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Blog Memória Futebol


Um centroavante do barulho, Beijoca.

Autor: José Renato - 09/03/2015   Comentários Nenhum comentário

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A tranquilidade, algo marcante nos baianos, certamente passou bem longe de um deles, Jorge Augusto de Aragão, o Beijoca. O apelido veio por conta de uma boneca da sua irmã que tinha este nome. Começou no futebol batendo bola nos campos do tricolor da “Boa Terra” ainda no final dos anos 1960. Ainda com 16 anos, fez parte do elenco da equipe que conquistou o estadual de 1970. Sem espaço e já com certa propensão a problemas, foi emprestado. Ao final de cada ano, voltava ao Bahia e era informado que não teria oportunidade no Tricolor. Esta rotina aconteceu até o começo de 1975, quando resolveram testá-lo na equipe que buscava o tricampeonato estadual. Beijoca não só ficou, bem como foi um dos grandes responsáveis por aquela conquista. Não acostumado a se dedicar aos treinos, sempre teve uma vida boemia. Costumava sair dos bares de Salvador diretamente para o jogo, independentemente da importância da partida. Foi o que aconteceu justamente no dia da final do estadual de 1976, frente o maior rival, o Vitoria. Após a primeira partida da final vencida por 2 a 1 pelos tricolores, com um gol de Beijoca, Orlando Fantoni, o técnico tricolor resolveu concentrar os jogadores. Só não encontrou Beijoca, que tinha sido visto pela ultima vez, apenas no vestiário após a partida. Mandou alguns de seus assessores procurarem o atacante na região boemia da cidade. Beijoca foi encontrado totalmente embriagado por volta das 4:00 em condições que beiravam a de um coma alcóolico. Descartado para a final, coube aos atletas o carregarem para a cama. Um pouco depois do almoço, do dia do jogo, eis que ele se juntou ao elenco. Já de banho tomado e com forte cheiro de álcool, foi informado que não jogaria. De imediato ele se levantou e apontando o dedo para Fantoni afirmou: “Vou jogar e marcar o gol da vitória.” Os dirigentes alertaram que aquela seria a ultima partida dele com as cores do Bahia. Pegou a camisa 9 vestiu e se dirigiu ao ônibus, e já que seria seu ultima partida, levou uma garrafas de cerveja com ele. Pois bem, em 22 de agosto de 1976, o Bahia conquistou o tetracampeonato baiano ao vencer por 1 a 0 o Vitória com um gol de Beijoca, de beijinho. Virou Mito. Trombador, sem preparo físico de atleta, gordo, com graves problemas de alcoolismo, mas fazedor de gol. Foi o maior artilheiro da equipe nas conquistas estaduais dos anos seguintes, 1977 e 1978. Já com fama nacional foi contratado pelo Flamengo. O inicio das negociações entre rubro-negros e tricolores começaram envolvendo um novo problema envolvendo o artilheiro. Durante uma noite de farra, Beijoca tinha sido preso em uma “casa de conveniência”. Por conta disso, sua chegada a equipe carioca foi adiada. Ele acabou se unindo ao grupo já no avião que iria levar a equipe à Espanha, para a disputa do Torneio Ramon de Carranza. No avião, resolveu beber algo para relaxar... resultado, apalpou uma aeromoça. Coube ao comandante do avião exigir sua retratação, caso contrário, iria denunciar toda a delegação rubro-negra a polícia espanhola. Desculpas dadas, foi possível o desembarque do Flamengo sem maiores problemas. Sua estreia com a camisa rubro-negra, não poderia ter sido melhor. Em 25 de agosto de 1979 na vitória por 2 a 1 frente o grande Barcelona, quem diria? O fim da aventura de Beijoca no Rio de Janeiro aconteceu na partida frente ao Palmeiras no Maracanã, no dia 9 de dezembro, válida pelas quartas de finais do campeonato brasileiro daquele ano, e vencida por 4 a 1 pela equipe paulista do técnico Tele Santana, em uma das maiores atuações de uma equipe sob seu comando. Beijoca entrou em campo e em pouco mais de um minuto, largou uma cotovelada no meia campista Mococa e deu um soco no atacante Baroninho, sendo expulso em seguida. Jamais voltou a vestir a camisa do Mengão. Depois disso, voltou a defender as cores de mais de 10 equipes, sendo campeão aqui e ali, e sempre marcando gol e criando confusão. Parou de jogar futebol em 1990 e depois de algum tempo, deixou de lado também a bebida ao ser tornar evangélico. Beijoca foi, o que muitos jogadores são hoje.

 

 

Jacozinho, o parceiro sergipano de Maradona.

Autor: José Renato - 02/03/2015   Comentários Nenhum comentário

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Sergipano da pequena cidade de Gararu, Givaldo Santos Vasconcelos fez história no futebol brasileiro. Afinal quem pode afirmar que após substituir Falcão, recebeu um passe de Maradona, driblou o goleiro e marcou um gol no Maracanã. Pois é... este tal Givaldo, ficou para a história com o nome de Jacozinho. Ponta esquerda muito rápido e com grande habilidade começou no futebol defendendo o Vasco de Aracaju. Após disputar o campeonato brasileiro pelo Sergipe, foi contratado para atuar no CSA de Alagoas. Foi tetracampeão estadual com a equipe alagoana em 1980, 1981, 1982 e 1984, e vice-campeão brasileiro da segunda divisão em 1980, 1982 e 1983. Virou ídolo e passou a ganhar nome nacionalmente graças às reportagens divertidas do repórter Marcio Canuto para o Globo Esporte. Era sempre muito divertido acompanhar as histórias do folclórico Jacozinho. Dentro de campo, jogadas mirabolantes, fora dele, “causos” como o do seu carro, um fusca apelidado de Maestro pelo fato de ter um “conserto” em cada esquina. Até mesmo o técnico da seleção brasileira, Evaristo de Macedo, chegou a ser questionado sobre uma eventual convocação. Mas algo ainda mais marcante aconteceria em 12 de julho de 1985. Após cerca de dois anos na Itália, onde jogou na Udinese, Zico retornaria para o Flamengo em um amistoso frente a uma seleção de seus amigos. Apesar de sequer conhecer o Galinho, Jacozinho acabou arrumando uma vaga no banco de reservas do selecionado comandado pelo técnico Telê Santana. O Flamengo já vencia por 3 a 0, quando foi levantada a placa, com o número 13, que indicava a entrada de Jacozinho no lugar de Falcão. O mais inusitado ainda estaria por vir. Pouco minutos depois, Maradona dominou a bola no meio do campo e lançou Jacozinho, que passou por trás da zaga rubro negra, deu um “drible da vaca” no goleiro Cantarelli e tocou a bola para o gol vazio. Um golaço comemorado por toda a torcida, inclusive a do Flamengo, talvez a primeira vez (e única) por um gol sofrido. No dia seguinte, por mais paradoxal que possa ser o retorno de Zico foi deixado em segundo plano. As manchetes eram todas para Jacozinho. Procurado pelo América do Rio de Janeiro, acabou contratado pelo Santa Cruz. Campeão pernambucano em 1986, voltou para o CSA em 1987. De lá continuou sua carreira por dezenas de equipes de pequeno porte. Viveu com esplendor seu auge, sem pensar no futuro. Um dos mais claros exemplos do que acontece com grande parte dos jogadores de nosso futebol.



 

 

Careca, o melhor em 40 anos

Autor: Adriano Fernandes - 05/10/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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Antonio de Oliveira Filho, o Careca, nasceu em Araraquara, em 5 de outubro de 1960. A razão do seu apelido é que ele era fã do palhaço Carequinha.

Ele é considerado, ao lado do santista Coutinho, o melhor centroavante brasileiro de 1960 para cá. Técnico, hábil, Antônio de Oliveira Filho, o Careca, foi campeão brasileiro pelo Guarani logo em sua primeira temporada como profissional, em 1978. Tinha, então, 17 anos de idade e foi vital para a conquista do título.

No primeiro jogo da final, contra o Palmeiras, no Morumbi, provocou o goleiro Leão, que o agrediu por trás. O pênalti foi marcado, e Leão, expulso. Careca cobrou sem chances para Escurinho, jogador de linha improvisado como goleiro. No jogo decisivo, Gilmar estava no gol palmeirense, e Careca marcou o gol da vitória por 1 x 0, em Campinas.

A partir daí, em cinco anos como profissional do Bugre, chegou a exatos 109 gols. Em janeiro de 1983, quando ainda se recuperava de uma contusão no joelho que o tirou do Mundial de 82, Careca mudou-se para o São Paulo. Devido a problemas físicos, demorou a se adaptar. Mas, quando o fez, retribuiu a paciência da torcida tricolor com títulos e muitos gols.

Mais precisamente 114, entre as vitoriosas campanhas dos Campeonatos Paulista de 1985 e Brasileiro de 1986. Nesse último, a final foi justamente contra o Guarani, time que o revelou e vencia a prorrogação por 3 x 2 até o último minuto, em Campinas. Foi quando Careca acertou um tiro fulminante e salvador, de esquerda (ele é destro), e levou a decisão para os pênaltis. Errou a sua cobrança, mas os companheiros fizeram o suficiente para garantir a vantagem (4 x 3) e levar o título nacional daquele ano.

No Napoli, onde jogou de 1987 a 1993, Careca foi uma espécie de vice-rei do argentino Diego Maradona. Juntos, eles conquistaram um Campeonato Italiano e uma Copa da Uefa. Antes de encerrar a carreira, Careca ainda encontrou tempo para levar o Kashiwa Reysol, do Japão, à primeira divisão e jogar pelo menos algumas partidas pelo Santos, seu time do coração. Ainda bateu uma bola com o ex-companheiro Edmar em seu próprio clube, o Campinas.

Careca só não teve muita sorte, mesmo, em Copas do Mundo. Cortado por contusão em 1982, ele tinha tudo para estourar em 1986, no México. No jogo contra a Irlanda, Careca e Zico, que voltava de uma séria contusão, começavam a exibir um ótimo entrosamento. Mas o Brasil tropeçou contra a França, justamente depois de Careca abrir o placar. Ele acabou vice-artilheiro daquele Mundial, mas ainda teria a chance de se consagrar em 1990, na Itália.

Era o titular e a esperança de gols brasileira, mas depois do primeiro jogo decepcionou. O medíocre time de Lazaroni também não ajudou muito, e o Brasil foi eliminado logo nas Oitavas-de-final, pela Argentina de Maradona. Careca ainda jogaria três anos pela Seleção, até abandonar o grupo nos preparativos para o Mundial de 94. Ele sabia que seu melhor momento já havia passado e preferiu sair de cena.

 

Prêmios

            Bola de Prata: 1982 e 1985

            Bola de Ouro: 1986

Artilharias

            Campeonato Paulista: 1985 - 23 gols

            Campeonato Brasileiro: 1986 - 25 gols

 

Títulos

Guarani

            Campeonato Brasileiro: 1978

            Campeonato Brasileiro Série B: 1981

São Paulo

            Campeonato Paulista: 1985 e 1987

            Campeonato Brasileiro: 1986

Napoli

            Copa da Itália: 1987

            Campeonato Italiano: 1987 e 1990

            Copa da UEFA: 1989

            Supercopa Italiana: 1990

Brasil

            Copa América: 1989

 

 

Fonte da Imagem: Blog do Trio

Fonte:  UOL Esporte

            CDN Madeira Clube de Campeões



 

 

Sport Club São Paulo

Autor: Adriano Fernandes - 04/10/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Sport Club São Paulo

O mais completo trabalho de documentação em mais de 100 anos de história foi escrito pelo jornalista rio-grandino Willy Cesar no livro Um século de Futebol Popular que se encontra em fase de impressão. Tendo em vista este extenso levantamento inédito, o texto abaixo será atualizado conforme alguns ajustes e sugestões a partir do caminho que será aberto pela publicação do livro.

Adolpho Corrêa, Bartholomeu Casanova, Hermenegildo Bernardelli, José Cuchiara, Antônio Furlanetto e outros, juntamente com o jovem Alexandre Lempek, com apenas 17 anos, poderiam imaginar que na atitude de fundar um clube de futebol popular na cidade do Rio Grande, chegasse ao Centenário.

A plêiade de jovens entusiastas do novel esporte introduzido no início do século por alemães e ingleses, levou ao prolietariado formado por filhos de imigrantes portugueses, italianos e poloneses, na sua maioria funcionários da Viação Férrea do Rio Grande do Sul (VFRGS) o desejo de participar na prática do futebol. Impedidos de participar pela elite que dominava o comando do então jovem Sport Club Rio Grande, restava-lhes assistirem os treinamentos na saída das oficinas onde trabalhavam. Eis que na primavera de 1908, quando assistiam um dos treinamentos, viram que num chute mal dado a bola foi parar nas macegas do campo que era fronteiro ao cemitério local. O menino Alexandre Lempek, ajudante de ajustador foi escalado pelos mais velhos a ficar de plantão, na torcida de que o precioso objeto importado fosse esquecido. Terminado o treino, não deu outra a bola perdida foi recolhida e entregue aos jovens idealistas, que às 14h do dia 4 de outubro de 1908, em um terreno a Rua Rheingantz, fronteiro ao Cemitério Católico, que pertencia a Companhia Auxiliar de Estradas de Ferro do Brasil, fundaram o Sport Club São Paulo.

Início difícil, mas já em 1916 nascia o primeiro título municipal, ao qual se somou a mais 23 durante a existência das competições citadinas, tão emocionate, a nova geração não conheceu. Na década de 20 surge o filho de imigrantes italiano Guerino Sartori, o grande Pé de Ouro com ele o time da Linha do Parque inicia a série do heptacampeonato, culminando com o título Gaúcho de 1933. Título este, conquistado sob a liderança do Capitão Valentin Martinatto e do craque Darcy Encarnação.

As acomodações do estádio já estavam se tornando pequenas, oi velho pavilhão de madeira já não mais suportava a imensa legião de torcedores, o Rubro-verde já era o clube mais popular da cidade. Liderados pelo saudosos Dr. Newton Azevedo, Engº João Rocha e abnegados, inaugura o atual pavilhão social na década de 1940.

Clubes do Rio e São Paulo começaram a iluminar os seus estádios, então é inaugurado, em 1954, o primeiro sistema de iluminação do Sport Club São Paulo. Os postes foram confeccionados de trilhos de trem, gentilmente cedidos pela administração da VFRGS que era quase que na sua totalidade sampaulina.

Aproximava-se o cinquentenário e a dupla Aldo Dapuzzo e Nelson Dionello foram escalados para administrarem o então Caturrita. A conquista do bi-campeonato de 1958-1959 trouxe imensa alegria a nação rubro verde. A façanha de conquistar o título no cinquentenário, só o nosso São Paulo conseguiu. O esquadrão de 58, liderados por Ferrinho, José, Sanchez, Jesus Réquia, o grande Celso e outros diferenciados atletas ajudaram a escrever parte da nossa vitoriosa história.

O início da década de 60 foi de preocupação para a família sampaulina na área do futebol, o clube não se preparou para as mudanças que estavam ocorrendo no futebol gaúcho, à partir de 1961 promovidas pela então Federação Rio-grandense de Futebol, mas não se descuidou do patrimônio, pois foram inauguradas as arquibancadas da Rua América. Mas em 1968, sob a presidência de Idelfonso João Poester Sobrinho, tendo no comando técnico Nei Amado Costa e um esquadrão de respeito onde Aldo Bernardes foi o grande goleador, o Leão do Parque conquistou o vice-campeonato da então Divisão de Acesso e garantiu vaga para o Campeonato Gaúcho, juntando-se aos co-irmãos a elite do futebol gaúcho. Dentro desta década, foi muito festejada pela nação sampaulina, o início da conquista do octacampeonato citadino, 1966-1973.

Jovens ardorosos sampaulinos chegam ao clube, liderados por Pedro Paulo Valente que assume a presidência em 1970, o clube conquista o seu segundo título estadual, o de Campeão Gaúcho da Segunda Divisão em memorável disputa com o Ypiranga de Erexim, à época escrito com x, onde os comandados de Lenir Ferreira venceram o poderoso rival, onde o capitão Flávio Salles comandava a defesa e Jader e Nilo se encarregavam na marcação dos gols.

Está década estava escrita como sendo a de afirmação do São Paulo no cenário estadual e nacional. Em 1977 foi inaugurado o moderno sistema de iluminação na gestão de Jovino Mansan, em 78 e 79 foram realizadas todas as obras de infra-estrutura no estádio, como vestiários, refeitório, e as monumentais arquibancadas conforme cronograma acertado com os presidentes Rubens Hofmeister, Renato Lempek (1978) e Edemir Ribeiro (1979). O terceiro lugar no Gauchão e a participação no Campeonato Nacional – Copa de Prata foram os destaques esportivo, sob a liderança do técnico Ernesto Guedes, atletas como Sérgio, Antônio Carlos, Luiz Carlos, Tadeu e Paulo Barroco, Paulo Ferro, Motor, Astronauta e Valdir Lima, Toquinho Romário e Lettieri encantavam e lotavam o nosso estádio. Festejamos aqui o nome do ex-patrono Aldo Dapuzzo, onde através do seu trabalho e dedicação, liderou todos os movimentos de melhorias enquanto teve saúde.A Copa de Ouro, antigo Campeonato Brasileiro da série A, em 1980 foi extasiante para a Nação Sampaulina, corrigidos os rumos de início de campeonato, a direção liderada por Valdomiro Lima foi buscar novamente o técnico Ernesto Guedes, cujo retorno foi marcado pelo jogo contra o CR do Flamengo, comandado por Zico o rubro negro carioca viu o Leão do Parque realizar uma grande partida, cujo empate em zero a zero foi festejado pelos principais jornais do Rio de Janeiro. Naquela equipe destacavam-se Carlão, Paulo César Tatu, Néia e o rio-grandino Almir.

Marco Eugênio foi o técnico escolhido por Domingos Escovar que comandou o futebol em 1981 sob a presidência de Renato Lempek, outro ano de gala para a torcida rubro verde. Neste ano, o Leão foi o quarto colocado no Campeonato Gaúcho, realizou uma viagem vitoriosa a Colômbia, Equador e Venezuela, conquistou a Copa Governador do estado e disputou o Campeonato Nacional , que se chamava Copa de Prata.

O ano de 1985 reservava grandes surpresas e alegrias para o nosso São Paulo, disputando a Segunda Divisão, o clube foi convidado para disputar a Copa Sesquicentenário da Revolução Farroupilha. Jamais seus organizadores poderiam imaginar que o São Paulo chegaria ao título, disputando com as equipes principais de Grêmio e Internacional Sob a presidência de Ernani Freire, tendo no comando técnico Jaime Schimidt e o prof. Pedro Pepe, jogadores rio-grandinos como Nando, Paulo Barroco e Luizinho.

Nos 80 anos do Leão do Parque em 1988 o hino do clube foi oficializado, através de concurso realizado, que constava da programação de aniversário, cuja vencedora foi a senhora Raquel Rodrigues de Farias. Início da década  de 90, mais precisamente em 91 o Conselho Deliberativo do clube se mobiliza e convida Manoel Jorge Feijó da Silva para assumir o comando Rubro-verde, o ex-presidente Francisco Borges assume o comando do futebol e o técnico Francisco Neto, o Chiquinho, é contratado com a missão de trazer o clube ao convívio da Primeira Divisão. Uma equipe de jogadores foi trazida de fora das fronteiras do nosso Rio Grande, mas foi nos pés de Toquinho, que retornava ao São Paulo, que em um jogo memorável em Bagé, onde aquela cidade não esperava uma imensa presença de torcedores rubro-verdes, o São Paulo venceu e voltou classificado para o Gauchão de 1992.

Já no início do novo século, a diretoria comandada por Egas Schowshow foi buscar uma parceria junto com o já conhecido e amigo do clube Ernesto Guedes, retornando em 2001 a elite do futebol gaúcho. O São Paulo permaneceu na elite até o ano de 2002, quando novamente foi rebaixado à Segundona Gaúcha.

Com a proximidade do centenário, comemorado em 2008, uma comissão formada por ex-presidentes e torcedores autênticos, começou a trabalhar na confecção da programação. Foi nas reuniões semanais da Comissão do Centenário que foi estruturada a nova composição do Conselho Deliberativo, o I Simpósio do Leão do Parque – Planejamento Estratégico foi realizado no  Salão Nobre do Colégio Marista São Francisco, começava a se chegar a Comissão o empresário Ivo Artigas Costa, convidado pela presidente do Conselho Deliberativo Mirim Fritzen. Através de uma radiografia que foi realizada, pode-se avaliar a situação real que o clube se encontrava. Coragem não faltou a Ivo Artigas, que aceitou comandar o clube no ano do Centenário e com tantos problemas a serem sanados. Imprimiu. ele uma administração diferente, a partir do trabalho com profissionais remunerados.

Através dos bons resultados iniciais dentro do campo, com o quarto lugar na Segundona Gaúcha de 2008 e 2010, a auto-estima do torcedor foi recuperada, o estádio Aldo Dapuzzo, já desacostumado com as multidões, volta ao seu colorido habitual do século passado e todos aqueles torcedores que sempre carregaram as cores em seus corações retornaram, assim como essa paixão foi amplamente germinada em torcedores mais jovens e de novos habitantes da cidade com a criação do Pólo Naval. Esta nova fase inaugurada pelo centenário do clube representa uma grande retomada que está em curso no presente momento e tem gerado bons frutos a partir de boas campanhas na Segundona Gaúcha e em outros campeonatos disputados e da formação de equipes competitivas.

A motivação para tudo isso tem explicação: uma das maiores torcidas do interior do Estado tem permitido excelentes médias de público nos jogos. Essa mesma torcida, popular, histórica, grande e formada por todos nós, é a que carrega este clube em momentos muito difíceis e continuará sendo o pulso deste Leão do Parque.

Fonte da Imagem: Site São Paulo RS

Fonte: Site São Paulo RS



 

 

O Campeão da última Taça Brasil

Autor: Adriano Fernandes - 04/10/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários 1 comentários

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JORNAL "A GAZETA ESPORTIVA": O Botafogo conquistou a X Taça Brasil, vencendo na tarde de ontem o Fortaleza, no Maracanã, por 4 a 0, depois de já estar mandando no placar na etapa inicial. (...) O Botafogo dominou amplamente a partida e mereceu o resultado. O Fortaleza jogou completamente na retranca e mostrou que não tinha nenhuma possibilidade de vencer. (Publicado na edição do dia 05/10/1969)

RESUMO: A Taça Brasil de 1968, décima e última edição do torneio, foi marcada por um longo adiamento, devido a um impasse entre Botafogo e Metropol nas quartas de final da disputa que dava ao seu campeão uma vaga na Taça Libertadores da América de 69. Após quatro meses de atraso, o Botafogo sagrou-se campeão ao bater o Fortaleza. A Taça foi dividida em duas fases, com os atuais campeões e vices dos estaduais do Rio de Janeiro e São Paulo já garantidos na fase final. Os demais duelavam em uma primeira fase dividida em três zonas, cada uma com seu regulamento próprio e seu campeão classificado para a fase final.

FICHA TÉCNICA DA FINAL

BOTAFOGO 4 X 0 FORTALEZA 

Data: 04/10/1969 

Local: Estádio do Maracanã 

Renda: NCr$ 34.006,75 

Público: 13.588

Árbitro: Gualter Portela Filho

Gols: Roberto, Ferreti (duas vezes) e Afonsinho (BOT)

BOTAFOGO: Cao; Moreira, Chiquinho Pastor (Leônidas), Moisés e Valtencir; Carlos Roberto (Nei Conceição) e Afonsinho; Rogério, Roberto, Ferretti e Paulo César. Técnico: Zagallo

FORTALEZA: Mundinho; William, Zé Paulo, Renato e Luciano Abreu; Joãozinho e Luciano Frota; Garrinchinha, Lucinho, Erandir (Amorim) e Mimi. Técnico: Gilvan Dias

Fonte da Imagem: Botafogo em Debate

Fonte: Gazeta Esportiva



 

 

Roberto Perfumo

Autor: Adriano Fernandes - 03/10/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Roberto Perfumo

O diretor das categorias inferiores do River não via em Perfumo um jogador de futuro. O garoto de 17 anos era alto (1,80 m, o que é bom para a posição de zagueiro), mas, para Renato Cesarini, o jogador era magro demais e tinha as pernas tortas.

Perfumo não se deixou abater por tal avaliação. Seu bom domínio de bola, aliado a uma apurada visão de jogo, chamou a atenção do Racing, que o contratou em 1961, quando ainda atuava nas categorias de base. Sua estreia na elite do futebol aconteceu em janeiro de 1964, em Santiago (CHI), diante do Flamengo. Surgia então um dos maiores zagueiros centrais da Argentina.

No auge da fama, o jogador chegou ao Cruzeiro. Titular absoluto da seleção de seu país, Perfumo fora convocado também para a seleção da Fifa, o que lhe garantia um respeito extra.

Elegante ao tratar os fãs, utilizava o mesmo predicado na grande área, onde reinava soberano. A boa impulsão fazia dele um zagueiro quase perfeito, já que a colocação e a técnica lhe davam a facilidade de evitar ao máximo o perigo de gol.

Apesar de ter atuado com a camisa cruzeirense na década de 70, não chegou a participar da campanha do título da Copa Libertadores, em 1976, pois já havia retornado para a Argentina. Mas, jogando por equipes de seu país, ganhou o campeonato sul-americano, um Mundial e três campeonatos nacionais.

Com a experiência que acumulou nos gramados ao longo da carreira, Perfumo chegou a trabalhar treinador e atualmente é comentarista de futebol num canal de televisão e colunista do jornal Olé.

Fonte da Imagem: El Grafico

Fonte: UOL Esporte



 

 

Um pouco do Clássico da Saudade

Autor: Adriano Fernandes - 03/10/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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História do Clássico Palmeiras x Santos

Curiosamente, Palmeiras e Santos estiveram frente a frente na decisão de um título, até hoje, apenas duas vezes. E nas duas vezes deu Verdão: 1927 e 1959. Mas para compensar a ausência de jogos finais, o clássico é repleto de histórias. A começar pelo primeiro encontro: o Palestra Itália disputava apenas sua terceira partida de sua história e levou também maior goleada até hoje: 7 x 0. A vingança veio em 1932: 8 x 0 pelo Paulista. E jogos como o incrível 7 a 6 de 1958, o 6 x 0 para o Palmeiras em plena Vila Belmiro pelo Paulista de 1996, a virada santista nas semi-finais do Paulista de 2000 e o episódio folclórico do gol do árbitro José de Assis Aragão em 1983 ajudam a rechear este grande clássico do futebol brasileiro.

04/03/1928 - PALESTRA ITÁLIA 3 X 2 SANTOS - Ataque dos cem gols fica sem título.

No Paulistão de 1927, o grande ataque santista formado por Osmar, Camarão, Siriri (ou Feitiço), Araken e Evangelista, o primeiro a chegar à marca dos 100 gols marcados na história do campeonato, parou diante do Palestra de Bianco e Heitor, que venceu por 3 x 2 em plena Vila Belmiro. O Palestra conquistava o bicampeonato Paulista.

06/03/1958 - SANTOS 7 X 6 PALMEIRAS - O maior espetáculo do futebol.

Palmeiras e Santos se enfrentavam pelo Torneio Rio-São Paulo naquela noite de 06 de março no Pacaembu. Era apenas mais um jogo do torneio, que não decidiria nada. Mas o que aconteceu naquela noite, era algo inacreditável. Quem começou a festa foi o Palmeiras com um gol do ponta-esquerda Urias. Não tardaria a resposta do Santos e o menino Pelé empatou. E ainda no primeiro tempo, uma seqüência impressionante de gols. Foi só Pagão fazer 2 x 1 para o Santos que, inflamado, o Palmeiras correu à frente para empatar (gol de Nardo) levando, em seguida, três golpes que pareciam mortais - como num deboche, Dorval, Pepe e Pagão estabeleceram 5 x 2. No intervalo, Oswaldo Brandão pediu vergonha aos palmeirenses, trocou o goleiro e colocou em campo o uruguaio Carballo. Com ele ao seu lado, Mazola transformou-se no diabo loiro e o milagre aconteceu: com gols de Mazola, Paulinho, Urias e Ivan, o Palmeiras virava para 6 x 5! "Milagre no Pacaembu!" gritava Édson Leite, testemunhando o que classificava de "o maior espetáculo que já vi no futebol". Só que com a máquina do Santos, o milagre duraria pouco. Pepe empatou o jogo e, logo depois, virou-o para 7 x 6.

10/01/1960 - PALMEIRAS 2 X 1 SANTOS - O Super-Campeonato.

Decisão do Campeonato Paulista de 1959. Terceira e decisiva partida contra o Santos. As duas primeiras tinham terminado empatadas, 1x1 e 2x2. Em campo, os elencos refletiam o equilíbrio do marcador: Dorval, Zito, Pagão, Pelé e Pepe contra Djalma Santos, Zequinha, Chinesinho e Julinho. Um festival de craques: treze dos 22 jogadores em campo já haviam vestido a camisa da Seleção Brasileira. O estádio do Pacaembu, naquele dia, 10 de janeiro de 1960, inchou de tanta gente, e os santistas riram primeiro, quanto Jair da Rosa Pinto - que anos antes jogara no Palmeiras - lançou Pelé que abriu a contagem. Mas o Verdão não se intimidou e o empate veio logo depois, com Julinho. A bola, chutada por Romeiro, espirrou em Formiga e sobrou para o ponta. Julinho vinha sendo a melhor opção de ataque do time palmeirense, que dominava o meio-campo com Zequinha e Chinesinho. A partir daí, o jogo se tornou mais ofensivo. Aldemar marcava Pelé - um duelo que se tornaria famoso e tempos depois faria o Crioulo eleger aquele zagueiro leal seu melhor marcador. O tempo corria e a torcida alviverde, que há nove anos não festejava um título paulista, temia pelo pior: a vitória santista na prorrogação. E então aconteceu, perto do final. Chinesinho aproximou-se da área com a bola dominada e desistiu de passá-la a Julinho, pois o ponta marcado de perto por Dalmo, estava isolado. Então, avançou sozinho e foi derrubado. Falta. Enquanto o goleiro Laércio orientava a barreira, Romeiro ajeitou a bola. Mãos na cintura, mediu a distância. Quase se podia ouvir sua respiração, no Pacaembu em silêncio, e soou forte o impacto violento de sua chuteira na bola, que subiu e desceu numa curva suficientemente ardilosa para tornar inútil o salto de Laércio. Quando a rede tremeu, tudo ficou verde. O invencível Santos não era mais invencível e o Palmeiras renasceu naquele dia. "Foi uma vitória da união", explicou o técnico Oswaldo Brandão, apontando para seus aplicados jogadores. Seus heróis.

19/05/1968 - PALMEIRAS 1 X 3 SANTOS - Exorcizando um fantasma.

O Santos foi quase onipotente na década de 60. Em 10 anos, venceu 8 campeonatos paulistas. Só não foi decacampeão por causa de um time: o Palmeiras. O Verdão foi campeão em 1963 (impedindo o tetra santista) e em 1966 (impedindo o tri santista). Em 1968, os santistas temiam que, naquele jogo decisivo em pleno Palestra Itália, o fantasma voltaria a aparecer. E a grande ameaça daquele time era Ademir da Guia, o maestro da Academia. O primeiro tempo foi morno e terminou em 0 a 0. Na etapa final o Palmeiras saiu na frente com China. O Santos, experiente, não se abalou. Empatou a partida aos 9 minutos com Edu. E a certeza da vitória veio aos 14 com uma jogada genial de Pelé. Com 2 x 1 no placar o Santos estava bem mais seguro. Aos 21 minutos, saiu o terceiro gol com Toninho. Era o fim de um fantasma que atrapalhou uma hegemonia total do Santos na década de 60.

05/07/1970 - SANTOS 2 X 0 PALMEIRAS - A volta dos tricampeões.

Terminada a Copa do Mundo de 1970, os olhos dos torcedores se voltaram para o Campeonato Paulista. E nada melhor que recomeçar com um grande clássico. Palmeiras e Santos se enfrentaram num domingo, 05 de maio no Morumbi, tendo seus jogadores tricampeões de volta. E eles não decepcionaram, principalmente os do Santos. Um gol em cada tempo. Aos 39 minutos, Edu fingiu bater direto uma falta na meia direita, mas abriu para Carlos Alberto. Um centro da linha de fundo, Manuel Maria errou o chute, a bola bateu em Ademir da Guia e entrou. O outro gol, aos 27 minutos do segundo tempo. Lima rolou a bola para Edu, livre pela esquerda. Edu andou e chutou de curva. Leão pensou - como todo mundo - que a bola ia cruzar em frente ao gol e saiu para cortar. A bola fez uma curva, passou por trás de Leão e entrou quase no ângulo. Na saída, a Polícia fez um cordão de isolamento em volta do ônibus do Santos. Todos queriam ver de perto seus jogadores e abraçar Pelé.

20/04/1974 - PALMEIRAS 0 X 4 SANTOS - Pelé comanda a goleada.

Enquanto fora das quatro linhas todos se preocupavam com "quando ele vai parar", dentro delas Pelé ia mostrando que um gênio não pára. Apenas se afasta um pouco, enquanto nos pensamentos dos torcedores ele continuará criando coisas maravilhosas como as deste jogo. Ele, com um passe magistral, se encarregou de romper todo o sistema altamente retrancado armado por Osvaldo Brandão e aos poucos foi destruindo o frágil time do Palmeiras. Um time covarde, no qual o próprio Brandão não acreditava. É bom que se diga: Pelé teve a ajuda dos técnicos Pepe (que se despedia) e Tim (que assumia); de Nelsi, um belíssimo jogador, e de outros. Depois disso, o homem que se "despedia" sentiu-se eufórico, riu muito nos vestiários, brincou com muita gente. Foi aclamado mais uma vez por uma massa incontrolável à saída do Pacaembu.

18/11/1979 - PALMEIRAS 5 X 1 SANTOS - Verdão Maravilha.

Telê Santana fazia ressurgir, em 1979, o futebol-arte no Palmeiras. E mais: fazia a torcida acreditar que os bons tempos da academia estavam de volta. Naquele clássico contra o Santos de 18 de novembro, o que se ouvia nas rampas do Morumbi ao final do jogo eram os gritos de "é campeão!". Era o reflexo do futebol empolgante alviverde. O Palmeiras fez cinco gols - e poderia ter chegado aos sete - assim como o Santos, não fosse a tarde de graça do goleiro Gilmar, também poderia ter feito uns três ou quatro gols. O Palmeiras abriu o placar logo aos 2 minutos com Polozzi, mas o segundo só sairia aos 45 do 1º tempo com Carlos Alberto Seixas. No segundo tempo, Juari descontou para o Santos aos 14. Um minuto depois César aumentou para o Verdão. Jorginho com mais dois gols, deu números finais ao clássico. O Palmeiras não goleou porque o Santos jogou mal. Longe disso. Foi um jogão de bola como um Palmeiras x Santos deve ser.

09/10/1983 - SANTOS 2 X 2 PALMEIRAS - Gol de juíz.

Um dos episódios mais folclóricos do futebol brasileiro. Palmeiras e Santos disputavam uma partida pelo Campeonato Paulista de 1983 e o Peixe vencia por 2 x 1. No final do jogo, Jorginho chuta forte contra o gol adversário, mas a bola, que iria para fora, desvia no árbitro José de Assis Aragão e entra no gol do Santos. Empate de 2 x 2 e muita reclamação por parte dos santistas.

02/06/1996 - PALMEIRAS 2 X 0 SANTOS - 100º gol e 21º título.

Na década de 60 era o Santos de Pelé que proporcionava grandes espetáculos e era campeão com ataques centenários. Mas o tempo passou e, no ano de 1996, o Palmeiras ressuscitou o futebol-arte e fez a melhor campanha de uma equipe na história dos Campeonatos Paulistas. A consagração veio na penúltima rodada num jogo contra o Santos. O time de Wanderley Luxemburgo  chegou ao final da competição ameaçado apenas pelo Santos, que era seu adversário naquela noite de 02 de junho de 1996, no Parque Antártica. Como o ataque já houvera marcado 99 gols, caberia ao autor do primeiro gol  a glória de marcar o centésimo. E o encarregado de ficar com a glória foi Luizão, logo aos 6 minutos do primeiro tempo. A jogada foi toda armada por Rivaldo, que bateu para o gol. No rebote do goleiro Edinho, Luizão completou para as redes: Palmeiras 1 x 0. A partir daí o Santos se comportou como mero coadjuvante na festa alviverde.  O Palmeiras ia tocando a bola e cozinhando o time da Baixada, a torcida alviverde ia fazendo a festa e os santistas já iam embora do estádio. Eles não viram o gol de Cléber, aos 37 do segundo tempo que fechou com chave de ouro uma campanha com 27 vitórias em 30 jogos, sendo a melhor do século no Paulistão.

23/05/1998 - SANTOS 2 X 2 PALMEIRAS - Virada e vaga na final da Copa do Brasil.

Em 1998 a parceira do Palmeiras, a Parmalat, novamente montou um grande time para retomar o objetivo de conquistar a Libertadores. O Verdão, comandado por Luiz Felipe Scolari (contratado um ano antes), chegava no segundo jogo da semi-final contra o Santos na Vila Belmiro, precisando reverter a situação. Afinal, o empate no primeiro jogo no Parque Antártica deixou a torcida receosa. O Santos saiu na frente com Viola logo aos 2 minutos de jogo. Oséas empatou aos 9 e Darci, já aos 7 do segundo tempo, virou para o Verdão. Argel ainda empataria no finalzinho do jogo, aos 47, mas não diminuiria a festa da torcida alviverde. Como o Palmeiras fez dois gols fora de casa, classificou-se para a final da Copa do Brasil contra o Cruzeiro.

04/06/2000 - SANTOS 3 X 2 PALMEIRAS - Uma virada que valeu como título.

O Santos já estava há 16 anos longe de uma decisão de Campeonato Paulista. Mas, em 2000, o Peixe conseguiu chegar a uma decisão em uma disputa emocionante com o Palmeiras de Felipão. O primeiro jogo da semi-final havia terminado empatado em 0 x 0. O Palmeiras tinha a vantagem do empate pela melhor campanha na primeira fase. Como o Palmeiras estava na disputa da Libertadores contra o Corinthians, a expectativa de todos era que Felipão entrasse com o time misto, como fizera no primeiro jogo. Mas ele surpreendeu e escalou o time principal. O Palmeiras teve o domínio em quase toda a partida e fez 2 x 0 com uma facilidade impressionante, com Argel e Euller. Restava ao Santos marcar 3 gols. E foi neste momento que, a torcida santista em maioria no Morumbi, começou a incentivar a equipe. Aos 23 do segundo tempo, o volante Eduardo Marques acertou uma bomba de fora da área e diminuiu para o Santos. A pressão continuou e o time de Felipão dava sinais de cansaço quando, aos 32, Ânderson Luiz empatou a partida. Eis que, com o tempo regulamentar já esgotado, um cruzamento na área do Palmeiras, Marcos se atrapalha com os zagueiros e Dodô, que vinha acompanhando a jogada, completou para o fundo do gol mesmo caído. A torcida alviverde não acreditava no que via. A do Santos, era só festa. O título depois não veio (perdeu a final para o São Paulo) mas aquela virada ficou na memória dos santistas.

Fonte da Imagem: Gazeta Press/Gazeta Esportiva

Fonte: Clássico é Clássico



 

 

Gol Olímpico, a origem

Autor: Adriano Fernandes - 02/10/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Cesário Onzari - Gol Olímpico

No dia 2 de outubro de 1924, mais de 30.000 pessoas testemunharam um feito que se transformou num marco do futebol argentino e mundial. Cesáreo Onzari, um ”interior” esquerdo que jogava no Huracán, marcou um gol diretamente da cobrança de um escanteio. Foi num amistoso entre Argentina e Uruguai, o então campeão olímpico. O gol inédito ficou marcado e, desde então, cada gol feito como “Onzari nos olímpicos” passou a ser denominado “gol olímpico” em toda a América e em alguns países da Europa.

O clássico do Rio da Prata teve sua importância ainda mais aumentada depois que o Uruguai conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris. Logo após a chegada dos uruguaios em sua terra natal, a Associação Uruguaia de Futebol organizou dois amistosos com a Argentina. O primeiro jogo foi realizado no dia 21 de setembro em Montevidéu e terminou empatado por 1 a 1. Uma semana depois, o segundo jogo foi disputado em Buenos Aires. O estádio do à época poderoso Sportivo Barracas tinha capacidade para 40.000 pessoas. No entanto, a expectativa gerada pela partida superou as expectativas e foram vendidos 42.000 ingressos. Com os convidados, sócios e afins, o número de presentes no estádio chegou a quase 60.000. Assim, o jogo começou com muita gente na beira da linha lateral. Com apenas quatro minutos de jogo, o árbitro da partida decidiu suspender a partida. Houve incidentes de violência e alguns feridos.

Uma nova partida foi marcada para o dia 2 de outubro, com algumas medidas de segurança. Entre elas, cercar o campo com um alambrado de um metro e meio de altura, diminuir a quantidade de ingressos à venda e aumentar o preço das entradas. Com isso, o público estimado ficou em 30.000 pessoas.

Onzari anotou o mítico gol aos 15 minutos do primeiro tempo. Cea empatou para os uruguaios aos 29 e Tarasconi fez o segundo para os argentinos aos oito minutos do segundo tempo. A Argentina ganhou por 2 a 1, mas o jogo não acabou porque a equipe uruguaia se retirou do campo faltando quatro minutos para o término da partida. Os argentinos acusaram os uruguaios de jogo violento, do qual foi vítima Adolfo Celli, que sofreu uma fratura na tíbia e na fíbula. Os uruguaios também reclamaram, mas da falta de educação do público presente no estádio, que atirou pedras e garrafas nos jogadores. O uruguaio Héctor Scarone deu um chute num policial e foi parar na delegacia.

O curioso nessa história é que até junho daquele ano não eram permitidos gols marcados diretamente da cobrança de escanteio. A regra foi modificada pela International Board, órgão que define as regras do futebol, no dia 14 de junho de 1924. E segundo relatado pelo árbitro da partida, a mudança na regra ainda não chegara ao conhecimento da Associação Uruguaia. No entanto, um jornal da época assinalou que a mudança já era conhecida há 15 dias pelos dirigentes do futebol argentino. Portanto, o gol foi validado sem que o árbitro conhecesse a mudança na regra.

Por Alexandre Anibal

Fonte da Imagem: Ferozes FC 

Fonte: Ferozes FC



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