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Blog Memória Futebol


Saiba como fazer moldura de camisas

04/09/2013 Categoria: Rafael Luis Azevedo   Comentários 2 comentários

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Você quer retirar do guarda-roupa aquela camisa de futebol autografada por seu ídolo, expondo em destaque na decoração de casa? O uso de moldura é o mais indicado, mas não é fácil encontrar quem faça esse serviço mesmo em capitais do Brasil. Entre colecionadores, uma das lojas que viraram referência é a Art’ Reflexus, de São Paulo.

Aberta há 20 anos, a loja de decoração e produção de molduras sob encomenda conquistou um público cativo no futebol. Ao todo, já foram emolduradas mais de 500 camisas, principalmente de clubes paulistas e da seleção brasileira. “Já perdi as contas”, diz a proprietária Mariana Ferretti.

O enquadramento custa entre R$ 200 e R$ 400, dependendo do modelo escolhido. “Pode-se colocar a camisa dobrada; esticada, dobrando-se as mangas; ou ainda esticada totalmente”, explica Mariana, perfeccionista. “É um serviço que requer muito capricho. Sei da paixão e preocupação dos torcedores pelas camisas”.

O trabalho é feito em molduras “box”, pois a profundidade do quadro permite uma distância entre tecido e vidro. “Assim a camisa tem durabilidade eterna”, garante Mariana. O serviço é feito em uma a duas horas. E quem mora em outras cidades pode contar com a entrega pelos Correios.

Nos especializamos nesse serviço quando percebemos o contentamento dos clientes quando retiravam o quadro pronto”. Mariana Ferretti, proprietária da Art’ Reflexus.

Entre os clientes, além de colecionadores há muitas mulheres e filhos, que desejam presentear, namorados, maridos e pais. “Já emolduramos camisas para inúmeros jogadores de futebol, mas por questão de ética prefiro não citar os nomes”, conta Mariana.

Satisfeita com a procura, a empresária prepara um novo passo: a comercialização de quadros prontos com camisas de times. “Em breve teremos essa novidade”, promete. Assim, colecionador, você poderá ter o quadro na parede sem abrir mão de vestir a camisa querida. Tem coisa melhor?

Fonte de texto & Imagem: Verminosos por Futebol em 04/09/2013


 

 

Argentino é pai das gêmeas Mara e Dona

30/08/2013 Categoria: Rafael Luis Azevedo   Comentários Nenhum comentário

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Se tivesse nascido menino, poderia ser Diego. Mas calhou de ser menina – e logo duas! Problema para a homenagem? Pois o argentino Walter Gaston Rotundo teve uma ideia inusitada para, mesmo assim, saudar o ídolo Maradona na certidão das gêmeas. Dividiu o sobrenome, e então vieram ao mundo Mara e Dona. Genial!

Essa história de paixão desmedida, claro, surgiu em Buenos Aires, centro de adoração ao camisa 10. Walter nasceu em 1982, em meio à Guerra das Malvinas, quando seu país perdeu a soberania da ilha para os ingleses. Alguns anos depois, ele virou fã do craque que levou a Argentina à desforra.

“Eu sou um argentino que ama Maradona. E este amor tem dois momentos principais: a vitória sobre a Inglaterra na Copa de 1986, que também foi política, com direito ao melhor gol da história dos Mundiais, e as lágrimas de Diego na final de 1990 por não ter derrotado o poder da Fifa”, conta.

Walter conheceu a esposa, Stella Maris, em 2001. E desde aquela época já comentava que juntos teriam duas filhas, e que se chamariam Mara e Dona. Em 2010, ela descobriu que estava grávida. Meses depois, soube que eram gêmeos. Mais alguns meses, viu que seriam meninas. “Nesse momento, minha esposa me disse: ‘Elas serão Mara e Dona’”. Estava escrito.

Curiosamente, Maradona teve conhecimento do tributo alguns meses antes do parto. Foi num programa da rádio Metro 95,1, do jornalista Andy Kustnetzoff, relembra Walter. O apresentador disse apenas que as duas meninas homenageariam o ídolo. O craque, agradecido, sugeriu: “Que o pai ponha Mara em uma e Dona em outra”. Estava mesmo escrito.

Dia 26 de julho de 2011, nasciam Mara Delfina Rotundo e Dona Isabella Rotundo. Hoje, além de várias blusas da seleção, elas também desfilam com camisas do Al-Wasl, dos Emirados Árades, autografadas por ninguém menos que Maradona, ex-técnico do time.

Apesar de tudo, Walter não se considera um fanático por Maradona. “Não gosto dessa palavra. Um fanático não consegue ver os erros do ídolo. O amor, ao contrário do fanatismo, permite enxergar isso”, compara. Fanático, louco ou verminoso, tanto faz… Essa paixão que resultou na Mara e na Dona é tão grande que não dá pra definir.

Página do Facebook de Walter Rotundo em homenagem a Maradona:

www.facebook.com/lagentedeldiego

Fonte de Texto & Imagem: Verminosos Por Futebol em  27/08/2013



 

 

Gales pela 1ª vez tem 2 times na EPL

26/08/2013 Categoria: Rafael Luis Azevedo   Comentários Nenhum comentário

Cardiff City, Swansea City

A temporada que iniciou este mês é histórica para o futebol de Gales. Pela primeira vez dois clubes do país disputam a Premier League, a fase moderna da liga da Inglaterra, criada em 1992. O Cardiff City se junta ao Swansea City, que participa pela terceira vez seguida do campeonato de elite. E essa novidade promete empolgar a nação, uma das quatro que constituem o Reino Unido.

“A rivalidade entre os dois clubes é enorme”, pontua o blogueiro galês Mark Pitman. Essa disputa centenária começou em 1912, com a fundação do Swansea. O primeiro jogo, contra o Cardiff, de 1899, foi um empate em 1 a 1. Curiosamente, essa rivalidade separada por 65 km foi construída em campeonatos da Inglaterra, já que a liga profissional de Gales surgiu somente em 1992.

Apesar disso, ambos nunca tiveram muito sucesso no país vizinho. Fora a Copa da Inglaterra do Cardiff em 1926/1927, os títulos da dupla saíram nas 2ª, 3ª ou 4ª divisões. O crescimento veio apenas neste século, coincidentemente a partir da inauguração de seus modernos estádios, do Swansea em 2005 e do Cardiff em 2009.

A rivalidade entre Swansea City e Cardiff City, os maiores clubes do País de Gales, completou 100 anos em 2012

Na temporada 2010/2011, o Swansea coroou esse novo momento com a volta à 1ª divisão, após 28 anos. Dois anos depois, o clube conquistou a Copa da Liga Inglesa, sendo o primeiro time galês a representar a Inglaterra numa competição europeia, a Liga Europa. Na mesma temporada, o Cardiff assegurou o título da 2ª divisão, voltando à elite após 51 anos.

O último confronto entre ambos ocorreu na 2ª divisão, em 2011, vitória do Cardiff por 1 a 0 fora de casa. O próximo duelo será em novembro, na casa do Cardiff, mas agora num patamar técnico bem superior.

“Os clubes tiveram problemas financeiros semelhantes no passado, mas eles estão agora muito mais fortes”, situa Mark. “O Cardiff City estará feliz se ficar na Premier League. Já o objetivo do Swansea City será equilibrar as campanhas na Premier League e na Liga Europa”, compara. Enquanto isso, outros times galeses sonham em repetir esse sucesso a médio ou longo prazo.

“O Cardiff City estará feliz se ficar na Premier League. Já o objetivo do Swansea City será equilibrar as campanhas na Premier League e na Liga Europa”. Mark Pitman.

Quem está em patamar mais próximo são Newport County, na 4ª divisão inglesa, e Wrexham, da 5ª divisão. Mark não torce por nenhum dos quatro, mas sim pelo Port Talbot Town, que disputa a Premier League galesa. Mesmo assim, o blogueiro está de olho na Premier League inglesa. “É um momento excitante”, vibra. Imagine o sentimento dos torcedores de Swansea e Cardiff.

Fonte da Imagem: Outside of the boot

Fonte: Verminosos Por Futebol em 24/08/2013



 

 

Cidreira: o maior dos elefantes brancos

21/08/2013 Categoria: Rafael Luis Azevedo   Comentários Nenhum comentário

Estádio Municipal de Cidreira

A Copa do Mundo de 2014 vai render alguns elefantes brancos ao futebol do Brasil. Mas nenhuma das “arenas” será tão inutilizada quanto o estádio de Cidreira, no interior gaúcho. Suas arquibancadas, com 17 mil lugares, poderiam receber toda a população do município, de 12 mil habitantes. “Poderiam”, pois o estádio se encontra em ruínas.

Se um dia ele guardar semelhança com algum dos estádios das 12 sedes do Mundial, não seria mera coincidênca. Uma ode à megalomania que acomete a classe política brasileira, o estádio Municipal de Cidreira nunca se justificou. Por isso virou um problemão para a administração, que não tem como bancar sua manutenção.

Inaugurado em 1996, o estádio foi ideia do então prefeito Elói Braz Sessim. Foram gastos 800 mil dólares, para atrair Grêmio e Internacional a torneios de pré-temporada na cidade, tradicional ponto veranista dos moradores de Porto Alegre. Naquele ano, o município chegou a receber a Copa Renner, disputada por Grêmio, Sport, Nacional-URU e Cerro Porteño-PAR. Mas ficou nisso.

Passadas quase duas décadas, o Sessimzão tornou-se inútil diante do frágil futebol local. E os anos de desatenção do poder público cobraram seu preço. “O estádio está ruindo”, denuncia Ricardo Lobão, autor do Blog do Lobão. Policial civil, ele registrou fotos a pedido do Verminosos por Futebol.

“Devido ao mau estado das instalações, a dupla Gre-Nal não veio mais para Cidreira”, conta Lobão. Sem os grandes de Porto Alegre, e sem um time no Campeonato Gaúcho, o estádio acabou abandonado.

O estádio está ruindo”. Ricardo Lobão, autor do Blog do Lobão

Um luxo para um município pequeno, que na época da inauguração do estádio tinha população de apenas 8 mil habitantes. “A cidade é um caos político, com obras inacabadas, ruas intrasitáveis, saúde um horror. A demolição do Sessimzão agora é a única saída”, sugere Lobão. Pode parecer uma solução absurda, mas seria menos custoso do que mantê-lo sem necessidade.

O Verminosos por Futebol buscou a Prefeitura de Cidreira, durante quase quatro semanas desde 28 de maio. Foram questionados: 1) Qual o custo da manutenção mensal do estádio; 2) Qual a atual utilização do estádio; 3) Qual o plano futuro para o estádio. Após um e-mail e três telefonemas, não houve retorno.

Ex-prefeito defende construção do estádio

O ex-prefeito Elói Braz Sessim atualmente mora em Tramandaí (RS), onde é proprietário da Rádio Itaramã. Para ele, a culpa pelo atual estado do estádio de Cidreira é das gestões que o sucederam. “Se o poder público continuasse investindo, com certeza teríamos treinos para os jogos da Copa por lá, não acha?”

Para Sessim, sua ideia não foi um erro. “Se tivesse sido bem aproveitado, Cidreira teria dado um salto em matéria de turismo”.

Segundo ele, o dinheiro obtido para a construção do estádio não poderia ser usado para a saúde, por exemplo. “A construção se deu porque ganhamos o valor de Brasília para este fim”, explica, opondo-se à demolição como solução. “Eu reformaria e o usaria com o propósito a que ele se destina, abrigar jogos e shows”.

Fonte da Imagem: Google Maps

Fonte de Texto: Verminosos por Futebol / Blog do Lobão em 24/06/2013



 

 

Único cearense em Copas foi um árbitro

19/08/2013 Categoria: Rafael Luis Azevedo   Comentários Nenhum comentário

Airton Vieira de Moraes (Verminosos por Futebol)

Até hoje, um único cearense entrou em campo em partida de Copas do Mundo. Mas não para chutar uma bola. O autor da proeza era árbitro e apitou em 1970, no México. Foi Airton Vieira de Moraes, que se consagrou como um dos melhores árbitros do país nas décadas de 1950 e 1960.

Radicado no Rio de Janeiro há mais de meio século, Airton, hoje com 84 anos, pode se orgulhar de integrar o seleto grupo de 13 árbitros brasileiros que já estiveram em Copas do Mundo. Ele atuou no jogo Itália 0×0 Israel, em Toluca, pela 1ª fase.

Foi o auge de uma carreira que se iniciou por acaso. Antes de virar árbitro, Airton era lateral-esquerdo, tendo sido bicampeão cearense de 1946 e 1947, pelo Fortaleza. No final da década de 1940, ele partiu para o Rio, onde fez teste no Fluminense. Após dois meses e nenhuma chance no time, o cearense perambulou sem muito sucesso por América, Bonsucesso, Madureira e Olaria, até que, em 1952, teve a ideia que mudaria sua vida.

Airton resolveu fazer teste para árbitro da federação do Rio de Janeiro e acabou aprovado. Famoso pelo estilo “linha dura”, dificilmente perdia o controle do jogo. “Como fui jogador, já sabia as manhas deles”, contou o cearense, em entrevista a este blogueiro em 2009. “Ganhei um torneio de queda-de-braço em 1953”.

Apesar do respeito no Brasil, Airton desembarcou no México sob suspeita de que faria parte de um esquema para favorecer o Uruguai no jogo contra a Suécia. Retirado da partida, ele apitou o outro duelo do grupo B. “Talvez por ciúme, alguém espalhou o boato de que eu teria ligação com o Codesal (José Maria Codesal, ex-árbitro e então dirigente uruguaio)”.

Como fui jogador, já sabia as manhas deles”. Airton Vieira de Moraes

Logo após a Copa de 1970, Airton teve que abandonar a carreira, após a federação do Rio de Janeiro anunciar que não renovaria seu contrato. “Um segundo baque como aquele já era demais para mim”, relatou o ex-árbitro, que depois atuou como radialista até a década de 1980, até aposentar-se.

Irmão do ex-técnico César Moraes, Airton nunca mais morou em Fortaleza. “Só fui de férias algumas vezes. Visitei o Castelão em 2005, num jogo entre Ceará e Fortaleza. As torcidas cresceram muito”. Airton, torcedor e conselheiro do Flamengo, é um amante do futebol. Só uma coisa o deixa irritado: erro de juízes. “Eu fico doido de raiva”. Quem tem viu, quem te vê…

Jogadores convocados pra seleção brasileira em Copas do Mundo (1930 a 2010):

131 – RJ

130 – SP

41 – MG

39 – RS

19 – BA

11 – PE e PR

6 – DF, PA e SC

5 – PB

3 – AL e MS

2 – ES, MA e RN

1 – MT e SE

419 – Total

Estados sem convocados:

CE, PI, GO, AC, AP, AM, TO, RO e RR

Fonte de Texto & Imagem: Verminosos por Futebol em 25/06/2013



 

 

Torcedor tem 100 camisas da Chapecoense

18/08/2013 Categoria: Rafael Luis Azevedo   Comentários Nenhum comentário

Marcelo Dávi

Quando vai a jogos da Chapecoense, Marcelo Dávi leva uma sacolinha com várias camisas atuais do clube. A cada torcedor com uma blusa antiga, ele propõe o escambo na arquibancada mesmo. Com loucuras assim, o colecionador chegou a marca de 100 modelos diferentes do time. “Meu recorde foi seis trocas num só jogo. Deu sorte de baterem os tamanhos”, diverte-se.

Administrador de loja de esportes, Marcelo Dávi, 32 anos, possui o maior acervo de camisas da Chapecoense, sensação do início da Série B do Campeonato Brasileiro de 2013. Ele é conhecido entre a torcida alviverde por fazer de tudo para conseguir camisas do clube, fundado em 1973. Destas quatro décadas, faltam apenas 25 modelos para completar a coleção.

A busca pelas camisas começou em 2010, quando o time foi rebaixado no Catarinense. A ideia era promover uma exposição para elevar a auto-estima da torcida. Quinze peças eram de Marcelo, torcedor desde pequeno. Com aquisições e empréstimos, o evento começou com 50, terminou com 70 e virou tradição em Chapecó. “Já foram três edições”.

Essa caçada não é nada fácil, pois na primeira década do clube só havia camisas de jogo. Por isso, a ajuda de ex-jogadores e dirigentes é essencial. “De 1985 para cá, tenho todas as verdes e faltam duas brancas, enquanto de 1973 a 1984 são apenas duas verdes”, conta Marcelo, dono de uma relíquia de 1975.

De 1985 para cá, tenho todas as verdes e faltam duas brancas, enquanto de 1973 a 1984 são apenas duas verdes”. Marcelo Dávi, colecionador de camisas da Chapecoense

Em 2010, a Chapecoense chamou a atenção da Umbro, que passou a fabricar as camisas do time. Mas, segundo Marcelo, a multinacional desagrada os torcedores, por conta de atrasos de até quatro meses na entrega de material para o clube e para as lojas. “As camisas da Pierry Sports, Rudély e Placar foram as mais legais. Tinham mais a cara do time”, opina.

Apesar disso, o clube vive um grande momento desde o tempo em que passou a vestir a marca inglesa. Em 2010, a Chapecoense evitou a queda com o licenciamento do Atlético de Ibirama. Em 2011, foi campeão catarinense. Em 2012, conquistou o acesso à Série B. E, em 2013, mostra ser um dos favoritos a chegar à Série A. “A torcida está muito confiante”.

Essa boa fase está combatendo a cultura dos “mistos” no futebol local, onde muitos são torcedores de times gaúchos. “A colonização foi muito forte. Os que vieram de lá ainda torcem para dois clubes, mas os jovens estão mudando isso”, relata Marcelo. Esse colecionador é um dos que mais contribuem para isso.

A colonização foi muito forte. Os que vieram de lá ainda torcem para dois clubes (catarinenses e gaúchos), mas os jovens estão mudando isso”. Marcelo Dávi

Fonte da Imagem: RedeCom SC / Verminosos por Futebol

Fonte de Texto: Verminosos por Futebol em 04/08/2013



 

 

Tonico Pereira é maior ídolo do Goytacaz

11/04/2013 Categoria: Rafael Luis Azevedo   Comentários Nenhum comentário

Tonico Pereira

O maior ídolo do Goytacaz, clube de Campos dos Goytacazes (RJ), não é – nem foi – um jogador. O time já contou com dois campeões do mundo em início de carreira, Didi e Amarildo. Mas é um ator a figura mais respeitada pela torcida alvianil: Tonico Pereira, o Mendonça de A Grande Família.

O seriado da TV Globo serviu para popularizar nacionalmente a relação do ator com o clube, apontado como dono da sexta maior torcida do futebol carioca, depois dos quatro grandes e do América. Na cidade-natal, todo mundo já sabia faz tempo que Tonico, atualmente com 64 anos, é um fanático torcedor do Goyta.

Mesmo a residência no Rio de Janeiro não afastou Tonico dos jogos do Goytacaz. Ele está sempre presente. “Às vezes me olham na dúvida se sou eu mesmo”, diverte-se o ator. O reconhecimento disso veio por parte da diretoria do clube, que batizou setor do estádio Ary de Oliveira e Souza como Arquibancada Popular Tonico Pereira.

Ary foi tio-avô do torcedor. A paixão pelo time veio na infância, quando morava em Campos. A maior alegria foi quando viu, aos 10 anos, a seleção brasileira ser campeã do mundo, em 1958, com um ex-jogador do Goytacaz como líder. Didi, conterrâneo de Tonico, jogara no time entre 1945 e 1946.

Quatro anos depois, foi a vez de Amarildo, também natural de Campos e revelado no Goyta em 1956, levar o escudo do clube à conquista pela seleção. “Melhor ainda que o primeiro título, na Suécia, foi com o mesmo azul do Goytacaz”, ironiza o ator. Cor de camisa que serve pra provocar os rivais Americano e Rio Branco.

Aos 18 anos, Tonico se mudou para o Rio de Janeiro. Juvenil do Goyta, ele se inscreveu em teste no América, mas se encaminhou para o teatro. Nas artes, tinha mais talento para brilhar. Porém, o futebol não ficou longe do trabalho, especialmente no A Grande Família.

"É um amor sofrido, mas correspondido”. Tonico Pereira.

Mendonça, o personagem, também é torcedor do Goytacaz. Na sala da repartição pública, a bandeira marca presença. O sucesso do seriado garantiu mídia ao clube, afastado da elite do futebol carioca desde 1992. A contrapartida foi a série de homenagens da torcida azul e branca. Para ela, Tonico é uma espécie de “ídolo sem chuteiras”.

Fonte da Imagem: Verminosos por Futebol

Fonte: Verminosos por Futebol em 02/04/2013



 

 

New York Cosmos retorna em agosto

09/04/2013 Categoria: Rafael Luis Azevedo   Comentários Nenhum comentário

New York Cosmos

2013 marca o retorno de uma das marcas mais famosas do futebol mundial. A 3ª edição da nova North American Soccer League (NASL), segunda liga dos Estados Unidos, começa no dia 6 de abril. Mas a grande novidade está reservada para 3 de agosto, quando inicia-se o returno. Na metade da temporada, entra em ação o New York Cosmos, que volta à ativa três décadas depois.

Cosmos e NASL viveram grandes momentos juntos nas décadas de 1970 e 1980, quando tornaram o futebol popular nos Estados Unidos. Muito antes da criação da Major League Soccer (MLS), em 1996, era a NASL a principal liga da modalidade no país. E o Cosmos foi o time mais vitorioso dela, com cinco títulos nos 14 anos de existência, de 1971 a 1984.

“Nenhum clube do mundo possuía tantos craques quanto o Cosmos no fim da década de 1970″. Pelé, estrela da companhia.

Em certo momento, o clube que resgatou Pelé da aposentadoria contou com jogadores de 16 nacionalidades. Muitos deles craques do quilate de Beckenbauer e Cruyff. Com essas estrelas no elenco, os jogos eram garantia de casa cheia – a média de público chegou a 47 mil torcedores por jogo em 1978.

O reinício será bem mais tímido do que nos tempos do presidente Steve Ross, dono da Warner. Os jogos serão na Universidade de Hofstra, em Long Island, vizinha a Nova York. O técnico é o venezuelano Giovanni Savarese. E a equipe não terá rostos conhecidos.

Apesar disso, o plano é ambicioso. O novo proprietário do clube, Seamus O’Brien, pretende construir um estádio para 25 mil pessoas, no distrito de Queens. O custo será de R$ 800 milhões, e a previsão é inaugurá-lo em 2016. Até lá, ele espera recuperar a aura conquistada no passado.

“Se a NASL e o Cosmos tivessem sobrevivido, nós seríamos o maior clube do mundo”.

Steve Ross, ex-proprietário do Cosmos.

A reestreia do Cosmos será justo contra seu maior rival, o Fort Lauderdale Strikers. Em 1977, os times levaram 77 mil pessoas ao Giants Stadium, recorde em jogos de ligas de futebol nos Estados Unidos. Agora, na nova NASL, os clubes têm menos tradição – e muito menos dinheiro que os participantes da MLS.

A NASL reúne times também de Canadá e Porto Rico. Entre os membros, há ainda Atlanta Silverbacks, Carolina RailHawks, FC Edmonton, Minnesota Stars, Puerto Rico Islanders, San Antonio Scorpions, Tampa Bay Rowdies e NASL Ottawa (que estreia em 2014). Os campeões dos dois turnos disputam a final.

O futebol vem crescendo nos Estados Unidos. Entre os jovens de 12 a 24 anos, o esporte já é o segundo preferido, atrás apenas do futebol americano. A MLS superou a NBA em público, graças à passagem de David Beckham. Mas a grande jogada pode ser a inclusão do clube de Nova York em breve, interesse já manifestado publicamente por ambas as partes.

“Love, love, love”. Pelé, em seu discurso “eloquente” na despedida dos gramados, no dia 1º de outubro de 1977, vitória do Cosmos sobre o Santos por 2 a 1.

Independente de qual competição participe, é bem provável que o Cosmos volte a ser uma febre nacional. E como tudo que é mania nos Estados Unidos repercute globalmente, o horizonte é fantástico para o alviverde da chamada Capital do Mundo.

Fonte da Imagem: Divulgação / Verminosos por Futebol

Fonte: Verminosos por Futebol em 22/03/2013



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