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Natal de Carvalho Baroni

Autor: Adriano Fernandes - 24/11/2012 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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Após brilhar em um torneio entre escolinhas, quando atuava pelo Itaú, da Cidade Industrial, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o ponta-direita Natal foi convidado por Orlando Vassali para jogar no Cruzeiro. Com apenas 13 anos, já demonstrava muita habilidade e, principalmente, velocidade. Natal, chamado de "Diabo Louro" conquistou alguns títulos nas categorias de base do Cruzeiro, atuando ao lado de Dirceu Lopes e Pedro Paulo.

Natal subiu para o profissional em 1965, quando venceu pela primeira vez o Campeonato Mineiro. Fazia parte de um dos maiores elencos da história do Cruzeiro, que tinha, entre outros, Dirceu Lopes, Pedro Paulo, Neco, Procópio, Zé Carlos, William, Raul, Piazza e Tostão, estrelas que deram ao clube a Taça Brasil de 1966 e o pentacampeoanto mineiro (de 1965 a 1969).

Boêmio assumido, Natal ganhou fama de romântico e "playboy". Dava preferência a carros conversíveis, quase sempre ocupados por belas mulheres. Apesar de não concordar com essa fama, Natal diz que nunca se importou com isso. “Sempre fui taxado por participar de noitadas, de querer andar com carrões, sempre falaram que eu era irresponsável, mas isso nunca me incomodou ou me afetou”, afirmou o ex-jogador, lembrando que nunca faltou a treino ou jogo.

Carismático, o Diabo Louro era querido pela torcida, principalmente, por atuar bem contra o rival Atlético. Sempre decisivo nos clássicos, não se importava com o sofrimento que causava a alguns parentes, como a própria mãe, uma atleticana assumida.

O jogo que o consagrou, no entanto, foi a decisão da Taça Brasil de 1966, quando o Cruzeiro virou a partida diante do Santos, em pleno Pacaembu. O Peixe, de Pelé e Pepe, vencia por 2 a 0 quando os mineiros reverteram o marcador para 3 a 2, no segundo tempo. Natal marcou o terceiro e decisivo gol.

O ex-ponta lembra com saudade e gratidão da grande equipe da Raposa, formado a partir de 1965. “Era um time que não tem o que contestar, o melhor da história. Tinha no grupo, 10, 11, 15 jogadores de grande qualidade. Quando um Piazza não estava bem, tinham outros seis para suprir, quando eu não estava bem, um Dirceu Lopes arrebentava. Era um grande time que formamos mesmo”, recordou.

Após encerrar sua carreira como jogador no Villa Nova, em 1981, aos 34 anos, Natal aventurou-se na carreira de treinador. Ele rodou muito pelo Brasil tentando concretizar sua carreira de treinador, mas não conseguiu se firmar. “É muito difícil ser treinador de futebol em times pequenos, não cumprem com o que prometem, jogadores não querem nada com a dureza e a torcida cobra resultados imediatos, é difícil”, lamentou.

Natal teve passagens no comando de clubes do Nordeste, como Sergipe, ABC e Remo, entre outros. Em Minas Gerais, o ex-jogador comandou Villa Nova e o Mamoré, de Patos de Minas, mas o ex-atacante não conseguiu grande destaque como treinador. Ele trabalha como olheiro para o Cruzeiro, observando jovens jogadores em condições de atuarem nas categorias de base do clube.

Fonte da Imagem: Blog Terceiro Tempo

Fonte: UOL Esporte


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