleção Brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1954, na Suíça.

Um desentendimento com o treinador paraguaio "Feiticeiro" Solich fez com que sua passagem pelo clube fosse encerrada. Seguiu para o Vice Sem Grana, onde provando todo o seu talento foi campeão Carioca e do torneio Rio-São Paulo, ambos em 1958. Atuou novamente pela Portuguesa e encerrou sua carreira pelo Prudentina (SP).

Rubens faleceu em 1987, vítima de um câncer de pulmão, pobre e esquecido, como muitos dos craques da época. Ficou na memória apenas daqueles que foram felizardos de acompanhar o seu talento com o Manto Sagrado.

Fonte da Imagem: Flamengo

Fonte: Heróis do Mengão em 03/06/2011



 

 

Natal de Carvalho Baroni

Autor: Adriano Fernandes - 24/11/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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Após brilhar em um torneio entre escolinhas, quando atuava pelo Itaú, da Cidade Industrial, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o ponta-direita Natal foi convidado por Orlando Vassali para jogar no Cruzeiro. Com apenas 13 anos, já demonstrava muita habilidade e, principalmente, velocidade. Natal, chamado de "Diabo Louro" conquistou alguns títulos nas categorias de base do Cruzeiro, atuando ao lado de Dirceu Lopes e Pedro Paulo.

Natal subiu para o profissional em 1965, quando venceu pela primeira vez o Campeonato Mineiro. Fazia parte de um dos maiores elencos da história do Cruzeiro, que tinha, entre outros, Dirceu Lopes, Pedro Paulo, Neco, Procópio, Zé Carlos, William, Raul, Piazza e Tostão, estrelas que deram ao clube a Taça Brasil de 1966 e o pentacampeoanto mineiro (de 1965 a 1969).

Boêmio assumido, Natal ganhou fama de romântico e "playboy". Dava preferência a carros conversíveis, quase sempre ocupados por belas mulheres. Apesar de não concordar com essa fama, Natal diz que nunca se importou com isso. “Sempre fui taxado por participar de noitadas, de querer andar com carrões, sempre falaram que eu era irresponsável, mas isso nunca me incomodou ou me afetou”, afirmou o ex-jogador, lembrando que nunca faltou a treino ou jogo.

Carismático, o Diabo Louro era querido pela torcida, principalmente, por atuar bem contra o rival Atlético. Sempre decisivo nos clássicos, não se importava com o sofrimento que causava a alguns parentes, como a própria mãe, uma atleticana assumida.

O jogo que o consagrou, no entanto, foi a decisão da Taça Brasil de 1966, quando o Cruzeiro virou a partida diante do Santos, em pleno Pacaembu. O Peixe, de Pelé e Pepe, vencia por 2 a 0 quando os mineiros reverteram o marcador para 3 a 2, no segundo tempo. Natal marcou o terceiro e decisivo gol.

O ex-ponta lembra com saudade e gratidão da grande equipe da Raposa, formado a partir de 1965. “Era um time que não tem o que contestar, o melhor da história. Tinha no grupo, 10, 11, 15 jogadores de grande qualidade. Quando um Piazza não estava bem, tinham outros seis para suprir, quando eu não estava bem, um Dirceu Lopes arrebentava. Era um grande time que formamos mesmo”, recordou.

Após encerrar sua carreira como jogador no Villa Nova, em 1981, aos 34 anos, Natal aventurou-se na carreira de treinador. Ele rodou muito pelo Brasil tentando concretizar sua carreira de treinador, mas não conseguiu se firmar. “É muito difícil ser treinador de futebol em times pequenos, não cumprem com o que prometem, jogadores não querem nada com a dureza e a torcida cobra resultados imediatos, é difícil”, lamentou.

Natal teve passagens no comando de clubes do Nordeste, como Sergipe, ABC e Remo, entre outros. Em Minas Gerais, o ex-jogador comandou Villa Nova e o Mamoré, de Patos de Minas, mas o ex-atacante não conseguiu grande destaque como treinador. Ele trabalha como olheiro para o Cruzeiro, observando jovens jogadores em condições de atuarem nas categorias de base do clube.

Fonte da Imagem: Blog Terceiro Tempo

Fonte: UOL Esporte



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