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Blog Memória Futebol


O dia que o Náutico venceu o melhor time do mundo!

11/08/2013 Categoria: Roberto Vieira   Comentários 9 comentários

Bita, autor de 4 gols

17 de novembro de 1966 será sempre lembrado pelos alvirrubros como o dia da vitória mais espetacular da história contemporânea do Náutico. Um inesquecível capítulo na vida do clube. Afinal, neste dia, o Clube Náutico Capibaribe venceu nada menos que o "melhor time do mundo"!

Imaginem os senhores o seu time do coração ir até a Espanha e vencer, lá dentro do Camp Nou, o Barcelona de Messi, Piqué, Xavi, Villa, e de goleada. Seria ou não uma façanha histórica?

17 de novembro de 1966, numa fria noite de quarta-feira, o Náutico foi até São Paulo e venceu o Santos de Pelé e companhia por 5x3, no estádio do Pacaembu. Um resultado que assombrou o Brasil, pois o Santos, naquela época era considerado o melhor time do mundo, pela imprensa brasileira e estrangeira.

Na década de 60, o Santos de Pelé e companhia sobrava pelos torneios e campeonatos, no Brasil e pelo mundo afora. Campeão paulista de 60, 61, 62, 64, 65, 67, 68 e 69. Campeão do Torneio Rio-São Paulo de 63, 64 e 66. Campeão da Taça Brasil de 61, 62, 63, 64 e 65. Bi-campeão da Taça Libertadores das Américas em 62 e 63. Bi-campeão Mundial de Clubes em 62 e 63. Campeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (Robertão) em 68. Campeão da Recopa Sul Americana e da Recopa Mundial de Clubes em 68. Não computando aqui outros torneios menores (internacionais), nem os vice-campeonatos.

O Rei Pelé era a estrela maior de um time recheado de craques. Jogo do Santos não era jogo, era exibição de futebol. As torcidas adversárias após os jogos, ao invés de vaiarem o seu time pela derrota, aplaudiam o Santos pelo espetáculo apresentado.

O Náutico vinha fazendo uma excelente campanha na Taça Brasil de 66, tinha acabado de eliminar o Palmeiras de Dudu e Ademir da Guia, numa goleada de 3x0 dentro da Ilha do Retiro. Tri-campeão pernambucano de 63, 64 e 65, Bi-campeão do Norte (65 e 66), tinha chegado às semi-finais da Taça Brasil de 65, já chamando a atenção da imprensa nacional. Esse "Náutico Capibaribe", como era chamado pela imprensa do sul, não estava ali por acaso.

Foi nesse cenário que, em 17 de novembro de 1966, o Náutico entrou em campo para enfrentar o Santos, jogo válido pela semifinal da Taça Brasil de 66. O primeiro jogo ocorreu em Recife, estádio da Ilha do Retiro, no dia 09 de novembro, e o Santos Venceu por 2x0. Mesmo com 35 mil torcedores ao seu lado, o Náutico não suportou a superioridade santista. O Diário de Pernambuco do dia 10 de novembro de 1966 trazia o seguinte comentário sobre a vitória santista:

"Jogando muito bem, contra um adversário apenas brigador, mas sem forças para reagir, o Santos venceu o Náutico por 2x0, gols de Pelé e Pepe. O resultado praticamente sepulta as chances do Náutico na Taça Brasil. O Santos vai jogar por um simples empate, dentro de casa, no próximo jogo, para eliminar os pernambucanos e se garantir na final da Taça Brasil."

17 de novembro de 1966, uma fria noite de quarta-feira em São Paulo. O estádio do Pacaembu recebeu perto de 20 mil torcedores santistas, que foram apenas "carimbar" o passaporte para a final do campeonato.

Naquela memorável noite o Náutico começou a partida de maneira avassaladora. No primeiro minuto de jogo abriu a contagem, com um gol de Bita, momento em que muitos torcedores ainda adentravam ao Pacaembu, e os comentaristas de rádio encerravam suas apreciações sobre o jogo. Ou seja, os locutores nem tinha ainda iniciado a transmissão e o Náutico já vencia por 1x0, para surpresa de muitos, principalmente dos santistas.

Mas o Santos era o Santos. E aos 12 minutos, numa cabeçada de Toninho, o clube santista empatava a partida. Só que o Náutico estava predestinado naquela noite a escrever o seu nome em letras maiúsculas, e entrar para a história do futebol. Aos 44 minutos do 1º tempo, Bita coloca novamente o clube alvirrubro em vantagem. Náutico 2x1.

Mal teve início o segundo tempo e o Náutico ampliava o marcador. Bita, aos 4 minutos fez 3x1, para espanto geral dos paulistas. O Santos corria atrás do placar, e aos 19 minutos, Toninho voltava a marcar, novamente de cabeça, diminuindo para 3x2. O Náutico bateu o centro, Miruca avançou e, no minuto seguinte ampliava para 4x2. Foi então a vez do Santos bater o centro, Pelé lançar para Toninho e ele fazer o terceiro gol santista. Era gol lá e gol cá. Com 21 minutos do segundo tempo o placar apontava Santos 3x4 Náutico.

Sob o comando de Ivan Brondi no meio campo o Náutico passou a tocar a bola, administrando a vantagem no placar, envolvendo o todo poderoso Santos. E para fechar com chave de ouro uma das partidas mais emocionantes da história do clube, Bita, sempre ele, a três minutos do final acerta um chute de fora da área e faz o quinto gol, fechando a goleada. Náutico 5x3 Santos.

No dia seguinte as manchetes dos jornais, tanto de Recife como do sul do país enalteciam o grande feito do time de Rosa e Silva, desbancando o Santos de Pelé, "o melhor time do mundo", em pleno Pacaembu, numa goleada histórica.

Manchete do texto de Lenivaldo Aragão, no Diário de Pernambuco, no dia seguinte: "Bita foi um flagelo para o Santos, no Pacaembu, quando o Náutico elevou o futebol de Pernambuco"!

Manchete do Diário da Noite: "Nunca, jamais, em tempo algum, o goleiro Gilmar, do Santos havia levado mais de três gols de um só jogador em uma partida. Ontem, só Bita fez quatro"!

Outra Manchete do Diário: "Bita dispara quatro e Náutico vence de cinco no Pacaembu"!

Os heróis daquela fantástica vitória? Aloísio Linhares; Gena, Mauro, Fraga e Clóvis; Zé Carlos e Ivan Brondi; Miruca, Gilson Costa, Bita e Lalá.

Numa entrevista ao Programa, da TV Cultura, Pelé foi perguntado sobre os melhores times de futebol que ele já tinha visto jogar. Ele respondeu: "o Cruzeiro de Tostão, o Palmeiras de Ademir da Guia, e o Náutico de Bita". "A década de 60 foi dominada pelas academias de futebol"! Estas foram as palavras do Rei Pelé.

17 de novembro de 1966, uma fria noite de quarta-feira em São Paulo. Uma data para ser lembrada por todos os alvirrubros, e passada de geração a geração, como uma lenda, Blowin' In the Wind!

Por Carlos Henrique

Fonte da Imagem: Blog do Roberto Vieira

Fonte: Blog do Roberto em 12/9/2011


Comentários

Nome: André Wéverton

um lindo jogo que macar de vez a historia do nauitco no futebol brasileiro é assim que se faz club nautci capibaribe vamos fazer mais historia no brasil a fora como vecer nada menos de que um grande titulo do brasileirão copa do brasil sul-america ou sonhar com libertadores e depois mudias ñ peder muito eu sei mais eu sou doente pelo meu timão que é o nautico o melhor time do brasil pra mim valeu nautico por da estar historia a todos os alvirrublos que Deus nos abençoi cada vez mais os nosso dias parabéns!


Nome: Fernando Galvão

Quero parabenizar pelo belo e histórico e-mail. Mas quero deixar um pequeno reparo: o NAUTICO não eliminou o Palmeiras e sim o Cruzeiro de Tostão, Dirceu Lopes, e Piaza e Cia.


Nome: Alan

Belíssimo texto parabéns. Hoje nosso "Náutico Capibaribe" também enfrenta um poderoso Santos, o da era Neymar, penso eu que os bastidores, guardando as devidas proporções, pois aquele time do Santos sempre foi e sempre será uns dos melhores de toda história do futebol, mas sim...voltando...os bastidores devem ser muito parecido com o daquela época, onde colocam o craque Neymar no pedestal, preocupando todos os jogadores com a função de marcá-lo. Vou torcer muito pelo meu timbu e nosso elenco vai fazer muito bonito hoje! Boa Sorte e N-Á-U-T-I-C-O Sempre!!! Alan,Leleca,Pedro e Nanda!


Nome: Agnelo

Um jogo inesquecível,para ficar na memória de todo torcedor do glorioso Clube Náutico Capibaribe.N.A.U.T.I.C.O.


Nome: EDINALDO LUCENA

Eu tinha apenas 09 anos de idade. Estava no Recife em companhia de minha Mãe que e realizar uma cirurgia no RHP.
As rádios transmitiam o jogo de maneira emocionante e no dia seguinte o assunto ecoava por toda capital pernambucana. Eu me tornava um alvirrubro e comecei a frequentar os Aflitos, até hoje. Brevemente se completa 47 anos.


Nome: Paulo Afonso

Assisti a esse jogo pela televisão. Lembro-me de que estava 4x3 para o Náutico e o comentarista disse que era hora de se procurar saber quando deveria ser realizado o jogo desempate, pois a disputa era em "melhor de três", ou seja, só haveria dois jogos se um dos times vencesse uma partida e, pelo menos, empatasse a outra. Como o Santos vencera a primeira partida, jogava pelo empate. O locutor, um santista fanático, fez a ressalva: - Se houver terceiro jogo. Foi aí que Bita acertou um chute de fora da área. Gilmar nem viu a bola entrar. O locutor perdeu o fôlego e, em vez de gritar GOOOOOL, como é de costume, independente do time para o qual esteja torcendo, limitou-se a dizer: - Eu não acredito! Gilmar dos Santos Neves, arqueiro (usava-se falar arqueiro em lugar de goleiro) bi-campeão do mundo não poderia sofrer um gol desses!


Nome: Paulo Afonso

Gostaria de esclarecer o Fernando Galvão que o Náutico não eliminou o Cruzeiro, pois este foi o campeão da Taça Brasil de 1966.
Depois de eliminar o Náutico, o Santos foi para a final e perdeu para o Cruzeiro de 6x2 no Mineirão e de 3x2 na Vila Belmiro.


Nome: roberto toscano

Eu tinha 10 anos e já era alvi-rubro apaixonado, treinava com os meninos do time infantil do Nautico de Jalber Carvalho, depois Burico e não esqueço desse jogo que ouvi pelo rádio que chiava e de vez em quando o locutor sumia. Inesquecível. Salvo engano nesse dia o Pelé deu sua camisa a Gena que era nosso lateral direito pela sua estupenda atuação, MUITOS anos depois encontro nas sociais dos aflitos esse mesmo Gena e apresentei meu filho Hugo a ele e então abriu um pacote e nos mostrou essa camisa histórica dizendo que a trouxera para mostrar ao Rivelino então comentarista de futebol e que estaria nesse dia comentando a partida que aconteceria em instantes.Esse é um belo registro historico.


Nome: Roberto Silva .

Me tornei torcedor do naútico nos anos 60 na campanha inesquecível do hexa nunca teve e nuca averá um time de futebol em Pernambuco com uma história tão bonita .


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