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Carlos Alberto Silva, 74 anos

Autor: Adriano Fernandes - 14/08/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Carlos Alberto Silva

O único time do Brasil que tem como principal ídolo um treinador é o Guarani. Apesar de ter tido grandes jogadores, nenhum deles teve o carisma ou a sensibilidade de mexer com o emocional da torcida bugrina como Carlos Alberto Silva. E nesta terça-feira, justamente um dia após o Guarani comemorar 35 anos da conquista do Campeonato Brasileiro de 1978, o ídolo faz 74 anos.

O "mestre" chegou ao clube sob desconfiança da imprensa e da torcida, mas estruturou o mais lendário time da história bugrina. Em razão de sequelas de más-administrações, o então presidente Ricardo Chuffi (já falecido), que tinha acabado de assumir o clube, deu a Carlos Alberto um baixo orçamento para a montagem do time. O treinador apostou em jovens promessas das categorias de base, mesclando com jogadores experientes e chegando ao inédito título nacional.Carlos Alberto Silva chegou ao clube no início de 1978, após fazer boa campanha em clubes do interior de Minas Gerais, principalmente na Caldense. Com apenas 38 anos e experiência em clubes de pouca expressão, o treinador foi alvo das críticas da exigente imprensa campineira, que depois se rendeu ao trabalho vitorioso do treinador.

“A imprensa meteu o pau em mim. Depois, chamei os jornalistas para um coquetel e pedi uma trégua, que esperassem que eu fizesse o meu trabalho primeiro, para depois criticarem, se fosse o caso. Isso foi encarado como um gesto de humildade e depois minha relação com a imprensa foi excelente”, relembra Carlos Alberto.

Na época a situação financeira do clube não era das melhores. Nos anos anteriores, o então presidente Leonel Martins de Oliveira, que agora está de volta ao poder, arrebentou com o dinheiro do clube em contrataçõs faraônicas como Brecha, Flexa, Campos e outras folcóricas como Tião Tomé e Dedeu. Prova disso é que na data da apresentação dos atletas, apenas 15 jogadores estavam presentes.

O mérito de Carlos Alberto Silva ficou evidente, pois do time titular que levantou a taça, apenas Bozó e Capitão foram contratados para a competição. Os outros nove jogadores já estavam no clube, a maioria vinda da base. Só faltava uma pessoa competente para organizar e escalar a equipe corretamente.

Sua sintônia com a torcida do Guarani era tão grande que Carlos Alberto Silva recusou todas as inúmeras propostas que recebeu para ser treinador da Ponte Preta, arqui-rival do Bugre. E sempre que dirigia um adversário do Guarani, no estádio Brinco de Ouro, a torcida levantava e ecoava: "Carlos Alberto! Carlos Alberto! Carlos Alberto!"

"Talvez seja o momento de maior emoção em minha carreira. Eu entrado no campo e os torcedores começam a gritar meu nome. Eu ficava arrepiado e até chorava de emoção", relembra Carlos Alberto.

Carreira vitoriosa

Após deixar o Brinco de Ouro, o treinador passou por grandes clubes do futebol brasileiro, como Palmeiras, Corinthians, Cruzeiro, Santos e São Paulo. No exterior, Carlos Alberto dirigiu clubes em Portugal, onde conquistou títulos e fez história e na Arábia Saudita. Entre os anos de 87 e 88 viveu o auge da carreira ao comandar a Seleção Brasileira.

Carlos Alberto Silva ainda retornou ao Guarani em quatro oportunidades: 84, 94, 96 e 2001. Comandou a equipe semifinalista do Campeonato Brasileiro de 1994, quando perdeu a vaga na final para o Palmeiras/Parmalat, que tinha uma grande equipe e seria bicampeão nacional.

Dois anos depois, o treinador repetiu o trabalho no Bugre, chegando a liderar por algumas rodadas o Campeonato Brasileiro. No final, a equipe caiu de produção mais ainda assim terminou em sexto lugar. Esta, aliás, foi a última grande campanha bugrina na elite nacional.

Decepção

Em 2001, no entanto, Carlos Alberto retornou ao Guarani pela última vez e não teve o sucesso das vezes anteriores. Já com o clube entrando em declínio financeiro, o treinador não conseguiu evitar o rebaixamento no Campeonato Paulista, sacramentado com um empate sem gols com a Portuguesa Santista dentro do Brinco de Ouro.

Este foi o primeiro rebaixamento estadual da história do Guarani em 50 anos. Mas a estrela do treinador era tão grande que a queda não se consumou, devido a uma mudança no calendário do futebol brasileiro, que criou o Torneio Rio São Paulo no ano seguinte. Ou seja, este rebaixamento não trouxe qualquer consequência ao time bugrino.

Vida em família Principalmente se fosse no Guarani, hoje sem qualquer comando em seu departamento de futebol.

Atualmente, Carlos Alberto está aposentado dos gramados, mas sempre ligado no futebol. Morando em Belo Horizonte, ele cuida dos vários negócios da família, revela que só voltaria ao futebol se fosse para trabalhar como gerente de futebol. Diz estar cansado da rotina de viagens e hotéis, que repetiu por mais de 30 anos. O futebol agradeceria se o "mestre" retornasse ao futebol em qualquer função.

Por Agência Futebol Inteiror

Fonte da Imagem: UFMG

Fonte: Futebol Interior em 14/08/2009 (atualizado)


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