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Geraldo Assoviador

Autor: José Renato - 18 de Maio de 2015   Comentários Nenhum comentário

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Geraldo Cleofas Dias Alves nasceu na pequena cidade mineira de Barão de Cocais em 16 de abril de 1954. Um dos nove filhos de Dona Nilza, Geraldo foi um dos cinco filhos que se tornaram jogador de futebol. No início da década de 1970, veio para o Rio de Janeiro com a ajuda do irmão Washington que era zagueiro do Flamengo onde passou a fazer parte da equipe de base do rubro negro carioca juntamente com o imortal, Arthur Antunes Coimbra, o Zico. Meio campista com grande habilidade e muito driblador, estreou com a camisa rubro-negra na vitória por 1 a 0 frente ao Goiás em partida amistosa realizada em 24 de junho de 1973. Foi também frente outra equipe goiana, o Vila Nova, que marcou seu primeiro gol, na goleada de 4 a 0 em amistoso realizado em 30 de janeiro de 1974. A titularidade, no entanto, só aconteceria a partir de 1974, quando o então técnico rubro negro, Zagallo, passou a se dedicar da preparação da seleção brasileiro para a Copa do Mundo da Alemanha, e seu substituto, Joubert, resolveu aproveitar os craques da categoria de base. Acabou por ganhar a posição que pertencia ao grande Afonsinho. Segundo amigos, o próprio Geraldo foi flagrado chorando por ter provocado a ida de Afonsinho, seu grande amigo, para o banco de reservas. Naquele ano conquistou o título carioca como dono absoluto da camisa 8 e tendo ao seu lado, o seu amigo inseparável, Zico. Sua amizade com o Galinho era tão grande que chegou a ser considerado como um filho de coração de seu Antunes, o pai do Zico, que passou a chamá-lo de “filho marronzinho”. Ganhou o apelido Assoviador, porque vivia assoviando, o dia inteiro, até mesmo em campo, as músicas que gostava. Dentre elas se destacava “Your Song” de Elton John e que era interpretada por Billy Paul. Logo passou a ter sua presença cobrada nas convocações da Seleção Brasileira, o que aconteceu em 1975, através do técnico Oswaldo Brandão, para a disputa da Copa América. Sua estreia, já como titular e com a camisa 10, aconteceu nas semifinais da competição em 30 de setembro daquele ano frente a seleção do Peru. Aprovou e passou a ser convocado com frequência. Na seleção brasileira atuou em 7 partidas, tempo suficiente para conquistar, já em 1976 a Taça do Atlântico, Copa Rocca e Taça Oswaldo Cruz. Sua ultima partida com a camisa amarela aconteceu em 9 de junho daquele ano na vitória por 3 a 1 frente a Seleção Paraguaia. Com a camisa rubro-negra sua despedida aconteceu em 4 de agosto pelo campeonato carioca na derrota por 3 a 0 frente ao Americano, na cidade de Campos. Após a eliminação da equipe nesta competição, o Flamengo passou a realizar amistosos por várias cidades até a sua estreia no campeonato brasileiro em 1° de setembro. Enquanto isso, seguindo a orientação do Departamento Médico do Flamengo, Geraldo se submeteu em 26 de agosto a uma cirurgia para retirar as amigdalas por conta de uma inflamação crônica na garganta. Um imprevisto deu fim à vida de Geraldo. No Flamengo atuou em 169 partidas pela equipe profissional e marcou 13 gols. Geraldo foi um daqueles jogadores, promissores, que o destino resolveu levar por outros caminhos, bem longe daqueles sonhados.


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