• Twitter
  • Facebook

Fórum

Espaço dedicado a publicação de artigos opinativos sobre a relevância das atividades relacionadas com a disseminação dos fatos históricos que serviram de base para o crescimento do futebol.

Objetiva-se buscar interações com os leitores e fortalecer a discussão e apresentação de opiniões, de uma forma respeitosa e com total transparência.


Porque não teremos mais ninguém como Telê Santana.

Autor: José Renato - 08 de Julho de 2014   Comentários 1 comentários

Março de 1985:

A CBF contrata Evaristo de Macedo para comandar a seleção brasileira durante as eliminatórias da Copa do Mundo.

Maio de 1985:

Telê Santana, técnico do Al Ahli, é contratado pelo Rádio Jovem Pan de São Paulo e TVS de Silvio Santos para comentar os jogos da seleção brasileira nas eliminatórias da Copa do Mundo. Juntamente com Telê, a equipe da TVS é composta por Juca Kfouri, Jorge Kajuru e Osmar de Oliveira.

Após 6 jogos no comando técnico, a derrota brasileira por 2 a 1 para a seleção chilena provoca a demissão do técnico Evaristo de Macedo. Faltam apenas 9 dias para a estreia brasileira nas Eliminatórias.

Tão logo Evaristo é demitido, o presidente da CBF, Giulite Coutinho, liga para Telê Santana pedindo que agilizasse sua liberação pelos árabes do Al Ahli.

“Na quinta-feira, exatamente às 4 horas e cinco minutos da tarde, o telefone toca e ouça um eufórico Telê do outro lado da linha: 'Juca, estou saindo agora de Belo Horizonte para o Rio. Eles me chamaram antes do almoço e eu consegui a liberação com os árabes para as eliminatórias. Avisa o Sócrates para mim. Avisa também o Osmar porque não consegui achá-lo. A CBF vai entrar em contato com a TVS, mas achei que tinha a obrigação de avisar vocês. Muito obrigado por tudo, e olha, acho que você ainda não pode dar a notícia. Mas a revista só sai na terça-feira né?.. Esta é a última informação que te dou em primeira mão.”  (Placar, 31/05/1985)

4 de julho de 2014

Após ser questionado publicamente sobre sua exclusiva para 6 jornalistas esportistas, em 30 de junho, Felipão rebate: “Vai ser assim. Se gostou, gostou. Se não gostou, vá para o inferno.” 

http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/felipao-nega-arrependimento-e-ataca-vao-para-o-inferno

Há certo ou errado?

Certamente.

Atitudes que revelam um pouco de cada um dos técnicos.

Que diferem um do outro.

Dentro de um contexto, tudo pode ser justificável.

Mas chocante mesmo é ver o atual comportamento de pessoas presentes nas duas situações.

Vergonha alheia e uma gigantesca decepção.

(Fonte dos fatos ocorridos em 1985, o livro Fio de Esperança de autoria de André Ribeiro, publicado em 2000)

Felipão segue o roteiro da Presidente Dilma.

Autor: José Renato - 02 de Julho de 2014   Comentários Nenhum comentário

Cenário A

Meados de maio de 2014, as críticas contra a Copa do Mundo chegam ao extremo, no que diz respeito aos atrasos dos estádios, suspeitas de corrupção e tudo mais.

1.Dia 16 de maio.

A Presidente Dilma promove jantar com dez jornalistas esportivos no Palácio da Alvorada.

http://www.vermelho.org.br/radio/noticia/242287-331

2.Dias 17 a 20 de maio.

Alguns jornalistas presentes divulgam em seus blogs, colunas e artigos nos principais jornais brasileiros, palavras elogiosas e outras de quase idolatria a Presidente Dilma.

http://www.memoriafutebol.com.br/forum/as-vesperas-da-copa-do-mundo-governo-federal-marca-mais-um-gol-parte-da-imprensa-esportiva-ja-esta-no-papo

3.Dia 12 de junho

Durante a estreia da seleção brasileira frente a seleção croata, a presidente Dilma é xingada por parte do publico.

http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2014/06/13/interna_politica,538861/dilma-nao-escapa-de-vaias-de-torcedores-no-itaquerao.shtml

4.Dia 13 de junho

Alguns jornalistas presentes no encontro do dia 16 de maio rechaçam os xingamentos atribuídos aos que eles chamam de "Elite Branca".

http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/plenos-poderes/foi-a-elite-branca-que-vaiou-a-presidenta-dilma-na-abertura-da-copa.html

Coincidência?

 

Cenário B

Seleção Brasileira ainda não teve uma atuação convincente, e a desconfiança e muitas críticas cercam a comissão técnica e seus jogadores, às vésperas do confronto frente a Seleção Colombiana pelas Quartas de Finais da Copa do Mundo.

1.Dia 30 de junho.

Luiz Felipe Scolari, juntamente com Parreira e Murtosa, recebe 6 jornalistas esportivos. 

http://www1.folha.uol.com.br/esporte/folhanacopa/2014/06/1478960-felipao-reconhece-que-selecao-esta-devendo-e-admite-mudancas.shtml

2.Dia 4 de julho.

Hipótese A: Seleção Brasileira é derrotada pela Seleção Colombiana 

Hipótese B: Seleção Brasileira elimina Seleção Colombiana 

3.Dia 5 de julho.

Difícil Imaginar?

Coincidência?

Uma lenda chamada Oberdan Cattani, escrita no Céu

21 de Junho de 2014   Comentários Nenhum comentário

O que o mundo do futebol poderia esperar do dia em que um motorista de caminhão se encaminhou para fazer um teste no Palestra Itália no principio dos anos 1940?

Pouca coisa.

Talvez, quase nada.

Ninguém poderia imaginar que ali estaria se iniciando uma dinastia.

Oberdan Cattani foi isso para o futebol brasileiro.

Para a Sociedade Esportiva Palmeiras, foi sua alma.

Dono de mãos gigantescas, Oberdan nasceu Palestra e se fez Palmeiras.

Mais que isso, fez Palmeiras.

Uma marca.

Foi campeão paulista pelo alviverde, em 1942, 1944, 1947 e 1950.

Mais de 350 partidas pelo clube que tanto amou.

E que jamais lhe rendeu a honraria de um busto em sua homenagem.

Segundo o clube, por ele ter defendido as cores de outra equipe frente a esquadra alviverde.

Mas para Oberdan, isso jamais diminuiu seu amor pelo clube.

O conheci cerca de 2 anos atrás.

Tive a alegria de organizar um evento em dezembro de 2012 em homenagem a algumas pessoas que contribuíram com a memória do futebol.

Precisávamos de um nome para representar o Palmeiras.

A primeira opção era ele.

Pensei que não fosse possível, por conta de sua idade, 93 anos.

Meu amigo, Marcelo Unti, ligou para a casa dele.

Que surpresa!!!

Ele mesmo atendeu e já confirmou presença.

Ainda assim, estávamos preocupados.

O evento começaria por volta das 9:00.

E eis que 15 minutos antes, chegou aquele homem gigante entrando sozinho, sem a necessidade de qualquer ajuda.

Fui a sua direção, me apresentei e fomos para o elevador.

O elevador demorou um pouco.

Ainda assim, tempo suficiente para que Oberdan reclamasse: Tenho certeza que é um elevador corinthiano...

Impossível não achar graça.

Ele se sentou junto a plateia e lá ficou durante todo o evento.

Foi homenageado, algo bem simples se comparado com sua relevância.

Antes de sair ainda presenteou a todos.

Fez questão de bater uma foto com Osmar Santos.

E por fim, levantou as mãos para o publico.

Quis mostrar suas mãos, seus instrumentos de trabalho.

Pequenos gestos, de um imortal que agora foi chamado para o andar de cima.

E para sempre Oberdan.

No meio da floresta, um jogaço.

Autor: José Renato - 15 de Junho de 2014   Comentários Nenhum comentário

Pois é.

 

Manaus foi mais forte.

Venceu.

A Copa do Mundo está bela.

Graças, também, a esta cidade.

Já morei lá.

Minha família ainda está lá.

Clima quente.

Muito.

Impossível jogar.

Quase.

Lembro quando ainda tinha uns 11 anos.

As aulas de Educação Física eram duras.

Estas condições climáticas certamente prejudicam muito o futebol local.

Creio que a cidade de Belém seria o local mais adequado na Região Norte.

Apenas um "achometro".

Assim que foram definidos os jogos em Manaus, comprei ingressos para todos os jogos.

Não sabia sequer quais seriam as seleções.

Tive sorte.

O primeiro deles seria Inglaterra x Itália, um jogaço.

Cheguei ontem a cidade.

O aeroporto belíssimo

Mas inacabado.

Pegamos um ônibus do avião até o terminal.

Paramos no meio de uma área inacabada.

Em uma porta comum.

Fechada.

Até que alguém apareceu para abrir a porta.

Inadequada, mas chegamos.

Enfim, chegou o dia do jogo.

Muito quente.

Tivemos que descer do carro no meio da principal avenida da cidade, Djalma Batista.

Havia um bloqueio policial.

Ainda mais de três horas antes do início da partida.

A distância foi muito longa

Sol de rachar.

Ambiente tranquilo.

Muita gente, mas organizado.

Chegando próximo ao estádio, não havia muita informação.

Na verdade nenhuma.

Poucos voluntários.

Ainda assim, quando encontrados, sempre muito solícitos.

Informação escassa provocou princípio de tumulto.

Muita gente.

Filas muito longas até a passagem pelo detector de metais.

Após isso, a tranquilidade reinou.

Tudo certinho.

Bem organizado.

Voluntários eram poucos, no entanto, as informações estavam claras e expostas.

Achei facilmente os meus assentos.

Não havia filas.

Consegui comprar bebidas de maneira muito fácil.

Tudo certinho.

Público educado.

As pessoas se confraternizando.

Um ambiente de verdadeiro fair play.

Em um jogo pegado.

A grande maioria torceu para os italianos.

Não há como negar, os comentários negativos do técnico inglês pesaram.

Já para mim, impossível torcer pelos italianos.

Sou "viúva" do Brasil de 1982.

Sempre que os vejo, impossível, esquecer Paolo Rossi.

Ele está sempre lá com a Azzurra.

E eu, sempre, do lado oposto.

Os torcedores ingleses também não fizeram por menos.

Quando os brasileiros e italianos faziam a "ola", os ingleses quebravam a sequência.

E eram vaiados... e muito.

Ao final do jogo, a área que concentrava a maior parte de ingleses foi cercada por seguranças.

Precaução.

A saída foi ainda mais tranquila.

Muito embora a distância até o acesso a transporte fosse igualmente longo.

Enfim.

A escolha de Manaus foi muito criticada.

No entanto, a cidade foi maior que tudo isso.

Venceu.

Com muito louvor.

Parabéns a todos que moram nesta cidade.

Um dia inesquecível, um sonho de criança

Autor: José Renato - 12 de Junho de 2014   Comentários Nenhum comentário

Sempre quis estar presente a uma Copa do Mundo.

Os anos passaram.

Muitos sonhos se concretizaram.

Outros mudaram.

A Copa do Mundo deixou de fazer parte do meu imaginário.

Sequer fui atrás de comprar ingressos aos jogos.

O destino fez com que ganhasse um par deles.

Justamente na partida de estreia.

Pois é...

Um sonho se realizou.

Sem a mesma alegria.

Mas com alguns momentos bem marcantes.

Consegui levar o meu pai.

Um grande gol.

O transporte até a Arena em Itaquera foi bem tumultuada.

O chamado Expresso da Copa, o trem, nos levou sem escalas da estação da Luz até Itaquera.

A confusão se deu pela falta de informações.

Erros de indicação e poucos voluntários.

Muita gente nas plataformas.

Vagões lotados.

A estação em Itaquera estava intransitável.

Impossível.

Eram mais de duas horas antes do início da festa de abertura.

Um tumulto.

Pouquíssimas informações.

O trajeto até a entrada Leste do Itaquerão foi longa.

Uma volta gigantesca, talvez necessária, mas a verdade é que o sol estava forte.

E havia muita gente circulando pela região.

O tumulto diminuiu apenas quando fomos obrigados a apresentar os ingressos.

A multidão passou a ser menor.

Na mesma proporção o número de pessoas para informar.

Quando elas apareciam, no entanto, eram sempre muito atenciosas.

Bem treinadas e educadas.

Já dentro do estádio, mais confusão.

Poucas placas indicativas.

Meu lugar era no Bloco 429.

Não há indicação para ele.

Tanto tempo depois, faltavam pouco menos de 30 minutos para o show de abertura.

Chocho.

Sem vibração.

Sem graça.

Sem público.

Com muitos “sem”,

Até mesmo a saída dos artistas, que acenavam para o publico, foi mais aplaudida que o show.

Terminada a abertura, coube ver o esforço de trabalhadores para retirar as quinquilharias do show.

Uma trabalheira sem fim e visivelmente sem organização.

Provocou o atraso da entrada das equipes para o reconhecimento do gramado.

Agora faltava pouco.

E veio o maior momento de todos.

O hino.

O publico levou até o final.

Emocionante.

Foi de arrepiar.

Valeu o dia.

Já o jogo... foi aquilo lá que todos vimos.

Para quem estava presente, outras lembranças.

Muitas brigas entre torcedores.

Por inúmeros motivos.

Certamente, a bebida ajudou (cerveja liberada).

Alguns estavam claramente embriagados.

Havia muitas pessoas assistindo a partida em pé.

Corredores obstruídos, por mais que houvesse voluntários se esforçando para que isso não acontecesse.

O estádio não estava lotado, longe disso.

Havia alguns clarões.

A energia piscou algumas vezes.

O som das “pisadas” vinda das arquibancadas temporárias também assustava.

As filas nas lojas eram gigantescas.

Por conta disso, o segundo tempo começou com muitos torcedores ausentes.

Xingamentos a FIFA, sobretudo no começo.

Xingamentos a Dilma, principalmente durante boa parte do segundo tempo.

Enfim... muitas coisinhas.

Lembrei porque deixei de ser torcedor de estádio.

Já o retorno para casa foi bem mais tranquilo.

Com um dia que foi marcante.

E mais uma certeza.

Os sonhos guardados podem ser resgatados e concretizados.

Dia 2 de junho de 2014, meu Vozão Centenário

Autor: José Renato - 02 de Junho de 2014   Comentários Nenhum comentário

Em 1914, nascia na capital cearense, o Rio Branco Football Club.

Uma homenagem a Barão de Rio Branco, um dos mais importantes nomes da historia do Brasil.

Desde o começo, estava escrito que o clube faria jus a este nome.

Suas cores eram roxo e branco.

Naqueles tempos, no entanto, era difícil achar tecido com a cor roxa.

O roxo foi substituído pelo preto.

O clube passou a ser alvinegro.

Em seguida nova mudança, agora de nome.

Ceará passou a ser mais que um Estado.

Ceará Sporting Club, já era o atual campeão cearense.

Um clube de amigos.

Justamente por isso se transformou em Vozão.

Ao emprestar seu campo, aos jovens jogadores do América, um dos dirigentes alvinegros costumava falar: Venham cá, jogar no campo do Vovô.

Vovô...

O primeiro centenário cearense.

O maior campeão cearense do mundo.

O maior representante do esporte bretão em seu estado

A equipe que jamais foi batida pelo Rei Pelé.

Pois é Rei, enfrentar o Vozão é muita pressão.

Sei do que estou falando.

Meu tio avô fundou a equipe tricolor que traz em seu nome a capital cearense.

Nada mais natural, afinal uma cidade é menor que um estado.

Já o vizinho de meu avô, fundou outra equipe tricolor na capital cearense.

Pois bem...

Minha orientação era para ser tricolor.

E escolhi ser.

Trago em meu coração vermelho, as cores preta e branca.

Paginação:  

Exibindo página 6 de 34 em um total de 200 registro(s).



Memória Futebol - todos os direitos reservados 2011

Ap1! Comunicação