• Twitter
  • Facebook

Blog Memória Futebol


Obdulio Varela - Um monstro de alma e garra

Autor: Adriano Fernandes - 20/09/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

obdulio-varela-02.jpg

Diz a lenda que na noite de 16 de julho de 1950, Obdulio Varela saiu sozinho para tomar uma cerveja no Rio de Janeiro. Por si só, esse fato já é um testemunho da diferença entre o futebol de então e o de hoje. Varela, o capitão da Seleção Uruguaia, acabara de protagonizar o mais chocante feito da história das Copas do Mundo: a vitória de virada sobre a favorita Seleção de Zizinho e Ademir, proclamada campeã por antecipação pelos jornais brasileiros.

Depois de algumas cervejas, El Negro Jefe é chamado pelo dono do bar. Havia um torcedor brasileiro que queria falar com ele. Varela se levanta preparado para o pior: um xingamento, uma agressão. O torcedor se aproxima, encara-o olho a olho, abraça-o e desaba num choro desesperado e convulsivo. Conta a lenda, ainda, que o capitão uruguaio consolou esse torcedor durante mais de meia hora.

Muito tempo depois, numa entrevista, Varela diria que nesse momento, com o torcedor brasileiro chorando em seu peito, ele se havia dado conta da dimensão daquela derrota para o Brasil. Também afirmaria que se soubesse que aconteceria tal tragédia nacional, ele não teria se esforçado tanto para ganhar, pois, afinal de contas, só os cartolas uruguaios lucraram com aquela vitória.

Eu lamentei muito não ter tido a oportunidade de entrevistar El Negro Jefe antes de sua morte, em 1996. Estive no Uruguai em 1995. Por uma fatalidade, o encontro não rolou. Varela é o autor da inesquecível frase: Los de afuera son de palo.

Por: Idelber Avelar em seu site no dia 29/5/2008

Fonte da Imagem: Relíquias do Futebol


 

 

A Arrancada Heróica

Autor: Adriano Fernandes - 20/09/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

palmeiras-1942-01.jpg

Arrancada Heróica, ocorreu no dia 20 de setembro de 1942 no estádio do Pacaembu, diante do São Paulo. A vitória por 3x1 garantiu o título estadual ao Verdão.

Durante a Segunda Guerra Mundial, com o Brasil combatendo ao lado das forças Aliadas, um decreto do governo Getúlio Vargas proibiu qualquer entidade nacional de usar nomenclatura relacionada aos países rivais do Eixo (Alemanha, Itália e Japão).

O Palestra Italia, assim, foi obrigado a mudar de nome, passando a chamar-se Palestra de São Paulo. A mudança, porém, não aplacou as pressões políticas e até desportivas. E sob pena de perder o patrimônio e ser retirado do campeonato o qual liderava invicto, o Palestra teve de mudar o nome novamente. Nas vésperas da partida contra o São Paulo, válida pela antepenúltima rodada do Paulistão e que poderia definir o campeão por pontos corridos, a diretoria palestrina se reuniu para alterar a denominação do clube. Quando as discussões estavam no auge, o Dr. Mario Minervino pediu a palavra e solicitou ao secretário, Dr. Pascoal W. Byron Giuliano, que anotasse na ata: “Não nos querem Palestra, pois seremos Palmeiras e nascemos para ser campeões”. E assim foi. 

O Palmeiras entrou em campo naquele dia 20 de setembro de 1942 com um novo nome, um novo símbolo (desta vez só com um “P” e não mais com o “PI”) e conduzindo a bandeira brasileira sob o comando do cpitão do Exército Adalberto Mendes. Os supostos “inimigos da pátria”, desta forma, surpreendiam o público presente no Pacaembu.

Com a bola rolando, o orgulho e a técnica falaram mais alto. A equipe vencia por 3x1 quando o São Paulo, descontente com a marcação de um pênalti para o adversário, retirou-se de campo. O título estava garantido. Assim, como previsto, “o Palestra morreu invicto, e o Palmeiras nasceu campeão”

Houve silêncio por alguns momentos e, em seguida, começaram as palmas. Era a paz.

O São Paulo, com Leônidas, recém-contratado ao Flamengo, Noronha, Luizinho, Remo e Pardal, era um adversário respeitável para o Palmeiras. Este tinha no gol o jovem Oberdan; Junqueira e Begliomini na zaga; e Villadoniga e Etchevarrieta no ataque. Jogo difícil e pesado, entradas violentas e provocações. Mas o Verdão, naquele dia, estava impossível. Quando o árbitro Jaime Janeiro expulsou o zagueiro são-paulino Virgílio e os tricolores abandonaram o campo em protesto, o marcador mostrava 3 x 1. Foi o primeiro título com o novo nome e uma faixa estendida pela torcida nas arquibancadas do Pacaembu dizia tudo: "Morreu o líder e nasceu o campeão".

Palmeiras 3 x 1 São Paulo

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP) 

Data: 20 de setembro de 1942

Árbitro: Jaime Janeiro Rodrigues 

Público: 55.913 pagantes  

Cartão vermelho: Virgílio

Gols: Cláudio, aos 19min, Waldemar de Brito (SP), aos 23min, e Virgílio (contra), aos 43min do primeiro tempo; Echevarrieta, aos 14min da segunda etapa

Palmeiras: Oberdan, Junqueira, Begliomini, Zezé Procópio, Og, Del Nero, Cláudio, Valdemar, Villadoniga, Lima e Etchevarrieta. Técnico: Del Debbio

São Paulo: Doutor, Piolim, Virgilio, Lola, Noronha, Silva, Luizinho, Valdemar de Brito, Leônidas, Remo e Pardal.Técnico: Vicente Feola 

Fonte da Imagem: Gazeta Esportiva / Gazeta Press

Fonte: Memória Alviverde / Site 3VV



 

 

Copa Intercontinental 1961: Peñarol Campeão

Autor: Adriano Fernandes - 19/09/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários 2 comentários

penarol-copa-intercontinental-1961-mundialinterclubestripodcom-01.jpg

Em 1961 os uruguaios do Peñarol estavam de volta à disputa da Copa Intercontinental (Mundial de Clubes), mas, desta vez, o “reinado” do Real Madrid no futebol europeu havia temporariamente terminado. Os campeões do velho continente naquele ano haviam sido os “encarnados” portugueses do Benfica, liderados por Eusébio. A primeira partida entre os campeões europeu e sul-americano ocorreu em Lisboa, diante de 40.000 espectadores, no Estádio da Luz. Coluna marcou o que seria o gol da vitória por 1x0, dando pequena vantagem ao Benfica para o segundo jogo.
Mas a história seria bem diferente em território uruguaio. Com extrema facilidade, a equipe liderada Alberto Spencer, marcador de dois gols, goleou o Benfica por 5x0. Como o saldo de gols, naquela época, não servia como critério de desempate, foi necessária uma terceira partida para definir o campeão. Em novo jogo, marcado para o Estádio Centenário dois dias depois, o Peñarol confirmou sua superioridade e venceu pelo placar de 2x1, com dois gols de Sasía, descontando Eusébio para o Benfica. Em sua segunda disputa intercontinental, o Peñarol conquistava, portanto, o seu segundo título.
Jogo de Ida: Benfica (POR) 1x0 Peñarol (URU) Estádio: Estádio da Luz (Lisboa, Portugal) Data: 4 de setembro de 1961 Público: 40.000 Gol: 60’ - BEN 1x0 PEN (Coluna)
Benfica: Costa Pereira, Angelo, Saraiva, Mario João, Neto, F.Cruz, José Augusto, Santana, Aguas, Coluna, Cavem – Técnico: Bela Guttman
Peñarol: Luis María Maidana, William Martínez, Núber Cano, Edgardo González, Néstor Gonçalves, Walter Aguerre, Luis Alberto Cubilla, José Francisco Sasía, Angel Ruben Cabrera, Alberto Pedro Spencer, Juan Víctor Joya – Técnico: Roberto Scarone

Jogo de Volta: Peñarol (URU) 5x0 Benfica (POR) Estádio: Centenário (Montevidéu, Uruguai) Data: 17 de setembro de 1961 Público: 56.358 Gols:10’- PEN 1x0 BEN (Sasía)  18’- PEN 2x0 BEN (Joya)  28’- PEN 3x0 BEN (Joya)  42’- PEN 4x0 BEN (Spencer)  58’- PEN 5x0 BEN (Spencer)
Peñarol: Luis María Maidana, William Martínez, Núber Cano, Edgardo González, Néstor Gonçalves, Walter Aguerre, Luis Alberto Cubilla, Ernesto Ledesma, Alberto Pedro Spencer, José Francisco Sasía, Juan Víctor Joya – Técnico: Roberto Scarone
Benfica: Costa Pereira, Angelo, Saraiva, Mario João, Neto, F.Cruz, José Augusto, Santana, Mendes, Coluna, Cavem – Técnico: Bela Guttman

Jogo Desempate: Peñarol (URU) 2x1 Benfica (POR) Estádio: Centenário (Montevidéu, Uruguai) Data: 19 de setembro de 1961 Público: 60.241 Gols:5’- PEN 1x0 BEN (Sasía)  35’- PEN 1x1 BEN (Eusébio)  40’- PEN 2x1 BEN (Sasía)
Peñarol: Luis María Maidana, William Martínez, Núber Cano, Edgardo González, Néstor Gonçalves, Walter Aguerre, Luis Alberto Cubilla, Alberto Pedro Spencer, Ernesto Ledesma, José Francisco Sasía, Juan Víctor Joya – Técnico: Roberto Scarone
Benfica: Costa Pereira, Angelo, Humberto, F.Cruz, Neto, Cavem, José Augusto, Eusébio Ferreira, Aguas, Coluna, Simões – Técnico: Bela Guttman

Fonte da Imagem: Museu Virtual do Futebol
Fonte: Canal Sports



 

 

O “Pai” da Medicina Esportiva no Brasil

Autor: Adriano Fernandes - 19/09/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários 4 comentários

alvaro-lopes-cancado-nariz-01.jpg

Álvaro Lopes Cançado, o "Nariz", um dos principais zagueiros do futebol brasileiro, sério e as vezes violento nasceu em Campo Florido (MG), na época distrito de Uberaba, no dia 8 de dezembro de 1912. Começou a carreira em 1928, no Instituto Grambery, de Juiz de Fora, onde também ganhou o apelido devido ao tamanho de seu nariz. Em 1929 foi para o Tupy, também de Juiz de Fora. Em 1930, aos 18 anos de idade transferiu-se para o Clube Atlético Mineiro, onde permaneceu até 1932.

 

Seu primeiro jogo pelo time titular do “Galo” aconteceu no dia 22 de março de 1931, um amistoso contra o Palestra Itália (hoje Cruzeiro), com vitória atleticana por 3 x 0. Vestiu a camisa alvinegra mineira pela última vez, em 20 de novembro de 1932 no empate em 0 X 0 contra o Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, em partida amistosa. “Nariz” jogou 32 vezes pelo Atlético, sem marcar gol. Foi campeão mineiro em 1931 e 1932.

Em 1932 o "Jornal dos Sports", do Rio de janeiro patrocinou um Campeonato Acadêmico, que foi realizado na Argentina e no Uruguai. Para representar o Brasil foi formada uma seleção formada por jogadores do Rio, São Paulo e Minas Gerais. Entre eles: "Nariz" (Atlético Mineiro),Luizinho (São Paulo), Ivan (Fluminense), Paulinho (Botafogo), Victor (goleiro Botafogo), Fernandinho, Elói, Cássio e Vicentino (todos do Flamengo), De Mori (Fluminense), etc. 

Foram disputados vários amistosos preparatórios contra grandes clubes como Fluminense, Flamengo, Combinado Fla-Flu, Vasco, Palestra Itália (MG), Nova Lima (MG), Santos, Corinthians e São Paulo. Contra o São Paulo, vice-campeão paulista o famoso Friedenreich saiu de campo com uma fratura no nariz, após uma trombada com o zagueiro "Nariz".

No jogo contra o Corinthians, campeão paulista, a atriz Lia Torá, esposa do diretor de futebol do Fluminense foi convidada para ir ao hotel em que os Acadêmicos estavam hospedados e também para assistir ao último jogo. O diretor dos Acadêmicos, Duval Ernani de Paula disse a "Nariz" que Lia Torá iria ao estádio somente para vê-lo jogar, pois o considerava um dos melhores zagueiros do Brasil. 

Resultado, Acadêmicos 4 X 1 Corínthians, com atuações soberbas de "Nariz" e Vicentino do Flamengo, que fez os quatro gols de seu time. No outro dia os jornais estampataram em machetes: "Nariz venceu o Corinthians". Lia Torá e o marido convidaram os jogadores do Acadêmicos para jantar no hotel em que a atriz se encontrava hospedada.

Em 1933 foi para o Rio de Janeiro defender o Fluminense. Em 1934 estava no Botafogo, onde fez parte da famosa defesa conhecida como “Esquadrão de Cavalaria”, jogando ao lado de Octacilio, Affonso e Canalli. Ficou no alvi-negro até 1941, quando encerrou a carreira futebolistica. No Botafogo, "Nariz" participou de 165 jogos, tendo sido campeão carioca em 1934 e 1935 e vencedor da Copa Burgos, em 1941 no México.

Seu primeiro jogo pelo Botafogo aconteceu no dia 9 de dezembro de 1934, um amistoso contra o Vasco da Gama, em São Januário, que terminou empatado em 1 x 1. O Botafogo jogou naquela oportunidade com Victor - Sílvio Hoffmann e Nariz – Ariel - Martim (Fernando Giudicelli) e Canalli – Álvaro - Waldemar de Britto - Carvalho Leite - Nilo e Patesko.

Em 1934 foi convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira, mas não chegou a jogar. Com a camisa da Seleção participou de quatro partidas, três no Sul-Americano de 1937 e uma na Copa de 1938, quando também foi o médico da Seleção, tendo se formado dois anos antes. Teve a oportunidade de acompanhar o tratamento de Leônidas da Silva, o craque brasileiro, que à beira de uma distensão não teve condições de enfrentar a Itália na partida semi-final.

O técnico da Seleção na Copa de 1938, Ademar Pimenta contou que “Nariz”, aproveitando sua condição de médico da delegação brasileira, dispensava jogadores dos treinamentos, principalmente o seu companheiro Luizinho e a dupla Tim e Patesko. Ele e Luizinho tiveram privilégios. Embora a proibição de mulheres na delegação, os dois tiveram permissão para levarem suas esposas, o que causou mal estar geral entre os demais jogadores.

Os jogos da Seleção em que “Nariz” esteve presente: pelo Sul-Americano da Argentina, em 1937, no estádio da Bombonera, Brasil 6 X 4 Chile; em 13 de janeiro, no Estádio Gasômetro de Boedo, Buenos Aires, Brasil 5 X 0 Paraguai; em 30 de janeiro, no Gasômetro de Boedo, Argentina 1 x 0 Brasil. Pelo Mundial de 1938, em 14 de junho, em Bordeaux, Brasil 2 X 1 Tchecoslováquia. Nesse jogo o técnico Ademar Pimenta escalou dez reservas, permanecendo no time apenas Leônidas da Silva. “Nariz” entrou no lugar do zagueiro titular Machado.

Da seleção de 1938 muitos jogadores seguiram destinos diferentes: Jaú, companheiro de zaga de “Nariz”, se tornou "pai de santo", tendo inspirando o personagem “Pai Jaú”, do programa humorístico “Show do Rádio”. O médio Afonsinho aposentou-se como policial. O também médio Brito trabalhou como servente, e Argemiro, carcereiro. O craque Leônidas da Silva tornou-se comentarista de rádio e o ponta-direita Luizinho, advogado, tendo exercido o cargo de juiz do Tribunal de Justiça Desportiva.

Em 1940, “Nariz” fundou no Botafogo o primeiro Departamento Médico de um clube de futebol no Brasil e, por isto, é considerado o pai da Medicina Esportiva brasileira. Para ser médico do Botafogo tinha um contrato simbólico, pelo qual recebia um cruzeiro por ano. Após deixar o futebol, tornou-se um Ortopedista conceituado. Em 1954 foi um dos fundadores e primeiro professor da Escola de Medicina de Uberaba, que deu origem a atual Universidade Federal do Triângulo Mineiro.

No dia 10 de junho de 1972, o doutor Álvaro Lopes Cançado foi um dos convidados especiais para os festejos inaugurais do Estádio “Uberabão”. Ele deu a volta olímpica no gramado, conduzindo a bola do jogo entre as Seleções Brasileiras, a principal e olímpica, que teve o pontapé inicial desferido por Tostão.

Foi uma festa inesquecível, que teve show da Esquadrilha da Fumaça, homenagem aos três clubes de futebol existentes na cidade, Uberaba, Nacional e Independente. Várias autoridades estiveram presentes, o governador Rondon Pacheco, o prefeito Arnaldo Rosa Prata, o então presidente da CBD, João Havelange e o idealizador do estádio e doador do terreno, Edgard Rodrigues da Cunha.

No dia 19 de setembro de 1984 aos 72 anos de idade faceleu o ex-craque “Nariz”, em sua fazenda em Campo Florido, no chamado “Sertão da Farinha Podre”.

 

Por Nilo Dias em 16/8/2010

Fonte da Imagem: Terceiro Tempo

Fonte: Blog Nilo Dias Repórter 



 

 

America Football Club

Autor: Adriano Fernandes - 18/09/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

América Patrimônio

Inverno de 1904, Rio de Janeiro. Uma cisão no Clube Atlético da Tijuca levou seus dissidentes a se encontrarem na casa de um deles, Alfredo Mohrstedt, situada à rua Praia Formosa, 83 (atual Pedro Alves), para fundar uma nova agremiação. A reunião aconteceu no dia 18 de setembro; estavam presentes, afora seu proprietário, Henrique Mohrstedt, Oswaldo Mohrstedt, Gustavo Bruno Mohrstedt, Alfredo Guilherme Koehler, Alberto Koltzbucher e Jayme Pereira Machado.Surgiram três propostas para o nome do clube: Oswaldo Mohrstedt propôs Rio Football Club , em homenagem à Cidade, Henrique Mohrstedt sugeriu Praia Formosa Football Club, por ser o nome da rua em que o clube estava sendo criado, mas a proposta aceita por todos foi a de Alfredo Koehler: America Football Club, em homenagem ao continente como um todo.

Mesmo sendo apenas sete os participantes daquele encontro histórico, numa outra reunião, sete dias após, passaram a ser considerados Sócios Fundadores todos aqueles que aderissem à nova entidade até a data de 28 de fevereiro de 1905. São eles Aécio Jiquiribá, Alberto Gustavo Hagstroem, Alcino Luiz Brandão, Alexandre I. D. Fontenelle, Augusto Rzha, Ernesto Dietrich, Frederico Lipe da Cruz, Guilherme Friendenberg, Henry Barthels, Henrique Schornbaum, Herman Friendenberg, A . Waldemar Hagstroem, Joaquim Barbosa, José Santiago da Silva, Max Mohrstedt, Romeu Maina e Xavier Berard.

A primeira partida oficial aconteceria no dia 6 de agosto de 1905, num amistoso com o já estabelecido Bangu Atlético Clube (apesar de oficialmente em 17 de abril de 1904, os operários brasileiros e dirigentes ingleses já praticavam esportes nos terrenos e nas dependências da fábrica de tecidos que lhe deu origem desde o final do século XIX).

Os inexperientes americanos foram derrotados por 6×1. Nesse jogo, o jovem estudante de medicina paulista Amilcar Teixeira Pinto se tornou o primeiro jogador a marcar um gol defendendo o America. A escalação do time foi Oswaldo Mohrstedt; Francisco Pinto e Gustavo Bruno; Romeu Maina, Amilcar Teixeira Pinto (capitão) e Nabuco Prado; Alfredo Koehler, Jaime Pina, Durval Medeiros, J.Bermuder e Gustavo Garnett.

O America atuou com seu primeiro uniforme, que perduraria até 1908: camisas e meias pretas, calções e gravata brancos. Uma curiosidade: se observar com cuidado, pode-se constatar que a camisa americana apresentava sete botões: dois no colarinho e cinco na camisa; eles simbolizavam cada um daqueles sete idealistas que, em 1904, fundaram um clube que se tornaria, brevemente, uma das glórias do esporte brasileiro.

Fonte de texto: América Oficial



 

 

Nem todo mundo é Julinho Botelho

18/09/2013 Categoria: Roberto Vieira   Comentários Nenhum comentário

Julinho Botelho na Seleção Paulista de 1958 (Fonte: AE)

Tudo começou na década de 30.

Paulistas versus cariocas.

República Velha versus República Nova.

O Brasil já não era um só – se é que jamais chegou a ser.

Patuska era traidor da Pátria.

Preguinho?

Um pulha.

Vaia pra que te quero!

Os treinadores foram na onda do populismo.

Em São Paulo, paulistas.

No Distrito Federal, cariocas.

Até o austero Flávio Costa entrando na onda.

Perdemos uma Copa.

A última sem vaias e apupos.

Apenas silêncio.

A partir de 50, a vaia virou sinônimo de seleção.

Vaiou-se Julinho. Vaiou-se Paulo César Caju.

Vaiou-se até minuto de silêncio.

A seleção acostumou-se a jogar sob vaias nas despedidas pras Copas.

Ganhou cinco.

Mas ao menor tropeço?

UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!

Qualquer país estaria em delírio com tantos títulos.

Menos o Brasil.

Acontece, meus amigos.

Que por uma curva do destino nas cartas e búzios.

Uma das piores seleções de todos os tempos vai nos representar em 2014.

Treinada por um técnico que não sabe transformar água em vinho.

O Brasil não tem chances de ganhar a Copa de 2014.

O Brasil é muito inferior a Espanha, Alemanha e Messi.

Muito.

Então?

Então chegou a hora de calar essa mania de vaiar nossa seleção.

Pois nem todo mundo é Julinho nessa vida.

A maioria está mais pra Sérgio Ricardo.

A única chance da seleção em 2014.

É transformar cada estádio em um Mundão do Arruda.

Uma unanimidade burra e efusiva.

Como se os jogadores fossem a Pátria de chuteiras.

Não temos as moedas de Rosário.

Não temos Queixadas e Vavás, Pelés e Romários.

Temos apenas o grito das arquibancadas.

Um grito que talvez transforme Neymar e cia. em Varelas.

Um grito que transforme nossas arenas em centenários.

Claro.

Teixeiras e congêneres não merecem nosso grito.

Mas não será por eles que as arquibancadas deverão torcer.

E sim por um velho sentimento cada dia mais ignorado.

Cada dia mais vilipendiado.

Cada dia mais subjugado ante tanta ladroeira e corrupção.

Aquele sentimento de que o Brasil depende de nós.

O sentimento de que o Brasil é muito mais importante que noventa minutos de futebol.

Lembrem.

Nem todo mundo é Julinho Botelho.  

Fonte da Imagem: R7 / Agência Estado



 

 

Oswaldo Brandão… um homem de fé

Autor: Adriano Fernandes - 18/09/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Oswaldo Brandão

Ele foi referência de competência, profissionalismo e lealdade. Respeitado pela imprensa e por todas as torcidas, Brandão foi um verdadeiro “mártir alvinegro”, conquistando títulos regados por histórias de sabedoria, lendas e pura magia.

Oswaldo Brandão nasceu em Taquara (RS), no dia 18 de setembro de 1916. Como jogador, o regular zagueiro Brandão marcou época no S.C Internacional que praticamente antecedeu a famosa equipe do “rolo compressor” e também no Palmeiras dos anos 40.

Mas foi como treinador que seu nome tornou-se uma verdadeira legenda dentro do mundo do futebol.

Para Brandão, futebol era coisa muito séria e ao mesmo tempo muito simples, desde que fosse a sua maneira.

Não costumava usar termos que hoje são ouvidos com freqüência no mundo do futebol como projeto, treinabilidade e jogabilidade, do grande técnico Tite, ou ainda overlapping e ponto futuro, do saudoso estudioso do futebol e técnico da copa de 1978, Cláudio Coutinho.

Disciplinador e vencedor por onde passou, principalmente conquistando títulos importantes no “trio de ferro” paulista, o gaúcho era um “linha dura” e ao mesmo tempo um grande “pai”.

Além dos grandes times do “trio de ferro”, Brandão também trabalhou nas equipes da Portuguesa de Desportos, Linense e na Portuguesa Santista.

Curiosamente, em um raro momento fora do futebol, chegou a trabalhar em um cinema. Retrato de uma época em que os salários do “mundo da bola” não eram milionários como são atualmente.

Como treinador do Palmeiras Brandão assumiu primeira vez em 1945, sucedendo seu ex-treinador, Armando Del Debbio. Em sua primeira passagem pelo alviverde permaneceu por pouco tempo, mas com bons números: disputou 19 jogos, venceu 13, empatou 5 e perdeu apenas 1.

Nas passagens seguintes conquistou os campeonatos brasileiros de 1972 e 1973, os títulos paulistas de 1947, 1959, 1972 e 1974, além da taça Brasil e do troféu Ramón de Carranza.

Já pelo tricolor do Morumbi, Brandão trabalhou nos anos 60 e 70. Em 1971, foi campeão paulista, justamente contra o Palmeiras que prontamente reassumiu no ano seguinte.

Pelo Corinthians, trabalhou nos anos 50, 60 e 70. Venceu o torneio Rio São Paulo em duas oportunidades, 1954 e 1966, e os lendários títulos paulistas de 1954 e 1977.

Trabalhando fora do Brasil, Brandão conquistou o título Argentino de 1967 pelo Independiente. Depois, pelo Penãrol, conquistou a super copa da Libertadores em 1969.

Brandão comandou a seleção brasileira em duas oportunidades. A primeira nos anos 50 e a outra nos anos 70, quando antecedeu o próprio Cláudio Coutinho que acabou sendo o técnico na copa da Argentina em 1978. Ainda pela seleção, conquistou o bicentenário dos E.U.A em 1976.

Seu título mais representativo e mágico foi o campeonato paulista de 1977. Quando recebeu o convite do presidente Vicente Matheus para dirigir a equipe não se fez de rogado e assumiu a enorme missão de tirar o alvinegro da fila.

Afinal, havia sido ele o técnico da última e já muito distante conquista paulista do Corinthians. Assim, 23 anos depois, encontrava pela frente o maior de todos os desafios de sua carreira.

De convicção Kardecista, na manhã da partida final do campeonato paulista contra a Ponte Preta em 1977, Brandão foi ao quarto do meia Basílio e disse que ele faria o gol do título. E em suas mãos o Corinthians foi pura superação.

Mesmo com o filho Márcio apresentando um quadro de saúde bastante delicado, manteve a postura profissional e liderou pelo exemplo na eterna conquista da libertação alvinegra.

Fonte da Imagem: Revista Veja & Tardes de Pacaembu 

Fonte de texto: Tardes de Pacaembu em 17/08/2001



 

 

Gre-Nal dos 7x0

Autor: Adriano Fernandes - 17/09/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

internacional-campeonata-da-cidade-de-porto-alegre-1948-01.jpg

O Internacional aplicou uma antológica goleada de 7 a 0 no Grêmio em 1948, na partida final do campeonato da cidade de Porto Alegre. O jogo foi realizado no campo do clube tricolor. Era a época do "Rolo Compressor", e o Grêmio simplesmente não era páreo para a equipe colorada. Alguns nomes haviam mudado, mas a base de Ivo, Nena, Abigail, Tesourinha e Carlitos estava mantida e o time era quase imbatível. Para completar, o Grêmio ficou irritado com uma marcação do árbitro no jogo anterior, e ainda colocou time misto em campo, deixando alguns titulares para um amistoso em Curitiba.

A rapidez das jogadas e os arremates fulminantes do Inter fizeram a rede do Grêmio balançar sete vezes com Villalba (4), Carlitos (2) e Roberto (1). O argentino Villalba, de cabelos cuidadosamente penteados, foi o herói colorado naquela tarde no estádio do Grêmio. Até hoje, esta é a maior goleada da história do Internacional sobre o rival. Em 1938 o Inter venceu por 6 a 0 no qual o árbitro Álvaro Silveira anulou cinco gols consecutivos do Internacional pois achava que "era gol demais para um só Gre-Nal".

O Inter jogou com o Rolo Compressor: Ivo; Nena e Ilmo; Alfeu, Vianna e Abigail; Tesourinha, Beresi, Villalba, Roberto e Carlitos. Técnico: Carlos Volante.

Fonte da Imagem: Sabrina Colorada

Fonte: S.C. Internacional



Paginação:  

Exibindo página 12 de 185 em um total de 1474 registro(s).


Memória Futebol - todos os direitos reservados 2011

Ap1! Comunicação