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Blog Memória Futebol


A goleada de Nilo e Filó

25/09/2013 Categoria: Roberto Vieira   Comentários Nenhum comentário

Corinthians x Botafogo 1931 - Roberto Vieira & Folha da Manhã 01

Claro.

Teve um Quadrangular mequetrefe* em Belo Horizonte.

Mas decisão mesmo nesses quase cem jogos?

Apenas no dia 6 de maio de 1931.

Diante do General Severiano lotado.

Apinhado de botafoguenses e alguns torcedores do Corinthians.

Mas nada que lembrasse a invasão de 76.

Os gloriosos alvinegros disputavam a Taça Rio-São Paulo.

Efêmero mas importante torneio entre os campeões estaduais.

O Corinthians com a mão na taça.

Metera 2x0 dias antes na Paulicéia.

Corinthians de Filó, Rato, Del Debbio e De Maria.

Filó que seria o primeiro brasileiro campeão mundial de futebol.

Cracaço.

Mas a prudência mandava ingerir altas doses de caldo de galinha.

Pois no Botafogo jogavam Nilo e Dr. Carvalho Leite.

Artilharia da pesada para o arco de Colombo.

Prudências à parte, tudo começou muito bem naquela noite carioca.

Filó cobrou escanteio na cabeça de Napole.

Timão 1x0.

Festa italiana mosqueteira.

Pois é.

E foi só.

Nilo empata o jogo antes do intervalo.

O Botafogo sai furibundo.

Pra voltar na segunda fase impiedoso.

Nilo desempata.

O árbitro paulista Silvestre Teixeira deixa de marcar pênalti de Grané.

A torcida vaia o árbitro paulista.

O Corinthians não sabe se defende a vantagem na melhor de três.

Carvalho mete o terceiro.

Paulinho pra Ariza pra Nilo: 4x1.

Paulinho assinala o quinto.

Colombo é sacado pra entrada de Tuffy.

Tuffy nem respira e toma o sexto em rush de Nilo.

Carvalho dá uma finta de corpo em Grané e tome sete!

Filó diz que vai embora pra Itália.

O Botafogo toca a bola enfim satisfeito e leva a taça.

Lá se vão 81 anos.

81 anos da maior goleada do Botafogo sobre o Corinthians.

* mequetrefe meio que virou palavra da moda...

Fonte da Imagem: Roberto Vieira


 

 

Nem todo mundo é Julinho Botelho

18/09/2013 Categoria: Roberto Vieira   Comentários Nenhum comentário

Julinho Botelho na Seleção Paulista de 1958 (Fonte: AE)

Tudo começou na década de 30.

Paulistas versus cariocas.

República Velha versus República Nova.

O Brasil já não era um só – se é que jamais chegou a ser.

Patuska era traidor da Pátria.

Preguinho?

Um pulha.

Vaia pra que te quero!

Os treinadores foram na onda do populismo.

Em São Paulo, paulistas.

No Distrito Federal, cariocas.

Até o austero Flávio Costa entrando na onda.

Perdemos uma Copa.

A última sem vaias e apupos.

Apenas silêncio.

A partir de 50, a vaia virou sinônimo de seleção.

Vaiou-se Julinho. Vaiou-se Paulo César Caju.

Vaiou-se até minuto de silêncio.

A seleção acostumou-se a jogar sob vaias nas despedidas pras Copas.

Ganhou cinco.

Mas ao menor tropeço?

UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!

Qualquer país estaria em delírio com tantos títulos.

Menos o Brasil.

Acontece, meus amigos.

Que por uma curva do destino nas cartas e búzios.

Uma das piores seleções de todos os tempos vai nos representar em 2014.

Treinada por um técnico que não sabe transformar água em vinho.

O Brasil não tem chances de ganhar a Copa de 2014.

O Brasil é muito inferior a Espanha, Alemanha e Messi.

Muito.

Então?

Então chegou a hora de calar essa mania de vaiar nossa seleção.

Pois nem todo mundo é Julinho nessa vida.

A maioria está mais pra Sérgio Ricardo.

A única chance da seleção em 2014.

É transformar cada estádio em um Mundão do Arruda.

Uma unanimidade burra e efusiva.

Como se os jogadores fossem a Pátria de chuteiras.

Não temos as moedas de Rosário.

Não temos Queixadas e Vavás, Pelés e Romários.

Temos apenas o grito das arquibancadas.

Um grito que talvez transforme Neymar e cia. em Varelas.

Um grito que transforme nossas arenas em centenários.

Claro.

Teixeiras e congêneres não merecem nosso grito.

Mas não será por eles que as arquibancadas deverão torcer.

E sim por um velho sentimento cada dia mais ignorado.

Cada dia mais vilipendiado.

Cada dia mais subjugado ante tanta ladroeira e corrupção.

Aquele sentimento de que o Brasil depende de nós.

O sentimento de que o Brasil é muito mais importante que noventa minutos de futebol.

Lembrem.

Nem todo mundo é Julinho Botelho.  

Fonte da Imagem: R7 / Agência Estado



 

 

De volta aos Aflitos, já!

16/09/2013 Categoria: Roberto Vieira   Comentários Nenhum comentário

Aflitos

O Náutico e sua torcida sonharam com a Arena, mas foi tudo um sonho nebuloso. Prometeram-se mundos e fundos e a realidade se comprovou sem mundos e sem fundos. Tal e qual navegantes portugueses imaginando construírem imenso Portugal demos com os burros n’água. Portugal acabou arruinado perante o resto do mundo.

Por que?

Porque a quase totalidade dos alvirrubros não leu o contrato até hoje; desconhece as cláusulas e confiou nas promessas dos donos da Arena e dos dirigentes. Fez fé nas leituras iluminadas de uma comissão eleita para destrinchar o nó de noventa páginas documentais nos seus mínimos detalhes.

Se tudo estivesse preto no branco, OK! Porém, as promessas eram ouro de tolo. Os serviços ao público na arena? Pífios. Melhor o comeu morreu do Eládio. Nos camarotes vips (?!) barram até danoninho de recém nascidos. ‘Tem de consumir do menu!’. Água? Parece o deserto do Saara. Acesso ao estádio? Brincadeira de empurra empurra do poder público e do privado. A Copa das Confederações? Também foi um terror.

O torcedor do Náutico nem suspeita e paga fortunas pra jogar na Arena. Parte das belas rendas iniciais do Brasileirão foram embora no caminhão de despesas do Coliseu. Até ingressos privativos do Clube apareceram vendidos por baixo do pano, segundo denúncias na mídia.

Portanto, como não cumpriram o prometido, melhor calçar as sandálias da humildade. Planejar uma Arena no velho estádio de guerra. Largar o mausoléu no meio da mata para quem de direito. Bandas de axé, rock e sertanejo universitário.

O que? Assinamos por trinta anos de contrato.

A gente desassina. Foram incorretos com sócios e torcedores – pra dizer o mínimo. Os dirigentes atuais nos legaram lanternas e vexame. Não vale a pena assumir mais uma herança maldita.

De volta para os Aflitos, já!

Perdemos os anéis. Vamos salvar as chuteiras. Antes que seja tarde...

* Autor do texto ‘ARENA AFLITOS’ lido na assinatura do contrato para utilização da ARENA entre o governo de Pernambuco e o Clube Náutico Capibaribe e co-autor do livro 'Adeus, Aflitos'.

Fonte de texto & imagem: Blog do Roberto Vieira em 14/09/2013



 

 

O último campeão

28/08/2013 Categoria: Roberto Vieira   Comentários 2 comentários

Djalma Christiano Gomes - Naútico

O menino Djalma era um gigante. Djalma que nasceu no dia 20 de dezembro de 1918 na Capunga. Mãos imensas onde desapareciam as bolas chutadas nas brincadeiras de infância. Mãos imensas que enfrentavam de peito aberto os sonhos de gols dos amigos no Colégio Carneiro Leão. Djalma agarrava tanto que o Fluminense da Capunga não perdeu tempo. E lá se foi Djalma defender o arco do tricolor suburbano.

Dividindo o tempo entre os estudos e a bola, Djalma veste as cores do América atuando algumas vezes pelo campeão do centenário. Mas a paixão de Djalma possuía outras cores. Em fins de 1937, Djalma realiza seu sonho de jogar pelo Clube Náutico Capibaribe, sendo campeão estadual pelo segundo quadro Timbu. Como o destino bate bola com só craques, foi a presença de Djalma que viria a garantir o segundo campeonato alvirrubro em 1939, ano do mais disputado de todos os certames da nossa história.

O Náutico tinha a geração Carvalheira no comando do ataque. Bermudes e Celso jogavam uma barbaridade. Edson e Célio garantiam equilíbrio defensivo. Mas tudo isso não era suficiente naquele ano terrível de 1939. O América tinha um esquadrão poderoso nos pés de Moacir. O Sport trazia o jovem azougue Ademir Menezes. O Santa Cruz era território do infernal ataque com Jango e Tará, Sidinho e Siduca.

Como parar estas feras? Como deter a sanha goleadora de tantos artilheiros implacáveis?

A história registra a goleada do Santa Cruz sobre o América por 7x5. América que derrotara o Náutico por 3x1 dias antes. Com o Sport fora da disputa por pontos corridos, os tricolores jogavam a última partida diante do Náutico precisando apenas de um empate para faturar o segundo turno e provocar uma melhor-de-três. Já o Náutico, vencedor do primeiro turno, dependia de uma vitória pra botar a mão na taça.

O extraordinário Vicente, goleirão do Santa era só confiança. Tará dizia que desta vez o título era dele. Mas aquele Clássico das Emoções tinha destino marcado com as mãos imensas daquele menino chamado Djalma. O Náutico marcou com um potente chute de Ary. O Santa Cruz não acreditando na desvantagem no marcador, avançou com todas as forças para cima do alvirrubro. Tará, Ita, jango, Siduca chutaram milhares de vezes em gol. O menino Djalma voava, espalmava, defendia até pensamentos da cobra coral. O tempo parecia não ter fim no relógio da Lafayette.

Porém, o campo da Jaqueira lembra com saudade que as redes de Djalma permaneceram invictas naquela tarde. A bola se recusou a trair um dos maiores arqueiros da nossa história. Com a tranquilidade dos grandes da sua posição, o apito final do árbitro Palmeira encontrou nosso herói calmo debaixo das traves, observando Tará de joelhos diante do inevitável.

O futebol de Djalma ainda viveu muitas glórias. Ele foi escalado pelo técnico Pimenta como titular da seleção pernambucana que naquele ano chegou às semifinais do Brasileiro de Seleções. Djalma agarrou tanto que foi cobiçado pelo Fluminense e Botafogo do Rio.

No entanto, o coração de Djalma tinha dono e dona. Em 1941, o célebre arqueiro contrai matrimônio. O futebol é deixado de lado pela vida de homem casado e com responsabilidades de gente grande. Djalma se aposenta jovem do Náutico, mas carrega o amor pelo clube em seu coração por toda a vida.

Um a um, assiste seus velhos companheiros se despedindo dos campos dessa vida. Apenas ele, Djalma Christiano Gomes, permanece defendendo o arco da história alvirrubra. Passam os anos, os espingardinhas, os hexas, os jorges, os baianos, os bizus e kukis. Passam os bondes, as enchentes e até o antigo estádio dos Aflitos ameaça fechar.

Acontece que o tempo sempre marca seu gol. O menino Djalma acaba de se despedir da imensa grande área onde brilhou intensamente como filho, jogador, pai e avô. Djalma foi se encontrar com o esquadrão alvirrubro de 1939, além de com todos os adversários que aplaudiram seu talento e espírito desportivo.

Como momento mais comovente desta linda história, Djalma fez um pedido final. Seu último desejo foi ter suas cinzas espalhadas pelo velho estádio dos Aflitos.

Estádio que depois desse pedido, torna-se imortal.

Tive o prazer de entrevistar Mestre Djalma no seu depoimento para o livro 'Reis do Futebol em Pernambuco – Técnicos'. Fui apresentado a ele pelo Mestre Carlos Celso Cordeiro. Estas linhas foram escritas com um misto de respeito e saudade. Mestre Djalma reunia em seu espírito, todas as qualidades que se esperam de um grande atleta e de um grande homem. O seu pedido final, simboliza um amor e paixão pelo Clube Náutico Capibaribe que deveria ser compartilhado em toda sua grandeza por cada alvirrubro.

Pois o Náutico foi seu primeiro e definitivo amor...



 

 

O dia que o Náutico venceu o melhor time do mundo!

11/08/2013 Categoria: Roberto Vieira   Comentários 9 comentários

Bita, autor de 4 gols

17 de novembro de 1966 será sempre lembrado pelos alvirrubros como o dia da vitória mais espetacular da história contemporânea do Náutico. Um inesquecível capítulo na vida do clube. Afinal, neste dia, o Clube Náutico Capibaribe venceu nada menos que o "melhor time do mundo"!

Imaginem os senhores o seu time do coração ir até a Espanha e vencer, lá dentro do Camp Nou, o Barcelona de Messi, Piqué, Xavi, Villa, e de goleada. Seria ou não uma façanha histórica?

17 de novembro de 1966, numa fria noite de quarta-feira, o Náutico foi até São Paulo e venceu o Santos de Pelé e companhia por 5x3, no estádio do Pacaembu. Um resultado que assombrou o Brasil, pois o Santos, naquela época era considerado o melhor time do mundo, pela imprensa brasileira e estrangeira.

Na década de 60, o Santos de Pelé e companhia sobrava pelos torneios e campeonatos, no Brasil e pelo mundo afora. Campeão paulista de 60, 61, 62, 64, 65, 67, 68 e 69. Campeão do Torneio Rio-São Paulo de 63, 64 e 66. Campeão da Taça Brasil de 61, 62, 63, 64 e 65. Bi-campeão da Taça Libertadores das Américas em 62 e 63. Bi-campeão Mundial de Clubes em 62 e 63. Campeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (Robertão) em 68. Campeão da Recopa Sul Americana e da Recopa Mundial de Clubes em 68. Não computando aqui outros torneios menores (internacionais), nem os vice-campeonatos.

O Rei Pelé era a estrela maior de um time recheado de craques. Jogo do Santos não era jogo, era exibição de futebol. As torcidas adversárias após os jogos, ao invés de vaiarem o seu time pela derrota, aplaudiam o Santos pelo espetáculo apresentado.

O Náutico vinha fazendo uma excelente campanha na Taça Brasil de 66, tinha acabado de eliminar o Palmeiras de Dudu e Ademir da Guia, numa goleada de 3x0 dentro da Ilha do Retiro. Tri-campeão pernambucano de 63, 64 e 65, Bi-campeão do Norte (65 e 66), tinha chegado às semi-finais da Taça Brasil de 65, já chamando a atenção da imprensa nacional. Esse "Náutico Capibaribe", como era chamado pela imprensa do sul, não estava ali por acaso.

Foi nesse cenário que, em 17 de novembro de 1966, o Náutico entrou em campo para enfrentar o Santos, jogo válido pela semifinal da Taça Brasil de 66. O primeiro jogo ocorreu em Recife, estádio da Ilha do Retiro, no dia 09 de novembro, e o Santos Venceu por 2x0. Mesmo com 35 mil torcedores ao seu lado, o Náutico não suportou a superioridade santista. O Diário de Pernambuco do dia 10 de novembro de 1966 trazia o seguinte comentário sobre a vitória santista:

"Jogando muito bem, contra um adversário apenas brigador, mas sem forças para reagir, o Santos venceu o Náutico por 2x0, gols de Pelé e Pepe. O resultado praticamente sepulta as chances do Náutico na Taça Brasil. O Santos vai jogar por um simples empate, dentro de casa, no próximo jogo, para eliminar os pernambucanos e se garantir na final da Taça Brasil."

17 de novembro de 1966, uma fria noite de quarta-feira em São Paulo. O estádio do Pacaembu recebeu perto de 20 mil torcedores santistas, que foram apenas "carimbar" o passaporte para a final do campeonato.

Naquela memorável noite o Náutico começou a partida de maneira avassaladora. No primeiro minuto de jogo abriu a contagem, com um gol de Bita, momento em que muitos torcedores ainda adentravam ao Pacaembu, e os comentaristas de rádio encerravam suas apreciações sobre o jogo. Ou seja, os locutores nem tinha ainda iniciado a transmissão e o Náutico já vencia por 1x0, para surpresa de muitos, principalmente dos santistas.

Mas o Santos era o Santos. E aos 12 minutos, numa cabeçada de Toninho, o clube santista empatava a partida. Só que o Náutico estava predestinado naquela noite a escrever o seu nome em letras maiúsculas, e entrar para a história do futebol. Aos 44 minutos do 1º tempo, Bita coloca novamente o clube alvirrubro em vantagem. Náutico 2x1.

Mal teve início o segundo tempo e o Náutico ampliava o marcador. Bita, aos 4 minutos fez 3x1, para espanto geral dos paulistas. O Santos corria atrás do placar, e aos 19 minutos, Toninho voltava a marcar, novamente de cabeça, diminuindo para 3x2. O Náutico bateu o centro, Miruca avançou e, no minuto seguinte ampliava para 4x2. Foi então a vez do Santos bater o centro, Pelé lançar para Toninho e ele fazer o terceiro gol santista. Era gol lá e gol cá. Com 21 minutos do segundo tempo o placar apontava Santos 3x4 Náutico.

Sob o comando de Ivan Brondi no meio campo o Náutico passou a tocar a bola, administrando a vantagem no placar, envolvendo o todo poderoso Santos. E para fechar com chave de ouro uma das partidas mais emocionantes da história do clube, Bita, sempre ele, a três minutos do final acerta um chute de fora da área e faz o quinto gol, fechando a goleada. Náutico 5x3 Santos.

No dia seguinte as manchetes dos jornais, tanto de Recife como do sul do país enalteciam o grande feito do time de Rosa e Silva, desbancando o Santos de Pelé, "o melhor time do mundo", em pleno Pacaembu, numa goleada histórica.

Manchete do texto de Lenivaldo Aragão, no Diário de Pernambuco, no dia seguinte: "Bita foi um flagelo para o Santos, no Pacaembu, quando o Náutico elevou o futebol de Pernambuco"!

Manchete do Diário da Noite: "Nunca, jamais, em tempo algum, o goleiro Gilmar, do Santos havia levado mais de três gols de um só jogador em uma partida. Ontem, só Bita fez quatro"!

Outra Manchete do Diário: "Bita dispara quatro e Náutico vence de cinco no Pacaembu"!

Os heróis daquela fantástica vitória? Aloísio Linhares; Gena, Mauro, Fraga e Clóvis; Zé Carlos e Ivan Brondi; Miruca, Gilson Costa, Bita e Lalá.

Numa entrevista ao Programa, da TV Cultura, Pelé foi perguntado sobre os melhores times de futebol que ele já tinha visto jogar. Ele respondeu: "o Cruzeiro de Tostão, o Palmeiras de Ademir da Guia, e o Náutico de Bita". "A década de 60 foi dominada pelas academias de futebol"! Estas foram as palavras do Rei Pelé.

17 de novembro de 1966, uma fria noite de quarta-feira em São Paulo. Uma data para ser lembrada por todos os alvirrubros, e passada de geração a geração, como uma lenda, Blowin' In the Wind!

Por Carlos Henrique

Fonte da Imagem: Blog do Roberto Vieira

Fonte: Blog do Roberto em 12/9/2011



 

 

A Caixa monopolizando o futebol

07/08/2013 Categoria: Roberto Vieira   Comentários Nenhum comentário

Clubes Caixa

Por WASHINGTON VAZ

Em 2013 estamos percebendo um novo fenômeno de um quase monopólio de patrocínio no Futebol brasileiro.

Onda que iniciou em 1987, na Copa União, onde quase todos os clubes foram patrocinados pela Coca-Cola, fazendo com que na época, sua imagem fosse diretamente associada ao futebol.

Em 2011, foi a vez do banco BMG, seguindo no mesmo rumo da empresa de refrigerantes e com cifras bem maiores do que no final da década de 80.

Investindo no futebol desde 2008, o banco mineiro administrado por Ricardo Guimarães (ex-presidente do Atlético-MG), chegou a somar mais de R$ 100 milhões anuais.

Para chegar a este montante, foi necessário patrocinar 19 clubes em todo o país.

Flamengo, Vasco, São Paulo, Santos, Cruzeiro, Atlético-MG, América-MG, Bahia, Coritiba,  Atlético-GO, Sport, Santa Cruz, Botafogo-SP, São Bernardo-SP, Pelotas-RS, Brasil de Pelotas-RS, Rio Branco-ES, Uberaba-MG e Itumbiara-GO foram os clubes patrocinados.

Investimento que passou desde a receita em patrocínios de camisa a contratação de atletas, como foi no caso do Galo.

Agora, o mais recente fenômeno publicitário do futebol brasileiro é a Caixa Econômica Federal.

Até o momento, são 11 os  clubes patrocinados pelo banco estatal.

Corinthians, Flamengo, Vasco, Vitória, Coritiba, Atlético-PR, Atlético-GO, Avai, Figueirense Chapecoense e ASA estão sendo patrocinados.

Ocupando diferentes espaços nos uniformes, a Caixa, soma-se R$ 96,9 milhões injetados nos cofres de clubes. 

Montante o suficiente para patrocinar o Barcelona, que recebe o equivalente R$ 90 millhões por ano para estampar a companhia aérea Qatar Airways.

Este numero poderá ampliar os mais de R$ 100 milhões investidos pela BMG.

Especula-se que clubes como Cruzeiro, Atlético-MG, Sport, Paraná e Santos entrem para o rol dos agraciados.

O Corinthians é o que mais recebe apoio da Caixa, com R$ 31 milhões/ano.

Neste ranking, logo após o Timão, vem o Flamengo com 25 milhões.

Fechando o TOP3 está o Vasco da Gama e que até pouco tempo, estava em crise financeira.

Estampando o banco estatal no peito e no calção, o time cruz-maltino garante 15 milhões anuais.

Coincidência ou não, durante este período a Caixa Econômica Federal obteve um lucro líquido de R$ 1,3 bilhão no primeiro trimestre deste ano, apontando um crescimento de 12,5% em relação ao mesmo período de 2012.

Se isso traz alguma relação com o futebol? Vale a pena um estudo aprofundado.

Os números do segundo trimestre, ainda não divulgados, devem ser ainda melhores. 

Vale ressaltar que estes valores vem a publico, através do Diário Oficial da União. 

É tanto dinheiro público sendo investido no futebol, que até políticos se "vendem".

Fernando Collor de Mello,  declarou abertamente em seu site oficial que foi o o intermediário entre a Caixa e o ASA de Arapiraca.

ASA  que vai receberá R$ 1 milhão anual para estampar a marca do banco federal em seus uniformes.

Fonte de texto e imagem: Blog do Roberto Vieira



 

 

João Saldanha, 96

03/07/2013 Categoria: Roberto Vieira   Comentários Nenhum comentário

João Saldanha (Fonte: Lance!)

João Saldanha salvou João Havelange.

Salvou a CBD.

Salvou o reinado de Médici.

Tudo imperdoável pra quem vestia a camisa do comunismo.

Tudo perdoável pra quem amava o futebol.

Entre a esquerda e o 4-3-3.

João preferia a dialética de um Garrincha.

Materialismo mesmo era do Didi.

Centralismo democrático era do Nilton Santos.

A grande marcha eram as comemorações dos torcedores após cada caneco.

Então.

Quando a barca furada da ditadura com a bola no pé ia pras cucuias.

Chamaram o João.

João que não tinha medo.

João que não era o Goulart.

João que amava o futebol acima de todas as coisas.

Inclusive a política.

João chegou, viu, venceu e enlouqueceu nas tramas da história.

Pelé era míope.

O futuro iria comprovar o fato.

Mas Pelé era apenas mais uma manga no balaio de pressões da década infame.

João se olhou no espelho.

Espelho, espelho meu, quem sou eu?

Um fantoche nas mãos dos gorilas?

João explodiu.

Porque os amigos desapareciam nas esquinas.

Os sonhos morriam nas guerrilhas.

E o João sem medo.

Também era o homem mais solitário do hemisfério ocidental.

Fim da linha.

João diz adeus ao tricampeonato.

E volta para os microfones.

A seleção armada pelo gaúcho indomável vence tudo e todos.

Os jogadores retornam ao Brasil nos braços do ditador.

Imaginar João ao lado de Emílio no Planalto?

Nem nos subterrâneos do futebol...

Fonte da Imagem: Lancenet



 

 

Dez anos do Penta

30/06/2013 Categoria: Roberto Vieira   Comentários Nenhum comentário

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Ninguém prestava.

Na longa história do futebol brasileiro.

Eles eram a Família Brancaleone.

Os mais espinafrados jogadores a disputar uma Copa do Mundo.

A vergonha nacional.

Romário era o Deus.

O resto era digno de vergonha.

Marcos era um beato.

Cafu, o tresloucado capitão e lateral da Vila Irene.

Roberto Carlos, apenas chute.

Roque Júnior, um zagueiro mediano.

Lúcio, o desmiolado que se imaginava atacante.

Kléberson e Gilberto quem?

Edmilson, meu filho!

O que você está fazendo aí?

Levar Vampeta?

Endoidou de vez.

Luisão, Edílson, Denílson?

Indignos de Pelé, Tostão e Rivelino.

Ronaldo?

Aleijado!

Rivaldo?

Mais aleijado ainda.

Como agravante de ser feio pra chuchu.

Essa trupe ia acabar com a promessa do Ronaldinho Gaúcho.

Isso sem falar no técnico.

O Scolari nem sabia onde ficava o Japão.

Porém.

Toda vitória é alquimista.

Transforma o nada em ouro.

Marcos foi santificado.

Cafu botou a Vila Irene no mapa.

Roberto Carlos? O CHUTE!

Roque Júnior e Lúcio?

Bellini e Orlando.

Kléberson e Gilberto Silva?

Lennon e McCartney.

Belo voleio, Edmilson!

Como o Vampeta sabe dar cambalhota!

Luisão, Edílson, Denílson?

Dignos de Pelé, Tostão e Rivelino.

Ronaldo?

Messias!

Rivaldo?

Que cabra elegante!

Ronaldinho Gaúcho?

O futuro gênio do futebol brasileiro.

Todos compondo a brilhante Família Scolari.

Uma seleção que ganhou todos os jogos de uma Copa do Mundo.

Como a de 70.

Hoje?

Onze anos do Penta!

Dizer mais o quê?

Fonte da Imagem: Juca Varella / Folha Imagem



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