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Blog Memória Futebol


Nunes João Danado, o Artilheiro das Decisões.

Autor: José Renato - 24/08/2015   Comentários 2 comentários

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João Batista Nunes de Oliveira nasceu em 20 de maio de 1954 na cidade baiana de Feira de Santana. Ainda com 13 anos se mudou para o Rio de Janeiro, onde ingressou nas categorias de base do Flamengo e passou a ser conhecido como Nunes. Após 5 anos na equipe carioca foi dispensado e voltou para a Bahia. Desiludido com o futebol passou a atuar pelo Internacional da Serra da Carnaíba, equipe amadora do interior do estado. Teria dado termino a sua carreira, se não aparecesse, em 1974, a proposta para atuar na equipe sergipana do Confiança. Aquela oportunidade mudou sua vida e embora não tenha conquistado o titulo sergipano daquele ano, seus gols atraíram a atenção do Santa Cruz, equipe que o contratou em 1975, e com quem foi semifinalista do campeonato brasileiro daquele ano, em um feito até então inédito e único para o futebol nordestino. Conhecido como “Cabelo de Fogo”, conquistou seu primeiro título estadual jogando pelo Tricolor em 1976, quando começou a assumir uma característica que marcaria a sua carreira, desde então, o de marcar gols em decisões. Naquele ano, na final do campeonato pernambucano frente o Náutico, foi dele o primeiro gol da vitória por 2 a 0. Passou a ser um dos grandes nomes da equipe pernambucana que fez ótimos campeonatos brasileiros, o que acabou lhe rendendo sua primeira convocação para a seleção brasileira, onde fez sua estreia em 12 de março de 1978, marcando um dos gols da vitória por 7 a 0 sobre um Combinado de jogadores do interior carioca. Chegou a ser convocado para as partidas de preparatórias para a Copa do Mundo daquele ano. Seriam duas vagas, para quatro atacantes. Além de Nunes, havia Reinaldo, que seria o titular, Serginho e Roberto Dinamite. Com a suspensão de Serginho, após agressão a um bandeirinha em partida do São Paulo, aumentaram as chances de Nunes, que acabou sendo preterido pelo atacante vascaína. Sua carreira na seleção foi marcada por 8 gols em 13 jogos. Após a Copa, acabou sendo contratado, junto com o companheiro de ataque Luis Fumanchu para atuar no Fluminense. No tricolor carioca teve uma mensagem meteórica com muitos gols, mas sem títulos, o que acabou causando a sua saída para a equipe mexicana do Monterrey em 1979. Já em 1980, estaria de volta ao Brasil, mais especificamente na equipe onde começara, e que tinha o dispensado, o Flamengo. No rubro negro viveu seus maiores momentos e formou com Zico, uma dupla de ataque que marcou a história do futebol brasileiro. Artilheiro implacável, costumeiramente marcava gols importantes, sobretudo, nas decisões, foi assim na final do estadual de 1981 contra o Vasco, nas finais dos campeonatos brasileiros de 1980 e 1982, frente o Atlético e Grêmio respectivamente, e no Mundial Interclubes contra o Liverpool. Em 1983, após desentendimentos com a diretoria rubro-negra acabou sendo emprestado para o Botafogo. Logo estaria de volta ao Flamengo, onde continuou marcando seus gols, durante o ano de 1984. Ao final do ano foi contratado pelo Náutico, onde participou da campanha do título estadual em 1985, embora tenha sido contratado, ainda no meio da temporada, pelo Boavista de Portugal, e posteriormente, pelo Santos. Após passar pouco tempo na equipe santista, voltou a ter certo destaque jogando na equipe do Atlético Mineiro, campeão mineiro e semifinalista do campeonato brasileiro de 1986. Suas atuações acabaram o levando novamente ao Flamengo, onde havia a expectativa de voltar a fazer a infernal dupla de ataque com Zico, o que acabou não acontecendo. Ainda chegou a ser campeão carioca da série B, jogando pelo Volta Redonda em 1987. Artilheiro das Decisões, Nunes foi aquilo que todo torcedor sempre quis para o seu time, um matador que gostava de jogo importante, quase que uma garantia de conquista.

 

 

A muralha, Edson Cimento

Autor: José Renato - 17/08/2015   Comentários Nenhum comentário

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Carlos Édson Paiva Damasceno nasceu em 8 de outubro de 1954 na cidade paraense de Capanema. Após começar no futebol jogando como ponta esquerda, aos 13 anos de idade, acabou descobrindo sua verdadeira vocação, ser goleiro. Sua primeira oportunidade surgiu justamente em uma das maiores equipes de sua cidade, o Brasil Esporte Clube. No ano seguinte já passou a fazer parte da seleção da cidade que viria a conquistar, de forma invicta, o campeonato intermunicipal de 1970. Por conta da cidade de Capanema, ser conhecida como a “Terra do Cimento”, pelo fato da instalação da primeira e maior fabrica de cimento do estado, seu goleiro passou a ser conhecido como Édson Cimento. O começo no futebol profissional aconteceu no pequeno Sporting Club, onde logo mostrou seu talento, sendo contratado pela Tuna Luso Brasileiro, onde passou a ser considerado como um dos grandes nomes da história. Capaz de fazer defesas inacreditáveis era conhecido por falhar em bolas, consideradas, mais fáceis, o que dificultou sua trajetória para ser firmar como titular da equipe, o que viria a acontecer apenas a partir de 1973. Permaneceu na Tuna até 1977, quando foi emprestado para atuar no Remo, que iria disputar o campeonato brasileiro daquele ano. A intenção era que ele revezasse a titularidade com Dico, no entanto, naquela oportunidade Édson vivia seu maior momento, com atuações impressionantes e mantendo uma boa regularidade, ganhou a titularidade absoluta da equipe azulina. Recebeu a Bola de Prata, tradicional prêmio da revista esportiva, Placar, como o melhor goleiro daquela competição, algo inédito para o futebol paraense. Por conta disso, acabou continuando com o Remo, para o Brasileirão do ano seguinte. No segundo semestre de 1978, já estaria de volta a Tuna Luso, onde ficou até 1982. Este ano foi marcante para sua vida profissional, uma vez que uma edição da revista Placar chegou a inclui-lo na lista de jogadores envolvidos no escândalo da Máfia da Loteria Esportiva, um esquema criminoso que, supostamente, envolvia atletas e dirigentes para combinar os resultados das partidas que faziam parte dos concursos semanais da loteria. As acusações, no entanto, não se confirmaram, mas, ainda assim, acabaram prejudicando sua carreira. Curiosamente, não fez parte da equipe tunense que conquistou os títulos paraenses de 1970 e 1983. Edson acabou atuando na equipe justamente durante o tabu sem títulos. Neste período foi emprestado em várias oportunidades para disputar campeonatos brasileiros, sobretudo quando a Tuna Luso não estava presente. Por conta disso chegou a atuar no Paysandu, Mixto de Cuiabá, Comercial de Campo Grande, Náutico do Recife, Fluminense do Rio de Janeiro, Guarani de Campinas, ASA de Arapiraca e Nacional de Manaus e Princesa do Solimões do Amazonas. Na equipe tricolor carioca, chegou a disputar posição com dois grandes goleiros de renome nacional, Paulo Vitor e Paulo Goulart. Teve uma carreira vitoriosa e cigana, fazendo parte de grandes equipes, no entanto, paradoxalmente, conquistou apenas um título profissional ao longo de sua carreira, o campeonato amazonense de 1986, atuando pelo Nacional de Manaus. Edson Cimento foi um dos maiores goleiros da história do futebol paraense, um feito incrível se considerarmos que durante a maior parte de sua carreira não atuou pelas duas equipes que se revezavam na hegemonia do futebol no estado, o Remo e o Paysandu.



 

 

Um novo caminho, o time do meu avô, agora, está no Campeonato Estadual

Autor: José Renato - 10/08/2015   Comentários Nenhum comentário

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“Floresta, time querido, amado e preferido...” Eis um pequeno verso do hino do Floresta Esporte Clube, na verdade o único pedaço que sei, equipe do subúrbio de Fortaleza, mais especificamente do bairro Vila Manoel Sátiro. Manoel Sátiro, pai da minha avó Noelzinda Sátiro Santiago, a Dona Noel. Noel que foi presenteada com o Santiago de meu avô Felipe de Lima Santiago. Em 1950, durante a primeira Copa do Mundo realizada no país, o casal e seus três filhos, Roberto, José Renato e Silvio, foram passar um final de semana em uma casa no, até então, afastado bairro chamado Vila Brasil. O motivo? O filho do meio, José Renato, então com 8 anos, sofria de asma, e o casal acreditava que passar um tempo no meio de um terreno cheio de árvores, poderia fazer bem a ele. O final de semana acabou se transformando em finais de semana, semanas, meses e anos. Por fim a família passou a morar naquela grande casa, já antiga, e cercada de mato por todos os lados, que parecia uma floresta. Logo o local ganharia o nome de sitio, no caso, Sitio Floresta. Mais alguns anos, a Vila Brasil se tornaria Vila Manoel Sátiro. Meu avô, Felipe, era um apaixonado por futebol, sobretudo pelo Ceará Sporting Club, o Vozão. Também ajudará a manter o Sport Club Maguary. Minha avó, Noel, filha de Manoel Sátiro, também tinha suas ligações com o esporte. Seu tio, por parte da mãe, Alcides Santos, fundara o Fortaleza Esporte Clube. Já seu irmão, Walter Sátiro, fora campeão cearense jogando pelo Sport Club Maguary em 1936. Por fim seu sobrinho, Fernando Sátiro, chegou a atuar no São Paulo Futebol Clube, onde jogou na partida de inauguração do estádio do Morumbi. Enfim, o futebol sempre foi muito vivo na família. Mas nem tudo eram flores e bolas. Meus avos passaram os últimos 40 anos da vida deles sem trocar uma única palavra com o outro, ainda que tivessem passado este tempo todo morando na mesma casa. O silencio se tornou definitivo em 1° de junho de 1987, quando meu avô foi chamado para o andar de cima. Uma forma estranha de amor. Amor? Ainda assim tinham muito em comum, além de seus três filhos. Ambos acreditavam que o futebol era um meio através do qual os meninos poderiam se transformar em homens, cidadãos. O futebol acabou os unindo, algo que as palavras não conseguiram. Em 9 de novembro de 1954, meu avô fundou uma equipe de futebol amador, chamada Ás de Ouro. Ao passar a morar no Sitio Floresta, surgiu em sua cabeça a ideia de fazer um campo de futebol atrás da casa para que os filhos pudessem praticar o esporte, e onde, o Ás de Ouro também poderia jogar. Tudo certo, se não fosse a restrição da minha avó por conta do nome ter uma estreita ligação com jogo, no caso o carteado, algo inadmissível para uma família tão católica como a dela. A solução foi adotar o nome do sitio, por orientação da minha avó, como o nome do time, Floresta. Mais uma mudança, as cores seriam as da seleção brasileira. Daí surgiu o Floresta Esporte Clube. Sempre com a vocação de formar homens. Meu pai e tios lá jogaram. Meus pais se conheceram, por conta do irmão da minha mãe, Everton, ser o goleiro do time. Milhares de meninos do subúrbio de Fortaleza cresceram jogando pelo Floresta. Muitos deles, antes das partidas, tinham aula de alfabetização com a minha avó no alpendre da casa. Tão logo as tarefas estavam feitas, eles eram liberados para jogar futebol. Meu avô, sempre atento, era o investidor, presidente, técnico, auxiliar e tudo o mais que era necessário para que o time se mantivesse vivo. Foram dele os recursos que propiciaram murar o campo e torna-lo em um estádio, algo inusitado e que durante décadas foi uma verdade “absurda” na capital cearense, o Floresta era a única equipe da cidade que tinha um estádio próprio e mais, se tratava de um time amador. Durante muitos anos foi a mais vencedora equipe de futebol amador do estado do Ceará. Chegou a vir a São Paulo para disputar a Copa Arizona, tipo de campeonato brasileiro amador. Posteriormente, passou a disputar os campeonatos estaduais de juniores. Quando surgia algum atleta promissor, a “venda” do passe se dava em troca de chuteiras, bolas e uniformes. Isto garantia a sobrevivência do clube e a manutenção do estádio, homônimo do bairro, Manoel Sátiro, posteriormente, Felipe de Lima Santiago. Ainda assim as dificuldades para manter o time sempre foram enormes e se intensificaram com o passar dos anos. O tempo e a ausência física do casal Felipe e Noel também fizeram com que a família se afastasse do futebol do Floresta. Em 2014, coincidentemente, com o retorno da Copa do Mundo ao Brasil, o controle da equipe saiu definitivamente da família Santiago. Um novo caminho. Neste ultimo sábado, dia 8 de agosto de 2015, o Floresta estreou no campeonato cearense da terceira divisão, com uma vitória de 3 a 0 frente ao Pacatuba. Um novo passo. Parabéns a todos que fizeram, fazem e ainda farão parte do Floresta Esporte Clube.



 

 

O cabra macho, Pedro Basílio.

Autor: José Renato - 03/08/2015   Comentários Nenhum comentário

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Nasceu em 2 de março de 1951 na cidade cearense de Crateús, Pedro Basílio Filho. Começou no futebol atuando pelo Fortalezinha e, posteriormente, o Comercial, equipes amadoras de sua cidade. Em 1967, ainda com 16 anos, foi chamado para defender a Seleção de Crateús que iria enfrentar o Fortaleza em um amistoso. Jogou muito naquele dia e chamou a atenção dos técnicos do Leão, Moésio Gomes e Luís Veras. Logo foi contratado pelo tricolor, fazendo parte do elenco que fez excelente campanha e conquistou o vice-campeonato da Taça Brasil de 1968. Inicialmente como lateral e posteriormente como zagueiro, passou a ser conhecido como “Maravilha Negra”, e não demorou muito para assumir a titularidade absoluta do Fortaleza, sendo vice-campeão estadual em 1971, e a chamar atenção de grandes equipes brasileiras. Durante 1972, chegou a atuar pelo Internacional de Porto Alegre e Botafogo do Rio de Janeiro, ficando por pouco tempo em ambas as equipes. Ainda no mesmo ano, já estaria de volta ao Pici, onde novamente foi vice-campeão estadual. A partir daí, passou a ser um dos grandes nomes do futebol cearense. Foi um dos lideres da equipe que conquistou o bicampeonato estadual de 1973 e 1974. Em 1975, foi contratado pelo Sport, que buscava dar o fim a um incomodo tabu sem títulos, que poderia chegar a 13 anos. Naquele ano, foi campeão com o Rubro Negro. No ano seguinte já estava de volta ao futebol alencarino, desta vez para atuar no grande rival do Fortaleza, o Ceará. Foi cinco vezes campeão pelo alvinegro, em 1976, 1977, 1978, 1980 e 1981. No ano seguinte voltou a defender a camisa do Leão, sendo campeão estadual em mais quatro oportunidades, 1982, 1983, 1985 e 1987. Sempre foi líder em todas as equipes da qual fez parte, muito embora, ao longo de toda a sua carreira sempre tenha enfrentado grandes problemas com a bebida. Não eram raras suas fugas das concentrações para passar a noite bebendo, e ainda assim, no dia seguinte estar pronto para defender as cores de sua equipe com a mesma disposição de todos os demais atletas. Em campo, costumava ser muito duro com os atacantes, assim como com os árbitros, o que acabou provocando muitas expulsões. Em 1978, as vésperas da final do campeonato estadual, quando atuava pelo Ceará, juntamente com Artur, com quem formou uma das melhores zagas da história do futebol cearense, procurou o técnico alvinegro e um de seus descobridores, Moésio Gomes, pedindo que os liberassem de tomar ao menos 5 garrafas de cerveja. Moésio, obviamente, recusou o pedido e passou a argumentar o quanto era absurdo aquele pedido. Pedro Basilio insistiu, falando que suas mãos estavam tremulas, e sem cerveja, não conseguiria, sequer dormir. Preocupado que isso pudesse prejudicar a atuação de sua dupla de zaga, permitiu que os dois saíssem, mas sob a condição, que mantivessem total descrição e evitassem que fossem vistos. Chegando a um bar próximo, procuraram uma mesa isolada, sem sucesso, uma vez que não havia sequer uma mesa vazia. Pedro se dirigiu ao dono do bar, torcedor do Vozão, e falou: “Se não bebermos, o Ceará vai perder o título amanhã.” Assustado, o jeito foi arrumar um inusitado lugar, um velho guarda roupa, que acabou servindo para acomodar a dupla de zaga. Pedro Basílio e Artur entraram no armário, beberam as cinco cervejas, voltaram para a concentração e no dia seguinte foram campeões. Foi com sacadas como esta, que Pedro Basílio conseguiu manter sua gana por jogar futebol e beber suas cervejas ao longo de sua vitoriosa carreira. Nota-se que entre os anos de 1973 e 1983, 11 anos, conquistou 10 títulos, sendo vice-campeão uma vez. Um feito inédito e jamais igualado. Ao longo de sua carreira foram 12 títulos estaduais. Pedro Basílio foi um grande boleiro, o maior campeão da história do futebol cearense, vigoroso, raçudo, destemido e que teve uma vida intensa com dois de seus maiores amores, o futebol e a cerveja.



 

 

O cigano do futebol, Dentinho.

Autor: José Renato - 27/07/2015   Comentários Nenhum comentário

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Sebastião do Socorro Araújo de Oliveira nasceu na cidade de Manaus em 28 de setembro de 1956. Trouxe da infância o apelido pelo qual ficou conhecido, Dentinho, por razões evidentes ao vermos seus proeminentes dentes superiores. Começou a demonstrar sua vocação pelo futebol ainda durante as competições entre os colégios disputados na capital amazonense. Jogando pelo colégio Domingo Sávio, chamou a atenção do São Raimundo onde começou a sua carreira profissional em 1974. Em 1976, passou a ser titular e foi o grande destaque do Tufão da Colina que realizou boa campanha no campeonato amazonense daquele ano. Acabou sendo contratado pelo Rio Negro para disputar seu primeiro campeonato brasileiro. Não teve chances de atuar. No ano seguinte passou a defender outra grande equipe local, o Fast Clube, onde foi vice-campeão estadual e teve destacadas participações nos campeonatos brasileiros de 1977 e 1978. Passou a chamar a atenção de equipes de outros estados após a vitória da equipe amazonense frente ao Fluminense, por 2 a 1, em 11 de maio de 1978 em pleno estádio do Maracanã, uma grande zebra. Ao final do brasileirão foi contratado pela equipe da Portuguesa para disputar o campeonato paulista daquele ano. Embora tenha feito algumas boas atuações, inclusive marcando gol contra o São Paulo, campeão brasileiro, acabou não vingando na equipe paulista, sobretudo por conta de contusões frequentes e do frio. No ano seguinte, em 1979, já estava no ABC de Natal, equipe que defendeu durante o campeonato potiguar e o brasileiro e de onde saiu para atuar no CSA de Maceió em 1980. No time alagoano viveu os maiores momentos de sua carreira, sendo um dos grandes destaques da equipe que foi tricampeã estadual em 1980, 1981 e 1982 e vice-campeã brasileira da segunda divisão em 1980 e 1982. Ainda em 1982, voltou para Manaus, onde foi vice-campeão estadual pelo Nacional. Em 1983, vestindo a camisa do Botafogo da Paraíba foi artilheiro do Brasil com 53 gols marcados, sendo 42 pelo campeonato paraibano e 11 no campeonato brasileiro. No ano seguinte, em 1984, foi campeão estadual. Em 1985, chegou a vestir a camisa do grande rival do CSA, o CRB. Talvez isso tenha provocado seu retorno à equipe azulina em 1986, mas desta vez por pouco tempo. Acabou sendo contratado pela equipe portuguesa do Portimonense onde atuou na temporada de 1986/1987. Ao final dela, retornou ao Brasil para defender o Auto Esporte da Paraíba. Já em fim de carreira ainda atuou pelas equipes alagoanas do Comercial de Viçosa e Cruzeiro, e, por fim, o Bacabal Esporte Clube do Maranhão. Dentinho foi mais um cigano do futebol, como tantos outros que marcaram o futebol brasileiro principalmente durante as décadas de 1970 e 1980, sobretudo no futebol do norte e nordeste, quando o campeonato brasileiro era representado por todos os estados da federação.



 

 

Manga, o sinônimo de goleiro.

Autor: José Renato - 20/07/2015   Comentários Nenhum comentário

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Haílton Corrêa de Arruda nasceu na cidade de Recife em 26 de abril de 1937. Passou sua infância em um bairro pobre da capital pernambucano, onde contraiu varíola. A doença deixou marcas em seu rosto e fez com que seu apelido virasse Manga, por conta dos “buracos” do tamanho de mangas. Certamente um exagero. Ainda menor de idade, começou no futebol jogando no Sport Recife, onde desde cedo mostrou seu potencial. Em 1954 conquistou o estadual juvenil sem tomar um gol sequer, o que chamou a atenção do técnico Gentil Cardoso que o promoveu para a equipe principal. A titularidade só viria a partir de 1957, após se destacar durante excursão da equipe rubro negra à Europa e ao Oriente Médio. No ano seguinte foi titular da equipe que conquistou o campeonato pernambucano. Em 1959, foi contratado pelo Botafogo do Rio de Janeiro, por indicação do jornalista João Saldanha. Sua chegada foi cercada de muita desconfiança. Manga não somente se tornou titular como passou para a história do clube como o maior goleiro de todos os tempos. Convocado para a seleção brasileira participou da Copa do Mundo de 1966, quando chegou a substituir ninguém mais que Gylmar dos Santos Neves. Dono de um estilo arrojado, não tinha medo te meter suas mãos, imensas, juntos aos pés dos adversários, habito que acabou por deformar quase todos os dedos das mãos. Era também ótimo na reposição de bola e costumava abrir mão da formação de barreiras em cobranças de faltas, segundo ele, para poder encarar o cobrador “de frente”. Muito simplório, seu nome frequentemente está presente em engraçadas situações. Em uma delas, Manga estaria dirigindo seu carro, quando avistou o centroavante Radar, que atuava no rival Flamengo, no ponto de ônibus. Solicito, ofereceu carona ao rubro negro e seguiu em direção ao seu destino, em alta velocidade. Tudo ia bem, até que foi parado por um policial, que lhe deu uma multa por excesso de velocidade. Manga retrucou como ele sabia disso. O policial respondeu que o radar tinha “dedurado”. Aborrecido, Manga se virou ao rubro negro Radar e o expulsou do carro imediatamente. Em outra oportunidade, ao compartilhar com os colegas que só tinha votado uma única vez, quando ainda vivia no Recife, foi perguntado em quem tinha votado. De imediato respondeu que não sabia, pois tinha recebido a cédula de votação já preenchida e que o “coronel” da cidade tinha proibido que fosse visto o voto, uma vez que era secreto. As polêmicas também estiveram sempre próximas dele. Pelo fato de costumeiramente ter grandes atuações irretocáveis frente ao Flamengo, antes dos clássicos, chamava a imprensa para afirmar que “o leite das crianças já estava garantido”, o que gerava a irritação dos torcedores rubros negros. Em outra oportunidade, poucos dias antes da ultima rodada do campeonato carioca de 1967, teve seu nome envolvido em suposto suborno oferecido pelo dirigente do Bangu, Castor de Andrade, contra quem o Botafogo disputava o título estadual. Tal fato acirrou os ânimos do jornalista e botafoguense, João Saldanha, o mesmo que o indicara para o alvinegro, e que durante toda a transmissão da partida final, passou a questionar sua atuação. Embora o Botafogo tenha vencido a partida por 2 a 1, e conquistado o título, Saldanha não estava convencido da inocência do goleiro e invadiu a sede alvinegra, dois dias depois, com arma em punho em direção ao goleiro. Assustado, Manga precisou pular um muro de quase três metros para escapar do tiro dado pelo jornalista. Com a camisa alvinegra, conquistou quatro campeonatos cariocas em 1961, 1962, 1967 e 1968, três torneios Rio-São Paulo em 1962, 1964 e 1966, uma Taça Brasil em 1968, além de inúmeras outras competições e torneios. Após quase 10 anos na equipe carioca, foi contratado pelo Nacional de Montevidéu, a convite do técnico Zezé Moreira, onde também marcou história. Foi tetracampeão nacional em 1969, 1970, 1971 e 1972, da Taça Libertadores e do Mundial Interclubes em 1971. Até gol, Manga marcou, ao repor uma bola em campo, seu chute foi tão forte e alto que acabou encobrindo o goleiro adversário. Em 1974 estava de volta ao Brasil para defender as cores do Internacional, onde também se tornou um dos maiores nomes da história da equipe. Fez parte de um dos maiores times formados pelo Colorado, sendo tricampeão estadual em 1974, 1975 e 1976 e bicampeão brasileiro em 1975 e 1976, vencendo as Bolas de Prata, tradicional premio promovido pela revista Placar, nos dois anos consecutivos, como o melhor goleiro do campeonato brasileiro. Para muitos colorados, também foi o maior goleiro da historia do Internacional. Chegando aos 40 anos, considerado velho, foi liberado pela equipe gaúcha e contratado pelo pequeno Operário de Campo Grande. Coube a Manga provar, novamente, que todos estavam errados. Foi campeão estadual pelo Operário e foi um dos grandes responsáveis pela impressionante campanha da equipe que chegou as semifinais do campeonato brasileiro de 1977, feito até hoje inédito para um time da região Centro Oeste. Novamente em alta, em 1978 foi jogar no Coritiba, sendo campeão estadual, e no ano seguinte, já estava de volta a Porto Alegre, desta vez para defender o grande rival do Internacional, o Grêmio, onde voltou a ser campeão gaúcho, em 1979. Sua ida para o Grêmio mudou a relação existente entre os rivais. Desde então, jamais um jogador do rival era contratado pelo adversário, e vice versa, em um acordo tácito, que teria sido quebrado pelos tricolores, que alegaram o fato, por conta do jogador estar atuando no Coritiba, e não no Internacional. A partir dali, as transferências entre os rivais, embora sempre polêmicas, passaram a ser frequentes. Acabou a carreira na equipe equatoriana do Barcelona de Guayaquil onde foi campeão nacional em 1981. Manga teve uma carreira tão excepcional e marcante que sua data de aniversário passou a ser considerada como o Dia do Goleiro, algo único e certamente justo, pois seu nome é sinônimo de goleiro.



 

 

Quando um show de strip-tease foi o craque de uma partida de futebol

Autor: José Renato - 17/07/2015   Comentários Nenhum comentário

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Brega & Chique foi uma telenovela, de autoria de Cassiano Gabus Mendes, produzida pela Rede Globo de Televisão, entre 20 de abril e 6 de novembro de 1987. Estrelada por Marilia Pêra, Marco Nanini, Gloria Menezes e tantos outros astros globais, a novela foi considerada a melhor do gênero pela APCA, Associação Paulista dos Críticos de Arte, naquele ano e um grande sucesso de audiência em seu horário, convencionalmente, adotado como sendo o das sete horas. Apesar de toda a boa repercussão provocada pela novela, ela acabou entrando na história da televisão brasileira, por conta da polêmica provocada pela sua abertura. Criada pelo designer Hans Donner, durante a sua exibição, ao som da música, Pelado, da banda Ultraje a Rigor, o modelo Vinícius Manne aparecia, de costas, nu, com as nádegas expostas. A nudez do rapaz passou a ser um dos assuntos mais comentados do país naquele ano, e o rapaz viveu, como pouco, muito bem os seus quinze minutos de fama, com muitos elogios, sobretudo por parte das mulheres. No entanto, após algumas semanas de exibição da novela, o interesse acabou se transformando em grande polêmica por conta, principalmente do horário em que a cena era veiculada e do público da novela formado por muitas crianças. Por conta de ação judicial, a Rede Globo precisou modificar a cena de abertura, com a inclusão de uma pequena folha que encobria as nádegas do jovem rapaz. Após muita negociação e uma repercussão muito negativa junto ao público, a censura acabou não durando muito tempo, e pouco depois a folha foi retirada. Sendo assim, a abertura voltou a ser exibida conforme houvera sido produzida originalmente. Este episódio não passou despercebido pelo cearense Emanuel Magalhães, um fanático torcedor do Fortaleza Esporte Clube e dirigente da torcida organizada Fiel Tricolor e que identificou naquela nudez, uma possibilidade de aumentar o interesse da torcida nos jogos da sua equipe de coração. Aborrecido pelo baixo numero de pessoas presentes no estádio, em media de 500 a 600 pessoas, resolveu convidar sua atual namorada, da época, uma ex-namorada e duas conhecidas para realizarem um show de strip tease momentos antes do início da partida entre o Fortaleza e o Quixadá, que aconteceria em 9 de julho, no estádio Presidente Vargas, o PV. Pegas de surpresa, Rogelha, Sueli, Rosileire, todas com 21 anos, e Ana Paula com 18 anos, no inicio recusaram a proposta, mas acabaram convencidas pelo cachê de mil e quinhentos cruzados que seria dado para cada uma delas. Uma delas, Rogelha, em entrevista dada na época, chegou a afirmar que, embora trabalhasse como caixa de um supermercado, identificava aquilo como uma grande oportunidade de realizar seu grande sonho de ser tornar famosa, uma vez que já fazia shows a noite. Quanto a Emanuel coube o trabalho de divulgar junto a alguns órgãos de imprensa que haveria um desfile “especial” feito por um grupo de garotas. Por volta das 18:00 daquele dia, como já era uma tradição, os torcedores tricolores começaram a chegar ao estádio e se aglomeraram ao redor de suas cercanias, para comer o sanduíche chamado pelo sugestivo nome de “Cai Duro”, pelo fato de ser feito por uma mistura de carne moída de várias origens, quase todas desconhecidas e beber algo que os tornassem mais animados para aquela partida. Mal sabiam eles o que estariam prestes a assistir. Eram ainda muito poucos os torcedores posicionados nas arquibancadas, quando as 4 meninas entraram em campo, quase que em fila indiana, vestindo shortinhos apertados e camisetas coladas e empunhando bandeiras, começaram a acenar em direção ao público. Foi imediato o início dos gritos elogiosos, porém tímidos, por parte de alguns torcedores. De repente as meninas começaram a rebolar e fazer movimentos que insinuavam a predisposição a tirar suas roupas. Neste momento, um dos repórteres chegou a uma delas e perguntou: “Você vai tirar a roupa?”. Rapidamente ela respondeu: “...se o Emanuel quiser, sim...” Foi a senha para que os torcedores que ouviam o rádio ainda do lado de fora do estádio, resolvessem correr em direção a entrada, pularem catracas e passando por cima de tudo que vissem pela frente, chegassem para assistir o “desfile”. Segundo testemunhas, muitos largaram seus lanches no chão. Ao que parece, isto animou ainda mais as meninas, que em pleno campo de jogo iniciaram o strip-tease sob os gritos de “tira tira tira...”. Quase que simultaneamente, foram tirando peça por peça, ao mesmo tempo em que eram orientadas para apressarem o show por conta da necessidade de início da partida, uma vez que até mesmo os jogadores das duas equipes tinham deixado seus vestiários para assisti-las. Enquanto repórteres se esbarravam uns nos outros para entrevistá-las, os policiais começaram a pedir, entre uma olhada e outra mais maliciosa, que elas se retirassem. E foi sob muitos aplausos, e algumas vaias, por conta daqueles que queriam que elas continuassem lá, que as meninas saíram de campo em direção aos vestiários, mandando beijos para os mais de 5.000 torcedores presentes no estádio naquele dia. Segundo relatos da época, nenhuma delas chegou a ficar totalmente nuas, apenas sem a parte de cima e de biquíni do tipo fio dental. Quando as duas equipes entraram em campo para dar o pontapé inicial, o que se viu, foi ainda mais curioso, alguns torcedores desceram as arquibancadas para terminarem de fazer os seus lanches, pois tinham interrompido por conta do show das meninas. Ao contrário da animação antes de seu inicio, o jogo foi pouco empolgante, e acabou com a vitória do Fortaleza por 1 a 0, com um gol marcado já no segundo tempo. Após seu final, no entanto, o grande nome da partida, não foi nenhum dos jogadores que atuaram naquele dia, e sim, Emanuel, o torcedor, que não cansava de dar entrevistas para falar sobre o strip tease, bem como sobre o que estava sendo programado para acontecer na próxima partida de sua equipe, no clássico frente o grande rival, Ferroviário. Emanuel não se furtou a afirmar que estava preparando algo ainda mais arrojado para este próximo jogo, o que fez com que muitos imaginassem que haveria, até mesmo, um show de sexo explícito. A imprensa passou a destacar muito o episódio destacando, principalmente, o quanto o futebol local estava falido por necessitar usar deste tipo de artificio para atrair público. Por conta da repercussão, algumas das meninas que fizeram o show chegaram a negar que sequer estiveram presentes naquele dia no estádio, quanto mais que haviam tirado a roupa. Já Rogelha, a mais desinibida delas, acreditava que poderia cobrar até mais por um novo strip-tease. Incomodado pelo acontecido e por seus desdobramentos, um juiz local chegou a decretar a prisão preventiva de Emanuel, por atentado ao pudor, sobretudo por conta da presença de crianças no estádio. Assustado, Emanuel resolveu evitar novas entrevistas e desistir de novas peripécias. Ainda assim, em 19 de julho, ao chegar ao estádio para assistir o clássico entre Fortaleza e Ferroviário, acabou sendo preso e levado para dar maiores esclarecimentos para a justiça. Só foi liberado após prometer que jamais voltaria a organizar algo parecido. Ao que parece sua iniciativa acabou surtindo efeito junto aos torcedores que, na duvida, passaram a frequentar de forma mais efetiva os jogos do tricolor cearense, o que foi muito importante para levar a sua equipe a conquista do título estadual daquele ano, poucos dias depois, em 9 de agosto.



 

 

Jorge Demolidor, aquele que demolia as defesas adversárias.

Autor: José Renato - 13/07/2015   Comentários Nenhum comentário

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O capixaba Jorge da Silva nasceu em 18 de agosto de 1947. Ainda criança veio com a família para o Rio de Janeiro, local escolhido para viver e onde começou a jogar futebol defendendo a pequena equipe do São Cristovão. Atacante, muito alto, com pouca habilidade técnica, mas com muita disposição, por conta da forma como “demolia” as defesas adversárias, passou para a história do futebol como Jorge Demolidor. Poucas vezes um apelido combinou tanto com o estilo de jogo de um atleta, uma vez que era comum vê-lo passando por cima, literalmente, os zagueiros. Por indicação do meio campista Danilo Menezes, que o conhecia dos confrontos frente ao Vasco da Gama, aos 19 anos foi contratado pela equipe potiguar em 1973. Para isso foi preciso que Danilo prometesse para a sua mãe que cuidaria dele em Natal, uma vez que seria a primeira vez que ia morar longe dela. Naquela oportunidade, a equipe potiguar tinha sido suspensa do campeonato brasileiro, por 2 anos, pelo CBD (atual CBF) por ter utilizado jogadores irregulares durante uma partida válida pelo campeonato nacional de 1972. Por conta disso o ABC promoveu uma excursão entre países da Ásia, África e Europa ao longo de mais de 100 dias, e que é, até hoje, o maior tempo de permanência de uma equipe brasileira fora do país. Jorge foi contratado para fazer parte desta excursão e se destacou ao ser o artilheiro da equipe. Além dos gols, Jorge teve um papel importantíssimo durante aquela excursão. Para muitos presentes naquela viagem, ele foi essencial fora de campo também. Sempre que via alguém desanimado ou com saudade de casa, ele era quem começava a cantar um samba ou fazer graça com seus companheiros. Em 1973 ganhou status de ídolo “Abcedista” ao marcar dois gols, ambos de cabeça, na final frente o rival América e ser artilheiro da equipe que conquistou o campeonato estadual daquele ano. Já com fama nacional e por conta da suspensão da equipe potiguar, foi contratado pelo Rio Negro de Manaus em 1974 para disputar o campeonato brasileiro. Com a equipe Barriga Preta, viveu um dia histórico, em 2 de maio daquele ano, na derrota por 3 a 0 frente o Santos, quando Pelé marcou seu ultimo gol pela camisa alvinegra, em partida oficial, realizada na Vila Belmiro. No ano seguinte já estava no Comercial, atualmente do Mato Grosso do Sul, quando fez parte da equipe que conquistou o estadual daquele ano. Pouco depois já estava novamente no ABC, desta vez por pouco tempo. Em 1976 voltou a mudar de ares, no Botafogo da Paraíba, onde chegou com fama de artilheiro, mas com certa desconfiança por parte da torcida.Voltou a viver uma grande fase em 1977, quando foi artilheiro e campeão estadual daquele ano. No ano seguinte vestiu as cores do rival, o Campinense. E logo continuou trocando camisas. Em 1979 jogou pelo Serrano do Rio de Janeiro e o Confiança de Aracaju. No ano seguinte já estava no Madureira, onde continuou fazendo seus gols até 1982. Anos depois, em 1985, após passar pelo Guarany de Sobral, estava de volta ao ABC, onde era ídolo e posteriormente no Mogi Mirim, onde foi campeão e conquistou o acesso para a primeira divisão do campeonato paulista. Encerrou a carreira em 1991 no Atlético, da cidade de Natal, local escolhido para fixar residência. Jorge Demolidor é, até hoje, um dos maiores nomes da história da equipe do ABC, um trabalhador do futebol que viveu dos seus gols defendendo camisas de todas as cores ao longo de sua carreira.



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