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Fórum

Espaço dedicado a publicação de artigos opinativos sobre a relevância das atividades relacionadas com a disseminação dos fatos históricos que serviram de base para o crescimento do futebol.

Objetiva-se buscar interações com os leitores e fortalecer a discussão e apresentação de opiniões, de uma forma respeitosa e com total transparência.


Estádio do Corinthians: Taj Mahal, Fórum Trabalhista de São Paulo ou Avenida Água Espraiada

Autor: José Renato - 13 de Agosto de 2013   Comentários Nenhum comentário

Um dos mais belos monumentos de toda a história.

Talvez esta seja a forma mais simplista de qualificar o Taj Mahal.

Ele também é considerado, por muitos, como a maior prova de amor de todos os tempos.

Trata-se de um mausoléu que o imperador Shah Jahan mandou construir para a sua esposa favorita, Aryumand Banu Begam.

Pode ser considerada uma unanimidade quanto a sua beleza e esplendor?

Muito possivelmente, sim.

Mas há outro lado da história que faz com que sua beleza e esplendor fiquem comprometidos, para algumas pessoas.

Durante os quase 20 anos de sua construção, que contou com cerca de 20 mil homens, milhares de pessoas foram mortas, desmembradas e mutiladas pelo imperador.

Uma das lendas diz que logo após sua conclusão, os próprios arquitetos e decoradores foram cegados e tiveram as mãos cortadas, sob ordem do imperador, para que não pudessem voltar a construir algo tão belo.

É possível separar uma coisa da outra?

Talvez sim.

Talvez não.

A verdade é que ao se lembrar deste monumento, a primeira coisa que vem em mente é sua beleza.

Pois bem...

Miremos nossa olhar para o Brasil.

Na região da Lapa na cidade de São Paulo, se destaca uma grandiosa construção.

Uma belíssima obra da engenharia brasileira.

Localizado na Avenida Marquês de São Vicente, o Fórum Trabalhista de São Paulo recebe em seu nome, outro grande, Ruy Barbosa.

“O Águia de Haia” foi um grande defensor do princípio da igualdade.

Durante sua construção, houve o desvio de quase R$ 1 bilhão (valor atualizado), em um dos maiores escândalos da história brasileira, que envolveu o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, o ex-senador Luís Estevão dentre outros.

É possível separar uma coisa da outra?

Talvez sim.

Talvez não.

A verdade é que ao se lembrar deste prédio, a primeira coisa que vem em mente é o escândalo.

Pois bem...

Na zona sul de São Paulo, uma belíssima avenida corta uma importante região da cidade.

Seu nome, avenida Jornalista Roberto Marinho, vulgo avenida Água Espraiada (seu nome original).

São cerca de 5 quilômetros de uma avenida que obedeceu as melhores especificações técnicas.

Seu custo chegou a um quase inimaginável valor de R$ 900 milhões, um completo absurdo.

Um super faturamento que já proporcionou a devolução de valores que foram desviados pelo governo da época, comandado pelo Sr. Paulo Maluf.

É possível separar uma coisa da outra?

Talvez sim.

Talvez não.

A verdade é que ao se lembrar desta avenida, a primeira coisa que vem em mente é o escândalo.

Pois bem...

Na zona leste de São Paulo se ergue o estádio que irá abrigar alguns jogos da Copa do Mundo de 2014.

Segundo jornalistas que tiveram a oportunidade de visita o empreendimento, trata-se de um belíssimo projeto com suntuosas características que fará com que seja uma das mais belas arenas esportivas do mundo.

Construído com recursos públicos diretos, combinados com financiamento e incentivos fiscais sob condições exclusivas e interferência pessoal até mesmo do Presidente da República, confesso torcedor do Sport Club Corinthians Paulista, que será proprietário do empreendimento, o estádio é constantemente envolvido a questionamentos e duvidas jurídicas que passam desde a legalidade destas condições "especiais" e "exclusivas" até a ausência de garantias reais que suportem o uso de recursos do BNDES, algo jamais visto na história deste país.

É possível separar uma coisa da outra?

Talvez sim.

Talvez não.

No entanto...

Será que apenas os torcedores alvinegros podem entender o estádio do Corinthians como sendo um Taj Mahal?

Será que os torcedores alvinegros não podem entender que o estádio do Corinthians como sendo mais um Fórum Trabalhista de São Paulo ou Avenida Agua Espraiada?

Será que os torcedores de outras agremiações não podem também ter opiniões difusas sobre o estádio do Corinthians?

Certamente podem.

Todos podem.

Afinal...

O sentimento de repulsa não tem qualquer associação clubistica.

O sentimento de admiração pelo mesmo também não.

Confundir isso é um equívoco maior que a soma de dinheiro publico investido em todos estes empreendimentos nacionais.

Um meio campista que fez, e faz, história, um tal José Renato, meu pai...

Autor: José Renato - 05 de Agosto de 2013   Comentários 1 comentários

Creio que já tenha comentado anteriormente.

Em 1954, o meu avô Felipe de Lima Santiago fundou uma equipe de futebol amador, o Floresta.

Amante do futebol, um de seus objetivos era estimular a prática do esporte.

Alguns membros de minha família atuaram na equipe esmeraldina.

Há um em especial que quero destacar.

Afinal hoje é seu aniversário, José Renato.

Ah, ele é meu pai.

Como jogador, segundo ele, era um jogador blá blá blá rs rs...

Para os filhos jogava apenas por ser filho do dono do time rs rs...

O futebol sempre fez parte do dia a dia de nossa família.

Mas não foi no esporte que meu pai se destacou.

Meu pai é o cara.

Assim como muito possivelmente acontece com relação todos os pais, creio que seja este o sentimento de qualquer filho.

Um amor incondicional.

Hoje meu pai completa 71 anos.

Não parece.

Creio que não seja um dia apenas para parabeniza-lo.

Mas sim, mais um, como todos os dias de minha vida, para agradecê-lo.

Devo a Deus e a ele muitíssimas coisas.

Talvez todas.

Me deu minha mãe, Maura.

Um presente.

Meus irmãos, Alexandra, Fábio e Adriano.

Mais presentes.

Meus sobrinhos, Mariana, Bruna, Felipe, Marcos e Isabela.

Meus filhos de coração.

Mas ele me deu ainda mais que isso.

Me deu ele próprio.

Ele me fez uma pessoa.

Me transmitiu valores.

Graças a ele, sempre considerei honestidade uma obrigação.

Graças a ele, sempre pautei minha vida junto as coisas boas.

Graças a ele, sempre busco ser uma pessoa melhor.

Graças a ele, sempre tentei ser uma pessoa feliz.

Algumas vezes o caminho é difícil, e se torna possível apenas por saber que meu pai está sempre comigo.

De forma incondicional.

Este é o melhor presente.

Por isso que no seu aniversário, o que me resta é agradecer a Deus.

Muito obrigado, por poder amar um homem como meu pai.

Este meio campista de talento duvidoso dentro de campo rs.

Mas que é "o cara" fora dele.

Mais um anjo se foi, Carlos Zamith foi convocado para o andar de cima

Autor: José Renato - 28 de Julho de 2013   Comentários 1 comentários

Cheguei a Manaus em janeiro de 1980.

Com 9 anos, juntamente com meu três irmãos e meus  pais, esta seria a cidade que passaria a fazer parte de nossa família desde então.

Meu pai trabalhava em uma multinacional de origem norte americana e fora transferido para lá.

Fanático por futebol eu teria como primeira “missão” escolher o time local para quem iria torcer.

Naqueles tempos o Nacional dominava plenamente o futebol local e também as páginas de todos os jornais.

Ao ler o caderno de esportes do jornal A Critica, no entanto, passei a acompanhar uma coluna que relatava histórias de todas as equipes, o Baú Velho.

Passou a ser minha leitura semanal dos domingos.

Além do Naça passei a gostar de Rio Negro, Fast Club, São Raimundo, Sul América, América e tantos outros.

O autor da coluna passou a ser a minha grande referência esportiva, seu nome, Carlos Zamith.

Na minha cabeça passara muitas coisas, sobre como seria aquele homem que sabia tanto sobre futebol.

Os anos passaram, voltei a São Paulo aos 16 anos.

Me formei, passei a trabalhar e apenas muitos anos depois, durante umas férias de final de ano em Manaus, li que a casa de “Seo” Zamith fora inundada.

Resolvi ir até lá então, seria o momento de conhecer um grande ídolo.

Consegui seu telefone e perguntei se poderia ir vê-lo.

Chegando lá, o avistei na frente de uma casa, em “seu escritório” em um banco em baixo de uma árvore.

Uma simpatia sem tamanho.

Uma simplicidade insuperável.

Uma doçura que poucas vezes encontrei em alguém.

Ficamos por horas conversando sobre futebol.

Deixei meu contato e falei que voltaria a vê-lo antes de partir para São Paulo

Passaram se alguns dias foi ele quem me ligou.

Tinha achado algumas revistas de futebol da década de 1940 e queria me presentear com elas.

Assim era Zamith.

Minha admiração por ele passou a não caber mais dentro de mim.

Durante alguns anos, passou a ser uma tradição para mim, sempre que fosse a Manaus, me encontrar com ele, sempre no “seu escritório”.

Foi lá que descobri por quais equipes torcia, o já extinto União Esportiva e a equipe da Estrela Solitária, o Botafogo.

Pouco de mais de um mês atrás liguei para ele, já sabia de seu estado de saúde, e pensei que não seria possível falar.

Que nada!

Embora com a voz frágil, batemos um papo de alguns minutos.

Sabia que seria o ultimo.

E foi...

Ontem, dia 27 de julho, Deus pediu que Zamith o levasse pessoalmente suas lembranças sobre futebol.

E já faz 1 ano que Deus chamou Clóvis Bueno Jr.

Autor: José Renato - 25 de Julho de 2013   Comentários Nenhum comentário

Há pessoas que são presentes.

Deus manda para cá “apenas” para deixar melhor a vida daqueles que convivem com ele.

Mas certamente estas pessoas têm outras missões.

E por isso, são logo chamadas para o “andar de cima”.

Ao longo da minha vida tive a felicidade de conhecer algumas.

Pois, Clóvis Bueno Jr foi uma delas.

Uma das pessoas mais bondosas que conheci.

Um sorriso fácil que conquistava a todos.

Poucos dias antes de ser chamado, tive a felicidade de me encontrar com ele.

Ele estava entusiasmado e atuando de forma firme no aniversário de 100 anos do Piracaia Futebol Clube, equipe de futebol amador, que contou com a atuação de sua família.

Era sempre uma grande alegria.

Ainda é uma grande alegria lembrar os momentos que passei com ele.

Foram poucos, mas presentes.

Lembro bem durante o lançamento de um dos meus primeiros livros, vi um rosto que me parecia familiar.

Não lembrava quem era aquela pessoa que estava se dirigindo para mim.

Comecei a forçar na minha mente e lembrei.

Alguns dias antes, tinha o conhecido.

Jamais poderia imaginar que uma pessoa que conhecia a tão pouco tempo, iria me prestigiar desta forma.

Fiquei muito surpreso

Muitíssimo satisfeito.

Feliz mesmo.

Nem sempre é fácil contar com presença de amigos de longa data durante este tipo de evento.

Imagino contar com alguém que você tinha conhecido fazia poucos dias.

Pois isto era, é, Clóvis.

Uma pessoa adorável, que Deus quis levar para ficar logo ao seu lado.

Muita saudade!!!

Céu saiu ganhando novamente, Djalma Santos foi convocado.

Autor: José Renato - 24 de Julho de 2013   Comentários Nenhum comentário

O mundo do futebol em luto.

Difícil não ser injusto ao se falar sobre quem foi Djalma Santos.

Pois certamente muitos iremos lembrar “apenas” sobre suas conquistas como jogador de futebol.

E Djalma foi muito mais que isso.

Tudo o que conquistou em campo é mínimo perto do que ele foi fora dele.

Ao contrário do que acontece com muitos outros craques, ao falarmos dele não há como deixar de destacar seu caráter, sua retidão, enfim, seu exemplo como homem.

Impossível.

E Djalma certamente foi um dos poucos que levou isso ao campo.

Jamais foi expulso.

Incapaz de qualquer tipo de gesto agressivo com quem quer que fosse.

Mas enfim...

Fez parte da melhor equipe da Portuguesa de Desportos de todos os tempos.

Foi duas vezes campeão com a Lusa, da competição mais importante disputada no Brasil, o Rio São Paulo, em 1952 e 1955.

Suas primorosas atuações o levaram para a Copa do Mundo de 1954.

Fez parte da melhor equipe da Palmeiras de todos os tempos, a Academia, única a fazer, verdadeiramente, frente ao grande Santos de Pelé e cia.

Campeão paulista em três oportunidades, em 1959, 1963 e 1966.

Bicampeão da Taça Brasil em 1960 e 1967.

Campeão do Roberto Gomes Pedrosa em 1967.

Foi para Copa do Mundo de 1958 e ficou na reserva durante toda a competição até que chegou a final frente aos donos da casa, os suecos.

Com a contusão do titular De Sordi, assumiu a posição e foi considerado o melhor da posição ao longo de toda a competição.

Quatro anos depois, em 1962, foi bicampeão mundial, como titular absoluto.

Um ano depois em 1963 foi o único brasileiro a fazer parte da primeira da seleção do mundo formada pela FIFA.

Ainda foi para a Copa do Mundo de 1966 como titular absoluto.

Em 1970, com 41 anos, sua ultima conquista em campo, foi campeão paraense pelo Atlético.

Tudo isso, repito, foi pouco, muitíssimo pouco perto do caráter deste maravilhoso Djalma.

Sem duvida, o time do céu fez a melhor contratação.

21 de julho de 1968, 45 anos do Hexa, que é Luxo, e só o Náutico tem.

Autor: José Renato - 21 de Julho de 2013   Comentários 1 comentários

Desde moleque, nos tempos dos Gols do Fantástico, sempre achava curiosa a presença de faixas, nos gols do simpático Náutico de Recife, com a seguinte a frase: Hexa é Luxo.

Sim, maior motivo de orgulho da torcida Timbu, a frase servia para alertar a todos sobre qual equipe era a única do estado a ser hexacampeão estadual.

O Náutico conquistou entre os anos de 1963 e 1968 uma sequência inédita e imbatível desde então.

Por mais que os rivais tivessem chegado em várias oportunidades a pentacampeonatos.

O Santa Cruz alcançou seu ápice, o pentacampeonato, entre os anos de 1969 e 1973, tendo seu hexa impedido justamente pelo Náutico que conquistou o título em 1974.

Já o Sport conseguiu chegar a dois pentacampeonatos consecutivos, de 1996 a 2000 e 2006 a 2010, mas hexa, jamais.

A sequência do Náutico começou em 19 de maio de 1963 na estreia do campeonato estadual daquele ano na vitória por 2 a 0 frente o Centro Limoeirense no estádio dos Aflitos.

Aquela competição começara tendo como favoritos, o Sport, atual bicampeão estadual e o Santa Cruz que então era o vice-campeão.

Naquele dia o Náutico entrou em campo com Valdemar, Zequinha, Zé Luiz, Evandro, Gilson Costa e Clóvis; Nado, Bita, China, Ivan e Rinaldo.

Aliás, destaca-se o nome de Bita, jogador prata da casa que começara a sua carreira profissional no ano anterior e que é o maior artilheiro da história da equipe com 223 gols em 319 gols.

A conquista do hexacampeão marcou a maior equipe nordestina de todos os tempos, afinal além dos títulos estaduais, foram três títulos regionais entre 1965 e 1967, três vezes semifinalista da Taça Brasil de forma consecutiva, um vice-campeonato da Taça Brasil em 1967 e uma participação na Taça Libertadores.

A última conquista da sequência aconteceu frente o Sport e foi emocionante.

Após conquistar dois turnos, uma derrota frente aos rubros negros fez com que fosse necessária uma partida extra entre os rivais.

Nova derrota acabou por provocar uma melhor de três partidas.

O hexa estava muito ameaçado.

No entanto, aquela equipe se superava quando ninguém esperava, e venceu por 1 a 0 a primeira partida.

O segundo jogo foi novamente vencido pelo Sport, por 3 a 2.

A partida decisiva aconteceu  em 21 de julho de 1968, no estádio dos Aflitos e foi testemunhada por quase 23 mil pessoas que acompanham um 0 a 0 que levou a final para a prorrogação.

Coube ao alvirrubro Ramos marcar para a história o gol do hexa, que é luxo, e é do Timbu.

Naquele dia, no último do hexacampeonato, o Timbu jogou com Válter, Gena, Limeira, Matias e Toinho; Jardel depois Ede e Ivan; Miruca depois Rato, Ramos, Nino e Lala.

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