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Fórum

Espaço dedicado a publicação de artigos opinativos sobre a relevância das atividades relacionadas com a disseminação dos fatos históricos que serviram de base para o crescimento do futebol.

Objetiva-se buscar interações com os leitores e fortalecer a discussão e apresentação de opiniões, de uma forma respeitosa e com total transparência.


As vésperas da Copa do Mundo, Governo Federal marca mais um gol, parte da Imprensa Esportiva já está no papo.

Autor: José Renato - 18 de Maio de 2014   Comentários Nenhum comentário

Nada é por acaso, tão pouco mera coincidência.

E, infelizmente, ao que tudo indica, a evolução de alguns dos nossos principais profissionais da imprensa esportiva é algo muito discutível.

Não creio que seja alienação.

Talvez haja algo pior atrás disso tudo.

Tomara que não, mas o quadro é desolador.

Permitam me retroagir um pouco no tempo.

Em 1° de setembro de 2012, tive a oportunidade de participar, como convidado, do 21° Congresso Internacional de Jornalistas Esportivos em Manaus, evento organizado pela AIPS (International Sports Press Association) America.

Entidade fundada em 1924, a AIPS abriga jornalistas esportistas de todo o mundo e no Brasil, todos os estados brasileiros estão representados.

O evento em Manaus contou com a participação de profissionais de 32 diferentes países, e 25 dos 27 estados brasileiros estão aqui representados.

Após dois dias de encontros de ordem interna era grande a expectativa quanto a participação do ministro Aldo Rebelo.

O ministro Aldo Rebelo falou durante 30 minutos.

Logo no começo tranquilizou a todos que não havia qualquer atraso nas obras para a Copa do Mundo.

A seguir o que se assistiu foi uma apresentação historicamente perfeita, indicando fatos que apenas alguém que acompanha o futebol já faz muitos anos poderia fazer.

Sinalizou que o Brasil fez muito pelo futebol, pois disputou de todas as edições de Copa do Mundo, venceu esta competição em 5 oportunidades, tem o maior artilheiro de todas as Copas e o maior jogador de futebol de todos os tempos.

Em seguida explicitou nomes de grandes craques do futebol brasileiro ao longo de toda história, com direito a palavras elogiosas a Fausto, Preguinho, Garrincha, Tesourinha e muitos outros.

Não há como negar, ao que parece, o ministro que já escreveu livro sobre futebol, sabia do que estava falando.

Foram 23 minutos de lembranças históricas.

A interrupção aconteceu para que indicasse problemas que teve, durante as Olímpiadas de Londres, para ser entrevistado, uma vez que o sistema de telefonia britânico, segundo ele, não era eficiente.

Mas foram apenas 4 minutos sobre isso.

E... só.

Pois bem, ao final o que se viu foi uma grande festa com jornalistas nacionais e internacionais se confraternizando, batendo fotos e trocando lembranças alusivas a Copa do Mundo.

Sem palavras!!!

Não houve qualquer questionamento dos jornalistas.

Um encontro perfeito... para o ministro.

Gol do Governo Federal.

Quase dois anos depois, em maio de 2014, a presidente Dilma Roussef convocou 10 jornalistas esportivos para um encontro.

Certamente aqueles considerados os maiores pelo Governo Federal.

Ausências notadas, cabíveis de destaque, embora tenham sido convidados, Galvão Bueno e Milton Neves.

Obviamente, não estive presente, quem sou eu para isso.

No entanto, pude ler o relato de três deles que lá estiveram (em artigos publicados em alguns dos principais jornais brasileiros).

A cada linha, uma agonia me invadia.

Um gigantesco encontro entre lobos, ovelhas e alguns que, apenas, marcavam presença.

Confesso, não tenho condições de saber quem são cada um deles.

Desconfio apenas a quem cabe o papel de lobo.

Se a uma presidente que, as vésperas das Eleições Presidenciais e da Copa do Mundo, tem visto seus índices de popularidades caindo, e convoca, pela primeiras vez, os mais famosos jornalistas brasileiros da área esportiva.

Ou se alguns daqueles jornalistas que se intimidaram com o local, ambiente, pessoas e se limitaram a falar banalidades sobre movimentos, importantes, como o Bom Senso e a Universidade do Futebol, e/ou sobre suas agonias egocêntricas com o atual presidente da CBF, mas que certamente não possuem qualquer relevância as vésperas da realização de uma Copa do Mundo, ainda mais, próximo as Eleições, e depois de anos de pleno silêncio sobre os assuntos em questão.

Ainda assim, certamente, nos próximos atos veremos alguns deles fazendo parcerias comerciais com estes movimentos, assim como alguns deles já fazem com entidades esportivas, incluindo clubes profissionais, sobre as quais comentam em seus artigos semanalmente publicados em jornais de grande circulação, programas de rádio e de televisão, e em seus blogs na Internet.

Claros exemplos de conflitos de interesse que, infelizmente, domina os nossos dias.

Quem são os lobos?

Quem são as ovelhas?

Tudo isso acaba por nos fazer dignos de ouvir o chavão: Sabe de nada, Inocente!

O governo não nos representa de forma digna.

E aqui não é uma questão partidária, pois a dissimulação é algo comum a todos eles.

Todos eles têm sua Petrobras, Metrô, Porto de Suape, Museu do Futebol e muitos outros.

No meio de tantas manifestações e criticas aos gigantescos abusos exercidos pelo Poder Público em suas mais variadas esferas, muitos destes jornalistas se mostraram, de acordo com os artigos escritos por eles mesmos, abençoados com fotos, livros e, principalmente, pela vaidade devidamente massageada.

Se bem que sempre haverá aquele que, sabiamente, informará: 'Entre os dez jornalistas presentes, três não usavam gravatas, uma usava saia e sempre um de óculo ficava ao lado da presidente, e que sempre que isso ocorreu, o Brasil ganhou a Copa e o Presidente foi reeleito.'

Pessoas marcantes em nossas vidas

Autor: José Renato - 04 de Maio de 2014   Comentários Nenhum comentário

Desde o começo de nossas vidas, recebemos influências.

Os nossos pais são os primeiros.

Compartilharam os seus valores.

Muitos tentam nos moldar.

Invariavelmente, exercem muita influência em nossa vida.

Nem sempre.

Algumas vezes este papel não cabe ou não é assumido pelos pais.

Irmãos, tios, primos e até amigos podem ser estas pessoas.

Isto não tem qualquer relação com amor.

O amor que sentimos pelas pessoas é algo independente desta relação.

Podemos sim, sermos influenciados fortemente por alguém que não, exatamente, amamos.

Valores são compartilhados.

Comportamentos também.

Também é possível que certos acontecimentos moldem a nossa vida a partir de então.

Somos seres plenamente influenciáveis.

E ainda assim, temos o senso crítico.

O livre arbítrio.

Perfeito.

Podemos muito ter nossos guias.

Na vida pessoal ou na corporativa.

E que bom, podemos também evoluir.

Devemos.

Manter nossos sustentáculos.

Sem precisar olhar para trás.

Já estão conosco.

Sempre.

Na minha vida, este cara foi meu avô.

Felipe de Lima Santiago

Convivemos, relativamente, pouco.

Até os meus 17 anos.

Jamais moramos na mesma cidade.

Ele, sempre, em Fortaleza.

Eu, em São Paulo, Manaus, e posteriormente São Paulo novamente.

Nosso convívio acontecia sempre durante as férias de final do ano.

Bate papos matinais.

Leituras de jornais.

Histórias compartilhadas.

Valores apresentados.

...e abraçados.

O cenário foi o futebol.

Poderia ter sido qualquer outro.

Os personagens seriam os mesmos.

A história também.

Afinal, 'podemos conhecer o mundo, sem esquecer o quintal de casa'.

Uma lição de Luis Fernando Bindi, em 2007, vira verdade “pelas mãos” da UOL.

Autor: José Renato - 22 de Abril de 2014   Comentários Nenhum comentário

Luiz Fernando Bindi sempre teve opiniões firmes.

Não era obvio.

Tinha personalidade.

Tive a oportunidade de conviver com ele durante algum tempo.

Às vezes discordávamos.

Assim que tem que ser.

Creio que o prefácio de seu primeiro livro: “Futebol é uma Caixinha de Surpresas” diz um pouco disso.

Apenas um pequeno pedaço.

Um coração enorme, que colocou junto tantos nomes importantes do jornalismo brasileiro.

Fique muuuito surpresa e emocionado com a inclusão do meu nome.

Mas o meu aprendizado foi maior.

Bindi incluiu na mesma lista, pessoas que não gozam de boa relação entre si.

O ano era de 2007.

E ele já deixava claro, algo obvio: não precisamos escolher um lado para ficar.

Podemos gostar igualmente de muitos.

Mesmo que sejam tão diferentes entre si.

Se é que são.

Durante algum tempo, tive a alegria de escrever para o site de Bindi.

Posteriormente passamos a escrever no blog de um outro jornalista, listado no prefácio acima, que apenas para facilitar entendimento nomearei com um nome hipotético, Adoniran.

Sempre de forma voluntária.

Alguns meses depois, Bindi passou também a escrever para o site do jornalista Milton Neves.

Estava feliz.

Sempre gostou de Milton, apesar de, também, discordar dele, algumas vezes.

Em seguida, Bindi recebeu a ligação de Adoniran, que ele deveria escolher: escrever no seu blog ou no de Milton Neves.

Bindi não entendeu.

Para ele, não precisava ser assim.

Adoniran também me ligou e me avisou que a atitude de Bindi era inadmissível e incompatível.

Aliás, em minha opinião, Adoniran tem todo o direito de definir quem deve ou não escrever em seu blog.

Mas faltou respeito na forma.

Sendo assim Bindi, suas postagens e até mesmo sua foto foram excluídos do blog de Adoniran.

Meses depois... recebo a ligação de Adoniran.

“Zé Renato, você está sabendo, que o Bindi morreu?”

Foi assim que recebi a notícia da partida de meu amigo.

Em seguida, reafirmou: “Poxa, ele morreu e eu tirei ele do meu blog.”

Esta era a preocupação de Adoniran.

Pois é...

Após alguns meses, tão logo Adoniran passou a prestar serviço ao UOL, me foi dispensado tratamento semelhante com relação a minha participação em seu blog.

Sequer minhas ligações passaram a ser atendidas.

Sumiço total.

Não fomos os únicos.

Repito, em minha opinião, Adoniran tem todo o direito de definir quem deve ou não escrever em seu blog.

Mas o tratamento foi desrespeitoso.

Muito.

Uma pena.

Semana passada, ao acessar a área de esporte da UOL (http://esporte.uol.com.br/), vi fotos de vários jornalistas esportivos.

Muitos deles citados no prefácio de Bindi.

Pois é...

Meu amigo Bindi tinha razão.

Não precisamos escolher um lado para ficar.

Mesmo porque todos podemos estar juntos.

Quanto a Adoniran?

Esta lá na UOL, todo sorridente, ao lado do jornalista que acabou por provocar, sem que soubesse, a exclusão de Bindi de seu blog.

O tempo é sempre o Sr. da Razão.

Agradeço pelas pessoas que Deus coloca em meu caminho, e também pelas que tiram.

Bindi estará sempre no meu caminho.

A maior goleada da história do clássico Choque Rei: 6 a 0

Autor: José Renato - 26 de Março de 2014   Comentários Nenhum comentário

Já faz 75 anos.

A maior goleada na história do clássico Choque Rei.

Pois é, já foram 302 jogos.

Cabe destacar este que aconteceu em 1939.

Uma partida válida pelo Campeonato Paulista de 1938.

Quem sabe não tenha sido este um dos motivos da mudança do nome do Palestra Itália, anos depois, rs rs...

Afinal, anos depois, nós, tricolores, fomos acusados de tentar “tomar” o estádio do rival.

Uma bobagem?

Talvez não.

Quem sabe eles estivessem mal acostumados, com o tipo de rivalidade que costumavam ter, até então, com alguma equipe alvinegra por aí.

Não, palestrinos.

Estádio, nós mesmos construímos.

Demorou, mas foi com o nosso esforço.

Lamento.

Não recebemos o nosso estádio como doação de qualquer empresa que seja.

Tão pouco, usamos dinheiro público para isso.

Mas vamos a campo, certo?

Que é onde deve existir alguma rivalidade.

Já nos primeiros 15 minutos, o São Paulo vencia por 3 a 0.

Quando o árbitro, Vítor Ferreira, passou mal.

Talvez chocado.

Mudou o juiz.

Virou 3 a 0 o primeiro tempo.

Acabou 6 a 0.

Um vareio de bola.

Uma lição aos Palestrinos.

No dia seguinte, os seus dirigentes estavam inconformados.

Resolveram mandar embora o goleiro Jurandyr.

Motivo?

Ele teria bebido uma dúzia de cervejas no dia antes do confronto.

Pois é.

Saber perder, não é algo natural.

Precisaram se acostumar desde então.

Acabamos por criar uma mágoa eterna em nosso freguês.

A supremacia tricolor é absoluta.

Em Taça Libertadores, por exemplo, foram 4 encontros (ao todo 8 jogos).

4 eliminações palmeirenses.

Mas voltemos a 1939 novamente.

Eis a ficha técnica da maior goleada do clássico.

 

São Paulo 6 x 0 Palestra Itália

Competição: Campeonato Paulista

Data: 26/mar/1939;

Estádio: Antônio Alonso (São Paulo, SP);

Juiz: Vítor Ferreira (Arthur Ferreira);

 

São Paulo: Pedrosa, Agostinho, Iracino, Fiorotti, Lisandro, Felipelli, Mendes, Armandinho, Elyseo, Araken e Paulo. T: Vicente Feola

Palestra Itália: Jurandyr, Carnera, Junqueira, Tunga, Dudu, Del Nero, Filó, Lima, Barrilotti, Feitiço e Mathias. T: Ventura Cambon

 

Gols: Elyseo 3' 1ºt, Armandinho 9' 1ºt, Paulo 16' 1ºt, Araken 7' 2ºt, Armandinho 20' 2ºt, Armandinho 40' 2ºt 

O continuísmo não é pai da corrupção, mas a oxigena: Vôlei, Futebol...

Autor: José Renato - 24 de Março de 2014   Comentários Nenhum comentário

Eis que mais uma imaculada imagem vai ao chão.

A do nosso Vôlei.

O segundo maior esporte do país.

No Brasil, sem sombra de dúvida o mais vencedor dos últimos anos.

Se considerarmos o feminino e masculino então, chega a ser até covardia.

Infelizmente, os problemas, diferentemente das conquistas, são comuns aos demais esportes aqui praticados.

O maior deles e pais de todos eles é, certamente, o continuísmo.

O motivo parece ser simples, a tal intimidade.

Quanto mais íntimos do poder, mais suscetíveis a estreitar os interesses pessoais aos de uma comunidade, os mandatários se sentem.

É verdade que alguns deles, nem precisam ser tão íntimos para cometer tal descalabro.

Justamente por isso, é que qualquer atividade demanda a renovação.

Vencendo ou perdendo, renovar é preciso.

Podemos passear em vários estados brasileiros.

E verificar em várias federações, de diversos esportes.

Na grande maioria, seus mandatários, lá estão, há anos, alguns deles, até décadas.

O continuísmo não é pai da corrupção, mas a oxigena.

Mas este tipo de análise não pode se limitar aos mandatários.

O conceito vale para todos os níveis hierárquicos.

Vou ser repetitivo.

O continuísmo não é pai da corrupção, mas a oxigena.

Sendo assim, deve se evitar todo e qualquer tipo de continuísmo.

Técnicos que se perpetuam em seus cargos, vencendo ou perdendo, como acontecem em muitos selecionados brasileiros.

Ou será que um rostinho bonitinho e/ou discurso politicamente correto são o suficiente.

Isto acontece no futebol.

São sempre os mesmos profissionais.

No vôlei também.

São sempre os mesmos.

Em todos os esportes.

As oportunidades são cada vez mais escassas para novas caras.

Novos profissionais não têm qualquer chance.

Não há renovação.

A corrupção passa a estar próxima.

Sendo assim, é impossível se dizer surpreso com notícias como esta que hoje aflige o vôlei brasileiro. 

Um gesto que vale mais que mil palavras

Autor: José Renato - 20 de Março de 2014   Comentários Nenhum comentário

Um velho ditado.

Sem autoria conhecida.

Mas que coube a uma pessoa validar seu significado.

Este cara é o Bellini.

Jamais na história do mundo, um simples levantar braços teria tanto significado.

Humildemente, o nosso Capitão, assim o fez apenas para que os jornalistas presentes em campo sueco pudessem ver a taça.

Não é verdade.

Estava marcado que caberia a ele, ser o dono do maior gesto de vitória no futebol mundial.

Até então o “Pegar a Taça”, acabou virando no “Levantar a Taça”.

Mesmo quando sequer uma Taça era colocada em disputa.

Quanta diferença.

Muitos tiveram a chance de fazer isto antes dele.

Todos querem ter o privilégio de repetir o gesto, depois dele.

Se a contagem dos anos se divide em A.C (antes de Cristo) e D.C (depois de Cristo).

A glória do futebol, em seu maior momento, se divide em A.B (antes de Bellini) e D.B (depois de Bellini).

Pois é, o Céu terá o maior capitão de todos os tempos.

Após 83 anos, Hideraldo Luís Bellini foi chamado para o andar de cima.

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