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Memória Futebol

O futebol é cheio de surpresas.

Realmente é um dos poucos esportes onde uma equipe com desempenho inferior pode superar outra que tenha tido uma melhor atuação durante um confronto.
Em especial o futebol brasileiro se caracteriza pela grande quantidade de equipes, consideradas grandes, que possuem condições de conquistar o título máximo da competição nacional.

Muito possivelmente aí esteja a maior diferença entre o nosso futebol e o dos demais países.

Mas há outras diferenças...

Desde 1894, quando o brasileiro Charles Miller voltou ao país com uma bola e o livrinho de regras, o futebol tem se tornado algo cada mais relevante e impactante na vida de todos nós, até mesmo daqueles que não o apreciam.

Essa importância talvez seja algo inimaginável em qualquer outro lugar no mundo.

No entanto apesar disso, diferentemente do que tem acontecido em muitas áreas sociais e da economia brasileira, tem se visto muito pouca evolução nos modelos de gestão adotados para a administração do esporte, o que é, sem dúvida alguma, lamentável.

Passamos por ditaduras, crises econômicas, impeachments, eleições diretas, isto é, do ponto de vista de estrutura social e política, nosso país passou por situações dificílimas, no entanto, tem claramente progredido, muito embora existam muito pontos a melhorar.

Já a administração do futebol está longe de progredir em nosso país, aliás, muito pelo contrário. Temos visto, desde sempre, mandos e desmandos de seus gestores, que se perpetuam em seus cargos de forma quase eterna.

Mas o pior de tudo, é que os novos dirigentes que tem aparecido, continuam com as mesmas características do passado que são adicionadas a outras muito piores, de caráter duvidoso e objetivos não muito honestos.

Infelizmente não temos utilizado as experiências obtidas no passado como forma para evoluir nessa área.

Muito embora estejamos próximos a voltar a realizar uma Copa do Mundo no Brasil, todos temos aceitado de forma passiva, os mandos e desmandos que têm sido promovidos por pessoas que se acham proprietárias do evento.

Digo passivamente, pois não há uma real mobilização para evitar que estas coisas aconteçam.

Por muito menos populações de outros países fizeram verdadeiras revoluções, até mesmo políticas.

E então, o que podemos fazer diferente?

Muito, com certeza, há muito a fazer.

Curioso notar a importância que precisamos ter quanto aos fatos ocorridos no passado.

Certamente através deles temos acesso a importantes lições, que uma vez aprendidas nos ajudará a potencializar melhores resultados em projetos futuros, bem como evitar equívocos já ocorridos.

Ao desenvolvermos atividades em prol da memória do futebol, não se busca simplesmente lembrar a importância de fatos e personagens do passado, por mais que isso já fosse uma justificativa bem razoável e suficiente.

O resgate da memória permite um aprendizado que pode ser diferencial para a perpetuação de qualquer organização.

Pois bem, os clubes de futebol, principalmente no Brasil, ainda têm um longo caminho até chegar a este entendimento.

Infelizmente, hoje enxergamos muito poucas, aliás, praticamente nenhuma iniciativa que identifique a memória do futebol como algo estratégico.

O que se vê hoje, quando raramente ocorrem, são homenagens, o que sem dúvida é uma maneira muito simplista e ineficiente de se utilizar a história como um verdadeiro aprendizado.

Então, mãos a obra... em busca do real uso das boas práticas históricas como forma de garantir o crescimento e a perpetuação das lições aprendidas.


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