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Fórum

Espaço dedicado a publicação de artigos opinativos sobre a relevância das atividades relacionadas com a disseminação dos fatos históricos que serviram de base para o crescimento do futebol.

Objetiva-se buscar interações com os leitores e fortalecer a discussão e apresentação de opiniões, de uma forma respeitosa e com total transparência.


Os 10 Maiores Clássicos do Futebol Brasileiro.

Autor: José Renato - 08 de Dezembro de 2014   Comentários 1 comentários

Fundamentado na longa pesquisa que resultou no livro: Clássicos do Futebol Brasileiro, que lancei este ano, com o amigo Marcelo Unti (e que pode ser adquirido através do e-mail jrssjr@uol.com.br), tenho desenvolvido novos trabalhos e projetos relacionados com os clássicos brasileiros.

Ao longo de alguns anos pesquisei mais de 300 clássicos de todo o Brasil.

Curiosidades, Estatísticas, Histórias, Estórias, Declarações de Torcedores e tudo o que foi possível ser registrado serviram de base para a construção desta base de conhecimento. 

Somado a isso, a leitura de reportagem publicada na mais recente edição da revista Four Four Two, de dezembro de 2014 sobre os Dez Maiores Clássicos do Futebol Mundial, resolvi fazer análise similar considerando os oito critérios que fundamentaram o estudo da publicação inglesa.

Em vez dos 10 maiores clássicos do futebol mundial, considerei os 10 maiores clássicos do futebol brasileiro a partir dos seguintes critérios:

1. História: tradição que envolve as equipes;

2. Estrelas: jogadores que atuaram;

3. Atmosfera: rivalidade e clima que envolve a partida;

4. Técnicos: técnicos que participaram;

5. Drama: dramaticidade nas partidas realizadas;

6. Torcedores: comportamento e fanatismo dos torcedores;

7. Competitividade: relevância dos clássicos na história do futebol;

8. Apelo Nacional: interesse nacional em acompanhar a partida (diferentemente da revista que considerou como critério o Apelo Global)

Para cada um dos critérios, foi atribuído um valor de 1 a 10.

Sendo assim, o valor máximo (somatória total) a ser obtido era de 80.

Por fim outra premissa adotada diz respeito ao fato de ter sido considerado apenas um único clássico por estado.

Sendo assim, há clássicos que não fizeram parte da lista final, por não terem sido avaliados como os maiores de seu estado, dentre eles o mais antigo do Brasil, Fluminense x Botafogo, sequer aquele que envolve as duas equipes que mais vezes venceram a Taça Libertadores da América, Santos e São Paulo. 

Por fim cabe ressaltar que as avaliações apresentadas não se concentram em um determinado período da história tão pouco ao entendimento em certa região do país. Sendo assim não é um retrato atual da situação do clássico em nosso país, tão pouco o ponto de vista de um determinado estado, mas um entendimento sistêmico, federativo e de mais de 100 anos.

Trata-se de uma análise empírica, sem estreito fundamento técnico, mesmo porque o futebol é assim.

Certamente cada pessoa envolvida, ou não, com futebol tem sua própria lista com suas preferências e critérios próprios.

Caso tenha interesse em ter mais detalhes sobre os critérios e valores atribuídos, fico a disposição por este e-mail.

Dentro das próximas semanas, serão apresentados outros estudos sobre este tema.

Espero que seja do seu agrado.

Os 10 Maiores Clássicos do Futebol Mundial.

Autor: José Renato - 02 de Dezembro de 2014   Comentários Nenhum comentário

Como você deve saber, lancei no começo deste ano, junto com o amigo Marcelo Unti, o livro: Clássicos do Futebol Brasileiro (que pode ser adquirido através do e-mail jrssjr@uol.com.br).

Foi um levantamento com mais de 200 clássicos de todos os estados brasileiros.

Um trabalho de fôlego.

Cá entre nós, são "os clássicos" o que ainda mais me motiva a acompanhar o futebol.

Em breve, vem mais projetos sobre clássicos por aí rs rs...

Neste momento, gostaria de compartilhar uma reportagem muito legal publicada na mais recente edição da revista Four Four Two, de dezembro de 2014.

O tema foi os Dez Maiores Clássicos do Futebol Mundial.

Para isso foram estabelecidos oito critérios.

A partir de uma análise empírica feita por seus correspondentes, espalhados pelo mundo, cada um deles foi valorizado.

Foram eles:

     1.História: tradição que envolve as equipes;

     2. Estrelas: jogadores que atuaram;

     3. Atmosfera: rivalidade e clima que envolve a partida;

     4. Técnicos: técnicos que participaram;

     5. Drama: dramaticidade nas partidas realizadas;

     6. Torcedores: comportamento e fanatismo dos torcedores;

     7. Competitividade: relevância das equipes da história do futebol;

     8. Apelo Global: interesse mundial em acompanhar a partida.

Para cada um dos critérios, foi atribuído um valor de 1 a 10.

Sendo assim, o valor máximo (somatória total) a ser obtido era de 80.

Por fim outra premissa adotada diz respeito ao fato de ter sido considerado apenas um único clássico por país.

Os resultados são bem interesses.

Não há como negar certa surpresa pelo fato de dois clássicos sul americanos estarem entre os 3 primeiros.

Sobretudo por conta da performance das equipes uruguaias nas ultimas décadas.

Ainda assim, o fato do clássico argentino estar na liderança, à frente do espanhol, é uma grande zebra (apenas uma opinião).

Quanto ao representante brasileiro Grenal, cabe destacar o critério que prejudicou sua avaliação, o Apelo Global.

Mais uma evidência sobre o quanto o nosso futebol doméstico ainda é caseiro.

E quais são os 10 Maiores Clássicos do Futebol Brasileiro?

Este será o tema da próxima semana.


O Futebol Cearense definha

Autor: José Renato - 30 de Novembro de 2014   Comentários 1 comentários

Um ano negro para o futebol cearense.

Mais um.

Ao menos dentro do campo.

Onde realmente importa.

O mesmo torcedor que tanto vibrou nas arquibancadas, está muito aborrecido ou tristemente acostumado.

Um completo paradoxo.

Dois dos maiores públicos do futebol brasileiro aconteceram em estádios alencarinos.

Ambos no Castelão, o templo do futebol local.

Em abril, mais de 60 pessoas estiveram presentes para assistir a final da Copa do Nordeste entre o Ceará e o Sport.

Já em outubro, novamente mais de 60 mil pessoas foram assistir o jogo decisivo por uma vaga para a Série B do Campeonato Brasileiro, entre Fortaleza e Macaé.

Em ambos os casos, os visitantes levaram a melhor.

No caso do Fortaleza uma repetição do que já acontece já faz 3 anos.

Eliminações jogando em casa, em verdadeiros "Castelanaços".

Em 2012, frente o Oeste e em 2013, contra o Sampaio Corrêa.

Isto sem falar no caso de 2011, quando a vitória frente ao CRB, por 4 a 0, que livrou o Tricolor do rebaixamento para a Série D, até hoje, está cheia de muitas suspeitas.

Perder faz parte do jogo, é verdade.

Mas a forma como isso tem acontecido com os clubes cearenses é vexatória.

Neste ano, o Vozão conseguiu ser eliminado da Copa do Brasil, em casa, pelo Botafogo do Rio de Janeiro, por 4 a 3, ao sofrer dois gols, aos 49' e 50' do segundo tempo.

Um vexame que só não foi maior que a campanha do próprio alvinegro no returno da Série B do Campeonato Brasileiro.

Após acabar o primeiro turno na liderança, fez campanha de rebaixado no segundo, e acabou o campeonato na modesta oitava posição.

Aliás, ano passado o não acesso foi decidido por conta de uma goleada por 3 a 0 frente ao Joinville, por mais que os alvinegros jogassem em casa.

Justamente no importante ano de seu Centenário, o primeiro de uma equipe do estado, o Vozão terá que se conformar apenas com uma conquista estadual.

Sorte que neste campeonato, obviamente, apenas equipes do estado disputaram.

Ao mesmo tempo, no entanto, os presidentes de Ceará e Fortaleza conquistaram vagas nas Assembleias Legislativas, como deputados estaduais eleitos.

Em mais um exemplo de uso do futebol em prol de interesses pessoais, no caso, políticos.

Vergonha Ceará !!!

Vergonha Fortaleza !!!

Mas o papelão não se restringiu aos dois maiores times do estado.

O outro grande Ferroviário conseguiu ser rebaixado no campeonato estadual.

Fato que já ocorrera em 2012, quando foi salvo pelo tapetão.

Uma tristeza sem fim para os torcedores do Tubarão da Barra.

A verdade é que até hoje não se há a certeza se nova manobra será realizada para proteger o Time dos Maiorais.

O Ferrão padece.

Já a outra equipe cearense, o Icasa, de Juazeiro do Norte, também passou vergonha.

Após uma grande campanha na Série B em 2013 quando perdeu a chance do acesso na última rodada, o que se viu em 2014 foi desesperador.

O investidor, possivelmente cansado de inúmeros casos de evasão de renda, desistiu do clube.

Sob nova administração, mais de 85 jogadores foram contratados ao longo do ano.

Em um período marcado por salários atrasados.

O resultado é que o Verdão do Cariri foi rebaixado de maneira antecipada para disputar a Série C de 2015.

A história é implacável e mostra a representatividade do futebol cearense.

Até hoje apenas um titulo nacional, o da Série D do Campeonato Brasileiro conquistado pelo Guarany de Sobral em 2010.

Algo tão marcante que o mesmo Guarany, já de volta para a Série D este ano, foi vice lanterna de seu grupo e sequer passou da primeira fase.

Em 2015, o futebol cearense terá 1 representante na Série B, 2 na Série C e 1 na Série D (por força do regulamento).

Uma performance tosca.

Já na Assembleia Legislativa será representado pelos atuais presidentes do Ceará e do Fortaleza.

O futebol perde...e gol da Alemanha.

Herói que é herói... é humano, é PELÉ.

Autor: José Renato - 28 de Novembro de 2014   Comentários 1 comentários

Quando criança costumava assistir um desenho chamado Super Amigos.

Nele vários heróis se reuniam para enfrentar os vilões.

Sempre foi difícil escolher o preferido.

Cada um de meus amigos tinha seus próprios critérios.

Tempos depois, lendo um artigo sobre isso, o autor ousou definir o maior deles.

O Batman.

Motivo?

Ele era o único humano.

Isto é, não possuía qualquer capacidade especial.

Apenas um cinto de utilidades, que usava sempre por conta de sua alta perspicácia.

Pois é, critério muito pessoal.

Mas, um fato.

Os heróis ao se tornarem humanos se aproximam de nós.

Quem não quer ter um herói por perto.

Mais...

Quando um herói resolve surgir na aldeia onde nascemos.

É como se um pouco de nós estivesse com ele.

Também passamos a ser ele.

Com todas as suas qualidades.

E também com os defeitos.

Mas, falível.

Isto é, humano.

A verdade é que muitos de nós, brasileiros, ainda idealizamos o herói sem defeitos.

Por mais que ele não exista.

Mesmo todos aqueles que possuem recursos especiais, não são infalíveis.

Há sempre um calcanhar de Aquiles.

Ou uma Kriptonita.

Pois Pelé é um desses heróis.

Ninguém exerceu uma determinada atividade com desempenho sequer próximo ao nível alcançado por Pelé em seu ofício.

Quis Deus que ele fosse um negro em uma terra de suposto e equivocado domínio branco.

Mais um agravante fenomenal que só caberia a Pelé.

Ainda assim muitos de nós tendemos a querer um Rei sem defeitos.

E uma vez que ele não exista, somos implacáveis.

Exageradamente duros e, até mesmo, injustos.

Algo que a distância, que não temos, justamente por Pelé ser um de nós, costuma minimizar.

E aí, quando o Herói Rei se mostra ainda mais humano, o temor enfim chega a nossa mente e ao nosso coração.

Infelizmente valorizamos a ausência

Ou apenas com o risco dela.

Enquanto que a presença nos dá acidez.

Mas ainda há tempo.

Aliás, sempre.

Que seja a vontade de Deus prolongar este presente de sermos contemporâneos do Rei Pelé.

Um Rei que sofre pela dor de um filho preso, muito por conta de sua ausência.

Um Rei que também deve sofrer por atos equivocados que tomou durante toda sua vida.

Um Rei que tantas alegrias proporcionou.

Enfim, um Rei que merece compaixão e admiração de seus súditos.

Humildemente: Força, Rei!

Quando um clube enfrentou um Ditador.

Autor: José Renato - 02 de Outubro de 2014   Comentários Nenhum comentário

Setembro de 1937.

O mandato do presidente Getúlio Vargas está próximo do fim, até maio de 1938.

As eleições presidenciais estão marcadas para janeiro daquele ano.

Getúlio Vargas quer mais.

Sob a alegação de um suposto plano comunista para tomada do poder, desenha um Golpe de Estado.

Getúlio arma o plano.

Seu ultimo obstáculo é o estado de São Paulo. 

Ainda preocupado com a Revolução de 1932, Getúlio sabe do risco que corre.

O estado, no entanto, está dividido.

É uma oportunidade.

Em 10 de novembro de 1937, o Golpe de Estado sai do papel.

Está instituído o Estado Novo.

A Ditadura está oficializada.

Pouco menos de 1 mês depois, dia 4 de dezembro, uma grande cerimônia cívica no Rio de Janeiro é realizada para simbolizar este novo momento.

As bandeiras dos estados são queimadas.

Passa a estar proibido o uso das bandeiras e de todos os símbolos equivalentes.

O Estado Novo era contra qualquer manifestação regionalista.

Acredita-se que por conta disso a unicidade da federação estará garantida.

A vida será dura, sobretudo para os paulistas.

A lembrança de 1932 ainda está presente na mente do ditador.

O povo paulista resiste.

E para tal resolve adotar uma nova bandeira que o represente.

A bandeira tricolor, a do São Paulo Futebol Clube, desde então, o Mais Querido.

Que passa a estar presente em todas as manisfestações públicas contra a ditadura do caudilho gaúcho.

Para sempre... o time que desafiou uma ditadura.


O Grêmio é Negro, Azul e Branco.

Autor: José Renato - 07 de Setembro de 2014   Comentários Nenhum comentário

Quase 2 anos atrás. 13 de setembro de 2012, meu aniversário. Estava em Porto Alegre, onde tinha ministrado uma palestra sobre Gestão de Projetos. Tão logo cheguei ao hotel, recebi a ligação de um amigo, um gremista fanático, Beto Xavier. Ele me convidou para passar meu aniversário no estádio Olímpico. Assistir ao jogo Grêmio x Náutico, este era o convite. Estava muito cansado, mas aceitei. Nos encontramos em um bar perto ao estádio. Pessoas muito animadas, uma festa étnica, como o futebol é. Durante o jogo, uma torcida fanática que gritou o tempo todo. Difícil não se empolgar. Não me tornei gremista, por conta de uma dramática vitória em 1981 rs rs Era uma das últimas partidas no, agora, antigo estádio Olímpico. Vitória por 2 a 0. O clima já era de saudade. Para os próximos dias, estava agendado um abraço simbólico no estádio. Simplesmente emocionante. Algo inimaginável para aqueles 32 homens que fundaram um time ainda em 1903. Uma equipe com forte viés regionalista. Este é o fato histórico. Inclusive isto motivou o surgimento de seu maior rival, o Internacional, em 1909. Aliás, o próprio nome, por conta da equipe colorada permitir a participação de atletas de outros estados, não apenas aqueles com ascendência europeia, sobretudo alemã. Este é a versão oficial. Muito embora, o próprio Grêmio tenha sido criado a partir da iniciativa de um paulista, Cândido Dias da Silva. Já durante a década de 1920, há registros de jogadores afro-descendentes em seus quadros. Assim como em quase todas as equipes do futebol brasileiro eram poucos os negros em campo. Há registros que sinalizam impedimento de contratação de jogadores negro na equipe gaúcha. Apenas quase 50 anos depois, em 1952, o Grêmio rompeu uma importante barreira, ao contratar pela primeira vez em sua história um atleta negro, Tesourinha. Um dos últimos grandes clubes brasileiros a fazer isso. Não parou por aí... Um ano depois, seu hino foi escrito por outro negro, Lupicínio Rodrigues. Seu primeiro jogador convocado para a seleção brasileira em uma Copa do Mundo foi um negro, Everaldo, em 1970. Após a conquista da Copa do Mundo, Everaldo foi homenageado com uma estrela na bandeira do clube. Pois é, a estrela dourada da bandeira gremista é do negro Everaldo. Nenhum clube brasileiro tem isso, só o Grêmio. Enfim, a história evidencia: O Grêmio não é racista. É negro também. Ainda assim, a punição recebida por conta do episódio do goleiro Aranha foi justa. Certamente uma mancha na história do centenário clube. Que seja um marco. Algo precisava, e sempre precisará, ser feito para situações como esta.

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