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Blog Memória Futebol


Depois da Copa 2014: ingresso na Arena da Amazônia pode encarecer em até 300%

Autor: Adriano Fernandes - 19/05/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Arena Amazônia

A abertura das arenas da Copa das Confederações elevou o padrão de conforto e dos serviços oferecidos aos frequentadores de estádio no Brasil. Desfrutar desses benefícios, entretanto, não sairá barato para os torcedores brasileiros. Isso porque assistir a uma partida de futebol numa arena apta a receber um jogo de Copa do Mundo pode custar até 300% mais do que num estádio que não atende aos padrões de qualidade da Fifa.

A diferença foi revelada após a divulgação dos preços dos ingressos dos primeiros jogos nos seis estádios da Copa das Confederações deste ano, que começa no próximo dia 15. Para jogar no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, por exemplo, o Santos cobrará de seus torcedores quatro vezes o que costuma cobrar quando joga na Vila Belmiro, em Santos, ou no Pacaembu, em São Paulo. 

O clube será o mandante da primeira partida totalmente aberta ao público no estádio da abertura da Copa das Confederações, no dia 26. Enfrentará o Flamengo, em jogo da primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Por ser o dono do mando de campo, foi o Santos quem fixou o custo das entradas. Vai cobrar por cada ingresso regular, no mínimo, R$ 160 –valor bem acima dos R$ 40 cobrados pelos ingressos dos jogos do time no Paulistão deste ano.

Um aumento semelhante no preço dos ingressos ocorreu depois que Bahia passou a mandar seus jogos na Fonte Nova. A partida inaugural do estádio teve as entradas regulares mais baratas vendidas a R$ 90. O preço é 260% maior do que o dos ingressos para jogos do time no Estádio de Pituaçu, antiga casa do clube. Antes de jogar em um estádio de Copa, ainda neste ano, o ingresso mais barato para um jogo do Bahia custava R$ 25.

MANÉ GARRINCHA, EM BRASÍLIA: AUMENTO DE 300% COM JOGO "IMPORTADO"

O Estádio Nacional receberá seu primeiro jogo com capacidade total de torcedores no dia 26. O Santos receberá o Flamengo na primeira rodada do Brasileirão. O ingresso mais barato custará R$ 160. O preço é quatro vezes o cobrado pelo clube da Baixada em seus jogos do Paulistão na Vila Belmiro ou Pacaembu. No torneio, torcedores não-sócios do clube puderam a assistir a jogos por R$ 40.

FONTE NOVA, EM SALVADOR: ALTA DE 260% E ESTÁDIO VAZIO

O Bahia assumiu a Fonte Nova como sua nova casa após a reconstrução do estádio. No último jogo antes de voltar à arena, em março, o clube vendia ingressos por, no mínimo, R$ 25. Na inauguração da Fonte Nova, o Bahia enfrentou o Vitória com bilhetes custando pelo menos R$ 90. Nesta semana, o Bahia enfrentou o Luverdense no novo estádio. Cobrou R$ 70 pelo ingresso. Encarou um protesto de torcedores e jogou com estádio praticamente vazio.

MINEIRÃO, EM BELO HORIZONTE: AUMENTO DE 200%

O estádio da Copa do Mundo em Belo Horizonte virou a casa do Cruzeiro no Campeonato Mineiro. Na arena recém-reformada, o ingresso mais barato custa R$ 60. O valor é três vezes o preço do ingresso do último jogo em que o Cruzeiro mandou fora do Mineirão. Quando o time enfrentou o Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro de 2012, no Estádio Independência, o ingresso mais barato custava R$ 20.

ARENA PERNAMBUCO, EM RECIFE: ALTA DE 120%

O Náutico firmou um acordo com a administradora da Arena Pernambuco e passará mandar seus jogos no novo estádio de Recife. O clube fará sua estreia no novo estádio na quarta-feira, num amistoso contra o Sporting, de Portugal. O ingresso mais barato para a partida custa R$ 44. Nos jogos do clube no Estádio dos Aflitos, em abril, o ingresso mais barato custava R$ 20.

CASTELÃO, EM FORTALEZA: AUMENTO DE 67% E DEPOIS PROMOÇÃO

O Ceará passou a mandar seus jogos no Castelão após a reforma do estádio. Na reestreia do time na arena, o ingresso mais barato custou R$ 50. O jogo anterior do time, no estádio Presidente Vargas, tinha ingressos a R$ 30. Logo no segundo jogo no Castelão, entretanto, o preço do ingresso caiu para R$ 30. Na grande final do Cearense deste domingo, que também acontecerá no Castelão, o valor da entrada caiu ainda mais: a mais barata custa R$ 20.

MARACANÃ, NO RIO DE JANEIRO: CBF MANTÉM PREÇO PARA JOGO DA SELEÇÃO

O Maracanã será inaugurado oficialmente no próximo dia 2 com um amistoso entre Brasil e Inglaterra. O ingresso mais barato custará R$ 90. O preço é o mesmo do cobrado no último jogo da seleção realizado no Brasil, fora de um estádio da Copa do Mundo. Em setembro, o Brasil enfrentou a Argentina, no Serra Dourada, em Goiânia. A entrada mais barata custava R$ 90. Para o jogo, porém, o governo de Goiás fez uma promoção e distribui ingressos para torcedores que apresentassem um nota fiscal com valor acima de R$ 100 e doassem 5 kg de alimentos não perecíveis.

Motivos

Questionados sobre os aumentos no custo dos ingressos, governos e empresas administradoras dos estádios da Copa das Confederações empurraram a responsabilidade para os clubes. Pela lei, são os times mandantes os responsáveis por estabelecer os valores dos ingressos das partidas de futebol. Portanto, os estádios em si não teriam nada a ver com a alta nos preços.

Os clubes confirmam sua responsabilidade. Dizem, porém, que os novos estádios têm um custo maior de utilização e isso acaba influenciando no preço dos ingressos.

O Cruzeiro, por exemplo, vendia entradas para seus jogos no Estádio Independência, no ano passado, por R$ 20. Desde que passou a jogar no Mineirão, subiu o preço dos ingressos para R$ 60, em parte, devido aos custos que tem para jogar no estádio.

O clube, no entanto, informou que o aumento deveu-se também a uma mudança de estratégia de relacionamento com seus fãs. A intenção do Cruzeiro é ter cada vez mais sócios-torcedores. Portanto, todos os descontos ou facilidades oferecidas pelo clube aos interessados em ver seus jogos estariam focados no seu programa de fidelidade.

Fonte da Imagem: FIFA.com

Fonte: UOL / Manaus na Copa


 

 

Joseph Blatter recebe título de cidadão paulistano

Autor: Adriano Fernandes - 19/05/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Joseph Blatter (Fonte: Marcello Casal Jr. & ABr)

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, ganhou o título de cidadão paulistano. A proposta do vereador Paulo Batista dos Reis (PT) foi aprovada ontem (16) na Câmara Municipal. A honraria será entregue no próximo dia 10, quando o dirigente participará de uma audiência pública sobre a Copa 2014.

Blatter está à frente da Fifa há 15 anos e cumpre, hoje, o quarto mandato. Em julho do ano passado, o próprio mandatário da Fifa assumiu que sabia de pagamentos de propina da ISL para João Havelange e Ricardo Teixeira. 

De acordo com Blatter, que à época do repasse era secretário-geral da Fifa, as comissões da empresa de marketing ISL não eram ílicitas na ocasião.

"Isso tudo pode até ser verdade, mas o título está mais ligado à autoridade da Fifa. Ele é a maior autoridade do futebol mundial e achamos por bem homenageá-lo", disse o deputado.

Blatter se tornará cidadão paulistano logo após a troca de farpas entre Jerome Valcke, secretário-geral da Fifa, e o Corinthians, por conta da data de entrega do estádio de São Paulo para a Copa. 

O fato colocou em xeque a posição da capital paulista em relação à Copa 2014. Um reunião na última quarta-feira (15), porém, confirmou a Arena Corinthians como palco do jogo inaugural da competição.

Fonte da Imagem: Marcello Casal Jr./ABr

Fonte: Portal 2014 em 17/05/2013



 

 

Lero-Lero ou Biro-Biro

Autor: Adriano Fernandes - 18/05/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Antônio Biro-Biro

Quando chegou do Sport Recife ao Corinthians o então presidente Vicente Matheus o apresentou dizendo que tinha contratado “um tal de Lero-Lero”.

Volante de origem, Biro-Biro logo se destacou pela sua raça em campo e pela polivalência já que por diversas vezes atuou como meia e até atacante, tendo a oportunidade de anotar mais de 70 gols pelo Corinthians, muitos deles importantes como o da final do Paulista de 1982.

Mesmo não tendo sido formado no terrão, Biro-Biro logo incorporou o estilo corinthiano de jogar e com isso se tornou uma figura querida por toda a nação alvinegra nos 10 anos que vestiu com muito amor e dedicação a camisa do Corinthians.

Além de sua história como jogador, Biro-Biro também entra pra história do Corinthians por ter feito parte e ser uma peça importante da tão famosa “Democracia Corinthiana” junto com Sócrates, Casagrande, Wladimir e outros.

Um fato curioso é que quando chegou ao Parque São Jorge era época de eleição pro senado e o seu nome foi um prato cheio pros eleitores que o “elegeram” escrevendo o seu nome na cédula, mesmo sem ele ser candidato a nada. Anos depois, em 1988, Biro-Biro foi realmente candidato a vereador na cidade de São Paulo e, claro, foi eleito.

Mesmo após sua saída do Corinthians, Biro-Biro continuou sendo muito querido por todos os corinthianos e ainda hoje é lembrado por todos que o viram jogar por sua raça e total entrega em campo e também pelo seu cabelo loiro encaracolado, tornando-o uma figura única.

Biro-Biro, Lero-Lero... Seja lá qual for o nome! É até hoje um dos jogadores mais queridos e carismáticos da história do Corinthians e pra sempre será lembrado e homenageado.

Fonte de Texto e Imagem: Meu Timão



 

 

O Homem que descobriu o Rei

Autor: Adriano Fernandes - 17/05/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Waldemar de Brito

Nesta quinta-feira comemora-se o aniversário do jogador Waldemar de Brito (nascido em São Paulo a 17 de maio de 1913 e falecido em 21 de fevereiro de 1979 na mesma cidade), centro-avante extraordinário que jogou no Tricolor de 1933 a 1934 e de 1941 a 1943.

O atacante disputou somente 79 jogos pelo São Paulo FC, em uma época em que havia poucos jogos por temporada. Ainda assim, goleadornato, o jogador é o maior artilheiro da história do Tricolor em média, com uma incrível taxa de 1,06 gols por jogo! É o único atleta são-paulino a possuir marca superior a um gol por partida, superando até mesmo Friedenreich, contemporâneo de Waldemar e o segundo colocado neste ranking, com 0,83.

Os 84 gols de Waldemar de Brito em suas passagens pelo São Paulo lhe renderam honrarias pessoais, como a artilharia do Campeonato Paulista (21 gols em 14 jogos) e do Torneio Rio-São Paulo (33 gols em 22 jogos) de 1933, as primeiras artilharias da história do clube. Além disso, o são-paulino foi convocado pela Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 1934 - à revelia do clube, que teve seu jogador aliciado pela CBD, entidade a qual não era filiado.

Com a camisa da Seleção também foi artilheiro, balançando as redes em 20 oportunidades, nos 17 jogos que disputou.

Após competir por Botafogo, San Lorenzo da Argentina e Flamengo, voltou ao Tricolor em 1941, não perdendo o faro de gol (no Campeonato Paulista de 1942 foram 21 gols em 16 jogos).

Mas para Waldemar não bastava ser artilheiro, tinha que ser arrasador. Em uma partida contra o Vasco da Gama em 1933, pelo Torneio Rio-São Paulo (somente a oitava vez que vestia a camisa tricolor), o São Paulo goleou implacavelmente por 5 a 1, e os cinco gols foram de Waldemar de Brito. O artilheiro saiu de campo carregado pela multidão, que invadiu o campo em comemoração.

Poucos jogos depois, contra o América-RJ (7 a 4), novamente cinco gols em uma mesma partida. E como se não bastasse, em seguida, no famoso São Paulo 12 x 1 Sírio, pelo Campeonato Paulista, outros cinco gols. Incrível! Além dessas façanhas, Waldemar possui outros cinco hat-tricks (três gols em um mesmo jogo).

Além de seu desempenho como "Striker", o cartel de Waldemar de Brito é significativo: ao todo conseguiu 49 vitórias, 16 empates, 14 derrotas. Um dos grandes nomes da história do São Paulo Futebol Clube, sem sombra de dúvidas.

Encerrada a carreira nos gramados, Waldemar de Brito passou a atuar como treinador de futebol. Entrando para a história como o homem que descobriu Pelé. Waldemar foi o responsável por convencer os pais de Édson Arantes do Nascimento a deixá-lo treinar no Santos, em 1955.

Waldermar de Brito, nascido em São Paulo, em 1913, como todo brasileiro passou a infância jogando futebol. Ao lado do seu irmão, Petrolino, estreou no futebol jogando pelo Esporte Clube Sírio, aos 17 anos. Seu irmão, aliás, foi o primeiro negro a integrar uma grande equipe paulista, no caso, o Sírio.

Fonte de Texro e Imagem: UOL Esportes / São Paulo FC em 17/5/2011



 

 

Maluco por gol

Autor: Adriano Fernandes - 17/05/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

César Maluco

Ele teve a honra de fazer parte de dois dos maiores times da história do Palmeiras: quando chegou ao clube na década de 60, ainda sem o apelido "Maluco" que o marcaria pelo resto da carreira, César participou da primeira equipe conhecida como Academia, junto com craques como Djalma Santos, Djalma Dias e Rinaldo. Mais tarde, já nos anos 70, ele era do outro esquadrão verde e branco que encantou o Brasil. Era a Academia de Leão, Luís Pereira, Leivinha, Dudu e Ademir da Guia, comandada pelo técnico Osvaldo Brandão.

Foi nessa época que ele passou a ser chamado de César Maluco. "Quando eu vim para o Palmeiras, os jogadores eram muito certinhos. Eu não! Quando marcava os gols, comemorava de todas as formas diferentes, enlouquecendo a torcida", diz o craque, artilheiro do Campeonato Paulista de 1971 com 18 gols.

Nascido em Niterói, César começou a carreira nas categorias inferiores do Flamengo. Logo na sua estréia no time profissional, com apenas 19 anos, ele marcou dois gols contra o rival Vasco da Gama, mostrando o faro apurado de artilheiro. Em 1966 transferiu-se para o Palmeiras, primeiro por empréstimo, mas pelo futebol que apresentou, não demorou para ser contratado em definitivo. Começava ali um casamento que ia durar nada menos que nove anos e render muitos títulos.

Jogando pelo Palmeiras, César Maluco conquistou três Campeonatos Paulistas (1966, 1972 e 1974), dois Campeonatos Brasileiros (1972 e 1973), dois Roberto Gomes Pedrosa (1967 e 1969), uma Taça Brasil (1967), dois Troféus Ramón de Carranza (1969 e 1974) além de diversos títulos de menor expressão.

Em 1974 César foi convocado para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Alemanha, mas ficou no banco o tempo todo. No ano seguinte foi vendido para o Corinthians. Ficou pouco tempo no Parque São Jorge e mudou-se para o Santos. Em 1979, o jogador voltou para o Rio de Janeiro e jogou mais duas temporadas no Fluminense, onde pendurou as chuteiras.

Como treinador, César Maluco perambulou por pequenas equipes do interior da Bahia, Goiás, Minas e São Paulo. Dirigiu ainda as equipes de juniores do Palmeiras antes de se aventurar como pai-de-santo e no mundo da política. Candidatando-se a vereador na cidade de São Paulo, em 1988 pelo PDS, e em 2000 pelo PFL.

 Fonte da Imagem: Blog Jogadores do Palmeiras

Fonte: UOL Esportes



 

 

A Enciclopédia do Futebol

Autor: Adriano Fernandes - 16/05/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Ninton Santos

Nas peladas que jogava na Ilha do Governador, Nílton Santos era atacante. Caprichava nos chutes, driblava, fazia gols. Foi parar na defesa por acaso porque, em 1948, quando chegou ao Botafogo-RJ, Zezé Moreira descobriu que ele também sabia marcar. Jogou - e bem - em várias posições da zaga e ajudou o alvinegro a sagrar-se campeão carioca de 1948, quebrando uma longa hegemonia do Vasco. Na seleção brasileira que conquistou o Campeonato Sul-Americano de 1949, virou lateral-esquerdo.

Mas Nílton gostava de atacar. E se isso hoje chega a ser uma exigência para um lateral vencer na vida, naquele tempo era considerado, no mínimo, um ato de irresponsabilidade. Não foram poucas às vezes em que ele topou com as desconfianças de um treinador por não se comportar como um mero marcador de pontas.

Por esse pecado, ficou na reserva da seleção de Flávio Costa, que perdeu a Copa do Mundo no Maracanã, em 1950. Assistiu à tragédia brasileira do banco. Em 1954, porém, Nílton foi para a Suíça como titular. Nunca mais perdeu a posição, pelo menos em Mundiais. Esteve presente em todas as partidas das Copas da Suécia e do Chile, na campanha do bi.

É verdade que, em 1958, Vicente Feola ainda faria uma tentativa de substituí-lo por Oreco, um lateral mais pegador. Mas a classe e a visão de jogo do craque acabaram prevalecendo. Mesmo com os sustos que ele dava no técnico. Na estreia do Brasil contra a Áustria, a seleção vencia por 1 x 0 quando Nílton Santos apanhou uma bola na esquerda, subiu ao ataque e, depois de tabelar com um atônito Mazzola, disparou para marcar o segundo gol do Brasil.

No Botafogo-RJ - único clube que defendeu na carreira-, jogando como quarto-zagueiro, formou ao lado de Didi, Garrincha, Amarildo e Zagallo a equipe bicampeã carioca de 1961 e 1962 e do Torneio Rio-São Paulo de 1962 e 1964, uma das melhores do Brasil em todos os tempos. Considerado por muitos o melhor lateral que o mundo viu jogar, recebeu o apelido de Enciclopédia do Futebol. Abandonou a carreira em 1964, aos 39 anos, sem deixar dúvidas de que, de fato, conhecia todos os segredos da bola. De A a Z.

Após deixar a carreira de jogador, Nílton Santos não se afastou do futebol ao trabalhar com escolinhas de futebol para crianças carentes. Apesar de declarar que não pretendia assumir o comando de uma equipe, chegou a trabalhar como treinador no Bonsucesso-RJ, depois de passagens apagadas por Galícia e Vitória, ambos da Bahia. Ele ainda passou pelo São Paulo do Rio Grande do Sul e o Taguatinga de Brasília. Também exerceu o cargo de diretor de futebol no Botafogo e teve uma loja de produtos esportivos, empreendimento que não decolou.

Em 1998, morando na cidade de Araruama (RJ), ele escreveu e lançou a autobiografia “Minha Bola, Minha Vida”, onde relata detalhes da sua jornada. Atualmente, Nílton vive em uma Casa de Repouso na Gávea, no Rio de Janeiro. Lutando contra o mal de Alzheimer, o ídolo botafoguense foi homenageado com uma estátua localizada próxima a uma das entradas do estádio Engenhão, no Rio.

Fonte Imagem: BFR

Fonte: UOL Esportes



 

 

Os Selvagens Estão Chegando!

Autor: Adriano Fernandes - 15/05/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Sabará

Foi em maio de 1956.

O futebol brasileiro tentava se recuperar da eliminação na Copa do Mundo da Suiça, em 1954, e fazia uma excursão pelo chamado na época “Velho Mundo”.

O primeiro jogo foi em Londres, no estádio de Wembley. A seleção inglesa ainda carregava a fama de ser imbatível em Wembley e o jogo contra o Brasil era encarado pelos jornais com muita curiosidade. As seleções da América do Sul eram praticamente desconhecidas e encaradas com um certo romantismo.

Os jornais divulgavam histórias mirabolantes como a de uma tribo de índios no Amazonas, que encolhia a cabeça dos inimigos mortos em combate e “enfeitavam” a entrada de suas palhoças com elas.

A seleção ficou hospedada em um dos melhores hotéis de Londres, frequentado pela sociedade e cheio de tradições.

Na véspera do jogo o hall do hotel estava lotado, curiosos elegantemente vestidos, os ingleses queriam ver de perto os jogadores brasileiros, principalmente os negros, que ainda eram praticamente desconhecidos na Europa.

Foi quando no alto de uma imensa escada toda em mármore de Carrara, surgiu Sabará, um ponta-direita negro revelado pela Ponte Preta, e titular do Vasco da Gama…trajando um calção azul, uma toalha no pescoço, sem camisa, calçando tamancos com sola de madeira, a procura do restaurante para tomar o café da manhã.

Foi um escândalo.

A foto de Sabará, “seminu” segundo os jornalistas, saiu em quase todos os jornais da Europa, com textos chamando os brasileiros de “selvagens” que teriam invadido Londres.

O jogo foi terrível para a seleção brasileira, os ingleses venceram, por 4 a 2, com o “centro-avante” Taylor marcando duas vezes e o arqueiro Gilmar, salvando a seleção de um vexame ainda maior defendendo dois pênaltis. Foi nesse jogo também que os brasileiros tomaram conhecimento de um ponta-direita chamado Stanley Matthews, que na época tinha 40 anos, dando o maior sufoco no grande Nilton Santos.

Matthews quando encerrou a carreira aos 47 anos, recebeu das mãos da rainha Elizabeth II, o título de “sir”.

Mas foi também a partir daí que o Brasil começou a formar a seleção que seria bicampeã do mundo em 58 e 62.

Por: Michel Laurence

Fonte de Texto e Imagem: Jogo Quase Perfeito em 8/5/2012



 

 

...E o Doutor virou irmão dele

Autor: Adriano Fernandes - 15/05/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Raí Oliveira

Quando começou a sua carreira, no Botafogo de Ribeirão Preto, Raí era visto apenas como "o irmão do Sócrates", craque-símbolo do Corinthians nos anos 80. A história continuou durante seu empréstimo à Ponte Preta, para a disputa do Campeonato Brasileiro de 1986. E mesmo nos primeiros tempos de São Paulo, em que Raí demorou a explodir.

Tudo mudou, porém, depois da chegada do técnico Telê Santana ao São Paulo, em 1990. Está certo que, até ali, Raí já havia faturado uma Bola de Prata da revista Placar (em 1989) e um título de campeão paulista, naquele mesmo ano.

Mas foi só em 1991, com a conquista do Campeonato Brasileiro no primeiro semestre e na tranqüilidade dos jogos menores do Grupo B do Campeonato Paulista, no segundo, que Raí começou a mostrar o que sabia. O jogador apático de antes daria lugar ao líder das maiores conquistas da história do clube.

Com Raí no comando, o São Paulo foi campeão paulista em 1991 (os três gols que mataram o Corinthians, logo na primeira partida decisiva, foram dele); bi paulista em 1992; bi da Libertadores, em 1992 e 1993. E campeão mundial em 1992, com dois gols dele: o primeiro de coxa, após excelente cruzamento de Müller, e o segundo numa cobrança de falta ensaiada, virando uma difícil partida contra o Barcelona da Espanha.

No final do primeiro semestre de 1993, Raí deixou o time pronto para a conquista do bi mundial e embarcou para a França, onde defenderia o Paris Saint-Germain por cinco anos. Foi campeão francês, da Copa da Uefa e campeão mundial pela Seleção Brasileira, em 1994, nos Estados Unidos. Esse último título acabou vindo com um certo desgosto. Isso porque, até o início do Mundial, Raí era o titular absoluto, capitão e grande líder da Seleção.

Mas suas atuações nem sempre convincentes fizeram com que Parreira o trocasse pelo volante Mazinho. Raí teve então de amargar o banco até a final. Para a Copa de 98, na França, apesar das insistentes pressões de torcedores e da imprensa, Raí não foi convocado.

Em 98, Raí voltou ao Tricolor, a tempo de jogar a última partida da final do Campeonato Paulista, contra o Corinthians. O time, que havia perdido a primeira (1 x 2), precisava da vitória. E Raí não decepcionou, marcando o primeiro dos 3 x 1 que, naquela tarde, deram ao São Paulo mais um título.

O que parecia uma volta triunfal acabou sendo abortada num jogo contra o Cruzeiro, pelo Brasileiro de 98, em que Raí recebeu uma entrada dura que causou o rompimento dos ligamentos de um dos joelhos. Raí ficou sem jogar até a temporada de 99, e passou a aceitar, com dignidade, a eventual reserva do São Paulo. Ainda foi campeão paulista de 2000, com o Tricolor, e encerrou a carreira ao final da Copa dos Campeões do mesmo ano.

Fonte de Texto e Imagem: UOL Esportes



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