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Blog Memória Futebol


Daniel Alberto Passarela

Autor: Adriano Fernandes - 31/12/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Daniel Passarela

IDADE:58

COPAS:1978,1982,1986

JOGOS PELA SELEÇÃO:70

GOLS PELA SELEÇÃO:22

Notabilizou-se na posição de zagueiro, apesar da baixa estatura (1,74), era forte no jogo aéreo e sabia cobrir a defesa devido a sua grande impulsão.Foi um dos jogadores que mais fizeram gols na história, tendo marcado 22 gols pela Argentina e 99 pelo River Plate.

Disputou três mundiais com a camisa Albiceleste ( 1978,1982,1986).Além de ser o único jogador bicampeão mundial da Seleção Argentina (1978,1986).

No mundial de 1978, na Argentina, Passarela esteve no grupo campeão. Na primeira fase, a Albiceleste passou por França (2x1, com um gol de Passarela), Hungria (2x1) e foi derrotada pela Itália (1x0). Na segunda fase passou em primeiro num grupo que ainda tinha a seleção brasileira.Obteve a classificação após um polêmico jogo contra a seleção peruana, onde muitos dizem que o Peru "entregou" o jogo e perdeu por 6x0.Na final a Argentina foi campeã após bater a Holanda (3x1).

Na copa do mundo de 1982, na Espanha, Passarela marcou dois gols, um na vitória sobre El Savador (2x0) e outro na derrota para a Itália (2x1). Entretanto, a Albiceleste não passou da segunda fase.

No mundial disputado na França, em 1998, voltou a uma copa do mundo, desta vez como tecnico.Caiu nas quartas de final frente a Holanda (2x1). Ficou marcado na seleção, por não dar chances a jogadores que usassem cabelos compridos.

Por Thiago de Barros 

Fonte da Imagem: Grandes Seleções

Fonte: Grandes Seleçõesem 6/7/2010



 

 

O Xerife Fontana

Autor: Adriano Fernandes - 31/12/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Fontana x Pelé

Conhecido como Xerife, em função da forma corajosa, dura e viril, mas não desleal, com que atuava, Fontana se destacou no Vasco na década de 60, ao formar dupla de zaga com Brito. Depois do time cruzmaltino, José Anchieta Fontana se transferiu para o Cruzeiro, clube que defendeu entre 1969 e 74.

Foi como atleta celeste que Fontana disputou a Copa do Mundo de 1970, no México, em que o Brasil conquistou o tricampeonato, sob o comando de Zagallo. No Mundial, o zagueiro cruzeirense acabou na reserva, já que o treinador optou por improvisar o volante Piazza, seu companheiro de Cruzeiro, na defesa.

Nascido nas montanhas do Espírito Santo, mais precisamente na cidade de Santa Tereza, a 31 de dezembro de 1940, Fontana iniciou sua carreira nas divisões de base do Vitória, mas, profissionalmente, seu primeiro time foi o também capixaba Rio Branco, de 1959 a 1962, de onde saiu para o Vasco.

Mas foi no Rio que o zagueiro forte e de muita raça, que não alivia nem mesmo nos treinos, conseguiu se projetar. Ele formou zaga de sucesso com Brito, igualmente tricampeão mundial no México e que também jogaria no Cruzeiro, em 1970, em sua companhia.

Fontana chamava atenção também pelo seu porte físico, já que era alto e tinha os olhos verdes. No Cruzeiro, integrou o time formado por craques como Tostão, Raul, Natal, Dirceu Lopes, Zé Carlos e Piazza, entre outros.

Passou à história como um dos mais implacáveis marcadores do Rei Pelé, desde a época de Vasco e depois também pelo Cruzeiro. Depois de ter sido um dos 47 convocados por Vicente Feola no período de preparação para a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, foi convocado por João Saldanha para as eliminatórias do Mundial de 70.

Tornou-se então uma das feras do Saldanha e, durante a Copa, ficou na reserva de Piazza. Jogou apenas contra a Romênia, quando o Brasil ganhou por 3 a 2, e teve atuação destacada à época.

De volta ao Cruzeiro, seguiu no clube celeste até 1974, quando encerrou a carreira. Casou-se com a mineira Andréia Simão, com quem teve três filhos: Fabrício, Sabrina e Bernardo.

Fontana voltou ao Espírito Santo, onde tornou-se fazendeiro e comerciante, além de ter investido em imóveis. Morreu, aos 39 anos, em 1980, vítima de um infarto, quando jogava futebol com amigos.

De 1959 a 1962, defendeu a camisa do Rio Branco e depois foi para o Vasco da Gama. Duro, viril corajoso e até violento, Fontana formou com Brito uma das mais temidas parelhas de beques do Vasco da Gama e do Brasil de 1962 a 1969, mas nunca foi expulso de campo.

Casou-se com a mineira Andréia Simão e voltou para sua terra natal, no Espírito Santo, onde adquiriu fazenda de gado, imóveis e comércio.

Ficha do Ídolo

Nome completo: José de Anchieta Fontana

Data de nascimento: 31/12/1940 / Santa Teresa (ES)

Falecimento: 09/09/1980: Vitória (ES)

Posição Zagueiro

Clubes 

1958: Vitória-ES

1959-1962: Santo Antonio FC-ES

1962-1968: Vasco de Gama-RJ

1969-1972: Cruzeiro-MG

Títulos

Campeonato Capixaba: 1959, 1962

Taça Guanabara: 1965

Torneio Rio - São Paulo: 1966

Campeonato Mineiro: 1969, 1972

Copa do Mundo: 1970

Torneio do Centenário do Rio de Janeiro: 1965

Fonte da Imagem: Duelo de Craques

Fonte:  UOL Esportes / C.R.Vasco da Gama



 

 

Michael Laudrup, o rei sem coroa

Autor: Adriano Fernandes - 30/12/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Michael Laudrup

Será que Pelé, Diego Maradona ou Zinedine Zidane, apesar de todo o seu talento com a bola nos pés, teriam marcado a história do futebol da mesma maneira caso tivessem perdido o jogo mais importante das suas respectivas seleções? Uma prova de que talento e genialidade não dependem de títulos vem da Dinamarca. Michael Laudrup, o melhor jogador dinamarquês de todos os tempos, não participou da consagração do seu país na Eurocopa 1992. Mesmo assim, deixou uma marca indelével e mais profunda do que os compatriotas que venceram o torneio.

"Na década de 60, o melhor era Pelé. Na de 70, Cruyff. Na de 80, Maradona. E nos anos 1990, Laudrup." A declaração pode despertar controvérsia, mas foi feita por ninguém menos que o craque alemão Franz Beckenbauer.

Michael e o caçula Brian tinham um grande peso sobre os ombros quando vestiram um par de chuteiras pela primeira vez. Filhos de Finn, ex-jogador da seleção dinamarquesa, e sobrinhos de Ebbe Skovdahl, treinador de sucesso, os irmãos Laudrup não tinham outra escolha senão corresponder às expectativas da família. E foi este, justamente, o objetivo que Michael estabeleceu para si.

Dono de forte personalidade, ele tinha apenas 13 anos quando recusou uma oferta do Ajax para acompanhar o pai na transferência para o KB, clube dinamarquês que daria origem ao Copenhague. O menino achava que era cedo demais para deixar o país, já que sequer havia se firmado no futebol local.

Mas isso foi algo que não demorou a acontecer. Aos 18 anos, o meia foi eleito o melhor jogador do reino atuando pelo Brondby. E a mesma personalidade forte fez com que ele recusasse a proposta de outro clube de ponta. "Eu havia negociado um contrato de três anos com os representantes do Liverpool", revelou o mago escandinavo alguns anos depois de encerrar a carreira. "Na minha cabeça, estava fechado. Alguns dias mais tarde, eles voltaram com a mesma oferta, só que por quatro anos, dizendo que eu era muito jovem e que precisava de tempo para me desenvolver. Fiquei decepcionado e decidi não ir para o clube. Não tínhamos nada assinado, mas acordo é acordo. As pessoas precisam cumprir o que decidem."

Por falta de egoísmo

A diretoria da Juventus, por sua vez, aproveitou o desentedimento para recrutar o prodígio em junho de 1983. Na ocasião, tudo havia sido feito dentro das regras, mas Laudrup ainda seria vítima da própria juventude. Com a concorrência de Michel Platini e Zbigniew Boniek em um elenco que contava com somente dois atletas estrangeiros, ele acabou emprestado à Lazio, que voltava à Serie A. Em duas temporadas, distribuiu passes milimétricos, cobrou faltas com precisão e anotou uma dezena de gols. A hora de jogar com os grandes chegaria apenas quando Boniek deixou a Juve.

Laudrup substituiu o polonês ao lado de Platini, venceu o Campeonato Italiano e a Copa Intercontinental em 1986 e, sobretudo, começou a traçar as primeiras linhas do retrato que deixaria na galeria dos maiores ídolos do futebol mundial: um gênio que nunca atingiu todos os seus limites. "Joguei contra o Maradona, o Platini e o Baggio, mas o que era capaz das jogadas mais inacreditáveis era o Michael Laudrup", recorda o ex-meio-campista Roberto Galia, que foi companheiro do dinamarquês na sua última temporada em Turim. O testemunho faz eco ao do próprio Platini. "Um dos maiores talentos de todos os tempos", resumiu o ex-camisa 10 da França. "Era o melhor do mundo nos treinos, mas nunca explorou todas as suas qualidades durante os jogos. O Michael tinha tudo, salvo uma coisa: ele não era egoísta o bastante..."

Essa preocupação com os demais foi justamente o que convenceu Johan Cruyff, então técnico do Barcelona, a contratar o craque para servir o goleador Hristo Stoichkov. Com o holandês no banco, o dinamarquês na criação e o búlgaro nas finalizações, o Barça deixou de ser um grande time para se transformar em mito. Entre 1990 e 1994, Laudrup e os companheiros ganharam quatro Campeonatos Espanhóis, uma Copa dos Campeões e um apelido para a eternidade: o Dream Team.

Mas as oportunidades perdidas também continuavam perseguindo o escandinavo. Em 1994, foi do banco de reservas que ele assistiu à final da Liga dos Campeões da UEFA contra o Milan, vencida por surpreendentes e enfáticos 4 a 0 pelo clube italiano. "O Laudrup era o jogador que eu mais temia e o Cruyff cometeu o erro de deixá-lo no banco", comentou o técnico Fabio Capello, à época no comando do time rossonero, após a goleada.

O troco

Não foi preciso mais que isso para despertar em Laudrup os mesmos sentimentos que o haviam feito virar as costas para Ajax e Liverpool alguns anos antes. Apesar do amor da torcida catalã, ele respondeu à afronta assinando com o arquirrival madrilenho. "Não foi por vingança", explicou o meia. "O meu período no Barça estava terminado, assim como o Dream Team, aliás. Fui para o Real Madrid porque queria jogar em uma equipe capaz de buscar o título e, ao mesmo tempo, permanecer na Espanha."

O objetivo foi alcançado já ao fim da temporada seguinte, com o título de campeão espanhol de 1995. E a revanche de Laudrup completou-se no clássico que o time merengue venceu por 5 a 0 um ano depois de ter levado o mesmo placar no Camp Nou. O dinamarquês fez uma das melhores partidas da sua carreira e deu o passe para um dos três gols de Iván Zamorano. "A razão pela qual fiz tantos gols com o Real Madrid? O Laudrup!", homenageou o atacante chileno.

Após duas temporadas na capital espanhola, o meia começava a pensar em pendurar as chuteiras e, aos 32 anos, transferiu-se para o Vissel Kobe na jovem liga japonesa. Mas os seis gols que marcou em 15 partidas pelo time em 1996/97 mostraram que ele ainda tinha futebol para brilhar no Velho Continente. Por ironia do destino, ofereceu os últimos serviços ao clube que havia rejeitado duas décadas antes. Laudrup assinou com o Ajax e despediu-se dos gramados com um título de campeão holandês.

Nem sempre é possível reparar os erros de juventude, porém, e o mito de Laudrup provavelmente não seria tão fascinante sem a grande chance desperdiçada com a seleção. Mesmo que o genial meia de criação tenha disputado três edições da Eurocopa (1984, 1988 e 1996). Mesmo que tenha vencido a Copa das Confederações da FIFA 1995. Mesmo que tenha feito parte do sensacional elenco dinamarquês que encantou o planeta bola na sua primeira participação na Copa do Mundo da FIFA, em 1986. Mesmo que ele tenha marcado um golaço contra o Uruguai no antológico 6 a 1 escandinavo no México.

Uma festa perdida

Todas essas realizações pesam pouco na balança frente à decisão de abandonar a seleção durante as eliminatórias para a Euro 1992. Após uma derrota por 2 a 0 para a Iugoslávia, e insatisfeito com as escolhas táticas de Richard Moller Nielsen, Laudrup deixou o grupo jurando que nunca mais jogaria sob as ordens do técnico. Calculou mal.

Apesar da eliminação, a Dinamarca passou pela repescagem depois que a Iugoslávia foi suspensa. O resto da história é conhecido: uma equipe formada por jogadores em férias foi montada no último minuto, voou até a Suécia, venceu uma partida atrás da outra e conquistou o título máximo da Europa. O melhor jogador dinamarquês de todos os tempos ficava de fora da grande festa do seu país.

Em 1993, sob forte pressão popular, Laudrup voltou atrás e retornou à seleção comandada pelo mesmo Nielsen. "Eu não queria recuar de uma decisão que havia tomado com tanta firmeza, mas, ao mesmo tempo, sentia cada vez mais vontade de jogar com eles!", explicou. "Com o treinador, houve uma aproximação mútua. A equipe não tinha disciplina. Eu não me sentia capaz de fazer o que ele esperava de mim, me tornar o líder do grupo. Mas me tornei um líder no Barça, o dono do jogo, e esse papel me caía bastante bem, no fim das contas."

Laudrup disputou a última das suas 104 partidas com a camisa da Dinamarca nas quartas de final da França 1998, contra o Brasil. O selecionado europeu perdeu por 3 a 2 depois de ter jogado de igual para igual com o então campeão do mundo. Após a eliminação, o capitão confirmou o que todo torcedor dinamarquês temia. "Este foi o último jogo da minha carreira", anunciou. "Mas também foi um dos melhores, senão o melhor." O melhor, coroado por uma derrota: irônica síntese da trajetória de um rei sem coroa.

Fonte da Imagem: Blog El Mundo de Papas

Fonte: FIFA



 

 

Dinamáquina

Autor: Adriano Fernandes - 30/12/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários 1 comentários

Dinamarca Campeã da Eurocopa 1992

México, 4 de Junho de 1986. 13ª Copa do Mundo. Grupo E. Estádio Neza 86. Dinamarca contra Escócia. Resultado: 1 x 0, gol de Elkjær Larsen(campeão do scudetto 84/85 pelo Hellas Verona), vitória da Dinamarca. Este foi o começo do lendário time Dinamarquês que surpreendeu o mundo na Copa do México, e que conquistou a Eurocopa em 1992.

Em 1979, o treinador alemão Sepp Piontek assume a seleção da Dinamarca, após a recente profissionalização do futebol no país. Em sete anos de trabalho, Piontek leva a seleção para sua primeira participação em Copas do Mundo. Mesmo com uma boa campanha na Euro-84, na qual chegou à fase de semi-final, nada se esperava de uma seleção estreante em Copas.

A vitória contra a Escócia (treinada por Alex Fergunson) colocou o time na liderança do Grupo E, que era completado por Uruguai e Alemanha. A próxima partida seria contra o time celeste, que possuía em seu elenco o craque platino, Enzo Francescoli, além do goleiro Rodolfo Rodríguez, do são-paulino Dario Pereyra e o eficiente meia Colorado Rubén Paz.

A Dinamarca abriu 2 x 0 ainda no primeiro tempo. Francescoli diminuiu de pênalti aos 45 minutos. O Uruguai foi para o vestiário crente que sofrera um pequeno susto, e que poderia reverter a situação no tempo complementar. Aos 7 minutos da segunda etapa o jovem promissor da Juventus, Michel Laudrup faz 3x1. O artilheiro Elkjær Larsen faz mais dois (já tinha feito o primeiro gol da partida aos 11 minutos) e o jogador do Manchester United, Jesper Olsen finaliza a goleada histórica. 6x1 nos celestes bicampeões mundiais.

A próxima partida seria contra a temível Alemanha, sempre perigosa em qualquer torneio de Futebol. Dessa vez o time de Franz Beckenbauer sairia derrotado contra uma sensação da Copa (havia ganhado do Carrossel Holandês na final de 1974). 2 x 0, gols de Jesper Olsen e Eriksen. 

Dinamarca classificada para a segunda fase do torneio. Com todos os pontos aproveitados, 3 vitórias históricas e com a torcida de boa parte do mundo. Jogaria contra a Espanha, segunda colocada no Grupo D, que tinha Brasil, Irlanda do Norte e Argélia.

A Dinamarca era a favorita. Tinha um time melhor. Mas a tarde de 18 de junho foi de Emilio Butragueño, na época um jovem de 22 anos, futura lenda do Real Madrid. A Dinamarca saiu na frente com J. Olsen, mas no final do primeiro tempo, Butragueño empata pra Fúria. No segundo tempo, o jovem do Madrid faria mais 3 gols e com outro gol anotado por Goikoetxea, a Dinamáquina é eliminada pelos espanhóis, segunda vez em dois anos. Os craques Michael Laudrup, Allan Simonsen, Elkjær Larsen voltam pra casa mais cedo, muito cedo.

Com campanhas fracas na Eurocopa de 1988, e na eliminatória pra Copa de 1990(na qual não se classificou) e com a iminente saída do técnico Piontek, a Dinamáquina, e toda sua geração parecia ser mais um sonho de verão, destes que costumam aparecer em tempos de Copas.

Em 1990, Piontek foi substituído pelo treinador-assistente Moller Nielsen. Na Euro de 1992, a Dinamarca perde sua vaga para a Seleção da Iugoslávia, porém, num ato de pura magia futebolística, a UEFA suspende a participação da Iugoslávia, devido à guerra que acontecia na região, e a Dinamarca entra na competição. Porém, seu maior jogador não participaria. Michael Laudrup ficou de fora da convocação da equipe devido a desavenças com o técnico Nielsen. Mas o DNA da família Laudrup estaria presente nas veias do caçula Brian Laudrup, jogador do Bayern de Munique. 

Na Euro-92, com uma vitória, um empate e uma derrota, a Dinamarca se classificaria em segundo lugar, atrás da Suécia (que ficaria em 3º lugar na Copa de 1994). Após um empate em 2x2 contra a atual campeã européia Holanda, o time de Nielsen passa para a final da competição, após Van Basten ser o único a errar na disputa de pênalti.

A final da Euro seria contra a Alemanha, na época bicampeã européia. No dia 26 de junho de 1992, com uma vitória de 2x0 a Dinamarca entra para a história como campeã européia. Seu único triunfo, e sem sua maior estrela. Mas com um dos maiores goleiros da história, o Grande Dinamarquês, mito do Manchester United: Peter Schmeichel, que defendeu o pênalti de Van Basten na Semi-Final.

Não se classificou para a Copa de 1994, ficando um ponto atrás do algoz Espanha, e sendo eliminada na primeira fase da Eurocopa de 1996, em que a Alemanha se tornou tricampeã.

Em 1998, veio o fim da 2ª parte da melhor geração do futebol dinamarquês. Com campanha razoável na primeira fase, com uma vitória sobre a Arábia Saudita, empate contra África do Sul e derrota frente à anfitriã França, se classificou em Segundo Lugar no Grupo C. Nas Oitavas de Final, enfrentou a forte seleção da Nigéria (que eliminara a Espanha, com uma falha histórica de Zubizarreta) e goleou por 4x1. 

Superando a sua única participação anterior em Copas, o time, que desta vez reuniu os irmãos Laudrup, o lendário Schmeichel, e o jovem Martin Jorgensen da Udinese, foi eliminado pelo Brasil após uma derrota por 3x2, numa das melhores partidas do torneio.

Fonte da Imagem: Grandes Seleções 

Fonte: Grandes Seleções 11/3/2011



 

 

Gordon Banks, o goleiro que parou Pelé

Autor: Adriano Fernandes - 30/12/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Gordon Banks e Pelé

Seria possível, no cenário atual do futebol mundial, imaginar um atleta que jamais atuou por grandes clubes chegar ao ápice e ser um dos maiores jogadores da história de seu país? Muitos responderão que não, mas há 73 anos, em Sheffield, na Inglaterra, nasceu esse homem que quebraria muitos paradigmas: Gordon Banks.

O jogador inglês, além de não ter jogado em equipes de destaque na Inglaterra, também atuava em uma posição que normalmente é lembrada por desastres. Falar da carreira vitoriosa de um goleiro não é tão fácil quanto relembrar lances geniais e gols inesquecíveis de jogadores famosos. Mas Gordon Banks mostrou que o goleiro pode, sim, ser o astro principal do espetáculo.

Banks iniciou tardiamente sua trajetória no mundo futebolístico, aos 22 anos. Antes disso, o garoto de Sheffield trabalhava desde os 15 anos de idade como servente de obras. Em 1959 foi para o Chesterfield, equipe da terceira divisão inglesa e, sete meses depois, foi contratado pelo Leicester. Em pouco tempo, Gordon Banks conquistou a posição de goleiro titular da equipe. As atuações do goleiro revelavam grande senso de posicionamento, além de um incrível reflexo, características que o levaram à seleção inglesa para disputar as eliminatórias para a Copa do Mundo de 1966.

Durante a disputa do mundial daquele ano foi titular absoluto da equipe e conquistou o título para a Inglaterra. As boas atuações de Gordon Banks durante a Copa de 1966 lhe renderam um recorde que até hoje não foi quebrado: foram sete partidas sem sofrer gols. Após 442 minutos sem sofrer gols, Banks não conseguiu impedir que a bola entrasse na cobrança de pênalti de Eusébio, de Portugal.

Mas, apesar de ter sido o titular da posição na conquista de 1966, é na Copa do Mundo de 1970 que Gordon Banks protagonizou o lance de maior sucesso de sua carreira e pelo qual é lembrado em qualquer lugar do mundo. Na partida entre Brasil e Inglaterra, Jairzinho cruzou a bola para dentro da área de Banks. A bola encontrou Pelé, que cabeceou forte, para o chão, no canto direito do goleiro inglês, que estava do outro lado da meta. Pelé e os mais de 67 mil espectadores presentes no estádio chegaram a comemorar o gol. Mas Gordon Banks, em segundos, alçou vôo para o lado contrário e se esticou para desviar, com o dedão, a bola que tinha destino certo. Esta é a defesa mais famosa de todos os tempos e Banks já se acostumou que as pessoas lembrem-se dele por conta deste lance, mas esquecem da conquista de 1966. E Pelé, que contabiliza mais de mil gols em sua carreira, diz sempre se lembrar daquele gol que não marcou contra a Inglaterra.

Em 1972 foi eleito o melhor jogador da Inglaterra, feito quase inédito para um goleiro. No mesmo ano, Gordon Banks encerrou sua carreira no pequeno Stoke City, após um acidente de automóvel tirar a visão de seu olho direito, aos 35 anos. Retornou aos gramados anos mais tarde para atuar pouco tempo pelo Fort Lauderdale Strikers, dos Estados Unidos.

Mesmo não sendo jogador de grandes equipes inglesas, Gordon Banks é considerado um dos melhores jogadores da história da Inglaterra. Suas atuações sempre consistentes e sua segurança em sair do gol para realizar as mais espetaculares defesas renderam a ele uma frase que o definiu: tão seguro como os bancos da Inglaterra. Banks mantém em sua história números que surpreendem. Por exemplo, a seleção inglesa perdeu apenas nove jogos dos 73 que Banks defendeu a meta. Ao todo, o goleiro sofreu 57 gols em jogos oficiais pela Inglaterra, uma média de 0,78 gols por partida. Manteve-se invicto por 35 partidas.

São esses números que transformam Gordon Banks um dos goleiros mais famosos de todos os tempos. Banks teve sua imagem imortalizada pelo último clube inglês que defendeu, o Stoke City. No estádio do time foi erguida uma estátua em homenagem ao maior goleiro que a Inglaterra já viu proteger suas cores.

Curiosidade: uma agência de publicidade brasileira criou um vídeo no qual Banks pede desculpas a Pelé por ter defendido aquela cabeçada em 1970. O comercial divulgava o programa Gols pela Vida, do Instituto Pelé Pequeno Príncipe, com sede em Curitiba, Paraná. Na iniciativa, 1283 medalhas foram confeccionadas para homenagear os gols de Pelé e a renda da venda dos objetos foi revertida para pesquisas médicas do instituto. Durante o vídeo, Gordon Banks explica, ao lado da estátua erguida em sua homenagem na Inglaterra, que se soubesse da importância daquele gol, não teria realizado a fantástica defesa que o fez famoso mundialmente.

Por Melissa 

Fonte da Imagem: Templo da Bola

Fonte: Templo da Bola em 8/6/2011



 

 

Quem foi o Feitiço da Vila?

Autor: Adriano Fernandes - 29/12/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Luis Matoso, o Feitiço

O primeiro "artilheiro" do Brasil!

Feitiço! Definido pela PLACAR de setembro de 1991 como um centroavante raçudo, corajoso de cabeçadas fulminantes e indefensáveis chutes de sem-pulo desferidos com o bico da chuteira.

Em uma edição especial também da PLACAR sobre o Santos. Edição que fazia parte de uma série sobre os grandes paulistas em 1988. Na parte final da revista você encontrava fotos com breves históricos de alguns dos deuses que passaram pelo solo sagrado de Urbano Caldeira. Dois chamaram atenção: Pagão e Feitiço.

O ano era 1927 e o jogo acontecia entre as Seleções Carioca e Paulista no campo do Vasco da Gama (São Januário). No placar: 1×1. Aos 29 minutos do segundo tempo o árbitro marca pênalti a favor dos cariocas. Festa de um lado, reclamação do outro. Os paulistas não queriam deixar a cobrança acontecer. Puxa daqui, empurra, xinga, ameaça de lá! É aí que entra um fator decisivo na trama. O presidente da República, Washington Luís, assiste ao jogo e determinado a ver o fim da disputa manda um emissário para dentro de campo. O provável protótipo de ASPONE, com sua roupa fina e totalmente fora de seu habitat vai chegando aos poucos perto dos jogadores. Desvia daqui, se protege acolá! Quando jogadores e árbitros olham para a figura estranha que se meteu no meio do bololô, ficam calados. O ‘engomadinho’ se recompõe, pigarreia: ‘Ham-ham!’. E finalmente fala: ‘Sua Excelência ordena que a peleja seja reiniciada’.

Continua o silêncio. Então acontece o fato que faz admirar um ídolo do futebol. Feitiço toma a frente, olha para o ‘engomadinho’ e diz: ‘Pois diga a Sua Excelência que ele manda é lá no Palácio do Catete. Aqui, mandamos nós’!

A atitude de Feitiço não passou batida. Juntamente de Tuffy que também não queria deixar a cobrança acontecer de jeito nenhum, goleiro da Seleção Paulista e também do Santos, foram suspensos do time praiano. A primeira grande mancada de cartolas santistas. Além de não resguardarem seus jogadores, a atitude subserviente dos cartolas foi importante para o Santos perder aquele que seria seu primeiro título estadual para o Palestra Itália (futuro Palmeiras)em plena Vila Belmiro. Realmente um pecado, por vários motivos.

Além dos já citados, o ataque de 1927 não foi coroado com o merecido título. Esse ataque deve ser cantado em prosa e verso por todo santista tal qual Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.  Por quê?!

Em 1927, o Santos foi o primeiro time a registrar 100 gols em uma competição com Omar, Camarão, Araken, Feitiço e Evangelista! Média de 6,25 gols por jogo, senhoras e senhores!

Feitiço ainda foi o primeiro jogador brasileiro a receber a alcunha de artilheiro. Termo importado do Uruguai onde jogou e foi campeão pelo Peñarol em 1935.

Bem, foi esse toque de rebeldia e, claro, a incrível facilidade em ‘fuzilar’ as redes adversárias, que me fizeram admirar Luís Matoso, o Feitiço. Em dezembro serão completados 100 anos de seu nascimento. Que nem o Santos e nem os santistas esqueçam dessa data tão importante em nossa história. E, lembrando Noel, Luís Matoso é e sempre será o nosso Feitiço da Vila.

Por Douglas Soares em 27/08/2011 

Fonte da Imagem: Os Geraldinos

Fonte: Os Geraldinos



 

 

29 de Dezembro de 1967: Palmeiras Bicampeão da Taça Brasil

Autor: José Renato - 29/12/2012   Comentários Nenhum comentário

palmeiras-taca-brasil-1967-01.jpg

A Taça Brasil de 1967 foi a nona edição deste torneio, e a última que contou com equipes paulistas, uma vez que já naquele ano esta competição sofreria de um natural esvaziamento, devido principalmente ao Robertão, campeonato que contava com as maiores equipes do Brasil.

O torneio contou com 21 equipes…

Ao contrário da maioria das equipes, o Palmeiras começou a competição já nas Semifinais, por ser o atual campeão paulista.

Depois de perder o primeiro jogo por 2 a 1 para o Grêmio, venceu a equipe gaúcha no jogo de volta por 3 a 1, o que provocou uma partida desempate, quando após nova vitória, por 2 a 1, se classificou para a grande final.

Pela outra Semifinal, a equipe do Náutico, surpreendeu o atual campeão da Taça Brasil, o Cruzeiro, e também após 3 partidas, também passou a condição de finalista.

As finais foram emocionantes…

No primeiro jogo, em Recife, o Palmeiras venceu por 3 a 1, e colocou a mão no título, com gols de César, Zequinha e Lula, contra o gol alvirubro de Nino.

Na partida final, no Pacaembu, o Palmeiras preparou a festa, mas o Náutico, com gols de Ladeira e Nino, contra um de Tupãzinho, venceu por 2 a 1, o que provocou uma partida extra…no Maracanã…

Eis a ficha técnica…da vitória…e do título alviverde

Palmeiras 2×0 Náutico

Data: 29/12/1967

Local : Estádio do Maracanã (RJ)

Árbitro : Armando Marques

Público : 16.577 pagantes

Gols : César e Ademir da Guia

Palmeiras: Perez; Geraldo Scalera, Baldochi, Minuca e Ferrari; Dudu, Zequinha; César, Tupãzinho, Ademir da Guia e Lula. Técnico: Mário Travaglini

Náutico: Valter; Gena, Mauro, Fraga e Clóvis; Rafael e Ivã; Miruca, Ladeira (Paulo Choco), Nino e Lalá. Técnico: Duque

O Palmeiras jogou 6 partidas, venceu 4 e perdeu 2.

Fonte da Imagem: Imortais do futebol



 

 

O milésimo gol

29/12/2012 Categoria: Roberto Vieira   Comentários Nenhum comentário

1000 gols Pelé

… o milésimo gol está prestes a se tornar banalidade, mas antigamente era coisa muito séria, seríssima!

Ele marcou o milésimo gol na escola.

Em segredo.

Na pelada do recreio.

Não teve foto, nem festa, nem sorvete de chocolate.

Apenas a sensação do dever cumprido.

Futebol é bola na rede, segundo seu pai.

Embora a barra da escola não tenha rede.

Nem barra.

É apenas um espaço entre dois paralelepípedos no infinito infantil.

Coisa estranha.

Na noite do milésimo gol não dormiu direito.

Sonhou com a palmatória na escola.

Sonhou com o padre e diretor falando do inferno.

Acordou assustado.

Não dormiu mais.

As aulas de matemática e geografia pareceram intermináveis.

Ficava pensando no caderninho na bolsa.

999, 999, 999, 999.

A tampinha de refrigerante caiu no seu kichute direito.

O chute saiu certeiro.

Gol.

Queria correr para os braços do pai.

Sentir o beijo da mãe.

Calou-se.

Escreveu no caderno.

1000, 1000, 1000, 1000.

Segredo particular, particularíssimo.

Ele e Deus na sacristia.

Caminhando pra casa na Conde da Boa Vista, soluçou.

Mas um homem não deve chorar, segundo seu pai.

Nem no dia do seu milésimo gol.

Fonte da Imagem: Portal 2014



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