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Copa do Mundo da Inglaterra 1966

Autor: Adriano Fernandes - 10/01/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Inglaterra campeã da Copa do Mundo de 1966

A Inglaterra chegou ao topo do mundo jogando em casa em 1966 depois de derrotar a Alemanha Ocidental em uma das finais mais emocionantes e polêmicas da história da Copa do Mundo da FIFA.

Geoff Hurst foi o herói da vitória inglesa por 4 a 2 no estádio de Wembley ao marcar três gols na final, dois deles na prorrogação. Hurst detém o recorde de mais gols marcados em uma decisão de Copa do Mundo da FIFA, embora até hoje permaneçam dúvidas quanto à legitimidade do seu segundo gol. A bola bateu no travessão e não teria cruzado a linha, mas o tento foi validado pelo auxiliar Tofik Bakhramov.

O gol de Hurst não foi a única controvérsia do torneio. O Brasil, principal candidato sul-americano ao título e então bicampeão do mundo, deixou a competição ainda na primeira fase reclamando muito da arbitragem. A Inglaterra 1966 viu ainda a surpreendente seleção norte-coreana eliminar a Itália e a memorável exibição de artilharia do craque português Eusébio, vencedor da Chuteira de Ouro com nove gols.

A imaginação de Ramsey 

Para a Inglaterra, o mundial de 1966 representava a oportunidade para que o país que inventou o futebol finalmente deixasse a sua marca na Copa do Mundo da FIFA. Depois de esnobarem as primeiras edições da Copa, os ingleses estrearam no mundial de 1950 com uma embaraçosa derrota para os Estados Unidos. Em 1963, o zagueiro do escrete de 1950 Alf Ramsey assumiu o cargo de técnico com o objetivo de levar a Inglaterra à era moderna do esporte: pela primeira vez, não era uma comissão de dirigentes que escolhia os jogadores, mas o treinador. Ramsey escalou atletas impopulares e esforçados e, ao rejeitar o 4-2-4 e recuar os pontas Ball e Peters, fez nascer o famoso 4-4-2 britânico.

O zagueiro central Bobby Moore e o meia-atacante Bobby Charlton eram fundamentais para os planos da Inglaterra, mas o país teve um começo pouco inspirado no empate sem gols da partida de abertura contra o Uruguai. Na verdade, o maior assunto da campanha dos ingleses na primeira fase foi a falta cometida por Nobby Stiles no francês Jacques Simon. Alguns árbitros da federação inglesa chegaram a pedir a Ramsey que dispensasse o impiedoso volante, mas o técnico não atendeu ao pedido.

Os anfitriões também passaram um sufoco com o roubo da Taça Jules Rimet, que estava exposta em Londres. Dias depois, o precioso objeto foi encontrado por um cachorro chamado Pickles no meio dos arbustos de um jardim na zona sul da cidade. Mas Pickles não foi o único herói de quatro patas da Inglaterra 1966: o leãozinho Willie foi a primeira mascote da história da Copa do Mundo da FIFA.

Os ingleses disputaram todos os seus jogos em Londres, mas foi no norte do país que o evento realmente chamou a atenção na primeira fase. Em Liverpool, o Brasil estreou em busca do tricampeonato vencendo a Bulgária por 2 a 0. Pelé e Garrincha marcaram os gols e se tornaram os primeiros jogadores a balançarem as redes em três edições consecutivas da Copa do Mundo da FIFA. Apesar disso, a vitória contra a Bulgária foi o máximo que os então campeões mundiais conquistaram na terra da rainha.

Vítima de um carrinho violento na partida de estreia da seleção brasileira, Pelé foi poupado do jogo contra a Hungria. Liderados por Florian Albert, os húngaros venceram o Brasil por 3 a 1, a primeira derrota do país em uma Copa do Mundo da FIFA desde 1954. Embora tenha voltado para a partida contra Portugal, Pelé foi caçado em campo por Morais. Sob o comando do técnico brasileiro Otto Glória, os portugueses aproveitaram e Eusébio marcou duas vezes na vitória de 3 a 1, a terceira seguida da estreante seleção lusa. O craque português, eleito o Jogador Europeu do Ano, mal havia começado a brilhar.

A surpresa norte-coreana 

Na segunda fase, os portugueses enfrentaram a Coreia do Norte, outra revelação da Inglaterra 1966. Os norte-coreanos haviam se classificado para a Copa do Mundo da FIFA ao vencerem a Austrália, depois que os outros países asiáticos e africanos se retiraram da competição em protesto pela decisão de permitir apenas uma vaga para ambos os continentes. Com um futebol rápido e harmonioso, a Coreia do Norte surpreendeu a Itália na última partida da fase de grupos. O gol solitário de Pak Doo Ik no estádio Ayresome Park em Middlesbrough levou a seleção asiática às quartas-de-final e despachou os italianos de volta para casa, onde foram recebidos com uma chuva de tomates.

Em uma das partidas mais emocionantes da competição, os norte-coreanos quase protagonizaram uma zebra ainda maior nas quartas-de-final, marcando 3 a 0 contra Portugal em apenas 25 minutos de jogo. Mas os asiáticos acabaram derrotados por 5 a 3 depois que Eusébio e os seus companheiros acordaram. Em uma atuação brilhante, o craque português virou o jogo praticamente sozinho e, aos 15 minutos do segundo tempo, já havia feito quatro gols.

Portugal teve de se contentar com a disputa do terceiro lugar depois de perder na semifinal para a Inglaterra com dois gols de Bobby Charlton. Eusébio foi marcado de perto o jogo inteiro por Stiles e só conseguiu descontar de pênalti nos minutos finais. Os anfitriões vinham de uma partida nervosa nas quartas-de-final contra a Argentina, em que Hurst justificara a sua escalação em detrimento do atacante Jimmy Greaves ao marcar o único gol do confronto depois da expulsão do capitão argentino Antonio Rattin. Agora, somente a Alemanha Ocidental separava os ingleses do título.

O selecionado de Helmut Schön tinha Franz Beckenbauer, com então 20 anos e quatro gols a caminho da decisão — dois deles marcados na estreia do craque alemão no torneio, um humilhante 5 a 0 sobre a Suíça. Depois que o gol de Uwe Seeler contra a Espanha garantiu o primeiro lugar do grupo, os alemães superaram as seleções do Uruguai e da União Soviética, ambas com nove homens em campo. Helmut Haller e Beckenbauer bateram o grande goleiro soviético Lev Yashin na vitória de 2 a 1 na semifinal, e foi Haller quem abriu o marcador na final contra os ingleses.

No entanto, 30 de julho de 1966 era mesmo o dia da Inglaterra. O alemão Wolfgang Weber chegou a silenciar o estádio de Wembley ao marcar o gol de empate aos 44 minutos do segundo tempo, quando a torcida anfitriã já comemorava o título, depois dos gols de Hurst e Martin Peters. Mas os homens de Ramsey recuperaram a vantagem na prorrogação, com uma grande atuação do jogador mais jovem do plantel, o incansável meio-campista Alan Ball. Hurst, que registrava apenas um gol pela Inglaterra antes do mundial, balançou as redes duas vezes e, finalmente, os ingleses comemoraram o seu primeiro título de Copa do Mundo.

Fonte da Imagem: Blog Copas Mundiais

Fonte: FIFA


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