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Fórum

Espaço dedicado a publicação de artigos opinativos sobre a relevância das atividades relacionadas com a disseminação dos fatos históricos que serviram de base para o crescimento do futebol.

Objetiva-se buscar interações com os leitores e fortalecer a discussão e apresentação de opiniões, de uma forma respeitosa e com total transparência.


Jacozinho, o parceiro sergipano de Maradona.

Autor: José Renato - 02 de Março de 2015   Comentários Nenhum comentário

Sergipano da pequena cidade de Gararu, Givaldo Santos Vasconcelos fez história no futebol brasileiro. Afinal quem pode afirmar que após substituir Falcão, recebeu um passe de Maradona, driblou o goleiro e marcou um gol no Maracanã. Pois é... este tal Givaldo, ficou para a história com o nome de Jacozinho. Ponta esquerda muito rápido e com grande habilidade começou no futebol defendendo o Vasco de Aracaju. Após disputar o campeonato brasileiro pelo Sergipe, foi contratado para atuar no CSA de Alagoas. Foi tetracampeão estadual com a equipe alagoana em 1980, 1981, 1982 e 1984, e vice-campeão brasileiro da segunda divisão em 1980, 1982 e 1983. Virou ídolo e passou a ganhar nome nacionalmente graças às reportagens divertidas do repórter Marcio Canuto para o Globo Esporte. Era sempre muito divertido acompanhar as histórias do folclórico Jacozinho. Dentro de campo, jogadas mirabolantes, fora dele, “causos” como o do seu carro, um fusca apelidado de Maestro pelo fato de ter um “conserto” em cada esquina. Até mesmo o técnico da seleção brasileira, Evaristo de Macedo, chegou a ser questionado sobre uma eventual convocação. Mas algo ainda mais marcante aconteceria em 12 de julho de 1985. Após cerca de dois anos na Itália, onde jogou na Udinese, Zico retornaria para o Flamengo em um amistoso frente a uma seleção de seus amigos. Apesar de sequer conhecer o Galinho, Jacozinho acabou arrumando uma vaga no banco de reservas do selecionado comandado pelo técnico Telê Santana. O Flamengo já vencia por 3 a 0, quando foi levantada a placa, com o número 13, que indicava a entrada de Jacozinho no lugar de Falcão. O mais inusitado ainda estaria por vir. Pouco minutos depois, Maradona dominou a bola no meio do campo e lançou Jacozinho, que passou por trás da zaga rubro negra, deu um “drible da vaca” no goleiro Cantarelli e tocou a bola para o gol vazio. Um golaço comemorado por toda a torcida, inclusive a do Flamengo, talvez a primeira vez (e única) por um gol sofrido. No dia seguinte, por mais paradoxal que possa ser o retorno de Zico foi deixado em segundo plano. As manchetes eram todas para Jacozinho. Procurado pelo América do Rio de Janeiro, acabou contratado pelo Santa Cruz. Campeão pernambucano em 1986, voltou para o CSA em 1987. De lá continuou sua carreira por dezenas de equipes de pequeno porte. Viveu com esplendor seu auge, sem pensar no futuro. Um dos mais claros exemplos do que acontece com grande parte dos jogadores de nosso futebol.

Um estádio, um jogador e um presidente da república... uma baita história.

Autor: José Renato - 20 de Fevereiro de 2015   Comentários Nenhum comentário

Rio de Janeiro, 21 de abril de 1927. Inauguração do estádio de São Januário. A construção de um estádio próprio era a última barreira que ainda impedia o Clube de Regatas Vasco da Gama de participar da principal liga que comandava o futebol carioca, a AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Atléticos). Anteriormente a equipe cruzmaltina se recusara a excluir 12 jogadores (negros) de seu plantel, por ordem da liga, sob o pretexto de terem “profissões duvidosas”. O Vasco foi forte e em apenas 10 meses, com recursos de seus torcedores, construiu o maior estádio do continente americano. Um motivo de orgulho. O local escolhido foi emblemático. O clube adquiriu o terreno da antiga Chacrinha da Marquesa, um presente que a Marquesa de Santos houvera ganhado de Dom Pedro I, e que se localizava na rua Abílio, na Colina de São Januário. A rua São Januário terminava justamente naquela área que era de propriedade de Carlos Kuenerz, e que acertou a negociação em janeiro de 1926. O registro de propriedade daquele terreno foi firmado em junho daquele ano. Nota se que nada foi fácil e mais ainda, que os cruzmaltinos foram rápidos em seu proposito. Durante sua construção, por ordem do próprio presidente de república, Washington Luís, teve proibido o pedido de importação de concreto oriundo da Europa, similar ao já utilizado no Jockey Club da cidade, construído pela mesma empresa responsável pelo projeto do estádio. Tudo conspirava contra. Ainda assim, na inauguração entre a equipe cruzmaltina e o alvinegro praiano, o Santos, lá estava Washington Luís para receber os louros da glória. Naquele dia, os paulistas levaram a melhor por 5 a 3. Uma linda festa. Em seu primeiro ano de mandato, Washington Luís, que não tinha qualquer interesse ou gosto pelo futebol, identificou aquilo como algo que poderia ser muito importante para sua popularidade. Por conta disso, tratou de levar todo o seu ministério para a final do campeonato brasileiro de seleções que aconteceria no estádio do Vasco em 13 de novembro daquele ano. Quase 40 mil pessoas lotaram o estádio de São Januário para assistir novo encontro entre cariocas e paulistas. A seleção do Distrito Federal, os cariocas, chegou a final após passar por cima pelos gaúchos com uma goleada por 6 a 2. Já os paulistas, naquele mesmo estádio, tinham despachado, de forma convincente, os baianos, por 7 a 1. Não havia favoritos. A partida estava dura e se encaminhava para o seu final, empatada por 1 a 1, com gols de Osvaldo, para os cariocas, e Feitiço, para os paulistas. O que mais interessava para Washington Luís era o fato do jogo, uma grande chatice para ele, estar chegando ao final. Mas as coisas não acabariam tão facilmente assim para ele. Aos 33 minutos do segundo tempo, o arbitro Ary Amarante marcou um pênalti a favor dos cariocas. Era o início de uma confusão que logo ficou generalizada. Os paulistas revoltados com a marcação não queriam deixar que a cobrança fosse feita. Impaciente, Washington Luís, ansioso por ir embora, ordenou a um oficial de seu gabinete que resolvesse a confusão. Chegando ao campo, o oficial se dirigiu aos jogadores paulistas Amílcar e Feitiço e os informou que o Presidente da República queria que o jogo reiniciasse imediatamente. Mal acabou de falar, precisou ouvir o recado de Feitiço:... “pois fale para o Doutor Washington Luís, que lá em cima, na tribuna de honra, manda ele, mas aqui embaixo, no campo, mandamos nós, os jogadores.” Foi o sinal para que os paulistas resolvessem abandonar o campo. Coube a Osvaldo efetuar a cobrança do pênalti para o gol vazio. O gol do título dos cariocas. Restou a Washington Luís bufar de “raiva” e decidir que jamais voltaria a colocar os pés em um estádio de futebol. Alguns jogadores paulistas foram suspensos por conta do episódio Feitiço, por exemplo, só foi perdoado no ano seguinte, pelo interesse da CBD (atual CBF), em contar com o atacante no amistoso da seleção brasileira frente a equipe escocesa do Motherwell. A vitória foi brasileira, por 5 a 0, com 4 gols dele. Feitiço estava de volta... O atacante, no entanto, não participou da Copa do Mundo de 1930, no Uruguai, por conta da recusa dos atletas paulistas de fazerem parte daquele grupo formado por atletas cariocas. Já Washington Luís, ao apoiar Julio Prestes, que viria a vencer as eleições presidenciais em 1930, acabou preso, o que foi o gatilho para a Revolução liderada por Getúlio Vargas, que fora seu ministro da fazenda. O estádio de São Januário, por outro lado, continuou como o maior da Brasil até abril de 1940, exatamente na semana quando

Dois Goleiros, Dois Recordistas, Duas Novas Estrelas no Céu.

Autor: José Renato - 05 de Fevereiro de 2015   Comentários Nenhum comentário

Um dos grandes ídolos do futebol capixaba. O goleiro Jorge Reis marcou história no futebol de seu estado. Defendendo os Capa-Pretas , o grande Rio Branco Atlético Clube, foi campeão capixaba em 1968, 1970, 1971 e 1973. Pela Desportiva Ferroviária participou da primeira campanha de uma equipe capixaba em um campeonato brasileiro, em 1973. Ganhou destaque mundial ao bater um incrível recorde. Entre os anos de 1970 e 1971, ficou 1.604 minutos sem sofrer gols, o equivalente a quase 18 partidas. Até homenagem recebeu no Programa do Chacrinha, o troféu Velho Guerreiro. Algo para poucos. O recorde perdurou até 1974. Naquele ano, um goleiro do Náutico o superou por pouco mais de 30 minutos, a incrível marca de 1.636, sem sofrer gols. Seu nome, Neneca. Um dos maiores goleiros de toda história do futebol brasileiro. Campeão pelo Timbu em 1974, com uma equipe que contava com outro monstro, Jorge Mendonça, foi contratado pelo Guarani de Campinas em 1976. Ninguém tinha ideia do que aquele recordista mundial ainda poderia conquistar. Foi titular absoluto da primeira equipe do interior a levantar um campeonato brasileiro, em 1978. Um dos grande responsáveis por este feito inédito. Uma equipe que até hoje detém o recorde de maior número de vitórias consecutivas em campeonato brasileiro, 12 partidas. Anos depois, em 1981, voltou a fazer história, ao conquistar o campeonato paranaense pela equipe de sua cidade natal, o Londrina, quebrando um jejum de quase 20 anos. Seu recorde perdurou até 1978, quando o goleiro Mazaropi alcançou 1.816 sem ir ao fundo das redes (o equivalente a 20 partidas) Pois é... o começo de 2015 levou para o andar de cima dois dos nossos recordistas mundiais. Neneca, no dia 25 de janeiro, Jorge Reis, no dia 31.

Histórias saborosas de estados tão longínquos... e próximos também.

Autor: José Renato - 31 de Janeiro de 2015   Comentários 1 comentários

Aprendi a ler com a revista Placar. O amor ao futebol levou a isso. Quando criança era o único tema que interessava Aliás aprendi muitas outras coisas através dessa publicação. A seção que mais gostava era o finado Tabelão. Era uma das únicas formas de ter informações sobre o futebol de todo Brasil. Naquele tempo não havia Internet. Até hoje, sei a localização de muitas cidades por conta dos campeonatos estaduais que acompanhava pela revista. No entanto, alguns estados, naquele tempo, territórios, eram ignorados. Acre, Amapá, Rondônia e Roraima. Talvez, na verdade, certamente, por conta do futebol ser plenamente amador. Posteriormente esta ausência de informações acabou. Ainda assim, na minha cabeça sempre houve um vale de informações sobre o futebol destes estados. Alguns anos atrás acabei conhecendo jornalistas de um destes estados, o Acre. Seus nomes, Francisco Dandão, Augusto Diniz e Manoel Façanha. Pessoalmente conheço apenas um deles. Anualmente eles produzem pelo menos duas publicações de grande qualidade sobre o futebol local. Passei a ser fã. Aliás, sempre fui do verdadeiro futebol. Não da coisa caricata como é mostrada, mas sim com a seriedade que move tantos profissionais da bola neste país continental. O que é mostrado por tão poucos em tantos estados e que é deixado de lado pela grande mídia. Eles, certamente, não estão sozinhos. Há muitos outros que ainda suportam esta paixão. Vida longa a todos eles.

O futebol, cada vez mais, sem bola.

Autor: José Renato - 28 de Janeiro de 2015   Comentários Nenhum comentário

E o futebol está mesmo sem graça. Só me restou esta constatação. Incrível a forma como os assuntos extra campos passaram a se tornar infinitamente mais relevantes. Ao menos são eles que ganham o maior destaque. Não é de agora. E não estou sequer considerando os dribles que envolvem as negociações de reforços. Estou destacando o que tem ocorrido nas bancadas dos inúmeros programas esportivos. “As mesas redondas” se transformaram em arenas para brigas cada vez mais frequentes entre seus componentes. Se não for por crise de abstinência, pode ser algo mais grave. Brigas, discussões, jornalistas que abandonam os programas e tudo mais. Basta um discordar do outro, o pau quebra. O bico rola solto. Um enorme jardim de infância sobre o qual temos que ter a paciência de assistir. Não que isso não acontecesse em outros tempos, mas a frequência tem sido estarrecedora. Mais. Recentemente, durante alguns dias, a principal notícia esportiva foi a troca de emissora por parte de um jornalista. Uma cobertura digna de um grande astro dos gramados. Não sei ao certo quantos gols ele marcou. Tão pouco quantos telefones de técnicos, como já foi explicitado pelo próprio, ele possui em sua agenda (e que não deveria ter), mas... menos, bem menos. Algo que deveria ser tratado apenas como uma simples informação. Na verdade, tendo a acreditar que isso passou a ser muito mais interessante do que aquilo que acontece em nossos campos. Isso quando não testemunhamos colunistas esportivos usarem seus espaços, lotados nos cadernos esportivos dos grandes jornais e sites, como verdadeiros palanques eleitorais. Ano passado isto foi uma rotina. Seja a favor ou contra o governo, seus espaços não deveriam ser usados para isso. Isto não é censura. Todos têm o direito de expor suas convicções e opiniões em seus espaços pessoais. Mas na verdade quem sou eu para achar alguma coisa. Sou do tempo que jornalista algum prestava serviços de assessoria de impresa para seus clubes do coração. Tão pouco aceitavam ser Mestre de Cerimônias dos eventos do seu clube. Estou ficando velho. Ou os valores em total desuso. Ou, eventualmente, o futebol agora é o da bancada.

A Seleção do Céu em 2014.

Autor: José Renato - 26 de Dezembro de 2014   Comentários Nenhum comentário

Mais um ano que se passou.

Desta vez o céu convocou uma verdadeira seleção de craques.

Para o gol, chamou o maior de todos da história Palestra Palmeiras, Oberdan Cattani.

Que dividirá a titularidade com a muralha húngara, Grosics, vice campeão mundial em 1954.

Na lateral direita, o voluntarioso Giba, campeão brasileiro em 1990.

Já na esquerda, um dos mais talentoso jogadores de toda a história, Marinho Chagas.

A dupla de zaga formada apenas por campeões mundiais, Joel Camargo e Bellini

Já terá o grande capitão para levantar a Taça.

O meio campo de pura arte.

A Pantera Negra, Eusébio.

Junto com ele, o para sempre colorado, Fernandão

Fechando a linha, o grande Assis.

E se tem ele, tem Washington, o Casal 20 está junto.

Ao lado dele, um dos maiores jogadores da história, o argentino Di Stefano.

Que formará dupla avançada com outro internacional, Yeso Amalfi.

O técnico desta seleção o competente Mário Travaglini.

Sob a assessoria de outra grande profissional, Lori Sandri.

O jogo será tão importante, que até mesmo o árbitro foi escalado, Armando Marques.

Um jogaço que será narrado por Luciano do Valle.

Comentado por Osmar de Oliveira e Roberto Porto.

Em um programa que será apresentado por Maurício Torres.

Pois é, o céu levou muitos dos melhores.

Que jogo será esse!!!

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