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Blog Memória Futebol


Curiosidades do Campeonato Brasileiro – Parte I

Autor: José Renato - 31/12/2011   Comentários Nenhum comentário

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A pior campanha de uma equipe em Campeonato Brasileiro aconteceu em 1984, quando o Brasília perdeu as 8 partidas de disputou. Naquele ano, a equipe do Distrito Federal marcou 4 gols e sofreu 24…um grande fracasso!!!

A melhor campanha de uma equipe pertence ao Internacional de Porto Alegre na edição de 1979, justamente no ano em que conquistou o tricampeonato brasileiro, de forma invicta. Foram 16 vitórias e 7 empates, nos 23 jogos disputados, um aproveitamento de pontos próximo ao 85%…algo inédito e inigualável até hoje. O Colorado ainda marcou 40 gols e sofreu 13.

Desde 1971, quando começou a ser disputado o Campeonato Brasileiro, apenas 3 equipes participaram de todas as edições, incluindo a deste ano, são elas: Cruzeiro, Flamengo e Internacional.

Na edição de 2003, a primeira em pontos corridos, o Cruzeiro estabeleceu dois incríveis recordes: 100 pontos ganhos e 31 vitórias. Por outro lado, o América de Natal sofreu 29 derrotas no campeonato de 2007.

Apenas 4 equipes conseguiram permanecer invictas em edições de Campeonato Brasileiro. Apenas uma delas foi campeã, o Internacional em 1979. As demais equipes foram, o Atlético Mineiro e o Botafogo em 1977, e o Fluminense na edição de 1979.

Até hoje, apenas 2 equipes marcaram mais de 100 gols em uma edição de Campeonato Brasileiro. O Santos marcou 103 gols em 2004 e o Cruzeiro fez 102 em 2003. Por outro lado, as equipes que mais sofreram gols foram Bahia em 2003 e Paysandu em 2005, com 92 gols. Já as melhores médias de gols marcados e sofridos pertencem a mesma equipe, o Palmeiras com uma média de 3,20 gols marcados em 1979 e 0,33 gols sofridos em 1973.

O goleiro Renato, do Bahia, na edição de 1971, ficou mais conhecido por suas engraçadas e inusitadas frases e ordens aos seus colegas:

- “Arranha o homem, Gato, arranha” (para o lateral Gato Preto);

- “Seja mais bruto, Caldeira. Tá faltando acarajé lá na frente” (para o atacante Caldeira);

- “Força, Zé. Ta amolecendo por falta de pimenta? “ (para o zagueiro Zé Oto);

- “Só digo onde machuquei para o massagista. É confidencial”( para o juiz);

- “Segura a bola, “bichinho”. Estou cansadésimo” (para o gandula)

Fonte: Radio Midia Cast em 31/12/2011



 

 

O último Natal de Garrincha

Autor: Roberto Vieira - 24/12/2011 Categoria: Roberto Vieira   Comentários 1 comentários

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O antigo craque está parado na linha lateral.

Estádio Adonir Guimarães.

Embora o nome do lugar seja irrelevante para o menino de pernas tortas.

Todo estádio para ele é Maracanã.

Duzentos mil cruzeiros pra jogar no Londrina de Planaltina.

Metade da renda do espetáculo.

A noite solitária no Hotel Casarão.

Uma pensão barata e cheia de pulgas.

Ainda assim melhor que a velha Pau Grande.

Garrincha prometeu jogar vinte minutos.

Os vinte minutos chegam.

Os vinte minutos passam.

Quando a bola beija os pés de Garrincha é Natal.

Afinal.

Estamos no dia 24 de dezembro de 1982.

O ano em que perdemos a Copa.

Garrincha passou a noite bebendo cerveja.

Na casa do presidente do Londrina.

Pra esquecer que Papai Noel não existe.

A pelota chega aos sete minutos.

O João se chama Marcelo.

Garrincha passa o pé sobre a bola e Marcelo finge que vai.

O público aplaude.

Garrincha toca para Tabarana.

Recebe livre de Pezão e quando chuta a bola tira tinta da trave.

Falta na entrada da área.

Bulgária?

O chute ainda tem direção.

Paulo Vitor – ídolo do Fluminense – defende.

Paulo Vitor que veio animar a festa e acaba de estraga-la.

A torcida se enfurece:

“Frangueiro! Frangueiro!”

Isso é dia de defender um chute do Mané?

O jogo termina pra Garrincha.

Ele acende o cigarro com as mãos trêmulas.

Lembra do hospital onde esteve internado.

Duas semanas.

Fugiu do médico para jogar sua última pelada.

Garrincha está só no pequeno quarto de hotel.

Delírios intermináveis e sono profundo.

Seus lábios murmuram no silêncio um ‘obrigado’.

Não se sabe a quem

Porque Papai Noel não existe.

Um mês depois Garrincha também deixa de existir.

Fonte: Radio Midia Cast em  24 /12/2010



 

 

O tricampeonato invicto em 1979

Autor: Adriano Fernandes - 23/12/2011 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Internacional tricampeão brasileiro de 1979

Em 1979 houve uma mobilização muito grande para recuperar a campanha ruim no Gauchão, quando o Internacional ficou em terceiro lugar. E foi difícil montar uma equipe, porque qualquer jogador que o clube colorado estivesse interessado custava o dobro do que poderia pagar. A torcida, revoltada, jamais poderia imaginar o que viria a seguir.

Um número recorde de participantes, 94, marcou um campeonato inchado que se deu ao luxo de não contar com equipes do

Na primeira fase, 80 equipes se dividiram em oito grupos de 10…

Na segunda fase, 44 equipes classificadas mais 12 do Rio de Janeiro e São Paulo, se dividiram em 7 grupos com 8 times cada.

Por fim na terceira fase, 14 classificados mais os 2 finalistas no ano anterior, Guarani e Palmeiras, se dividiram em 4 grupos com 4 equipes…

O primeiro de cada grupo passou para as Semifinais…desta forma…

O Internacional enfrentou o Palmeiras, e passou para a final após magistral vitória no Morumbi por 3 a 2, e um empate em 1 gol no Beira Rio.

O Inter deu uma incrível volta por cima e trilhou um caminho que jamais foi repetido por qualquer time do Brasil – foi novamente campeão brasileiro, pela terceira vez e sem perder um jogo, invicto.

Muitos jogadores foram trazidos de outros estados e até mesmo do Exterior. Entre eles estão Benitez, Cláudio Mineiro, Bira e Mário Sérgio. Mas somente no Campeonato Brasileiro é que a torcida veria a verdadeira força da nova equipe, que não lembraria nem de perto o time que disputara o Gauchão do mesmo ano. O Inter do técnico Ênio Andrade disputou 23 partidas na competição e não foi derrotado em nenhuma. Os colorados puderam comemorar o título inédito para clubes do Brasil: Campeão Brasileiro Invicto, feito que jamais foi igualado até hoje no nosso futebol.

Era incrível. Os adversários entravam em campo sabendo que seriam derrotados pelo time vermelho. O rival Grêmio também se rendeu, e foi derrotado por 1 a 0, com um gol de falta cobrada por Jair. Mas muitos outros caíram diante do time do Beira-Rio. Entre eles, o temido Palmeiras do técnico Telê Santana, que foi batido em pleno Morumbi por 3 a 2, numa partida exuberante de Falcão. Em Porto Alegre, foi só garantir o 1 a 1 e esperar o Vasco da Gama na final.

No jogo de ida, no Rio de Janeiro, foi a vez do reserva Chico Spina brilhar: o atacante marcou dois gols que praticamente deram o título antecipado ao Inter: 2 a 0. Faltava apenas um jogo para a torcida comemorar o tricampeonato.

Falcão ergue a taça do tricampeonato brasileiro

Finalmente, no dia 23 de dezembro, em um Beira-Rio pulsante, o Internacional se sagraria campeão. Mais uma vitória sobre os cariocas, desta vez por 2 a 1 com gols de Jair e Falcão. A terceira estrela estava posta, brilhante e orgulhosa, no peito de todos os colorados!

Inter 2 x 1 Vasco da Gama

23 dezembro de 1979, no Beira-Rio

Internacional: Benítez; João Carlos, Mauro Pastor, Mauro Galvão, Cláudio Mineiro; Batista, Falcão, Jair;Valdomiro (Chico Spina), Bira e Mário Sérgio. Técnico: Ênio Andrade

Vasco: Leão; Orlando, Ivan, Gaúcho, Paulo César; Zé Mario, Paulo Roberto (Xaxá), Paulinho (Zandonaide); Catinha, Roberto e Wilsinho. Técnico: Oto Glória.

Gols: Jair, Falcão (I) e Wilsinho (V).

Árbitro: José Favilli Neto.

Campanha invicta em 1979

23 jogos

37 pontos ganhos

16 vitórias

7 empates

0 derrotas

40 gols-pró

13 gols contra

Saldo: + 27

Falcão: o grande ídolo da nação vermelha

Ele apareceu no time principal do Internacional em 1973, vindo dos juniores do Clube. Foi promovido por Dino Sani com apenas 18 anos. Depois disso, Paulo Roberto Falcão praticamente eternizou a camisa cinco colorada. Foram três títulos brasileiros e vários gaúchos, o que lhe redeu convocação para a seleção brasileira e até transferência para o Exterior – defendeu a Roma. Clique aqui e saiba mais sobre o jogador.

Ênio Andrade: o comandante do tricampeonato

O mestre que levou o Internacional até a conquista do tricampeonato brasileiro, Ênio Vargas de Andrade, o Ênio Andrade (foto), por pouco não teve sua história ainda mais glorificada no Clube. Em 1980, Ênio levou o Inter até a final da Copa Libertadores de América. O Colorado ficou com o vice-campeonato, perdendo para o Nacional por 1 a 0, porém, isso não diminuiu a trajetória vitoriosa de um técnico que fez história no Beira-Rio.

Fonte: Sport Club Internacional / Radio Midia Cast



 

 

Palmeiras, o Grande Campeão

Autor: José Renato - 23/12/2011   Comentários Nenhum comentário

Palmeiras Campeão Brasileiro de 1972

Coube ao Palmeiras conquistar a segunda edição do Campeonato Brasileiro que aconteceu em 1972.

As 26 equipes participantes se dividiram em quatro grupos, sendo dois com seis times e outros dois com sete.

Destacam-se os campeões de cada grupo, Internacional, Palmeiras, Corinthians e Santos.

Os quatro primeiros de cada grupo passaram para a Segunda-Fase.

As 16 equipes da Segunda Fase se dividiram em 4 grupos, quando apenas os líderes de cada um deles, passaram para a Fase Semifinal da Competição.

Desta vez, apenas o Santos não foi o primeiro do seu grupo, dando a vaga ao Botafogo.

A primeira Semifinal, entre Palmeiras e Internacional, acabou empatada, o que deu a classificação a final ao Alviverde, por possuir melhor campanha ao longo de todo campeonato.

Na outra semifinal, o Botafogo, apesar de possui a vantagem do empate, venceu por 2 a 1 o Corinthians e conquistou a vaga para a final.

A partida final aconteceu no Morumbi…ao Palmeiras bastava um empate para a conquista…também pelo critério de possuir a melhor campanha ao longo de todo o campeonato.

Eis a ficha técnica da final:

Palmeiras 0×0 Botafogo

Data: 23 de dezembro de 1972

Local: Morumbi (São Paulo)

Público: 58.287

Árbitro: Agomar Martins (RS)

Palmeiras: Leão, Eurico, Luís Pereira, Alfredo, Zeca; Dudu (Zé Carlos), Ademir da Guia; Edu (Ronaldo), Leivinha, Madurga, Nei. Técnico: Oswaldo Brandão

Botafogo: Cao, Waltencir, Brito, Osmar, Marinho Chagas; Carlos Roberto, Nei, Conceição; Zequinha, Jairzinho, Fischer, Ademir Vicente (Ferretti). Técnico: Sebastião Leônidas

A campanha do Palmeiras foi de 30 jogos, com 16 vitórias, 10 empates e 4 derrotas. Marcou 46 gols e sofreu 19.

Fonte: Radio Midia Cast em  23/12/2010



 

 

Encrenqueiro, goleador e amigo, este é Serginho

Autor: Adriano Fernandes - 23/12/2011 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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Serginho é o maior artilheiro da história do São Paulo. Em nove anos de clube, marcou 295 gols como profissional. De pavio curto, também se descontrolava com freqüência, e as brigas com os adversários não foram raras em sua carreira. O apelido Chulapa ele recebeu dos companheiros por causa do pé de tamanho descomunal para o padrão dos jogadores de futebol: usava chuteira 45.

O centroavante e artilheiro Serginho sempre foi considerado um sujeito briguento. Em campo, passava boa parte do tempo discutindo com os zagueiros adversários, entre palavrões e provocações. O auge desse temperamento veio em 1977, na cidade de Ribeirão Preto, numa época em que seu futebol vivia um momento excelente. Serginho perdeu a cabeça e agrediu o auxiliar Vandevaldo Rangel com um violento chute no tornozelo.

O Tribunal de Justiça Desportiva da CBD foi impiedoso: Serginho ficou sem jogar por um ano e dois meses. Por causa disso, não disputou a Copa de 78, na Argentina. Outros duelos famosos: em 1981, na final do Brasileiro entre São Paulo e Grêmio, Serginho agrediu o goleiro Leão. Já em 83, quando jogava pelo Santos, Chulapa partiu para uma briga histórica dentro de campo com Mauro, becão do Corinthians e seu amigo pessoal.

Na Seleção, ele recebeu a sua chance quatro anos depois do Mundial da Argentina, na Espanha. Careca, o preferido do técnico Telê Santana, se machucou pouco antes da Copa de 82, e Serginho ficou com a vaga de titular, marcando dois gols, contra Nova Zelândia e Argentina, respectivamente.

O desfecho é conhecido e triste para os brasileiros: derrota de 3 x 2 para a Itália nas quartas-de-final. Depois do São Paulo, Serginho defendeu outros sete clubes, mas deixou história no Santos, time com o qual se identificou profundamente. No Peixe, Chulapa marcou 104 gols (ele e João Paulo são os maiores artilheiros da era pós-Pelé, a partir de 1975).

Com um gol de canela, acabou garantindo ao Santos o título paulista de 1984. Essa foi a sua última glória, mas além de títulos Serginho gosta de dizer que o futebol lhe deu grandes amigos. Entre eles, cita os nomes de Muricy Ramalho e Zé Sérgio, seus ex-companheiros de Tricolor.

Fonte: UOL Esportes



 

 

O Brasil na Champions

Autor: Roberto Vieira - 21/12/2011 Categoria: Roberto Vieira   Comentários 1 comentários

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Nos anos 40/50, mercê dos reflexos da II Guerra,

os brasileiros inventaram de importar times estrangeiros.

De repente, numa pátria que vivia satisfeita

com uma Argentina aqui um Uruguai acolá,

chegaram Arsenal, Juventus, Rapid,

Estrela Vermelha e Sporting.

Mais ainda.

Flamengo, Vasco da Gama, Atlético-MG, até mesmo o Náutico e Bahia,

Saíram pela Europa, desbravando táticas e conceitos futebolísticos.

Perdido parte do complexo de vira lata,

Os jogadores brasileiros começaram a dar show em tudo que era canto.

Seleção, Santos e Botafogo na vanguarda do futebol mundial.

Hoje em dia é diferente.

Craques no exterior.

Refugos em casa.

O Brasil desaprendeu a jogar bola.

As equipes duram apenas dez minutos.

A irrealidade de um campeonato brasileiro nivelado por baixo

ilude e seduz gente grande.

Quando chega a hora do vamos ver.

Goleada do Barcelona.

Está na hora de largar o soy loco por ti América.

Tempo de jogar futebol em alto nível.

Solicitam-se duas vagas para o Brasil na Champions League.

Campeão e vice do Brasileirão no fogo do Velho Mundo.

Vamos deixar de vibrar com vitórias sobre descamisados.

E reaprender a dura vida de um grande time.

Jogar contra bolivianos e venezuelanos pode fazer bem pro ego.

Porém, com o devido respeito,

é brincadeira de engana trouxa...



 

 

Adeus, 2011. Entre na história e sirva de lição

Autor: Adriano Fernandes - 20/12/2011 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Portuguesa Campeã Brasileira da Série B

E a temporada 2011 chegou ao seu final. Sai de nosso convívio e entra para a história da Portuguesa. Agora, terminou oficialmente. Dentro de campo, a última batalha foi em 26 de novembro, aquele dois a zero sobre o Icasa que fechou com chave de ouro, honra, dignidade e brilho uma campanha campeã inesquecível. Já houve festa entre diretoria e jorgadores. Já houve festa oficial da CBF e entrega protocolar da taça. Já houve até eleição no Conselho. Festa na Casa de Portugal. Ou seja, agora oficialmente, a temporada 2011 nos dá adeus. Jogadores saem, outros chegam. Temporada de contratações. Agora, 2012 é que está em pauta.

Porém, este ano nos deixará saudades. E espero que nos deixe mais do que isso, que nos deixe uma lição, que seja o primeiro de muitos anos de uma nova Portuguesa gloriosa, grande, tradicional. Daqui pra frente, como disse Jorginho, a Lusa tem que ser tratada de forma profissional, de forma séria. Portuguesa acima de tudo, principalmente de interesses e vaidades. Se em 2011 “nosso pão caiu com a manteiga pra cima” e tivemos sorte em trazer Jorginho, o homem que montou este elenco e articulou nosso reerguer, para 2012 temos que ter mais do que isso, temos que ter competência.

A sorte que tivemos em 2011 foi essa, trazer Jorginho no desespero e na pura aposta, o resto só pareceu sorte, mas foi fruto de muita competência e capacidade, dentro e na beirada das quatro linhas. Ou foi a toa que só perdemos 3 dos 38 jogos, conquistamos uma sequência invicta de 23 partidas, passamos o segundo turno inteiro sem revés, tivemos o melhor ataque do país com 82 gols e a melhor defesa do campeonato com 38? Claro que não. É fruto da competência, do trabalho, da dedicação e por que não de um bom planejamento?

A Portuguesa retorna à Série A, seu lugar de direito, no momento mais propício do futebol nacional. Vivemos um período onde o abismo entre os “gigantes” e o “resto” vai ficando cada vez maior. Clube dos 13 implodido. Direitos de transmissão sendo negociados diretamente com os clubes. Isso tudo às portas de uma Copa do Mundo e de uma estruturação absurda de grande parte dos expoentes clubes brasileiros. Era o ano do “vai ou racha”. E fomos, aliás, estamos indo. Não só pegamos carona em um dos mais importantes fluxos do futebol brasileiro como sentamos no banco do passageiro. Fomos protagonistas neste ano.

Agora, a Portuguesa já negocia diretamente com a Globo. Não receberá o mesmo que os “gigantes”, mas um valor absurdamente maior que o ínfimo que receberia na Série B. O Clube dos 13 parece querer se reerguer, as equipes perceberam que esse anarquismo só prejudica o futebol brasileiro. E a Lusa parece estar aproveitando isso, já é um dos clubes a se responsabilizar pelo novo Estatuto, ao lado de Flamengo, Grêmio e Sport. Sendo bom ou ruim, a relação de nossa diretoria com o Corinthians parece dar frutos. Não que seja uma relação saudável de ser mantida, mas é disso que precisamos, nos reestruturar nos bastidores.

O marketing já articula uma possível entrada da Lusa no famoso G-4, grupo dos “queridinhos” que negocia patrocínios e campanhas conjuntas. É uma ótima para a Portuguesa. Se recoloca entre os grandes. Fui ao 1º Fórum Aberto de Torcedores, realizado no Pacaembu, há algumas semanas atrás onde estavam todos os diretores de marketing dos clubes grandes de São Paulo, e lá estava nosso representante, Fábio Porto. Mesmo já conhecendo a competência do marketing luso, que é indubitavelmente o departamento que mais profissionalmente trabalha a rende na Lusa, fiquei surpreso positivamente. Tanto pela competência e capacidade quanto pela ótima relação com os diretores das equipes rivais.

Sou e sempre fui um crítico voraz da atual diretoria, que lá está já em seu terceiro mandato. Nunca escondi isso. E não mudo. Não é uma campanha excelente que me fará esquecer outras tantas vergonhas que passamos. Sei muito bem a responsabilidade de cada um nos sucessos e nos fracassos. Porém, o momento é de união. Há que se ter sensatez para cobrar o que precisa ser cobrado e elogiar o trabalho bem feito. Sei que muitos não gostam de entrar na política do clube. Mas o Conselho se renovou. Há nomes novos, capazes e bem-intencionados, mas também há os de sempre, de sobrenomes, de interesses.

Gostei de ouvir o vice de futebol, Luis Iaúca, em entrevista à Rádio Tupi, dizendo que está tentando pacificar o clube. Que ele quer um Conselho unido, uma Portuguesa forte. Parece que Beto Cordeiro – o qual não conheço, mas jamais ouvi nada contra – vai ser candidato único à presidência do Conselho. E ele, pelo que parece, deu uma nova cara ao Conselho da Portuguesa. Segundo Iaúca, a situação também o apoiará. Sei que há conselheiros que me acompanham aqui no blog. Quem quiser se manifestar a respeito nos comentários, fique a vontade. Abordarei muito alguns assuntos deste tipo por aqui nesse período sem bola rolando, se alguém quiser sugerir algo, faça tranquilamente.

Não quero entrar no mérito da questão. Mas acho isso importantíssimo. Precisamos de paz nos bastidores do Canindé. Precisamos de uma Portuguesa forte e unida. A Lusa precisa aproveitar esse momento único em sua história e na história do futebol brasileiro para se recolocar entre os grandes. Todos precisam estar unidos para isso. Isso é o mais importante. Parece que a diretoria, aos poucos, está entendendo isso. Ainda sou contrário a muita coisa. Rabo preso e mansidão em relação à Federação Paulista, mandar clássicos no interior, discursos bobos e descartáveis são algumas das coisas. Mas a Portuguesa é maior que isso.

Dentro de campo, temos a faca e o queijo na mão para brigar pelo título do Campeonato Paulista. Isso é real, tem que ser encarado de forma real, não é nada distante. É levar o futebol de forma profissional, manter a base, não se apressar em vender atletas, se reforçar pontualmente e ter noção de realidade. Fora de campo, tudo flui conforme estiver dentro. Precisamos nos reerguer, nos reestruturar, pois ainda existe um abismo entre nós e os “gigantes”. Mas precisamos nos recolocar entre eles. Em São Paulo, isso é obrigação. É disso que a Portuguesa precisa e ela tem duas grandes lições para fazer um ótimo 2012. É olhar para 2011 e ver o que precisa ser feito e olhar para 2008 e ver o que deve ser evitado.

Por Luiz Nascimento em 8/12/2011

Fonte: Canelada



 

 

Torneio Roberto Gomes Pedrosa 1970

Autor: Adriano Fernandes - 20/12/2011 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Fluminense 1970

Mesmo sem vitória o Fluminense é campeão. E a festa no Rio ainda continua. Em cada canto um grito onde há um regionalismo ferrenho, porque agora dizem que o futebol carioca é o melhor do Brasil. O Atlético  Mineiro esteve perto da vitória, mas não quis forçar a vitória. Ficou na troca de bola, atrasando-a para o goleiro e com isso evidenciava que o empate já lhe interessava. Só que os palmeirenses não gostaram de toda essa estória. (Publicado na edição do dia 21/12/1970).

Na última edição do torneio Roberto Gomes Pedrosa/Taça Brasil, o campeonato teve os mesmos 17 participantes da edição anterior, oriundos de sete estados. O Atlético-PR entrou como campeão do Paraná, e a Ponte Preta substituiu a Portuguesa. No entanto, pela primeira vez um time não-paulista venceu a Taça, o Fluminense, após empate por 1 a 1 com o Atlético-MG. O vice-campeão foi o Palmeiras, ao vencer o Cruzeiro por 4 a 2 na última rodada. Paulistas e cariocas se classificaram para a Libertadores de 1971, com o Cruzeiro tendo apenas o artilheiro da competição, Tostão, com 12 gols

CAMPANHA DO CAMPEÃO: 

19J - 10V - 5E - 4D - 29GP - 16GC

FICHA TÉCNICA DA FINAL:

FLUMINENSE 1 X 1 ATLÉTICO-MG

Data: 20/12/1970

Local: Maracanã

Renda: Cr$ 535.419,00

Público: 112.403

Árbitro: João Favilli Neto

Assistentes: Não disponí­vel

Gols: Mickey (FLU); Vaguinho (CAM)

FLUMINENSE: Félix; Oliveira, Galhardo, Assis, Marco Antônio (Toninho); Denílson, Didi; Cafuringa, Mickey, Cláudio e Lula.

Técnico: Paulo Amaral

ATLÉTICO-MG: Renato; Nélio (Zé Maria), Humberto, Vantuir, Oldair; Vanderlei, Humberto Ramos; Ronaldo, Vaguinho, Lola e Tião.

Técnico: Telé Santana

Fonte: Gazeta Esportiva Net em 22/12/2010



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