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Blog Memória Futebol


Salvatore 'Totó' Schillaci

Autor: Adriano Fernandes - 16/01/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Salvatore Totó Schillaci

Seis gols numa Copa. E só

Totò Schillaci passou do anonimato à fama como um flecha. O divisor de águas, no caso, foi a Copa do Mundo de 1990.

Como tinha feito uma temporada razoável pela Juventus, ele foi convocado às pressas para ser o último reserva do ataque da "Azzurra" no Mundial. Sua estréia na seleção italiana acontecera apenas alguns dias antes do início da competição, num amistoso contra a Suíça.

Mas na Copa lá estava Totò. No primeiro jogo, ele substituiu Carnevale e, em apenas quatro minutos em campo, deixou sua marca: Itália 1 x 0, gol de Schillaci.

Imediatamente ele ganhou a simpatia da torcida italiana e o posto de titular pelo resto da Copa. Marcou um gol em cada um dos seis jogos seguintes, tornando-se o artilheiro da competição e o segundo italiano com maior número de gols em Copas.

Nesse quesito, Schillaci perde apenas para Paolo Rossi e Roberto Baggio, que anotaram nove cada um. A diferença é que Rossi disputou dois Mundiais; e Baggio, três.

O mais incrível disso tudo é que os gols de Schillaci na Copa de 90 foram os únicos que ele marcou pela seleção da Itália. Depois do Mundial, Totò disputou mais seis partidas pela "Azzurra" e não balançou as redes nem sequer em impedimento.

Só que o bom momento de Schillaci foi tão veloz quanto a sua ascensão. Terminado o torneio, ele jamais voltou a jogar bem.

Chegou a ser vendido para a Inter de Milão, mas passou três anos como mero coadjuvante. Seguiu então para o futebol japonês, vendido ao Jubilo Iwata. Ganhou muito dinheiro lá e pendurou as chuteiras.

Fonte: UOL Esportes


 

 

Fluminense x América, um clássico centenário

Autor: Adriano Fernandes - 15/01/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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Primeiros jogos

Sábado, 13 de março de 2010, Fluminense e America fizeram o primeiro clássico após este confronto ter feito 100 anos, seria um bom motivo para as duas diretorias e a imprensa usarem para promover este clássico (em momento de estádios esvaziados no RJ), que já decidiu vários títulos no RJ, sejam em decisões, ou apenas jogos que definiram os títulos.

No ano do centenário, mas alguns meses antes do aniversário, o jornal LANCE fez um grande retrospecto histórico deste jogo, que infelizmente foi disputado numa quarta-feira de cinzas extremamente chuvosa, e como os clubes brasileiros ainda não aprenderam a vender ingressos com antecedência, ficaram no prejuízo, do que poderia ter sido uma boa renda, apesar do péssimo dia.

Fluminense e América confrontam-se desde 19 de Julho de 1908, com o Fluminense tendo vencido este primeiro jogo por 2 a 1 pelo Campeonato Carioca, em seu campo da rua Guanabara, em Laranjeiras, com gols de Buchan e Emile Etchegaray para o tricolor e Lucas Assumpção para o América. Pelo returno em 6 de Setembro, o Fluminense venceria de novo, por 3 a 2 e estas duas vitórias foram fundamentais para decidir o Campeonato Carioca em favor do Fluminense, pois o tricolor foi campeão com 18 pontos e o América terminou em terceiro lugar, mas tendo empatado em 14 pontos com o Botafogo, o vice-campeão. Os clássicos envolvendo o América foram fundamentais neste campeonato, pois o time rubro ganhou do Botafogo por 2 a 0 em 28 de Junho e por 3 a 2 em 30 de Agosto e tricolores e alvi-negros empataram seus dois confrontos.

Dissidência no América

No ano de 1914 aconteceu uma grande dissidência no América, quando cerca de 70 jogadores e sócios do clube rubro descontentes com a sua diretoria, resolveram trocar de clube. Após reunião entre eles resolveram escolher o Fluminense como o clube a ser adotado e entre estes jogadores estava Marcos Carneiro de Mendonça, que viria a ser o primeiro goleiro da Seleção Brasileira, com 19 anos no primeiro jogo da Seleção (o que faria como titular por nove anos) contra o Exeter City em 21 de Julho de 1914, sendo o mais jovem de todos os goleiros da Seleção convocados até os dias atuais e que posteriormente seria presidente do Fluminense.

A origem "Pó de Arroz"

No dia 13 de Maio de 1914 o Fluminense enfrentou o América em jogo que terminou empatado por 1 a 1. Neste jogo, o jogador Carlos Alberto (foto ao lado), mestiço, ele mesmo um dos dissidentes do clube rubro, passou por conta própria pó-de-arroz no rosto para parecer mais claro e no decorrer do jogo a torcida do América,que já o conhecia por ter atuado no clube rubro, rancorosa, percebeu a sua atitude e não o perdoou, gritando para Carlos Alberto : Pó-de-Arroz, pó-de-arroz......o que passou a fazer sempre que o América jogava contra o Fluminense, no que foi depois copiada por outras torcidas. Com o passar do tempo, o apelido foi assimilado pela torcida do Fluminense, que passou a jogar pó-de-arroz e talco na entrada do time em campo, proporcionando uma das festas mais bonitas produzidas por uma torcida para saudar o seu clube e que infelizmente foi proibida em várias das últimas administrações do Maracanã, tornando o futebol cada vez menos popular ao exigirem dos torcedores comportamento parecido com o de frequentadores de teatros. No jogo do returno, em 6 de Setembro, o Fluminense venceu por 2 a 1.

O Clássico em 1946

O Campeonato Carioca de 1946 foi sensacional e 4 clubes (América, Fluminense, Botafogo e Flamengo) terminaram empatados com 26 pontos, sendo necessária uma fase final que ficou conhecida como Supercampeonato para definir o campeão. No final desta fase o Fluminense terminou como super-campeão com 11 pontos ganhos e o América não pontuou. No clássico de 24 de Novembro o Fluminense ganhou por 8 a 4 (confronto com maior número de gols entre estes clubes) e em 14 de Dezembro outra goleada significatica, neste dia por 6 a 2. O destaque destes dois clássicos foi Rodrigues, que marcou 3 gols em cada um deles.

América x Fluminense no Maracanã

No primeiro jogo deste clássico no Estádio do Maracanã, pala terceira rodada do Campeonato Carioca em 26 de Agosto de 1950, o América venceu o Fluminense por 3 a 1. O Fluminense vinha de dois empates (contra Olaria e Bonsucesso) e o América, que havia goleado o Botafogo por 4 a 2 na primeira rodada, empatara na segunda rodada contra o Madureira, o que não motivou mais do que cerca de 15.000 pessoas (11.061 pagantes) a comparecerem a este clássico. No segundo turno 38.494 espectadores pagaram ingressos (uns 10.000 não devem ter pago) viram nova vitória do América por 1 a 0. No final o América seria vice-campeão e o Fluminense ficaria em sexto lugar.

A primeira vitória do Fluminense sobre o América no Maracanã só aconteceria em 23 de Dezembro de 1951 por 4 a 0 (2 gols de Carlyle, Joel e Telê Santana) perante 44.094 espectadores (35.280 pagantes), público pouco menor (46.989 / 38.866 pagantes) do que no empate por 1 a 1 em 30 de Setembro de 1951. Neste Campeonato Carioca de 1951, o Fluminense sagrou-se campeão e o América terminou em sexto lugar.

O primeiro jogo no exterior

Em 16 de Fevereiro de 1954 estes clubes fariam o primeiro clássico no exterior, com vitória do América por 3 a 2 no Estádio Centenário, pela Copa Montevidéu.

Ranking das torcidas cariocas em 1954

Em 31 de Dezembro de 1954 o Jornal dos Sports divulgou pesquisa de torcidas do IBOPE em que o Flamengo era a maior torcida do Rio de Janeiro com 29% da preferência, em seguida vinham Fluminense com 19%, Vasco 18%, América 6%, Botafogo 5%, Bangu 2% e São Cristóvão 1%. O fato da torcida do América aparecer como maior do que a do Botafogo era natural, pois até então o América havia sido campeão carioca em 6 ocasiões (1913, 1916, 1922, 1928, 1931 e 1935) e considerando as ligas principais, o Botafogo só havia conquistado 5 títulos (o polêmico de 1907, 1910, 1930, 1932 e 1948), já que 4 títulos do Botafogo foram conquistados em ligas mais fracas (1912, 1933, 1934 e 1935), sem a mesma repercussão, enquanto o América disputava grandes clássicos cariocas. No confronto entre estes clubes, o América chegou a golear o Botafogo por 11 a 2 em 3 e Novembro de 1929.

Provavelmente só a partir da década de 1960, quando o Botafogo teve grandes momentos, é que sua torcida superou a do América, talvez inclusive, ocupando grande parte do espaço que antes pertencia ao clube rubro da rua Campos Sales. Na década de 50 era comum América e Bangu disputarem partidas com bons públicos que superaram em algumas ocasiões a 30.000 pessoas, como no jogo de 18 de Novembro de 1951 (2 a 2) quando 38.646 espectadores (29.380 pagantes) compareceram ao Maracanã ou no primeiro jogo entre eles neste estádio (América 3 a 1 em 7 de Outubro de 1950), quando 33.515 pagaram ingressos . Em um simples amistoso do América contra o Portsmouth , da Inglaterra, 24.005 espectadores compareceram ao jogo (17.864 pagantes) em 8 de Junho de 1951 (América 3 a 2).

Público recorde e grandes jogos

No dia 16 de Fevereiro de 1955 o América ganhou do Fluminense por 3 a 0, conquistando o Vice-campeonato carioca de 1954.

O América foi campeão do Terceiro Turno do Campeonato Carioca de 1955, já em 17 de Março de 1956, após derrotar o Fluminense por 2 a 0 com um público provável de mais de 100.000 espectadores no Maracanã, que proporcionaram uma fabulosa renda de Cr$1.684.404,00 . Já em 21 de Janeiro, pelo segundo turno, o América havia goleado o Fluminense por 5 a 1, na maior goleada americana na história deste clássico. Na final o América perderia o título carioca para o Flamengo, em jogo muito controvertido e o Fluminense terminaria o campeonato em quarto lugar.

Após este jogo, Fluminense e América disputariam mais 9 jogos por diversos campeonatos cariocas, com 4 vitórias do Fluminense e 5 empates. Além disto jogaram 4 partidas pelo Rio-São Paulo com 2 vitórias do Flu, 1 empate e apenas 1 vitória do América, em 29 de Abril de 1959 por 4 a 2. O Flu sagrou-se campeão carioca em 1959 e do Torneio Rio-São Paulo em 1957 e 1960. Isto tudo até o dia 18 de Dezembro de 1960, quando este clássico fez a final do Campeonato Carioca deste ano, disputado por 12 equipes pelo critério de pontos corridos, em turno e returno.

Pelo retrospecto acima pode parecer que o Fluminense tenha chegado como favorito a este jogo final na última rodada do campeonato, mas esta é uma conclusão falha, pois o América só tinha perdido uma partida até então (para o Bangu em 21 de Agosto), assim como o Fluminense (para o Flamengo em 20/11) e a partida anterior entre ambos foi disputada em 14 de Agosto e havia terminado empatada por 1 a 1, portanto uma final bem equilibrada, apesar do Fluminense ter a vantagem do empate pois tinha 1 ponto a mais do que o América na contagem geral, até então.

Perante um público pagante de 98.099 espectadores, o Fluminense fez 1 a 0 com Pinheiro, mas o América virou, com gols de Nilo e do lateral-direito Jorge, o grande herói do título do América, Campeão Carioca de 1960.

No Campeonato Carioca de 1961, um público pagante de 53.347 espectadores viu a vitória tricolor por 1 a 0, logo na primeira rodada do campeonato, em jogo motivado pelo fato de confrontarem-se as 2 melhores equipes do campeonato passado, embora no final o Fluminense tenha ficado em quarto lugar e o América apenas em sexto.

Conclusões sobre a história do Clássico Fluminense x América :

Fluminense e América encontraram-se em decisões ou jogos decisivos em vários momentos de suas histórias centenárias, o que torna este clássico muito charmoso, com brilho próprio oriundo de uma história sensacional e como observa-se, com um vazio de grandes jogos após 1983, pois em 1986 uma nova direção da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro sustentada por estranhas ligas do interior e com apoio político do Vasco da Gama fez com que os grandes clubes se enfraquecessem demasiadamente, com o RJ perdendo a liderança histórica do Campeonato Brasileiro, com o Campeonato Carioca deixando de ser a 'galinha dos ovos-de-ouro", por perder os grandes jogadores para outras praças, logo perdendo também os grandes públicos de outrora e com perseguições à maioria dos clubes grandes e mesmo de muitos pequenos que não concordavam com os desmandos da federação e de seus aliados.

Alguém que começou a acompanhar futebol após 1986 terá uma pálida idéia do que já foi o futebol do Rio de Janeiro e principalmente não entenderá motivo de um Fluminense x América ser considerado um clássico, daí a necessidade de se divulgar a história dos clássicos do Fluminense através do Portal TorcidaTricolor.

O Fluminense mantém vantagem histórica neste clássico, pequena vantagem em competições nacionais e as decisões entre estes clubes sempre foram muito acirradas.

Por: Alexandre Berwanger em 14/3/2010

Fonte: Campeões do Futebol



 

 

Vá Com Deus, Grande Caracas!

Autor: Adriano Fernandes - 15/01/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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Gary Lineker

Autor: Adriano Fernandes - 15/01/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Gary Lineker

Gary Lineker é, até hoje, o único inglês artilheiro de uma Copa do Mundo, com seus seis gols em cinco jogos em 1986. Também é o maior goleador da seleção inglesa em Copas, com dez no total (fez mais quatro em 1990).

Além disso, Lineker foi um dos jogadores mais disciplinados do futebol mundial: nunca recebeu um cartão amarelo ou vermelho. Revelado pelo Leicester City em 1978, estreou na seleção inglesa em 1984, mas explodiu como artilheiro no Everton, com 40 gols na temporada 1985/1986.

Pouco antes de ir para a sua primeira Copa, foi contratado pelo Barcelona. No México, Lineker desencantou no terceiro jogo, fazendo todos os gols da vitória de 3 a 0 sobre a Polônia. Nas oitavas-de-final, ainda fez mais dois sobre o Paraguai.

Contra a Argentina, marcou o seu, mas não evitou a derrota por 2 a 1 (com dois gols históricos de Maradona) e a eliminação nas quartas-de-final. Lineker retornou à Inglaterra em 1989 para jogar pelo Tottenham, e foi para a Copa de 1990 como titular absoluto.

Na primeira fase, fez apenas um gol na estreia contra a Irlanda. Mas decidiria a classificação inglesa nas quartas-de-final com dois de pênalti na virada sobre Camarões.

Na semifinal contra a Alemanha, Lineker marcou o gol inglês no empate por 1 a 1 no tempo normal. Na decisão de teceiro lugar contra a Itália, o artilheiro passou em branco.

Apesar do relativo sucesso com a seleção, Lineker não conseguiu conquistar nenhum campeonato de clubes, apenas copas - três no total. Foram duas pelo Barcelona (a Copa do Rei e a Recopa, torneio europeu extinto em 1999). Em 1991, pelo Tottenham, foi campeão da tradicionalíssima Copa da Inglaterra, embora não tenha feito gol na final em que seu clube venceu o Nottingham Forest por 2 a 1.

A despedida de Lineker da seleção inglesa aconteceu na Eurocopa de 1992, na Suécia. Ele encerrou sua carreira de jogador no Japão, em 1996, e passou a ganhar a vida com palestras e como comentarista e apresentador de TV.

Em março de 2006, Lineker foi a Buenos Aires para uma entrevista especial com Maradona para a emissora inglesa BBC. Os dois não se encontravam desde o histórico jogo da Copa de 1986.

*Republicação do dia 30/11/2011



 

 

O dia do Treinador

14/01/2013 Categoria: Roberto Vieira   Comentários Nenhum comentário

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Ele nem existia.

Nos primórdios do futebol os jogadores tiravam par ou ímpar.

Pra que treinador?

Mas faltava o vilão.

Faltava a serpente no paraíso.

Todo mundo queria atacar e fazer gol.

Até que um dos jogadores decidiu organizar a bagunça.

“Você defende!”

“Você fica parado na ponta!”

“Você fica no banco!” 

Na terceira derrota foi demitido.

Mas havia pegado gosto pela coisa.

Alegou que era um gênio incompreendido.

Foi organizar o adversário.

“Você defende!”

“Você fica parado na ponta!”

“Você fica no banco!” 

O adversário foi campeão.

Louros para o tal treinador.

Demitido no torneio seguinte após novas derrotas.

14 de janeiro é dia do treinador.

Contam-se nos dedos os treinadores que conheciam o futebol.

Treinadores que mudaram a face do jogo.

(Porque treinador sempre tem algo de louco, visionário e profeta do pretérito)

A história registra grandes fascistas campeões.

Carregados nos braços do povo:

Herbergger, Schön e Pozzo.

A história registra grandes perdedores.

Perdedores de uma única e fatídica decisão:

Flávio Costa, Telê Santana e Gustav Sebes.

Perdedores revolucionários, diagonais. 

Perdedores que ganharam toneladas de faixas e troféus.

Menos o mais ambicionado.

A história registra os pragmáticos:

Zagalo, Parreira, Bilardo e Ramsey.

Treinadores que a gente tem de engolir.

Um treinador ideal?

Seria possível?

Quem sabe?

Este treinador seria fã da posse de bola, como Meisl.

Adepto do futebol total, tal qual Michels.

Peregrino como Bela Gutman.

Erudito como Guardiola.

Poeta a la Gentil Cardoso.

Porque noves fora WM, 4-2-4, ferrolho.

Sem treinador não existiriam as parábolas no futebol.

A bola é feita de couro.

O couro vem do boi.

O boi gosta de grama.

E a grama é a casa da bola. 

“Você defende!”

“Você fica parado na ponta!”

“Você fica no banco!” 

“Eu venci!”

“Nós empatamos!!”

“Os jogadores não entenderam nada do que eu ensinei....”



 

 

Copa do Mundo da Alemanha 1974

Autor: Adriano Fernandes - 12/01/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Alemanha Ocidental campeã da Copa do Mundo de 1974

Holanda encanta, mas Alemanha é campeã

A Copa do Mundo da FIFA 1974 foi marcada pelo futebol total e serviu de vitrine para o talento magistral de Johan Cruyff e Franz Beckenbauer, que assumiram os holofotes na ausência de Pelé e lideraram a Holanda e a Alemanha, respectivamente, à final em Munique no dia 7 de julho de 1974. Assim como acontecera contra a surpreendente seleção húngara de Ferenc Puskás vinte anos antes, foi a Alemanha Ocidental que saiu de campo triunfante após virar a partida para chegar ao segundo título mundial, superando os grandes favoritos.

A final começou em grande estilo. A Holanda, que havia marcado 14 gols e sofrido apenas um nos seis jogos anteriores, partiu para o ataque antes mesmo que os alemães pudessem encostar na bola. Cruyff, o gênio indomável da camisa 14, saiu com a bola dominada do círculo central e só foi parado por Uli Hoeness dentro da área. Com pouco mais de um minuto de jogo, Johan Neeskens fez o primeiro gol de pênalti em uma final da Copa do Mundo da FIFA.

Os holandeses pareciam brincar em campo, mas os alemães estavam com o orgulho ferido e conseguiram o empate aos 25 minutos. Bernd Hölzenbein foi derrubado por Wim Jansen na área, e Paul Breitner converteu o segundo pênalti do jogo. Com Berti Vogts marcando Cruyff, Gerd Müller, ganhador da Chuteira de Ouro quatro anos antes, garantiu que o nome da Alemanha Ocidental fosse o primeiro a ser gravado no novo troféu da Copa do Mundo da FIFA aos dois minutos do segundo tempo. Müller recebeu um cruzamento de Rainer Bonhof e chutou rasteiro contra o gol de Jan Jongbloed.

A estátua de ouro maciço que Franz Beckenbauer, capitão da Alemanha Ocidental, ergueu no lugar da taça Jules Rimet (o Brasil conquistara a posse definitiva do troféu com o tricampeonato em 1970) não era a única novidade da Alemanha 1974. A FIFA tinha um novo presidente: o brasileiro João Havelange, que assumira no lugar do inglês Sir Stanley Rous. Além disso, a competição sofreu uma mudança de formato, passando a contar com uma segunda fase de grupos no lugar do tradicional mata-mata das fases de quartas-de-final e semifinal. Foram formados dois grupos de quatro equipes, com os primeiros de cada um classificando-se para a final e os segundos colocados disputando o terceiro lugar.

Alemanha Oriental supera vizinhos 

A Inglaterra e a Rússia foram ausências sentidas na Alemanha 1974. Pela primeira vez na história os ingleses não conseguiram se classificar, enquanto os russos se recusaram a viajar para disputar uma repescagem no Chile por razões políticas. Das estreantes, a Alemanha Oriental foi a que causou maior impacto, derrotando os vizinhos ocidentais por 1 a 0 em Hamburgo na primeira rodada. O gol de Jürgen Sparwasser aos 32 minutos do segundo tempo classificou a Alemanha Oriental em primeiro no grupo, à frente dos anfitriões comandados por Helmut Schön.

O Zaire, primeiro país da África Subsaariana a chegar à competição mundial, protagonizou um dos momentos mais divertidos quando, na partida contra o Brasil, o zagueiro Ilunga Mwepu deixou a barreira e chutou a bola para longe antes que ela fosse posta em jogo. Já o Haiti, que havia aproveitado a vantagem de disputar em casa a fase final das eliminatórias da América do Norte, América Central e Caribe, surpreendeu na partida de estreia ao abrir o placar contra a Itália, mas acabou sendo derrotado por 3 a 1. Foi a primeira de três derrotas do selecionado, que ficou ainda mais enfraquecido depois da perda de Ernst Jean-Joseph, flagrado no exame antidoping. 

A Alemanha Ocidental teve um começo turbulento, enfrentando inclusive conflitos internos em relação a prêmios em dinheiro. As exibições na primeira fase foram pouco convincentes, e os jogadores chegaram a ser vaiados pela própria torcida durante a vitória por 3 a 0 sobre a Austrália. A derrota para a Alemanha Oriental, no entanto, acabou sendo positiva para os campeões europeus, que evitaram confrontos com Holanda, Argentina e Brasil. Na segunda fase, os anfitriões derrotaram Iugoslávia e Suécia e foram para a partida decisiva contra a Polônia. Em um gramado encharcado em Frankfurt, Müller marcou o único gol do confronto diante dos poloneses, mas as defesas de Sepp Maier foram igualmente decisivas contra a maior surpresa da competição.

Lato ganha Chuteira de Ouro

A Polônia já havia deixado muita gente de queixo caído ao acabar com as chances de classificação da Inglaterra nas eliminatórias, mas durante a Copa do Mundo da FIFA o selecionado atingiu um nível ainda mais alto. Com a energia de Kazimierz Deyna na meia-cancha e a pontaria afiada de Grzegorz Lato (artilheiro da competição com sete gols) e Andrzej Szarmach (autor de cinco gols), a seleção polonesa venceu a Argentina e a Itália na primeira fase e depois superou a Suécia e a Iugoslávia. Na decisão do terceiro lugar, derrotou o Brasil.

Apenas uma sombra da equipe campeã no México, a seleção brasileira se classificou à segunda fase superando a Escócia (ironicamente o único país a ter terminado a competição invicto) no saldo de gols e, apesar da vitória sobre a Argentina no primeiro encontro entre os dois países na história da Copa do Mundo da FIFA, ficou fora da final ao ser derrotada pela Holanda por 2 a 0, com gols de Neeskens e Cruyff.

A Laranja Mecânica disputava a Copa do Mundo da FIFA pela primeira vez desde 1938, mas, após derrotar a Argentina por 4 a 0, já era considerada favorita ao título. Com o cérebro do técnico Rinus Michels e a genialidade de Cruyff, que juntos já haviam levado o Ajax a muitos títulos antes de se transferirem para o Barcelona, a seleção holandesa teria sido uma campeã respeitável. Mas a Alemanha Ocidental tinha o seu próprio gênio em Beckenbauer, o homem que revolucionou o papel do líbero. No fim, a capacidade de superação dos alemães falou mais alto.

Fonte da Imagem: Paixão Canarinha

Fonte: FIFA



 

 

Grzegorz Lato

Autor: Adriano Fernandes - 12/01/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Grzegorz Lato

Considerado o maior jogador do seu país. Grzegorz Lato nasceu em 8 de abril de 1950 em Malbork na Polônia.

O técnico brasileiro Mário Zagallo deve se lembrar muito bem do polonês Lato. Na Copa de 74, depois de levar uma lambada da Holanda de Cruyff, o técnico do Brasil ainda teve de amargar uma última derrota para a Polônia, por 1 x 0, na disputa do terceiro lugar. O carrasco brasileiro foi Lato, o artilheiro daquele Mundial com sete gols.

Lato disputou três Copas: 1974, 1978 e 1982. Nas duas últimas, formou dupla de ataque com Boniek, outro ídolo do futebol polonês. A maior parte de sua carreira foi dedicada ao clube em que começou, o pequeno Stal Mielec, e por isso não ficou tão famoso quanto Boniek.

Lato não passou por muitos clubes em sua carreira, começou a jogar no Stal Mielec onde jogou por muitos anos e pelo clube conquistou a Orange Ekstraklasa (Campeonato Polonês) em 1973 e 1976. Aos 30 anos conseguiu uma autorização da Associação Polonesa de Futebol e se transferiu para o KSC Lokeren da Bélgica.

No clube belga jogou 64 partidas entre 1980 a 1982 marcando 12 gols, Lato encerrou a sua carreira no futebol mexicano atuando Atlante de 1982 a 1984. Depois jogou no Canadá no Polonia Hamilton e num time de masters em Hamilton, Ontario. 

Pela sua seleção tem o recorde de mais convocações e sendo o segundo maior artilheiro da história da Polônia marcando 42 gols, Lato participou de Copas do Mundo em 1974 conseguiu ser o artilheiro da competição com 7 gols. O jogador ainda disputou as Copas de 1978 na Argentina e a de 1982 na Espanha.

Lato ainda ajudou a Polônia a conquistar duas medalhas olímpicas, um Ouro nas Olimpíadas de 1972 em Munique e uma Prata nas Olimpíadas de 1976 em Montreal. Uma curiosidade é que Lato foi senador na Polônia de 2001 a 2005.

Fonte da Imagem: TVP.info

Fonte: UOL / Futeblog



 

 

Gerson - o canhotinha de ouro

Autor: Adriano Fernandes - 11/01/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários 1 comentários

Gerson

Era chamado de o Canhotinha de Ouro pelo futebol inteligente e habilidoso que praticava. Tinha grande sentido de organização e estratégia, era um técnico dentro de campo; lançamentos perfeitos de perto ou de longe, capaz de colocar a bola no peito do atacante a 40 metros de distância; chutes fortes e precisos; ótimo cobrador de faltas; liderança, não tinha papas na língua quando fosse preciso orientar o time ou até mesmo xingar um companheiro, daí o apelido de "Papagaio".

 De personalidade forte Gerson era amado por uns e odiado por outros. Em 1962 Gerson quebrou a perna do juvenil Mauro durante um treino, tendo adquirido assim a fama de jogador violento. “No começo, ele era afoito, corria muito. Depois, chegou à perfeição como jogador de meio-de-campo”, elogiou-o ninguém menos do que Didi, cuja posição herdou no time do Botafogo. Praticamente expulso do Flamengo, em 63, Gérson de Oliveira Nunes encontrou-se no Botafogo. Foi o grande comandante do time até 69. Sua perna esquerda fazia maravilhas.

 Em 1969 deixou o Botafogo e foi para o São Paulo. Gerson foi um dos maiores estilistas do futebol brasileiro. A técnica e a liderança eram completadas com uma inteligência rara para enxergar o futebol. Sua consciência tática era impressionante. Todo esse talento compensava o fato de fumar como poucos, até mesmo no intervalo das partidas. Foi um dos grandes líderes da seleção de 1970 ao lado de Carlos Alberto Santos e Pelé. Encerrou a carreira no Fluminense em 1975.

Pela Seleção Brasileira jogou 98 vezes (83 oficiais) e marcou 28 gols . Participou das Copas do Mundo de 1966 e 1970.

Foi com sua melhor característica, o lançamento, que fez de Roberto e Jair artilheiros no Botafogo, e mais tarde Toninho e Terto, no São Paulo. Mas além disso, sua grande inteligência lhe deu a posição de comandante não só do meio-campo, mas do time inteiro. Um líder autêntico, que obteve como principal jogador do São Paulo em 70 a 71, dois títulos paulistas que tiraram o São Paulo de uma longa fila. Tanto sabia dar esses lançamentos citados, como um chutão para o lado, quando a coisa estava feia, ou até mesmo atrasar uma bola para seu goleiro após várias fintas na área.

Gérson foi um pequeno gênio do futebol. E lembrem-se que pouco antes da Copa de 70, na faixa em que se discutia essa posição, ainda havia determinados bairristas que pretendiam ver ora Rivellino ora Ademir da Guia na posição que foi sua de fato e de direito na jornada inesquecível em terras mexicanas.

Por quase todos os clubes que passou, Gérson fez o nome dos atacantes. Foi com sua melhor característica, o lançamento, que fez de Roberto e Jair artilheiros no Botafogo, e mais tarde os limitados Toninho e Terto, no São Paulo, que o meia tornou-se peça principal na engrenagem de todos os times em que atuou.

Gérson estreou com a camisa da seleção brasileira em 1959, com apenas 18 anos, na partida Brasil 4 x 2 Costa Rica, numa seleção juvenil, que disputou os Jogos Pan-americanos daquele ano em Chicago, nos Estados Unidos. Em 1960, disputou as Olimpíadas, enfrentando alguns italianos que iria rever em 1970. Sua primeira participação importante defendendo o Brasil foi na Copa de 1966, na Inglaterra. O jogador foi muito discutido pela crônica esportiva na época, sendo taxado de covarde. Paraná, ex-ponta-esquerda do São Paulo, afirmou que ele foi um dos jogadores da seleção brasileira a comer pasta de dente para sentir indisposição e não enfrentar Portugal, partida decisiva para que o Brasil passasse às quartas-de-final. Realmente, ele não estava em campo naquele jogo em que não só Pelé foi uma vítima da força de Eusébio e companhia. Ele estava doente, com um mal posteriormente diagnosticado como pedra nos rins.

A campanha brasileira na Copa de 70, no México, com uma magnífica atuação, não somente de Gérson, mas também de todo o time, deu ao canhotinha um espaço imortal na galeria dos maiores craques que já vestiram a camisa verde e amarela. Em 70, depois da Copa, Pelé, maior ídolo do futebol em todos os tempos, afirmou que Gérson foi um dos jogadores da seleção brasileira com grande parcela de responsabilidade na conquista do tricampeonato. Realmente, ele não só estava em campo naqueles oito jogos sem nenhuma derrota ou empate, como transformou-se, através do noticiário da imprensa mundial, num dos maiores ídolos já aparecidos num campo de futebol. Na Copa do México realizou 3 lançamentos geniais, dos quais um deles contra a Tchecoslováquia foi o mais sensacional, proporcionando a Pelé apenas e tão somente matar a bola no peito e encobrir o goleiro Ivo Viktor.

Meu maior título, como não poderia deixar de ser, foi a Copa de 70, no México. Aquela conquista foi sensacional, pois nunca foi tão fácil ser campeão num campeonato tão difícil. Se me perguntarem se tive alguma tristeza e decepção como jogador, respondo que não. Em minha casa tenho uma vasta coleção de troféus e faixas que serão guardadas para o resto da vida", disse. O último jogo de Gérson pela seleção foi Brasil 1 x 0 Portugal, no dia 9/7/72, no Maracanã, pela Taça Independência. Ele disputou 83 jogos pelo Brasil, marcando 28 gols.

Em sua carreira, Gérson quebrou a perna de três jogadores. Um deles num lance acidental (Vaguinho, do Corinthians, em 1971). Os outros dois, não. Um deles foi Mauro, num treino dos juvenis do Flamengo. "Ele vinha para quebrar; eu apenas escorei", disse Gérson. A outra foi num amistoso no Maracanã entre Brasil e Peru. "O De La Torre já havia batido numa porrada de gente. Pedi para o Pelé passar uma bola dividida e entrei com a sola".

Em 1976, o jogador protagonizou o que seria um inocente comercial de cigarros. Acontece que o slogan "você também gosta de levar vantagem em tudo, certo? " acabou se tornando o símbolo do Brasil dos aproveitadores. A frase ganhou o nome de Lei de Gérson.

Gérson tinha duas características constantes: no campo era um jogador corajoso, valente, e um líder acima de tudo. Numa bola dividida jamais levou desvantagem. Fora de campo, tinha muito medo de viajar de avião e sempre que podia, evita isso, ele preferia viajar em seu carro, desde que pudesse se integrar à delegação de outro estado.

Gérson abandonou o futebol em 1974, de maneira até certo ponto precoce, pois tinha 33 anos, quando defendia o Fluminense, seu time de coração. Eu poderia ter continuado no futebol por mais um ano, e o próprio presidente do Fluminense, Francisco Horta, queria isso, me colocando no time para jogar ao lado de Rivellino, revivendo a dupla de 70, no México. Ele me convidou para participar do Campeonato Carioca, Campeonato Nacional, e de uma excursão à Europa. O Dr. Horta queria que eu fizesse um contrato de um ano e fiquei de lhe dar uma resposta. Após consultar minha esposa preferi seguir os conselhos dela para encerrar a carreira.

Fonte da Imagem: Futebol Arte Brasil

Fonte: Botafogo F. R.



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