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Um craque único, o grande Rubens Feijão

Autor: José Renato - 06/04/2015   Comentários Nenhum comentário

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Rubens de Jesus nasceu na cidade paulista de Taubaté em 09 de maio de 1957. Começou a jogar nas ruas e logo chamou sua atenção por seu perfil elegante de dominar a bola. Passou a atuar nas equipes juvenis do Burro da Central, o Esporte Clube Taubaté. Ainda amador, em 1975 foi convocado para representar a cidade nos Jogos Abertos do Interior que seriam realizados na cidade do Guarujá. Visto por um olheiro, foi convidado para fazer testes no Santo Futebol Clube. Lá conheceu Chico Formiga que tratou de trazê-lo ao alvinegro da Vila Belmiro. Foi nesta época que ganhou o sobrenome “Feijão”, uma mistura do seu gosto por feijão e da sua cor morena, o que talvez tenha chamado mais a atenção de muitos torcedores do que a qualidade de seu futebol, o que é uma grande injustiça, pois sempre foi um baita jogador. Lançado por Oto Glória, logo em sua estreia como titular nos profissionais, no dia 25 de setembro de 1977, em clássico frente o Palmeiras, marcou gol, o que fez com que fossem inevitáveis as comparações com o Rei Pelé. Aliás, chegou a atuar com Ele em sua despedida definitiva do futebol, uma semana depois, em 1° de outubro, frente ao Cosmos. Com a promoção de Formiga para o cargo de técnico da equipe principal em 1978, passou a fazer parte da primeira geração dos meninos da vila com Pita, Juari, João Paulo, Nilton Batata e tantos outros. Esta equipe marcou historia ao conquistar o titulo paulista daquele ano, o primeiro depois da saída do Rei. Por conta de sua deficiência em marcar e da grande concorrência no meio campo santista, passou muito tempo no banco de reservas, como talismã que entrava em campo no segundo tempo para fazer gols, o que aconteceu com certa frequência. Sua presença no time principal passou a ser mais efetiva em 1979 e 1980, quando foi vice-campeão paulista. Sua habilidade e fama de goleador atraiu a atenção de Castor de Andrade, patrono do Bangu, que de forma surpreendente o contratou para disputar o campeonato carioca de 1981. Lá viveu seu grande momento no futebol. Feijão foi o grande destaque, e artilheiro com 15 gols marcados, daquela equipe que acabou em quarto lugar na competição. Chegou a ser considerado o meio campista que faltava para a seleção brasileira do técnico Telê Santana. A concorrência, no entanto era gigantesca naquela época e nunca foi convocado. Em 1982, novamente Rubens Feijão foi o principal jogador do Bangu que chegou as quartas de finais do campeonato brasileiro, algo incrível para uma equipe do subúrbio carioca. Para se ter uma ideia de sua importância, em partida frente ao Operário do Mato Grosso do Sul, após estar perdendo por 2 a 0, o Bangu virou o placar para 3 a 2 com três gols marcados por ele, sendo que um deles foi eleito como o Gol do Fantástico, um disputado premio atribuído pelo programa da Rede Globo de Televisão aos finais de semana. Castor ficou tão impressionado com seu futebol que chegou a encomendar um busto seu para ser colocado no estádio de Moça Bonita, campo do Bangu. Após um período pouco inspirado, voltou para o futebol paulista, em setembro de 1983, contratado pelo Guarani de Campinas que lutava para escapar do rebaixamento. Ficou no Bugre até 1985. No ano seguinte voltou a vestir uma camisa alvinegra, desta vez do Ceará Sporting Club. Tornou-se o maior nome da equipe cearense ao ser artilheiro, com 30 gols, e campeão do estadual de 1986. Até hoje aquela equipe é considerada uma das maiores da história do Vozão. Já no ano seguinte estava de volta a São Paulo, na Ferroviária de Araraquara em 1987. Com 30 anos nas costas chamou atenção do futebol português e foi contratado pelo Boa Vista. Em Portugal atuou por 5 equipes ao longo de 7 temporadas. Feijão foi um exemplo de atleta que viveu o futebol, como poucos, sempre em alto desempenho.

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