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Blog Memória Futebol


Botafogo Futebol Clube

Autor: Adriano Fernandes - 28/09/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Botafogo FC

Também conhecido como '''Belo''', apelido dado por sua torcida, o Botafogo é o maior vencedor de campeonatos estaduais, com 25 títulos, ao todo. Atualmente, disputa Primeira Divisão do Campeonato Paraibano de Futebol.

Beraldo de Oliveira, Manoel Feitosa, Livonete Pessoa, José de Melo, Edson de Moura Machado e Enock, foram os fundadores do '''Botafogo Futebol Clube'''. Depois de uma Assembleia de muitos palpites, a 28 de setembro de 1931, eles se decidiram por este nome e fizeram então, a primeira diretoria do clube.

A primeira diretoria do Botafogo ficou assim estabelecida: 

- Presidente: Olavo Rodrigues

- Vice-presidente: Manoel Feitosa

- Primeiro secretário: Livonete Pessoa

- Segundo secretário: José de Melo 

- Tesoureiro: Edson de Moura Machado

- Orador: Enock Lins

O local do acontecimento foi uma modesta casa, a de nº 45, da rua Borges da Fonseca, no bairro do Róger em João Pessoa. A senhora Sebastiana de Oliveira, mãe do então fundador e primeiro presidente do clube, Beraldo de Oliveira, teve grande importância na história do Botafogo. Ela chegou a utilizar suas poucas economias para ajudar os meninos na compra de material esportivo e com outras despesas.

Primeiro Título: Botafogo, campeão Liga Suburbana de 1932.

A caminhada do Botafogo começou no ano seguinte à fundação, em 1932, quando o clube ingressava na extinta Liga Suburbana. Seu primeiro jogo foi contra o São Bento, de Bayeux, que tornara-se o seu mais terrível adversário. O jogo entre ambos acabou registrando um empate em 2 x 2, na decisão do Campeonato Suburbano. Este resultado deu o primeiro título ao Botafogo. 

Primeiro Título Estadual

O Botafogo conquistou o seu primeiro título estadual em 1936, decidindo com o Sol Levante, num jogo disputado, no dia 13 de dezembro daquele ano. Vitória botafoguense por 3x2, resultado que lhe valeu a conquista do seu primeiro campeonato estadual. Lucas (2) e Pilota marcaram para o alvinegro. O campeão utilizou os seguintes atletas: Pagé, Euclides, Márcio Teixeira, Pedro Macaco e Lemos; Américo Filho, Tonico, Ronal, Hélio e Evan Holmes.

Crescimento do Clube

O título deu mais ânimo ao clube e meses depois dava entrada de um ofício pedindo filiação à extinta Liga Desportiva Paraibana. Depois da filiação, o Botafogo passou a pensar na formação de uma boa equipe e como primeiro reforço contratou o goleiro Pagé, que tornou-se uma lenda do futebol paraibano. 

Além de Pagé, o Botafogo trouxe, do Palmeiras Sport Club, Miguel, Nilo, Euclides, Juarez e Humberto Sorrentino. Também chegava para o Botafogo, Tonico - Antônio de Abreu e Lima, que mais tarde seria presidente do clube. Além de Tonico, o Botafogo trouxe, do Club de Regatas Vasco da Gama, os atletas Hélio Falcão, Ireno Abreu de Figueiredo e José Laurentino. Mesmo com o time já formado, com a contratação de jogadores do Palmeiras e Vasco da Gama, o Botafogo queria muito mais e conseguiu dois jogadores da região - Júlio Milanez e Misael Barbosa, do Vencedor, um dos rivais do clube botafoguense na época. Com este elenco, o Botafogo tornou-se uma agremiação respeitada,principalmente porque seus torcedores passaram a cobrar vitórias, isso em razão da qualidade de cada jogador. 

Cores

Nos anos 70, o industrial de São Paulo, José Flávio Pinheiro Lima mudou-se para João Pessoa e em pouco tempo assumiu a presidência do Botafogo. Após uma campanha da imprensa para que se mudasse as cores do clube, visando a uma diferenciação com o clube carioca, foi acrescentado o vermelho no escudo em homenagem às cores da bandeira da Paraíba.

Recorde de Público

No ano de 1998, o Botafogo realizou uma de suas melhores campanhas no futebol estadual de todos os tempos. Campeão do 1º, 2º e 3º turno, levando um público de '''44.268''' pessoas para assistirem a  partida decisiva do campeonato, entre Botafogo vs Campinense. Na ocasião, o Botafogo venceu os rubro-negros de Campina Grande por 2x0.

Rivalidade

Uma das maiores rivalidades do nordeste, quando o assunto é futebol, sem dúvidas é entre Botafoguenses e Trezeanos. Tanto o Botafogo quanto o Treze Futebol Clube são equipes com grande número de torcedores, e representam bem o nome do estado em competições nacionais. Existem muitas histórias sobre o "Clássico Tradição", que passou a ser disputado no início da década de 1940.

Futebol Feminino

Em 2009, o Botafogo inaugurou o departamento de futebol feminino. Participou da Copa do Brasil de Futebol Feminino de 2009, sem êxito, devido a precariedade da preparação, mas investiu no trabalho de 1 ano para a disputa do campeonato do ano seguinte. E foi em 2010 que o clube conseguiu projeção nacional ao disputar e vencer os três primeiros jogos, um deles contra o todo poderoso São Francisco Esporte Clube da Bahia, que por pouco não leva uma goleada das meninas do ''Belo''. No jogo de volta foi derrotado pelo mesmo São Francisco, fora de casa, mas saiu da competição chamando a atenção pelo volume de jogo e pela qualidade técnica apresentada. Hoje é considerada uma força no futebol feminino do Brasil, pois segundo o próprio treinador rival, o ''Belo'' tinha condições de ir bem mais longe, e o jogo das oitavas-de-final foi um encontro de favoritos ao título, onde só um pôde seguir.

Time base: Élida; Fafá, Rincon, Vivi e Jamayra;Janaína, Ronaldinha, Jaciara e Ledjane; Kelly e Joana.

Fonte da Imagem: Adriano Fernandes

Fonte: Federação Paraibana de Futebol em 27/9/2012


 

 

Raul Plasmann e a predestinada camisa amarela

Autor: Adriano Fernandes - 27/09/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Raul Plasmann

O goleiro Raul mostrava uma personalidade calma, embora o destino o colocasse sempre lá em cima. O início da carreira foi apagado, até que o Cruzeiro apareceu em sua vida. O presidente Felício Brand solicitou do colega Vicente Feola, pelo telefone, um goleiro para a reserva da equipe. "Pois não", disse o sãopaulino. "Tenho um garoto aqui, ele poderá seguir para aí amanhã mesmo".

E foi assim que Raul chegaria ao Barro Preto, como um mero desconhecido. Reserva de Tonho, sua primeira oportunidade não chegou por acaso. Afinal, o destino sempre se mostra quando deseja. E foi justamente contra o Atlético, em pleno Mineirão, que Raul ganharia de vez a fama.

No início da partida, o árbitro cismou que a cor de sua camisa poderia ser confundida com a do Galo e pediu para trocá-la. Sem uniforme substituto, Raul improvisou com um blusão amarelo emprestado do lateral Neco. Ao retornar a campo, a surpresa foi geral, já que os goleiros da época só atuavam com camisas de cor preta.

O desconhecido reserva virou atração, vaiado pelos atleticanos e aplaudido pelos cruzeirenses e fechou o gol naquela partida. Daí para a frente, o goleiro manteve-se como sempre foi: calmo, fazendo defesas importantes, mas sem aparecer tanto.

Raul conquistou nove títulos mineiros em treze anos que ficou no Cruzeiro. Ao sair do clube, levando ainda um título da Libertadores, o goleiro foi cair de novo no lugar certo: no Flamengo, de Zico e cia, onde continuaria sua série de conquistas. O time da Gávea estava na melhor fase de sua história, e Raul foi novamente campeão da Libertadores.

O goleiro voaria então mais alto. Naquele que foi um dos maiores times que o Rio de Janeiro e o Brasil já viram, Raul foi campeão mundial interclubes pelo rubro-negro, na vitória sobre o Liverpool, da Inglaterra.

Ao deixar os gramados, transformou-se em empresário bem-sucedido na área de turismo. Mas foi na TV que voltaria a emprestar sua boa visão aos jogos de futebol, ainda que uma vez tenha dito que na verdade não entendia muito do assunto.

Fonte da Imagem: Terceiro Tempo

Fonte: UOL Esportes



 

 

Futebol Amazonense: Bola pra frente, Marialvo

Autor: Adriano Fernandes - 26/09/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Marialvo (Fonte: Baú Velho/Carlos Zamith)

No campinho da praça D.Pedro II, nas proximidades do antigo prédio da Prefeitura Municipal, ele começou a chutar e a defender a bola, normalmente a partir das 17 horas de quase todos os dias.

Em 1962 o América disputava o campeonato da Chave B, mas em 1963, voltava à primeira divisão No primeiro jogo do campeonato, um goleiro de boa classe, muito jovem ainda, foi apresentado ao torcedor:

Ele era Marialvo, a grande figura de seu time contra o Nacional. O América venceu por 2×1, no campo do Parque, no dia 24 de março. Os gols do América foram de Gesnê e Rui no segundo tempo, mas o Nacional marcou na primeira fase, através de Lacinha.

Nesse dia, o jovem goleiro agarrou bolas incríveis, principalmente de lances em que participaram Português, Lacinha e o ponteiro Cabral. E foi a partir desse jogo que seu nome começou a aparecer nas manchetes.

O América venceu com Marialvo, Borges e Jaime Costa; Pará, Bigode (João Tavares) e Cão; China, Rui, Gesnê, Borel e Walter, sob o comando de Amadeu Teixeira.

MARIALVO Duarte Hayden, nasceu em Manaus em abril de 1943. Seu primeiro clube foi mesmo o América, dos irmãos Teixeira. Defendeu-o durante oito anos, de 1958 a 1966, começando nas categorias de base tendo sido bicampeão (1958-1959). Em 1967, foi para o Rio de Janeiro tentar um lugar ao sol no futebol carioca. Andou fazendo alguns treinos no América, quando ainda era dono do estádio de Campos Sales, mas logo retornou a Manaus. Assediado por dirigentes do Nacional não teve outra opção, afinal estava no time mais popular de Manaus, o alvo de qualquer jogador de futebol local.

No novo clube, como titular absoluto e desfrutando de grande cartaz junto à torcida foi bicampeão em 1968-1969 e mais adiante campeão pelo Fast em 1971 e da Taça Amazonas de 1972. Marialvo fez parte do grupo de grandes goleiros do Amazonas, a partir dos primeiros anos de fundação da FAF. No seu tempo de América, no início da década de 60, era comum escutar dos torcedores presentes ao Parque nos jogos do América, esta frase: "eu só vim a este jogo para ver o Marialvo e o João Tavares". Eram as duas maiores expressões do time e ambos com uma carreira brilhante no futebol. Marialvo no gol do Naça ou do Fast, e João Tavares depois esbanjando categoria no Payssandu, de Belém, durante muitos anos.

Em agosto de 1972, tão logo terminou a Taça Amazonas, o Fast contratou o carioca Borrachinha e Marialvo tratou de arquivar as chuteiras. Tão logo deixou o futebol, passou a residir em Fortaleza com a família. Voltou a Manaus e foi contratado pelo Nacional, em 1996, como treinador de goleiros e parou Um nome que pode figurar como um dos maiores, na posição nas décadas de 60 e 70.

Giselle Bulbol, filha de Marialvo, diz que seu pai pai sofreu um AVC no dia 3 de setembro último, mas recupera-se muito bem.

Vai em frente Marialvo, segura com firmeza mais essa ingrata jogada

Por Carlos Zamith

Fonte da Imagem: Baú Velho / Carlos Zamith

Fonte: Baú Velho em 18/9/2012



 

 

A goleada de Nilo e Filó

25/09/2013 Categoria: Roberto Vieira   Comentários Nenhum comentário

Corinthians x Botafogo 1931 - Roberto Vieira & Folha da Manhã 01

Claro.

Teve um Quadrangular mequetrefe* em Belo Horizonte.

Mas decisão mesmo nesses quase cem jogos?

Apenas no dia 6 de maio de 1931.

Diante do General Severiano lotado.

Apinhado de botafoguenses e alguns torcedores do Corinthians.

Mas nada que lembrasse a invasão de 76.

Os gloriosos alvinegros disputavam a Taça Rio-São Paulo.

Efêmero mas importante torneio entre os campeões estaduais.

O Corinthians com a mão na taça.

Metera 2x0 dias antes na Paulicéia.

Corinthians de Filó, Rato, Del Debbio e De Maria.

Filó que seria o primeiro brasileiro campeão mundial de futebol.

Cracaço.

Mas a prudência mandava ingerir altas doses de caldo de galinha.

Pois no Botafogo jogavam Nilo e Dr. Carvalho Leite.

Artilharia da pesada para o arco de Colombo.

Prudências à parte, tudo começou muito bem naquela noite carioca.

Filó cobrou escanteio na cabeça de Napole.

Timão 1x0.

Festa italiana mosqueteira.

Pois é.

E foi só.

Nilo empata o jogo antes do intervalo.

O Botafogo sai furibundo.

Pra voltar na segunda fase impiedoso.

Nilo desempata.

O árbitro paulista Silvestre Teixeira deixa de marcar pênalti de Grané.

A torcida vaia o árbitro paulista.

O Corinthians não sabe se defende a vantagem na melhor de três.

Carvalho mete o terceiro.

Paulinho pra Ariza pra Nilo: 4x1.

Paulinho assinala o quinto.

Colombo é sacado pra entrada de Tuffy.

Tuffy nem respira e toma o sexto em rush de Nilo.

Carvalho dá uma finta de corpo em Grané e tome sete!

Filó diz que vai embora pra Itália.

O Botafogo toca a bola enfim satisfeito e leva a taça.

Lá se vão 81 anos.

81 anos da maior goleada do Botafogo sobre o Corinthians.

* mequetrefe meio que virou palavra da moda...

Fonte da Imagem: Roberto Vieira



 

 

Clodoaldo, 64 anos

Autor: Adriano Fernandes - 25/09/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Clodoaldo (Fonte: Santos FC História de Glórias)

Logo que Zito abandonou a camisa 5 do Santos, em 1968, despontava no time principal um garoto à altura para substituí-lo. Hábil, criativo, bom marcador e eficiente nas jogadas de ataque, ele se chamava Clodoaldo. Já vinha jogando desde o ano anterior, em que o time também foi campeão. 

E chegaria a 510 partidas com a camisa do clube, marcando treze gols. Com Clodoaldo no time, vieram os títulos de 1967, 1968 e 1969 e a sua conseqüente convocação para a seleção brasileira que disputaria o Mundial de 1970. A campanha do tri no México, aliás, foi um divisor de águas na carreira de Clodoaldo. 

Na semifinal, contra o Uruguai, foi dele o gol de empate, recebendo um passe de Tostão depois de uma bela penetração pelo lado esquerdo da área. Dessa maneira, Clodoaldo ajudou a afastar definitivamente o fantasma que perseguia os brasileiros desde 1950. Na final, contra a Itália, ele abusou e acabou provocando o gol de empate dos italianos, tentando fazer uma jogada de efeito e entregando a bola de presente ao adversário.

Mas, com o jogo já ganho por 3 x 1, Clodoaldo jogou para a torcida, driblando uma série de jogadores italianos no meio de campo, na jogada que acabou originando o quarto gol brasileiro, de Carlos Alberto. Quando voltou da Copa, Clodoaldo estava consagrado. Era, por unanimidade, o melhor da posição no país. 

Só não jogou o Mundial seguinte, na Alemanha Ocidental, porque acabou cortado por contusão. No Santos, Clodoaldo seria ainda campeão paulista em 1973 e 1978, antes de encerrar a carreira no próprio clube. Era o último remanescente de um passado de glórias. Continuou trabalhando no Santos.

Fonte da Imagem: Santos FC História de Glórias

Fonte: UOL Esportes 



 

 

Noronha, o operário do Trio de Ouro

Autor: Adriano Fernandes - 25/09/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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O nome do lateral-esquerdo Noronha estará eternamente ligado aos de Rui e Bauer, seus companheiros no Trio de Ouro do São Paulo. Dos três que formavam a linha média bicampeã paulista em 1945 e 1946, o gaúcho Noronha era o mais velho. E também o menos dotado tecnicamente.

Destacava-se mais pela marcação dura, eficiente, e pela grande vitalidade do que propriamente pelos toques refinados. Revelado no Grêmio, com uma curta passagem pelo Vasco, Noronha jogava em todas as posições do setor (equivalentes, hoje, às duas laterais e à cabeça-de-área). Estreou em um decepcionante empate do São Paulo com o fraco SPR, por 2 x 2. Mas, no ano seguinte, ao lado de Zarzur (seu ex-companheiro de Vasco), conquistava o primeiro título paulista, seu e do clube.

Depois de cinco títulos paulistas, em 1949, transferiu-se para a Portuguesa de Desportos, onde, recuado para a zaga, fez parte de outro histórico "trio final", ao lado do goleiro Muca e do zagueiro Nena. Reserva de Bigode na Copa de 1950, campeão do Torneio Rio-São Paulo pela Lusa, em 1952, Noronha jogaria, ainda, no Ypiranga, onde encerrou a carreira.

Fonte da Imagem: SPFC.terra.com.br

Fonte: UOL Esportes



 

 

Canhoteiro, o homem que entortava o mundo

Autor: Adriano Fernandes - 24/09/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários 4 comentários

Canhoteiro deixando Idário (Corinthians) de joelhos

Um Garrincha pela esquerda

O que Garrincha fazia na ponta direita, Canhoteiro fazia na esquerda, apesar de nunca terem jogados juntos, ainda que tenham servido à Seleção Brasileira na mesma época.Canhoteiro tinha o mesmo espírito brincalhão e galhofeiro de Garrincha, fazia do futebol uma arte para assombrar os adversários. Ante a impossibilidade de marcá-lo, os adversários, muitas vezes, se contentavam em admirá-lo, como se fossem também espectadores e não participantes.

O único grande time do Brasil a fazer do ponta-esquerda um ídolo foi o São Paulo, clube no qual Canhoteiro vestia a camisa 11. E onde, a partir de 1954, ocupou a vaga de Teixeirinha, que há 15 anos era titular absoluto. Afora isso, o novato Canhoteiro ainda teve o afago unânime da galera são-paulina. E tal carinho se afirmaria em um fã-clube exclusivo – conjunto de admiradores até então inédito no âmbito do futebol brasileiro.

Quando esteve no São Paulo, em 1957, o meia carioca Zizinho não se conformava que, a apenas 400 quilômetros de distância do Rio de Janeiro, pudesse existir um fenômeno desconhecido como o ponta-esquerda Canhoteiro. Nas palavras do próprio Zizinho, Canhoteiro foi "melhor que o próprio Garrincha". Dono de uma habilidade fantástica, ele era capaz de ganhar apostas controlando uma moeda na ponta do pé e colocando-a no bolso da camisa sem usar as mãos. Em campo, conseguia repetir essas proezas, levando à loucura os marcadores da época, como o corintiano Idário ou o palmeirense Djalma Santos.

"Então, você já sabe: uma jogada ganho eu, a outra ganha você", costumava dizer a eles, brincalhão, toda vez que entrava em campo.


Só que essa torcida não sabia que o extrema-esquerda mulato, de 1,68 m de altura e 61 quilos, fora batizado José Ribamar de Oliveira. E que nasceu no Maranhão, na cidade de Coroatá, em 24 de setembro de 1932. Nem que, antes de surgir no Paissandu de São Luís, a capital, ele foi caminhoneiro e, desde a adolescência, bebia e varava noites tangendo com habilidade as cordas de um violão. Tampouco ninguém atinava que sua terra natal é próxima de Codó, sítio que no início do século passado pariu Fausto Maravilha Negra.

Sobre Canhoteiro, a torcida paulista sabia só que ele fora adquirido pelo alvirrubro cearense América, de Fortaleza, ao ser visto jogando no escrete maranhense, em 53. E que do time do Ceará se transferiu, em 13 de abril de 54, para o São Paulo Futebol Clube, onde chegou a ser chamado de o mágico tricolor, Madrake ou Cantinflas.

Nele, todos amariam o drible moleque, o passe criativo, o chute raso sem chance para o arqueiro, o cabeceio preciso, o afã do gol e o proverbial jeito brincalhão nordestino. Tudo isso divertia a massa. E os colegas de equipe lhe aplaudiam as embaixadas com moeda, laranja, xícara de cafezinho ou tampa de garrafa. A intimidade dele com objetos redondos – diziam em Coroatá – vinha do hábito de ser preso pelo pai a uma mesa, para não ir às peladas. Mas Canhoteiro, embora amarrado ao móvel, valia-se de bolinhas de papel para fazer malabarismo.

Certa vez, contra o Corinthians, em uma só jogada ele fintou o marcador Idário 14 vezes, para delírio da massa. Um desses dribles era o “solavanco": com a bola no pé e na linha lateral do campo, ele atraía os marcadores, girava a cintura para a direita, dava um corte seco e – pimba! – impunha o pique arrasador pela esquerda, levando perigo à meta adversária.

Já em 1955, malgrado a má fase do clube, a arte de Canhoteiro levou-o à seleção nacional, estreando, com Zito, em 17 de novembro, contra o Paraguai, no Pacaembu. E marcando o seu único gol no escrete, que venceu a Copa Oswaldo Cruz. Pelo São Paulo, ele foi ao México ganhar o torneio Jarrito. A viagem serviu para revelar a sua ojeriza por avião. E que, pretextando isso, levava Canhoteiro a beber em escala industrial.

Ano seguinte, no sul-americano do Uruguai, o ponta fez quatro dos 5 jogos do Brasil. E ainda atuou mais cinco vezes pela seleção em amistosos na Europa e no Recife, onde o escrete pernambucano se escalava com Barbosa no gol, mais Zequinha e Aldemar na linha média – estes, adiante, iriam para o Palmeiras.

Em 1957, quando fez tão-só um jogo pelo selecionado, Canhoteiro ganhara pelo São Paulo a Pequena Taça do Mundo, na Venezuela. Nesse ano, Zizinho esteve no tricolor e deu ao time o título estadual. Mais adiante, o Mestre Ziza diria: “No São Paulo, encontrei um punhado de craques. Um deles, Canhoteiro, jamais o esquecerei. Foi o maior ponta-esquerda que vi na minha vida. Em um metro quadrado, ele conseguia passar por três adversários, como manteiga que se aperta nas mãos”.

Pelé – nessa época, iniciando a carreira – viria a ter sobre o ponta tricolor opinião parecida. E o Rei sempre teve por Zizinho idolatria, nunca escondendo que o Mestre era o seu craque predileto.

Outro fã do maranhense, Chico Buarque de Holanda, compôs na música O futebol este ataque: Mané, Didi, Pagão, Pelé e Canhoteiro. Pois bem, em 11 de junho de 57, o são-paulino juntou-se a Garrincha e Pagão no time do Brasil. E na tarde de 13 de maio de 1959, quando Julinho foi vaiado, Canhoteiro jogava com Didi e Pelé. Assim, esse quinteto imaginário da canção se compôs em duas datas. E, com boa vontade, a linha de frente dos sonhos de Chico Buarque existiu, sim.

Em maio de 58, nos preparativos para a Copa do Mundo, Canhoteiro venceu outra Oswaldo Cruz. Nesse mês, após o ponta realizar outro jogo, Vicente Feola o excluiu do grupo por conta de um porre que ele tomara com o Half Jadir. (Anos depois, tal exclusão ganhou de Chico Buarque de Holanda este desabafo: “Canhoteiro, cuja camisa Zagallo usurpou na Copa de 58, privando o Planeta de ver o que só eu via”).

Mas, em matéria de escapada noturna, Feola o conhecia bem, pois quando treinou o São Paulo, em 1956, o pau-de-arara fugiu da concentração e se meteu em boate. O técnico foi buscá-lo. Mas, subornando um porteiro, o mágico atacante tricolor vestiu-se de boné e túnica, pôs óculos escuros e plantou-se na frente da boate. Há quem diga que Vicente Ítalo Feola quis saber desse “guarda-portão": – Você viu o Canhoteiro por aí?

Todavia, dando adeus à equipe nacional, o gênio são-paulino ainda fez os dois jogos contra o Chile na Taça O'Higgins – ganha pelo Brasil em 1959. Dessa forma, ele completara 16 pelejas pelo escrete – das quais dez são vitórias, sendo quatro empates.
Na inauguração do estádio do Morumbi, em 60, Canhoteiro dera show na vitória sobre o Sporting Lisboa. Mas foi seu canto do cisne, já que, adiante, em um choque casual com o corintiano Homero, ele sofreu sérias contusões, que lhe valeram duas cirurgias. E jamais voltou a ser o mesmo.

Em outubro de 1963, venderam-no ao Guadalajara mexicano, onde jogou um ano. Lá, integrava grupo musical mariachi, e haja farra. Em 65, foi para o Toluca, também do México, onde esteve por seis meses, voltando ao Brasil para ter passagens meteóricas no Toledo paranaense, e pelo Nacional e Saad de São Paulo. Até que, em 1967, fora de forma, encerrou a carreira, trocando de vez a bola pelo copo e o violão.

Entregue ao vício, o pacato José Ribamar de Oliveira – quiçá na amnésia alcoólica – se olvidara que pelo São Paulo havia feito 415 jogos e 102 gols. E que seria por tudo dos mais cultuados ídolos tricolores. Tanto que, até hoje, é o quinto craque na preferência da torcida. E à frente de Friedenreich e Zizinho.

Porém, alheio a isso, esquecido, pobre e bêbado na capital paulista, em 16 de agosto de 1974, Canhoteiro foi vítima de derrame cerebral e se fez minuto de silêncio. Viveu 42 anos e na sua galhofa alegrou o povo de uma geração. Deixaria a viúva e, órfãs, uma filha e a bola. Além do vazio nos bares e noites de viola, em tudo que seja Canhoteiro. Inclusive na personificação do drible.

Em 2003, ainda reconhecido, o maranhense foi relembrado em disco pelos compositores Zeca Baleiro e Fagner e em livro (Ediouro) comemorativo dos 450 anos da capital de São Paulo, Canhoteiro – O homem que driblou a glória, do jornalista Renato Pompeu.

 

Fonte da Imagem: SPFCpedia.blogspot.com

Fontes: São Paulo Futebol Clube / UOL Esportes / Blog do Professor Antunes



 

 

Paolo Rossi - Eu fiz o Brasil chorar

Autor: Adriano Fernandes - 23/09/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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Paolo Rossi levou a torcida brasileira às lágrimas ao ser o responsável direto pela eliminação da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Foi ele quem marcou os três gols na vitória italiana por 3 a 2, tirando o Brasil do Mundial nas quartas-de-final. 

Mas por pouco Rossi não foi ao Mundial da Espanha. O atacante foi um dos envolvidos em um escândalo de manipulação de resultados para a loteria esportiva de seu país e passou dois anos suspenso. A sorte (ou azar, para os brasileiros) é que sua pena terminou um mês antes da Copa.

Paolo Rossi demorou para "estourar" no futebol. Revelado como mais um atacante na Juventus de Turim, só começou a se destacar no Vicenza, que disputava a segunda divisão. Foi aí que começou a despertar o espírito heróico do goleador. Na temporada 1976/1977, levou seu time ao título da segundona na Itália, quando marcou 21 gols.

Na temporada seguinte, foi artilheiro do Campeonato Italiano com 24 gols - o então pequeno Vicenza ficou com o vice-campeonato. O passaporte de Paolo Rossi para a Copa do Mundo da Argentina estava conquistado.

No total, Rossi disputou duas Copas do Mundo (1978, 1982 e 1986), mas foi no torneio da Espanha que se consagrou. A Itália foi campeã e ele, o artilheiro, com seis gols.

1980 foi suspenso por duas temporadas por ter participado de apostas clandestinas na loteria esportiva italiana. Em 1987, com problemas no joelho, abandonou o futebol, aos 31 anos, depois de defender somente clubes italianos na carreira, tais como o Vicenza, o Perugia, o Juventus, o Milan e o Chievo Verona. Em 2002, lançou uma autobiografia intitulada "Eu fiz o Brasil chorar", mostrando que Paolo Rossi sabe o peso de seus gols naquele jogo de 1982. Agora, trabalha como comentarista no canal Sky na Itália.

A grande inimiga de Paolo Rossi foi a seqüência de lesões nos joelhos que acabou com a sua carreira. Ele chegou a ir à Copa de 1986, mas nem entrou em campo. Aposentou-se um ano depois.

Fonte da Imagem: footballegend.blogspot.com

Fonte: UOL Esportes



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