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Blog Memória Futebol


O artilheiro Bife, o maior do Mato Grosso.

Autor: José Renato - 23/03/2015   Comentários Nenhum comentário

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Nascido na cidade paulista de Vera Cruz, José da Silva Oliveira era filho de uma “marmiteira”. Com 12 anos, já morando em Aquidauana, no Mato Grosso, cabia a ele entregar as “quentinhas” para os soldados de um quartel perto da casa da família. Eram quase 150 por dia. Quase que diariamente sempre havia alguma reclamação sobre a ausência de bife em algumas delas. Após certa pressão, o menino acabou confessando o “crime”. A mãe quase perdeu os clientes, quanto ao menino, ganhou o apelido de Bife. Foi com este nome que ele marcou história no futebol brasileiro. O começo foi em 1968 no LS de Campo Grande, equipe do futebol amador, onde se destacou por marcar muitos gols. Seu primeiro contrato profissional foi com o Operário de Várzea Grande em 1971. Foi vice-campeão logo no seu primeiro ano e bicampeão nos anos seguintes, 1972 e 1973. Seus gols chamaram a atenção do Atlético Mineiro, do técnico Tele Santana, que contava com ele para substituir o atacante Dario, o Peito de Aço, em 1974. Destacou se em alguns coletivos, até que foi abordado por um dirigente do Galo, quanto à necessidade de mudar seu nome. Segundo ele, “... não fica bem o Atlético ter no seu time um jogador com nome de carne de vaca...”. Bife não deixou por menos e respondeu: “....gosto do meu apelido e não vou muda-lo por nada neste mundo...” Resultado: foram apenas 10 dias no Atlético. Acabou no Comercial de Campo Grande para participar do Campeonato Brasileiro de 1975. Em 1976 foi contratado para atuar no maior rival do Operário, o Mixto. Viveu grandes momentos na equipe de Cuiabá. Muito habilidoso e artilheiro, Bife sempre foi sondado para sair de Mato Grosso, mas seu temperamento nunca ajudou muito. Em 1978 foi emprestado para atuar no campeonato paulista pelo São Bento de Sorocaba, do técnico João Avelino. Após boas atuações, foi dada como certa sua ida para a Portuguesa, na época do técnico Osvaldo Brandão. No meio de um treino foi informado que posteriormente falaria com um representante da equipe paulistana. Grande foi sua surpresa ao ser abordado pelo presidente do XV de Piracicaba, Romeu Ítalo Rípoli, que o intimou: “... a partir de hoje, você é jogador do XV...” Bife não gostou do comportamento do dirigente e respondeu: “...tenho nome de carne de animal, mas sou gente, sei conversar...”. Chegando a cidade de Piracicaba, a conversa virou em discussão. Resultado: em 1979 já estava de volta ao Mixto. Foi bicampeão estadual em 1979 e 1980. Seu futebol refinado estava em alta e atraiu o interesse do Futebol Clube do Porto, para onde foi emprestado. Após fazer uma boa temporada de 1980/1981, foi procurado por dirigentes portugueses que desejavam sua contratação em definitivo. Sua proposta foi alta, e para a sua surpresa, aceita. Foi quando uma ligação do dirigente do Mixto o fez largar tudo e voltar para Cuiabá. Ainda chegou a atuar no Belenenses, mas já em 1983, estava de volta ao Operário de Várzea Grande que pretendia recuperar a hegemonia no estado, novamente após uma polêmica contratação junto ao grande rival da capital. 1983 foi seu último grande ano, artilheiro e campeão do campeonato estadual pela equipe tricolor. Seus últimos anos no futebol foram marcados por contusões e muitas situações de indisciplina, sobretudo, envolvendo bebida. O maior artilheiro da história do maior estádio de Mato Grosso, o Governador José Fragelli – o Verdão, com quase 100 gols marcados, parou de atuar como jogador em 1987. Bife foi um craque caseiro como tantos outros que fazem de sua cidade ou estado, seu mundo.

 

 

O belo Rosemiro, o homem de muitos pulmões.

Autor: José Renato - 16/03/2015   Comentários Nenhum comentário

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Nascido na cidade de Belém em 22 de fevereiro de 1954, Rosemiro Correia de Souza começou no futebol jogando na Tuna Luso Brasileira. Embora tivesse uma baixa estatura, 1,67 metros, e apenas 61 quilos, seu vigor físico impressionou muito e logo foi contratado pelo Clube do Remo. Suas atuações na equipe azulina chegaram a causar estranheza. Como poderia um jogador tão franzino, correr tanto? Além disso, era raro, naquele tempo, ver um lateral avançar tanto para o ataque. Por conta disso passou a ser escalado também como ponta direita. Ainda com 19 anos, já titular, conquistou o estadual de 1973, o que repetiria em 1974 e 1975. Embora fosse tricampeão paraense ainda era “remunerado” com apenas uma ajuda de custo, o que o colocava ainda como amador. Por conta disso foi convocado para a seleção olímpica que conquistou o Pan Americano de 1975 e o Pré Olímpico de 1976. Apesar de ter sido convocado como lateral direito, Rosemiro atuou como ponta direita titular em uma seleção que contava com o goleiro Carlos, Batista, Edinho e Claudio Adão, dentre outros. Passou a ser pretendido por grandes clubes e acabou contratado pelo Palmeiras em 1976. No alviverde fez história, sendo campeão paulista logo em seu primeiro ano no clube, sua quarta conquista consecutiva, ao ser lançado pelo técnico Dino Sani. No começo chegou a dividir a titularidade com Valdir, mas logo passou a ser absoluto na posição. Sua, digamos, “falta de beleza”, era motivo de muita brincadeira por parte dos colegas e de muitos jornalistas. A verdade, no entanto, é que em campo Rosemiro era um dos pulmões de uma das grandes equipes do futebol brasileiro. Formou juntamente com Edu, um setor direito que marcou história. Protagonizou duelos históricos com Zé Sérgio, ponta esquerda tricolor. Vice-campeão brasileiro em 1978, conquistou a Bola de Prata, tradicional prêmio promovido pela revista Placar. Titularíssimo no grande Palmeiras formado pelo Mestre Telê Santana em 1979, segundo muitos, foram as características de Rosemiro que levaram o técnico a convocar Leandro para ser o lateral da seleção brasileira em 1982. A saída de Telê para o seleção, em 1980, acabou provocando um desmonte da equipe alviverde, o que provocou a saída de muitos de seus principais jogadores. Por conta disso, após 300 jogos com a camisa alviverde, foi contratado pelo Vasco da Gama em 1981. Ajudou a equipe da cruz de malta a interromper a hegemonia do tricampeão Flamengo, ao conquistar o titulo de campeão carioca de 1982. Rosemiro foi um atleta exemplar e muito disciplinado, daqueles que é chamado como “de grupo”. Atuou até 1990.



 

 

Um centroavante do barulho, Beijoca.

Autor: José Renato - 09/03/2015   Comentários Nenhum comentário

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A tranquilidade, algo marcante nos baianos, certamente passou bem longe de um deles, Jorge Augusto de Aragão, o Beijoca. O apelido veio por conta de uma boneca da sua irmã que tinha este nome. Começou no futebol batendo bola nos campos do tricolor da “Boa Terra” ainda no final dos anos 1960. Ainda com 16 anos, fez parte do elenco da equipe que conquistou o estadual de 1970. Sem espaço e já com certa propensão a problemas, foi emprestado. Ao final de cada ano, voltava ao Bahia e era informado que não teria oportunidade no Tricolor. Esta rotina aconteceu até o começo de 1975, quando resolveram testá-lo na equipe que buscava o tricampeonato estadual. Beijoca não só ficou, bem como foi um dos grandes responsáveis por aquela conquista. Não acostumado a se dedicar aos treinos, sempre teve uma vida boemia. Costumava sair dos bares de Salvador diretamente para o jogo, independentemente da importância da partida. Foi o que aconteceu justamente no dia da final do estadual de 1976, frente o maior rival, o Vitoria. Após a primeira partida da final vencida por 2 a 1 pelos tricolores, com um gol de Beijoca, Orlando Fantoni, o técnico tricolor resolveu concentrar os jogadores. Só não encontrou Beijoca, que tinha sido visto pela ultima vez, apenas no vestiário após a partida. Mandou alguns de seus assessores procurarem o atacante na região boemia da cidade. Beijoca foi encontrado totalmente embriagado por volta das 4:00 em condições que beiravam a de um coma alcóolico. Descartado para a final, coube aos atletas o carregarem para a cama. Um pouco depois do almoço, do dia do jogo, eis que ele se juntou ao elenco. Já de banho tomado e com forte cheiro de álcool, foi informado que não jogaria. De imediato ele se levantou e apontando o dedo para Fantoni afirmou: “Vou jogar e marcar o gol da vitória.” Os dirigentes alertaram que aquela seria a ultima partida dele com as cores do Bahia. Pegou a camisa 9 vestiu e se dirigiu ao ônibus, e já que seria seu ultima partida, levou uma garrafas de cerveja com ele. Pois bem, em 22 de agosto de 1976, o Bahia conquistou o tetracampeonato baiano ao vencer por 1 a 0 o Vitória com um gol de Beijoca, de beijinho. Virou Mito. Trombador, sem preparo físico de atleta, gordo, com graves problemas de alcoolismo, mas fazedor de gol. Foi o maior artilheiro da equipe nas conquistas estaduais dos anos seguintes, 1977 e 1978. Já com fama nacional foi contratado pelo Flamengo. O inicio das negociações entre rubro-negros e tricolores começaram envolvendo um novo problema envolvendo o artilheiro. Durante uma noite de farra, Beijoca tinha sido preso em uma “casa de conveniência”. Por conta disso, sua chegada a equipe carioca foi adiada. Ele acabou se unindo ao grupo já no avião que iria levar a equipe à Espanha, para a disputa do Torneio Ramon de Carranza. No avião, resolveu beber algo para relaxar... resultado, apalpou uma aeromoça. Coube ao comandante do avião exigir sua retratação, caso contrário, iria denunciar toda a delegação rubro-negra a polícia espanhola. Desculpas dadas, foi possível o desembarque do Flamengo sem maiores problemas. Sua estreia com a camisa rubro-negra, não poderia ter sido melhor. Em 25 de agosto de 1979 na vitória por 2 a 1 frente o grande Barcelona, quem diria? O fim da aventura de Beijoca no Rio de Janeiro aconteceu na partida frente ao Palmeiras no Maracanã, no dia 9 de dezembro, válida pelas quartas de finais do campeonato brasileiro daquele ano, e vencida por 4 a 1 pela equipe paulista do técnico Tele Santana, em uma das maiores atuações de uma equipe sob seu comando. Beijoca entrou em campo e em pouco mais de um minuto, largou uma cotovelada no meia campista Mococa e deu um soco no atacante Baroninho, sendo expulso em seguida. Jamais voltou a vestir a camisa do Mengão. Depois disso, voltou a defender as cores de mais de 10 equipes, sendo campeão aqui e ali, e sempre marcando gol e criando confusão. Parou de jogar futebol em 1990 e depois de algum tempo, deixou de lado também a bebida ao ser tornar evangélico. Beijoca foi, o que muitos jogadores são hoje.



 

 

Jacozinho, o parceiro sergipano de Maradona.

Autor: José Renato - 02/03/2015   Comentários Nenhum comentário

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Sergipano da pequena cidade de Gararu, Givaldo Santos Vasconcelos fez história no futebol brasileiro. Afinal quem pode afirmar que após substituir Falcão, recebeu um passe de Maradona, driblou o goleiro e marcou um gol no Maracanã. Pois é... este tal Givaldo, ficou para a história com o nome de Jacozinho. Ponta esquerda muito rápido e com grande habilidade começou no futebol defendendo o Vasco de Aracaju. Após disputar o campeonato brasileiro pelo Sergipe, foi contratado para atuar no CSA de Alagoas. Foi tetracampeão estadual com a equipe alagoana em 1980, 1981, 1982 e 1984, e vice-campeão brasileiro da segunda divisão em 1980, 1982 e 1983. Virou ídolo e passou a ganhar nome nacionalmente graças às reportagens divertidas do repórter Marcio Canuto para o Globo Esporte. Era sempre muito divertido acompanhar as histórias do folclórico Jacozinho. Dentro de campo, jogadas mirabolantes, fora dele, “causos” como o do seu carro, um fusca apelidado de Maestro pelo fato de ter um “conserto” em cada esquina. Até mesmo o técnico da seleção brasileira, Evaristo de Macedo, chegou a ser questionado sobre uma eventual convocação. Mas algo ainda mais marcante aconteceria em 12 de julho de 1985. Após cerca de dois anos na Itália, onde jogou na Udinese, Zico retornaria para o Flamengo em um amistoso frente a uma seleção de seus amigos. Apesar de sequer conhecer o Galinho, Jacozinho acabou arrumando uma vaga no banco de reservas do selecionado comandado pelo técnico Telê Santana. O Flamengo já vencia por 3 a 0, quando foi levantada a placa, com o número 13, que indicava a entrada de Jacozinho no lugar de Falcão. O mais inusitado ainda estaria por vir. Pouco minutos depois, Maradona dominou a bola no meio do campo e lançou Jacozinho, que passou por trás da zaga rubro negra, deu um “drible da vaca” no goleiro Cantarelli e tocou a bola para o gol vazio. Um golaço comemorado por toda a torcida, inclusive a do Flamengo, talvez a primeira vez (e única) por um gol sofrido. No dia seguinte, por mais paradoxal que possa ser o retorno de Zico foi deixado em segundo plano. As manchetes eram todas para Jacozinho. Procurado pelo América do Rio de Janeiro, acabou contratado pelo Santa Cruz. Campeão pernambucano em 1986, voltou para o CSA em 1987. De lá continuou sua carreira por dezenas de equipes de pequeno porte. Viveu com esplendor seu auge, sem pensar no futuro. Um dos mais claros exemplos do que acontece com grande parte dos jogadores de nosso futebol.



 

 

Careca, o melhor em 40 anos

Autor: Adriano Fernandes - 05/10/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

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Antonio de Oliveira Filho, o Careca, nasceu em Araraquara, em 5 de outubro de 1960. A razão do seu apelido é que ele era fã do palhaço Carequinha.

Ele é considerado, ao lado do santista Coutinho, o melhor centroavante brasileiro de 1960 para cá. Técnico, hábil, Antônio de Oliveira Filho, o Careca, foi campeão brasileiro pelo Guarani logo em sua primeira temporada como profissional, em 1978. Tinha, então, 17 anos de idade e foi vital para a conquista do título.

No primeiro jogo da final, contra o Palmeiras, no Morumbi, provocou o goleiro Leão, que o agrediu por trás. O pênalti foi marcado, e Leão, expulso. Careca cobrou sem chances para Escurinho, jogador de linha improvisado como goleiro. No jogo decisivo, Gilmar estava no gol palmeirense, e Careca marcou o gol da vitória por 1 x 0, em Campinas.

A partir daí, em cinco anos como profissional do Bugre, chegou a exatos 109 gols. Em janeiro de 1983, quando ainda se recuperava de uma contusão no joelho que o tirou do Mundial de 82, Careca mudou-se para o São Paulo. Devido a problemas físicos, demorou a se adaptar. Mas, quando o fez, retribuiu a paciência da torcida tricolor com títulos e muitos gols.

Mais precisamente 114, entre as vitoriosas campanhas dos Campeonatos Paulista de 1985 e Brasileiro de 1986. Nesse último, a final foi justamente contra o Guarani, time que o revelou e vencia a prorrogação por 3 x 2 até o último minuto, em Campinas. Foi quando Careca acertou um tiro fulminante e salvador, de esquerda (ele é destro), e levou a decisão para os pênaltis. Errou a sua cobrança, mas os companheiros fizeram o suficiente para garantir a vantagem (4 x 3) e levar o título nacional daquele ano.

No Napoli, onde jogou de 1987 a 1993, Careca foi uma espécie de vice-rei do argentino Diego Maradona. Juntos, eles conquistaram um Campeonato Italiano e uma Copa da Uefa. Antes de encerrar a carreira, Careca ainda encontrou tempo para levar o Kashiwa Reysol, do Japão, à primeira divisão e jogar pelo menos algumas partidas pelo Santos, seu time do coração. Ainda bateu uma bola com o ex-companheiro Edmar em seu próprio clube, o Campinas.

Careca só não teve muita sorte, mesmo, em Copas do Mundo. Cortado por contusão em 1982, ele tinha tudo para estourar em 1986, no México. No jogo contra a Irlanda, Careca e Zico, que voltava de uma séria contusão, começavam a exibir um ótimo entrosamento. Mas o Brasil tropeçou contra a França, justamente depois de Careca abrir o placar. Ele acabou vice-artilheiro daquele Mundial, mas ainda teria a chance de se consagrar em 1990, na Itália.

Era o titular e a esperança de gols brasileira, mas depois do primeiro jogo decepcionou. O medíocre time de Lazaroni também não ajudou muito, e o Brasil foi eliminado logo nas Oitavas-de-final, pela Argentina de Maradona. Careca ainda jogaria três anos pela Seleção, até abandonar o grupo nos preparativos para o Mundial de 94. Ele sabia que seu melhor momento já havia passado e preferiu sair de cena.

 

Prêmios

            Bola de Prata: 1982 e 1985

            Bola de Ouro: 1986

Artilharias

            Campeonato Paulista: 1985 - 23 gols

            Campeonato Brasileiro: 1986 - 25 gols

 

Títulos

Guarani

            Campeonato Brasileiro: 1978

            Campeonato Brasileiro Série B: 1981

São Paulo

            Campeonato Paulista: 1985 e 1987

            Campeonato Brasileiro: 1986

Napoli

            Copa da Itália: 1987

            Campeonato Italiano: 1987 e 1990

            Copa da UEFA: 1989

            Supercopa Italiana: 1990

Brasil

            Copa América: 1989

 

 

Fonte da Imagem: Blog do Trio

Fonte:  UOL Esporte

            CDN Madeira Clube de Campeões



 

 

Sport Club São Paulo

Autor: Adriano Fernandes - 04/10/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Sport Club São Paulo

O mais completo trabalho de documentação em mais de 100 anos de história foi escrito pelo jornalista rio-grandino Willy Cesar no livro Um século de Futebol Popular que se encontra em fase de impressão. Tendo em vista este extenso levantamento inédito, o texto abaixo será atualizado conforme alguns ajustes e sugestões a partir do caminho que será aberto pela publicação do livro.

Adolpho Corrêa, Bartholomeu Casanova, Hermenegildo Bernardelli, José Cuchiara, Antônio Furlanetto e outros, juntamente com o jovem Alexandre Lempek, com apenas 17 anos, poderiam imaginar que na atitude de fundar um clube de futebol popular na cidade do Rio Grande, chegasse ao Centenário.

A plêiade de jovens entusiastas do novel esporte introduzido no início do século por alemães e ingleses, levou ao prolietariado formado por filhos de imigrantes portugueses, italianos e poloneses, na sua maioria funcionários da Viação Férrea do Rio Grande do Sul (VFRGS) o desejo de participar na prática do futebol. Impedidos de participar pela elite que dominava o comando do então jovem Sport Club Rio Grande, restava-lhes assistirem os treinamentos na saída das oficinas onde trabalhavam. Eis que na primavera de 1908, quando assistiam um dos treinamentos, viram que num chute mal dado a bola foi parar nas macegas do campo que era fronteiro ao cemitério local. O menino Alexandre Lempek, ajudante de ajustador foi escalado pelos mais velhos a ficar de plantão, na torcida de que o precioso objeto importado fosse esquecido. Terminado o treino, não deu outra a bola perdida foi recolhida e entregue aos jovens idealistas, que às 14h do dia 4 de outubro de 1908, em um terreno a Rua Rheingantz, fronteiro ao Cemitério Católico, que pertencia a Companhia Auxiliar de Estradas de Ferro do Brasil, fundaram o Sport Club São Paulo.

Início difícil, mas já em 1916 nascia o primeiro título municipal, ao qual se somou a mais 23 durante a existência das competições citadinas, tão emocionate, a nova geração não conheceu. Na década de 20 surge o filho de imigrantes italiano Guerino Sartori, o grande Pé de Ouro com ele o time da Linha do Parque inicia a série do heptacampeonato, culminando com o título Gaúcho de 1933. Título este, conquistado sob a liderança do Capitão Valentin Martinatto e do craque Darcy Encarnação.

As acomodações do estádio já estavam se tornando pequenas, oi velho pavilhão de madeira já não mais suportava a imensa legião de torcedores, o Rubro-verde já era o clube mais popular da cidade. Liderados pelo saudosos Dr. Newton Azevedo, Engº João Rocha e abnegados, inaugura o atual pavilhão social na década de 1940.

Clubes do Rio e São Paulo começaram a iluminar os seus estádios, então é inaugurado, em 1954, o primeiro sistema de iluminação do Sport Club São Paulo. Os postes foram confeccionados de trilhos de trem, gentilmente cedidos pela administração da VFRGS que era quase que na sua totalidade sampaulina.

Aproximava-se o cinquentenário e a dupla Aldo Dapuzzo e Nelson Dionello foram escalados para administrarem o então Caturrita. A conquista do bi-campeonato de 1958-1959 trouxe imensa alegria a nação rubro verde. A façanha de conquistar o título no cinquentenário, só o nosso São Paulo conseguiu. O esquadrão de 58, liderados por Ferrinho, José, Sanchez, Jesus Réquia, o grande Celso e outros diferenciados atletas ajudaram a escrever parte da nossa vitoriosa história.

O início da década de 60 foi de preocupação para a família sampaulina na área do futebol, o clube não se preparou para as mudanças que estavam ocorrendo no futebol gaúcho, à partir de 1961 promovidas pela então Federação Rio-grandense de Futebol, mas não se descuidou do patrimônio, pois foram inauguradas as arquibancadas da Rua América. Mas em 1968, sob a presidência de Idelfonso João Poester Sobrinho, tendo no comando técnico Nei Amado Costa e um esquadrão de respeito onde Aldo Bernardes foi o grande goleador, o Leão do Parque conquistou o vice-campeonato da então Divisão de Acesso e garantiu vaga para o Campeonato Gaúcho, juntando-se aos co-irmãos a elite do futebol gaúcho. Dentro desta década, foi muito festejada pela nação sampaulina, o início da conquista do octacampeonato citadino, 1966-1973.

Jovens ardorosos sampaulinos chegam ao clube, liderados por Pedro Paulo Valente que assume a presidência em 1970, o clube conquista o seu segundo título estadual, o de Campeão Gaúcho da Segunda Divisão em memorável disputa com o Ypiranga de Erexim, à época escrito com x, onde os comandados de Lenir Ferreira venceram o poderoso rival, onde o capitão Flávio Salles comandava a defesa e Jader e Nilo se encarregavam na marcação dos gols.

Está década estava escrita como sendo a de afirmação do São Paulo no cenário estadual e nacional. Em 1977 foi inaugurado o moderno sistema de iluminação na gestão de Jovino Mansan, em 78 e 79 foram realizadas todas as obras de infra-estrutura no estádio, como vestiários, refeitório, e as monumentais arquibancadas conforme cronograma acertado com os presidentes Rubens Hofmeister, Renato Lempek (1978) e Edemir Ribeiro (1979). O terceiro lugar no Gauchão e a participação no Campeonato Nacional – Copa de Prata foram os destaques esportivo, sob a liderança do técnico Ernesto Guedes, atletas como Sérgio, Antônio Carlos, Luiz Carlos, Tadeu e Paulo Barroco, Paulo Ferro, Motor, Astronauta e Valdir Lima, Toquinho Romário e Lettieri encantavam e lotavam o nosso estádio. Festejamos aqui o nome do ex-patrono Aldo Dapuzzo, onde através do seu trabalho e dedicação, liderou todos os movimentos de melhorias enquanto teve saúde.A Copa de Ouro, antigo Campeonato Brasileiro da série A, em 1980 foi extasiante para a Nação Sampaulina, corrigidos os rumos de início de campeonato, a direção liderada por Valdomiro Lima foi buscar novamente o técnico Ernesto Guedes, cujo retorno foi marcado pelo jogo contra o CR do Flamengo, comandado por Zico o rubro negro carioca viu o Leão do Parque realizar uma grande partida, cujo empate em zero a zero foi festejado pelos principais jornais do Rio de Janeiro. Naquela equipe destacavam-se Carlão, Paulo César Tatu, Néia e o rio-grandino Almir.

Marco Eugênio foi o técnico escolhido por Domingos Escovar que comandou o futebol em 1981 sob a presidência de Renato Lempek, outro ano de gala para a torcida rubro verde. Neste ano, o Leão foi o quarto colocado no Campeonato Gaúcho, realizou uma viagem vitoriosa a Colômbia, Equador e Venezuela, conquistou a Copa Governador do estado e disputou o Campeonato Nacional , que se chamava Copa de Prata.

O ano de 1985 reservava grandes surpresas e alegrias para o nosso São Paulo, disputando a Segunda Divisão, o clube foi convidado para disputar a Copa Sesquicentenário da Revolução Farroupilha. Jamais seus organizadores poderiam imaginar que o São Paulo chegaria ao título, disputando com as equipes principais de Grêmio e Internacional Sob a presidência de Ernani Freire, tendo no comando técnico Jaime Schimidt e o prof. Pedro Pepe, jogadores rio-grandinos como Nando, Paulo Barroco e Luizinho.

Nos 80 anos do Leão do Parque em 1988 o hino do clube foi oficializado, através de concurso realizado, que constava da programação de aniversário, cuja vencedora foi a senhora Raquel Rodrigues de Farias. Início da década  de 90, mais precisamente em 91 o Conselho Deliberativo do clube se mobiliza e convida Manoel Jorge Feijó da Silva para assumir o comando Rubro-verde, o ex-presidente Francisco Borges assume o comando do futebol e o técnico Francisco Neto, o Chiquinho, é contratado com a missão de trazer o clube ao convívio da Primeira Divisão. Uma equipe de jogadores foi trazida de fora das fronteiras do nosso Rio Grande, mas foi nos pés de Toquinho, que retornava ao São Paulo, que em um jogo memorável em Bagé, onde aquela cidade não esperava uma imensa presença de torcedores rubro-verdes, o São Paulo venceu e voltou classificado para o Gauchão de 1992.

Já no início do novo século, a diretoria comandada por Egas Schowshow foi buscar uma parceria junto com o já conhecido e amigo do clube Ernesto Guedes, retornando em 2001 a elite do futebol gaúcho. O São Paulo permaneceu na elite até o ano de 2002, quando novamente foi rebaixado à Segundona Gaúcha.

Com a proximidade do centenário, comemorado em 2008, uma comissão formada por ex-presidentes e torcedores autênticos, começou a trabalhar na confecção da programação. Foi nas reuniões semanais da Comissão do Centenário que foi estruturada a nova composição do Conselho Deliberativo, o I Simpósio do Leão do Parque – Planejamento Estratégico foi realizado no  Salão Nobre do Colégio Marista São Francisco, começava a se chegar a Comissão o empresário Ivo Artigas Costa, convidado pela presidente do Conselho Deliberativo Mirim Fritzen. Através de uma radiografia que foi realizada, pode-se avaliar a situação real que o clube se encontrava. Coragem não faltou a Ivo Artigas, que aceitou comandar o clube no ano do Centenário e com tantos problemas a serem sanados. Imprimiu. ele uma administração diferente, a partir do trabalho com profissionais remunerados.

Através dos bons resultados iniciais dentro do campo, com o quarto lugar na Segundona Gaúcha de 2008 e 2010, a auto-estima do torcedor foi recuperada, o estádio Aldo Dapuzzo, já desacostumado com as multidões, volta ao seu colorido habitual do século passado e todos aqueles torcedores que sempre carregaram as cores em seus corações retornaram, assim como essa paixão foi amplamente germinada em torcedores mais jovens e de novos habitantes da cidade com a criação do Pólo Naval. Esta nova fase inaugurada pelo centenário do clube representa uma grande retomada que está em curso no presente momento e tem gerado bons frutos a partir de boas campanhas na Segundona Gaúcha e em outros campeonatos disputados e da formação de equipes competitivas.

A motivação para tudo isso tem explicação: uma das maiores torcidas do interior do Estado tem permitido excelentes médias de público nos jogos. Essa mesma torcida, popular, histórica, grande e formada por todos nós, é a que carrega este clube em momentos muito difíceis e continuará sendo o pulso deste Leão do Parque.

Fonte da Imagem: Site São Paulo RS

Fonte: Site São Paulo RS



 

 

O Campeão da última Taça Brasil

Autor: Adriano Fernandes - 04/10/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários 1 comentários

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JORNAL "A GAZETA ESPORTIVA": O Botafogo conquistou a X Taça Brasil, vencendo na tarde de ontem o Fortaleza, no Maracanã, por 4 a 0, depois de já estar mandando no placar na etapa inicial. (...) O Botafogo dominou amplamente a partida e mereceu o resultado. O Fortaleza jogou completamente na retranca e mostrou que não tinha nenhuma possibilidade de vencer. (Publicado na edição do dia 05/10/1969)

RESUMO: A Taça Brasil de 1968, décima e última edição do torneio, foi marcada por um longo adiamento, devido a um impasse entre Botafogo e Metropol nas quartas de final da disputa que dava ao seu campeão uma vaga na Taça Libertadores da América de 69. Após quatro meses de atraso, o Botafogo sagrou-se campeão ao bater o Fortaleza. A Taça foi dividida em duas fases, com os atuais campeões e vices dos estaduais do Rio de Janeiro e São Paulo já garantidos na fase final. Os demais duelavam em uma primeira fase dividida em três zonas, cada uma com seu regulamento próprio e seu campeão classificado para a fase final.

FICHA TÉCNICA DA FINAL

BOTAFOGO 4 X 0 FORTALEZA 

Data: 04/10/1969 

Local: Estádio do Maracanã 

Renda: NCr$ 34.006,75 

Público: 13.588

Árbitro: Gualter Portela Filho

Gols: Roberto, Ferreti (duas vezes) e Afonsinho (BOT)

BOTAFOGO: Cao; Moreira, Chiquinho Pastor (Leônidas), Moisés e Valtencir; Carlos Roberto (Nei Conceição) e Afonsinho; Rogério, Roberto, Ferretti e Paulo César. Técnico: Zagallo

FORTALEZA: Mundinho; William, Zé Paulo, Renato e Luciano Abreu; Joãozinho e Luciano Frota; Garrinchinha, Lucinho, Erandir (Amorim) e Mimi. Técnico: Gilvan Dias

Fonte da Imagem: Botafogo em Debate

Fonte: Gazeta Esportiva



 

 

Roberto Perfumo

Autor: Adriano Fernandes - 03/10/2013 Categoria: Adriano Fernandes   Comentários Nenhum comentário

Roberto Perfumo

O diretor das categorias inferiores do River não via em Perfumo um jogador de futuro. O garoto de 17 anos era alto (1,80 m, o que é bom para a posição de zagueiro), mas, para Renato Cesarini, o jogador era magro demais e tinha as pernas tortas.

Perfumo não se deixou abater por tal avaliação. Seu bom domínio de bola, aliado a uma apurada visão de jogo, chamou a atenção do Racing, que o contratou em 1961, quando ainda atuava nas categorias de base. Sua estreia na elite do futebol aconteceu em janeiro de 1964, em Santiago (CHI), diante do Flamengo. Surgia então um dos maiores zagueiros centrais da Argentina.

No auge da fama, o jogador chegou ao Cruzeiro. Titular absoluto da seleção de seu país, Perfumo fora convocado também para a seleção da Fifa, o que lhe garantia um respeito extra.

Elegante ao tratar os fãs, utilizava o mesmo predicado na grande área, onde reinava soberano. A boa impulsão fazia dele um zagueiro quase perfeito, já que a colocação e a técnica lhe davam a facilidade de evitar ao máximo o perigo de gol.

Apesar de ter atuado com a camisa cruzeirense na década de 70, não chegou a participar da campanha do título da Copa Libertadores, em 1976, pois já havia retornado para a Argentina. Mas, jogando por equipes de seu país, ganhou o campeonato sul-americano, um Mundial e três campeonatos nacionais.

Com a experiência que acumulou nos gramados ao longo da carreira, Perfumo chegou a trabalhar treinador e atualmente é comentarista de futebol num canal de televisão e colunista do jornal Olé.

Fonte da Imagem: El Grafico

Fonte: UOL Esporte



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